terça-feira, maio 26, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Chuvas atrasam colheita, mas ajudam soja tardia


A colheita da soja avançou de 39% para 50% da área cultivada na última semana no Rio Grande do Sul.  Segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (10) pela Emater/RS-Ascar, apesar da evolução, o ritmo foi afetado pelas chuvas que, ao mesmo tempo em que interromperam momentaneamente os trabalhos no campo, beneficiaram lavouras de ciclo mais tardio.

Na Metade Oeste do Estado, as precipitações contribuíram para a recomposição da umidade dos solos até níveis de capacidade de campo, amenizando o déficit hídrico registrado em períodos anteriores. Contudo, a saturação dos solos e da massa vegetal exigiu a suspensão temporária da colheita até a melhora das condições operacionais.

A estiagem enfrentada durante o ciclo da cultura gerou contrastes significativos de produtividade entre regiões. Os rendimentos variam de 180 kg/ha no Extremo Oeste até 6.000 kg/ha no Nordeste. A média estadual está estimada em 2.240 kg/ha, mas ainda pode ser revista para baixo, devido à escassez hídrica de março que impactou lavouras em todos os estágios.

A maturação irregular das plantas, aliada à elevada umidade após as chuvas, tem comprometido a qualidade dos grãos. Segundo o informativo, os grãos apresentam “alta taxa de umidade e de impurezas, além de estarem verdes, ardidos e chochos”, o que resulta em perdas comerciais. Para reduzir os danos, produtores têm intensificado o uso de dessecantes químicos com o objetivo de uniformizar a maturação e evitar perdas na qualidade final do produto.

Ainda restam cerca de 39% das lavouras em estágio de maturação e 10% em enchimento de grãos. Ambas fases foram beneficiadas pelas chuvas recentes, que podem contribuir para a preservação parcial do potencial produtivo.

Nas lavouras mais promissoras, segue o manejo fitossanitário com aplicação de fungicidas para controle de doenças de final de ciclo e ferrugem-asiática, visando garantir a sanidade até a colheita.

No mercado, o preço médio da saca de 60 quilos da soja apresentou queda de 2,04% em relação à semana anterior, passando de R$ 127,38 para R$ 124,78, conforme levantamento semanal da Emater/RS-Ascar.





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Tecnologia e conforto sob quatro rodas; confira o novo Podcast do Soja Brasil!



O novo episódio do podcast Soja Brasil já está no ar e trouxe uma conversa sobre a parceria da Mitsubishi Motors com o projeto. Thiago Dantas, apresentador, recebeu Marcos Marques, gerente executivo comercial da Mitsubishi, para falar sobre a relação da empresa com o produtor rural e o mercado agropecuário brasileiro.

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Durante a conversa, foram destacadas as colaborações da Mitsubishi com a expedição Soja Brasil e a importância do contato direto com os produtores para fortalecer a conexão da marca com o setor rural. Você pode conferir o bate-papo completo no Youtube ou Spotify do Soja Brasil.

Confira o podcast do Soja Brasil!

Durante a conversa, Marques explicou que o vínculo da Mitsubishi com o campo é profundo e histórico. A empresa tem uma presença forte entre os produtores rurais, com mais de 50% de seu canal de distribuição voltado para esse público. Para a Mitsubishi, o produtor rural é parte essencial de sua identidade, o que reflete na robustez e qualidade dos seus veículos, projetados para atender as demandas do campo. A empresa tem se dedicado a entender as necessidades dos agricultores, oferecendo produtos que aliem resistência e inovação.

O destaque da edição foi também o lançamento da nova picape Triton, que chegou ao mercado com muitas novidades. Marcos falou sobre os avanços na sexta geração do modelo, que inclui melhorias na motorização, suspensão e chassi. A nova Triton é mais espaçosa, robusta e confortável, proporcionando aos motoristas a sensação de estar dirigindo um SUV, mas com toda a capacidade de carga e resistência que uma picape exige. A Mitsubishi também investiu em um design mais moderno, com uma direção mais precisa e leve, sem perder a robustez característica.

Por fim, o programa de assinatura da Mitsubishi foi discutido, oferecendo uma alternativa ao financiamento tradicional para quem deseja adquirir a nova picape. Marcos explicou como funciona a locação de veículos da Mitsubishi, especialmente para os produtores que não querem investir um grande capital de imediato. Essa opção tem ganhado força no Brasil, permitindo que as empresas utilizem veículos de alta qualidade sem o compromisso de um financiamento de longo prazo. A locação se adapta às necessidades do cliente, com condições especiais para atender ao setor agropecuário.



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Inmet emite alerta de chuvas intensas com potencial perigo em quatro regiões



O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou na manhã desta terça-feira (15) que quatro regiões do Brasil estão no mapa do Alerta Amarelo de perigo potencial para chuvas intensas ainda hoje.

De acordo com o órgão do governo, o acumulado pode alcançar entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia. Além disso, há risco de ventos intensos (40-60 km/h).

Áreas afetadas pelas chuvas

Segundo o Inmet, praticamente todo o centro-norte do Brasil será impactado pela chuva, acompanhe a lista:

  • oeste, norte e noroeste de São Paulo
  • norte do Mato Grosso do Sul
  • Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba e norte de Minas
  • sul e oeste da Bahia (Matopiba)
  • sul do Maranhão e Piauí (Matopiba)

Já os estados de Goiás, Mato Grosso, Rondônia e Tocantins (incluindo a região do Matopiba) terão todo o território atingido pelas chuvas.

Emergências

Em caso de rajadas de vento, o Inmet solicita às pessoas que não se abriguem debaixo de árvores, pois há leve risco de queda e descargas elétricas, e que não estacionem veículos próximos a torres de transmissão e placas de publicidade.

Mais informações podem ser obtidas junto à Defesa Civil, pelo telefone 199, e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).



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Preços do açúcar e do etanol sustentam patamar na última semana



De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os preços do açúcar cristal e do etanol hidratado se mantiveram firmes na análise de 7 a 11 de abril, no estado de São Paulo.

No período, para o açúcar cor Icumsa de 130 a 180, ainda no início da safra 2025/26, a média de preço registrada foi de R$ 141,36/saca de 50 kg, de acordo com o Cepea. O valor representa uma alta de 0,79% com relação ao período anterior.

Ainda neste período inicial da safra, algumas indústrias já iniciaram a produção, mas ainda ofertam pequenos lotes de açúcar cristal. Ainda de acordo com o instituto, a disponibilidade para entrega imediata é baixa especialmente para o tipo Icumsa 150. 

Assim, a demanda elevada da última semana contribuiu para uma maior liquidez, tendo sido registradas pelo Cepea, vendas pontuais envolvendo grande volume do cristal.

Outro produto da cana-de-açúcar também registrou estabilidade no mercado paulista, o etanol hidratado. A pesquisa realizada pelo Centro de Estudos explica que este suporte se dá, analogamente ao açúcar, devido ao início das atividade industriais e o baixo estoque no início da moagem.

O registro de 7 a 11 de abril indicou que o produto fechou em R$ 2,7460/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), o que representa uma alta de 0,23% em relação ao período anterior. Já o tipo anidro registrou queda de 2,48% no mesmo comparativo, chegando a R$ 3,0809/litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins).

Da mesma forma que o açúcar, a proximidade do feriado gerou venda de volumes maiores de etanol. Ainda assim o volume acumulado do período seguiu abaixo do esperado.

*Com supervisão de Thiago Dantas



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Membros do Brics discutem caminhos para o desenvolvimento agrícola


Representantes dos países do Brics – bloco econômico e político formado pelos países: Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Indonésia, Egito, Etiópia, Irã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos – estão reunidos em Brasília para a 2ª reunião presencial do Grupo de Trabalho de Agricultura.

Dentre os objetivos das discussões está a finalização de documentos estratégicos que abordarão desafios globais como a fome, a degradação do solo, a certificação eletrônica e a sustentabilidade da produção agropecuária.

O evento é coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em conjunto com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).

Durante o discurso de abertura, o chefe da delegação brasileira, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, destacou o clima de cooperação e os avanços obtidos nas reuniões preparatórias.

“Estamos muito próximos de concluir a Declaração Ministerial. Um texto forte, construído com base em prioridades comuns, que mostra como os países do BRICS podem liderar ações concretas contra a insegurança alimentar”, afirmou.

A minuta da declaração propõe a criação da Parceria dos Brics para a Restauração de Terras, que será lançada oficialmente na reunião ministerial desta semana e apresentada na Cúpula de Líderes do Brics, prevista para julho.

A parceria deve articular esforços para recuperar terras degradadas, conservar solos e usar de forma mais eficiente os recursos hídricos, com base em soluções científicas e mecanismos de financiamento inovadores. A proposta tem como foco o Sul Global e busca envolver governos, setor privado e comunidades locais em ações de longo prazo.

Outro ponto central da reunião é a finalização do Plano de Ação 2025–2028, que deverá orientar a cooperação agrícola entre os países do bloco nos próximos quatro anos. O documento traz metas práticas em quatro áreas principais:

  • financiamento agrícola, e facilitação do comércio internacional de produtos do agro.

As discussões também buscam aproximar a agenda do Brics de quem está no campo. Os delegados debatem como as iniciativas podem beneficiar, de forma direta, pequenos agricultores, mulheres rurais, pescadores artesanais e jovens do meio rural, além dos detalhes técnicos, propostas de implementação e mecanismos de monitoramento das ações.

2° GT BRICS BRASÍLIA 2025 2° GT BRICS BRASÍLIA 2025
Foto: Divulgação / MAPA

O encontro culminará com uma reunião ministerial com a presença de ministros e vice-ministros da Agricultura dos países do bloco no dia 17 de abril e a expectativa é que o encontro consolide os compromissos e abra caminho para uma atuação mais coordenada do bloco no enfrentamento dos desafios.

O Brasil, que ocupa a presidência rotativa do Brics neste ano, aposta no fortalecimento da agricultura como pilar para o desenvolvimento sustentável e para a construção de soluções comuns que unam crescimento econômico, inclusão social e conservação ambiental.



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AgroNewsPolítica & Agro

Guerra comercial pressiona mercado do trigo


O mercado internacional do trigo registrou uma leve valorização na última semana. Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente a semana de (04/04 a 10/04), divulgada nesta quinta-feira (10), o contrato do cereal para o primeiro mês cotado em Chicago fechou o dia cotado a US$ 5,38 por bushel, ante US$ 5,36 na semana anterior.

A movimentação dos preços ocorreu em meio à expectativa pelo relatório de oferta e demanda divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), também nesta quinta-feira. O documento, relativo ao ano 2024/25, trouxe poucas mudanças em relação ao relatório anterior, com destaque para o aumento de quase um milhão de toneladas nos estoques finais de trigo nos Estados Unidos.

A Ceema avaliou que “a leve alta reflete um mercado atento ao comportamento dos estoques e ao cenário global, mesmo com o trigo sendo menos impactado diretamente pela guerra comercial em curso”. Diferente da soja e do milho, o trigo não depende significativamente das exportações para a China, que é autossuficiente na produção do cereal. A União Europeia também atua como fornecedora.

Na semana encerrada em 3 de abril, os Estados Unidos exportaram 334.888 toneladas de trigo, volume próximo ao piso das expectativas do mercado. No acumulado do ano comercial, as exportações norte-americanas somam 17,7 milhões de toneladas, um avanço de 15% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Apesar dos embarques crescentes, o mercado ainda enfrenta pressões. De acordo com a Ceema, “a menor competitividade do trigo norte-americano desde o início da guerra comercial tem levado compradores a buscar alternativas em outros países”.

As condições climáticas também influenciam as projeções futuras. A Ceema aponta que “o Leste Europeu e países como a França apresentam clima favorável, o que pode impulsionar a produção para a safra 2025/26”.

Mesmo com demanda consistente, os analistas alertam para fatores de instabilidade. “A conjuntura global de incertezas, tanto comerciais quanto climáticas, segue limitando uma recuperação mais expressiva dos preços do trigo”, conclui o boletim.





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Milho: tarifas e clima movimentam o mercado, mas consumo interno limita preços



Na última semana, o mercado do milho apresentou comportamentos distintos entre os contratos futuros e o mercado físico. Fatores como o avanço das tarifas sobre o milho dos Estados Unidos e as condições climáticas no Brasil impulsionaram os preços nas bolsas internacionais e na B3, mas a demanda interna limitada pressionou as cotações físicas para baixo.

Segundo análise da plataforma Grão Direto, o cenário segue volátil e com influência direta de fatores externos e climáticos, enquanto o mercado interno se fortalece como principal destino do grão nesta safra.

Tarifas e USDA movimentam o cenário do milho

A decisão da União Europeia de impor tarifas de 25% sobre o milho norte-americano a partir de 15 de abril gerou expectativa de redirecionamento nas exportações globais. A medida pode favorecer o milho brasileiro, ampliando sua competitividade no mercado europeu.

O relatório mais recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou em quase 1% a projeção global de produção de milho e em mais de 2% as exportações, ao mesmo tempo em que reduziu os estoques finais em 1,29%. No Brasil, os dados permanecem estáveis.

Clima favorece plantio de milho no Matopiba

Após atrasos pontuais no plantio devido às chuvas irregulares, o Inmet aponta previsão de condições mais favoráveis na região do Matopiba nos próximos dias. No entanto, os modelos climáticos indicam a transição para o fenômeno La Niña, o que deve impactar a segunda safra de milho.

A partir de maio, cresce o risco de queda nas precipitações e nas temperaturas, especialmente em estados como Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná. Nessas regiões, o milho estará em fase crítica de desenvolvimento, o que exige atenção redobrada por parte dos produtores.

Bolsa em alta, físico em baixa

Na Bolsa de Chicago, o milho encerrou a semana cotado a US$ 4,89 por bushel, com alta de 6,3%. No Brasil, o contrato de milho para maio de 2025 na B3 subiu 3,85%, fechando a R$ 79,33 por saca. Apesar do otimismo nas bolsas, o mercado físico registrou recuo, refletindo a fraqueza da demanda interna.

O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA) aponta que cerca de 42% do milho da nova safra já foi comercializado até a primeira semana de abril, com a produção estimada em pouco mais de 47 milhões de toneladas. O destaque, neste ciclo, é o mercado doméstico, puxado principalmente pela demanda das usinas de etanol e por preços mais atrativos internamente.

Tendência da semana

Para os próximos dias, a expectativa é de continuidade no comportamento misto do mercado: enquanto os contratos futuros podem seguir valorizados, o mercado físico deve manter o ritmo de ajuste, ainda pressionado por uma demanda local enfraquecida. O cenário climático e o andamento da safrinha seguirão como fatores importantes para os movimentos do setor nas próximas semanas.



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Prêmio Sebrae Mulher de Negócios abre inscrições para 2025


Mulheres empreendedoras do campo estão entre as categorias do Prêmio Sebrae Mulher 2025 ( PSMN).

A iniciativa valoriza o trabalho feminino no campo e oferece visibilidade a projetos de impacto social e econômico nas regiões rurais do país.

O prêmio escolhe as vencedoras com base em capacidade de inovação, visão de futuro, gestão e como os negócios geram impacto social e econômico na região onde atuam.

Selene Hammer Tesch foi a vencedora da categoria rural no ano passado. Ela encontrou na agricultura orgânica uma forma de criar um negócio que respeita a terra e valoriza as raízes de Santa Maria de Jetibá- ES.

Com uma pequena equipe, Selene cultiva chás e temperos naturais, dedicando-se a cada etapa do processo, desde o plantio até a venda direta nas feiras orgânicas locais.

Selene Hammer Tesch, vencedora da categoria rural em 2024 | Foto: Divulgação/ASN

“A gente trabalha tantos anos, e o Sebrae sempre foi minha porta de entrada para inovar e expandir.”

Desde 2024, o PSMN já contabiliza aproximadamente 100 mil inscritos e mais de 200 mulheres premiadas.

Em 2025, empreendedoras com mais de 18 anos, donas de negócios formalizados até janeiro de 2024, podem se inscrever até 15 de junho.

Sobre o PSMN 2025

O Prêmio possui cinco categorias para contemplar diferentes negócios liderados por mulheres.

Até chegar ao grande prêmio, as empreendedoras passam pela etapa estadual, regional (que neste ano foi ampliado) e, por fim, a nacional.

Para estimular a diversidade dos negócios as categorias atendem mulheres que se enquadram em cinco perfis entre eles:

Produtora Rural: para as mulheres que explorem atividades agrícolas, pecuárias e/ou pesqueiras, permitindo uma primeira transformação, desde que sejam mantidas as características do produto in natura, como a produção de geleias, doces em compotas, produtos em conserva, goma de tapioca, leite, café etc., e que estejam estabelecidas formalmente há, no mínimo, um ano.

Em relação aos critérios de avaliação das concorrentes, a banca avaliadora vai observar aspectos na gestão do negócio e na história da empreendedora, além de perguntas específicas por categoria.

Entenda as etapas

Na etapa estadual, serão escolhidas até 5 candidatas de cada Unidade da Federação, uma para cada categoria.

A etapa regional será eliminatória para a fase nacional e não prevê premiação ou divulgação. Nesta edição, serão sete regiões:

  • Norte 1: Acre, Amapá e Roraima
  • Norte 2: Amazonas, Pará, Rondônia e Tocantins
  • Nordeste 1: Alagoas, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe
  • Nordeste 2: Bahia, Ceará, Maranhão e Pernambuco
  • Centro-Oeste: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal
  • Sudeste: Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro
  • Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul

Na etapa nacional, as 35 vencedoras regionais (5 vencedoras por categoria para cada uma das sete regiões) estarão automaticamente classificadas para a Final Nacional da premiação. O Sebrae custeará as despesas de deslocamento e diárias das 35 finalistas regionais que participarão de missão técnica nacional durante o evento de premiação.

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Premiação

Serão premiados os três primeiros lugares de cada categoria, que receberão de R$ 10 mil a R$ 30 mil, capacitação do Empretec e mentoria on-line (para as primeiras colocadas).

Os valores dos prêmios sofrerão a retenção dos impostos e contribuições, conforme legislações aplicáveis em vigor, sendo repassado às premiadas o valor líquido após retenção.

Como participar

As empreendedoras interessadas em se inscrever devem preencher o formulário eletrônico disponibilizado na página do PSMN.

Diferentemente de anos anteriores, o envio de um vídeo com pitch da candidata não será mais obrigatório, cabendo a ela a decisão de inserir ou não o conteúdo no momento da inscrição.



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Guerra tarifária impulsiona soja e mercado dispara; leia a análise



O mercado da soja encerrou a semana com forte valorização, refletindo uma combinação de fatores globais que reposicionaram o Brasil como protagonista nas exportações do grão. A intensificação da guerra tarifária entre Estados Unidos e China redirecionou a demanda global para a produção brasileira, provocando uma alta superior a 6% nas cotações internacionais.

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De acordo com análise da plataforma Grão Direto, o redirecionamento das compras chinesas e os gargalos logísticos locais têm moldado o atual cenário do setor, ao mesmo tempo em que oferecem oportunidades estratégicas para os produtores brasileiros.

Impactos da guerra tarifária na soja

As recentes tarifas impostas pelos Estados Unidos à China impactaram diretamente o fluxo global de soja. Na última semana, a China comprou 52 navios de soja, número recorde histórico, sendo a ampla maioria originada do Brasil, já que apenas três ou quatro embarques vieram da Argentina. A maior esmagadora do país vizinho interrompeu suas atividades em meio a rumores de endividamento, e as chuvas prolongadas continuam atrasando a colheita argentina.

Em contrapartida, os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago registraram forte alta: o vencimento de maio de 2025 fechou a US$ 10,44 por bushel (+6,86%), enquanto o contrato de março de 2026 subiu 3,38%, encerrando a US$ 10,39 por bushel. O dólar também teve leve valorização de 0,51%, cotado a R$ 5,87.

No Brasil, os preços físicos acompanharam a tendência internacional e se valorizaram em diversas regiões, impulsionados pela maior procura externa e pela postura mais ativa dos produtores em comercializar seus estoques, em meio a juros elevados e restrição de crédito.

Condições climáticas e riscos logísticos

Além do cenário comercial, fatores climáticos também impactam o mercado. Modelos meteorológicos indicam a formação de um fenômeno La Niña, que pode atrasar o plantio da nova safra nos Estados Unidos, elevando a incerteza quanto à produção americana e fortalecendo o viés de alta nas cotações futuras.

Com o aumento expressivo das exportações brasileiras, surgem preocupações sobre a capacidade logística dos portos nacionais. A estrutura portuária do país já opera com 91,3% de sua capacidade, índice acima do limite considerado seguro. A expectativa é que a recente queda nos preços do petróleo contribua para a redução dos custos do transporte rodoviário, mas os gargalos portuários continuam sendo um ponto de atenção para o escoamento da produção.

Perspectivas da soja

Após uma semana de volatilidade intensa, a expectativa é de maior estabilidade no mercado da soja, com eventuais correções nos preços. Ainda assim, o cenário permanece favorável para a comercialização, especialmente para os produtores que buscam aproveitar o momento de alta demanda e preços aquecidos.



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Mesmo com queda nas vendas para o exterior, SP segue no topo do agronegócio



O agronegócio paulista alcançou um superávit de US$ 4,90 bilhões com exportações de produtos no primeiro trimestre de 2025. Apesar disso, o valor representa uma redução de 19,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. O saldo positivo decorre de exportações do agro que somaram US$ 6,40 bilhões — 14,6% inferiores ao registrado em 2024 — e de importações que totalizaram US$ 1,50 bilhão, com crescimento de 9,5% na comparação interanual.

O setor manteve posição de destaque, respondendo por 16,9% das exportações do setor no Brasil. São Paulo lidera o ranking nacional, seguido por Mato Grosso (15,7%) e Minas Gerais (11,9%), este último com forte desempenho nas exportações de café.

A análise foi elaborada pela Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) e o Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), órgãos vinculados à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

O estudo mostra que a participação das exportações do agronegócio paulista no total exportado pelo estado no primeiro trimestre de 2025 foi de 41,7%, enquanto as importações do setor corresponderam a 6,8% do total estadual.

Exportações do agronegócio paulista

Os cinco principais grupos de produtos exportados foram:

  • Complexo sucroalcooleiro: responsável por 25,8% do total exportado pelo agro paulista, US$ 1,654 bilhão, sendo que o açúcar representou 88,7% e o etanol, 11,3%.
  • Setor de carnes: equivalente a 13,9% das vendas externas do setor, totalizando US$ 887,91 milhões, com a carne bovina respondendo por 82,5%.
  • Grupo de sucos: responde por 13,5% de participação, somando US$ 863,07 milhões, dos quais 98,2% correspondem ao suco de laranja.
  • Produtos florestais: representam 11,9% do volume exportado, com US$ 758,98 milhões, com celulose representando 55,1% e papel 35,5%.
  • Complexo soja: participa com 7,9% do total exportado, registrando US$ 507,27 milhões, sendo 81,7% soja em grãos.

Os cinco grupos representaram 73% das exportações do agronegócio paulista. O café aparece na sexta posição, com 7,3% de participação na pauta de exportações, com US$ 465,75 milhões, sendo 73,4% café verde e 23,1% de café solúvel.

Os dados apontaram para o aumento nas vendas para os grupos de café (+67,2%), sucos (+37,5%), carnes (+25,0%) e florestais (+6,0%), e quedas nos grupos de complexo sucroalcooleiro (-50,5%) e complexo soja (-17,9%).

Destinos do agro paulista

  • China: representa 19,3% de participação, adquirindo principalmente produtos do complexo soja (29%), carnes (28%) e florestais (23%);
  • União Europeia: tem 16,4% de participação, sendo os principais itens sucos (37%), café (17%) e produtos florestais e vegetais (11%, cada);
  • Estados Unidos: somam 15,9% de participação, comprando sucos (40%), carnes (15%), produtos de origem animal (9,5%), florestais (8,8%) e café (8,6%).

Em comparação ao mesmo período do ano anterior, São Paulo registrou 12,6% queda nas vendas para a China, mas em contrapartida houve aumento expressivo de 34,4% nas exportações para a União Europeia e de 27,7% para os Estados Unidos.

“Esse resultado mostra que temos uma base produtiva forte, inovadora e diversificada, capaz de sustentar bons resultados mesmo diante de oscilações pontuais de mercado”, afirma Guilherme Piai, secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

Desempenho do agronegócio brasileiro

O agronegócio brasileiro, por sua vez, apresentou crescimento nas exportações, que atingiram US$ 37,83 bilhões no primeiro trimestre de 2025, aumento de 2,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. As importações somaram US$ 5,18 bilhões, com alta de 11,9%.

Com esses resultados, o saldo da balança comercial do setor alcançou superávit de US$ 32,65 bilhões, crescimento de 0,7% em relação ao primeiro trimestre de 2024. O desempenho do agronegócio segue sendo fundamental para conter o déficit comercial gerado pelos demais setores da economia brasileira.



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