quinta-feira, março 26, 2026

Autor: Redação

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Brasil faz ‘golaço’ com a Agrizone e reposiciona agro na pauta global, diz pesquisadora da Embrapa



A presença da Agrizone na COP30 marcou um divisor de águas para a imagem da agropecuária brasileira no debate climático internacional. A avaliação é da pesquisadora da Embrapa Gado de Corte, Maria Aragão, que destacou o papel do espaço em aproximar a produção de alimentos das discussões globais sobre preservação ambiental e justiça climática.

Segundo Aragão, a Agrizone ampliou temas que dificilmente teriam ganhado tanta visibilidade em um evento internacional sem a presença organizada do setor. “Vimos aqui inúmeros debates com indígenas, discussões sobre justiça racial e movimentos que talvez não estivessem tão fortemente presentes se não fosse a Agrizone. Colocamos a produção de alimentos e a preservação dentro da pauta global”, afirmou.

“A agropecuária brasileira é parte do problema, mas também parte da solução”

Para a pesquisadora, o espaço mostrou ao mundo a capacidade do agro brasileiro de contribuir para a redução de emissões, ao mesmo tempo em que reforçou a importância socioeconômica do setor.

“A Agrizone foi um marco. Nós fizemos um golaço ao colocar a agropecuária brasileira na pauta mundial sobre meio ambiente. O setor contribui com as emissões, mas tem grande potencial de ser também parte da solução”, disse.

Aragão destacou a apresentação do documento da Pecuária Brasileira Sustentável, que reúne princípios sobre nutrição, sustentabilidade e economia da cadeia da carne. “Falamos de segurança alimentar, do valor nutricional da carne, uma proteína de alto padrão biológico , mas também da importância socioeconômica da pecuária, que gera emprego, renda e pode reduzir emissões.”

Segundo ela, tecnologias já disponíveis permitem que a pecuária tenha um balanço positivo de carbono. “Mostramos o Protocolo de Baixo Carbono, evidenciando como a pecuária pode emitir menos e sequestrar mais carbono.”

Tecnologias existem; o desafio é fazer chegar ao produtor

A pesquisadora reforçou que o Brasil possui um vasto portfólio de soluções para tornar a pecuária mais eficiente, porém muitas ainda não chegam com força às propriedades rurais.

“Temos tecnologias disponíveis há muitos anos, mas às vezes falta levar esse conhecimento da academia e dos centros de pesquisa para os produtores. Não adianta desenvolver tecnologia que não chega na ponta”, destacou.

Entre as soluções citadas estão:

  • melhoramento genético de pastagens;
  • cultivares adaptadas a diferentes biomas;
  • genética animal aprimorada;
  • suplementação mineral;
  • manejo de parasitas, como carrapatos;

Solo saudável é peça-chave na pecuária de baixo carbono

Maria Aragão lembrou que o solo funciona como um ecossistema complexo e essencial para o equilíbrio ambiental. “Toda biomassa que vemos para cima existe também para baixo. Hoje incentivamos produtores a olhar a qualidade biológica do solo, porque a quantidade de microrganismos ali é enorme e há muitas técnicas para aumentar essa riqueza.”

Segundo ela, pastagens bem manejadas são fundamentais, especialmente diante do cenário de degradação no país. “No Brasil, temos cerca de 40 milhões de hectares de pastagens degradadas. Por isso, a recuperação dessas áreas é urgente.”

A degradação gera uma série de impactos:

  • o solo passa a emitir carbono em vez de sequestrar;
  • o animal leva mais tempo para atingir o peso ideal, aumentando emissões;
  • a produtividade cai;
  • o solo perde qualidade, afetando todo o sistema.

O Programa Caminho Verde, citado por Aragão, atua justamente na reabilitação dessas áreas.

Produtividade, sustentabilidade e ciência integradas

Para a pesquisadora, o ponto central é mostrar que a agropecuária brasileira pode aumentar produção, melhorar o bem-estar animal e reduzir impactos ambientais ao mesmo tempo.

“A pecuária brasileira tem um potencial enorme para produzir mais carne com menos recursos, recuperar solos, melhorar pastagens e sequestrar carbono. Tecnologias existem, mas precisamos avançar para que cheguem a cada propriedade.”



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de café recua com oferta e tarifas, aponta análise


A semana foi marcada por forte oscilação nos preços internacionais do café, refletindo tensões comerciais e o avanço das colheitas em importantes origens produtoras, segundo informações que foram divulgadas pela StoneX. Em Nova Iorque, o contrato de março do café arábica recuou 3,1%, equivalente a 1185 pontos, e terminou cotado a US¢ 374 por libra-peso. Em Londres, o robusta registrou queda ainda mais intensa, de 9,1%, fechando a USD 4.223 por tonelada.

A movimentação no robusta esteve ligada à combinação entre mudanças na política comercial e ao início da colheita no Vietnã, maior produtor mundial dessa variedade, fatores que ampliaram a pressão baixista ao longo dos últimos dias. A sensibilidade do mercado a qualquer sinal sobre oferta se manteve elevada, em meio à expectativa de entrada de novos volumes no circuito global.

No Brasil, o movimento externo encontrou eco no comportamento das cotações internas. Segundo indicador do Cepea, o arábica caiu 3,8% e encerrou a R$ 2.204,71 por saca, enquanto o robusta teve baixa de 6,6%, para R$ 1.316,18 por saca. A volatilidade refletiu tanto o ajuste às referências internacionais quanto a leitura dos agentes sobre a evolução da produção nacional. Com oferta crescente e incertezas na política comercial, operadores mantiveram postura cautelosa, aguardando sinais mais claros sobre o ritmo de chegada da safra vietnamita e o comportamento da produção brasileira nas próximas semanas.

“Em Nova Iorque, o contrato de março do café arábica encerrou a semana com queda de 3,1%, equivalente a 1185 pontos, fechando a US¢ 374 por libra-peso. Em Londres, o Robusta registrou recuo mais acentuado, de 9,1%, terminando a USD 4.223 por tonelada. A pressão sobre o Robusta esteve relacionada tanto à política comercial quanto ao início da colheita no Vietnã, maior produtor mundial dessa variedade. No mercado interno brasileiro, o indicador Cepea para o arábica caiu 3,8%, encerrando a R$ 2.204,71 por saca, enquanto o robusta recuou 6,6%, cotado a R$ 1.316,18 por saca”, escreveu.

 





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Tarifa sobre café solúvel contrasta com progresso da negociação, diz Abics



A Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) disse, em comunicado nesta sexta-feira (21), lamentar que o café solúvel brasileiro tenha sido mantido na lista de produtos sujeitos à taxa de 50% imposta pelo governo dos Estados Unidos em agosto deste ano.

Na quinta-feira (20), o presidente norte-americano Donald Trump anunciou a isenção da tarifa de 40% para produtos agrícolas do Brasil. “Celebramos a reversão das tarifas; as taxas sobre o café solúvel contrastam com o progresso geral nas negociações bilaterais e representam um desafio contínuo para o setor”, disse a Abics, em nota.

A associação destacou que celebra a reversão das tarifas para outras categorias agrícolas, mas a manutenção da tarifa sobre o café solúvel segue afetando o setor de forma “severa”.

“Os embarques de café solúvel do Brasil para os EUA sofreram uma redução de mais de 52% em volume desde agosto”, disse a Abics na nota.

Além disso, a entidade reforçou que as taxas inviabilizam a competitividade do produto brasileiro, favorecendo outras origens. “O mercado americano representa cerca de 20% do volume total das exportações brasileiras de solúvel, gerando receitas anuais de aproximadamente US$ 200 milhões. Agora, pela primeira vez, a Rússia assume a posição de principal destino do produto brasileiro.”

A Abics ainda chamou atenção para o risco iminente de que o café solúvel brasileiro seja permanentemente substituído por produtos de outros destinos nas prateleiras dos supermercados americanos. “Uma vez perdida essa fatia de mercado e a lealdade do consumidor, a recuperação futura será uma missão extremamente difícil, com perdas duradouras para toda a cadeia produtiva nacional”, afirmou.

A entidade disse que seguirá mobilizada para buscar a isenção completa do café solúvel.



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AgroNewsPolítica & Agro

Motores remanufaturados ganham espaço com foco verde



“O Original Reman traz um conceito atual e necessário”


“O Original Reman traz um conceito atual e necessário"
“O Original Reman traz um conceito atual e necessário” – Foto: Pixxabay

A busca por soluções que ampliam a vida útil de equipamentos e reduzem o consumo de recursos impulsiona a adoção de práticas ligadas à economia circular. Entre essas alternativas está a remanufatura de motores oferecida pelo programa Original Reman, da FPT Industrial, disponibilizado pela Bamaq Máquinas em diferentes regiões do país.

A proposta devolve a performance de um motor novo a componentes já utilizados, com potencial de economia operacional próxima de 30% e contribuição direta para metas de menor impacto ambiental no setor de máquinas e energia. Técnicos da operação destacam que a iniciativa preserva desempenho e confiabilidade, atendendo atividades que não podem sofrer interrupções, em contexto de manutenção mais rápida e segura.

“O Original Reman traz um conceito atual e necessário: manter a performance e a confiabilidade do equipamento, reduzindo custos e impacto ambiental. Com essa solução, conseguimos atender clientes que não podem parar suas operações, com agilidade e segurança”, explica Eduardo Santos, engenheiro de aplicação da FPT na Bamaq Máquinas.

O processo inclui retirada do motor, desmontagem completa, análise detalhada, substituição de peças desgastadas por itens novos e remontagem com testes em bancada, mantendo padrão de fábrica. Há ainda a opção do Long Block, formato compacto indicado para manutenções planejadas que exigem agilidade.

A remanufatura reduz custos, evita descarte prematuro e diminui o consumo de matéria-prima e energia, fortalecendo ações alinhadas a compromissos globais de carbono zero e integrando distribuidores à oferta de alternativas sustentáveis com suporte técnico. “Essa abordagem está alinhada ao compromisso global da FPT Industrial de alcançar carbono zero até 2040, e reforça o papel de distribuidores, como a Bamaq, na conexão entre tecnologia e campo. Nosso foco é oferecer soluções sustentáveis, regionalizadas e com respaldo técnico”, ressalta o engenheiro.





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Presidente da COP30 pede consenso na reta final das negociações



O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, reforçou nesta sexta-feira (21) que os países precisam construir consenso para avançar nas negociações climáticas na fase decisiva da conferência. Ao abrir a plenária informal no espaço oficial do evento, em Belém, o embaixador afirmou que a cooperação internacional é fundamental para destravar pontos sensíveis do texto final.

Corrêa do Lago disse que o processo multilateral exige acordos coletivos e ressaltou que a busca por convergência não deve ser encarada como disputa entre vencedores e vencidos. Segundo ele, o fortalecimento desse entendimento é essencial para manter a credibilidade das decisões adotadas no âmbito da Convenção do Clima.

Multilateralismo e conexão com a sociedade

Ao detalhar as prioridades da presidência brasileira, o embaixador afirmou que três metas estão próximas de ser cumpridas: reforçar o multilateralismo, aproximar o debate climático do cotidiano das pessoas e acelerar a implementação do Acordo de Paris. O tratado internacional, firmado em 2015, prevê metas de redução de gases de efeito estufa e o limite de aquecimento global de 1,5°C.

Corrêa do Lago também destacou o simbolismo de sediar a conferência em Belém. Para ele, realizar a COP no coração da Amazônia ajuda a evidenciar os desafios de conservação do bioma e a relação direta entre floresta e clima. O embaixador afirmou que a presença de delegações na região contribuiu para ampliar a compreensão sobre a importância da proteção das áreas naturais.

Incêndio e mensagem de solidariedade

Durante o discurso, o presidente da COP30 mencionou o incêndio que atingiu parte dos pavilhões do evento na quinta-feira (20). Ele reconheceu os prejuízos, mas afirmou que a resposta conjunta das equipes de segurança e dos participantes demonstrou espírito de colaboração.

Corrêa do Lago disse que essa reação rápida reforça a ideia de vulnerabilidade compartilhada e pode servir de inspiração para as tratativas finais da conferência. O embaixador agradeceu as manifestações de apoio recebidas após o incidente e afirmou que o episódio mostrou a capacidade de atuação conjunta diante de situações de risco.

A COP30 segue em Belém com expectativa de conclusão do texto final nos próximos dias, reunindo negociações sobre financiamento climático, mitigação e adaptação.



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isenção do IR para renda de até R$ 5 mil sai na próxima sema



O governo federal deve oficializar na próxima semana a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para contribuintes que ganham até R$ 5 mil mensais. A informação foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante a abertura do Salão do Automóvel, em São Paulo.

Haddad afirmou que a medida passará a valer em 1º de janeiro e ressaltou que o projeto foi aprovado por unanimidade no Congresso. Segundo ele, a mudança busca reduzir a carga sobre trabalhadores de menor renda e intensificar a tributação sobre faixas mais altas.

Ampliação da isenção e argumentos do governo

Ao comentar a proposta, Haddad disse que a iniciativa segue uma linha de “corrigir distorções” do sistema tributário, ampliando o alívio fiscal para quem recebe menos. O ministro defendeu que a nova faixa de isenção é parte de um conjunto de ajustes que, na avaliação do governo, fortalecem a política econômica.

Ele também fez um balanço de indicadores recentes. Haddad afirmou que a inflação segue em trajetória controlada e destacou o desemprego em níveis historicamente baixos. Para o ministro, esses dados demonstram um cenário mais favorável do que o percebido por parte da população.

Contexto econômico e declaração de Lula

O ministro criticou a pouca repercussão desses resultados nas redes sociais e na imprensa, afirmando que parte das melhorias “não tem recebido o devido destaque”.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também participou do evento. Em sua fala, comentou a decisão do governo norte-americano de retirar tarifas sobre produtos brasileiros, como café, carne e frutas. Para Lula, a medida abre espaço para ampliar exportações em setores relevantes da pauta agropecuária.

A sanção da nova faixa de isenção do Imposto de Renda deve ser publicada após o retorno do presidente a Brasília, encerrando a etapa final de tramitação do projeto. O governo estima que o reajuste da tabela alivie o peso tributário sobre milhões de contribuintes a partir do próximo ano.



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Máquinas agrícolas ficam fora de nova isenção do tarifaço dos EUA



A retirada parcial das tarifas impostas pelos Estados Unidos contra parte dos produtos brasileiros foi comemorada por diversos setores. O alívio, porém, não se estende ao segmento de máquinas e equipamentos. A ordem executiva assinada por Donald Trump nesta quinta-feira (20) isentou mais de 60 itens, mas deixou as máquinas agrícolas de fora.

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) lamenta que o setor não foi contemplado, mas avalia o movimento do governo norte-americano com otimismo. “Infelizmente, o setor de máquinas e equipamentos não foi citado na ordem executiva. Mas a decisão representa um passo para melhorar as relações entre Estados Unidos e Brasil”, afirma José Velloso, presidente-executivo da entidade.

Preocupação do setor persiste

A decisão de Trump, apesar de positiva, ainda preocupa o setor. Velloso lembra que a expectativa era de que pelo menos a ordem executiva mencionasse uma trégua das tarifas durante as negociações.

“O pedido do Brasil era ue, a partir do início das tratativas, a tarifa adicional de 40% ficasse suspensa, permitindo que os produtos brasileiros entrassem no mercado americano sem esse custo extra enquanto o diálogo estivesse em andamento”, explica.

As negociações entre os dois países, no entanto, continuam. Com isso, o presidente-executivo da Abimaq espera que uma eventual suspensão temporária seja contemplada durante as discussões.



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Derivados ampliam queda e pressionam soja na CBOT



A consultoria aponta que o movimento ocorre após as altas recentes


A consultoria aponta que o movimento ocorre após as altas recentes
A consultoria aponta que o movimento ocorre após as altas recentes – Foto: Divulgação

O mercado internacional de grãos registrou queda nesta quarta-feira, refletindo um movimento mais cauteloso após semanas de valorização. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos de soja, farelo e óleo negociados em Chicago terminaram o dia no campo negativo, acompanhando uma nova rodada de realização de lucros e maior pressão vendedora no mercado físico.

O contrato de soja para janeiro recuou 1,50%, encerrando a 1136,25 cents por bushel. Março caiu 1,36%, para 1144,50 cents. No segmento de derivados, o farelo para dezembro cedeu 2,48%, fechando a 318,9 dólares por tonelada curta, enquanto o óleo para dezembro caiu 2,05%, para 51,10 cents por libra-peso.

A consultoria aponta que o movimento ocorre após as altas recentes e as compras chinesas que somaram 1.354.000 toneladas nos últimos dias, incluindo 330 mil toneladas confirmadas nesta quarta. Apesar do volume, o encarecimento da soja americana para exportação tem limitado o interesse de compradores privados da China, que encontram preços mais competitivos no Brasil. Com os estoques chineses abastecidos por produto sul-americano, cresce a dúvida sobre a efetiva demanda pelas 12 milhões de toneladas mencionadas pelo governo dos Estados Unidos.

Esse cenário estimulou os Fundos de Investimentos a capturar ganhos acumulados nas últimas cinco semanas, em um ajuste que também pressionou farelo e óleo, ambos com quedas superiores a 2%. A TF Agroeconômica destaca ainda que o aumento das vendas de produtores no mercado físico reforçou o viés baixista ao longo da sessão. Essas informações foram divulgadas nesta manhã de quinta-feira.

 





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Vaca nelore alcança R$ 54 milhões e estabelece novo recorde mundial da raça



A vaca nelore Donna FIV CIAV alcançou R$ 54 milhões no Leilão Cataratas Collection, em Foz do Iguaçu, e se tornou o novo recorde mundial de valorização da raça. O resultado dobra o valor da antiga líder, Parla FIV AJJ, vendida por R$ 27 milhões em maio.

A negociação ocorreu nesta quinta-feira (20) e envolveu criatórios tradicionais do nelore. A venda de 25% da matriz por R$ 13,5 milhões ampliou o grupo de proprietários do animal.

Novo patamar no mercado de genética

O valor atribuído a Donna evidencia a força do segmento de genética bovina no país. Especialistas em melhoramento avaliam que a procura por matrizes com histórico consistente de produção e avaliação genética detalhada tem impulsionado os preços dos principais leilões. No caso de Donna, a linhagem materna e a descendência direta de Parla, uma das referências da raça, contribuíram para o resultado.

O remate também reforça o interesse do mercado em animais comprovados em pista e em programas de seleção. Donna tem dez anos e acumula premiações, incluindo o título de Melhor Matriz do Ranking Nacional Nelore 2023/2024, o que amplia a demanda por sua genética em programas de reprodução.

Participação de novos investidores

Na venda mais recente, Nelore Huff e Nelore Traia Veia adquiriram a cota de 25%, juntando-se a Casa Branca Agropastoril, Agropecuária Mata Velha e Nelore LMC. A movimentação reforça a estratégia de compartilhamento de matrizes de alto valor entre diferentes criatórios, prática comum no mercado de elite.

Os recordes anteriores — Parla FIV AJJ (R$ 27 milhões), Carina FIV do Kado (R$ 24 milhões) e Viatina-19 FIV da Mara Móveis (R$ 21,5 milhões) — mostram que o segmento já vinha registrando sucessivas altas. Carina e Viatina-19, assim como Donna, também têm participação da Casa Branca.



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Abiec celebra decisão dos EUA de retirar tarifas sobre a carne brasileira



A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) celebrou a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de zerar as tarifas adicionais de 40% sobre a carne produzida no Brasil.

“A reversão reforça a estabilidade do comércio internacional e mantém condições equilibradas para todos os países envolvidos, inclusive para a carne bovina brasileira”, afirma a Abiec.

A entidade diz ainda que a medida demonstra a efetividade do diálogo técnico e das negociações conduzidas pelo governo brasileiro, que contribuíram para um desfecho construtivo e positivo.

“A Abiec seguirá atuando de forma cooperativa para ampliar oportunidades e fortalecer a presença do Brasil nos principais mercados globais”, afirma a nota.



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