quarta-feira, maio 20, 2026

Autor: Redação

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Conflito entre EUA e China reposiciona Brasil no comércio internacional


O embate tarifário entre Estados Unidos e China segue remodelando as cadeias globais de suprimentos e redesenhando o mapa das oportunidades comerciais. A tensão entre as duas maiores economias do mundo cria tanto desafios quanto espaços estratégicos para países da América Latina, especialmente o Brasil. Essa foi uma das principais análises apresentadas no webinar promovido pela Coface Brasil nesta quarta-feira (26).

De acordo com informações divulgadas pela Coface, o evento contou com a participação da economista-chefe para a América Latina, Patricia Krause, e do chefe de estudos macroeconômicos, Bruno de Moura Fernandes. Os especialistas alertaram para o impacto direto da guerra comercial no crescimento global e destacaram o papel da região latino-americana em meio a essa reconfiguração geoeconômica. As projeções da Coface apontam que o PIB mundial crescerá 2,2% em 2025 e 2,3% em 2026 — números que refletem a desaceleração generalizada das economias, tanto desenvolvidas quanto emergentes.

Segundo Fernandes, a desaceleração da China se agrava diante de problemas internos, como o excesso de capacidade produtiva em setores estratégicos — automobilístico, alimentos, eletrônicos e farmacêutico — somado à queda no consumo e nos preços industriais. A resposta chinesa tem sido ampliar as exportações para além do eixo tradicional com os EUA, voltando-se a outras regiões, como a América Latina.

“A China precisa exportar a qualquer custo. Se perder ainda mais espaço nos EUA, a América Latina será um destino natural, tanto como fornecedora de commodities quanto como mercado consumidor de produtos manufaturados”, avaliou Fernandes. Ele alerta que essa movimentação pode pressionar ainda mais setores já sensíveis, como o siderúrgico, o têxtil e o de tecnologia.

A economista Patricia Krause destacou que a América Latina deverá crescer 2,1% em 2024, com perspectivas moderadas e desiguais entre os países. No caso do Brasil, a projeção de crescimento foi revisada para cima, ficando em 2,3% em 2025. Segundo ela, o desempenho da economia brasileira é impulsionado pelo agronegócio e pelo consumo doméstico, mas enfrenta riscos devido a um crédito mais restrito e juros elevados. “Países como o México, mais dependentes dos EUA, são mais vulneráveis. Já Brasil e Argentina podem ocupar nichos estratégicos, principalmente no agronegócio, frente à retração americana no mercado chinês”, ponderou.

Outro destaque do evento foi o avanço dos investimentos chineses na região. Krause citou dados do Global Development Policy Center que mostram o crescimento dos projetos greenfield na América Latina, que passaram de US$ 5,8 bilhões entre 2008 e 2011 para US$ 21 bilhões entre 2020 e 2023. A infraestrutura também ganhou relevância, com o exemplo do porto de Chancay, no Peru, que deverá facilitar e baratear o comércio com o continente asiático.

O estudo da Coface ressalta que, diante da instabilidade global, as empresas latino-americanas precisarão fortalecer sua capacidade de adaptação. “Diversificação de mercados e revisão das cadeias logísticas serão essenciais para manter a competitividade em um cenário de incertezas geopolíticas”, concluiu Krause.

Para mitigar riscos e garantir estabilidade financeira, a Coface reforça a importância do seguro de crédito. A ferramenta protege empresas contra inadimplência, oferecendo segurança para ampliar sua atuação comercial mesmo diante de um ambiente internacional volátil. 





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Tocantins inicia vazio sanitário da soja em 1º de julho



A medida visa interromper o ciclo do fungo causador da ferrugem asiática da soja




Foto: USDA

A Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec) informou que o período do vazio sanitário da soja terá início em 1º de julho e seguirá até 30 de setembro. Durante esses três meses, estará proibido o plantio e a manutenção de plantas vivas de soja em lavouras de sequeiro em todo o estado.

A medida visa interromper o ciclo do fungo causador da ferrugem asiática da soja, uma das principais pragas que afetam a oleaginosa. Segundo a Adapec, a responsabilidade pela eliminação das plantas vivas de soja, sejam voluntárias ou não, recai sobre os produtores ou ocupantes das áreas cultivadas. “Havendo a presença de plantas vivas no campo, os responsáveis devem eliminá-las por meios químicos ou mecânicos”, destaca o órgão. O descumprimento da norma poderá acarretar sanções previstas na legislação vigente.

A ferrugem asiática é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, e se espalha com rapidez entre as lavouras por meio do vento. A principal consequência da infestação é a queda precoce das folhas, o que compromete a formação completa dos grãos e reduz a produtividade das lavouras.

A exceção à regra durante o período do vazio sanitário é válida para cultivos com fins de pesquisa, produção de sementes e ensino, desde que realizados em áreas de terras altas ou nas planícies tropicais sob sistema de subirrigação.

Na safra 2024/2025, foram cadastradas na Adapec 2.705 propriedades com lavouras de soja de sequeiro, totalizando uma área plantada de 1,415 milhão de hectares.





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Frente fria e temperaturas entre 2°C e 40°C devem marcar a semana



Muito frio em algumas áreas do país e temperaturas nas alturas em outras. Os temporais também marcam presença. Confira a previsão do tempo entre 30 de junho a 4 de julho do meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller:

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

Os temporais continuam no Paraná e as temperaturas seguem baixas em todo o Rio Grande do Sul, com potencial para geada em áreas da Campanha Gaúcha. Dia mais úmido e nublado no norte de Santa Catarina, com chuva moderada na região do Vale do Itajaí. Alerta de geada para os três estados durante segunda (30), terça (1) e quarta-feira (2) em áreas produtoras: a temperatura mínima deve chegar a 2ºC em pontos de baixada, podendo até negativar. Durante a semana, praticamente não chove nos territórios gaúcho e catarinense, com acumulados significativos somente na faixa centro-leste paranaense, com 20 mm a 30 mm.

Sudeste

Frente fria se aproxima do extremo sul de São Paulo e provoca pancadas irregulares sobre a Região do Vale do Ribeira. O tempo continua firme nas demais áreas do estado, assim como no Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais; no noroeste mineiro, atenção para a baixa umidade. O acumulado de chuva da semana se concentra no sudeste e litoral de paulista, fluminense, capixaba e leste de mineiro, com 30 mm a 40 mm, o que ajuda a elevar umidade do ar. Nas demais áreas de Minas e São Paulo, tempo seco, com temperaturas máximas podendo chegar a 36ºC.

Centro-Oeste

A semana começa com pancadas de chuva mais irregulares no extremo sul e sudoeste de Mato Grosso do Sul. O tempo continua ensolarado e firme entre Goiás e Mato Grosso, áreas onde não chove e a umidade do ar segue extremamente baixa. Atenção para o frio da semana que deve durar até quarta/quinta-feira (2 e 3), quando a temperatura mínima deve ficar abaixo de 10ºC. Tempo quente e seco somente em Mato Grosso e Goiás, estados onde a umidade relativa do ar deve ficar abaixo dos 30% e o risco para focos de incêndio aumenta.

Nordeste

A semana começa com um tempo extremamente seco entre a Bahia, o Piauí e Maranhão, mas com muita chuva concentrada sobre a costa leste do Nordeste, com risco para temporais em Salvador (BA), Aracaju (SE), Recife (PE) e Maceió (AL), além de pancadas com força em São Luís (MA). O tempo segue mais ensolarado em todo o Ceará e a previsão é de pouca chuva em Fortaleza (CE). No centro sul maranhense e piauiense, atenção para o calor com a temperatura máxima chegando a 38ºC e umidade relativa do ar abaixo de 30%. A chuva ao longo da semana se concentra na faixa leste da Bahia, de Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande no Norte, entre 20 mm e 30 mm. As demais áreas seguem com o tempo quente e seco.

Norte

Risco de temporal, que continua nas capitais Boa Vista (RR), Manaus (AM), Macapá (AP) e Belém (PA) nessa segunda (30), com previsão de trovoadas, raios e ventos fortes. O tempo segue firme entre o sul de Rondônia, do Amazonas e em Tocantins, com destaque para o calorão acima de 34°C e tempo extremamente seco. Chuva nos próximos cinco dias no Amazonas, em Roraima, Amapá e centro-norte do Pará, com 30 mm a 40 mm. Semana quente e seca no sudeste do Pará e no Tocantins, áreas onde os termômetros devem se aproximar dos 40ºC, potencializando o risco para focos de incêndio e deixando a umidade relativa do ar abaixo dos 30%. No Acre e em Rondônia, tempo firme.



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Alta oferta derruba arroba do boi, mas exportação evita tombo maior


O mercado físico do boi gordo apresentou preços em queda em São Paulo e Mato Grosso do Sul ao longo da última semana devido ao avanço das escalas de abate por parte dos frigoríficos.

Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, isso aconteceu por conta do aumento da disponibilidade de oferta de animais causada pela passagem de uma frente fria em estados-chave para a pecuária nacional.

“Em Rondônia também houve um bom avanço nas escalas de abate, assim como em Goiás, onde os preços declinaram frente à semana passada. No entanto, as exportações de carne bovina ainda são uma variável importante, com números espetaculares no decorrer de 2025, reforçando a expectativa de recorde em volume e, principalmente, em termos de receita”, considera.

Variação da arroba do boi na semana

Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil estavam assim no dia 27 de junho:

  • São Paulo (Capital): R$ 317,33, queda de 0,8% frente aos R$ 320 da semana passada
  • Goiás (Goiânia): R$ 297,14, recuo de 2,6% perante os R$ 305 registrados no período anterior
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 303,82, diminuição de 0,3% frente aos R$ 305 da última semana
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 315, redução de 1,6% em comparação aos R$ 320
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 322,70, alta de 0,8% ante aos R$ 320 do período anterior
  • Rondônia (Vilhena): R$ 285, inalterado frente à semana anterior

Mercado atacadista

No atacado, a semana foi marcada pelo recuo nos preços dos cortes do dianteiro e do traseiro do boi.

Para Iglesias, a tendência é de alguma baixa adicional das cotações no curto prazo, considerando a reposição mais lenta entre atacado e varejo durante a segunda quinzena do mês, período pautado por menor apelo ao consumo.

“Vale destacar que a preferência da população brasileira segue em proteínas mais acessíveis, especialmente na segunda metade do mês, principalmente em relação à carne de frango, ovos e embutidos.”

O quarto do traseiro do boi foi cotado a R$ 23 o quilo, queda de 6,12% frente aos R$ 24,50 da semana passada. Já o quarto do dianteiro foi vendido por R$ 19 o quilo, retração de 2,56% frente aos R$ 19,50 registrados na semana anterior.

Exportações de carne bovina

carne bovina frigoríficoscarne bovina frigoríficos
Foto: Freepik

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 917,053 milhões em junho (14 dias úteis), com média diária de US$ 65,504 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 168,838 mil toneladas, com média diária de 12,060 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.431,60.

Em relação a junho de 2024, houve alta de 52,4% no valor médio diário da exportação, ganho de 25,3% na quantidade média diária exportada e avanço de 21,6% no preço médio.



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Argentina anuncia volta das retenciones



A medida tem forte impacto regional



A medida tem forte impacto regional
A medida tem forte impacto regional – Foto: Pixabay

O governo da Argentina anunciou o fim do alívio temporário nas alíquotas de exportação para produtos-chave do agronegócio, retomando o aumento das chamadas “retenciones” para soja e milho a partir de 1º de julho. A decisão, publicada no Boletín Oficial por meio do decreto 439/2025, foi mal recebida pelas entidades do setor, que alertam para o impacto negativo sobre a competitividade e o planejamento das próximas safras.

De acordo com o novo decreto, a alíquota sobre a exportação da soja voltará a 33% (antes estava em 26%), enquanto milho e sorgo passarão de 9,5% para 12%. O girassol, por sua vez, voltará a tributar 7% após cinco meses com tarifa reduzida de 5,5%. Por outro lado, o governo de Javier Milei decidiu manter a redução para o trigo e a cevada, que seguirão com alíquota de 9,5% até março de 2026, desde que os exportadores ingressem 90% das divisas ao país em até 30 dias úteis após a venda externa.

A medida tem forte impacto regional e ocorre às vésperas da tradicional feira agropecuária de Palermo, em Buenos Aires, onde há expectativa de participação do presidente Milei. Ela também é acompanhada de críticas do setor rural, que vinha se beneficiando da redução temporária para acelerar embarques. Desde janeiro, foram registradas exportações de quase 44 milhões de toneladas de milho e derivados da soja, movimentando cerca de US$ 5 bilhões, o que representa um fôlego importante para a economia argentina.

Para o Brasil, maior concorrente da Argentina na exportação de milho e derivados de soja, o restabelecimento das alíquotas pode representar ganho de competitividade no mercado internacional, especialmente na disputa por mercados como China, União Europeia e norte da África. No entanto, o trigo argentino ainda deve manter presença significativa na Região Sul do Brasil, já que as alíquotas reduzidas e o avanço do plantio, com mais de 70% da área estimada já semeada, favorecem a continuidade das exportações ao mercado brasileiro.

 





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EUA ficam fora das vendas de soja para a China


Segundo análise divulgada na quinta-feira (26) pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), os preços da soja no Brasil seguem pressionados para baixo. O cenário é influenciado pela combinação de câmbio elevado — que se mantém entre R$ 5,50 e R$ 5,55 por dólar —, estabilidade nos prêmios e queda nas cotações da Bolsa de Chicago.

No Rio Grande do Sul, a média estadual indica R$ 122,18 por saca. No entanto, as principais praças locais já voltaram a operar com valores próximos de R$ 119,00. Em outras regiões do país, as cotações oscilaram entre R$ 107,00 e R$ 121,00 por saca. Um ano antes, os preços variavam entre R$ 117,00 e R$ 129,00. A Ceema destaca que, desconsiderando a inflação acumulada de 5,3% nos últimos 12 meses, a perda real é ainda mais significativa.

Em relação às exportações, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) estima que o Brasil deve embarcar 15 milhões de toneladas de soja em junho, o que representa um crescimento de 1,2 milhão de toneladas em comparação com o mesmo mês de 2024. Por outro lado, as exportações de farelo de soja devem somar 1,92 milhão de toneladas, abaixo das 2,05 milhões registradas no mesmo período do ano anterior.

A expressiva oferta brasileira impacta diretamente a competitividade dos Estados Unidos no mercado internacional. “Na semana passada, dos 26 navios de soja negociados com destino à China, todos foram carregados com produto do Brasil e da Argentina”, informou a Ceema. A consultoria acrescenta: “No ano passado, 14 navios dos EUA seguiram para a China no mês de junho. Neste ano, nenhum”.

De acordo com a Agrinvest Commodities, a Argentina já exportou 4,8 milhões de toneladas de soja no atual ano comercial, mantendo uma postura agressiva de mercado, com descontos de 40 a 45 centavos de dólar por bushel. “O Brasil também segue muito competitivo, pois enquanto as tarifas de 10% sobre a soja americana continuarem, a China não teria outra opção a não ser continuar comprando do Brasil e Argentina”, conclui a consultoria.





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Governo assina acordo para acelerar regularização fundiária de 1,9 milhão de hectares


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, assinaram nesta última sexta-feira (27) um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) que vai permitir atuação conjunta para acelerar a regularização fundiária de 1,9 milhão de hectares – o equivalente a cerca de 7% do território do estado que atualmente pertence à União.

“A iniciativa integrará sistemas de gestão e agilizará a titulação de terras públicas rurais e urbanas, envolvendo os Ministérios da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e o Instituto de Terras do Tocantins (Itertins)”, informou o Palácio do Planalto.

A cerimônia, no município de Araguatins (TO), incluiu ainda a entrega de sete novos assentamentos com capacidade para beneficiar 896 famílias; de 169 títulos de regularização fundiária em terras públicas federais para agricultores familiares; e de 17 títulos de propriedade para assentados da reforma agrária.

Projetos de assentamento

presidente Lula regularização fundiária Tocantinspresidente Lula regularização fundiária Tocantins
Foto: Cláudio Kbene/PR

Os sete Projetos de Assentamento (PAs) abrangem as seguintes áreas:

  • PA Taboca II (930 hectares, 39 unidades familiares);
  • PA Recanto da Esperança (781 hectares, 57 unidades familiares);
  • PA Recanto do Bebedouro (800 hectares, 50 unidades familiares);
  • PA Águas Claras (1.162 hectares, 84 unidades familiares);
  • PA Vitória IV (382 hectares, 20 unidades familiares);
  • PA Santa Maria (4.943 hectares, 292 unidades familiares);
  • PA Esmeralda (6.557 hectares, 354 unidades familiares).

Títulos de regularização

Também foram entregues 350 títulos de regularização fundiária para moradores do município de São Bento (TO).

A ação permite que a prefeitura passe a emitir títulos individuais, consolidando a posse dos terrenos onde as famílias construíram casas. Esta é a segunda entrega na localidade, de um total que deve beneficiar 1.028 famílias.



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Tudo começou com uma galinha! Filme brasileiro é eleito o 15º melhor do século



O jornal The New York Times divulgou nesta última sexta-feira (27) uma lista dos 100 melhores filmes do século 21. Para compor o levantamento, o veículo norte-americano consultou mais de 500 diretores, atores e personalidades da indústria cinematográfica ao redor do mundo.

Entre todos eles, apenas um longa-metragem brasileiro está inserido. Lançado em 2002 e dirigido por Fernando Meirelles em parceria com Kátia Lund, Cidade de Deus acompanha os diferentes caminhos tomados por Dadinho (Douglas Silva/Leandro Firmino) e Buscapé (Alexandre Rodrigues) em uma dura realidade permeada pela violência.

O curioso é que a primeira cena do filme, que concorreu a quatro Óscares em 2004, mostra uma galinha fugindo da degola. Assim, o longa se distancia dos usuais planos abertos de abertura (quando a câmera está distante do objeto, geralmente uma grande paisagem) e se aproxima do cotidiano das pessoas na periferia carioca, mostrando como a avicultura pode alimentar as mais diversas camadas da sociedade.

Esse primeiro frame foi, inclusive, elogiado por um dos maiores diretores de cinema de todos os tempos. Em conversa com o Meirelles, Steven Spielberg perguntou como ele havia feito para filmar a cena.

“Eu expliquei para ele: o fotógrafo pegou uma câmera pequenininha e amarrou com uma fita crepe na vassoura e correu enquanto gritava ‘xô galinha, xô galinha’!”, contou Meirelles em 2019, em entrevista ao programa Provocações, da TV Cultura.

A resposta pegou o diretor de Jurassic Park e ET de surpresa, que respondeu dizendo que em Hollywood, resultado similar teria sido alcançado com uma fortuna. “Aquela cena, para mim, custaria um milhão e meio de dólares, e você fez com um cabo de vassoura?”, indagou.

Veja a icônica cena do filme no vídeo acima e não se esqueça de prestigiar o cinema nacional!



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Com soluções da Sumitomo Chemical, agricultor alcança maior produtividade de soja no Pará


Na última safra, o agricultor Rodolfo Schlatter alcançou uma produtividade de 108,8 sacas por hectare na cultura de soja, integrando estratégias de manejo avançadas e colaborando com tecnologias modernas do portfólio da Sumitomo Chemical – Soluções para o Agro. Esse desempenho o consagrou campeão paraense no Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, organizado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (Cesb), do qual a Sumitomo Chemical é patrocinadora. Os resultados foram divulgados na última quinta-feira (26/6) durante o 17º Fórum Nacional de Máxima Produtividade de Soja. A conquista reforça a importância da adoção de boas práticas agrícolas, do apoio técnico e da parceria entre pesquisa e indústria para promover ganhos de produtividade.

Engenheiro agrônomo e produtor rural, Rodolfo Schlatter é natural de Itambé (PR) e conquistou o resultado na fazenda Santana Rios, no município de Santana do Araguaia (PA), em uma área de sequeiro. Além do primeiro lugar no estado, alcançou ainda o sexto lugar na região.

“Parabenizamos com entusiasmo o nosso campeão no Pará Rodolfo Schlatter, produtor parceiro, por essa conquista que é fruto de trabalho sério, visão de futuro e paixão pela agricultura. A Sumitomo Chemical agradece a confiança e reforça seu compromisso com os produtores rurais, protagonistas do agronegócio brasileiro”, afirma Marcelo Figueira, gerente de Fungicidas e Líder para a Cultura da Soja da Sumitomo Chemical. “Rodolfo utilizou nossos BioRacionais em 100% da área inscrita no desafio. A companhia tem um portfólio que está presente em lavouras com as maiores produtividades da cultura da soja no Brasil e se orgulha de apoiar iniciativas como o Prêmio de Máxima Produtividade de Soja do Cesb, que reconhecem e impulsionam a alta performance no campo”, destaca.

Soluções para o Agro

Cliente da Sumitomo Chemical, Schlatter usou BioRacionais – produtos biológicos ou de origem natural que atuam na proteção, produtividade ou melhor qualidade da produção das plantas – em 100% da área inscrita no desafio.

A começar pela solução de tratamento de sementes Aveo® EZ, que cria uma simbiose com as raízes, formando um biofilme que protege do ataque de nematoides (vermes que ficam no solo). Também utilizou o inseticida Inside® FS, que elimina os alvos rapidamente, no manejo de sugadores.

Para impulsionar o desenvolvimento da planta, aplicou os reguladores de crescimento MaxCel® e ProGibb®, que fazem parte do programa SOJA+. MaxCel induz a formação de mais hastes laterais para uma melhor arquitetura produtiva da planta e ProGibb diminui significativamente o abortamento de flores e vagens, resultando em mais grãos e maior produtividade.

Somadas a essas eficientes soluções, o produtor utilizou também os fungicidas Pladius® e Excalia Max® e o MycoApply EndoFuse®, esta voltada para melhorar a qualidade biológica, promovendo maior longevidade, saúde e qualidade à planta.

 





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Conflitos pressionam economia, mas inflação global deve ser limitada



O confronto entre Irã e Israel, iniciado em 13 de junho e que foi finalizado esta semana com um acordo de cessar-fogo, trouxe reflexos imediatos para o mercado internacional de petróleo. A tensão geopolítica também trouxe a preocupação para um novo ciclo de inflação mundial. 

Para o economista Caio Augusto Rodrigues, do Terraço Econômico, a chance desse conflito provocar um novo ciclo inflacionário no mundo é considerada baixa.

“Ainda vivemos em um mundo movido a petróleo, e 40% da produção global passa ou é originada no Oriente Médio. Por isso, qualquer tensão na região afeta o mercado de forma global”, afirma.

Petróleo no centro

O conflito durou 12 dias e envolveu ataques aéreos de Israel a instalações nucleares e militares iranianas, além de retaliações com mísseis disparados pelo Irã contra cidades israelenses e bases americanas, com centenas de mortes. Os Estados Unidos chegaram a bombardear alvos estratégicos iranianos antes de um cessar-fogo mediado por Washington encerrar temporariamente o conflito.

Durante o confronto, o preço do barril de petróleo Brent, referência global, subiu cerca de 19% e chegou a ser negociado a US$ 77. O temor era de um bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial. Após o cessar-fogo, os preços recuaram rapidamente, com o Brent cotado em torno de US$ 68.

Efeitos na economia mundial

Na avaliação do economista, o risco de inflação global só aumenta se o conflito ganhar proporções maiores — o que, pelo menos por enquanto, não é o cenário mais provável. “Israel dificilmente manteria uma ofensiva sem apoio militar dos Estados Unidos. E não há interesse de grandes players, como China, Arábia Saudita e Emirados Árabes, em escalar as tensões neste momento”, diz.

Para o Brasil, os efeitos econômicos diretos são mais limitados, já que o país é menos integrado às grandes cadeias produtivas internacionais. Ainda assim, o especialista afirma que pode haver impactos indiretos. 

“Somos uma economia periférica e, em cenários como esse, surgem pressões sobre nossa política externa e relações comerciais. O Irã, por exemplo, integra os Brics. Como o Brasil deve se posicionar em um conflito como esse?”, questiona Rodrigues.

Ainda que os preços tenham reagido com força ao conflito, o economista acredita que o episódio teve um efeito mais pontual do que prolongado. “A inflação global permanece resiliente por outros motivos, como o excesso de liquidez pós-pandemia e disputas comerciais em andamento. Este choque foi forte, mas passageiro.”



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