segunda-feira, maio 25, 2026

Autor: Redação

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Ave de rapina gigante e rara é resgatada com fratura na pata


Um gavião-real (Harpia harpyja), considerada uma das maiores aves de rapina do mundo e símbolo da biodiversidade brasileira, foi resgatado na última terça-feira (16) pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com apoio da Secretaria de Meio Ambiente de Barreirinha (Semma).

O animal, que possui uma envergadura que pode chegar até a 2,2 metros, apresentava uma fratura em uma das patas e foi encaminhado para tratamento no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), em Manaus. A ave foi localizada em 8 de abril nas proximidades da Comunidade Freguesia do Andirá, no município de Barreirinha, no Amazonas.

Segundo o coordenador de Controle Ambiental da Semma, Marcos Antônio Bahía, o gavião-real foi encontrado com lesão já aparente.

“Em Barreirinha, não temos logística para cuidar de um animal desse porte. É uma ave rara e essa foi a primeira ocorrência do tipo registrada na cidade. Felizmente, com o apoio dos profissionais do Ibama, conseguimos garantir a segurança do animal durante o resgate”, conta.

Estado físico da ave

Foto: Divulgação Redes Sociais/Ibama

No centro de triagem, a ave passou por avaliação clínica conduzida pela equipe técnica do Ibama. De acordo com a coordenadora da unidade, Natália Lima, além da fratura, o gavião-real chegou apático, magro e com escore corporal baixo. Um espécime saudável tem peso aproximado de 9kg.

Os médicos veterinários que o atenderam avaliam a necessidade de uma cirurgia corretiva, conforme o estado geral do animal.

“Ele está passando por exames detalhados. A decisão sobre uma eventual operação cirúrgica será tomada com base em critérios clínicos e comportamentais, conforme estabelece a Instrução Normativa nº 5/2021 dos Cetas”, explicou André Gonçalves, biólogo, técnico ambiental e servidor do Ibama.

A ave permanecerá sob observação até que seu estado de saúde permita uma possível reabilitação ou encaminhamento para local apropriado.

Os Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) são unidades especializadas do Ibama que acolhem animais resgatados, apreendidos ou entregues voluntariamente pela população. A presença desse gavião-real no Cetas reforça a importância da atuação integrada entre os órgãos ambientais para a preservação da fauna silvestre brasileira.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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Preços de soja têm leve ajuste no fim desta semana; confira as cotações no Brasil



O mercado de soja encerrou a semana com ritmo lento na comercialização. Os preços permaneceram praticamente estáveis na maioria das praças, apesar de alguns ajustes pontuais observados nesta sexta-feira (25).

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De acordo com a consultoria Safras & Mercado, o dia foi marcado por pouca variação tanto na Bolsa de Chicago quanto no câmbio. Como resultado, não houve grandes alterações nos preços do grão, nem nos prêmios nos portos.

O spread continua elevado, refletindo a resistência dos produtores em aceitar preços mais baixos, enquanto a indústria segue comprando de forma lenta. Os preços atuais estão acima da paridade quando se considera o custo do frete, o que faz com que a indústria adquira volumes menores, esperando uma possível queda nos valores.

Cotações de soja

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 130,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 131,00
  • Porto de Rio Grande (RS): caiu de R$ 135,50 para R$ 135,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 131,00 para R$ 130,00
  • Porto de Paranaguá (PR): manteve em R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 116,50
  • Dourados (MS): caiu de R$ 121,00 para R$ 120,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 116,00 para R$ 116,50

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) encerraram a sexta-feira com preços mistos. As primeiras posições recuaram levemente, enquanto as demais apresentaram leve alta. As oscilações se mantiveram dentro de uma faixa estreita, com os investidores ajustando posições antes do final de semana e com a virada do mês se aproximando.

A semana teve desempenho positivo, com o contrato julho, o mais negociado, com alta de 2,2%. O cenário de menor aversão ao risco no mercado financeiro, a fraqueza do dólar frente a outras moedas e as expectativas de diálogo entre China e Estados Unidos, que pode suavizar os impactos da guerra comercial, sustentaram os preços.

As atenções continuam voltadas para os fatores macroeconômicos e para o clima nos Estados Unidos. Por ora, o plantio segue bem nas principais regiões produtoras, e o mercado especula sobre o tamanho da possível redução da área plantada no país, segundo maior produtor mundial de soja.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de 3,25 centavos de dólar ou 0,30%, a US$ 10,49 3/4 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 10,59 1/4 por bushel, perda de 2,75 centavos ou 0,25%.

Nos subprodutos, o farelo com vencimento em julho teve alta de US$ 1,80 ou 0,6%, fechando a US$ 298,50 por tonelada. Já o óleo com vencimento em julho encerrou a 49,81 centavos de dólar por libra-peso, com baixa de 0,26 centavo ou 0,51%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão desta sexta-feira com leve baixa de 0,07%, cotado a R$ 5,6883 para venda e a R$ 5,6863 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6649 e a máxima de R$ 5,7074. Na semana, a desvalorização acumulada foi de 2,04%.



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Conta de luz ficará mais cara em maio, decide Aneel



A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu nesta sexta-feira (25) implementar a bandeira tarifária amarela nas contas de energia no mês de maio. Com isso, os consumidores terão custo extra de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Desde dezembro de 2024, a bandeira tarifária permanecia verde, por causa das condições favoráveis de geração de energia no país. Segundo a Agência, a mudança ocorreu devido à redução das chuvas, com a transição do período chuvoso para o período seco do ano.

“Com o fim do período chuvoso, a previsão de geração de energia proveniente de hidrelétrica piorou, o que nos próximos meses poderá demandar maior acionamento de usinas termelétricas, que possuem energia mais cara”, explicou a Aneel.

Bandeiras tarifárias

Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em níveis, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimos a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado da soja varia em cada estado


No mercado da soja do Rio Grande do Sul, os produtores ainda esperam o final da colheita para ter uma estimativa melhor do mercado, segundo informações da TF Agroeconômica. “No porto, as indicações para entrega em abril, com pagamento no fim do mês, giram em torno de R$ 135,00(-0,74%). No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 134,00(-0,75%) Cruz Alta – Pgto. 30/05 – para fábrica R$ 134,00(-0,75%) Passo Fundo – Pgto. 23/05 R$ 134,00(-0,75%) Ijuí – Pgto. 30/05 – para fábrica R$ 134,00(-0,75%) Santa Rosa / São Luiz – Pgto. meados de junho. Preços de pedra, em Panambi, caíram para R$ 124,00 a saca, para o produtor”, comenta.

A colheita de soja em Santa Catarina está na reta final, com cerca de 70% da área colhida e resultados superiores às projeções iniciais. Produtores locais destacam que tanto a soja quanto o milho atingiram desempenhos excepcionais, em alguns casos alcançando 100% das melhores expectativas. Hoje, a saca de soja no porto de São Francisco do Sul é cotada a R$ 134,31.

No Paraná o foco começa a se direcionar para o milho. “Em Paranaguá, o preço chegou a R$ 134,94(-1,90%). Em Cascavel, o preço foi 134,94(+6,30%). Em Maringá, o preço foi de R$ 124,63(-2,97%) em Ponta Grossa o preço foi a R$ 129,96(+0,04%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$134,31(-0,96%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 132,09”, completa.

O Mato Grosso do Sul colheu 99,1% da área de soja até 18 de abril, totalizando 4,4 milhões de hectares. A produtividade média subiu para 54,4 sacas por hectare, alta de 11,4% em relação à safra anterior, impulsionando a estimativa de produção para 14,7 milhões de toneladas (+18,9%). Ontem, os preços da saca de soja giram em torno de R$ 119,61 em Dourados, Campo Grande e Sidrolândia; R$ 122,90 em Maracaju; e R$ 118,93 em Chapadão do Sul — com quedas de até 6,68%.

No Mato Grosso, os preços registraram queda. “Campo Verde: R$ 111,80(-4,73%), Lucas do Rio Verde: R$ 110,27(-1,39%) Nova Mutum: R$ 110,27(-1,39%). Primavera do Leste: R$ 117,35(-4,73%). Rondonópolis: R$ 117,35(-4,73%). Sorriso: R$ 110,27(-1,39%)”, conclui.

 





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Falta de chuva está prevista para duas regiões produtoras de soja; saiba como fica o tempo



A chuva voltou a aparecer em algumas regiões produtoras de soja do Brasil, o que trouxe alívio para áreas que já enfrentavam sinais de déficit hídrico. Segundo informações fornecidas pelo meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, a precipitação recente sobre o estado de São Paulo tem melhorado as condições principalmente no interior, favorecendo a manutenção da umidade para as lavouras já semeadas e em desenvolvimento.

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Há previsão de chuva para os próximos dias?

Nos próximos cinco dias, a previsão indica bons volumes de chuva no Centro-Oeste e em parte do Sudeste e Norte do país. Os acumulados devem variar entre 50 e 70 milímetros, o que será fundamental para manter a umidade do solo e garantir o bom andamento da rotação de cultivos.

No entanto, o cenário segue crítico em áreas do norte de Minas Gerais e no estado da Bahia, onde a ausência de chuva persiste. A Bahia deve receber chuva apenas na porção sul do estado nos próximos dias, o que mantém em alerta os produtores do restante do território baiano.

No Sul do Brasil, os maiores volume se concentram no Paraná. Já a Região Sudeste deve registrar precipitação mais expressiva no norte de Minas Gerais, colaborando para uma leve recuperação da umidade.

Para a primeira semana de maio, entre os dias 1º e 5, o centro-sul do país deve passar por um período mais seco, com a chegada de uma massa de ar frio. Ainda assim, o risco de geada se limita às áreas serranas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

Enquanto isso, a chuva começa a avançar pela Bahia, mas de forma muito irregular. O interior do Nordeste segue com baixa expectativa de chuva volumosa, o que significa que o déficit hídrico deve continuar. Por outro lado, estados como Rondônia, Mato Grosso e Pará seguem com bons volumes de precipitação, favorecendo o desenvolvimento das lavouras.

A tendência é que a chuva só comece a diminuir na porção norte do país a partir de junho, marcando uma mudança gradual no regime hídrico da região.



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Irrigação subterrânea impulsiona produtividade da soja em MS



O time do Soja Brasil chegou ao Mato Grosso do Sul e, em sua passagem pelo município de Douradina, no sudoeste do estado, encontrou uma solução inovadora para combater os efeitos das mudanças climáticas: a irrigação subterrânea. Em resposta às adversidades, que englobam longos períodos de seca e prejudicam a produção agrícola, os produtores locais têm adotado essa tecnologia como uma estratégia para garantir a produtividade das lavouras.

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Em uma área caracterizada pela instabilidade climática, com variações cada vez mais intensas, a seca prolongada se tornou um grande desafio. Períodos de estiagem que antes duravam cerca de 10 dias agora podem se estender por até 80 dias consecutivos, trazendo prejuízos significativos às lavouras. Para enfrentar esse cenário, uma alternativa tecnológica tem ganhado espaço: a irrigação subterrânea.

A técnica utiliza tubos com pequenos emissores enterrados entre 20 e 25 centímetros de profundidade, com espaçamento ajustado conforme o tipo de solo. A água é aplicada diretamente nas raízes, de forma lenta e precisa, maximizando o aproveitamento e reduzindo as perdas. O sistema também permite a fertirrigação, com liberação simultânea de nutrientes ao longo do ciclo da cultura.

Benefícios para os produtores de soja

Mesmo exigindo um investimento inicial mais elevado, os benefícios compensam: em períodos críticos de estiagem, a adoção da irrigação subterrânea pode evitar perdas de até 90% na produção. A operação com baixa pressão reduz o consumo de energia, mas o sistema requer equipamentos mais sofisticados, filtros eficientes e manutenção frequente. Em média, cada hectare conta com cerca de 10 mil metros de tubulação instalada.

Antes de sua implementação, é essencial realizar estudos técnicos para avaliar o solo e as necessidades hídricas das plantas. A profundidade, o espaçamento dos tubos e o controle da pressão precisam ser cuidadosamente planejados. Além disso, é necessário seguir a legislação, que exige outorga para uso da água e licenciamento ambiental. Com os devidos cuidados, o sistema pode operar de forma eficiente por mais de 20 anos.



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Primeiro país a se opor ao acordo Mercosul-UE, Polônia diz confiar no agro brasileiro



A missão brasileira ao continente europeu para discutir o acordo entre Mercosul e União Europeia desembarcou nesta sexta-feira (25) em Varsóvia, capital da Polônia.

O país foi o primeiro da Europa a se opor publicamente à união comercial entre os blocos, questionamento que, posteriormente, foi intensificado pela França.

Contudo, o embaixador do Brasil na Polônia, Haroldo Macedo Ribeiro, destacou que em todos os contatos que manteve com autoridades polonesas, ficou claro que a contrariedade ao acordo não se refere a dúvidas sobre o padrão de qualidade dos produtos agropecuários brasileiros.

“Ao contrário disso, há muito interesse e confiança no que o Brasil produz e exporta para a Polônia. As razões têm outra natureza. Não são razões a respeito da qualidade de produção e nem de eventuais problemas de natureza ambiental. Não há esse tipo de questionamento por parte da Polônia”, assegurou.

Produtos brasileiros na Polônia

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), os principais produtos que o país exportou para a Polônia em 2024 são os seguintes:

  • Matérias-primas não comestíveis (exceto combustíveis): US$ 343,9 milhões
  • Produtos alimentícios e animais vivos: US$ 319,9 milhões
  • Máquinas e equipamentos de transporte: US$ 63,6 milhões
  • Artigos manufaturados classificados principalmente pelo material: US$ 55,4 milhões
  • Bebidas e tabaco: US$ 44,5 milhões

A programação da missão, capitaneada pelo Itamaraty e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) segue em Varsóvia até este sábado (26) e segue para Bruxelas, na Bélgica, na segunda e terça (28 e 29).



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descontos irregulares chegam a R$ 6 bi e entidade do agro é investigada



A Controladoria-Geral da União anunciou que o governo vai suspender todos os descontos mensais que são feitos por associações e sindicatos na folha de pagamento de aposentados e pensionistas. Isso ocorre após uma apuração apontar um suposto esquema de cobrança de mensalidades irregulares do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), que passariam de R$ 6 bilhões.

Segundo investigações, entidades, inclusive uma ligada ao agronegócio, faziam descontos por critérios associativos aos aposentados e, de acordo com apurações, os débitos eram incluídos independentemente da autorização do segurado.

A CGU alertou INSS sobre fraude bilionária em descontos de aposentados sete meses antes de operação da Polícia Federal (PF) ocorrida na quarta-feira (23). O presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, foi demitido, e cinco servidores públicos foram afastados de suas funções.

O ministro da Controladoria Geral da União Vinícius de Carvalho detalhou as ações do governo federal para restituir os beneficiários. De acordo com ministro, os recursos serão retidos na próxima folha de pagamento e serão restituídos aos aposentados.”

Organização ligada à agricultura familiar é investigada

Apontada como uma das organizações envolvidas na fraude, a Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares do Brasil (Conafer) enviou uma nota à redação do Canal Rural informando que recebeu a notícia com estranheza.

“É com surpresa e estranheza que recebemos a notícia da colocação da Confederação em uma lista publicada pela imprensa, pois a mesma sempre se colocou à disposição para prestar informações a qualquer órgão de controle da União”, diz o texto.

A organização informou que se coloca à disposição da sociedade, dos órgãos de fiscalização para esclarecimentos.

O comentarista do Canal Rural, Miguel Daoud, pediu celeridade e rigor na punição aos envolvidos na fraude dos descontos irregulares do INSS, na edição desta sexta-feira (25) do telejornal Mercado & Companhia.

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a vitrine verde para o mundo e a realidade da Amazônia viva



Desta vez, o Brasil não chega à Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP) como um mero participante. Na COP30, além de sermos palco, somos os protagonistas de um futuro que precisa produzir alimentos de forma sustentável. Essa será uma oportunidade única de comunicar nosso exemplo para o mundo.

Além de sermos um dos países com mais áreas de preservação, com cerca de 70% de sua vegetação nativa, produzimos alimentos de forma eficiente, através do uso da tecnologia aliada à sustentabilidade. Tal conquista vai além das estatísticas. Nossa preservação não se mantém sozinha e muito menos se sustenta com discursos vazios. 

Com mais de 30 milhões de brasileiros vivendo na Amazônia Legal, o grande desafio é transformar a biodiversidade em renda, emprego e dignidade. E isso exige algo que hoje falta: investimento real. O povo da floresta não pode continuar vivendo de promessas. Preservar custa caro. Explorar com sustentabilidade exige tecnologia, crédito, infraestrutura e educação. A floresta não sobrevive apenas com promessas internacionais. O povo da Amazônia precisa transformar a biodiversidade em oportunidade.

É hora de os países ricos saírem da retórica e entrarem no campo da responsabilidade. Não basta exigir proteção ambiental dos países do Sul, enquanto continuam financiando cadeias poluidoras no hemisfério Norte. Quem quer a floresta em pé precisa pagar por isso. Quem exige preservação deve investir em bioeconomia, ciência e valorização da floresta como ativo global. O mundo não pode cobrar do Brasil o que ele mesmo não está disposto a financiar.

Além disso, o Brasil precisa avançar em parcerias bilaterais concretas e operacionais com países desenvolvidos, voltadas para acelerar a implementação de soluções sustentáveis. Transferência de tecnologia limpa, programas de crédito verde e fundos de financiamento para cadeias produtivas sustentáveis devem sair do papel e chegar aonde mais importa: na ponta, no produtor, na comunidade ribeirinha, na cooperativa amazônica. Sustentabilidade não se faz com diplomacia vazia, mas com ação coordenada, pragmática e duradoura. 

O Canal Rural vem acompanhando e mostrando ao mundo, de forma permanente, o compromisso do agronegócio brasileiro com o meio ambiente. A produção agropecuária nacional segue, cada vez mais, padrões rigorosos de sustentabilidade, investindo em tecnologia de precisão, recuperação de pastagens, integração lavoura-pecuária-floresta e rastreabilidade ambiental. O Canal Rural tem se empenhado em dar visibilidade a essa realidade — muitas vezes ignorada pela opinião pública internacional —, promovendo um debate sério, baseado em dados e com foco no futuro. Ou o mundo aprende com o Brasil, ou vai continuar financiando discursos vazios enquanto a floresta morre por abandono.

Há um fato que não pode ser ignorado por nenhum líder mundial presente na COP30: o Brasil é o único país do planeta com um Código Florestal que exige, por lei, que o produtor rural na Amazônia preserve 80% de sua propriedade com floresta nativa. Nenhum outro país impõe ao seu setor produtivo tamanho compromisso ambiental. Isso significa que o Brasil não apenas produz com responsabilidade, mas lidera com exemplo. Existe maneira mais eficaz de aprendizado? Ensinar o mundo pelo exemplo da nossa agropecuária potente, crescente e plural.

Além de tudo isso, não poderíamos deixar de acrescentar que só há um caminho para a mitigação das mudanças climáticas no planeta que desafiam os nossos modos de produção: a transição energética. Esta mudança só será possível com o uso de biocombustíveis, etanol de segunda geração, além das energias renováveis como a solar e a eólica. Esta é uma verdadeira oportunidade estratégica para unir preservação ambiental, crescimento econômico e inclusão social. Defender a infraestrutura verde e incentivar a bioeconomia pode atrair capital internacional e gerar emprego de qualidade. A transição energética não é custo. É a chance de garantir um futuro para as novas gerações. O clima já está dando sinais urgentes dessa necessidade. Nunca se viu tantas intempéries climáticas: de enchentes a estiagens severas comprometendo as safras e a vida das pessoas. 

A COP30 no Brasil não pode ser apenas mais um evento da Organização das Nações Unidas (ONU). Tem que ser um divisor de águas. Para o Brasil, será a chance de mostrar que podemos ser a vitrine verde do planeta e, ao mesmo tempo, a garantia de uma segurança alimentar do futuro. Somos protagonistas na produção de alimentos, na preservação e na economia verde. Somos uma potência ambiental na linha de frente da preservação que precisa ser financiada, apoiada e respeitada por todos os países desenvolvidos que aqui estarão em novembro, em Belém do Pará.

O Brasil não precisa escolher entre floresta e desenvolvimento. A escolha já foi feita: o futuro será verde ou não será. Simples assim.



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AgroNewsPolítica & Agro

Milho fecha misto na B3


O milho da Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) fechou de forma mista com compras de oportunidade e maior demanda interna, segundo a TF Agroeconômica. “As cotações do milho na B3 passaram por correção depois de uma sequência de baixas. Assim como Chicago, o mercado recomprou contratos em aberto, baseados em um aumento de demanda no médio longo prazo e estoques menores no fim do ano comercial”, comenta.

“Vale aqui destacar que nos últimos anos o Brasil reduziu as exportações e aumentou o consumo interno do milho. No entanto, as cotações mais longas seguiram em queda. Com os preços mais altos desta temporada, existe a perspectiva de o produtor buscar um aumento de área para as próximas safras no país. O avanço da colheita na Argentina, que atingiu 29,7 % a área apta, segundo a Bolsa de Buenos Aires, retira parte da pressão dos compradores, principalmente da região sul do Brasil”, completa.

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam de forma mista no dia. “O vencimento de maio/25 foi de R$ 76,97 apresentando alta de R$ 0,43 no dia, baixa de R$ -0,05 na semana; julho/25 fechou a R$ 68,55, alta de R$ 0,03 no dia, baixa de R$ -2,11 na semana; o vencimento setembro/25 fechou a R$ 69,74 alta de R$ 0,18 no dia e baixa de R$ -1,27 na semana”, indica.

Na Bolsa de Chicago, o milho fechou em alta com compras de oportunidade e bom relatório de vendas. “A cotação de maio, referência para a nossa safra de verão, fechou em alta de 1,11 % ou $ 5,25 cents/bushel a $ 477,25. A cotação para julho, fechou em alta de 0,99 % ou $ 4,75 cents/bushel a $ 484,00”, informa.

“As cotações do cereal ganharam tração com compras de oportunidade e a sequência de alta da soja nos últimos dias, o que fez o mercado reposicionar os contratos dos grãos. A demanda do milho para o ano comercial 24/25 se mantém aquecida. As robustas 1.152.900 toneladas negociadas estavam perto do teto esperado pelo mercado”, conclui.

 





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