quinta-feira, maio 28, 2026

Autor: Redação

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Soluções biológicas na agricultura aliam maior produtividade e preservação da biodiversidade


O Brasil é líder mundial em agricultura sustentável e a crescente conscientização sobre as práticas amigáveis ao meio ambiente tem impulsionado a utilização de soluções biológicas. O setor registrou alta de 15% na safra 2023/2024 com a comercialização de produtos que, além de contribuírem para a preservação da biodiversidade, potencializam a rentabilidade do produtor rural. 

Uma iniciativa que vem se destacando como uma prática sustentável eficaz é o uso de inoculante biológico que capta o nitrogênio do ar para disponibilizar às plantas.

As soluções biológicas referem-se a produtos e técnicas baseadas em organismos vivos ou substâncias derivadas deles, usados para melhorar a produtividade agrícola de forma sustentável. Elas reduzem a dependência de insumos químicos sintéticos e promovem um manejo mais equilibrado do solo e das culturas. 

Pela ação dos organismos vivos ou das substâncias naturais, as plantas são beneficiadas com o crescimento saudável, pois há ganhos para a fertilidade do solo e no combate a pragas e doenças. 

A adoção de soluções biológicas tem a capacidade de aumentar a resistência das plantas aos estresse causado por organismos vivos, que afetam negativamente seu crescimento, ou por condições ambientais, como, seca, inundações e temperaturas extremas na lavoura.

Um estudo, realizado pela consultoria Blink e divulgado pela associação CropLife Brasil (CLB), revelou que o uso de bioinsumos nas lavouras brasileiras é adotado, principalmente, nas culturas de soja (55%), milho (27%) e cana-de-açúcar (12%). Algodão, café, citros e hortifrútis somam 6%. Esse mercado inclui biodefensivos, inoculantes, bioestimulantes e solubilizadores.

Outra consequência da aplicação de soluções biológicas é a economia, devido à redução dos custos com produtos químicos e tratamentos adicionais para o solo e para as plantas. Não é por acaso que 64% dos produtores brasileiros utilizaram-se de biofertilizantes durante o ano de 2024 e 61% adotaram biodefensivos nas lavouras no mesmo período, segundo pesquisa realizada pela consultoria McKinsey & Company. 

Mercado de inovações

Apesar dos números positivos, o Brasil tem desafios para manter o mercado de bioinsumos crescendo, entre eles a necessidade de buscar novas formulações e tecnologias em produtos biológicos

No entanto, o setor já conta com iniciativas inovadoras voltadas para a agricultura de baixo impacto ambiental e eficazes no aumento da produtividade no campo, beneficiando até mesmo as culturas voltadas à exportação.

Uma das iniciativas no mercado brasileiro propõe captar o nitrogênio do ar e disponibilizá-lo diretamente nas folhas das plantas, algo inovador no segmento de inoculantes biológicos. O nitrogênio é um nutriente essencial para diversas culturas agrícolas alcançarem seu potencial e um dos insumos mais caros para os agricultores a cada safra.

A inovação biológica tornou-se viável aos produtores rurais por meio do produto Utrisha™ N, desenvolvido pela Corteva Biologicals. A empresa, líder no mercado de soluções biológicas, desenvolveu o fixador de nitrogênio foliar para melhorar a eficiência nutricional dos cultivos de soja, milho e batata. 

Para fornecer nitrogênio durante todo o ciclo da cultura, o Utrisha™ N contém a bactéria Methylobacterium symbioticum, que entra pelas pequenas aberturas nas folhas, chamados estômatos. Depois de aplicado o produto, a bactéria se espalha e converte o nitrogênio do ar em nitrogênio amônio, que é mais fácil de ser usado pela planta.

A solução permite que as culturas tenham maior aporte desse nutriente e se desenvolvam adequadamente, minimizando os riscos de deficiência nutricional. Além disso, por ser um produto biológico, não deixa resíduos, atendendo às exigências internacionais.

“A cada dia, os biológicos estão transformando a agricultura, aumentando a rentabilidade e o cuidado com todo o ecossistema. Por isso, unimos a responsabilidade e o cuidado com a natureza ao desempenho e à produtividade na lavoura”, afirma Robson Mauri, diretor de Marketing da Corteva Biologicals.

Em 2023, a Corteva Agriscience adquiriu importantes empresas do setor, como a Symborg e a Stoller, passando a oferecer o portfólio mais completo do mercado interno ao produtor rural brasileiro. Iniciativas como a da multinacional são um exemplo de que é possível superar os desafios do campo com tecnologia e potencializar a produtividade das lavouras até mesmo em condições adversas, provando que as soluções biológicas são mais do que uma aposta, mas sim uma tendência consolidada para produzir com sustentabilidade.

Foto: shutterstock



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Fertilizantes com valor agregado devem valer US$ 30,59 bilhões até 2030



O relatório ainda destaca o papel estratégico dos formuladores de produtos



O relatório ainda destaca o papel estratégico dos formuladores de produtos
O relatório ainda destaca o papel estratégico dos formuladores de produtos – Foto: Canva

Segundo o DunhamTrimmer® Global Value-Added Fertilizer Market Report, o mercado global de fertilizantes com valor agregado (VAFs, na sigla em inglês) deverá atingir US$ 30,59 bilhões até 2030, com uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 5,5%. O relatório de 2024 oferece uma análise abrangente sobre essa categoria em ascensão, destacando seu papel estratégico na agricultura moderna e comparando seu desempenho com os fertilizantes convencionais, cuja taxa de crescimento anual está entre 1,5% e 2,2%.

Os fertilizantes com valor agregado são formulados a partir da combinação de nutrientes tradicionais com bioestimulantes, incorporando três componentes principais: fundacionais, funcionais/fisiológicos e de aprimoramento. Essa composição permite maior eficiência na absorção de nutrientes, maior resiliência das plantas e otimização do potencial produtivo, tudo isso com menor impacto ambiental. 

Com quase 500 páginas, o relatório se diferencia ao utilizar dados baseados nos preços pagos pelos produtores rurais, em vez de valores de fábrica. Além disso, conta com mais de 800 gráficos e segmentações detalhadas por regiões (5 regiões globais e 26 países e sub-regiões), tipos de cultivo (10 grupos de culturas, incluindo grãos e culturas especiais), e formas de aplicação (foliar e via solo). Também traz uma perspectiva histórica e técnica, além de seções sobre tendências, regulamentações e tecnologias complementares que impulsionarão o setor.

O relatório ainda destaca o papel estratégico dos formuladores de produtos, com mais de 140 empresas avaliadas por meio do sistema proprietário de pontuação Consolidated Strength Rating (CSR). Por fim, o documento inclui análises aprofundadas como SWOT, Forças de Porter e STEP (também conhecido como PEST ou PESTLE).

 





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Controle biológico pode ser chave contra pragas no tomate


Apesar do crescimento de 19,2% na produção de tomates no Brasil em 2024, que alcançou 4,7 milhões de toneladas segundo o IBGE, o cultivo continua vulnerável a pragas e doenças que comprometem a produtividade e aumentam os custos para os produtores. A avaliação é de Renato Brandão, mestre em agronomia pela Universidade Federal de Lavras (UFLA) e gerente nacional de vendas da BRQ Brasilquímica.

“O avanço tecnológico possibilita que a produção de tomates atenda a diversos mercados, incluindo consumo in natura, processamento industrial e exportação. No entanto, essa cultura é altamente suscetível a pragas e doenças, o que exige controle eficaz para garantir a produtividade e a qualidade do cultivo”, afirma Brandão.

A tomaticultura brasileira atende ao consumo interno e também aos segmentos de processamento e exportação. No entanto, o impacto de pragas como a traça-do-tomateiro (Tuta absoluta) e a mosca-branca (bemisia tabaci), além de doenças como a requeima (Phytophthora infestans), exige estratégias eficazes de controle para garantir qualidade e produtividade.

De acordo com Brandão, a traça-do-tomateiro causa danos ao se alimentar de folhas, hastes e frutos, abrindo caminho para infecções secundárias. Já a mosca-branca, além de enfraquecer a planta ao sugar sua seiva, transmite viroses como o Geminivírus, que causa mosaico e nanismo. “Infestações severas podem resultar em perda total do plantio”, alerta.

A requeima também preocupa. Trata-se de uma doença fúngica que, sob alta umidade, se espalha rapidamente e pode destruir plantações inteiras em poucos dias. Para enfrentar esses desafios, Brandão destaca o controle biológico como ferramenta estratégica. “O uso de inseticidas biológicos à base de Bacillus thuringiensis (Bt) é eficaz contra a traça-do-tomateiro. Para o combate à mosca-branca, o fungo Beauveria bassiana é indicado, pois infecta e mata os adultos da praga. No caso da requeima, microrganismos, como Trichoderma spp., competem com o patógeno, ajudando a reduzir a infestação.”

Segundo ele, o uso de produtos biológicos reduz a necessidade de agroquímicos, contribui para a saúde dos trabalhadores e diminui os impactos ambientais. “Além disso, preservam os inimigos naturais das pragas, o que contribui para o equilíbrio ecológico da lavoura e evita o desenvolvimento de resistência nos patógenos”, explica.

Para Brandão, a sustentabilidade da tomaticultura brasileira depende da adoção de práticas como o controle biológico. A produção de tomate só se manterá rentável e segura a longo prazo se for integrada a um manejo responsável e tecnicamente orientado.





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Qual a ameaça da gripe aviária para humanos?



O vírus H5N1 já provocou a morte de mais de 168 milhões de aves nos EUA



O vírus H5N1 já provocou a morte de mais de 168 milhões de aves nos EUA
O vírus H5N1 já provocou a morte de mais de 168 milhões de aves nos EUA – Foto: Divulgação

Nas últimas semanas, muito se tem falado sobre a inflação dos alimentos e um dos exemplos mais evidentes dessa pressão é a explosão no preço dos ovos. Segundo artigo de Décio Luiz Gazzoni, engenheiro agrônomo e membro do Conselho Científico Agro Sustentável, um dos fatores por trás desse fenômeno é alarmante.

Isso porque os Estados Unidos estão comprando ovos em qualquer parte do mundo, sem se importar com o preço, pois seus rebanhos aviários estão sendo dizimados por uma epidemia de gripe aviária causada pelo vírus H5N1. 

O vírus H5N1 já provocou a morte de mais de 168 milhões de aves nos EUA até abril de 2025, e foi detectado em diversas espécies de mamíferos. No mundo, foram registrados 954 casos humanos desde que começou a ser monitorado, sendo 262 entre 2023 e 2024, com 70 nos EUA. O dado mais assustador é que 54% dos casos foram fatais — uma taxa de mortalidade cerca de 20 vezes maior do que a da gripe de 1918. 

“Mas, o diabo mora nos detalhes. O primeiro deles é que 54% desses casos foram fatais, uma taxa de mortalidade cerca de 20 vezes maior do que a clássica pandemia de gripe de 1918. O segundo detalhe: até o momento, não foram registrados casos de transmissão entre humanos, as contaminações se deram a partir de animais. Quando o vírus desenvolve mecanismos para transmissão dentro da espécie do hospedeiro, está presente um dos fatores primordiais para uma epidemia ou pandemia”, comenta.

Esse risco está associado ao “transbordamento” viral (spillover), processo pelo qual um vírus adaptado a uma espécie animal sofre mutações que permitem infectar outra espécie — como os humanos. Quanto maior a taxa de infecção em aves e o contato com outras espécies, maior a chance de o vírus encontrar a “chave” certa para invadir células humanas. O H5N1 já infectou mais de 450 espécies animais, um sinal preocupante de que pode estar adquirindo novas capacidades adaptativas.

 





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Produção de cana-de-açúcar cai, mas segue em alta histórica


A produção brasileira de cana-de-açúcar na safra 2024/25 foi estimada em 676,96 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 5,1% em relação ao ciclo anterior. Mesmo com o recuo, este é o segundo maior volume colhido desde o início da série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Os dados fazem parte do 4º Levantamento da safra, divulgado nesta quinta-feira (17).

Segundo a Conab, a redução é atribuída às condições climáticas adversas na Região Centro-Sul, responsável por 91% da produção nacional. “A combinação de baixos índices de chuvas e altas temperaturas impactou diretamente o rendimento das lavouras”, informou a Companhia. Além disso, queimadas em áreas de cultivo contribuíram para perdas de produtividade.

A produtividade média nacional ficou em 77.223 quilos por hectare. No Sudeste, principal polo produtor, a colheita recuou 6,3%, totalizando 439,6 milhões de toneladas. A área colhida cresceu 7,5%, mas não compensou a queda de 12,8% na produtividade.

No Centro-Oeste, a produção manteve-se praticamente estável, com 145,3 milhões de toneladas, enquanto a área cresceu 4% e a produtividade caiu 3,7%. No Nordeste, a colheita estimada em 54,4 milhões de toneladas representa queda de 3,7% em relação à safra anterior, reflexo da limitação hídrica, apesar do leve aumento da área.

No Sul, houve retração tanto na área quanto na produtividade, com produção estimada em 33,6 milhões de toneladas, 13,2% a menos que na safra anterior. A região Norte registrou avanço, com produção de 4 milhões de toneladas e crescimento nos índices de área e produtividade.

Com menor volume de cana processada, a produção de açúcar caiu 3,4% e foi estimada em 44,1 milhões de toneladas. Ainda assim, o volume representa a segunda maior produção histórica. A Conab atribui o desempenho ao direcionamento da matéria-prima para o açúcar diante da atratividade do mercado.

A produção total de etanol no país cresceu 4,4%, atingindo 37,2 bilhões de litros. Apesar da queda de 1,1% na produção de etanol de cana, o avanço foi sustentado pela alta de 32,4% na produção de etanol de milho, que alcançou 7,84 bilhões de litros. “Esse crescimento tem relação direta com a expansão de unidades de processamento e o ganho de eficiência das plantas existentes”, informou a Conab.

As exportações brasileiras de açúcar permaneceram estáveis em volume, com 35,1 milhões de toneladas, mantendo o país como maior fornecedor global. A receita, porém, caiu 8,2% em razão dos preços internacionais, totalizando US$ 16,7 bilhões.

As vendas externas de etanol somaram 1,75 bilhão de litros, volume 31% inferior ao da safra 2023/24. Ainda assim, o etanol de milho tem ganhado relevância na matriz energética, contribuindo para a estabilidade da oferta durante a entressafra da cana.





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Cafeicultora do Sul de Minas transforma legado familiar e leva cafés especiais ao mercado internacional


Nas montanhas de Campestre, no Sul de Minas Gerais, Ilma Rosa Franco produtora rural fez da tradição centenária da família um exemplo de empreendedorismo rural e inovação.

À frente do Sítio Terra Nova, ela deixou o cultivo convencional e se lançou no mercado de cafés especiais, conquistando reconhecimento dentro e fora do país.

Filha da quinta geração de cafeicultores, Franco cresceu entre os pés de café plantados por seu bisavô, o espanhol Major Manoel Joaquim Garcia Rosa, ainda no século XIX. Mas foi em 2017 que a produtora decidiu mudar o rumo dos negócios e valorizar o terroir da região vulcânica mineira.

Hoje, a marca Café Rosa Franco é referência em qualidade e autenticidade.

“Eu queria mais do que apenas vender café. Meu intuito era mostrar ao mundo o valor do nosso terroir – conjunto de características naturais e humanas que influenciam a qualidade de um produto -, e da nossa dedicação”, conta a empreendedora rural.

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Cafés premiados e exportados

No sítio de 68 hectares, 33 são dedicados a variedades como Mundo Novo, Catuaí, Topázio e Paraíso. A colheita é manual e a secagem ocorre em terreiros suspensos, preservando o perfil sensorial com aroma frutado doce, às vezes floral, resultado do terroir exclusivo da região vulcânica.

O resultado apareceu em 2022, quando Ilma venceu um concurso municipal de cafés especiais, promovido pela Prefeitura de Campestre, alcançando 88,65 pontos. Hoje, das 600 sacas de café produzidas anualmente, cerca de 120 são classificadas como café especial.

A comercialização é feita de forma criteriosa: os cafés especiais são enviados para cafeterias, torrefações e eventos nacionais como o São Paulo Coffee Festival e a Semana Internacional do Café (SIC). Parte da safra também é exportada, chegando a países como Estados Unidos e Japão.

Hoje, a marca Café Rosa Franco é referência em qualidade e autenticidade. | Foto: Divulgação: ASN/MG

Parcerias e sucessão rural

Um dos diferenciais do projeto é a parceria com agricultores vizinhos. A empreendedora fornece insumos e estrutura a famílias de agricultores da região, enquanto os parceiros colaboram na colheita.

 “No fim da colheita, dividimos a produção e realizamos uma prática justa e sustentável que reforça os laços comunitários,” afirma Franco.

Pensando no futuro, a produtora prepara o neto Maurício Franco Garcia, de 18 anos, para assumir os negócios. Ao lado da avó, ele aprende, na prática, cada etapa que faz do Café Rosa Franco uma referência: desde o plantio até o manejo e a colheita dos grãos.

Apoio técnico e novos mercados

Franco também contou com apoio técnico do Sebrae/MG para profissionalizar a gestão e investir em novas oportunidades.

“O Sebrae tem sido um grande aliado na minha trajetória como produtora de cafés especiais. Fiz vários cursos que mudaram completamente minha forma de empreender, como o Empretec, além de capacitações sobre gestão financeira e torra, que ainda estou finalizando. Cada aprendizado abriu novos horizontes e trouxe mais segurança para tomar decisões no dia a dia do sítio”, ressalta Franco.

Com sensibilidade e coragem, Ilma Rosa Franco mostra que tradição e inovação podem caminhar juntas no agronegócio, inspirando produtores a valorizar suas origens e buscar novos caminhos.



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Clima instável no Oeste da Bahia exige atenção redobrada do produtor



Acúmulo de precipitação na safra 2024/25 ainda está dentro da média histórica




Foto: Pixabay

A previsão climática para os próximos dias no Oeste da Bahia indica instabilidade, com pancadas de chuva alternadas por períodos de sol. Segundo o boletim da AIBA, elaborado com base nos dados do INMET, essa condição deve permanecer até o início da próxima semana.

O acúmulo de precipitação na safra 2024/25 ainda está dentro da média histórica, mas a distribuição irregular preocupa. Meses como fevereiro e março registraram déficit hídrico importante, afetando o desempenho de culturas como soja e milho. Essa oscilação de chuvas tem impacto direto sobre o calendário de plantio e colheita, além de favorecer a proliferação de pragas e doenças. Os técnicos da AIBA recomendam vigilância constante e planejamento ajustado às janelas climáticas.

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De acordo com os dados comparativos, abril já apresentou melhora nos volumes acumulados, mas o produtor deve monitorar as previsões para evitar surpresas na fase final da colheita.

O uso de tecnologias de precisão, sensores meteorológicos e estratégias de irrigação complementar são algumas das alternativas sugeridas para mitigar os riscos causados pelas oscilações do tempo.

Manter um bom planejamento fitossanitário também é essencial neste cenário de instabilidade, especialmente para proteger lavouras que ainda estão em estágio reprodutivo.





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área de baixa pressão do Paraguai afeta o Brasil



Mato Grosso e Mato Grosso do Sul devem sofrer pancadas intensas de chuva com presença de raios nesta quarta-feira (23). Aliás, o território sul-matogrossense vem sendo impactado por quantidade de chuva em abril que não se registra para o mês desde 1961.

Confira a previsão do tempo para todo o país:

Sul

O centro do sistema de alta pressão começa a se afastar em direção ao oceano. Assim, as instabilidades voltam a avançar do interior do continente sobre o sudoeste do Paraná, oeste de Santa Catarina e noroeste do Rio Grande do Sul. As demais áreas continuam com predomínio de tempo firme, com presença de sol entre nuvens ao longo do dia.

Sudeste

Sistema de alta pressão continua influenciando a maior parte dos estados, condicionando o tempo mais aberto e temperaturas mais amenas, sobretudo em áreas mais próximas da costa e litoral. Apesar disso, a interação entre calor e umidade presentes na atmosfera pode resultar em pancadas rápidas e isoladas sobre parte do interior de Minas Gerais.

Centro-Oeste

Uma área de baixa pressão centralizada sobre o Paraguai deve reforçar e espalhar as instabilidades sobre o Mato Grosso e o Mato Grosso do Sul, com risco de fortes pancadas com raios na parte da tarde. Condição para chuva isolada entre Goiás e Distrito Federal.

Nordeste

Tempo segue instável no litoral da Bahia, ainda associado à entrada de circulação de ventos marítimos sobre a costa. A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) segue atuando sobre a costa norte. Calor e tempo firme no interior da região, com atenção para baixa umidade do ar entre o interior do Sergipe, Pernambuco e Alagoas.

Norte

O dia amanhece mais aberto em boa parte dos estados, mas com condições para pancadas de chuva com raios sobre a região de Manaus, Amazonas. Ao longo do dia, as instabilidades ganham força e se espalham, trazendo pancadas de chuva de moderada a forte intensidade e acompanhada por raios. Entre o litoral do Pará e o Amapá, a atuação da ZCIT reforça a condição para chuva forte.



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Tocantins tem safra recorde de grãos em 2024/25


Segundo informações divulgadas pela Governo do Tocantins com base nos dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o estado deve encerrar o ciclo 2024/25 com a maior produção de grãos da sua história. A safra estadual deve atingir 8,9 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 16% em relação ao volume colhido no ciclo anterior, que foi de 7,69 milhões de toneladas.

De acordo com o 7º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, publicado no último dia 10 de abril, o avanço acompanha a tendência nacional de expansão. A produção total de grãos no Brasil foi estimada em 330,3 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 32,6 milhões de toneladas frente à safra 2023/2024. Caso o volume seja confirmado, será o maior já registrado pela série histórica da Conab.

A soja lidera a produção no Tocantins, com estimativa de 5,4 milhões de toneladas, crescimento de 1,8% em relação à safra anterior. O milho vem na sequência, com 2,3 milhões de toneladas, alta de 13,6%. O arroz foi estimado em 779,2 mil toneladas, com elevação de 3,4%. sorgo e feijão registraram 111,5 mil e 73,13 mil toneladas, respectivamente, enquanto o gergelim manteve estabilidade.

O levantamento também aponta que a colheita da primeira safra de soja no país está em ritmo acelerado. A Conab estima uma produção nacional de 167,9 milhões de toneladas da oleaginosa, o que representa um crescimento de 20,1 milhões de toneladas na comparação com a safra passada. Segundo a Companhia, esse desempenho pode resultar no maior volume já colhido da cultura no Brasil.

A colheita do arroz também avança no país, com mais de 60% da área plantada já colhida até o início de abril. O Tocantins segue como o principal produtor de grãos da região Norte e o segundo maior quando se considera as regiões Norte e Nordeste.





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Umidade favorece feijão, mas exige manejo de pragas


A primeira safra de feijão no Rio Grande do Sul está concluída. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (17) pela Emater/RS-Ascar, o ciclo foi finalizado com resultados positivos em boa parte do Estado, apesar de perdas localizadas na Metade Oeste, atribuídas à estiagem.

Na região de Caxias do Sul, a colheita foi tecnicamente encerrada com produtividade média próxima de 2.400 quilos por hectare. Segundo a Emater, a qualidade dos grãos foi considerada excelente. Já na região administrativa de Pelotas, as lavouras apresentaram variações de rendimento, entre 1.200 e 1.800 quilos por hectare, dependendo das condições de cultivo.

A colheita da segunda safra de feijão teve início e alcança, até o momento, 13% da área cultivada. A ocorrência de chuvas no início do período dificultou os trabalhos de campo, mas beneficiou lavouras em desenvolvimento. “As áreas com irrigação seguem apresentando excelente potencial”, informa o boletim.

Em Erechim, a Emater alerta que as temperaturas noturnas mais baixas podem impactar negativamente a produtividade. Em Frederico Westphalen, o ciclo avança em áreas de segunda safra sobre resteva de milho, que já iniciaram a colheita. Em Ijuí, 62% das lavouras estão em fase de granação, enquanto parte das áreas ainda se encontra em floração. A estimativa de produtividade é considerada satisfatória, com exceção das lavouras de sequeiro, que têm desenvolvimento abaixo do esperado.

Em Santa Maria, as chuvas ocorridas entre o final de março e a primeira quinzena de abril favoreceram as lavouras, especialmente nas fases de floração e enchimento de grãos. Na região de Santa Rosa, um produtor de Campina das Missões relatou que os 30 hectares cultivados em segunda safra foram impactados pela estiagem inicial, mas recuperaram o desenvolvimento após o retorno das chuvas.

Na região de Soledade, as condições climáticas melhoraram na segunda metade do período, com aumento da radiação solar e temperaturas mais adequadas. No entanto, a Emater adverte para os riscos associados à alta umidade relativa do ar. “O monitoramento e o manejo de doenças como a antracnose devem ser mantidos para evitar perdas significativas”, aponta o informe. Atualmente, 5% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 45% em floração e 50% em enchimento de grãos.

Quanto à comercialização, o preço médio da saca de 60 quilos teve queda de 3,17%, passando de R$ 220,50 para R$ 213,50, conforme levantamento semanal da Emater/RS-Ascar.





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