quinta-feira, agosto 20, 2026

Autor: Redação

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Clima desafia safra de trigo com incertezas na qualidade da produção nacional


Os atrasos no plantio e as incertezas quanto ao desenvolvimento das lavouras são a base das preocupações quanto ao impacto das condições climáticas na safra de trigo de 2024. As chuvas fora de época, em maio, bagunçaram o calendário agrícola em regiões como o Rio Grande do Sul, resultando em um plantio tardio; enquanto geadas e precipitações irregulares impactaram a qualidade do trigo em diferentes estágios de desenvolvimento.

Esse panorama de incertezas climáticas e seus efeitos sobre a safra no Brasil foi um dos principais tópicos abordados no Webinar “Safra de Trigo Nacional 2024”, realizado pela Associação Brasileira da Indústria do Trigo – Abitrigo, no dia 8 de outubro.

Setor moageiro sulista alimenta incertezas

“As chuvas em maio empurraram nosso plantio para a segunda quinzena de junho, resultando em uma colheita mais lenta”, explicou o operador de Mercados da Solo Corretora de Cereais, Indio Brasil dos Santos, que falou sobre o cenário do trigo no Rio Grande do Sul. Apesar das adversidades, o especialista pontuou que o estado apresenta boas condições de lavoura, com 85% delas classificadas como boas ou excelentes. No entanto, ele contou que há uma preocupação crescente com as chuvas excessivas, especialmente na região sul gaúcha, onde 2% das áreas já apresentam problemas.

Santos também evidenciou que o produtor enfrentou desafios financeiros e muitos não conseguirão segurar suas produções por muito tempo, o que pode gerar pressão no mercado. “Isso pode levar a uma queda nos preços, especialmente se houver um grande volume de vendas concentradas após o pico de safra, previsto para o fim de outubro”, pontuou.

Assim como no Rio Grande do Sul, Santa Catarina também enfrentou desafios relacionados ao clima e à qualidade do trigo nas safras anteriores. O diretor-executivo da Copercampos, Rosnei Soder, evidenciou que apesar da redução da área plantada para a safra de 2024, as condições das lavouras são promissoras, embora o clima continue a ser uma apreensão constante. “As plantações estão muito bonitas, mas temos preocupação com as chuvas que estão por vir”, disse o diretor da Copercampos.

Soder também destacou uma expectativa de produção superior à do ano passado, projetando uma colheita de até 400 mil toneladas, caso as condições climáticas permaneçam favoráveis. No entanto, reforçou que a colheita ainda está sujeita a variáveis com o volume e a duração das chuvas.

O coordenador da Divisão de Conjuntura do Departamento de Economia Rural do Paraná (DERAL – PR), Carlos Hugo Godinho, apresentou um contexto semelhante no estado, destacando mudanças significativas nas práticas de plantio. Ele explicou que, enquanto o sudoeste paranaense recebeu chuvas fortes em maio, a metade norte do estado enfrentou um severo déficit hídrico, ficando entre 40 e 45 dias sem precipitações durante junho. “Esse cenário resultou em produtividades alarmantemente baixas, com algumas regiões colhendo menos de 2 mil quilos por hectare”, resumiu.

Além disso, Godinho revelou que a previsão inicial de produção de 3,6 milhões de toneladas foi revisada para 2,6 milhões de toneladas em setembro, uma queda de 32% em relação às expectativas iniciais. “Mesmo com os preços reagindo, a maioria dos produtores deve ter prejuízo ou, no máximo, empatar os custos do trigo”, destacou. O coordenador também expressou preocupações futuras, especialmente relacionadas ao ciclo da soja e à incidência de pragas no milho, sugerindo que algumas áreas poderiam ser revertidas para o plantio de trigo, dependendo das condições climáticas e econômicas.

Estabilidade e otimismo no Cerrado

O presidente da Associação dos Triticultores do Estado de Minas Gerais (Atriemg), Eduardo Ellas Abrahim, abordou a situação crítica da produção no Cerrado. Ele destacou que, com 180 dias sem chuvas e temperaturas noturnas elevadas, a produção de trigo em Minas Gerais deve cair para cerca de 250 mil toneladas, uma redução de 50% em relação ao ano anterior, que alcançou 470 mil toneladas. “Tivemos lavouras que não se estabeleceram no trigo sequeiro, inclusive no Sul de Minas, que normalmente tem uma temperatura melhor, mas esse ano foi diferente”, afirmou.

Apesar da queda na produção, o preço do trigo em Minas Gerais se manteve estável, e algumas variedades, como o trigo branqueador, chegaram a ser negociadas por até R$ 1.600, impulsionadas pela demanda de moinhos específicos. O presidente da Atriemg expressou otimismo em relação ao próximo ciclo de plantio, com produtores já buscando informações sobre preços de sementes para a próxima safra.

Abrahim também traçou um comparativo com Goiás, que está vivenciando um crescimento expressivo na produção de trigo, superando a casa das 300 mil toneladas pela primeira vez. Ele destacou que essa expansão se deve, em grande parte, ao aumento das áreas irrigadas, enquanto Minas Gerais ainda depende predominantemente do trigo de sequeiro. “Embora o Distrito Federal e a Bahia apresentem produções menores, de 12 mil e 60 mil toneladas, respectivamente, a qualidade do trigo proveniente dessas regiões é notável”, informou.

Perspectiva de crescimento na safra paulista

O gerente de Suprimentos da Anaconda S.A., Nelson Montagna, apresentou um panorama positivo para a safra de trigo em São Paulo, com uma produção estimada em torno de 360 mil toneladas. Ele destacou que, até o momento, 80% a 90% da colheita já foi realizada, o que indica que a safra está praticamente concluída.” Apesar de enfrentar dificuldades climáticas no início do plantio, como a seca entre abril e maio, o clima se estabilizou, sem geadas ou excessos de chuva, resultando em uma safra normalizada”, definiu.

Montagna mencionou a tendência de crescimento na produção do estado ao longo dos anos, com números subindo de 140 mil toneladas em 2013 para uma estimativa de 320 mil neste ano, com potencial para alcançar meio milhão de toneladas no futuro. “Embora a chegada do trigo da Rússia em nossos portos apresente um desafio, a baixa qualidade do produto russo limita seu impacto no mercado”, finalizou.





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Aneel realiza reunião de emergência para solucionar falta de energia em São Paulo



Após três dias de instabilidade no fornecimento de energia em São Paulo, que ainda afeta 760 mil endereços, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realizou, no domingo (13), uma reunião de emergência com as principais concessionárias do estado.

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A reunião, realizada a pedido do Ministério de Minas e Energia (MME), visou traçar um plano de contingência para restabelecer a energia no estado, que foi duramente afetado por ventos fortes e temporais desde a última sexta-feira (11).

Setores afetados e ações em andamento

Os temporais que atingiram a região deixaram um rastro de destruição, causando a morte de sete pessoas e afetando serviços essenciais como o fornecimento de energia elétrica e água. Segundo a Enel, concessionária responsável por boa parte do fornecimento de energia no estado, cerca de 496 mil endereços na capital ainda estão sem luz, com os bairros Jabaquara, Campo Limpo e Pedreira sendo os mais impactados. Outras cidades como Cotia, São Bernardo do Campo e Taboão da Serra também registram problemas, somando milhares de consumidores sem energia.

Planos de contingência

Na reunião, a Aneel exigiu da Enel e de outras concessionárias um plano de ação emergencial. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, solicitou que o diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa Neto, apresente esse plano até a manhã de hoje (14), com o objetivo de acelerar o restabelecimento completo do serviço. O ministro também alertou para a possibilidade de abrir um processo de caducidade contra a Enel, o que poderia resultar na perda da concessão.

Reforço no atendimento

Além das medidas locais, o MME coordenou o envio de técnicos e equipamentos de outros estados para auxiliar na recuperação das redes elétricas. Empresas como Eletrobras e CPFL enviaram equipes para apoiar a Enel na reativação das áreas mais críticas.

Próximos passos

A expectativa é que o plano de ação emergencial, que será detalhado hoje em São Paulo, possa acelerar o retorno da energia para as áreas afetadas. Além disso, a Aneel continua monitorando a situação de perto, e o governo federal acompanha as ações de perto para garantir que a normalização dos serviços ocorra o mais rápido possível.



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AgroNewsPolítica & Agro

Soluções para o solo compactado


O setor agrícola enfrenta o dilema de perder seu principal ativo: o solo vivo




Soluções que promovam a regeneração do solo são cruciais
Soluções que promovam a regeneração do solo são cruciais – Foto: Nadia Borges

As mudanças climáticas e o manejo inadequado das terras têm causado impactos severos no Cerrado brasileiro e no Norte do Paraná, regiões que enfrentam chuvas irregulares e riscos de estiagens prolongadas. A desestruturação do solo e a perda de matéria orgânica comprometem a sustentabilidade das atividades agrícolas, ameaçando a produtividade a longo prazo.

A erosão do solo é uma das consequências mais graves da degradação ambiental. A remoção da cobertura vegetal, por desmatamento e queimadas, torna o solo vulnerável à ação da chuva e do vento, resultando na perda da camada superficial rica em nutrientes. Sem essa camada, a fertilidade do solo diminui, tornando-o menos produtivo e mais difícil de manejar.

O setor agrícola enfrenta o dilema de perder seu principal ativo: o solo vivo. Queimadas, altas temperaturas e a falta de chuvas prejudicam a estrutura do solo e sua capacidade produtiva. Um solo saudável é essencial para fornecer os nutrientes necessários ao desenvolvimento das plantas, assegurando a safra atual e as futuras.

Soluções que promovam a regeneração do solo são cruciais. A biotecnologia oferecida pelo Microgeo se destaca, com o Composto Líquido produzido pela Bioestação Microgeo (BEM), que reconstitui a estrutura do solo, recuperando a matéria orgânica e melhorando a retenção de água e nutrientes. O uso contínuo do Microgeo reestabelece o equilíbrio do microbioma do solo, aumentando sua resiliência contra adversidades climáticas.

Essa abordagem promove um ambiente saudável que sustenta a produção agrícola a longo prazo. Restaurar a biodiversidade do solo assegura a sustentabilidade das operações, preservando a produtividade e minimizando impactos ambientais negativos. A combinação de regeneração do solo e fortalecimento de sua estrutura é fundamental para enfrentar os desafios climáticos e garantir a viabilidade econômica das propriedades agrícolas.





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Morre Washington Olivetto, ícone da publicidade brasileira, aos 73 anos



O publicitário Washington Olivetto, um dos maiores nomes da publicidade brasileira, faleceu ontem, domingo (13), aos 73 anos. Ele estava internado no Hospital Copa Star, no Rio de Janeiro, há quase cinco meses. O hospital divulgou uma nota lamentando a perda, mas não forneceu mais detalhes a pedido da família.

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Reconhecido internacionalmente por sua criatividade e inovações no setor, Olivetto foi responsável por criar campanhas antológicas que marcaram a cultura popular brasileira, como “O Primeiro Sutiã a Gente Nunca Esquece”, da Valisère, e o icônico “Garoto Bombril”, estrelado por Carlos Moreno, que o colocou no Guinness Book como o garoto-propaganda mais longevo da história.

Além de seus feitos na publicidade, Olivetto teve um envolvimento significativo no futebol, sendo vice-presidente do Corinthians e um dos idealizadores da Democracia Corinthiana nos anos 1980.

Uma carreira brilhante e cheia de prêmios

Washington Olivetto nasceu em 29 de setembro de 1951, no bairro da Lapa, em São Paulo, e construiu uma carreira de enorme prestígio. Aos 19 anos, conquistou seu primeiro prêmio em Cannes, abrindo caminho para uma trajetória repleta de reconhecimento. Ao longo dos anos, Olivetto acumulou centenas de prêmios em festivais internacionais, consolidando-se como o principal rosto da publicidade brasileira no mundo.

Entre suas campanhas de maior sucesso, além de Valisère e Bombril, estão “Hitler”, para a Folha de S. Paulo, e o cachorro da Cofap, ambas destacadas como marcos da publicidade nacional.

Uma vida de histórias e desafios

Além de seus sucessos profissionais, Olivetto também viveu momentos dramáticos. Em 2001, foi vítima de um sequestro que durou 53 dias. O publicitário sempre evitou comentar o ocorrido, referindo-se ao episódio como “aquele evento” em entrevistas. Ele foi resgatado em 2002, após a ação de investigadores da Polícia Federal.

Nos últimos anos, Olivetto se mudou para Londres e mantinha um papel ativo na publicidade internacional. Em sua última entrevista, dada em janeiro de 2024, ele expressou preocupação com o estado atual da publicidade no Brasil, lamentando a falta de brilho nas campanhas recentes.

Washington Olivetto deixa um legado inestimável para o mundo da propaganda e para a cultura brasileira. Ele também deixa sua esposa Patrícia Viotti e três filhos, Homero, Antônia e Theo.



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confira as notícias que afetam o mercado hoje



Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas.

No morning call de hoje, o economista do PicPay, Igor Cadilhac, traz um resumo dos principais acontecimentos da semana passada, em que a continuidade das preocupações com o Oriente Médio e com as consequências do furacão Milton mantiveram a aversão ao risco elevada nos mercados.

Para mais conteúdos de Mercado Financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!



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Morre Ary Toledo, ícone do humor brasileiro, aos 87 anos



O humor brasileiro perdeu um de seus grandes ícones no último sábado (12). Ary Toledo, conhecido como o “maior contador de piadas do Brasil“, faleceu aos 87 anos, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. A notícia da sua morte gerou comoção em todo o país, principalmente entre amigos, colegas de trabalho e admiradores de sua vasta carreira no humor.

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Natural de Martinópolis, interior de São Paulo, Ary dedicou sua vida à arte de fazer rir. Com um repertório de mais de 65 mil piadas, o humorista se destacou em diversos palcos e programas de televisão. Seu estilo único, com piadas populares e causos engraçados, conquistou uma legião de fãs, tornando-o uma presença constante em programas de sucesso nas décadas de 80 e 90.

Carreira de sucesso no SBT

Ary Toledo tinha uma longa história com o SBT, emissora na qual consolidou sua carreira na televisão. A amizade com Sílvio Santos começou nos anos 60 e, em 1981, Ary iniciou suas participações no SBT, integrando o júri do Programa Raul Gil. Depois, passou por programas como o Show de Calouros, onde fez história com suas piadas e sua interação com o auditório, sempre pedindo mais aplausos de forma carismática.

Além do Show de Calouros, Ary participou de programas como A Praça é Nossa e Programa do Ratinho, e também lançou seu livro “Os Testículos de Ary Toledo” em 2013, durante uma participação no Programa Sílvio Santos.

Despedida emocionante

Em 2023, Ary foi homenageado no especial de 60 anos do Programa Sílvio Santos, emocionando o público e recebendo o carinho de colegas de trabalho e do público. Neste ano de 2024, o humorista gravou uma importante participação no documentário Sílvio Santos Vem Aí, previsto para estrear em dezembro.

Ary Toledo deixa um legado de mais de seis décadas dedicadas ao humor, e sua partida deixa um vazio na cultura popular brasileira. O SBT, a Família Abravanel e todo o público brasileiro se despedem do humorista com grande tristeza, mas com a certeza de que sua contribuição para o entretenimento nacional jamais será esquecida.



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AgroNewsPolítica & Agro

Boom de vendas em 2024


Crescimento passou dos 99%




A GreenCare lidera o mercado, com 35% de participação nas vendas de extrato de cannabis
A GreenCare lidera o mercado, com 35% de participação nas vendas de extrato de cannabis – Foto: Pixabay

O setor de cannabis medicinal no Brasil está crescendo rapidamente, impulsionado por investimentos em pesquisa científica e colaborações com universidades, hospitais e centros de pesquisa. Os extratos de cannabis, que incluem compostos como CBD e THC, alcançaram 41% de participação de mercado, com um aumento impressionante de 240% nos primeiros seis meses de 2024. Este segmento, que começou a ser comercializado em 2023, é dominado por empresas como GreenCare, Mantecorp e Biolab. Em contraste, o mercado de canabidiol isolado, que detinha 100% do mercado em 2022, agora representa 59% das vendas.

Nos últimos 12 meses, a soma dos mercados de extrato de cannabis e canabidiol isolado registrou um crescimento de 99,5% em unidades vendidas, dobrando o tamanho do mercado para 479,5 mil unidades e gerando um faturamento de 183 milhões de reais. Apenas no primeiro semestre de 2024, as vendas cresceram 87%, totalizando 263 mil unidades. Esses dados são da consultoria IQVIA, compilados pela Associação Brasileira da Indústria de Canabinoides (Brcann).

A GreenCare lidera o mercado, com 35% de participação nas vendas de extrato de cannabis e 16,5% no mercado total. A empresa se posicionou para competir com grandes farmacêuticas antes da regulamentação da Anvisa em 2019. Segundo o chairman Martim Mattos, essa visão foi crucial para seu sucesso.

Investindo em uma equipe de 71 consultores médicos, a GreenCare responde por 40% das prescrições médicas de extrato de cannabis no país. Além disso, é a principal apoiadora de pesquisas na área, com 14 estudos em instituições renomadas. Recentemente, a empresa anunciou investimentos significativos em um estudo clínico para registro de seus produtos na Anvisa, focando na transformação de seu portfólio em medicamentos com eficácia e qualidade comprovadas.
 





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Exportações do agro brasileiro batem recorde em setembro e alcançam US$ 14,19 bilhões



As exportações do agronegócio brasileiro atingiram um valor recorde de US$ 14,19 bilhões em setembro de 2024, registrando um aumento de 3,6% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Esse crescimento foi impulsionado pelo aumento no volume exportado, principalmente nos setores de carnes, açúcar e celulose, de acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (SCRI/Mapa).

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Setores de destaque

Os principais setores responsáveis pelo excelente desempenho foram o complexo soja, carnes, complexo sucroalcooleiro, produtos florestais, cereais, farinhas e café. Juntos, esses seis setores representaram 84,6% das exportações do agronegócio brasileiro.

O setor de carnes foi um dos que mais se destacou, com a carne bovina liderando as vendas externas, que somaram US$ 1,25 bilhão, um crescimento de 29,2% em relação a setembro de 2023. A exportação de carne bovina in natura também atingiu um recorde histórico, com 251,76 mil toneladas embarcadas, tendo a China como principal mercado comprador.

Outro setor que impulsionou as exportações foi o complexo sucroalcooleiro, com vendas de US$ 1,92 bilhão, um aumento de 6,4% em relação ao ano anterior. O açúcar foi o principal produto, respondendo por quase 95% das vendas desse setor, com embarques recordes de 3,47 milhões de toneladas.

Recordes no setor florestal e no café

Os produtos florestais também registraram forte desempenho, especialmente a celulose, que atingiu US$ 1,04 bilhão em exportações, estabelecendo um novo recorde para os meses de setembro. Os mercados mais industrializados foram os principais compradores desse produto.

O café verde também apresentou crescimento expressivo, com as vendas subindo de US$ 573,84 milhões em setembro de 2023 para US$ 1,07 bilhão em 2024, um aumento de 86,6%. O volume embarcado foi de 243,1 mil toneladas, estabelecendo um novo recorde para o setor.

Crescimento nos últimos 12 meses

Nos últimos doze meses, as exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 166,19 bilhões, o que representou uma elevação de 1,8% em comparação ao período anterior. Segundo o secretário Luis Rua, essa performance recorde é resultado da abertura de novos mercados e da crescente demanda por produtos brasileiros. “A abertura de mercados para novos produtos agropecuários tem sido um dos principais motores desse crescimento”, afirmou o secretário.



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AgroNewsPolítica & Agro

Exportações do agro brasileiro batem recorde


No mês de setembro, as exportações do agronegócio brasileiro atingiram cifra recorde, totalizando US$ 14,19 bilhões em vendas externas, um aumento de 3,6% em comparação ao mesmo período de 2023. Esse resultado positivo da balança comercial foi impulsionado, em grande parte, pelo aumento do volume exportado.

De acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (SCRI/Mapa), os principais setores exportadores foram o complexo soja, carnes, complexo sucroalcooleiro, produtos florestais, cereais, farinhas e preparações, além do café. Esses seis setores representaram 84,6% da pauta exportadora do agronegócio brasileiro. Na tarde desta quinta-feira (10), o secretário Luis Rua destacou que o valor recorde de setembro também é resultado da abertura de mercados realizada nos últimos meses para produtos agropecuários brasileiros. “Quando abrimos mercados para uma cadeia produtiva que eventualmente não exporta muito, criamos novas oportunidades e, assim, impulsionamos outros mercados,” afirmou o secretário, durante entrevista para jornalistas na sede do Mapa. 

PRODUTOS DESTAQUES 

As exportações de carnes tiveram grande destaque, com o setor bovino registrando o maior valor exportado pelo Brasil. Em setembro de 2024, as vendas externas de carne bovina alcançaram US$ 1,25 bilhão, um aumento de 29,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior. As exportações de carne bovina in natura também atingiram um recorde histórico de volume embarcado, com 251,76 mil toneladas (+29,1%). A China manteve-se como o principal mercado comprador da carne brasileira.

O complexo sucroalcooleiro exportou US$ 1,92 bilhão em setembro de 2024 (+6,4%). O principal produto desse setor foi o açúcar, responsável por quase 95% das vendas externas do complexo. Em setembro de 2024, os embarques de açúcar de cana em bruto atingiram um volume recorde de 3,47 milhões de toneladas (+25,9%) para os meses de setembro. Os produtos florestais, que incluem celulose, papel, e madeiras e suas obras, também registraram forte desempenho. A celulose foi o único produto do setor a atingir a marca de US$ 1 bilhão em vendas, com US$ 1,04 bilhão exportados, estabelecendo um novo recorde para os meses de setembro. Os mercados mais industrializados foram os principais importadores de celulose.

Outro destaque foi o café verde, com vendas externas que subiram de US$ 573,84 milhões em setembro de 2023 para US$ 1,07 bilhão em setembro de 2024 (+86,6%), cifra recorde para os meses de setembro. O volume embarcado também foi recorde, atingindo 243,1 mil toneladas comercializada.

RESULTADOS DE 12 MESES (SETEMBRO 2023/AGOSTO 2024) 

Nos últimos doze meses, entre outubro de 2023 e setembro de 2024, as exportações do agronegócio brasileiro alcançaram a cifra de US$ 166,19 bilhões, o que significou elevação de 1,8% em comparação aos US$ 163,19 bilhões exportados nos doze meses imediatamente anteriores. 





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Preços do boi gordo dispararam na semana e devem continuar assim, diz analista


O mercado de boi gordo se deparou com preços em alta no decorrer da semana. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo.

Isso porque a atual posição das escalas de abate segue na pior posição da atual temporada. “Além disso, o mercado está pautado por uma demanda extremamente aquecida, em especial para a exportação”.

As escalas de abate nesta semana giram em torno de sete dias úteis em todo o país. Contudo, em estados como São Paulo, não passam de cinco dias úteis.

Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do país estavam assim no dia 10 de outubro:

  • São Paulo (Capital): R$ 305, alta de 3,39% frente aos R$ 295 registrados na
    semana passada
  • Goiás (Goiânia): R$ 285, avanço de 5,56% perante os R$ 270 praticados na
    última semana
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 295, aumento de 3,51% frente aos R$ 285 registrados na semana anterior
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 300 a arroba, valorização de 5,26% frente aos R$ 285 praticados no final do mês passado
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 270, 8% acima dos R$ 250 da última semana
  • Rondônia (Vilhena): R$ 275, aumento de 3,77% em relação aos R$ 265 do final da semana passada

Mercado atacadista

O mercado atacadista registrou forte alta dos preços no decorrer da semana, confirmando as expectativas projetadas.

Além da demanda aquecida, Iglesias destaca que precisa ser mencionado o fato das indústrias se depararem com algum aperto em seus estoques, algo natural diante de uma oferta mais restrita de animais para o abate.

A carne bovina tende a perder competitividade no curto prazo, em especial para proteínas de menor valor agregado, a exemplo do ovo, embutidos e da carne de frango.

O quarto do traseiro do boi avançou 6,98% ao longo da semana, passando de R$ 21,50 o quilo para R$ 23 o quilo. O quarto do dianteiro subiu 9,09%, de R$ 16,50 para R$ 18.

Exportações de carne bovina

carne bovina - exportaçõescarne bovina - exportações
Foto: Wenderson Araujo/CNA

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil, renderam US$ 183,201 milhões em outubro (4 dias úteis), com média diária de US$ 45,8 milhões, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 39,866 mil toneladas, com média diária de 9,966 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.595,30.

Em relação a outubro de 2023, houve alta de 12,4% no valor médio diário da exportação, ganho de 12,4% na quantidade média diária exportada e estabilidade no preço médio.



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