O Brasil concluiu negociações sanitárias para exportar novos produtos agropecuários para dois países: Nova Zelândia e Turquia, anunciou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nesta terça-feira (10).
Para os neozelandeses, serão vendidas carne suína termoprocessada e de bile ovina. Segundo o governo brasileiro, essa abertura de mercado aumenta as possibilidades de exportação nacional para um mercado de alto poder aquisitivo, com população estimada em 5,3 milhões.
Em 2025, o Brasil exportou cerca de US$ 107 milhões em produtos agropecuários para a Nova Zelândia, com destaque para cereais, farinhas e preparações.
Já para a Turquia, a autorização é voltada à exportação de mel e produtos apícolas. O país, com cerca de 87 milhões de habitantes, importou mais de US$ 3,2 bilhões em produtos agropecuários brasileiros em 2025, com destaque para soja em grãos, algodão e café.
Com esses anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 544 novas aberturas de mercado desde o início de 2023.
Preços do tomate longa vida 3A tiveram altas expressivas
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Foto: Divulgação
Na primeira semana de março, os preços do tomate longa vida 3A tiveram altas expressivas em todos os atacados acompanhados pelo Cepea. Em São Paulo, a média de preços foi de R$ 110/cx (de 2 a 6 de março), com forte alta de 55,2% em relação à da última semana de fevereiro; em Belo Horizonte (MG), a média foi de R$ 106,84/cx, avanço de 45,7%; no Rio de Janeiro (RJ), o produto foi comercializado a R$ 128,75/cx, aumento de 26,2%.
O destaque foi o atacado de Campinas (SP), onde a elevação foi de expressivos 85%, com a média da semana passada a R$ 140,71/cx. A valorização reflete a redução de oferta nos entrepostos, influenciada, por sua vez, pela desaceleração da safra em Caçador (SC) após o período de pico de colheita.
O mercado de etanol no spot paulista, após registrar quedas no último mês, apresentou alta nos preços neste início de março. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o movimento é resultado da demanda mais aquecida nos últimos dias, que influenciou diretamente as cotações. As altas foram observadas tanto para o etanol hidratado quanto para o anidro.
Com a subida dos preços, mesmo com grande interesse de mercado, alguns compradores seguem mais conservadores na aquisição. A estratégia deles é aguardar uma melhora nas cotações nos próximos meses, com esperanças da nova safra 2026/27.
Apesar da alta procura neste inicio de período, o mês de fevereiro ficou marcado pelos baixos números de vendas registrados. A quantidade constatada no segundo mês do ano foi a menor desde julho de 2025.
Segundo pesquisadores do Cepea, o mercado nos próximos meses segue cauteloso. Vendedores estão atentos ao baixo estoque atual e a crescente nos valores do petróleo, por conta dos acontecimentos no Oriente Médio.
Vista área do confinamento de bovinos na fazenda Nova Piratinga. Foto: Reprodução/Giro do Boi
O Índice de Custos de Bovinos Confinados (ICBC) registrou queda no custo da diária do confinamento em São Paulo e Goiás no balanço de fevereiro de 2026. Os dados foram apresentados no programa Giro do Boi, com análise do zootecnista Gustavo Sartorello, coordenador do levantamento.
Após quatro meses consecutivos de alta, a chamada inflação do boi de cocho recuou no período. Em São Paulo, o custo da diária apresentou queda superior a 4% em fevereiro. Em Goiás, a redução foi de 4% no mês, com queda acumulada de 8% nos últimos dois meses.
Confira:
Redução nos insumos influencia resultado
A queda no custo da diária está ligada ao recuo nos preços dos insumos utilizados na alimentação dos animais em confinamento. Entre os componentes da dieta estão milho, farelo e volumoso, itens que impactam o custo de produção.
Com a mudança nos preços, o levantamento aponta que produzir arrobas no confinamento apresenta custo menor em comparação com o mesmo período de 2025.
Segundo o levantamento da USP/Pirassununga, o custo estimado para produção de arroba no confinamento apresenta diferença entre os estados.
Em São Paulo, o custo da arroba produzida está estimado em R$ 260, com margem aproximada de R$ 80 por arroba. Em Goiás, o custo estimado é de R$ 227, com margem em torno de R$ 89 por arroba.
O ganho médio considerado no confinamento é de nove arrobas por animal no cocho.
Reposição entra no radar do confinador
O levantamento também indica atenção ao valor do boi magro, utilizado na reposição do confinamento. A valorização do animal de reposição passa a influenciar a margem obtida com a redução dos custos da dieta.
A estratégia apontada para o confinamento é ampliar o peso de saída dos animais, com aumento do número de arrobas produzidas. A indicação é entregar animais entre 21 e 23 arrobas, com diluição do custo de aquisição do boi magro.
Durante a apresentação do índice, Sartorello destacou a importância da gestão de custos na atividade pecuária. “Não decida por impulso. Use planilhas e dados reais para saber se o spread entre o boi magro e o boi gordo permite o lucro desejado”.
Está aberta a votação para o Prêmio Personagem Soja Brasil 2025/26 e, para participar, basta acessar o link da votação e escolher um produtor e um pesquisador que fazem a diferença na cadeia da soja no país. A iniciativa reconhece profissionais que contribuem para o desenvolvimento da produção, da tecnologia e da sustentabilidade no campo.
Pesquisadores
Ricardo Andrade
O pesquisador Ricardo Andrade atua no desenvolvimento de tecnologias que ajudam a soja a produzir bem mesmo em condições climáticas adversas no oeste da Bahia. Engenheiro agrônomo e especialista em fisiologia vegetal, ele trabalha principalmente com estudos voltados à adaptação das plantas a estresses como a seca. Seu trabalho busca entender como a soja reage ao ambiente e como pode se tornar mais resiliente diante das mudanças climáticas.
Entre as linhas de pesquisa estão técnicas com bioestimulantes que aumentam a tolerância da planta a condições adversas e elevam o potencial produtivo. Andrade também destaca a importância da educação e da formação de novos profissionais para o avanço do agro brasileiro. Para ele, a maior recompensa da pesquisa é ver tecnologias desenvolvidas no laboratório sendo aplicadas nas lavouras pelos produtores.
Fernando Adegas
Pesquisador da Embrapa Soja, Fernando Adegas construiu carreira dedicada ao manejo de plantas daninhas e ao desenvolvimento de estratégias para evitar perdas na produção agrícola. Filho de família ligada ao campo, decidiu seguir a agronomia ao perceber a importância da agricultura para a economia brasileira. Após atuar na extensão rural no Paraná, aprofundou seus estudos na área de plantas daninhas, tema que se tornou central em sua trajetória científica.
Na Embrapa, acompanha a evolução dos sistemas de produção e o surgimento de plantas resistentes a herbicidas, trabalhando no desenvolvimento de técnicas de manejo integrado. O objetivo é garantir que os produtores consigam controlar as invasoras e manter a produtividade das lavouras, respeitando as diferenças entre regiões e biomas do país.
Leandro Paiola
O pesquisador Leandro Paiola Albrecht desenvolve estudos voltados ao manejo de plantas daninhas e à busca por soluções que aumentem a produtividade e a rentabilidade da soja. Seu trabalho vai além do uso de herbicidas, envolvendo práticas de manejo como rotação de culturas, cobertura do solo e estratégias integradas dentro do sistema produtivo.
Ele também participa de pesquisas sobre resistência de plantas daninhas em áreas de soja no Brasil e no Paraguai, avaliando espécies como buva, caruru e capim-amargoso. Esses estudos ajudam a identificar novas formas de controle e evitar perdas significativas nas lavouras. Segundo o pesquisador, o objetivo é integrar diferentes tecnologias para gerar soluções práticas e acessíveis aos produtores, garantindo produtividade, rentabilidade e sustentabilidade no campo.
Produtores
João Damasceno
Produtor rural do Tocantins, João Damasceno levou o sonho da soja para o Norte do Brasil e ajudou a consolidar a produção na região. A história da fazenda começou ainda com seu pai, que adquiriu a propriedade na década de 1940. A partir da safra 1993/94, a família passou a investir na soja, substituindo outras culturas e ampliando gradualmente a área plantada e o parque de máquinas.
Com apoio técnico da Embrapa, adotou sistemas de rotação de culturas e integração com a pecuária, garantindo mais sustentabilidade à produção. Hoje a fazenda reúne soja como cultura principal, além de milho safrinha, gergelim, confinamento de gado e seringueira, além de estrutura própria de secagem e armazenamento. Mesmo com oportunidades de expansão, a família decidiu investir na propriedade original, que carrega valor histórico e sentimental. Para Damasceno, produzir soja também significa preservar o legado familiar construído ao longo de gerações.
Maira Lelis
Produtora rural de Guaíra (SP), Maira Lelis representa uma nova geração do agro que une tradição, tecnologia e sustentabilidade. A história da fazenda começou há mais de 80 anos com seu avô, quando a área ainda era formada por cerrado. Ao longo do tempo, a propriedade evoluiu com mecanização, adoção de tecnologias e ampliação da produção de grãos. Hoje a gestão é focada em inovação, eficiência e redução de custos. Entre as práticas adotadas estão rotação de culturas, uso de plantas de cobertura e aplicação de microrganismos para fortalecer a saúde do solo e aumentar a produtividade da soja.
Uma das iniciativas recentes é a criação de um corredor ecológico com árvores que produzem pólen ao longo do ano, ajudando a atrair inimigos naturais das pragas e equilibrar o sistema produtivo. Para Maira, produzir alimento com responsabilidade ambiental e preparar o solo para as próximas gerações é parte essencial da missão no campo.
Carlos Eduardo Carnieletto
A trajetória de Carlos Eduardo Carnieletto nasceu dentro da agricultura familiar no Paraná. A produção começou com os pais, em uma pequena área cultivada com muito trabalho e dedicação. Ao longo dos anos, a estrutura da propriedade foi ampliada e consolidada. Formado em agronomia pela UTFPR, ele manteve a ligação com o campo e hoje administra sua área com foco em eficiência e gestão. Diante de custos elevados e preços pressionados, busca aumentar a produtividade sem elevar os gastos da lavoura.
Entre as práticas adotadas estão o uso de biológicos, coinoculação e acompanhamento constante das lavouras. Para ele, o solo é o principal patrimônio do agricultor, por isso investe em conservação, cobertura e manejo adequado da terra. Mesmo diante dos desafios do setor, Carlos acredita nos ciclos da agricultura e mantém a convicção de seguir produzindo. Encerrar uma safra com bons resultados continua sendo sua maior motivação.
A votação para escolher o Personagem Soja Brasil da safra 2025/26 vai até o dia 10 de abril. Participe!
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O lançamento está previsto para 11 de março – Foto: Divulgação
Iniciativas voltadas à redução das emissões de gases de efeito estufa ganham espaço na produção agrícola brasileira diante da crescente demanda por alimentos produzidos de forma sustentável. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), novos programas buscam ampliar a competitividade de culturas importantes no país ao associar produtividade a critérios ambientais reconhecidos internacionalmente.
Nesse contexto, a Embrapa lançará os programas Milho Baixo Carbono (MBC) e Sorgo Baixo Carbono (SgBC), com o objetivo de desenvolver e validar protocolos de certificação baseados em critérios técnico-científicos capazes de mensurar a intensidade das emissões de gases de efeito estufa por tonelada de grão produzida. As iniciativas pretendem diferenciar e agregar valor ao milho e ao sorgo cultivados com práticas e tecnologias sustentáveis, ampliando oportunidades em mercados cada vez mais atentos à origem e à sustentabilidade dos alimentos.
O lançamento está previsto para 11 de março, durante as comemorações dos 50 anos da Embrapa Milho e Sorgo, em Minas Gerais. A abertura de edital público para seleção de instituições apoiadoras ocorrerá em agosto de 2026, etapa considerada fundamental para viabilizar a construção coletiva das diretrizes técnicas e a validação dos protocolos.
Os trabalhos serão estruturados em duas fases. A primeira envolve o desenvolvimento das diretrizes técnicas e a criação dos protocolos de certificação, que deverão ser registrados no Ministério da Agricultura e Pecuária. Durante essa etapa, áreas de observação em diferentes localidades irão gerar dados sobre insumos, operações mecanizadas e balanço de carbono no solo, permitindo calcular as emissões ao longo do processo produtivo.
A validação dessas diretrizes ocorrerá ao longo de três ciclos produtivos. A partir desse processo, a segunda fase prevê a implementação dos selos de certificação no mercado por meio de certificadoras habilitadas, dentro de um sistema baseado em medição, relato e verificação das emissões.
Os programas se somam a outras iniciativas conduzidas pela Embrapa voltadas à descarbonização da agropecuária, como as marcas-conceito Carne Baixo Carbono, Soja Baixo Carbono e Trigo Baixo Carbono, além de ferramentas para cálculo da pegada de carbono em sistemas de produção agrícola.
A Petrobras informou que pode reduzir o impacto da alta do petróleo no Brasil ao mesmo tempo que mantém a rentabilidade da companhia.
“Em um cenário em que guerras e tensões geopolíticas ampliam a volatilidade do mercado internacional de energia, a Petrobras reafirma seu compromisso com a mitigação desses efeitos sobre o Brasil”, disse a estatal, em nota encaminhada à Agência Brasil.
A Petrobras acrescentou que é possível reduzir os efeitos da inflação global em decorrência da alta do petróleo porque a empresa passou a considerar, em sua estratégia comercial, “as melhores condições de refino e logística”.
“O que nos permite promover períodos de estabilidade nos preços ao mesmo tempo que resguarda a nossa rentabilidade de maneira sustentável. Essa abordagem reduz a transmissão imediata das variações internacionais para o mercado brasileiro”, diz o comunicado.
A Petrobras acrescentou que, por questões concorrenciais, não pode antecipar decisões, mas que segue comprometida com atuação “responsável, equilibrada e transparente para a sociedade brasileira”
Alta do petróleo
A guerra no Irã, e o fechamento do Estreito de Ormuz, no Oriente Médio, por onde trafegam cerca de 25% do petróleo mundial, tem elevado o preço do barril no mercado global, chegando a US$ 120 na segunda-feira (9).
Porém, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que a guerra estaria próxima do fim, os preços voltaram a cair, e hoje o barril Brent é comercializado abaixo dos USS 100, porém ainda acima dos cerca de US$ 70, valor médio antes do conflito.
Após o fechamento dos mercados, Trump voltou a ameaçar o Irã ontem com ataques “vinte vezes mais forte” que “tornarão praticamente impossível a reconstrução do Irã como nação” caso Teerã continue bloqueando o Estreito de Ormuz.
Política de preços
A diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos em Petróleo (Ineep), Ticiana Álvares, destaca que a capacidade da Petrobras de mitigar, ao menos em parte, os efeito da alta do petróleo é possível porque a companhia abandonou, em 2023, a política de paridade do preço internacional (PPI). Essa política determinava a revenda de acordo com os preços globais.
“A política da Petrobras acompanhava 100% a trajetória dos preços internacionais. Essa política modificou e agora leva em consideração fatores internos, que é essa margem de manobra que a Petrobras tem”, disse a especialista.
Apesar dessa margem de manobra, Ticiana acrescentou que a ação da Petrobras tem efeito limitado e temporário, em especial, porque o Brasil ainda é um grande importador de derivados, como gasolina e diesel, além de ter refinarias privatizadas.
“A refinaria da Bahia, a Rlam, foi privatizada. Logo, você tem menos mecanismos de segurar o preço dessas refinarias que foram privatizadas do que, por exemplo, a Petrobras tem”, finalizou.
A alta dos preços dos fertilizantes nos Estados Unidos, agravada pela paralisação no tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, está intensificando a pressão sobre o orçamento dos agricultores e provocando pedidos crescentes por intervenção do governo federal.
Representantes do setor agrícola afirmam que a situação ameaça a oferta do insumo justamente às vésperas do início da temporada de plantio no Cinturão do Milho, no próximo mês.
Em carta enviada ao presidente Donald Trump e divulgada nesta segunda-feira (9) pela American Farm Bureau Federation (AFBF), o presidente da entidade, Zippy Duvall, sugeriu uma série de medidas que poderiam aliviar o impacto do aumento de custos sobre os produtores rurais.
Entre elas está o uso da Marinha dos EUA para garantir a segurança e a regularidade do transporte marítimo de fertilizantes no Estreito de Ormuz, um dos principais corredores logísticos para o comércio global desses insumos.
Duvall também defendeu a suspensão de tarifas e outras barreiras comerciais que dificultam a importação de fertilizantes.
Embora ingredientes como ureia e nitrato de amônio estejam, em grande parte, isentos das tarifas impostas pelo governo Trump, continuam em vigor desde 2021 medidas antidumping e compensatórias sobre algumas importações, incluindo produtos provenientes do Marrocos e da Rússia.
Empresas também se mobilizam
O tema também mobiliza grandes empresas do setor. Na semana passada, um porta-voz da Nutrien afirmou que a companhia solicitou a retirada dessas tarifas como forma de reduzir a pressão enfrentada pelos agricultores.
Dados recentes indicam que os preços já vinham em alta e intensificaram esse movimento com a crise logística.
Segundo análise divulgada pela consultoria DTN, o valor da ureia atingiu US$ 611 por tonelada no fim de fevereiro, alta de 12% em relação a igual período do ano passado. O potássio subiu 9% na comparação anual, enquanto a amônia anidra registrou aumento de 15%.
Além do encarecimento, produtores relatam dificuldades para garantir o fornecimento do insumo. Harry Ott, presidente do Farm Bureau da Carolina do Sul e produtor de algodão, milho e amendoim no condado de Calhoun, afirmou que ainda não conseguiu comprar todo o fertilizante necessário para a próxima safra.
Segundo ele, seu fornecedor local se recusou a vender volumes adicionais até que haja maior clareza sobre a evolução da crise no Estreito de Ormuz e sobre o comportamento dos preços. Ele acrescentou que alguns distribuidores mantêm estoques, mas evitam comercializá-los no momento devido à incerteza no mercado.
Próximos passos
Diante desse cenário, a AFBF informou que mantém conversas com a Casa Branca e com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para discutir medidas de mitigação.
Entre as possibilidades avaliadas está a criação de novos programas de ajuda financeira aos produtores, semelhantes aos programas emergenciais adotados em crises anteriores.
O economista-chefe da entidade, John Newton, afirmou que a discussão inclui tanto soluções logísticas – como escolta militar para navios cargueiros que cruzam o Estreito de Ormuz – quanto medidas comerciais e financeiras. O USDA não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário.
Importações brasileiras de trigo vêm diminuindo nos últimos meses
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Segundo dados do Cepea, as importações brasileiras de trigo vêm diminuindo nos últimos meses. Em fevereiro, as compras externas foram as menores em 18 anos para um único mês.
No acumulado de 12 meses, o volume adquirido é o mais baixo desde o período encerrado em setembro de 2024. Pesquisadores do Cepea apontam que, para os próximos meses, o aumento no valor do dólar e os estoques mais ajustados nos moinhos podem manter as compras externas lentas e favorecer o aumento da liquidez no mercado interno.
De acordo com pesquisadores do Cepea, agentes do mercado de trigo estiveram atentos aos conflitos no Oriente Médio, que repercutiram no mercado internacional e elevaram as cotações futuras. A valorização do dólar frente ao Real na última semana também favoreceu pedidos de preços mais altos por parte de vendedores domésticos.
A importação de trigo pelo Brasil registrou forte queda no mês de fevereiro. O volume importado atingiu o menor nível para o período em 18 anos. No acumulado dos últimos 12 meses, a quantidade adquirida também recuou e é a menor desde setembro de 2024.
A queda nas importações está ligada à valorização do dólar. A redução das compras externas, combinada com estoques ajustados dos moinhos, tende a fortalecer a liquidez do mercado interno nos próximos meses, já que uma queda da moeda norte-americana no curto prazo é pouco provável. Com a demanda aquecida, produtores brasileiros têm elevado os preços de venda.
Agentes do mercado consultados pelo Cepea relatam estar atentos aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio, diante da possibilidade de uma disparada nos preços internacionais do trigo.