quarta-feira, março 25, 2026

Autor: Redação

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Semana começa com chuva forte e temporais em algumas regiões do país; veja a previsão do tempo



A segunda-feira (24) será marcada pelo avanço de áreas de instabilidade sobre o Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste, impulsionadas pelo deslocamento de um cavado em níveis médios da atmosfera, pelo transporte de umidade da Amazônia e pela atuação de uma frente fria no oceano. No Norte do país, o calor combinado à alta umidade mantém as condições para pancadas de chuva. As temperaturas ficam mais amenas em áreas do Sudeste e do Sul.

Sul tem temporais em SC e PR e chuva forte no norte do RS

No Sul, o dia começa com chuva moderada a forte no norte, Serra e litoral norte do Rio Grande do Sul, embora grande parte do estado tenha períodos de tempo firme. Em Santa Catarina e no Paraná, as pancadas de chuva se intensificam ao longo do dia e ganham força especialmente à tarde, com risco de temporais acompanhados de trovoadas. As temperaturas sobem no Rio Grande do Sul, enquanto SC e leste do Paraná permanecem com sensação mais amena.

Litoral de SP entra em situação de perigo; Sudeste tem risco de temporais

O tempo fica instável desde cedo em todo o Sudeste. À tarde, os temporais se fortalecem principalmente no sul e no leste de São Paulo. O litoral paulista entra em situação de perigo, com previsão de chuva forte e rajadas de vento que podem chegar a 70 km/h. O sul de Minas também segue em alerta. Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo têm risco de temporais ao longo do dia. As temperaturas ficam mais baixas em grande parte da região, exceto no noroeste e oeste de SP e no Triângulo Mineiro, onde seguem elevadas.

Centro-Oeste tem pancadas desde cedo e risco de temporais à tarde

No Centro-Oeste, calor e umidade mantêm as instabilidades ativas. Em Mato Grosso e Goiás, as pancadas começam ainda pela manhã e se intensificam à tarde, com risco de temporais no leste de MT e em grande parte de GO.
Em Mato Grosso do Sul, apenas o leste do estado tem formação de novas nuvens de chuva; o oeste segue com tempo mais aberto. As temperaturas continuam altas em toda a região.

Bahia segue em alerta para temporais; Norte mantém chuva e abafamento

Na Bahia, especialmente na metade sul e oeste, há risco de temporais, com pancadas moderadas a fortes. Maranhão e Piauí também permanecem instáveis, enquanto no Ceará há chance de chuva isolada no interior. No restante do Nordeste, o tempo firme predomina e a umidade relativa do ar pode cair abaixo de 30% em trechos do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e extremo norte da Bahia.

No Norte, as chuvas continuam no Amazonas, Acre e Roraima, com intensidade moderada a forte e risco de temporais. Em Rondônia e no centro-sul e oeste do Pará, as pancadas ganham força ao longo do dia. O Tocantins também tem risco de temporais. Já o Amapá e o nordeste do Pará seguem com tempo mais firme. O calor e a sensação de abafamento predominam em toda a região.

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Consumo de peru ganha espaço além das festas e se firma como opção saudável o ano inteiro



O consumo de peru aumenta com a chegada das festas de fim de ano, mas especialistas afirmam que essa carne pode ser uma opção saudável durante todo o ano. A nutricionista Fabiana Borrego destaca que o peru possui alta qualidade nutricional, com menor teor de gordura, tornando-se uma alternativa interessante para quem busca refeições mais leves.

Fabiana informa que o peru apresenta digestão mais rápida e combina bem com diversos acompanhamentos, o que o torna versátil tanto em períodos festivos quanto no dia a dia. Ela também aponta que muitas pessoas confundem peru e frango, além de aves especiais como fiesta e chester. A nutricionista esclarece que o peru é mais magro, o que contribui para uma refeição equilibrada.

Vantagens nutricionais

“O peru possui menor teor de gordura e apresenta composição naturalmente mais magra”, afirma Fabiana. Já as aves especiais costumam ser maiores e se aproximam mais do frango no sabor. Essa comparação é útil para ajudar o consumidor a escolher o produto ideal para cada ocasião.

A segurança alimentar é outro ponto importante, especialmente em aves de grande porte. Segundo Fabiana, o termômetro presente em muitos produtos industrializados indica que o calor atingiu o centro da carne, eliminando bactérias como a salmonela durante o cozimento adequado.

Benefícios nutricionais do peru

Fabiana apresenta dados que mostram que 100 gramas de frango contêm mais calorias e gordura do que a mesma porção de peru. Essa redução é benéfica para pessoas com colesterol elevado, triglicerídeos altos ou diabetes. “O teor de gordura influencia diretamente na glicemia e na saúde cardiovascular”, acrescenta.

Além disso, o peru é rico em proteínas de alto valor biológico, vitaminas do complexo B e minerais essenciais, fortalecendo a imunidade e contribuindo para uma alimentação nutritiva. A nutricionista destaca que essas características fazem da ave uma opção ideal para quem busca refeições leves e saborosas.

Mitos sobre o consumo de peru

Outro mito comum é que o consumo de peru “dá sono”. Fabiana explica que a carne contém triptofano, que participa da produção de serotonina e melatonina, mas o sono após a ceia é mais relacionado à quantidade de alimentos consumidos. “Uma ceia leve e equilibrada evita esse desconforto”, diz.

Ela também salienta a importância do selo de inspeção nos alimentos de origem animal, que assegura que o peru passou por processos seguros. O cozimento adequado, atingindo temperatura acima de 75 ºC, é fundamental para garantir a segurança do produto.

Acompanhamentos saudáveis

Fabiana sugere acompanhamentos que harmonizam bem com o peru, como saladas de grãos, frutas secas e vegetais assados. Para quem prefere carboidratos, batata inglesa e batata-doce são boas opções. Essas combinações permitem montar pratos equilibrados sem perder o sabor típico das celebrações.

A digestão rápida da carne de peru também é vantajosa para quem costuma jantar tarde nas festas de fim de ano. “Escolher uma proteína magra evita desconfortos durante o sono”, afirma. Essa característica reforça a ideia de que o peru é uma escolha inteligente para o ano inteiro.

Manutenção de hábitos alimentares

Fabiana enfatiza que o equilíbrio é fundamental para manter bons hábitos alimentares. “Não é o consumo entre Natal e Réveillon que prejudica a saúde, mas sim a rotina estabelecida entre janeiro e dezembro.” Incluir o peru nas refeições ao longo do ano traz vantagens nutricionais e ajuda a manter uma alimentação mais saudável.

Com menos gordura, boa digestibilidade e alto teor de proteínas, o consumo de peru se consolida como uma opção acessível, versátil e segura para as famílias brasileiras. A ave oferece sabor, leveza e praticidade, características valorizadas por quem vive no campo e busca escolhas saudáveis.

Com informações de: interligados.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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20 de dezembro pode ser histórico, se a política não atrapalhar


O anúncio de Lula, em Joanesburgo, de que pretende assinar o Acordo Mercosul–União Europeia em 20 de dezembro, recolocou na agenda um tema discutido há mais de 25 anos. Depois de avanços em 2019 e paralisações por pressões ambientais e agrícolas na Europa, o acordo voltou a ganhar força em 2024 e 2025, com o Brasil na presidência rotativa do Mercosul.

O contexto internacional favorece essa retomada: os EUA vivem um ciclo de tarifas imprevisíveis sob Donald Trump; a China amplia influência na região; e a Europa busca parceiros confiáveis para a transição verde. Para o Brasil, o acordo é uma chance de diversificar mercados e ampliar investimentos, especialmente em produtos de maior valor agregado.

O pacto prevê:

  • eliminação de tarifas em mais de 90% do comércio bilateral;
  • quotas para carnes, açúcar e etanol;
  • redução gradual de tarifas industriais europeias;
  • compromissos ambientais vinculados ao Acordo de Paris.

Potenciais ganhos

  • Expansão das exportações de proteína animal, etanol, café, frutas e celulose.
  • Acesso a tecnologias europeias avançadas.
  • Mais segurança para investimentos estrangeiros.
  • Chance de posicionar o Brasil em cadeias globais de valor.

Riscos reais

  • Competição assimétrica com a indústria europeia em setores sensíveis.
  • Forte pressão de agricultores da França, Irlanda, Polônia e Áustria.
  • Receio de movimentos sociais sobre impacto na agricultura familiar.
  • Dependência de monitoramento ambiental consistente, ponto sensível para Bruxelas.

Para o agro brasileiro, o acordo abre portas importantes, mas exige competitividade, rastreabilidade e organização. O mercado europeu paga bem, mas cobra padrão.

A política pode travar o processo

Mesmo com o otimismo de Lula, Mauro Vieira e Ursula von der Leyen, o ambiente continua instável.

Na União Europeia:

  • temores de competição agrícola persistem;
  • ambientalistas consideram o acordo insuficiente;
  • A disputa entre metas climáticas e interesses agrícolas ameaça o cronograma.

No Mercosul:

  • Argentina e Paraguai apoiam, mas exigem salvaguardas;
  • No Brasil, o debate virou arma política, quando deveria ser política de Estado.

Se o tema for capturado pela ideologia, o prejuízo recairá sobre o setor produtivo, que precisa de previsibilidade, não de palanque.

A data coincide com a Cúpula de Líderes do Mercosul e carrega forte peso simbólico. Se o acordo escorregar para 2026, eleições na Europa e no Brasil podem congelar tudo outra vez.

Mas assinar não é implementar: o texto ainda precisará passar pelo Parlamento Europeu, pelo Conselho Europeu e pelos Congressos do Mercosul. A assinatura apenas destrava o caminho final, sem ela, o acordo simplesmente não avança.

A assinatura em 20 de dezembro pode marcar uma virada histórica para o Brasil. Mas nada está garantido. É um processo aberto, sensível e sujeito a pressões políticas dos dois lados do Atlântico.

O país precisa tratar o acordo como um instrumento estratégico, não como troféu partidário. E, para o agro, a lógica é simples: acesso a novos mercados só vale se vier acompanhado de competitividade interna, crédito, logística, tecnologia e sanidade.

O Mercosul–UE não resolve tudo. Mas, assinado com responsabilidade, pode ser uma das maiores portas de entrada do Brasil para o futuro.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

“Cacau vai crescer no Brasil e esse cacau será irrigado”, afirma especialista


Déficit global de mais de 1 milhão de toneladas e demanda por tecnologia colocam o país em posição estratégica; irrigação de precisão é apontada como fator determinante para viabilizar novas fronteiras produtivas

O Brasil está prestes a retomar espaço no cenário internacional da cacauicultura, e um dos motores desse movimento será a irrigação de precisão. A análise é de Emerson Silva, gerente de Iniciativas Comerciais da Netafim, que participou do evento Cacauicultura 4.0, realizado nesta semana em Barreiras (BA).

“O mercado está acelerando e vai acelerar mais. Existe um déficit global de mais de um milhão de toneladas de cacau, e o Brasil tem todas as condições para atender essa demanda reprimida, especialmente no Norte de Minas, Oeste da Bahia e MATOPIBA. E esse cacau que está surgindo nessas regiões será, inevitavelmente, irrigado — é a irrigação que dá segurança e reduz o risco climático. Por isso, o nosso papel é fundamental na cadeia”, afirma.

Com cerca de 70% do cacau mundial concentrado na África Ocidental, o Brasil aposta na combinação entre escala e tecnologia para se consolidar como player global. Entre os temas em debate no evento, o uso da irrigação de precisão foi apontado como fator determinante para viabilizar a cultura em regiões de clima desafiador, como o MATOPIBA, que concentra cerca de 2,25 milhões de hectares cultivados por 1.300 produtores.

“A irrigação localizada é a mais vantajosa em regiões como o MATOPIBA, onde a disponibilidade hídrica é menor, pois otimiza o uso da água e permite ao produtor expandir mais área com o mesmo recurso”, explica Emerson Silva.

A Netafim, líder e pioneira em irrigação por gotejamento com presença em mais de 110 países, está presente globalmente há 60 anos e, no Brasil, há três décadas faz parte do dia a dia dos agricultores, levando tecnologia e segurança para a produção no campo. A empresa vem estruturando uma proposta de valor específica para a cacauicultura, com soluções adaptadas tanto às áreas tradicionais quanto às novas fronteiras produtivas.

Estratégias e gargalos do setor

Para o especialista, o crescimento da cacauicultura irrigada no Brasil é uma questão de tempo, mas exige inovação e mecanização.

“Além da irrigação, há gargalos como a mão de obra. O cacau tradicional demanda um homem para cada cinco ou seis hectares, o que é inviável em áreas de mil, dois mil hectares. Por isso, a mecanização, principalmente na poda e na colheita, é essencial. O setor já investe em inovações para reduzir essa dependência, buscando alcançar um cenário de um homem para cada 10 ou 12 hectares”, analisa.

Como parte de sua estratégia para o segmento, a Netafim promoveu, paralelamente ao evento, o primeiro workshop técnico e estratégico com nove dos principais distribuidores que atuam em regiões produtoras de cacau.

“Esse workshop foi o ‘dia zero’ da nossa estratégia para o setor. Trabalhamos com os distribuidores questões técnicas e de posicionamento, analisamos demandas de materiais e processos e traçamos planos específicos para cada perfil de produtor. Eles são peça-chave, porque conectam o produtor à tecnologia e viabilizam a instalação e o suporte dos projetos”, explica Michele Silva, diretora de marketing da Netafim.

A expansão da cacauicultura irrigada também é vista como oportunidade de crescimento econômico e sustentabilidade ambiental, já que o cultivo do cacau pode ser integrado a sistemas agroflorestais e contribuir para a recuperação de áreas degradadas.

“É necessário investir em ciência, inovação e persistência. Não dá para fazer cacau como se fazia no passado. Cada região tem um perfil diferente de clima, solo e produtor, e o desafio é entregar soluções sob medida. Mas o momento é certo, o mercado está comprador e o Brasil tem potencial para ser um dos grandes players globais”, conclui Emerson Silva.





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Acordo entre Mercosul e União Europeia será assinado em dezembro, garante Lula



Lula disse que o acordo entre Mercosul é União Europeia será assinado no dia 20 de dezembro, em Brasília.  A declaração foi dada durante entrevista coletiva realizada na manhã deste domingo ( 23), durante o encerramento do G20, na Africa do Sul.

Questionado por jornalistas se não temia que a resitência da França poderia atrapalhar a conclusão do acordo, o presidente do Brasil disse que as negociações são entre o Mercosul e a União Europeia e que afirmou que o acordo será assinado no dia 20 de dezembro, em Brasília.

O político brasileiro também minimizou a ausência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, do encontro do G20. Lula disse que o presidente norte-americano já vem dado sinais que não se interessa por encontros como o G20, onde o multilateralismo é dominante, e que Trump prefere o caminho do uniliateralismo. Mas apesar de evitar criticas diretas ao líder dos EUA, Lula disse que no final o multilaralismo vai vencer.

Após participar do G20, Lula viajou para Moçambique, onde pretende assinar acordos de cooperação .



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como engordar o gado em pasto diferido e garantir rentabilidade



A fase de terminação na seca é crucial para a rentabilidade da pecuária, e o desafio é que a qualidade do pasto diferido já não é suficiente. O doutor Iorrano Cidrini alerta que o peso do animal aumenta sua exigência nutricional, e a forragem perde proteína. A solução está em migrar para a Terminação Intensiva a Pasto (TIP), que consiste em uma alta oferta de ração.

A TIP exige o fornecimento de ração em níveis mais elevados, próximos de 1,5% a 2% do peso vivo do animal. Essa intensidade de arraçoamento pode garantir um Ganho Médio Diário (GMD) na ordem de 1.300 g a 1.600 g, mesmo durante o período seco.

O ganho é exponencial: o animal sai de ganhos de 500 g (com suplementação mais baixa) para ganhos que se aproximam de 1,5 kg com a TIP, impulsionando a eficiência.

Confira:

Ajuste fisiológico, carcaça e adaptação da dieta

Na TIP, o objetivo é o ganho de carcaça, e não apenas o ganho de peso vivo. O animal faz um ajuste fisiológico, reduzindo o tamanho do rúmen e selecionando as folhas secas de maior digestibilidade.

Isso resulta em uma eficiência biológica superior, ou seja, uma porcentagem maior do ganho de peso se transforma em carcaça, em comparação com o confinamento tradicional.

Para iniciar a TIP, o produtor deve realizar uma adaptação gradual da dieta, essencial para preparar a microbiota ruminal e as papilas ruminais (que absorvem os ácidos graxos).

  • Período: a adaptação leva de 15 a 21 dias, o tempo necessário para a formação da queratina que reveste as papilas.
  • Manejo: a ração deve ser ofertada em quantidades graduais, com subidas de 1 kg ou 0,25% do peso vivo, a cada 3 ou 4 dias de cocho zerado de forma consecutiva.

É fundamental não ignorar a oferta do pasto, mesmo com 2% do peso vivo em ração. O pasto no rúmen serve para cadenciar a taxa de passagem e permite mais tempo para a atuação das bactérias.

Score de fezes: o indicador de sucesso

Para garantir que o manejo de suplementação e a TIP estejam sendo bem-feitos, o produtor deve utilizar o Score de Fezes como ferramenta indispensável. O Score é o principal “dedo duro” da operação, pois indica se o teor de proteína bruta da dieta precisa ser corrigido.

O Score 3, o mais intermediário, é o padrão ideal: o bolo com a forma de “vulcãozinho” (com um buraquinho no meio). Esse padrão mostra que o conteúdo ruminal teve uma boa taxa de passagem, que o animal foi bem adaptado e que o nível de proteína está ajustado, sem apresentar quadros de acidose.



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Família do RS vive da suinocultura há três gerações e se tornou referência no setor



A suinocultura é mais do que uma atividade econômica para a família Schoffen. Ela é herança, identidade e caminho para o futuro. No município de Harmonia, no Rio Grande do Sul, três gerações já se dedicaram à criação de suínos, unindo esforço, persistência e valores familiares que atravessam o tempo.

Tudo começou com o avô de André Schoffen, que criava suínos de forma independente. Em 1995, seu pai iniciou a atividade de forma profissional, com o primeiro galpão construído com apoio da prefeitura e adesão ao sistema de integração. Hoje, André segue à frente da produção com cinco galpões e 3.500 animais alojados, e com os filhos já aprendendo o valor do trabalho no campo.

“Desde pequeno ajudo na lida. É algo que está no sangue. Acordamos cedo, tomamos nosso chimarrão e vamos para o galpão ver se os animais estão bem. É uma rotina que envolve cuidado, dedicação e amor pela atividade”, conta André.

Do início desafiador ao reconhecimento técnico

Em 2008, já casado com Ângela, André decidiu investir no seu primeiro galpão. No começo, o casal enfrentou dificuldades financeiras, altas prestações e a necessidade de conciliar a granja com empregos fora da propriedade. Com apoio mútuo e trabalho em equipe, venceram os obstáculos e expandiram a produção.

A evolução da granja veio acompanhada de conquistas. Em 2024, a família conquistou o primeiro lugar no prêmio da SuperAgro na categoria de melhor conversão alimentar da integradora JBS/Seara. O resultado foi fruto de manejo eficiente, atenção ao bem-estar dos animais e uma gestão técnica organizada.

“A empresa valoriza esse desempenho. Temos uma rotina bem definida, sabemos o que observar, quando intervir. Isso faz diferença”, destaca Ângela, que hoje atua integralmente na granja.

A suinocultura representa o sustento da família, mas também algo maior: uma missão. “A gente se orgulha de alimentar o mundo com carne de qualidade. É uma sensação boa ver o resultado do nosso trabalho e saber de onde viemos”, diz André.

A família valoriza a convivência, o aprendizado passado entre gerações e o desejo de manter os filhos próximos do campo. “Eles têm interesse. O Matheus tem 12 anos, o Miguel tem 9. A gente torce para que continuem. Mas o mais importante é que escolham com liberdade”, afirma.

Com espírito empreendedor, os Schoffen pensam em ampliar ainda mais a estrutura. “Queremos investir, crescer com responsabilidade e manter esse legado vivo. Não é só negócio. É parte da nossa história”, reforça.

Exemplo de união e valorização da atividade

Para a integradora JBS, a família representa o modelo de suinocultura que o Brasil precisa fortalecer: comprometida com resultados, com as pessoas e com a atividade. “É uma família unida, que busca crescer com planejamento. É gratificante acompanhar três gerações trabalhando com tanto empenho”, afirma o técnico responsável.

O município de Harmonia reconhece na suinocultura uma importante base econômica. Segundo André, a atividade garante renda para dezenas de famílias e contribui com a arrecadação local. “Aqui não temos grandes propriedades, mas cada família consegue viver bem com a produção suinícola. E o município sempre apoiou”, ressalta.

Mais do que números ou premiações, o que sustenta a família é o orgulho de fazer parte de algo maior.

“A gente levanta todo dia sabendo que tem um propósito. Gosto de cuidar dos animais, gosto de estar aqui. E se os filhos quiserem seguir, vão ter onde continuar. Isso é o mais importante”, diz André.



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Pesquisa da Embrapa ‘cria’ bovinos mais resistentes ao carrapato



Os carrapatos continuam entre os maiores inimigos da bovinocultura, provocando perdas financeiras que afetam diretamente a renda do produtor rural. Pesquisas recentes da Embrapa Pecuária Sul mostraram caminhos promissores para enfrentar essa praga, apresentando animais mais tolerantes e produtivos.

A raça brangus, utilizada como base no estudo, vem demonstrando resultados consistentes em campo ao reduzir infestações e diminuir a dependência de produtos químicos. Esse avanço representa uma alternativa de baixo custo e grande impacto econômico para quem trabalha com cria, recria e engorda.

A iniciativa começou em 2009, quando a equipe de pesquisadores buscou soluções acessíveis para atender às demandas de pecuaristas brasileiros. Como o brangus já apresentava certa tolerância natural ao parasita, a raça foi escolhida como base para desenvolver linhagens resistentes.

O grupo utilizou ferramentas de mapeamento genético para identificar regiões do genoma associadas à defesa contra o carrapato. A partir dessa seleção, foi possível multiplicar indivíduos com maior capacidade de resposta imune e menor infestação.

Os cientistas destacam que a resistência ao carrapato depende de vários fatores combinados. A reação do animal à picada, a força do sistema imunológico e até a habilidade de se limpar sozinhos influenciam diretamente o resultado.

Com mais de 100 mil marcadores genéticos avaliados, a pesquisa identificou os genes favoráveis à tolerância e direcionou cruzamentos. Assim, a tecnologia oferece uma forma eficiente de melhorar o desempenho do rebanho, sem elevar custos operacionais.

Genética resistente reduz infestações e garante mais produtividade

A raça brangus tem história na Embrapa desde a década de 1950, quando foi criada a partir do cruzamento de angus com zebuínos como brahman e nelore. Com o passar dos anos, o rebanho evoluiu e ganhou destaque pela rusticidade, adaptação climática e boa performance no campo. Agora, a nova resistência ao carrapato agrega ainda mais valor a essa genética, tornando-a uma opção estratégica para diversas regiões do país.

Testes realizados em campo comprovaram que animais resistentes apresentaram até um terço a menos de infestação. Para chegar a esse número, os pesquisadores realizaram uma infestação controlada de larvas do carrapato Rhipicephalus microplus e fizeram a contagem de parasitas sobreviventes após determinado período. Essa metodologia permite comparar indivíduos da mesma raça, identificar os mais eficientes e selecionar os melhores reprodutores.

Os prejuízos causados pelo carrapato impressionam pela dimensão global. Estima-se que o parasita cause perdas de até US$ 30 bilhões por ano no mundo. Além disso, cada carrapato presente no bovino reduz o ganho de peso diário em 1,37 grama. Quando se calcula esse impacto ao longo de todo o ciclo produtivo de um novilho, o resultado chega a aproximadamente R$ 750 a menos por animal. Essa redução no desempenho influencia diretamente a rentabilidade da fazenda, prolongando o tempo até o abate e encarecendo a produção.

Tecnologia já chega a produtores

Com os resultados positivos comprovados, reprodutores com genética resistente ao carrapato já começam a ser multiplicados em propriedades rurais. A perspectiva é que a adoção desse material genético cresça rapidamente, especialmente entre produtores que enfrentam dificuldades para controlar a praga de forma química. Além de reduzir custos com produtos veterinários, os animais apresentam ganho de peso mais rápido e maior segurança sanitária.

A estimativa da Embrapa mostra que um único touro resistente pode gerar até R$ 28 mil adicionais na renda da fazenda ao longo de sua vida útil. Esse valor representa o ganho distribuído entre os descendentes que herdam a característica, trazendo mais peso, menor custo e eficiência reprodutiva. Como consequência, o pecuarista passa a trabalhar com mais previsibilidade e maior retorno por hectare.

Outro benefício importante está na redução do uso de produtos químicos. Com menor necessidade de aplicações, o produtor economiza e diminui o risco de resistência parasitária, problema comum quando o tratamento é repetido por longos períodos. Ao mesmo tempo, a pecuária se torna mais sustentável, atendendo às exigências de mercados que valorizam boas práticas ambientais e sanitárias.

Inovação genética coloca a pecuária em novo patamar

A combinação entre pesquisa avançada, seleção genética e validação a campo coloca a pecuária brasileira em posição de destaque. A adoção de animais resistentes ao carrapato não apenas reduz prejuízos, mas também melhora o bem-estar do rebanho e fortalece a competitividade do setor. Em um cenário em que produtividade e sustentabilidade caminham juntas, tecnologias como essa mostram que inovação é caminho direto para maior rentabilidade.

Com a genética evoluindo rapidamente, o produtor ganha ferramentas para enfrentar desafios históricos com mais eficiência. A resistência ao carrapato representa uma mudança concreta dentro das porteiras, ajudando a construir uma pecuária mais forte, moderna e preparada para o futuro.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.



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Ciclone provoca chuva e ventos fortes em três estados; veja a previsão do tempo



A formação de um ciclone extratropical próximo ao Sudeste deve provocar chuva volumosa, ventos fortes e risco de granizo em áreas de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. A previsão é do meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural, que alerta para condições de tempo severo especialmente entre segunda (24) e terça-feira (25).

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

O fenômeno aumenta o risco de alagamentos, quedas de barreira e prejuízos em lavouras , em especial no café em fase de floração, que pode sofrer perdas com ventos acima de 70 km/h e granizo. Veja a previsão do tempo para o semana de 24 a 28 de novembro:

No Sul, o início da semana ainda terá chuvas isoladas no norte do Rio Grande do Sul e na Serra. Em Santa Catarina e no Paraná, as pancadas ganham força à tarde, com risco de temporais no leste e nordeste paranaense.

No restante do RS, o tempo firme predomina. As temperaturas ficam mais altas na metade leste da região, enquanto áreas mais ao sul seguem com marcas amenas.

Ao longo da semana, o calor predomina sobre as áreas produtoras, com máximas acima de 30°C. No litoral norte de SC e PR, os acumulados podem superar 100 mm, causando transtornos urbanos. Nas demais áreas, o tempo seco favorece o avanço de colheita de trigo e a finalização da semeadura de arroz, milho, soja e feijão da 1ª safra.

Instabilidades persistem devido ao calor, à umidade e à atuação de um cavado em níveis médios. As pancadas de chuva serão frequentes em SP, MG e RJ, com risco de temporais.

Mas o grande destaque é a formação do ciclone extratropical próximo à costa, entre segunda e terça-feira, intensificando os volumes no leste e norte de MG, RJ e ES. Nestas áreas, a chuva pode passar de 100 mm, somada a ventos acima de 70 km/h e possibilidade de granizo.

Além de transtornos urbanos, o cenário acende alerta para danos em lavouras de café, sensíveis às quedas bruscas de temperatura e impactos mecânicos da chuva forte.

Em São Paulo e no Triângulo Mineiro, trovoadas devem ocorrer na segunda-feira, com acumulados entre 10 e 20 mm. No restante da semana, o tempo fica mais firme.

Instabilidades seguem em Mato Grosso e Goiás, com pancadas fortes à tarde. No leste de Mato Grosso do Sul, novas áreas de chuva avançam ao longo do dia.

O destaque é o calor extremo em MS, onde as máximas podem chegar aos 40°C, exigindo atenção de produtores e criadores para hidratação no campo e estresse térmico no gado.

MT e o centro-norte de GO terão semana chuvosa, com acumulados entre 60 e 100 mm, garantindo boa umidade do solo e ritmo acelerado no plantio da soja, milho 1ª safra, feijão e arroz.

A metade sul e oeste da Bahia segue com chuva moderada a forte, impulsionada pela passagem de uma frente fria. Na sul do Piauí e Maranhão, instabilidades também persitem, com acumulados de 40 a 50 mm.

Na Bahia, especialmente no centro-sul, o volume pode chegar a 150 mm, prejudicando o avanço dos trabalhos em campo e elevando o risco de alagamentos urbanos.

No norte do PI, o calor continua intenso, com máximas próximas de 40°C e risco para queimadas.

As chuvas ajudam áreas produtoras de soja no MA e PI, mas no sul da Bahia as operações devem ficar praticamente paralisadas ao longo da semana.

Chuvas moderadas a fortes atingem Amazonas e Roraima, com risco de temporais. No Acre e Rondônia, os volumes diminuem, mas ainda são significativos.

No centro-sul do Pará e no Tocantins, as pancadas ganham força novamente, garantindo entre 40 e 60 mm que favorecem a manutenção da umidade do solo sem prejudicar trabalhos em campo.

Já no norte do PA e no Amapá, o calor e o tempo seco persistem, com máximas próximas de 40°C e risco elevado de incêndios.



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COP30 fecha acordo com foco em adaptação, transição justa e financiamento ao agro



Os 195 países participantes da COP30 aprovaram, na tarde de sábado (22), o chamado Pacote de Belém, um conjunto de 29 decisões que amplia metas de adaptação, cria novos mecanismos para a transição climática e fortalece a implementação do Acordo de Paris. O anúncio marca o encerramento da conferência realizada em Belém (PA) e consolida a edição como uma “COP de Implementação”.

Segundo o presidente da COP30, o embaixador André Corrêa do Lago, o acordo reflete a necessidade de transformar a urgência climática em ações concretas. “Ao sairmos de Belém, esse momento não deve ser lembrado como o fim de uma conferência, mas como o início de uma década de mudança”, afirmou.

Meta de adaptação triplicada e mais apoio a países em desenvolvimento

Entre as decisões aprovadas, destaca-se o compromisso de triplicar o financiamento global da adaptação até 2035. O acordo também pressiona países desenvolvidos a ampliarem os recursos destinados às nações mais vulneráveis , tema central para áreas como agricultura, gestão hídrica, infraestrutura rural e combate a eventos climáticos extremos.

A conferência também finalizou um pacote com 59 indicadores voluntários para monitorar avanços da Meta Global de Adaptação, cobrindo setores como água, alimentos, saúde, ecossistemas, infraestrutura e meios de vida, pontos diretamente ligados ao produtor rural.

Transição justa e inclusão de povos tradicionais

O Pacote de Belém inclui ainda um mecanismo de transição justa, que coloca trabalhadores e comunidades no centro do processo de redução das emissões. O texto reforça assistência técnica, capacitação e cooperação entre países.

Outro avanço foi o Plano de Ação de Gênero, que amplia o apoio financeiro e institucional para lideranças femininas, incluindo mulheres indígenas, afrodescendentes e rurais , na agenda climática.

Lançamento de iniciativas para acelerar implementação

A COP30 também aprovou a Decisão Mutirão, que inaugura uma mobilização global voltada à implementação das metas climáticas. O documento cria dois instrumentos principais:

  • Acelerador Global de Implementação, liderado pelas presidências da COP30 e COP31, para ajudar países a cumprir suas NDCs e planos de adaptação.
  • Missão Belém para 1,5ºC, voltada a aumentar a ambição em mitigação, adaptação e financiamento.

Essas ferramentas dialogam com mais de 480 iniciativas já existentes dentro da Agenda de Ação da COP, envolvendo governos, empresas, investidores e sociedade civil.

Florestas, oceano e agro na linha de frente

Um dos anúncios de maior impacto foi o lançamento do Fundo Florestas Tropicais Para Sempre, que mobilizou US$ 6,7 bilhões em sua primeira fase. O mecanismo pagará, de forma contínua, países com florestas tropicais pela manutenção da vegetação em pé.

Também foram lançadas:

  • Iniciativas de agroecologia e restauração de áreas degradadas, incluindo o Acelerador Raiz, inspirado em programas brasileiros;
  • Compromissos para integrar soluções oceânicas às NDCs, com geração de empregos da chamada “economia azul”;
  • O Plano de Ação de Saúde de Belém, com US$ 300 milhões para fortalecer sistemas de saúde resilientes ao clima no Sul Global.

Roteiros de Belém guiarão debates sobre desmatamento e combustíveis fósseis

A presidência da COP anunciou ainda os Roteiros de Belém, que vão orientar discussões sobre florestas e transição dos combustíveis fósseis. Um deles traz estratégias para deter e reverter o desmatamento; o outro aborda os impactos fiscais e socioeconômicos da transição energética.

Financiamento climático ganha nova estrutura

Outro pilar da COP30 foi a remodelação da arquitetura financeira internacional. O encontro reconheceu o Roteiro Baku–Belém para US$ 1,3 trilhão, que propõe ampliar o financiamento climático anual até 2035. Também foram destacadas reformas nos bancos multilaterais de desenvolvimento e uso ampliado de instrumentos como garantias e blended finance.

A conferência ainda lançou o Quadro Global de Responsabilização do Financiamento Climático, voltado a garantir transparência e credibilidade na entrega dos recursos.

Brasil seguirá na liderança até 2026

Corrêa do Lago reforçou que o Brasil assumirá a presidência da COP até novembro de 2026, com foco em três eixos: fortalecimento do multilateralismo, conexão entre clima e vida das pessoas e aceleração da implementação do Acordo de Paris.

“O trabalho está apenas começando”, afirmou.



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