quarta-feira, março 25, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Preços do feijão apresentam movimentos distintos



Negociações envolvendo feijões carioca e preto seguiram ocorrendo de formal pontual


Foto: Canva

As negociações envolvendo feijões carioca e preto seguiram ocorrendo de formal pontual. Segundo pesquisadores do Cepea, no geral, a fraca liquidez foi parcialmente influenciada pelo feriado dessa quinta-feira, 20, do Dia da Consciência Negra.

Quanto aos preços, os do feijão carioca de notas acima de 9,0 e/ou peneira 12 foram pressionados na semana passada. Pesquisadores do Cepea indicam que as colheitas no sudoeste do estado de São Paulo garantiram novas ofertas de lotes de melhor qualidade. Contudo, a maior disponibilidade fez com que os preços cedessem, e vendedores de outras regiões também tiveram de reajustar negativamente os valores pedidos.

Já para o feijão carioca notas de 8 e 8,5, o maior interesse do comprador e a oferta um pouco mais restrita elevaram os preços médios na maior parte das praças acompanhadas pelo Cepea. Quanto ao feijão preto, diante da necessidade financeira e da liberação de armazéns, as cotações foram pressionadas, sobretudo nas regiões do Sul do País. No campo, dados da Conab apontaram que 39,5% da área destinada ao feijão de 1ª safra 2025/26 havia sido cultivada no Brasil até o dia 17 de novembro.





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Como produzir soja em meio à zona de transição? Saiba estratégias para ‘driblar’ clima incerto



No último episódio do Soja Brasil, a equipe esteve em Mato Grosso do Sul para entender os desafios de produzir em uma das áreas mais singulares do país, com clima imprevisível: a zona de transição entre a Mata Atlântica e o Cerrado. O time acompanhou de perto como o encontro entre dois biomas impacta o clima e como manter a produtividade em alta exige cada vez mais estratégia, tecnologia e resiliência.

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Quem planta na zona de transição convive diariamente com um cenário de incertezas. Chuva irregular, veranicos prolongados e variação extrema de temperatura fazem parte da rotina. Nessa região, é comum ouvir: “Chove no vizinho, mas na sua propriedade nada.” Ano após ano, safra após safra, o produtor precisa enfrentar a instabilidade climática.

A transição entre biomas cria um ambiente único. No Mato Grosso do Sul, a Mata Atlântica se mistura ao Cerrado, resultando em um clima que tem chuvas concentradas na primavera e no verão, mas que ainda registra precipitações no período seco, cerca de 50 a 60 milímetros, suficientes para elevar a umidade do ar e reduzir riscos de incêndio. Porém, ainda insuficiente para garantir segurança hídrica para uma terceira safra.

Há 35 anos, o produtor Luciano Manfio, de Rio Brilhante, convive com essas condições desafiadoras e busca constantemente novas formas de manejar o solo para garantir produtividade.

“A gente trata muito bem do solo para lidar com o veranico, principal fator da baixa produtividade na nossa região”, explica. “Investimos muito em perfil de solo, calcário, gessagem, integração agrícola com milho safrinha e braquiária. O foco é solo e cobertura para manter estabilidade nos anos de adversidade.

“Hoje, com o melhoramento genético focado em teto produtivo, às vezes se perde rusticidade”, diz Luciano. “Em ambientes mais estáveis, o potencial genético se expressa com facilidade. Aqui, não. Nós precisamos de materiais rústicos, resilientes às altas temperaturas e ao veranico.”

Segundo o produtor, a tecnologia é a grande aliada. Quando chegou à região, há 35 anos, Luciano produzia entre 30 e 40 sacas por hectare. Hoje, mesmo com o clima adverso, a média praticamente dobrou.

“Com a tecnologia disponível, estamos conseguindo minimizar os efeitos climáticos. Hoje ficamos entre 55 e 60 sacas por hectare. O produtor precisou elevar o nível, e a tecnologia ajuda a manter esse novo patamar, garantindo mais segurança diante das adversidades do clima”, conclui o produtor.



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Produtor de milho segue focado na semeadura




Foto: Pixabay

A retração de vendedores, que seguem focados nas atividades envolvendo a semeadura da safra verão, mantém firmes os preços do milho na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea.

A demanda está pontual, com negócios ocorrendo conforme a necessidade de recomposição dos estoques. Já no mercado internacional, os preços estão em queda, influenciados por estimativas apontando maior produção mundial entre as temporadas 2024/25 e 2025/26. No entanto, as baixas foram contidas pela forte demanda internacional pelo grão dos Estados Unidos. No front externo, os embarques brasileiros estão mais intensos em novembro – segundo a Secex, a média diária de embarques está 7,6% acima da de novembro/24.

Com isso, em 10 dias úteis de novembro, foram embarcadas 2,67 milhões de toneladas de milho. Caso o atual ritmo seja mantido até o encerramento deste mês, as exportações brasileiras de milho podem somar 5 milhões de toneladas. No campo, a semeadura da safra de verão vem apresentando bom desenvolvimento nas principais regiões produtoras do País. Segundo a Conab, até 15 de novembro, 52,6% da área da safra de verão havia sido semeada no Brasil, avanço semanal de 4,9 p.p., mas leve atraso de 0,4 p.p. frente à média dos últimos cinco anos.





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Feriado limita vendas de alface no atacado



A venda das alfaces, que já vinha apresentando lentidão na primeira quinzena de novembro, diminuiu ainda mais na Ceagesp na semana passada. Isso é o que indicam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo pesquisadores do Cepea, o feriado da Consciência Negra na última quinta-feira (20), e a aproximação do final de mês limitaram a comercialização da alface. Esse cenário, atrelado à oferta elevada, pressionaram os valores pagos pelas folhosas. Ressalta-se que sobras foram registradas. 

Diante da lentidão no carregamento, pesquisadores do Cepea indicam que agentes devem continuar controlando a entrada de mercadoria, enquanto aguardam o mês de dezembro com expectativa de alguma melhora nas vendas.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Dólar se valoriza e dá suporte ao preço interno do trigo



Os preços do trigo ficaram estáveis no Rio Grande do Sul na última semana e avançaram em outros estados. Isso é o que indicam os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Ainda que a oferta doméstica esteja maior, a valorização do dólar frente ao Real deu suporte aos preços internos. Pesquisadores do Cepea destacam que, em São Paulo, especificamente, estado caracterizado por ser comprador líquido, os preços subiram de forma mais expressiva.

No campo, a colheita de trigo da safra de 2025 caminha para a reta final. Segundo a Conab, até o dia 15, quase 74% do trigo nacional já havia sido colhido. No mercado de derivados, os valores seguem enfraquecidos, ainda influenciados pelas recentes desvalorizações da matéria-prima e pela menor demanda.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Preços do etanol seguem firmes enquanto açúcar está pressionado



Os preços dos etanóis anidro e hidratado seguem firmes no estado de São Paulo há mais de um mês. Isso é o que indicam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De 17 a 21 de novembro, o Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado em São Paulo fechou a R$ 2,8554/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins). O valor representa alta de 1,13% no comparativo ao período anterior. Para o etanol anidro, o Indicador fechou a R$ 3,2434/litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins), elevação de 1,05% no mesmo comparativo. 

Pesquisadores do Cepea indicam que o suporte continua vindo sobretudo da postura firme do vendedor em meio à baixa oferta de produto e à proximidade do encerramento da safra 2025/26. 

Ainda que a semana passada tenha se iniciado com menos movimento em São Paulo, em Mato Grosso do Sul, porém, o ritmo foi mais intenso. A chuvas em algumas regiões paulistas limitaram a oferta e deram força aos preços. Já compradores mostram menor interesse, especialmente devido às maiores aquisições fechadas em semanas anteriores.

Mercado do açúcar

Por outro lado, o mercado de açúcar avança lentamente rumo ao encerramento da safra 2025/26, com os preços médios do cristal branco na casa dos R$ 106,00 por saca de 50 kg o Cepea.

Vale lembrar que, nos primeiros meses da atual safra 2025/26, a média nominal do Indicador Cepea/Esalq, cor Icumsa 130-180, estado de São Paulo, foi de R$ 141,36/saca de 50 kg.

Segundo pesquisadores, apesar de a oferta ainda estar elevada no mercado à vista, o que vem causando pressão sobre os valores, a menor qualidade da cana e o redirecionamento crescente para etanol sinalizam restrição de oferta futura de açúcar.

No mercado internacional, a China tem se posicionado como importante comprador de açúcar brasileiro, aproveitando os valores mais baixos. Os contratos futuros do demerara operam nas mínimas em cinco anos na Bolsa de Nova York (ICE Futures).

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Plantio de soja atinge 25/26 atinge 78% de área no Brasil; ritmo está atrás do ano passado



A semeadura da soja da safra 2025/26 atingiu 78% da área prevista no país, segundo o último levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O índice representa um avanço de 9 pontos porcentuais em relação à semana anterior, quando a semeadura estava em 69%.

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O resultado também supera a média dos últimos cinco anos, de 75,8% Apesar disso, o ritmo segue atrás do registrado na safra passada: no mesmo período da temporada 2024/25, 83,3% da área já havia sido semeada, diferença de 5,3 pontos porcentuais.

Plantio de soja no Brasil

Por estado, o plantio de soja apresenta os seguintes índices: São Paulo (100%), Mato Grosso (99,1%), Mato Grosso do Sul (95%), Paraná (92%), Minas Gerais (79,5%), Goiás (74%), Tocantins (72%), Bahia (65%), Santa Catarina (52%), Rio Grande do Sul (47%), Piauí (35%) e Maranhão (19%).



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Recuperação de pastagens e ILPF são peças-chave da pecuária, aponta líder da JBS



A recuperação de áreas degradadas e a expansão de sistemas integrados de produção devem orientar a pecuária brasileira nos próximos anos. A avaliação é de Fábio Dias, líder de Pecuária Sustentável da JBS, durante participação no VEJA Fórum de Agronegócio, em São Paulo.

Nos debates sobre produção sem desmatamento, Dias afirmou que eficiência econômica e sustentabilidade ambiental passaram a ser elementos inseparáveis da gestão no campo. A empresa mantém atuação global e relação direta com milhares de produtores, o que, segundo ele, reforça a necessidade de estabilidade produtiva ao longo do tempo.

Solo como ativo e mudança de mentalidade

Dias destacou que o setor vive uma transição. O foco exclusivo no aumento de volume deu lugar à atenção à degradação e à queda de produtividade em áreas mais antigas de abertura. Esse movimento, segundo ele, impulsiona uma agenda voltada à regeneração e ao cuidado contínuo com o solo, tratado como ativo central da fazenda.

Para o executivo, priorizar práticas regenerativas tornou-se uma exigência de gestão. Manter a área em condições de produção crescente seria, na avaliação dele, determinante para a viabilidade de longo prazo da atividade pecuária.

Potencial dos sistemas integrados

O representante da JBS ressaltou também o diferencial do modelo produtivo brasileiro, capaz de acomodar mais de uma safra na mesma área. Nesse contexto, a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) aparece como ferramenta relevante. Além de diversificar a renda, a presença dos animais no sistema melhora a biologia do solo e favorece o acúmulo de carbono.

Dias afirmou que a ILPF amplia a eficiência e contribui para reduzir a idade de abate dos animais, diminuindo a pressão por novas áreas e as emissões entéricas. Para ele, esses elementos consolidam a pecuária de baixo carbono como caminho possível no país.

Expansão de assistência técnica

Para estimular a adoção dessas tecnologias, a JBS estruturou uma rede de apoio técnico, ambiental e gerencial. O trabalho é conduzido pelos Escritórios Verdes, criados em 2021, que oferecem orientação gratuita aos produtores. Desde então, mais de vinte mil pecuaristas foram atendidos e reinseridos na cadeia formal.

Dias avaliou que a combinação entre sistemas integrados, recuperação de pastagens e redução da idade de abate reforça o potencial brasileiro para avançar em produtividade e sustentabilidade. Segundo ele, essas práticas tendem a estabelecer um novo padrão de eficiência no setor.



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Decisão da China sobre carne bovina traz alívio ao mercado de boi gordo, diz analista



A decisão da China de adiar por mais dois meses o resultado da investigação sobre as importações de carne bovina trouxe alívio ao mercado pecuário brasileiro. O novo prazo, confirmado pelo Ministério do Comércio do país asiático, estende a análise até 26 de janeiro de 2026.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o setor aguardava essa definição há meses. Ele afirma que a prorrogação é uma boa notícia, especialmente após semanas de forte volatilidade no mercado futuro do boi gordo.

Mercado futuro pressionado

Iglesias explica que o mercado vinha registrando um movimento “bastante agressivo de queda”, influenciado pelas especulações sobre possíveis restrições chinesas. A expectativa era de preços firmes no último bimestre, o que não se concretizou.

“Tínhamos uma perspectiva positiva para a arroba e que não se consolidou justamente por conta dessas especulações envolvendo a China”, afirmou.

Com a extensão da investigação, o analista acredita que os preços tendem a retomar estabilidade e podem até reagir. Ele cita dois fatores: o retorno dos Estados Unidos às compras de carne bovina brasileira e o adiamento da decisão final por parte da China.

Investigação segue sem mirar países específicos

A investigação chinesa, iniciada em dezembro do ano passado, não tem foco específico em um ou outro fornecedor. No entanto, eventuais salvaguardas podem atingir diretamente os maiores exportadores para o país, como Brasil, Argentina e Austrália.

Para Iglesias, a manutenção do acesso ao mercado chinês neste período é essencial para evitar novas pressões sobre a arroba, especialmente em um momento de demanda interna mais fraca.



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Conselho Europeu deve aprovar Mercosul-UE em dezembro, diz embaixador brasileiro



A expectativa é que o Conselho Europeu se reúna e aprove definitivamente o acordo Mercosul e União Europeia (UE) até meados de dezembro, disse o embaixador do Brasil na Itália, Renato Mosca, acrescentando que o país espera anunciá-lo ainda neste semestre, para dar início “a um processo extraordinário da nossa relação, entre duas regiões com 700 milhões de habitantes e US$ 22 trilhões de Produto Interno Bruto (PIB)”.

O setor agroalimentar do Brasil será muito beneficiado com a redução de tarifas para a União Europeia (UE) a partir do acordo com o Mercosul, acrescentou.

“Eu não acredito em absolutamente nenhuma invasão de produtos sul-americanos ou do Mercosul na Europa ou na Itália. Acredito, sim, num enorme fluxo de produtos europeus, em especial italianos, nos países do Mercosul.” Mosca se diz “sempre muito otimista”, esperando colher frutos da parceria em breve.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta semana que pretende assinar o acordo Mercosul e UE em 20 de dezembro. As declarações foram feitas durante painel Perspectivas Econômicas com o Novo Acordo União Europeia e Mercosul, no evento Lide Brasil e Itália Forum, em Roma.



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