segunda-feira, março 23, 2026

Autor: Redação

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Brasil aposta em genética e exporta éguas aos EUA com foco nas Olimpíadas de 2028


Haras Rosa Mystica
Foto: reprodução redes sociais/ Haras Rosa Mystica

Duas éguas criadas no Haras Rosa Mystica, em São Paulo, foram enviadas aos Estados Unidos com foco nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028, reforçando a qualidade da genética nacional e a presença do Brasil no esporte de elite.

O embarque foi realizado pelo Aeroporto de Viracopos, em Campinas, com destino a Miami. Ao chegarem, as éguas passam por um período de quarentena de uma semana, etapa obrigatória para a realização de novos exames sanitários exigidos pelas autoridades norte-americanas.

“É importante que os dois países envolvidos tenham protocolos, um acordo sanitário entre eles, e cumpram determinados protocolos”, alerta o criador Nilson Leite.

A operação de exportação envolve uma série de protocolos rigorosos, desde a documentação fiscal e sanitária até o transporte terrestre e aéreo, tudo segue normas específicas. Os animais são levados em caminhões higienizados até o aeroporto e viajam em contêineres adaptados, acompanhados por um médico-veterinário durante todo o voo.

Prevenção de doenças

Um dos principais desafios sanitários é a prevenção de doenças como a piroplasmose, comum no Brasil e restrita em países como os Estados Unidos. Para atender às exigências internacionais, haras exportadores têm investido em certificações e controle sanitário rigoroso, garantindo que os animais estejam aptos para competir no exterior.

“Nos Estados Unidos não pode entrar nenhum animal com uma doença que é muito conhecida aqui no Brasil, que é a piroplasmose, que é uma doença que vem do carrapato”, destaca Leite.

Diferencial na genética brasileira

Além dos cuidados logísticos, o destaque está na evolução genética do cavalo brasileiro de hipismo. Apesar de ser uma raça relativamente jovem, o país tem investido em tecnologias como inseminação artificial, transferência de embriões e fertilização in vitro. Há iniciativas pioneiras, como a clonagem de animais de alto desempenho.

A raça criada é o cavalo brasileiro de hipismo, considerada relativamente nova em comparação a outras mais tradicionais, como o lusitano, o Mangalarga e o Quarto de Milha.

Nos últimos anos, criadores brasileiros têm ampliado os investimentos em genética e tecnologia. Atualmente, o setor utiliza técnicas como inseminação artificial, transferência de embriões, fertilização in vitro e até clonagem – caso do primeiro cavalo brasileiro de hipismo clonado, desenvolvido pelo Haras Rosa Mystica.

De acordo com Leite, com a importação de genética ao longo do desenvolvimento da raça, o Brasil passou a competir em igualdade com centros tradicionais do hipismo mundial, especialmente os europeus. Esse avanço já se reflete em resultados expressivos, como conquistas em provas internacionais.

“Os nossos cavalos têm conquistado resultados históricos, como Grande Prêmio de Roma, os Jogos Centro-Americanos e do Caribe, que foi um feito inédito também na nossa raça”, destaca.

Segundo Leite, o cavalo brasileiro de hipismo também acumula participações em Jogos Pan-Americanos e Olimpíadas, com medalhas importantes. A mais recente medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos, inclusive, foi conquistada por um exemplar da raça, reforçando a evolução e a competitividade da genética nacional.

Espaço brasileiro

A exportação das éguas simboliza não apenas uma negociação comercial, mas também o reconhecimento da qualidade da criação nacional. Com genética competitiva e investimento em tecnologia, o Brasil busca consolidar seu espaço entre os principais nomes do hipismo mundial e chegar ainda mais forte aos Jogos de 2028.

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Vozes que lideram: 2º Fórum das Mulheres Agroparceiras destaca a força feminina no agronegócio baiano


2º Fórum das Mulheres Agroparceiras destaca a força feminina no agronegócio baiano
Foto: Reprodução/Canal Rural Bahia

Na última sexta-feira (20), a cidade de Luís Eduardo Magalhães-BA, sediou a segunda edição do Fórum das Mulheres Agroparceiras. Com o tema “Do Campo ao Mundo: Vozes que Lideram, Mãos que Cultivam”, o encontro reuniu produtoras, lideranças e especialistas para discutir o papel estratégico da mulher na cadeia produtiva.

O grupo Agroparceiras nasceu do esforço coletivo de produtoras associadas ao Sindicato de Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães (SPRLEM). Atualmente, o movimento conta com cerca de 270 integrantes.

União e Propósito

Para a presidente do sindicato, Greice Kelly, o sucesso do fórum é fruto de uma construção compartilhada. “É um sentimento de realização. Tivemos uma parceria muito forte das nossas mulheres e das instituições que compõem a Aliança do Agro. Essa união é o que faz o sucesso do evento”, destacou.

O fórum não se limitou às experiências práticas de cultivo, mas focou intensamente na profissionalização da gestão.

Fórum Agroparceiras 2026

Carminha Missio, vice-presidente do Sistema Faeb/Senar, reforçou que o objetivo principal é municiar as produtoras com informações sobre os “gargalos” e as precauções necessárias para os próximos anos.

“Elas estão inseridas tanto da porteira para dentro quanto da porteira para fora. Esperamos que a experiência delas sirva como horizonte para muitas outras mulheres”, afirmou Missio.

Nesta edição, o evento também inovou ao abrir as inscrições para o público masculino, promovendo maior visibilidade e integração das mulheres no setor. Segundo Humberto Miranda, presidente do Sistema Faeb/Senar, o campo vive uma transformação: “A mulher vem ocupando esses espaços nos poderes decisórios das propriedades e dos empreendimentos rurais com competência”.

Desafios no horizonte: Reforma tributária

Um dos temas centrais do evento foi o impacto da Reforma Tributária no agronegócio, assunto detalhado por Renato Conchon, coordenador do Núcleo Econômico da CNA.

Ele alertou que o setor está prestes a entrar em um longo período de adaptação, que se estenderá de 2026 a 2033, exigindo atenção redobrada dos produtores.

2º Fórum das Mulheres Agroparceiras destaca a força feminina no agronegócio baiano
Foto: Reprodução/Canal Rural Bahia

Segundo Conchon, o protagonismo feminino é um diferencial estratégico para enfrentar essa transição:

“O fortalecimento e o protagonismo feminino em eventos como esse são fundamentais para casar a nova gestão da atividade agropecuária com um momento de transição tão importante para o Brasil e para o setor”, destacou o coordenador.

O cenário

A ascensão feminina no setor é comprovada por dados, embora ainda haja espaço para crescimento. Segundo o último Censo Agropecuário do IBGE (2017):

  • 20% das propriedades rurais no Brasil são comandadas por mulheres.
  • Mulheres representam 30% da força de trabalho no campo.

O Fórum das Mulheres Agroparceiras reforçou que a presença feminina é, hoje, um dos principais motores de modernização e sustentabilidade do agronegócio brasileiro.

Por fim, a agricultora, Lia Dugnani, comemorou a realização da segunda edição do evento e disse que espera uma nova edição em 2027.

“Buscamos sempre essa parceria entre as mulheres e com as pessoas que integram essa cadeia. Então, é uma satifação muito grande ver esse trabalho que veio se desenvolvendo e que culminou aqui. A gente tem esperaça que possa acontecer nos próximos anos também”, finalizou.


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Ciclone extratropical traz temporais e volumes de chuva passam de 70 mm no Brasil; saiba onde


ciclone extratropical - agencia brasil - frente fria, na previsão do tempo
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A formação de um ciclone extratropical na região Sul deve provocar temporais intensos, principalmente no Rio Grande do Sul, elevando o risco de transtornos e impactando atividades nas lavouras de soja. Ao mesmo tempo, áreas do Centro-Oeste e do Norte, como Goiás, Mato Grosso, Tocantins e sul do Pará, devem registrar aumento significativo das chuvas ao longo da semana, com acumulados que podem ultrapassar 70 milímetros em cinco dias.

No recorte nacional, o padrão climático mostra forte contraste. Enquanto a virada do mês será marcada por um Centro-Sul mais quente e seco, o que tende a favorecer os trabalhos em campo, regiões do Centro-Norte enfrentam volumes elevados que podem prejudicar as operações. O destaque vai para o centro-norte do Maranhão, onde os acumulados podem variar entre 100 e 150 milímetros no mesmo período.

Entre os dias 3 e 7 de abril, a tendência de tempo mais seco persiste no Centro-Sul, sem indicação imediata de déficit hídrico em áreas como interior de São Paulo e Mato Grosso do Sul, mas já acendendo um sinal de atenção.

Por outro lado, o Sul segue com chuvas irregulares e abaixo do necessário, enquanto os maiores volumes se concentram no Matopiba e em grande parte da Bahia, com precipitações superiores a 70 milímetros em cinco dias.O cenário reforça a irregularidade climática no país, com impactos distintos entre regiões e necessidade de monitoramento constante por parte dos produtores.

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Milho recua com pressão da safrinha e cenário externo incerto


milho
Foto: Embrapa/Semeali Sementes

O mercado de milho registrou queda nas cotações ao longo da última semana, tanto no Brasil quanto no exterior. Na B3, o contrato com vencimento em maio de 2026 recuou para a faixa de R$ 72,00 por saca, refletindo o avanço da safrinha e o aumento da oferta interna, mesmo diante da valorização do dólar.

Plantio

No campo, o plantio da segunda safra ganhou ritmo no Centro-Sul, favorecido por uma trégua nas chuvas mais intensas. Apesar disso, parte das lavouras foi semeada fora da janela ideal, elevando os riscos climáticos para o desenvolvimento das plantas nas próximas semanas.

Segundo dados da plataforma Grainsights, da Grão Direto, o milho em Chicago apresentou leve queda de 0,21% na semana. Já no Brasil, o movimento foi mais intenso, com recuo de 4,38% na B3, encerrando a R$ 71,99 por saca. No mercado físico, também houve desvalorização, como em Lucas do Rio Verde (MT), onde os preços caíram 3,25%, para cerca de R$ 48,12 por saca.

O que vem por aí?

Para o curto prazo, o mercado segue atento ao relatório de intenção de plantio do USDA, previsto para 31 de março. A expectativa é de redução da área de milho nos Estados Unidos, o que pode dar suporte aos preços no cenário global.

Por outro lado, o conflito no Oriente Médio traz preocupações relevantes. A região é importante fornecedora de fertilizantes nitrogenados, como a ureia, e eventuais interrupções no fluxo podem elevar os custos de produção da próxima safra. Além disso, o Irã, um dos principais compradores do milho brasileiro, pode reduzir suas importações em caso de agravamento do cenário, o que pressionaria ainda mais os preços internos.

O clima também será determinante para a safrinha 2026. Com parte das lavouras fora da janela ideal, a dependência por chuvas regulares em abril aumenta, sendo fator decisivo para o potencial produtivo.

No campo macroeconômico, o dólar acima de R$ 5,30 ajuda a sustentar os preços em reais, mesmo com a pressão negativa nas bolsas. Ainda assim, a volatilidade deve permanecer elevada, exigindo atenção redobrada dos produtores à gestão de custos e às oportunidades de comercialização.

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Feno e grão úmido podem ser usados na dieta de bovinos? Especialista responde


Foto: Reprodução/Giro do Boi.
Foto: Reprodução/Giro do Boi.

No planejamento nutricional para o outono de 2026, a combinação de feno e silagem de grão úmido (ou grão reidratado) é proposta como uma estratégia de alta performance para o gado adulto.

Segundo o zootecnista Luis Kodel, essa união é tecnicamente recomendável, mas exige um “ajuste fino” na proteína para não comprometer o ganho de peso. Com a necessidade de otimizar o trato no cocho, entender o papel de cada ingrediente é fundamental para o sucesso da dieta.

Confira:

Importância do equilíbrio na dieta

A mistura de feno com silagem de grão úmido fornece os dois pilares essenciais para o metabolismo bovino. Kodel alertou que tanto o feno quanto o milho são pobres em proteína, e fornecer apenas esses itens pode deixar a dieta carente de “tijolos” necessários para a construção de carne ou leite.

O especialista reforçou a necessidade de um núcleo mineral, ressaltando que a silagem de grão úmido é rica em fósforo, mas deficitária em cálcio. Ele destacou que, sem um núcleo específico para misturas, o desequilíbrio mineral pode provocar problemas de cascos e falhas reprodutivas nos animais adultos.

Proporções adequadas na mistura

A mistura é considerada excelente, desde que balanceada. Kodel explicou que, se o objetivo for a terminação rápida, a proporção da silagem de grão úmido deve ser aumentada; se for apenas manutenção na seca, o feno deve ter mais espaço. O uso de um vagão forrageiro é indicado para evitar que o gado selecione apenas o milho, ignorando a fibra do feno.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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AgroNewsPolítica & Agro

Leilão de frete contratará transporte de 6,48 mil toneladas de milho destinadas ao ProVB



Leilão da Conab vai contratar frete para transportar milho ao ProVB no Nordeste



Foto: USDA

Na próxima terça-feira (24), a Companhia realizará leilão para contratar serviço de transporte de remoção de 6,48 mil toneladas de milho, vinculados aos estoques públicos. O pregão será realizado a partir das 9h30 (horário de Brasília) por meio do Sistema de Comercialização Eletrônico da Conab (Siscoe), conforme o Aviso de Frete nº 08/2026. O cereal a ser removido será destinado ao Programa de Venda em Balcão (ProVB).

Voltado a pequenos criadores rurais, o ProVB facilita o acesso direto a estoques públicos a preços compatíveis com o mercado atacadista local. No caso do milho, o programa contribui para reduzir custos na formulação de ração animal, assegurando regularidade no fornecimento e fortalecendo a produção de espécies criadas em pequena escala, especialmente em regiões dependentes desse insumo.

A operação logística contemplará rotas que partem de unidades que armazenam estoques públicos localizadas em Campo Grande/MS, Brasília/DF  e Uberlândia/MG, com distribuição para unidades armazenadoras e unidades satélites de vendas em Pernambuco, na Paraíba e no Rio Grande do Norte. Os lotes foram estruturados com fluxos de embarque compatíveis com a capacidade operacional dos locais de origem e de destino.

Para participar do leilão, as empresas deverão estar vinculadas a uma Bolsa de Mercadorias, serem cadastradas no Sistema da Conab (Sican) e estar em situação regular em cadastros de fornecedores, de créditos do setor público e no Sistema de Registro e Controle de Inadimplentes da Conab (Sircoi). Além disso, precisam comprovar que sua atividade principal é compatível com o serviço de transporte de carga.

As demais exigências para participar do leilão podem ser conferidas no Aviso de Frete n.º 8/2026.

Serviço:Leilão eletrônico para contratação de frete de milho em grãos

Edital: Aviso de Frete n.º 8/2026 

Data: terça-feira, 24 de março

Horário: 9h30





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Restauração florestal aliada à gestão hídrica amplia atuação no combate à escassez da água


água
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Celebrado no último domingo (22), o Dia Mundial da Água reforça o papel de um dos recursos essenciais para a vida e para a produção de alimentos. No agronegócio, a água vai muito além da irrigação, é fator determinante para a produtividade, a segurança alimentar e a sustentabilidade no campo.

Investir em gestão eficiente, preservação de nascentes e tecnologias de uso racional da água ajuda a proteger os recursos hídricos e aumenta a resiliência das propriedades diante das mudanças climáticas.

No campo, o uso consciente da água reflete em colheitas mais seguras e comunidades mais fortes, mostrando que o futuro da agricultura depende de água e de práticas sustentáveis.

“Um belo exemplo do trabalho de restauração ecológica foi esse plantio que nós realizamos no final do ano de 2021 com as mudas produzidas aqui pela da Serra Ambiental. E hoje nós já temos árvores que protegem todo o curso do rio aqui”, destaca sócio-fundador do Grupo Serra Ambiental, José Bonilha.

Apesar do Brasil concentrar 12% da água doce do mundo, a pressão climática e o aumento da demanda agravam a escassez. Nesse cenário, integrar a restauração florestal à gestão hídrica tem se mostrado uma estratégia eficiente.

Um exemplo vem do município de Joanópolis, localizado em uma das áreas que compõem o Sistema Cantareira, responsável por parte do abastecimento da região metropolitana de São Paulo. “A gente vê que desde 2012, com os plantios de mudas nativas e também a produção de mudas nativas, temos feito um trabalho para tentar aumentar o volume de água do Sistema Cantareira”, conta Bonilha.

Segundo Bonilha, além dos ganhos ambientais, o trabalho também gera impacto social positivo, com a criação de empregos ligados à recuperação ambiental – os chamados “empregos verdes”.

A recuperação da vegetação ao redor de rios e nascentes contribui diretamente para a conservação hídrica. Com mais cobertura vegetal, há maior retenção de água no solo, o que ajuda a manter o fluxo dos rios mesmo em períodos de estiagem.

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Brasil habilita frigoríficos para exportar carne à Guatemala


carne bovina
Foto: Divulgação Mapa

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou nesta segunda-feira (23) que o Brasil teve seis estabelecimentos habilitados para exportar carne bovina e produtos cárneos à Guatemala. A autorização foi concedida após auditoria realizada por autoridades sanitárias do país centro-americano em unidades brasileiras.

A habilitação consolida a abertura do mercado da Guatemala à carne bovina brasileira, formalizada em dezembro de 2025. Com a decisão, as exportações podem ser iniciadas.

Relação comercial

A Guatemala tem população de 18 milhões de habitantes e importou mais de US$ 222 milhões em produtos agropecuários do Brasil em 2025. Segundo o Mapa, o dado indica a participação do país na pauta comercial brasileira e a possibilidade de ampliação das vendas externas.

Ainda de acordo com a entidade, a autorização amplia a presença da carne bovina brasileira na América Central e integra a estratégia de diversificação de mercados do agronegócio.

O Ministério informou também que deve manter as negociações para ampliar o número de estabelecimentos habilitados e abrir novos mercados para produtos agropecuários brasileiros.

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Clima no Brasil é ponto de atenção para soja; oleaginosa enfrenta volatilidade global


O mercado da soja apresentou comportamento pressionado ao longo da última semana, especialmente nos prêmios de exportação nos portos brasileiros. Mesmo com o dólar em patamar elevado, o encarecimento dos fretes marítimos e dos seguros de guerra no cenário internacional levou as tradings a ajustarem os preços, reduzindo a competitividade.

Lentidão na colheita

No campo, a colheita da safra 2025/26 segue avançando, ainda que em ritmo mais lento que a média histórica, impactada por condições climáticas adversas em importantes regiões produtoras. Esse atraso tem aumentado a oferta imediata de grãos, favorecendo a liquidez no mercado spot.

No ambiente doméstico, a valorização do dólar, que superou R$ 5,30 em meio à aversão global ao risco, ajudou a sustentar os preços em reais na porta da fazenda, funcionando como um piso para o mercado interno.

Contratos futuros de soja

De acordo com a plataforma Grainsights, da plataforma Grão Direto, os contratos futuros em Chicago registraram queda, refletindo o cenário de pressão internacional. O contrato maio/26 recuou 4,98%, encerrando a US$ 11,63 por bushel, enquanto o março/27 caiu 1,29%.

No Brasil, esse movimento resultou em desvalorização no mercado físico, com destaque para o Noroeste de Minas Gerais, onde os preços caíram, em média, 1,80%, próximos de R$ 106,20 por saca.

O que vem por aí?

Para os próximos dias, o mercado deve permanecer altamente volátil, influenciado por fatores geopolíticos e econômicos. O bloqueio do Estreito de Ormuz tem elevado significativamente os custos logísticos globais, enquanto sinais de possível redução das tensões entre Irã e Estados Unidos podem alterar rapidamente o humor dos investidores.

Outro ponto de atenção é o relatório Prospective Plantings, do USDA, previsto para 31 de março. A expectativa é de aumento da área de soja nos Estados Unidos na safra 2026/27, o que pode influenciar diretamente a formação de preços.

Além disso, o mercado acompanha a possível reunião entre Donald Trump e Xi Jinping, que pode resultar em novos acordos comerciais envolvendo a compra de soja americana, embora o histórico de tensões entre as duas potências mantenha o cenário de cautela.

No Brasil, clima segue no radar

No Brasil, o clima segue no radar. A previsão indica chuvas frequentes no Sul, que podem atrasar a colheita, enquanto o Centro-Oeste enfrenta irregularidade nas precipitações. Já no Sudeste, o calor predomina com pancadas isoladas, e no Norte e Nordeste as chuvas continuam mais intensas, mantendo atenção sobre os impactos na qualidade das lavouras e no andamento dos trabalhos em campo.

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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado eleva previsão da inflação para 4,17% para 2026


A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – referência oficial da inflação no país – passou de 4,1% para 4,17% em 2026. A estimativa está no boletim Focus desta segunda-feira (23), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Em meio às tensões em torno da guerra no Oriente Médio, pela segunda semana seguida, a previsão para a inflação de 2026 foi elevada, mas ainda se mantém dentro do intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em fevereiro, a alta dos preços em transportes e educação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,7% [https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/inflacao-oficial-recua-para-381-com-variacao-de-07-em-fevereiro], uma aceleração diante do registrado em janeiro, 0,33%. No entanto, o acumulado em 12 meses recuou para 3,81%, abaixo dos 4% pela primeira vez desde maio de 2024.

Para 2027, a projeção da inflação se mantém em 3,8%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,52% e 3,5%, respectivamente.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros (Taxa Selic), definida atualmente em 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na reunião da semana passada, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual. Antes da escalada do conflito no Irã, a expectativa predominante era de um corte de 0,5 ponto.

Em 15% ao ano, a Selic estava no maior nível desde julho de 2006, quando era de 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas quatro reuniões seguintes.

Na ata da reunião de janeiro, o Copom afirmou que iniciaria um ciclo de corte nos juros na reunião deste mês, mas o comunicado divulgado após o encontro trouxe mais cautela diante do aumento das incertezas provocado pelo conflito no Oriente Médio. O BC não descarta rever o ciclo de baixa, caso seja necessário.

A estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica foi elevada nesta edição do boletim Focus – de 12,25% ao ano para 12,5% ao ano até o final de 2026. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,5% ao ano.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando a Taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano passou de 1,83% para 1,84%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,40 para o fim deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,45.





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