quinta-feira, maio 28, 2026

Autor: Redação

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Suco de laranja, carne bovina e etanol tendem a ser mais afetados por tarifaço, diz CNA



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) avalia que os setores de suco de laranja, carne bovina e etanol serão os mais afetados pelas sobretaxas que serão adotadas pelos Estados Unidos sobre produtos importados. A análise da CNA considera a alta representatividade do Brasil nas importações americanas nestes mercados. O tarifaço adotado pelo governo Donald Trump está provocando reações em toda cadeia global de produção.

“Nestes casos, o Brasil não teria ‘espaço’ para ganhar de um eventual concorrente, sendo o único ou principal País afetado. É o caso dos sucos de laranja resfriados e congelados, onde o Brasil representa 90% e 51% das compras americanas, respectivamente; da carne bovina termoprocessada, com 63%; e do etanol, com 75%”, observou a confederação em nota técnica.

Para a CNA, há também potencial de perda de mercado para o agronegócio brasileiro em itens produzidos pelos Estados Unidos, nos quais o Brasil complementa o abastecimento norte-americano com as exportações.

“É o caso da carne bovina, na qual a produção local (nos EUA) alcança 12,3 milhões de toneladas, mas o consumo atinge 13 milhões de toneladas, e do óleo de soja, entre outros produtos, nos quais o consumo fica próximo da produção”, apontou a entidade.

A confederação avaliou também os impactos para os produtos do agronegócio brasileiro com base na “sensibilidade” das importações americanas em relação às variações de preços dos bens importados, considerando que haverá sobretaxa de 10% sobre os produtos brasileiros, o qual tende a ser repassado para os preços no mercado americano.

“O resultado mostra que os principais produtos afetados seriam justamente aqueles em que o Brasil é dominante no mercado dos EUA, como por exemplo os sucos de laranja e outras frutas, o etanol e o açúcar que concorrem em parte com a produção interna dos EUA”, pontuou a CNA, ponderando que pode haver desvios de comércio em casos em que os concorrentes brasileiros enfrentem maiores tarifas.

De acordo com a análise preliminar da entidade, para o suco de laranja brasileiro, a importação dos Estados Unidos com tarifa adicional de 10% em relação à alíquota atual de importação cairia de 1,004 bilhão de litros (base 2023) para cerca de 261 milhões de litros. Ou seja, uma perda de exportação para o Brasil de 743 milhões de litros de suco de laranja exportados em cenário de tarifas elevadas. A alíquota atual de importação de suco de laranja sairia de 5,9% para 15,9%.

No etanol, a CNA projeta uma queda de demanda americana pelo produto brasileiro de até 41 milhões de litros, saindo de 337 milhões de litros (base embarques 2023) para 296 milhões de litros com a elevação da tarifa de 2,5% para 12,5%.

Para o açúcar, o impacto pode chegar a 28 mil toneladas, estima a CNA, passando de exportações brasileiras de 73 mil toneladas (base 2023) para 45 mil toneladas, com o aumento da tarifa de 33% para 43%.

Em carne bovina congelada, o recuo dos embarques pode chegar até 17 mil toneladas ante as 20 mil toneladas exportadas em 2023, em virtude da alta das tarifas de importação de 26,4% para 36,4%.

O tarifaço de Trump

As sobretaxas de produtos importados que chegam aos EUA atingiram diversos países, incluindo a União Europeia, aliada dos americanos nas últimas oito décadas. Na sexta-feira (4), a China reagiu ao tarifaço e informou que vai taxar os produtos americanos em 34%.



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Matheus & Kauan estão entre novas atrações confirmadas para a Festa do Peão de Barretos



A Festa do Peão de Barretos, que está em sua 70ª edição, anuncia novas atrações para a programação musical dos dias 24 e 25 de agosto.

Os novos nomes confirmados para o domingo, dia 24 de agosto, são Felipe & Rodrigo, Matheus & Kauan e Léo Foguete.

Já a segunda-feira, dia 25 de agosto, que é a data do aniversário da cidade de Barretos, terá a apresentação de Frei Gilson, que se apresenta no Palco Estádio, com entrada solidária mediante a doação de 1 kg de alimento (arroz, feijão, açúcar, óleo, macarrão ou leite). 

Atrações já anunciadas

A Festa do Peão começa em 21 de agosto e vai até dia 31. O dia de abertura contará com shows das duplas Fernando & Sorocaba, Guilherme & Santiago e João Bosco & Vinícius.

Na sexta-feira, dia 22, a programação musical fica a cargo de Bruno & Marrone, Hugo & Guilherme e Murilo Huff se apresentando no Palco Estádio, enquanto o Palco Amanhecer será ocupado por Munhoz & Mariano, VH & Alexandre e Us Agroboy. 

No primeiro fim de semana da festa, no dia 23 de agosto, o Palco Estádio receberá Ana Castela, embaixadora dos 70 anos do evento; Zé Neto & Cristiano, com participação de Diego & Arnaldo; e Nattan, que faz sua estreia no Barretão.

Já no Palco Amanhecer, os shows serão de Guilherme & Benuto, Maria Cecília & Rodolfo, Léo & Raphael, Jiraya Uai e Diego & Arnaldo, que retornam para um show completo.

A última atração confirmada para o dia 30 de agosto é o projeto especial “Barretão 70tão”, que consiste em um show com mais de três horas de duração. As apresentações serão das duplas Edson & Hudson, Rionegro & Solimões e César Menotti & Fabiano. 

Ao longo de 11 dias, a Festa do Peão de Barretos contará com cinco palcos distribuídos pelo Parque do Peão, além de uma programação diversificada que inclui cultura, gastronomia, feira comercial, museu, monumentos e o Rancho do Peãozinho, com atividades voltadas para as crianças. O rodeio, uma das principais atrações do evento, receberá as finais dos maiores campeonatos nacionais e o tradicional Barretos International Rodeo.

Os ingressos já estão à venda exclusivamente no site barretos.totalacesso.com, com mais de dez opções de setores disponíveis.

70ª Festa do Peão de Barretos

Data: 21 a 31 de agosto

Local: Parque do Peão | Rod. Brigadeiro Faria Lima km 426

Ingressos: disponíveis no site da Total Acesso

*Com supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & Agro

A evolução dos bioinsumos: qualidade faz a diferença


Por Álefe Borges*

Os insumos biológicos voltados para a produção agrícola estão em ampla expansão, com um crescimento significativo no Brasil. A área tratada com bioinsumos no Brasil deve chegar a 155,4 milhões de hectares na safra 2024/2025, o que representa um aumento de 13% em relação à safra 2023/2024, nos principais cultivos do país, refletindo o reconhecimento de sua importância na agricultura sustentável. O mercado de bioinsumos inclui inoculantes fixadores de nitrogênio, promotores de crescimento e solubilizadores de nutrientes além de produtos de controle biológico de pragas e doenças, divididos em acaricidas, fungicidas, inseticidas e nematicidas microbiológicos. Esse mercado cresceu 15% na safra 2023/2024, em comparação à safra anterior. Nesse período foram comercializados cerca de R$ 5 bilhões, considerando o preço final ao consumidor (CropLife Brasil 2024). De acordo com o FGVAgro, a área cultivada com bioinsumos no Brasil cresceu 50% entre as safras 2021/22 e 2023/24, evidenciando sua crescente relevância na agricultura.

Com a Lei de Bioinsumos (Lei 15.070/2-24), espera-se um impulso ainda maior para o desenvolvimento e a inovação em bioinsumos. O Brasil já se destaca no mercado global, mas ainda enfrenta desafios para expandir sua participação, especialmente no que se refere ao investimento em pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias. Portanto, empresas inovadoras que investem em P&D e lançamento de novas tecnologias nesse mercado, tendem a continuar crescendo, enquanto que empresas com ativos comuns no mercado podem enfrentar mais dificuldades no cenário de patamares mais baixos de preços dos grãos.

Embora a adoção dos bioinsumos seja uma tendência crescente, é fundamental que os produtores estejam atentos à qualidade dos produtos disponíveis no mercado. A eficácia dos bioinsumos depende de processos rigorosos de produção, pesquisa científica avançada e aplicação adequada no campo. Nem todos os produtos disponíveis apresentam os mesmos padrões de qualidade e inovação, tornando essencial a escolha criteriosa para garantir os melhores resultados na lavoura. Vale destacar que os microrganismos possuem “CPF”, ditos como cepas ou isolados nos rótulos e/ou bulas, o que significa que o código indicado após o nome da espécie diz muito sobre o que aquele microrganismo realmente pode trazer de benefícios com base nas suas características e foco do desenvolvimento da tecnologia. Ou seja, não devemos nos prender ao nome da espécie, mas considerar, além disso, a cepa ou isolado e objetivo do produto.

O desenvolvimento de biofungicidas, bioinseticidas, bionematicidas e promotores de crescimento envolve anos de pesquisas e testes, para garantir eficiência e segurança, junto a diversas instituições públicas, como ESALQ, EMBRAPA e UFV, em parceria com o setor privado. Tecnologias avançadas têm permitido o aprimoramento dessas soluções, proporcionando maior controle de pragas e doenças, graças ao desenvolvimento em acordo com os princípios de controle biológico que devem ser obedecidos, levando em consideração concentração e doses dos produtos para cada objetivo.

Além da qualidade dos produtos, a capacitação dos agricultores também desempenha um papel crucial no sucesso dos bioinsumos. Programas de educação e treinamento são fundamentais para garantir que os produtores compreendam o funcionamento dessas soluções e escolham tecnologias que estejam de acordo com os princípios para alta performance, utilizando de maneira estratégica e eficaz os bioinsumos a partir de uma escolha correta da tecnologia.

Diante da crescente demanda por alternativas sustentáveis, a escolha consciente e informada de bioinsumos pode fazer a diferença na produtividade agrícola, na preservação ambiental e na segurança alimentar global. O mercado continua evoluindo, e o compromisso com a inovação e a sustentabilidade deve guiar o futuro da agricultura biológica.

*Álefe Borges, Gestor de Produtos da Bionat

 





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Podridão de ramos tem atingido pomares de laranja



A podridão de ramo, também chamada podridão peduncular


Foto: Fundecitrus

A podridão de ramo, também chamada podridão peduncular, gomose de ramo ou Bot gummosis (em inglês), é uma doença que tem preocupado citricultores devido ao aumento de sua ocorrência nos últimos meses no parque citrícola. O principal motivo para que apareça é o estresse causado sobre a planta de citros, como altas temperaturas, períodos de seca acentuados e ataque de outras doenças, como o greening. 

A doença é causada por fungos da família Botryosphaeriaceae, conhecidos como “fungos Bot”, que incluem Lasiodiplodia e Dothiorella. Eles podem permanecer na planta sem causar danos, mas se tornam patogênicos quando a árvore entra em situação de estresse. Esses fungos não afetam apenas citros, eles têm ocorrido também em outras plantas, como videiras e amendoeiras em diferentes regiões do mundo. 

Os fungos Bot provocam podridões de ramo, pedúnculos e frutos, rachaduras na casca dos ramos e, em casos severos, o secamento de parte da copa ou toda ela. Em meio a esses sintomas de podridões nos ramos, observa-se a exsudação de goma, especialmente em tecidos mais jovens. Essa goma, de aspecto pegajoso e viscoso, é uma substância açucarada liberada pela planta como resposta de defesa ao estresse causado pela infecção dos fungos. “O fungo pode ficar, grosso modo, em dois estágios: endofítico, dentro dos tecidos sem prejudicar a planta, ou patogênico, quando começa a degradar as células para absorver nutrientes e se reproduzir”, explica o pós-doutorando do Fundecitrus Thiago Carraro.





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Massa de ar frio derruba temperaturas e traz muita chuva; veja onde



A prometida massa de ar frio chega com força neste sábado, atingindo o Sul, Sudeste e o Centro-Oeste, trazendo grande volume de chuva e baixas temperaturas. Nem o Norte e o Nordeste ficam impunes e também devem receber elevados índices de precipitação. Confira a previsão para todo o país:

Sul

No sábado, o ar frio avança e o dia começa gelado no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no centro-sul do Paraná. Tem possibilidade de geada nos pontos mais altos das serras gaúcha e catarinense e na região de Bagé (RS). Podemos ter as primeiras temperaturas negativas do ano entre São Joaquim e Bom Jardim da Serra. No norte e leste paranaense, ainda pode chover em pontos isolados por conta da circulação de ventos. O dia em Curitiba será nublado, chuvoso e frio.

Sudeste

No sábado, o ar frio avança pelo estado de São Paulo e as temperaturas despencam na capital paulista, com máximas que não passam de 22ºC e mínima invertida. Na Região Metropolitana, região de Campinas, Sorocaba e no Vale do Ribeira, a previsão é de um dia nublado e chuvoso, sem temporais, mas com volumes altos. No litoral paulista, Vale do Paraíba, litoral sul do Rio de Janeiro, região serrana fluminense e Grande Rio, a chuva será frequente e volumosa durante todo o dia. Assim, é alto o risco de transtornos como alagamentos, enxurradas, deslizamentos de terra e transbordamentos de rios e córregos. A chuva também aumenta no Sul de Minas e na Zona da Mata Mineira. Em Belo Horizonte, a temperatura diminui e há atenção para chuva moderada. Em Vitória, dia quente e com pancadas de chuva.

Centro-Oeste

Um ar frio avança pelo continente e chega até áreas do sul e oeste de Mato Grosso do Sul diminuindo as temperaturas já no amanhecer. À tarde, as temperaturas continuam amenas entre Eldorado, Amambai e Porto Murtinho. Já em Mato Grosso, as máximas também ficam mais baixas entre Pontes e Lacerda, Cáceres e Poconé. Em relação à chuva, a chance aumenta à tarde e pode chover forte em todos os estados, com temporais no interior mato-grossense e goiano.

Nordeste

No sábado, previsão de pancadas no interior da Bahia e chuva frequente entre os litorais maranhense e cearense. Tem alertas em São Luís e em Fortaleza. Em áreas do Sertão, ar quente e seco, com índices abaixo de 30%.

Norte

O sábado começa com chuva no Amazonas, Roraima e Pará. Ao longo do dia, as instabilidades se espalham por todos os estados, com previsão de temporais isolados. Em Boa Vista (RR) e em Manaus (AM), chove o dia todo.



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Trabalhos para estimativa da safra 2025-2026 já foram iniciados



Agentes estão realizando a derriça das plantas


Foto: Fundecitrus

Os trabalhos do departamento de Pesquisa de Estimativa de Safra (PES) para anúncio da safra 2025-2026 já começaram. Os agentes estão realizando a derriça das plantas, e os frutos estão sendo enviados para contagem e pesagem.

Fernando Delgado, supervisor da PES, explica que esse é um momento fundamental para a coleta de dados que servirão como base para a estimativa. “Os frutos chegam aqui no barracão, vindos de toda parte do cinturão citrícola, e fazemos todo o processo de separação por florada, contagem e pesagem. Com isso, no dia 9 de maio, poderemos divulgar a estimativa da próxima safra”, detalha.

A pesquisa utiliza imagens de satélite em alta definição, que permitem a identificação dos pomares de citros. As propriedades citrícolas são visitadas por agentes do Fundecitrus, que medem e identificam todos os talhões de citros, coletando dados como quantidade e variedade. As informações sobre cada pomar são mantidas em sigilo. Os dados são contabilizados e agrupados por região, garantindo o anonimato dos participantes.

O trabalho segue um rigoroso protocolo metodológico, assegurando que as informações coletadas sejam precisas e representativas da realidade do setor citrícola.





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Importação de fertilizantes cresce 14,1% no início de 2025



Volume importado cresce no 1º bimestre




Foto: Canva

O volume de fertilizantes importados pelo Brasil no primeiro bimestre de 2025 apresentou um aumento de 14,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo dados do Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta segunda-feira (30), entre janeiro e fevereiro, foram internalizadas 5,35 milhões de toneladas, ante as 4,69 milhões de toneladas registradas no mesmo intervalo de 2024.

Os fertilizantes são destinados, principalmente, ao plantio da segunda safra de milho e dos cereais de inverno, com destaque para o trigo. O Porto de Paranaguá recebeu 1,43 milhão de toneladas, volume inferior ao registrado no primeiro bimestre do ano passado, quando foram importadas 1,48 milhão de toneladas.

Nos portos do Arco Norte, a movimentação foi de 0,85 milhão de toneladas, acima das 0,75 milhão de toneladas do mesmo período de 2024. Já o Porto de Santos contabilizou a entrada de 1 milhão de toneladas de fertilizantes, contra 1,06 milhão no ano anterior.





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Safrinha de milho avança com foco no controle da cigarrinha



Colheita do milho para silagem atinge 85% da área no RS




Foto: Divulgação

A colheita do milho para silagem chegou a 85% da área cultivada no Rio Grande do Sul. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (3) pela Emater/RS-Ascar, o avanço foi moderado devido ao escalonamento do plantio, estratégia adotada para reduzir riscos climáticos e otimizar a operação.

As chuvas registradas em 27 de março favoreceram a recomposição da umidade do solo, beneficiando as lavouras ainda em desenvolvimento e contribuindo para a manutenção da turgescência dos colmos, aspecto essencial para a fermentação e a qualidade nutricional da silagem.

A produtividade média do milho para silagem no estado está estimada em 36.760 kg/ha, uma redução de 6,8% em relação à projeção inicial, impactada pela estiagem.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen, a safrinha ocupa 7 mil hectares, sendo que 30% das lavouras estão em fase vegetativa e 70% em florescimento e enchimento de grãos. O manejo cultural tem sido voltado para o controle da cigarrinha, cuja presença foi registrada em algumas áreas.





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Guerra comercial vai derrubar commodities agrícolas e minerais em todo o globo, diz economista



A guerra comercial capitaneada entre Estados Unidos e China teve mais um capítulo nesta sexta-feira: os asiáticos anunciaram tarifas de 34% a todos os bens importados dos norte-americanos, respondendo o tarifaço do presidente Donald Trump na mesma moeda.

Diante deste cenário, o economista Roberto Troster avalia que o movimento natural é que os negócios entre as duas potências diminua e, com isso, a atividade econômica global também tenda a cair.

“Com isso, o preço das commodities [minerais e agropecuárias] vão despencar. Caindo esses preços, a rentabilidade das empresas no Brasil e de todas as empresas industriais do mundo também caem por conta de um nível de atividade menor e de concorrência maior.”

Segundo Troster, a queda das bolsas de valores nesta sexta-feira (4), quando o Ibovespa retraiu 2,96%; Londres e Frankfurt caíram 4,95%; Paris 4,26%; Madri 5,83%; e Milão teve tombo ainda mais acentuado, de 6,53%; é só o primeiro reflexo de uma guerra sem vencedores.

“[Essas quedas] são apenas o primeiro choque de algo que não vai terminar na segunda-feira (7), possivelmente vai ter mais ações e reações. É uma política um pouquinho ‘míope’ do governo norte-americano em que todos vão sair perdendo”, considera.

Novo multilateralismo

Nesta tarde, em entrevista ao UOL, o diretor-executivo do Brasil no Fundo Monetário Internacional (FMI), André Roncaglia, ressaltou que se todos os países que foram taxados pelos Estados Unidos responderem também com retaliações, o mundo poderá sofrer uma pobreza coletiva. Troster, por outro lado, não acredita neste cenário.

Para ele, o a geopolítica global está caminhando para um novo multilateralismo. “Haverá uma união mais forte entre a Américo Sul e a União Europeia, entre o Brasil e o restante da América Latina, entre América Latina e Ásia, entre Ásia e Europa e a África também nesse meio”, ressalta.

O economista destaca que os Estados Unidos foram muito importantes logo após a Segunda Guerra Mundial e ainda são, em muitos sentidos, a economia mais importante do mundo. “Mas em outros [sentidos] não é [a economia mais forte do mundo], em paridade de poder de compra a China já produz mais, já é uma potência industrial maior. Então o mundo mudou e o eixo está mudando dos Estados Unidos para a Ásia”, acredita.



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Colheita do milho avança 13% na Argentina



Chuvas beneficiam lavouras na Argentina, aponta USDA




Foto: Divulgação

As chuvas registradas nos principais distritos agrícolas da Argentina melhoraram a umidade do solo, favorecendo o desenvolvimento das lavouras no fim do verão, de acordo com o boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (1º) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os volumes de precipitação variaram entre 10 e 100 mm do sul de Buenos Aires até o norte do país. Nas áreas de cultivo de algodão, os acumulados ficaram entre 10 e 60 mm, com alguns pontos isolados ultrapassando 100 mm, o que pode prejudicar a cultura à medida que as cápsulas começam a se abrir.

As temperaturas permaneceram abaixo da média nas regiões ocidentais, com Córdoba registrando até 5°C a menos que o normal. As máximas diurnas oscilaram entre 20°C e 25°C, exceto no extremo norte, onde ficaram entre 30°C e 35°C.

Até 27 de março, 58% das lavouras de girassol haviam sido colhidas, enquanto o milho registrava avanço de 13% na colheita.





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