Geada queimou o milho? Saiba como transformá-lo em silagem de qualidade
As primeiras semanas de abril foram marcadas pela estabilidade no mercado do milho. Os preços se mantiveram próximos de R$ 69,00 por saca, com pequenas quedas registradas nos últimos dias.
Segundo o Cepea, a baixa procura por parte dos compradores tem limitado as variações, já que muitos ainda contam com estoques e aguardam preços mais baixos para voltar ao mercado.
De olho na pouca demanda do mercado, vendedores do cereal estão mais fllexíveis em relação as cotações, procurando fechar mais vendas.
O Cepea também destaca que os preços atuais refletem a queda do câmbio, que reduz a competitividade das exportações. Além disso, o avanço da colheita de verão e o retorno das chuvas nas regiões de segunda safra devem favorecer o desenvolvimento das lavouras.
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O ácido sulfúrico é considerado essencial para diferentes segmentos industriais – Foto: Foto: Portos RS
A decisão de interromper o comércio de um insumo estratégico deve provocar efeitos relevantes em cadeias produtivas globais já pressionadas. A avaliação é baseada em informações divulgadas por José Carlos de Lima Júnior, sócio da Markestrat Group e cofundador da Harven Agribusiness School.
A China anunciou que suspenderá, a partir de maio, as exportações de ácido sulfúrico, mantendo exceção apenas para o produto de grau eletrônico. Com isso, tanto o ácido de fundição quanto o derivado de enxofre deixam de ser comercializados ao exterior, retirando do mercado cerca de 30% da oferta mundial desse insumo.
O ácido sulfúrico é considerado essencial para diferentes segmentos industriais. Ele é utilizado na produção de fertilizantes, no refino de metais e petróleo e na fabricação de baterias de chumbo-ácido. A retirada de uma parcela significativa da oferta global tende a gerar impactos diretos nos custos e na disponibilidade desses produtos.
Na prática, a medida tem potencial para afetar cadeias inteiras, incluindo alimentos, combustíveis e insumos químicos. O cenário ocorre em um momento de restrições já existentes no fornecimento de matérias-primas, o que amplia a pressão sobre preços e logística.
Para o agro brasileiro, o movimento indica possível encarecimento de fertilizantes e maior volatilidade no abastecimento. Como o setor depende fortemente de insumos importados, qualquer alteração relevante na oferta global pode refletir diretamente nos custos de produção e, consequentemente, nos preços ao consumidor. As informações foram publicadas no perfil oficial na rede social LinkedIn.
A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 4,36% para 4,71% este ano.
A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (13), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.
Em meio às tensões causadas pela guerra no Oriente Médio, a previsão para a inflação deste ano foi elevada pela quinta semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.
Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.
Em março, a alta dos preços em transportes e alimentação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,88% – ante 0,7% em fevereiro. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,14%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Para 2027, a projeção da inflação subiu de 3,85% para 3,91%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,6% e 3,5%, respectivamente.
Taxa Selic
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, mês passado, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual. Antes da escalada do conflito no Irã, a expectativa predominante era de um corte de 0,5 ponto.
Em 15% ao ano, a Selic estava no maior nível desde julho de 2006, fixada em 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas quatro reuniões seguintes.
Após esse período prolongado de manutenção da taxa, havia indicação de início de um ciclo de redução, entretanto, diante das incertezas provocado pelo conflito no Oriente Médio, o BC não descarta rever o ciclo de baixa, caso seja necessário.
O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 28 e 29 de abril.
Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica até o fim de 2026 permaneceu em 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,75% ao ano.
Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.
Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.
PIB e câmbio
Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 1,85%.
Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.
Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o IBGE. Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.
No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,37 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,40.
As Bolsas de Cereais e de Comércio da Argentina expressaram preocupação com a interrupção do transporte de grãos e seu impacto sobre a atividade agroindustrial.
Em comunicado conjunto, as bolsas disseram que dificuldades logísticas causadas por medidas de força e manifestações em áreas estratégicas vêm comprometendo o escoamento da produção em um momento crucial do calendário agrícola.
Transportadores de grãos intensificaram os protestos em diversas rotas da Argentina, exigindo uma recomposição tarifária entre 30 e 35 pontos porcentuais para compensar a disparada dos preços do diesel e de outros custos operacionais.
“Nos últimos dias, foram registradas medidas de força e manifestações em diferentes pontos das principais regiões produtoras e nos acessos aos portos, gerando atrasos na logística, interrupções no fluxo de mercadorias e complicações nas operações comerciais e de exportação”, afirmaram as entidades.
“Essa situação afeta o funcionamento normal dos mercados e do comércio, num momento importante do ano para a atividade agroindustrial e para a economia como um todo”, completaram.
O comunicado também destacou a importância do diálogo entre as partes envolvidas e as autoridades competentes para superar a crise, e pediu uma solução urgente para garantir a livre circulação de mercadorias.
Imagem gerada por inteligência artificial para o Canal Rural
O Estreito de Ormuz tornou-se o epicentro de uma crise que vai muito além de taxas de navegação. É a garganta do comércio mundial e, agora, o alvo de uma manobra de força.
Embora o presidente Donald Trumpmencione a cobrança de “pedágios ilegais” pelo regime de Teerã, o motivo real é estratégico. O foco está no bloqueio do fornecimento militar externo.
A decisão de restringir o acesso busca criar uma barreira física contra o envio de tecnologia e armamentos pesados. O alvo são as cargas que fortalecem o poderio iraniano.
Analistas de inteligência monitoram com preocupação um corredor de armas vindo da China e da Rússia. Para Washington, é preciso desarmar o regime antes que novos sistemas de defesa cheguem ao destino.
O bloqueio, portanto, não é apenas uma retaliação financeira. É uma tentativa de paralisar a logística de guerra que sustenta o Irã no atual cenário regional.
Pedágios como pretexto jurídico
A narrativa dos “pedágios” funciona como a base legal para a Marinha abordar e inspecionar navios em águas internacionais. É a justificativa formal para a intervenção.
Ao alegar que as taxas pagas ao Irã financiam o terrorismo, o governo americano ganha o direito de intervir. No processo, a Marinha revista as cargas em busca dos armamentos.
Essa manobra permite que os EUA controlem o fluxo marítimo sem declarar, formalmente, um fechamento total, o que teria consequências diplomáticas ainda mais graves.
A resistência do alto comando
Um dos pontos mais discutidos nos Estados Unidos hoje é o limite da autoridade presidencial. Analistas e o próprio Pentágono debatem até onde as ordens de Trump devem ser seguidas.
Já se percebe um movimento nítido no alto comando: a disposição de filtrar diretrizes que venham da Casa Branca. Os generais estão em alerta máximo.
O comando militar reforça que o juramento à Constituição está acima de ordens políticas. Eles sinalizam que não aceitarão diretrizes que possam caracterizar crimes de guerra.
Se houver ordens para ataques indiscriminados ou ações que causem uma catástrofe humanitária, a disposição do comando é de não cumprir essas ordens. O objetivo é evitar tribunais internacionais.
O equilíbrio das forças
A Marinha já informou às empresas de navegação que apenas navios sem ligação com o esforço de guerra terão passagem facilitada. Mas o clima ainda é de incerteza.
O mundo observa um equilíbrio frágil: de um lado, a pressão de Trump por um sufocamento total; de outro, militares que atuam como uma “trava de segurança”.
*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural
O Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.
O mercado internacional de soja seguiu sustentado na última semana. O grão e o farelo mantiveram trajetória de alta, impulsionados pela demanda, enquanto o óleo registrou desvalorização, acompanhando a queda nos preços do petróleo nos últimos dias.
Com o recuo do petróleo, a competitividade do biodiesel diminui, reduzindo a demanda pelo óleo de soja e pressionando as cotações.
No Brasil, segundo o Cepea, os preços tiveram queda. A grande oferta e o recuo do dólar impactaram nos valores . Esse tipo de cenário reduz a competitividade de exportações da soja brasileira.
De acordo com dados da Secex, a exportação do grão de soja chegou em 14,51 milhões de toneladas em março, números que dobraram em relação a fevereiro, porém 0,96% abaixo da quantidade registrada em 2025 no mesmo período. Em relação ao farelo, foram embarcados cerca de 1,92 milhão de toneladas do produto, recorde para o mês.
O cenário do óleo no terceiro mês do ano é um pouco diferente, visto que as quantidades sofreram queda de 13,02% em relação a fevereiro. Pesquisadores do Cepea relatam que esse contexto é reflexo de pouca demanda vinda de países como índia e Uruguai e da ausência da China.
Após atingir o maior nível da série histórica desde 1997 na última quinta-feira (9), o Indicador do boi gordo Cepea/Esalq se manteve elevado e fechou a semana na sexta-feira (10) com média de R$ 365,60, alta de 1,20% em relação à semana anterior.
Nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, as cotações superaram os R$ 350 por arroba ao longo da semana. Em Mato Grosso do Sul, as médias giraram em torno de R$ 350, com destaque para a praça de Três Lagoas, que registrou valorização de 3,45%, com negócios chegando a R$ 360.
Já em Mato Grosso, os preços também avançaram, com médias acima de R$ 350. A maior variação foi observada em Colíder, com alta de 3,10% e média de R$ 351.
São Paulo tem menor liquidez, mas preços se mantêm
No estado de São Paulo, a liquidez foi mais limitada na última sexta-feira (10), com parte dos compradores e pecuaristas fora do mercado. Ainda assim, os preços se mantiveram estáveis, com negociações no intervalo de R$ 365 a R$ 375 por arroba.
O mercado de reposição também apresentou aquecimento. Leilões realizados na semana passada registraram venda total dos lotes, com preços firmes. As condições climáticas favoráveis às pastagens e a demanda ativa durante o outono contribuíram para sustentar o movimento.
Carne bovina sobe no atacado
No atacado da Grande São Paulo, os preços da carne bovina também avançaram. A carcaça casada registrou média de R$ 25,09 por quilo à vista, alta de quase 2% na semana. O boi equivalente foi estimado em R$ 376,35.
Segundo agentes do setor, o consumo interno e as exportações seguem em bom ritmo, o que contribui para sustentar as cotações.
Mercado inicia semana com viés firme
O cenário indica continuidade do viés firme no curto prazo. Com escalas ainda enxutas, demanda ativa e preços sustentados em diferentes elos da cadeia, o mercado do boi gordo inicia a nova semana com expectativa de manutenção do ritmo observado nos últimos dias.
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O produto também passa a integrar o portfólio de soluções voltadas ao controle da lagarta-do-cartucho – Foto: Divulgação
As culturas de milho e algodão cultivadas após a safra de soja enfrentam desafios relevantes ao longo do ciclo produtivo, especialmente em relação ao controle de insetos-praga que comprometem o rendimento das lavouras. Em cenários de manejo inadequado, essas ameaças podem provocar perdas significativas, afetando diretamente a produtividade.
Nesse contexto, a Syngenta lança o inseticida INVENCIS®, desenvolvido com a tecnologia PLINAZOLIN®, com foco no controle ampliado de pragas e no aumento da eficiência produtiva. Ensaios realizados com o produto indicaram ganhos de até 36 sacas por hectare no milho em comparação a outros manejos. A formulação reúne dois ativos complementares, permitindo o controle simultâneo de diferentes pragas, como lagartas, percevejos, ácaros, cigarrinha, tripes e bicudo, com ação rápida e efeito residual prolongado.
O produto também passa a integrar o portfólio de soluções voltadas ao controle da lagarta-do-cartucho, ampliando o espectro de atuação e apresentando desempenho superior em condições de alta pressão quando comparado a inseticidas disponíveis no mercado. No algodão, o inseticida atua no manejo do bicudo-do-algodoeiro e de ácaros, reduzindo danos em estruturas reprodutivas e contribuindo para maior retenção de botões e maçãs.
Resultados obtidos em duas safras apontaram menor incidência de danos e redução do abortamento floral, além de maior estabilidade produtiva em relação a tratamentos convencionais. A tecnologia também oferece flexibilidade de aplicação e contribui para interromper o ciclo das pragas com rapidez.
Segundo a empresa, o lançamento é resultado de investimentos globais em pesquisa e desenvolvimento e busca ampliar a previsibilidade e a proteção do potencial produtivo. O produto estará disponível na próxima temporada comercial e faz parte da estratégia de inovação voltada à agricultura tropical.
A queda nas importações de fertilizantes e o recuo nas exportações de produtos agropecuários para os países do Golfo já refletem os impactos do conflito no Oriente Médio sobre o agronegócio brasileiro. No primeiro trimestre, as compras de fertilizantes vindos da região caíram 51,35%, enquanto as exportações ao bloco recuaram 31,47% apenas em março.
A região do Golfo responde por cerca de 10% dos fertilizantes importados pelo Brasil e concentra mercados relevantes para produtos como carne, frango e açúcar, o que amplia o sinal de alerta para o setor.
Exportações caem em março, mas acumulado ainda é positivo
O impacto mais direto aparece nos dados de março. As exportações brasileiras para o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) somaram US$ 537,11 milhões no mês, com queda de 31,47% na comparação anual.
Apesar disso, o desempenho no acumulado do trimestre ainda é positivo. De janeiro a março, as vendas cresceram 8,14%, alcançando US$ 2,41 bilhões.
Estreito de Ormuz trava fluxo e interrompe alta
Segundo a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, o fechamento do Estreito de Ormuz foi determinante para a retração das exportações.
A restrição ao acesso a portos estratégicos interrompeu uma trajetória de crescimento observada no início do ano, quando as vendas vinham em alta frente a 2025.
Agro lidera exportações e concentra impactos
O agronegócio responde por cerca de 75% das exportações brasileiras ao Golfo e foi diretamente afetado.
No mês de março, o setor registrou queda de 25,38%, embora ainda acumule alta de 6,8% no trimestre, com US$ 1,44 bilhão exportado.
Entre os principais produtos:
Frango: queda de 13,80% em março; leve recuo no trimestre (-2,32%)
Açúcar: baixa de 43,37% no mês; alta de 26,41% no ano
Carne bovina: alta de 23,87% em março; avanço de 65,29% no trimestre
Milho: queda de 99,96% no mês; recuo de 5,8% no acumulado
Café: alta de 34,24% em março; avanço de 64,3% no trimestre
Fertilizantes entram no radar do agro
Além das exportações, o recuo nas importações de fertilizantes aumenta a preocupação com custos e oferta de insumos.
A queda de 51,35% no trimestre ocorre em um momento de instabilidade logística e pode pressionar o planejamento da próxima safra, caso o cenário persista.
As bolsas globais iniciam a semana em queda, após o fracasso das negociações entre Estados Unidos e Irã e o aumento das tensões no Estreito de Ormuz. O movimento é acompanhado por forte alta do petróleo e maior aversão ao risco entre investidores.
Na Europa, os principais índices operam no vermelho, refletindo o agravamento do cenário geopolítico. O recuo ocorre após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando a possibilidade de bloqueio marítimo envolvendo portos iranianos.
Segundo analistas, o avanço dos preços do petróleo reacendeu temores de um choque estagflacionário global, pressionando simultaneamente ações e títulos.
Ásia fecha sem direção única, com pressão do petróleo
Na Ásia, os mercados fecharam sem direção única, mas com predominância de quedas. O aumento das tensões no Oriente Médio e a disparada do petróleo influenciaram o humor dos investidores.
Índices como o Nikkei (Japão), Hang Seng (Hong Kong) e Kospi (Coreia do Sul) registraram perdas, refletindo a redução da exposição a ativos de risco. Já a Bolsa de Xangai apresentou leve alta, sustentada por fatores internos.
O petróleo chegou a avançar mais de 7% nos mercados internacionais, impulsionado pela possibilidade de bloqueio no Estreito de Ormuz — uma das principais rotas globais de transporte de energia.
Futuros em Wall Street recuam com risco geopolítico
Nos Estados Unidos, os índices futuros também operam em queda nesta segunda-feira, indicando abertura negativa em Wall Street.
O movimento reflete a cautela dos investidores diante do aumento das tensões entre Washington e Teerã e da possibilidade de interrupções no fluxo marítimo na região.
A ameaça de bloqueio no Estreito de Ormuz, aliada ao fracasso das negociações diplomáticas, reforça o ambiente de incerteza e reduz o apetite por risco.
Petróleo dispara e mercado volta foco para geopolítica
Com o impasse nas negociações e a escalada das tensões, o mercado de petróleo voltou a concentrar atenção na geopolítica.
O Estreito de Ormuz, responsável por uma parcela relevante do transporte global de petróleo e insumos estratégicos, volta ao centro das preocupações. O risco de interrupção no fluxo reforça a volatilidade e pressiona ativos ao redor do mundo.
Analistas destacam que o cenário evidencia que o risco na região deixou de ser pontual e passou a ser estrutural, com potencial de impacto prolongado sobre a economia global.