segunda-feira, maio 25, 2026

Autor: Redação

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Massa de ar polar avança e provoca frio intenso; saiba onde e quando



A semana começou com mudanças significativas no clima em várias regiões do país. A atuação de uma frente fria em parte do Sudeste, seguida pela chegada de uma massa de ar polar, trouxe ar mais seco e frio para o Centro-Sul do Brasil.

A previsão da Climatempo indica que o frio persistirá ao longo dos próximos dias, mantendo temperaturas amenas e baixos volumes de chuva.

Frio se intensifica no Centro-Sul

O outono é tradicionalmente uma estação de transição no Brasil, marcada pela alternância entre dias quentes no início e condições mais amenas e frias ao final do período. Nos próximos dias, a massa de ar polar atuará com mais força, provocando temperaturas muito baixas, especialmente na região Sul. Mas áreas do sul de Mato Grosso do Sul e do estado de São Paulo também devem sentir a queda nos termômetros.

Geada reforça o frio intenso no Sul

No Sul, as temperaturas devem ser as mais baixas do país. A previsão indica a ocorrência de geada em amplas áreas da região, um sinal clássico da intensidade do frio. A formação da geada exige condições específicas: noites de céu limpo, vento fraco e ar seco, que favorecem o resfriamento do solo durante a madrugada.

Mesmo que as medições padrão de temperatura do ar indiquem valores entre 3 °C e 4 °C, informa a Climatempo, o resfriamento mais intenso próximo à superfície pode levar ao congelamento do orvalho, caracterizando a geada. A ocorrência desse fenômeno confirma a presença de uma forte massa de ar polar sobre a região.

O cenário de temperaturas baixas e geada deve impactar as atividades agrícolas no Sul e demanda atenção especial dos produtores para proteger culturas mais sensíveis ao frio.



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Ferrogrão é necessária e será importante se STF encontrar solução de impasses, diz ministro



O ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou nesta segunda-feira (28) que o governo segue buscando avançar para retomar os estudos da Ferrogrão. Dias após posicionamento favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR) em processo que corre no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro reforçou sua defesa ao projeto.

“Acho que para o Brasil e para a infraestrutura nacional, é importante que a gente leve esse projeto adiante”, disse o ministro a jornalistas após evento em Brasília.

Renan Filho afirmou que mantém diálogos com o STF e considera que, se a Suprema Corte “encontrar um campo jurídico, uma solução para esse impasse, vai ser muito importante”.

As disputas em torno da Ferrogrão se arrastam desde 2021 após a suspensão dos estudos por decisão liminar do STF em ação movida pelo PSOL, que aponta riscos ambientais e falta de consulta a comunidades potencialmente afetadas. Após ajustes, há expectativa de que o Supremo autorize a retomada no fim do ano, após a COP30, como mostrou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

“Nós estamos em diálogo com o STF para garantir que todas essas condicionantes sejam cumpridas”, disse Renan Filho.

Segundo ele, o Ministério dos Transportes revisou o projeto para observar as questões apontadas. “Esperamos que, com a solução saindo do processo judicial, a gente caminhe para a finalização do estudo econômico, financeiro e de engenharia para levar o Ferrogrão a leilão.”

Ao reafirmar sua avaliação de que o projeto é importante para o País, Renan Filho defendeu que outros projetos ferroviários também precisam ganhar fôlego. “Precisamos intensificar ainda mais esse trabalho com a Ferrogrão, com o corredor Fico-Fiol, com a refeição da Malha-Oeste, com a construção das obras da Transnordestina, com o trecho de Açailândia-Barcarena.”



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Negociação de acordo com Mercosul está em fase final, diz ministra dos Emirados Árabes



Os Emirados Árabes estão nas negociações finais para a assinatura de um acordo com o Mercosul, relatou nesta segunda-feira (28) Reem Al-Hashimy, ministra de Estado para Cooperação Internacional dos Emirados Árabes.

“Estamos na fase final da negociação com o Mercosul. Estamos interessados em fechar esses negócios logo e acredito que ainda este ano”, disse a ministra, em entrevista a jornalistas, no Rio de Janeiro, onde os chanceleres dos países do Brics reúnem-se nesta semana.

Os Emirados Árabes assinaram mais de 27 tratados comerciais pelo mundo e discutem agora outras oportunidades que podem ser abertas, no Brasil, no Mercosul e na América Latina, contou Saeed Al Hajeri, ministro assistente para Relações Econômicas e Comerciais dos Emirados Árabes.

“E por um lado o Brasil pode ser esse caminho, essa porta de entrada para a América Latina”, disse Al Hajeri.

O ministro mencionou que os Emirados Árabes já possuem grandes investimentos e acordos estabelecidos no campo de energias renováveis, mas que há interesse em outras áreas, como infraestrutura, segurança alimentar e logística.

“Em 2023, o comércio bilateral não petrolífero entre os Emirados Árabes Unidos e o Brasil ultrapassou US$ 4 bilhões, o que demonstra a profundidade e a resiliência de nossos laços econômicos. Acreditamos que este é apenas o começo. Nosso objetivo é expandir significativamente os volumes de comércio, os fluxos de investimento e a colaboração intersetorial nos próximos anos. Continuam existindo oportunidades significativas para empresas brasileiras nos Emirados Árabes Unidos, bem como oportunidades de investimento em diversos setores para os Emirados Árabes Unidos no Brasil. Os Emirados Árabes Unidos veem o Brasil como um parceiro estratégico em setores críticos, incluindo energia, infraestrutura, agricultura e defesa”, declarou Al Hajeri.

As autoridades lembraram que o Brasil conta com empresas e investimentos já bem estabelecidos de empresas e fundos dos Emirados Árabes, mas trabalham para aumentar essa presença e ligação com o país.

“A distância não é uma barreira, já temos quase 20 voos por semana, e temos mais por fazer nessa área”, disse a ministra, sobre articulações para aumentar o número de voos semanais, que incluem tanto a expansão da atual atuação da companhia aérea Emirates quanto retomar a operação da Etihad Airways no Brasil.

“Temos orgulho da crescente presença dos Emirados Árabes Unidos no Brasil e também das empresas brasileiras que estão se estabelecendo nos Emirados Árabes Unidos e em toda a nossa região. Também mantemos fortes laços econômicos com os membros do Mercosul e vemos um potencial acordo comercial como uma oportunidade importante para fortalecer ainda mais os laços interpessoais com a região”, acrescentou Al Hajeri.



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Governo lança Programa Caminho Verde para recuperar 40 milhões de hectares



O governo Federal lançou nesta segunda-feira (28), em São Paulo, o Programa Caminho Verde Brasil e o segundo leilão do Eco Invest, durante coletiva de imprensa com os ministros da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro; da Fazenda, Fernando Haddad; e do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.

O Programa Caminho Verde Brasil prevê a recuperação de 40 milhões de hectares de áreas degradadas para uso exclusivo em agricultura sustentável no prazo de dez anos. A ação é coordenada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em parceria com outros ministérios, instituições financeiras, autarquias federais e representantes do setor agropecuário.

Durante o evento, o ministro Carlos Fávaro destacou que a iniciativa vai além da recuperação de terras e representa uma estratégia de desenvolvimento sustentável para a agropecuária brasileira. “No início, tratávamos essa iniciativa como um simples plano de recuperação de áreas degradadas. Hoje, sabemos que ela tem um papel ainda maior: induzir o desenvolvimento de forma correta e sustentável”, afirmou.

O Eco Invest tem como meta mobilizar recursos para a recuperação de 1 milhão de hectares de terras degradadas nos biomas da Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, Pampa e Pantanal. O primeiro leilão direcionado desse fundo marca o início da implementação prática do Caminho Verde Brasil.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reforçou a importância da integração entre sustentabilidade e desenvolvimento econômico. Ele destacou que a agenda de recuperação ambiental no setor agropecuário já foi incorporada nas diretrizes dos últimos Planos Safra e deve ser intensificada nos próximos ciclos.

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, explicou que o programa dialoga diretamente com os compromissos ambientais do Brasil, como a redução de emissões de carbono, o Plano Clima e a meta de desmatamento zero até 2030. “Utiliza instrumentos financeiros que possibilitam a recuperação de áreas já utilizadas e degradadas, promovendo a restauração do solo e a manutenção dos sistemas hidrológicos”, afirmou.

Atualmente, o Brasil utiliza cerca de 280 milhões de hectares para a agropecuária, dos quais 165 milhões são pastagens. Desse total, aproximadamente 82 milhões de hectares estão degradados. A meta é recuperar 40 milhões de hectares nos próximos dez anos, com apoio de novos leilões e parcerias internacionais.

Durante a coletiva, o assessor especial do Mapa, Carlos Ernesto Augustin, ressaltou que o Caminho Verde Brasil está saindo do papel graças à mobilização de diferentes setores e à estruturação do Eco Invest como instrumento de financiamento.

O evento também contou com a presença do secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron; da embaixadora do Reino Unido no Brasil, Stephanie Al-Qaq; da chefe da representação do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no Brasil, Annette Killmer; e do secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco.

O governo brasileiro segue em busca de novos investimentos internacionais para apoiar o programa e fortalecer o desenvolvimento sustentável no país.



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AgroNewsPolítica & Agro

como identificar o doença no arroz?



Doença do arroz pode causar perdas na lavoura


Foto: Pixabay

A podridão da bainha, doença causada pelo fungo Sarocladium oryzae, representa uma ameaça à produtividade e à qualidade dos grãos na cultura do arroz. O alerta é da engenheira agrônoma Gressa Chinelato, em uma publicação no Blog da Aegro.

Segundo Chinelato, os sintomas da doença se manifestam como “lesões alongadas e irregulares, com o centro cinza e margens de coloração marrom”. Inicialmente, esses sinais surgem na última bainha abaixo da folha bandeira, durante o período de emissão da panícula.

A engenheira agrônoma adverte que “as panículas emergidas de plantas com infecção ficam com coloração marrom e estéreis”. Em casos mais graves, a panícula pode sequer emergir da planta.

Para o manejo eficaz da podridão da bainha, Gressa Chinelato recomenda o “uso de variedades com resistência moderada”.





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Política de Transição Energética é lançada na Bahia


A Política e Programa de Transição Energética do Estado (Protener), foi sancionada pelo governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, através da Lei n° 25.437/2024, com o objetivo de fortalecer a geração de energias renováveis no país, destacando o protagonismo do estado no segmento.

De acordo com a repórter, Simônica Capistrano, entre as diretrizes estabelecidas no texto aprovado estão a implantação de cadeias produtivas de agroenergia, de hidrogênio de baixa emissão de carbono e biocombustíveis renováveis sintéticos, o incentivo para pesquisas e inovações tecnológicas, além de estimular modelos mais eficientes de governança com a participação da sociedade civil. 

Na ocasião, o governador autorizou a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) a promover a concessão ao Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI/Centro Integrado de Manufatura e Tecnologia – Cimatec do uso do imóvel destinado à implantação do Projeto Cimatec Sertão – iniciativa que estimula a cultura do sisal para a produção de biomassa, que por sua vez, deve gerar etanol, localizado entre os municípios de Conceição do Coité e Araci. 

Também participaram da solenidade, o vice-governador do estado, Geraldo Júnior, o senador Otto Alencar, o vice-presidente da Goldwind Brasil, Roberto Veiga, o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), Carlos Henrique Passos, pesquisadores, representantes de organizações sociais e empresariais. 

“É uma data marcante. É a primeira lei do Brasil com essa dimensão, que inclui todos os tipos de energia, seja mineral, eólica, verde, solar. Vamos elaborar de imediato, um plano de ação, construído por diversas mãos, com responsabilidade ambiental e social e, a partir desse ato, padronizar as exigências legais do setor. Uma medida que reafirma o compromisso do Governo do Estado com políticas de incentivo a modelos de desenvolvimento econômico e social sustentáveis. O mundo está preocupado com isso e a Bahia não ficará para trás”, afirmou o governador.

Política e Programa de Transição Energética do Estado (Protener)Política e Programa de Transição Energética do Estado (Protener)
Foto: Matheus Landim

Marco regulatório

Para o secretário da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), Eduardo Sodré Martins, a lei é um marco regulatório para os próximos 30 anos, que visa transformar o estado em referência nacional em energia limpa.

“Agora, o nosso foco é garantir a efetiva aplicação desta política, pavimentando o caminho para um futuro energético mais sustentável. Para isso, vamos construir um arcabouço legal jurídico, técnico, para que a gente atraia novos investimentos com segurança jurídica, tecnicidade e legislação ambiental aplicável, envolvendo o poder público, empresarial, o ambiental e a sociedade civil”, afirmou o secretário.

Do ponto de vista econômico e de geração de emprego e renda, a lei também prevê atração de investimentos para complexos industriais verdes, capacitação de mão de obra para empregos na nova economia, inclusão da agricultura familiar na cadeia de biocombustíveis e a implantação de microrredes de energia em comunidades isoladas, como pontuou o secretário de desenvolvimento econômico, Angelo Almeida. 

“O Protener será um aliado do Estado para a geração de empregos verdes, crescimento econômico com sustentabilidade, reduzindo desigualdades regionais. Por isso, todo o Estado precisa fortalecer a justiça social, a educação, a saúde e a infraestrutura. Tenho certeza do futuro promissor da transição energética justa e inclusiva que nós temos e vamos continuar perseguindo para trazer riqueza, renda e uma vida mais digna para a população”, avaliou Almeida. 

A primeira Política e Programa de Transição Energética do Estado, foi lançada na tarde da última quinta-feira (24), conduzida pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria do Meio Ambiente. 


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São Paulo expande grupo especializado para reforçar segurança no campo


O governo de São Paulo anunciou a expansão do Grupo de Investigação em Área Rural (Giar) para todas as regiões do estado. A portaria que oficializa a ampliação foi assinada nesta segunda-feira (28), durante a Agrishow, feira agrícola realizada em Ribeirão Preto (SP).

O Giar é uma equipe da Polícia Civil especializada em atender ocorrências de crimes contra o patrimônio em áreas rurais. Criado inicialmente em Botucatu e Itatinga, o grupo será agora vinculado às Divisões Especializadas de Investigações Criminais (Deic) e às Delegacias Seccionais dos Departamentos de Polícia Judiciária do Interior (Deinter) em todas as regiões paulistas.

De acordo com o governo, os agentes do Giar serão responsáveis por investigações, operações e ações de cooperação com outros órgãos de segurança pública, além de manter diálogo constante com empresas, cooperativas, produtores e trabalhadores rurais.

O secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, afirmou que a experiência em Botucatu demonstrou a necessidade de expandir o grupo. “Essa equipe será um ponto focal em cada região para conversar com o setor produtivo, aumentando a segurança no campo”, declarou.

Além das investigações, os grupos terão a responsabilidade de gerar dados sobre as atividades desenvolvidas, como número de ocorrências, equipamentos e produtos recuperados, prisões efetuadas e inquéritos instaurados e concluídos. A medida já está em vigor, com a publicação da portaria no Diário Oficial do Estado (DOE).

O secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai, também reforçou a importância da ação. “Será uma resposta mais rápida da polícia para os produtores do campo, que contam com segurança jurídica no nosso território”, afirmou.

Foto: Governo de São Paulo/divulgação

Resultados em Botucatu

A criação do Giar em Botucatu permitiu a recuperação de veículos, animais e equipamentos furtados ou roubados em propriedades rurais, de acordo com o governo paulista. As equipes atuaram na repressão a crimes como roubo de gado, de tratores, de caminhões, abate clandestino e invasões de terras.

Além das operações de repressão, a equipe realiza rondas preventivas em zonas rurais, o que, segundo as autoridades locais, contribuiu para a melhoria da sensação de segurança.

Entre janeiro e março deste ano, o Giar registrou sete furtos de tratores na região de Botucatu. No mesmo período de 2024, foram oito casos. A equipe esclareceu 100% dos crimes registrados nos dois períodos.



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Chuva prevista garantirá a reposição hídrica? Saiba como fica o tempo nas lavouras de soja



As áreas produtoras de soja do Brasil seguem com variações no tempo. No Sudeste, por exemplo, o avanço de uma frente fria traz de volta as chuvas em regiões que necessitam de reposição hídrica, embora haja o alerta de que o volume esperado ainda será insuficiente para reverter o déficit de água no solo, aliviando temporariamente o estresse das lavouras e pastagens.

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O cenário mais crítico em relação à disponibilidade de água no solo continua no interior da Bahia, onde produtores enfrentam dificuldades há semanas devido à seca. Regiões do sertão nordestino também apresentam baixos níveis de umidade no solo. Por outro lado, outras áreas do país mantêm um bom equilíbrio hídrico.

Chuvas volumosas

As chuvas mais expressivas devem ocorrer no sul da Bahia, Espírito Santo e até no norte de Minas Gerais, com acumulados previstos entre 60 e 100 mm. Isso deve trazer algum alívio para os produtores rurais dessas localidades.

Por outro lado…

Já no Centro-Sul brasileiro, a tendência é de tempo mais seco nos próximos dias. Após a passagem da frente fria, uma área de alta pressão, sistema que inibe a formação de nuvens carregadas, passa a predominar, garantindo céu aberto e pouca nebulosidade em estados como Mato Grosso do Sul, São Paulo e regiões do Sul do país.

Começo de maio

Projeções entre os dias 4 e 8 de maio indicam que as chuvas no Sul seguirão irregulares e com baixo volume acumulado, sem grandes contribuições para a reposição da umidade no solo. Por outro lado, o tempo seco poderá favorecer os trabalhos em campo, como colheita e preparação de solo.

Enquanto isso, no Norte do país, a Zona de Convergência Intertropical continua atuando com força. A chuva persistente beneficia os produtores de soja de Roraima, onde ainda ocorrem plantios em algumas áreas. O bom volume de precipitação é considerado essencial para o desenvolvimento inicial das plantas, especialmente nesta fase de crescimento vegetativo.



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ExpoZebu 2025 celebra 90 anos de muita história



A ExpoZebu 2025 foi oficialmente aberta neste fim de semana no Parque Fernando Costa, em Uberaba, no Triângulo Mineiro. A 90ª edição do evento destaca a evolução da pecuária brasileira ao longo de quase um século e reúne importantes lideranças do setor.

A cerimônia contou com a presença de diversas autoridades, incluindo representantes do governo e entidades ligadas ao agronegócio. O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Gabriel Cid, ressaltou o legado zebuíno brasileiro, fundamental para o avanço da pecuária nacional.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, também marcou presença e destacou a importância dos produtores mineiros para o crescimento do agronegócio no Brasil. Já o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, relembrou a atuação da entidade em prol do desenvolvimento do setor.

Além das celebrações, a ExpoZebu também foi palco para discussões sobre temas importantes para o agronegócio. Um dos destaques foi o debate sobre o Plano Safra 2025/26. O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion, manifestou preocupação com os recursos que serão destinados ao programa.

Outro ponto abordado foi o aumento das invasões de terras durante o chamado “Abril Vermelho”. Lupion alertou que o número de invasões já ultrapassa 30 casos neste ano, superando o registrado no ano passado.

A ExpoZebu 2025 segue até o próximo domingo, com uma programação repleta de leilões, shopping de animais e palestras no Parque Fernando Costa. A entrada para visitar o evento é gratuita.



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‘Criou-se uma indústria de RJ no agro que só enriquece advogados’, diz Santander


O ano passado registrou crescimento de 138% nos pedidos de recuperação judicial (RJ) no agronegócio brasileiro ante 2023, conforme dados da Serasa Experian. Ao que tudo indica, 2025 seguirá o mesmo caminho.

Em conversa com jornalistas na 30ª Agrishow, o diretor de Agronegócio do Santander, Carlos Aguiar, lamentou a alta e ressaltou que as instituições financeiras estão perdendo a “guerra” contra pessoas que, em sua concepção, enganam produtores com “soluções mágicas”.

Carlos Aguiar - diretor de Agro do Santander
Carlos Aguiar, diretor de Agronegócio do Santander. Foto: Victor Faverin/ Canal Rural

“Criou-se uma indústria de recuperação judicial no agro que só enriquece advogados. Temos mais gente oferecendo essa ‘saída’ do que pessoas em banco ofertando empréstimos para tirar empresas e produtores do sufoco”, disse.

Segundo ele, diante desta realidade, cabe aos bancos e cooperativas de crédito o entendimento sobre o perfil de seus clientes. “Para produtores menores, mais simples, não vejo sentido oferecer operações em dólar ou baseadas na Selic, mas sim as pré-fixadas, por exemplo.”

Aguiar se apoia no alto custo para se concretizar uma recuperação judicial, atualmente entre R$ 2 milhões e R$ 3 milhões. “Como uma empresa do agro em apuros vai conseguir bancar esse custo e depois se reerguer?.”

A carteira de agro do Santander é de R$ 100 bilhões e o banco espera estabilizar este número ou crescer, no máximo, 5% neste ano. Do montante, metade é destinado aos 25 mil clientes do segmento e a outra parte dividida entre crédito rural subsidiado e recursos intermediados pelo BNDES.

Por fim, o diretor destaca que o banco vê com bons olhos o ano de 2025 graças à safra recorde e os preços das commodities em níveis remuneradores. Porém, o executivo traz o alerta sobre a guerra comercial entre Estados Unidos e China, o que pode trazer benefícios apenas momentâneos ao agro brasileiro.

“O agro não pode trabalhar pautado em curto prazo. Essa situação entre as duas potências tende a enfraquecer a economia mundial e isso não é bom para ninguém, muito menos para o produtor”, reforça.



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