quinta-feira, maio 21, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

lavouras de arroz recebem alívio com chuvas


De acordo com o boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (1º) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a monção do sudoeste avançou por quase todo o Sul da Ásia, provocando chuvas intensas em grande parte da região. As precipitações variaram de forma, atingindo até 400 milímetros em algumas localidades. Segundo o USDA, essas chuvas beneficiaram as principais áreas produtoras de arroz, que registraram entre 25 e 200 milímetros, embora regiões do sudeste da Índia tenham permanecido mais secas.

As temperaturas na maior parte do Sul da Ásia foram ligeiramente inferiores às das semanas anteriores, situando-se entre 30°C e 35°C, em razão da cobertura pluviométrica generalizada. No Paquistão, a monção trouxe chuvas moderadas a intensas, com volumes entre 10 e 100 milímetros, enquanto as temperaturas permaneceram normais a ligeiramente acima da média.

No Leste Asiático, as chuvas continuaram no sul da China, estendendo-se pelo Mar da China Oriental até o Japão. As precipitações, que oscilaram entre 25 e 200 milímetros, favoreceram as lavouras ao sul do rio Yangtzé. Algumas áreas, no entanto, registraram até 300 milímetros de chuva, com possibilidade de inundações. A Planície do Norte da China recebeu apenas chuvas esparsas, com volumes entre 10 e 50 milímetros, o que não foi suficiente para amenizar o calor persistente, com temperaturas entre 30°C e 35°C. A região nordeste da China também teve escassez de chuva e temperaturas até 6°C acima da média. Já na Península Coreana, as chuvas variaram entre 10 e 80 milímetros, com máximas ao redor de 30°C.

No Sudeste Asiático, as chuvas se concentraram nas áreas do norte, com volumes entre 25 e 100 milímetros, chegando a 300 milímetros em determinadas localidades. Regiões como o nordeste da Tailândia e o norte das Filipinas, produtoras de arroz irrigado pela chuva, foram beneficiadas. Entretanto, outras áreas da região registraram menos de 25 milímetros, o que pode comprometer o desenvolvimento de culturas como o arroz. As temperaturas mantiveram-se próximas da média, com máximas entre 30°C e 35°C e mínimas entre 25°C e 35°C.





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preços caem com avanço na produção de frutas precoces



Os preços da maioria das variedades citrícolas acompanhadas pelo Centro de Pesquisas caíram em junho. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

No caso das laranjas, a pressão veio do aumento na oferta de frutas precoces, conforme explicam pesquisadores. Além disso, a concorrência com outras frutas, como a banana, reforçou o movimento de baixa nos valores. 

No acumulado de junho, o preço da laranja pera na árvore recuou 20,2%, fechando a R$ 63,61/cx de 40,8 kg no dia 30. Vale lembrar que a safra 2025/26 de laranja praticamente já começou com a produção das precoces.

Para a tangerina poncã, o levantamento do Cepea aponta desvalorização de 18%, passando para R$ 57,62/cx de 27,2 kg no encerramento de junho. A queda foi influenciada pelo maior ritmo da colheita e pela oferta limitada de frutas de maior qualidade em boa parte do mês.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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FAO registra alta nos alimentos em junho; carne bovina bate recorde



O Índice de Preços de Alimentos da FAO atingiu média de 128 pontos em junho de 2025. O resultado representa alta de 0,7 ponto (0,5%) frente a maio, segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Apesar da queda nos preços de cereais e açúcar, os aumentos nos índices de carnes, óleos vegetais e laticínios compensaram as perdas. Em relação a junho de 2024, o índice global ficou 5,8% acima, mas permanece 20,1% abaixo do pico registrado em março de 2022.

Cereais recuam com pressão da safra sul-americana

Os preços dos cereais caíram 1,5% em junho, atingindo média de 107,4 pontos. O milho recuou pelo segundo mês seguido, devido à maior oferta vinda do Brasil e da Argentina, que elevou a concorrência no mercado internacional.

Os preços de sorgo e cevada também caíram. Já o trigo teve leve alta, reflexo de preocupações climáticas em importantes regiões produtoras como Rússia, União Europeia e Estados Unidos. O arroz Indica caiu 0,8%, com menor demanda global.

Óleos vegetais avançam 2,3% com demanda firme

O índice de óleos vegetais subiu para 155,7 pontos, alta de 2,3% no mês e 18,2% em um ano. O destaque foi o óleo de palma, que subiu quase 5% em junho, apoiado pela forte demanda global e preços competitivos.

Os preços do óleo de soja também avançaram, puxados pela expectativa de maior demanda para biocombustíveis após medidas de incentivo no Brasil e EUA. Óleo de canola subiu por oferta restrita, enquanto o óleo de girassol caiu devido à perspectiva de aumento de produção no Mar Negro.

Carne bovina alcança recorde histórico

O índice de carnes cresceu 2,1% em junho, atingindo 126 pontos, o maior nível já registrado. A carne bovina teve alta expressiva pela oferta limitada do Brasil e alta demanda dos EUA, pressionando exportadores australianos.

Os preços da carne suína subiram com demanda firme, enquanto a carne ovina teve o terceiro aumento mensal seguido. Em contrapartida, a carne de aves recuou pela ampla oferta no Brasil após restrições impostas devido à gripe aviária, mas a retomada parcial das exportações no fim do mês deve reequilibrar o mercado.

Laticínios sobem 0,5%, com manteiga em recorde

Os laticínios avançaram para média de 154,4 pontos, alta de 0,5% no mês e 20,7% em um ano. A manteiga teve a maior elevação, subindo 2,8% para um novo recorde de 225 pontos, impulsionada pela oferta restrita na Oceania e Europa e pela demanda asiática aquecida.

Açúcar tem queda pelo quarto mês seguido

O índice do açúcar caiu 5,2%, chegando a 103,7 pontos, menor nível desde abril de 2021. A queda refletiu o aumento da produção no Brasil, favorecida pelo clima seco que acelerou colheita e moagem, além do maior uso de cana para açúcar.

Na Índia e Tailândia, as chuvas de monções acima da média melhoraram as perspectivas da próxima safra, pressionando ainda mais os preços globais dos alimentos.



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mesmo com recuo de preços, poder de compra do avicultor avança



O poder de compra do avicultor paulista avançou frente aos principais insumos consumidos na atividade, milho e farelo de soja, em junho. Isso é o que mostram os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

Segundo o instituto, apesar da queda nos preços dos ovos, as cotações do cereal e do derivado da oleaginosa recuaram com mais intensidade no mês. Favorecendo, assim, o avicultor de postura na relação com os insumos. 

Na região produtora de Bastos (SP), a média do ovo branco tipo extra, a retirar (FOB) na granja, foi de R$ 164,43/caixa com 30 dúzias em junho. O valor representa uma queda de 1,5% frente à de maio. 

Para o produto vermelho negociado na mesma praça, a variação foi negativa em 1,6%, para média de R$ 184,84/cx. Em igual comparativo, o milho se desvalorizou 7% e o farelo de soja, 4,9%, para R$ 68,15/saca de 60 kg e R$ 1.705,25/tonelada, respectivamente, na região de Campinas (SP), segundo levantamento da Equipe Grãos/Cepea.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Mercado do boi gordo encerra semana com preços estáveis



No mercado de boi gordo, a última quinta-feira (3) teve jeito de sexta, na avaliação do boletim “Bom dia do Boi Cepea”: com as escalas já bem adiantadas, boa parte dos compradores já havia saído dos negócios, como normalmente ocorre no último dia útil da semana.

De acordo com os analistas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), que preparam o boletim, entre os agentes ativos, alguns ofertaram R$ 5 a menos por arroba, mas não encontraram muitos pecuaristas dispostos a negociar. A maior parte dos negócios foi fechada nos mesmos preços da quarta-feira (2), mostrando estabilidade.

Em geral, as escalas de abate estão entre 10 e 20 dias, com alguns casos ainda em 7 ou 8 dias.

O indicador do boi Cepea/Esalq, mostrou uma queda de 0,8% no preço em relação ao fechamento do dia anterior, atingindo R$ 310,40 pela arroba no preço à vista no estado de São Paulo. A variação dentro do mês é de -2,21%.

Já o preço do boi magro tem caído um pouco, tanto por reflexo da arroba do boi quanto pela qualidade dos animais. A média levantada pelo Cepea é de R$ 4.033,78 por cabeça.

Carne

A carne teve recuos um pouco maiores, para todos os cortes. A carcaça casada teve média de R$ 21,72/kg à vista. Bezerros e bezerras têm sido bem negociados nos leilões, a preços firmes. O levantamento do centro de estudos aponta para um R$ 2.903,05 por cabeça em Mato Grosso do Sul.



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queda nas cotações é a mais intensa em 18 anos



Os preços médios da carne de frango negociada no mercado atacadista da Grande São Paulo registraram, de maio para junho, a queda mais intensa em 18 anos. É isso que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

Segundo o instituto, esse resultado está atrelado ao caso inédito de gripe aviária em granja comercial do município de Montenegro (RS), confirmado no dia 15 de maio. Nas primeiras semanas de junho, assim como observado na segunda quinzena de maio, os valores domésticos da carne caíram com força. Resultado das restrições às exportações da proteína impostas por parceiros comerciais do Brasil. 

No entanto, no dia 18 de junho, o País voltou a ser certificado como livre da doença, após cumprir todos os protocolos internacionais, o que gerou otimismo no setor. Desde então, levantamentos do Cepea mostram reações nas cotações da carne em muitas praças. 

Ainda assim, os reajustes positivos ficaram longe de gerar uma recuperação nas expressivas quedas das primeiras semanas do mês. 

No atacado da Grande SP, em junho, o frango inteiro resfriado teve média de R$ 7,50/kg, forte baixa de 13,4% frente à de maio. Trata-se da variação negativa mais intensa em 18 anos, levando a média mensal ao menor patamar real desde setembro/24.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Sustentabilidade no agro: assistência técnica e rastreabilidade



Gestão socioambiental ganha força nas fazendas brasileiras

A assistência técnica com foco socioambiental tem ganhado espaço como estratégia fundamental para integrar sustentabilidade e gestão nas propriedades rurais. Ao adotar metodologias específicas, produtores de diversas culturas conseguem mapear riscos, identificar oportunidades e evoluir em indicadores ambientais, sociais e de governança — cada vez mais exigidos pelo mercado.

Nos últimos anos, esse tipo de suporte técnico avançou com a ajuda de plataformas digitais, aplicativos e tecnologias de monitoramento, o que ampliou o alcance e a eficácia do serviço em áreas agrícolas e pecuárias de grande porte.

De diagnóstico ao mercado: como funciona na prática

A estrutura da assistência técnica socioambiental envolve:

  • Visitas de campo realizadas por técnicos qualificados
  • Diagnóstico socioambiental completo, com plano de ação sob medida
  • Monitoramento contínuo com uso de tecnologias como imagens de satélite
  • Plataformas digitais que consolidam indicadores de desempenho da fazenda
  • Transparência de dados para empresas compradoras e instituições financeiras

Essa abordagem transforma dados em estratégia, posicionando o produtor como agente ativo de sustentabilidade, com ganhos em eficiência e acesso a mercados mais exigentes.

Impacto em números

Nos últimos cinco anos, iniciativas do tipo já chegaram a mais de 10 mil propriedades rurais, monitorando quase 8 milhões de hectares com base em critérios socioambientais estruturados.

Os principais impactos registrados incluem:

  • Redução de passivos ambientais
  • Melhoria no uso de recursos naturais, como água e solo
  • Regularização fundiária e trabalhista
  • Acesso a certificações internacionais, como RTRS para soja
  • Bonificações de até 2% no valor de comercialização em programas de agricultura regenerativa

ESG e o campo: uma convergência inevitável

A agenda ESG (ambiental, social e de governança) deixou de ser tendência para se tornar fator de competitividade no agronegócio. Produtores que conseguem mensurar e comprovar suas práticas sustentáveis saem na frente na hora de negociar com grandes tradings, indústrias e instituições financeiras.

Além disso, o acesso ao crédito verde já começa a considerar indicadores socioambientais como critério de avaliação de risco. Iniciativas nesse sentido abrem espaço para linhas de financiamento com condições mais vantajosas para quem comprova boa gestão ambiental e social.



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Cooperativa rural fortalece pequenos produtores no campo



Com o apoio de instituições como o Sebrae, o cooperativismo rural tem se consolidado como uma importante alternativa para pequenos produtores que buscam mais competitividade, acesso a mercados e renda com previsibilidade. De acordo com Joaci Medeiros, especialista do Sebrae, a organização por meio de cooperativas traz ganhos expressivos aos empreendedores do campo.

O tema ganha ainda mais relevância com a celebração do Dia Internacional das Cooperativas, comemorado anualmente no primeiro sábado de julho. Em 2025, a data será lembrada no dia 5 de julho, destacando a importância das cooperativas no desenvolvimento econômico e social em todo o mundo, especialmente no campo.

“Ao se organizarem por meio de uma cooperativa, os pequenos empreendedores rurais passam a atuar de forma coletiva e integrada, o que amplia sua capacidade de oferta, possibilita a padronização de produtos e fortalece seu poder de barganha”, afirma.

Além de promover o fortalecimento da produção, as cooperativas também viabilizam acesso a serviços que, de forma individual, seriam economicamente inviáveis. Isso inclui desde capacitação técnica até estrutura de logística e canais de comercialização.

“Importante ressaltar ainda que no cooperativismo também é oferecido suporte técnico e logístico, o que favorece o acesso a mercados mais exigentes, melhora as condições de comercialização e reduz ou elimina a dependência de intermediários, resultando em melhores preços e maior previsibilidade de renda”, completa Joaci.

Cada vez mais, produtores rurais têm percebido que o caminho coletivo pode ser o diferencial entre a estagnação e o crescimento sustentável no campo. Ao unir forças em cooperativas, eles transformam a realidade local, agregam valor à produção e conquistam autonomia na tomada de decisões.



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AgroNewsPolítica & Agro

Pomares de pêssego seguem em manejo de inverno



Alta nos fertilizantes preocupa fruticultores




Foto: Pixabay

Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (3), as condições climáticas frias e úmidas têm favorecido a manutenção da dormência das cultivares de pêssego na região administrativa de Caxias do Sul. De acordo com a entidade, esse cenário tem evitado floradas e frutificações antecipadas, o que reduz o risco de perdas causadas por geadas.

Nas áreas com variedades precoces, como Pêssego do Cedo, BRS Rubimel e BRS Kampai, os produtores deram início à poda seca e ao arqueamento de ramos em plantas jovens. A orientação técnica segue sendo pela condução adequada das práticas de manejo, com atenção à previsão climática.

Na região de Pelotas, foi registrado acúmulo superior a 200 horas de frio abaixo de 7,2 °C. Segundo a Emater/RS-Ascar, esse volume é suficiente para manter a dormência das plantas e contribuir com a redução da incidência de pragas e doenças. Continuam em andamento os trabalhos de poda, roçada e aplicação de caldas fungicidas e produtos à base de cobre. Em algumas propriedades, a poda das cultivares Granada e Santa Áurea está sendo adiada.

Ainda na região sul, os produtores avançam na implantação de novos pomares, realizando correção do solo, plantio de cobertura verde e aquisição de mudas. O aumento no preço dos fertilizantes tem gerado apreensão no setor, embora parte dos agricultores conte com estoque prévio nas propriedades.





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AgroNewsPolítica & Agro

área plantada do algodão cai 10% em 2025



51% da lavoura de algodão está em boa condição




Foto: Canva

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou nesta terça-feira (1º), por meio do boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, que a área total plantada com algodão para a safra de 2025 está estimada em 10,1 milhões de acres. O número representa uma redução de 10% em comparação com a área registrada no ano anterior.

Segundo o USDA, a área destinada ao algodão de terras altas deve alcançar 9,95 milhões de acres, o que configura uma queda de 9% em relação a 2024. Para o algodão Pima Americano, a estimativa é de 171 mil acres plantados, 17% abaixo da área registrada no ano anterior.

Até 29 de junho, os produtores haviam completado o plantio de 95% da safra, dois pontos percentuais abaixo do mesmo período de 2024 e três pontos abaixo da média dos últimos cinco anos. Ainda conforme o relatório, 40% do algodão havia atingido o estágio de quadratura, um ponto atrás do ano passado, mas três pontos acima da média histórica. Nove por cento da área já apresentava formação de cápsulas, dois pontos atrás de 2024, mas em linha com a média de cinco anos.

Em relação às condições da lavoura, 51% da área plantada foi classificada como boa a excelente, o que representa um avanço de quatro pontos percentuais em comparação com a semana anterior.





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