Os preços dos contratos futuros do petróleo despencam na manhã desta segunda-feira, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que teve “conversas produtivas” para encerrar o conflito no Oriente Médio.
Segundo Trump, diante do tom positivo das negociações, foi determinada a suspensão de ataques a usinas e infraestruturas energéticas por um período de cinco dias.
A sinalização reverte a forte alta registrada mais cedo, impulsionada pelo agravamento das tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O país asiático chegou a alertar sobre a possibilidade de instalar minas marítimas em todo o Golfo Pérsico.
“Os eventos geopolíticos continuarão sendo o principal, senão o único, foco dos mercados nesta semana, como já vem ocorrendo há algum tempo”, afirmou Michael Brown, estrategista sênior da Pepperstone.
Por volta das 8h17 (horário de Brasília), o contrato do petróleo WTI para abril, negociado na Nymex, caía 9,59%, a US$ 88,86 por barril. Já o Brent para maio, negociado na ICE, recuava 9,75%, a US$ 101,42 por barril.
A semana começa com mudanças importantes no tempo em boa parte do Brasil. A atuação de uma nova frente fria no Sul organiza áreas de instabilidade e provoca chuva forte, enquanto o calor e a alta umidade mantêm o padrão típico de verão nas demais regiões, com pancadas irregulares e risco de temporais localizados. O destaque do dia fica para o avanço das instabilidades pelo Rio Grande do Sul, além da intensificação da chuva no Nordeste e da manutenção do calor em áreas do Centro-Oeste e Sudeste.
Sul
O dia começa com tempo firme em parte da região, mas a instabilidade já atua no sul do Rio Grande do Sul, com chuva moderada a forte desde cedo. Ao longo da manhã, essas áreas avançam rapidamente pelo estado, alcançando o interior, o oeste e regiões mais ao norte, enquanto uma nova frente fria reforça o cenário de instabilidade. A tendência é de intensificação das pancadas ao longo do dia, com risco de temporais, rajadas de vento e acumulados elevados em diversas áreas.
Entre a tarde e a noite, a chuva se espalha também por Santa Catarina e pelo Paraná, com pancadas fortes, trovoadas e possibilidade de tempestades isoladas. Apesar da chuva, o calor ainda predomina na maior parte da região, com temperaturas mais amenas apenas no sul gaúcho, onde a nebulosidade é maior.
Sudeste
No Sudeste do Brasil, o dia começa com maior presença de nuvens e chuva em áreas do leste e nordeste de Minas Gerais e no litoral do Espírito Santo. Ao longo do dia, a combinação entre umidade e a atuação de um cavado em médios níveis da atmosfera favorece o aumento das instabilidades nessas áreas, com pancadas que podem variar de moderadas a fortes e risco de temporais isolados.
Também há previsão de chuva no oeste e noroeste de São Paulo e no norte do Rio de Janeiro. Já nas demais áreas paulistas e na metade oeste de Minas Gerais, o tempo segue mais firme, com predomínio de sol e elevação das temperaturas ao longo do dia.
Centro-Oeste
No Centro-Oeste do Brasil, a chuva perde intensidade em parte da região, mas ainda ocorre de forma pontual. Pela manhã, há registros no norte de Mato Grosso e de maneira isolada no nordeste de Goiás, enquanto nas demais áreas o tempo permanece mais aberto.
Durante a tarde, as instabilidades voltam a ganhar força, principalmente no centro-norte de Mato Grosso, além de áreas do norte e sul de Goiás. Em Mato Grosso do Sul, a atuação de uma baixa pressão sobre o Paraguai favorece pancadas de chuva no leste, sul e nordeste do estado, com intensidade moderada. Mesmo com a chuva, o calor segue predominando em toda a região.
Nordeste
No Nordeste do Brasil, as instabilidades atuam desde cedo no sul, oeste e noroeste da Bahia, com chuva moderada a forte e risco de temporais. Ao longo do dia, essas áreas de instabilidade ganham força e avançam pelo Maranhão, Piauí, além de áreas do Ceará, Paraíba e oeste de Pernambuco.
No sul da Bahia, há possibilidade de volumes mais elevados ao longo do dia. Já no litoral entre Rio Grande do Norte e Sergipe, a chuva ocorre de forma mais fraca. No interior baiano, o tempo permanece firme e as temperaturas sobem.
Norte
A região Norte do Brasil continua sob influência da alta umidade, o que favorece a formação de nuvens carregadas desde o início do dia. Há previsão de chuva em grande parte do Pará, Tocantins e do Amazonas, com intensidade moderada a forte.
A atuação da Zona de Convergência Intertropical mantém o tempo instável no Amapá e no litoral do Pará. Ao longo do dia, as pancadas se intensificam e se espalham também por Rondônia e Roraima. No Acre, a chuva ocorre de forma mais fraca, com períodos de abertura de sol.
No morning call desta segunda-feira (23), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a escalada do conflito no Oriente Médio elevou o petróleo acima de US$ 112, pressionando inflação, juros e ativos globais. Bancos centrais mantiveram juros, mas adotaram tom cauteloso, fortalecendo o dólar e abrindo curvas.
No Brasil, o Ibovespa caiu para 176 mil pontos, o dólar foi a R$ 5,30 e BC e Tesouro atuaram para conter volatilidade. A semana traz IPCA-15, Relatório de Política Monetária, PNAD e PMIs globais.
Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.
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As projeções indicam aumento da umidade no Sul – Foto: Pixabay
A transição entre outono e inverno de 2026 deve trazer mudanças relevantes no padrão climático do país, com tendência de maior irregularidade nas chuvas e temperaturas acima da média em parte do território. O cenário ocorre após uma estação chuvosa abaixo do esperado e sob influência de uma La Niña fraca.
As projeções indicam aumento da umidade no Sul, enquanto áreas do extremo Norte devem enfrentar condições mais secas. No Centro-Sul, a previsão aponta para períodos de calor mais persistentes e menor frequência de ondas de frio, o que favorece a ocorrência de veranicos ao longo da estação.
De acordo com a Ampere, os sinais de aquecimento no Pacífico Equatorial já são consistentes, com anomalias positivas de temperatura na superfície do mar próximas à costa oeste da América do Sul. Modelos como o ECMWF indicam que esse aquecimento deve se intensificar nos próximos meses, com possibilidade de configuração de El Niño a partir de maio. “Desde o inverno de 2025, a Ampere vem indicando a possibilidade de desenvolvimento de um evento de El Niño em 2026 e, até o momento, os prognósticos vêm corroborando essa sinalização”, completa o meteorologista sênior da consultoria, Bruno César Capucin.
A influência do fenômeno deve ganhar força no trimestre entre maio e julho, período em que são esperadas chuvas acima da média no Sul e em áreas do sul do Sudeste e do Centro-Oeste. Em contrapartida, o extremo Norte tende a permanecer mais seco.
O padrão também favorece temperaturas mais elevadas, especialmente pela maior atuação de ventos de norte, reduzindo a entrada de massas de ar frio. Esse contexto aumenta o risco de eventos extremos, como temporais no Sul e períodos prolongados de calor no Centro-Sul.
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O cenário atual é descrito como incerto e com baixa visibilidade – Foto: Canva
A recente movimentação dos preços da Ureia chama atenção pela intensidade e pela velocidade das altas observadas no mercado. As informações são de Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado.
De acordo com o comportamento mais recente do indicador, o gráfico da ureia passou a desenhar um formato semelhante ao de um prédio, refletindo um avanço abrupto nas cotações. Esse movimento elevou os preços a patamares considerados elevados, gerando preocupação direta sobre a capacidade de absorção por parte da demanda.
O cenário atual é descrito como incerto e com baixa visibilidade, o que amplia a cautela entre agentes do setor. Mesmo antes dos acontecimentos no Oriente Médio, já havia um sentimento de retração na área destinada ao trigo, motivado por custos e margens mais apertadas.
No final do mês de fevereiro, durante passagem pelo Rio Grande do Sul, o analista observou discussões sobre a redução da área de trigo no estado. No Paraná, a percepção era semelhante, indicando um movimento mais amplo entre produtores da região Sul.
Nesse cenário, com a ureia em níveis elevados, a tendência é de pressão adicional sobre a cultura do trigo, que depende fortemente do insumo. Esse encarecimento pode levar produtores a reavaliar o planejamento da próxima safra.
Diante desse contexto, outras culturas podem ganhar espaço nas áreas antes destinadas ao cereal, alterando a dinâmica de plantio. Esse possível redirecionamento exige acompanhamento atento do mercado, já que pode impactar tanto a oferta quanto os preços agrícolas nos próximos ciclos.
O mercado físico do boi gordo registrou negociações acima da referência média em diversas praças do país ao longo da semana. O movimento foi sustentado, principalmente, pela restrição na oferta de animais terminados, que segue como o principal fator de sustentação dos preços em março.
Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, os frigoríficos ainda enfrentam dificuldades para alongar suas escalas de abate, que permanecem entre cinco e sete dias úteis na média nacional. Esse cenário mantém a necessidade de compras mais agressivas por parte da indústria.
Apesar da firmeza nos preços, o mercado segue volátil. Entre os fatores de pressão estão o conflito no Oriente Médio, a alta dos combustíveis e o avanço da cota chinesa, que tornam o comportamento dos contratos futuros do boi gordo na B3 bastante instável.
Nas principais praças, os preços da arroba apresentaram movimentos mistos na semana:
São Paulo (SP): R$ 355,00, alta de 2,90% frente aos R$ 345,00 da semana anterior
Goiânia (GO): R$ 340,00, avanço de 3,03% ante R$ 330,00
Uberaba (MG): R$ 345,00, estável
Dourados (MS): R$ 340,00, queda de 1,45% frente aos R$ 345,00
Cuiabá (MT): R$ 340,00, estável
Vilhena (RO): R$ 310,00, sem alterações
Atacado
No mercado atacadista, os preços permaneceram estáveis ao longo da semana, sinalizando limitações para novos avanços. De acordo com Iglesias, esse comportamento reflete a maior competitividade de proteínas concorrentes.
O quarto do dianteiro seguiu cotado a R$ 20,50 por quilo, enquanto o traseiro bovino permaneceu em R$ 27,00 por quilo.
Exportações
No comércio exterior, as exportações brasileiras de carne bovina seguem aquecidas em março. Até o momento, o país já embarcou 115,678 mil toneladas, com receita de US$ 666,888 milhões. A média diária ficou em 11,567 mil toneladas, com faturamento médio de US$ 66,688 milhões.
Na comparação com março do ano passado, houve crescimento de 20,1% na receita média diária, avanço de 2,1% no volume e alta de 17,6% no preço médio da tonelada, que ficou em US$ 5.765,00.
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A recomendação também aponta quebra de isonomia regulatória – Foto: Canva
A emissão de receituários agronômicos sem vistoria presencial entrou em debate após questionamentos sobre riscos à segurança ambiental e à saúde pública. O tema envolve a necessidade de diagnósticos técnicos precisos para orientar o uso adequado de insumos nas lavouras.
O Ministério Público Federal recomendou ao Conselho Federal dos Técnicos Agrícolas a revogação imediata de normas que autorizam a emissão remota desses documentos. O entendimento é de que a Resolução nº 64/2025 contraria a Lei nº 14.785/2023 e o Decreto nº 4.074/2002, que exigem visita técnica no local. Para o órgão, a legislação determina que o diagnóstico seja feito com base em inspeção direta, considerada essencial para avaliar condições reais do solo, do ambiente e das culturas.
A recomendação também aponta quebra de isonomia regulatória, já que normas aplicáveis a engenheiros agrônomos mantêm a exigência de presença física para emissão de laudos. O procurador responsável pelo documento alertou que a ausência de verificação in loco pode caracterizar negligência técnica, com possíveis implicações legais.
Dados analisados por órgão estadual indicaram irregularidades relevantes. Foram identificados casos de emissão em volume incompatível com a prática técnica, incluindo um profissional com mais de 15 mil receituários em um ano. Também houve registros de prescrições para culturas sem expressão ou inexistentes no estado, o que levanta dúvidas sobre a consistência dos diagnósticos.
O MPF orienta a adequação da norma para tornar explícita a obrigatoriedade da vistoria presencial e propõe fiscalização retroativa dos últimos dois anos. O conselho tem prazo de 10 dias para se manifestar e, em caso de concordância, deverá implementar as mudanças em até 30 dias.
A pesquisa agropecuária alcançou um resultado de destaque com o desenvolvimento da banana ambrosia, nova cultivar recomendada pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) para fortalecer a bananicultura no Espírito Santo. Resultado de mais de 20 anos de estudos, a variedade do tipo nanica foi desenvolvida para atender às demandas do setor produtivo e ampliar as alternativas disponíveis aos produtores rurais.
A cultivar surge como resposta a um desafio importante da atividade: a busca por uma variedade do subgrupo cavendish com resistência a doenças que afetam a produção em todo o país, como sigatoka-amarela e negra e mal do Panamá (raça 1). Com isso, a nova variedade passa a representar uma alternativa tecnológica construída a partir da ciência pública e voltada diretamente às necessidades do campo.
Entre as características apontadas pelo Incaper estão plantas mais robustas, cachos com peso médio superior a 30 quilos, alta produtividade e frutos com qualidade destacada. Outro diferencial é o potencial de aproveitamento na agroindústria, já que a cultivar apresenta características que ampliam suas possibilidades de uso além do consumo in natura.
Neste mês, cerca de 1.200 mudas da nova variedade já foram entregues a produtores rurais, incentivando a adoção inicial da cultivar em propriedades capixabas. A iniciativa reforça a integração entre pesquisa, assistência técnica e setor produtivo na difusão de novas tecnologias para a agricultura do Espírito Santo.
Além da recomendação da cultivar, o Incaper também apresentou a cartilha Ambrosia, uma banana tipo nanica para o Espírito Santo. A publicação reúne o histórico da pesquisa, a descrição da variedade e suas principais características, servindo como material de apoio para produtores, técnicos e demais profissionais ligados à cadeia da banana.
Com a nova cultivar, o Espírito Santo passa a contar com uma tecnologia desenvolvida ao longo de décadas e direcionada ao fortalecimento de uma atividade tradicional em municípios como Alfredo Chaves, onde a produção de banana tem peso importante na economia rural. A ambrosia se consolida, assim, como mais um resultado do trabalho científico voltado à competitividade e à sustentabilidade do agro capixaba.
A decisão do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de classificar o pirarucu, também conhecido como o gigante da Amazônia, como espécie invasora fora de sua área natural acendeu um alerta no setor de piscicultura.
Produtores e entidades afirmam que a nova regra traz risco de insegurança jurídica e impacto nos investimentos, especialmente porque o tema ainda estava em discussão na Comissão Nacional da Biodiversidade (Conabio). A publicação da norma, segundo o setor, ocorreu sem alinhamento institucional prévio.
Considerado uma das espécies mais promissoras da aquicultura brasileira, o pirarucu já é criado em diversos estados e possui alto potencial de crescimento comercial. A nova classificação, porém, pode restringir sua produção fora da região amazônica, afetando o planejamento produtivo e o ambiente de negócios.
O presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe Br), Francisco Medeiros, afirma que a decisão gera preocupação pela falta de diálogo com o setor. Segundo ele, o pirarucu é estratégico para a geração de renda e o desenvolvimento regional.
Medeiros também aponta um paradoxo regulatório: nos últimos anos, governos federal e estaduais incentivaram a produção da espécie, reconhecendo seu potencial econômico. A mudança de entendimento, diz, cria incertezas e pode estabelecer um precedente negativo para outros segmentos da aquicultura.
Diante do cenário, a Peixe BR defende a revisão da normativa e cobra maior atuação do Ministério da Pesca e Aquicultura para garantir previsibilidade e estabilidade ao setor produtivo. A entidade também pede a construção conjunta de políticas públicas que conciliem conservação ambiental e desenvolvimento econômico.
O que é uma espécie invasora?
Espécies invasoras são organismos introduzidos fora de sua área de distribuição natural que ameaçam a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos. Eles se estabelecem e proliferam rapidamente, sendo a segunda maior causa de extinção de espécies, afetando também a economia e saúde.