segunda-feira, agosto 17, 2026

Autor: Redação

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Fórum de IA aborda inovação sustentável em Goiás



“Discutir a sustentabilidade energética na inteligência artificial é essencial”



“Discutir a sustentabilidade energética na inteligência artificial é essencial"
“Discutir a sustentabilidade energética na inteligência artificial é essencial” – Foto: Divulgação

A Campus Party Goiás (CPGoiás4), entre 27 de novembro e 1º de dezembro, receberá o primeiro Fórum do Marco Regulatório de Inteligência Artificial, abordando temas urgentes como sustentabilidade energética, educação e inovação. Em parceria com o Governo de Goiás, o fórum discutirá a importância de equilibrar a transformação digital com a preservação ambiental, reunindo especialistas para traçar diretrizes que integrem IA e sustentabilidade.

No dia 29, debates sobre o impacto da IA na geração e consumo de energia destacarão o painel “O Brasil pode ser protagonista no desenvolvimento de energias renováveis?”, com Ronaldo Lemos, Adriano da Rocha Lima e Igor Marchesini. Segundo Francesco Farruggia, presidente do Instituto Campus Party, é essencial buscar soluções que equilibrem inovação e preservação dos recursos naturais, pensando no futuro da tecnologia e do planeta.

O evento terá ainda oficinas na Sala do Futuro da IA, com o Cappra Institute e o ITS Rio, que trarão discussões sobre o desenvolvimento ético da IA. Em 30 de novembro, o painel “Inteligência Artificial na Educação” debaterá o impacto da IA no ensino, com a professora Débora Garofalo e representantes da educação em Goiás, explorando como a tecnologia pode transformar o aprendizado e a avaliação dos estudantes.

“Discutir a sustentabilidade energética na inteligência artificial é essencial para o futuro da tecnologia e do planeta. À medida que as aplicações de IA se expandem, o consumo de energia cresce na mesma proporção. É nosso dever buscar soluções que equilibrem inovação e preservação dos recursos naturais. No Fórum do Marco Regulatório de IA na Campus Party Goiás, queremos não só entender esses desafios, mas também traçar caminhos para um desenvolvimento mais consciente e sustentável da IA”, explica Francesco Farruggia, presidente do Instituto Campus Party.

 





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Inseticida amplia controle de pragas no setor sucroenergético



“A extensão da bula de Porcel fortalece o já robusto portfólio da companhia”



 Ele explicou ainda que o Porcel age na fase larval da broca
Ele explicou ainda que o Porcel age na fase larval da broca – Foto: Canva

O inseticida Porcel, da Albaugh, ampliou seu registro para incluir o combate à broca-da-cana (Diatraea saccharalis), além da cigarrinha-das-raízes (Mahanarva fimbriolata). A broca-da-cana é considerada uma das principais pragas da cana-de-açúcar, causando quebra dos colmos e permitindo a entrada de fungos que reduzem o rendimento da matéria-prima.

Nesse contexto, Nelson Azevedo, diretor de marketing da Albaugh, destaca que a extensão da bula fortalece o portfólio da empresa e amplia o espectro de controle de pragas importantes para a cana. Ele explicou ainda que o Porcel age na fase larval da broca, impedindo o desenvolvimento das pragas e reduzindo a postura de ovos e a fertilidade das fêmeas. O inseticida também se destaca pela carência de 30 dias, comparado aos 210 dias de outros produtos.

Com formulação mais amigável ao meio ambiente, o inseticida Porcel pode ser aplicado de forma terrestre ou aérea, proporcionando flexibilidade e economia de tempo aos produtores. A Albaugh, fundada em 1979, é uma empresa global com presença no Brasil e em diversos países, garantindo a qualidade e o fornecimento de soluções para o agronegócio.

“A extensão da bula de Porcel fortalece o já robusto portfólio da companhia e confere ao inseticida a condição de amplo espectro sobre pragas relevantes da cana-de-açúcar. Conta com registro para aplicação terrestre e aérea, devido à sua composição mais amigável, seletiva a polinizadores, Cotesia flavipes e outros inimigos naturais importantes de pragas da cana-de-açúcar”, conclui o diretor Azevedo.

 





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Empresas brasileiras estão presentes em feira internacional


A EIMA 2024, uma das maiores feiras de tecnologia agrícola do mundo, está acontecendo  em Bolonha, na Itália. O evento, considerado uma vitrine global para inovações no setor agro, contará com a participação de sete empresas brasileiras apoiadas pelo projeto Brazil Machinery Solutions (BMS). 

Esta iniciativa, fruto de uma parceria entre a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), visa fortalecer a imagem internacional das indústrias brasileiras e expandir suas oportunidades no competitivo mercado europeu.

Na EIMA 2024, empresas brasileiras como Globus, IBS Comex, Indústrias Colombo, J.Assy, Magnojet, São José Industrial e Vence Tudo apresentarão seus produtos para mais de 300 mil visitantes de 80 países, com o objetivo de fortalecer a imagem internacional e ampliar negócios na Europa. A EIMA, segunda maior feira agro da Europa, ocorrerá em Bolonha, com 1.700 expositores de 42 países e mais de 60 mil modelos de máquinas e equipamentos em exposição.

“A participação das fabricantes brasileiras de máquinas e equipamentos na EIMA 2024 reforça o papel fundamental que o Brasil desempenha no cenário global da tecnologia agrícola. A EIMA, uma das principais vitrines mundiais para as inovações no setor, oferece uma plataforma estratégica para que nossas empresas possam apresentar suas soluções avançadas, promovendo o desenvolvimento da cadeia produtiva agrícola”, comenta Paulo Guerra, Gerente de Relações Institucionais e Promoção Comercial da ABIMAQ.

A presença brasileira neste evento internacional destaca a competitividade e a capacidade de inovação das nossas indústrias, além de fortalecer parcerias globais e abrir novas oportunidades de negócios em mercados-chave como a Itália, o norte do continente africano e o leste europeu”, conclui.

 





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Imea mantém estimativa de produção em 45,54 milhões de toneladas



Área destinada ao cultivo do milho está estimada em 6,79 milhões de hc




Foto: Divulgação

A segunda estimativa de safra do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), indica a manutenção das projeções para a área plantada e produção de milho em Mato Grosso para o ciclo 2024/25. De acordo com o levantamento, a área destinada ao cultivo do milho está estimada em 6,79 milhões de hectares, refletindo as incertezas climáticas que impactaram a semeadura da soja e devem postergar sua colheita.

Atrasos na semeadura da soja estão entre os fatores que levaram o Imea a manter suas estimativas. Com a colheita da soja sendo adiada, espera-se que uma menor área de milho seja semeada dentro do período ideal, o que pode afetar o rendimento. Mesmo com a alta recente nos preços do milho, o Instituto destacou que as margens continuam apertadas para os produtores. Em algumas regiões, os preços futuros ainda não são suficientes para cobrir o custo operacional efetivo, o que gera apreensão no setor.

No que se refere à produtividade, o Imea manteve a projeção em 111,74 sacas por hectare. As condições climáticas, a possível incidência de pragas e doenças, além dos investimentos necessários em sementes e adubação, são apontados como fatores que podem impactar o rendimento final da safra. Diante desse cenário, a estimativa de produção de milho para Mato Grosso segue estável, com projeção de 45,54 milhões de toneladas para o ciclo.





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Lançada pelo Brasil, Aliança Global contra Fome tem adesão da Noruega


A Noruega aderiu nesta quinta-feira (7) à Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, iniciativa da presidência brasileira do G20 para canalizar recursos a programas e projetos para o enfrentamento a esses dois problemas persistentes no planeta.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), o país europeu já havia anunciado um aporte inicial de US$ 1 milhão para o programa.

“Estamos comprometidos em colaborar com a Aliança Global, apoiando financeiramente a mobilização de recursos nacionais e internacionais para promover a segurança alimentar”, destacou a ministra do Desenvolvimento Internacional da Noruega, Anne Beathe Tvinnereim, ao apresentar a Declaração de Compromisso que reforça o apoio à iniciativa.

Até o momento, 18 países, além da União Africana e da União Europeia, já aderiram formalmente à Aliança Global, por meio da apresentação, revisão e posterior ratificação de suas Declarações de Compromisso, segundo o MDS.

A expectativa é que todos os países do G20 e os convidados para a Cúpula de Líderes, que ocorrerá nos próximos dias 18 e 19, no Rio de Janeiro, confirmem a participação na Aliança. Bangladesh e Alemanha já oficializaram a adesão publicamente. Os demais países ainda não foram revelados.

Organismos multilaterais como a Organização dos Estados Americanos (OEA), o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), a Câmara de Comércio Internacional e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) também firmaram compromisso com a Aliança, bem como a Fundação Rockefeller, dos Estados Unidos.

Outros 29 países já submeteram e estão com suas Declarações de Compromisso em processo de revisão. Além disso, cerca de 66 países já manifestaram a intenção de aderir à Aliança Global.

O G20 é composto por 19 países (África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia) e dois órgãos regionais: a União Africana e a União Europeia.

Os membros do G20 representam cerca de 85% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, mais de 75% do comércio mundial e cerca de dois terços da população mundial. Trata-se do principal fórum de cooperação econômica mundial.

Como funciona o programa de combate à fome

Apesar de ter sido lançada no G20, a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza vai operar de forma independente ao longo dos próximos anos, com equipe própria, pelo menos até 2030.

O projeto atuará como uma espécie de intermediário neutro para a construção de parcerias de implementação de políticas, aproveitando um banco de dados unificado para países e doadores, agilizando a identificação de necessidades e oportunidades de conhecimento e financiamento.

A ideia é reduzir o tempo e os recursos necessários para identificar e engajar parceiros adequados, entre doadores e recebedores, bem como orientação para formulação de políticas públicas, como transferência de renda e outras estratégias de enfrentamento à fome e à pobreza. Segundo o governo brasileiro, a Aliança está aberta à adesão de países, instituições e organismos internacionais, entre outros, que compartilhem seus princípios.

Taxação dos super-ricos

investimento estrangeiro: notas de euro e dólarinvestimento estrangeiro: notas de euro e dólar
Foto: Pixabay

Segundo a edição mais recente do relatório Estado da Segurança Alimentar e da Nutrição no Mundo (Sofi), das Nações Unidas, cerca 733 milhões de pessoas estão em situação de subnutrição, o que equivale a uma em cada 11 pessoas no mundo.

Além da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, o governo brasileiro quer aprovar no G20 um imposto sobre detentores de grandes fortunas, que alcançaria cerca de 3 mil bilionários e super-ricos, que detêm uma fortuna estimada de US$ 15 trilhões. Estipulado em uma alíquota de 2%, o tributo poderia gerar uma arrecadação de US$ 250 bilhões a US$ 300 bilhões, algo como R$ 1,5 trilhão, nas estimativas do governo.



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balança comercial está negativa, mas cenário tende a virar



As importações de frutas pelo Brasil registraram elevado crescimento entre janeiro e agosto deste ano, chegando a até 88%, no caso da laranja, de acordo com o Sistema Comex/Stat e análise do Cepea.

Apesar das exportações seguirem em bons patamares, nos primeiros oito meses do ano foram registrados avanços nas aquisições internacionais do produto, deixando a balança comercial do setor negativa. Esse mesmo cenário só se repetiu três vezes desde 1997, quando a série histórica foi iniciada.

“Por conta da situação climática, de chuvas no Rio Grande do Sul, chuvas no Vale de São Francisco também, estiagem em São Paulo, sentimos que algumas frutas tiveram impacto na produção e também na qualidade e, por isso, passamos a importar mais frutas, como maçã, uva e até laranja. Nós, grandes produtores de laranja, estamos importando”, comenta a pesquisadora do Cepea Marcela Barbieri.

O Brasil costuma se destacar pela produção de frutas frescas, mas também aumentou as aquisições desse produto nos primeiros oito meses de 2024 ante ao mesmo período do ano passado:

  • Laranja: 88%;
  • Maçã: 76%;
  • Uva: 21%

Contudo, a pera, fruta que o Brasil tradicionalmente importa em grandes quantidades avançou apenas 3%.

A estimativa, com exceção da uva, é que as compras externas dessas frutas sigam crescendo nos próximos meses. Contudo, o Cepea aponta que, até o fim do ano, a balança comercial do segmento deve se recuperar.

“Isso por conta das exportações já positivas de manga, que é a principal fruta exportada pelo Brasil, fruta in natura, a gente está com boas exportações. Também estamos com boas exportações de melão e melancia. Esse segundo semestre está sendo muito bom em termos de exportação para frutas e a gente acredita que ele deve cobrir essas importações que estamos tendo até o momento. No entanto, ainda vai ser uma balança com um superávit menor do que em anos anteriores”.

Importações de frutas devem recuar

O alto volume de aquisições é um complemento à produção nacional, prejudicada pelos fenômenos naturais adversos dos últimos anos. Entretanto, a pesquisadora do Cepea avalia que, em 2025, as compras externas devem recuar, mas alerta que os produtores rurais precisam se adaptar às mudanças do clima.

“Pelo que temos visto das culturas que a gente acompanha, vai ter uma leve melhora pelo menos no ano que vem, mas esse impacto do clima tem sido cada vez mais recorrente e o produtor tem que ficar ligado em uma maneira de corrigir, contornar esses problemas”.



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Sem freio, arroba do boi chega a R$ 340 em São Paulo; veja cotações


O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar negociações acima da referência média em todo o país.

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, nesta quinta-feira (7), o grande destaque ficou a cargo de São Paulo, estado em que as negociações acontecem em até R$ 340 por arroba, a prazo.

As escalas de abate de boi gordo no geral estão apertadas, entre quatro e seis dias úteis na média nacional, exigindo uma postura agressiva da indústria frigorífica na compra de gado, em especial os frigoríficos habilitados a exportar.

“O resultado das exportações é bastante representativo, com um novo recorde em termos de volume estabelecido em outubro”, disse o analista da consultoria Fernando Henrique Iglesias.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 333,25
  • Goiás: R$ 322,14
  • Minas Gerais: R$ 322,94
  • Mato Grosso do Sul: R$ 324,20
  • Mato Grosso: R$ 313,45

Mercado atacadista

carne bovina - exportaçõescarne bovina - exportações
Foto: Wenderson Araujo/CNA

O mercado atacadista apresenta preços firmes, e o ambiente de negócios ainda sugere por reajustes no curto prazo, em linha com a entrada dos salários na economia.

As proteínas concorrentes tendem a ganhar espaço na mesa da população em função do encarecimento da carne bovina no varejo, em especial a carne de frango, assinalou Iglesias.

O quarto traseiro ainda é cotado a R$ 24,00 por quilo. Já o quarto dianteiro segue no patamar de R$ 19,50 por quilo. A ponta de agulha, por sua vez, ainda é cotada a R$ 18,20 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão estável, sendo negociado a R$ 5,6757 para venda e a R$ 5,6737 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6334 e a máxima de R$ 5,7229.



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a parceria estratégica entre Farmfront e Metzer na EIMA 2024



Acordo prevê o compartilhamento das respectivas redes de distribuição


Foto: Divulgação

No primeiro dia do evento em Bolonha, foi assinado um importante acordo de colaboração entre duas empresas especializadas na criação de sistemas de irrigação. O acordo prevê o compartilhamento das respectivas redes de distribuição para oferecer ao mercado uma linha completa de soluções tecnológicas.

O Grupo Farmfront, que reúne alguns dos principais fabricantes de motobombas, sistemas de pivô e enroladores de mangueira, e a empresa israelense Metzer, especializada no desenvolvimento de tecnologias avançadas de irrigação, assinaram hoje um acordo de colaboração comercial que reúne suas respectivas experiências industriais e redes de distribuição, para oferecer uma linha completa de produtos. O acordo entre o grupo industrial com sede em Milão e a empresa israelense – ambos presentes na EIMA International no pavilhão Hydrotech – foi assinado no dia de abertura da exposição em Bolonha, justamente para selar uma parceria estratégica, que os próprios fabricantes definem como pioneira. “O acordo prevê que Farmfront e Metzer compartilhem suas redes de distribuição para oferecer aos operadores do setor uma gama completa de produtos, desde sistemas de pivô até sistemas de gotejamento, que – como disse o CEO da Farmfront, Daniel Neves – podem satisfazer cada necessidade de cultivo, em todos os modelos de agricultura”. “É a primeira vez que uma empresa israelense e uma europeia no setor de irrigação criam uma cooperação comercial tão forte que, em comparação com outras iniciativas desse tipo, apresenta características absolutamente novas. Nosso objetivo – acrescentou Israel Cohen, CEO da Metzer – é oferecer aos clientes a solução tecnológica mais adequada, entre as incluídas em nosso “portfólio” comum de sistemas de irrigação, independentemente de ser uma tecnologia Metzer ou Farmfront”.

A parceria assinada na EIMA permitirá que a marca israelense fortaleça sua posição no mercado europeu e que o Grupo Farmfront amplie sua presença nos mercados da América Latina e da Ásia Central.


 





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veja as condições e as estimativas de produtividade


O decorrer da semana tem sido favorável para a semeadura e colheita de algumas culturas no Rio Grande do Sul, de acordo com boletim da Emater-RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (7).

Esse é o caso da soja, cujo plantio atinge 23% da área no estado. Na semana passada, eram 10% e em igual momento do ano passado, 13%. A média dos últimos cinco anos para o período é de 24%.

“Esse progresso foi favorecido pelas excelentes condições de umidade no solo na maioria das regiões do estado, além da finalização, em algumas propriedades, da colheita de cereais de inverno e do plantio do arroz”, diz o boletim.

Assim, as condições de umidade do solo permitiram o processo de semeadura com mínimo revolvimento e deposição uniforme das sementes. As lavouras implantadas entre 20 e 25 de outubro apresentam emergência uniforme, germinação de 5 a 7 dias e rápida emissão dos primeiros trifólios.

De acordo com a Emater-RS, em parte das regiões Sul e Campanha, as condições de plantio não foram favoráveis devido à recorrência de precipitações de altos volumes, mantendo a umidade excessivamente elevada em algumas áreas e atrasando o processo de preparo e implantação.

Contudo, as condições são inversas em parte da Fronteira Oeste e Vale do Jaguari, pois a sequência de dias com ventos constantes, baixa umidade relativa do ar e temperaturas elevadas reduziu a umidade no solo e dificultou a continuidade do plantio de maneira segura.

A área de cultivo projetada pela Emater-RS está estimada em 6.811.344 hectares, e a produtividade média está apontada em 3.179 kg/ha.

Plantio do feijão

As atividades de plantio do feijão estavam aceleradas nos últimos dias. Porém, em algumas regiões, apesar do bom desenvolvimento, foi reportado murcha de plantas nos horários mais quentes do dia, retornando à turgescência somente à noite.

Ainda assim, a produtividade da cultura não foi comprometida pelo pequeno estresse hídrico. Para a safra 2024/25 no estado, a área é de 28.896 hectares, com produtividade média estimada de 1.864 kg/ha.

Finalização do plantio de arroz

Arroz de terras altasArroz de terras altas
Foto: Sebastião Araújo

O plantio do arroz está no terço final no Rio Grande do Sul, conforme a Emater-RS. As chuvas esparsas favoreceram a intensificação da semeadura e dos tratos culturais nas lavouras estabelecidas.

Conforme o boletim do órgão, nesse período de precipitações reduzidas, os produtores aproveitaram para realizar as adubações e as aplicações de herbicidas com uso de tratores em função das condições ambientais propícias para o manejo adequado da cultura e para o acesso de máquinas nos talhões.

Com isso, nos primeiros dias de novembro, observou-se um aumento significativo na irrigação das lavouras, o que indica uma eficiente adaptação dos cultivos ao momento ideal de plantio, devendo maximizar a produtividade.

Em algumas localidades das regiões da Campanha e Sul, a ocorrência de chuvas em altos volumes suspenderam novamente o plantio em parte do período. O Instituto Rio Grandense de Arroz (IRGA) projeta área de 948.356 hectares cultivados. Já a Emater estima produtividade de 8.478 kg/ha.

Semeadura do milho

plantio de milho safrinha no Paranáplantio de milho safrinha no Paraná
Foto: Gilson Abreu/AEN

O plantio de milho atingiu 78% da área no Rio Grande do Sul. Segundo a Emater, na semana passada, eram 74%. Em igual momento do ano passado, 79%. A média dos últimos cinco anos para o período é de 76%.

Conforme o levantamento do órgão, a maioria das lavouras (85%) segue em fase de desenvolvimento vegetativo, e houve aumento nas áreas em florescimento (15%) e em início do enchimento de grãos em cultivos mais precoces, mas sem relevância estatística.

As condições de alta incidência de radiação solar durante o dia e de temperaturas amenas à noite favoreceram a cultura, mantendo a expectativa de produtividade elevada. Pontualmente, observa-se um leve déficit hídrico nas lavouras situadas em solos mais drenados, como encostas, ou em regiões com maior intervalo entre as precipitações.

“No entanto, esse déficit não tem causado prejuízos significativos ao potencial produtivo, embora seja perceptível uma perda temporária de turgescência em áreas não irrigadas”, diz o boletim da Emater-RS.

As lavouras responderam bem aos manejos realizados, como a aplicação de nitrogênio em cobertura e a manutenção de plantas daninhas em baixas populações. O início da fase reprodutiva requer atenção ao manejo fitossanitário, sendo um estádio sensível.

A cigarrinhado-milho (Dalbulus maidis), principal praga da cultura, permanece controlada em todo o estado. Para a safra 2024/25, a Emater-RS estima o cultivo de 748.511 hectares e produtividade média de 7.116 kg/ha.



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Soja tem dia com negócios pontuais no Brasil; leia a análise completa



Os negócios com soja no Brasil foram pontuais nesta quinta-feira (7). O porto de Rio Grande foi uma das exceções, com bons lotes movimentados. Os preços ficaram firmes no porto, favorecidos pela valorização de Chicago. Ainda assim, no geral, foram poucas indicações no dia.

Segundo a Safras & Mercado, várias tradings estão fechando, ou quase fechando, o programa do ano. Embora as cotações no mercado interno estejam fortalecidas, quem tem soja disponível está segurando o produto à espera de melhores preços.

Preços no país

  • Passo Fundo (RS): R$ 137, aumento de R$ 2
  • Missões (RS): R$ 136, aumento de R$ 2
  • Rio Grande (RS – Porto): R$ 145, aumento de R$ 2
  • Cascavel (PR): R$ 139, aumento de R$ 1
  • Paranaguá (PR – Porto): R$ 146, aumento de R$ 3
  • Rondonópolis (MT): R$ 154, aumento de R$ 2
  • Dourados (MS): R$ 140
  • Rio Verde (GO): R$ 138, aumento de R$ 3

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira em forte alta, liderados pelos ganhos superiores a 4% do óleo. Informações de menor produção de óleo de palma na Malásia e o aumento na demanda da Indonésia impulsionaram as cotações do óleo.

Além disso, há a expectativa de que a vitória de Donald Trump resultará em tarifas adicionais ao óleo recuperado da China, com maior demanda doméstica nos Estados Unidos para fabricação de biodiesel.

A alta do óleo ajudou na recuperação do grão, também respaldada pela boa demanda por grãos americanos. As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2024/25, com início em 1º de setembro, somaram 2.037.200 toneladas na semana encerrada em 31 de outubro. Analistas esperavam exportações entre 1,2 milhão e 2,2 milhões de toneladas.

USDA

O relatório mensal de novembro do USDA, que traz as estimativas para a oferta e demanda mundial de soja, será divulgado nesta sexta-feira (8), às 14h. Para a safra e os estoques finais de soja dos EUA em 2024/25, espera-se uma estimativa de 535 milhões de bushels, abaixo dos 550 milhões previstos em outubro.

Em relação à produção, a previsão é de uma safra de 4,553 bilhões de bushels, inferior aos 4,582 bilhões projetados no mês passado. Para os estoques globais finais de soja em 2024/25, estima-se um número de 134 milhões de toneladas, levemente abaixo dos 134,7 milhões de outubro. Já os estoques finais globais de soja em 2023/24 devem ficar em torno de 112,3 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo dos 112,4 milhões do mês anterior.

No que diz respeito à China, as importações de soja no mês de outubro somaram 8,09 milhões de toneladas, um aumento de 56% em relação ao mesmo mês de 2023. No acumulado de 2024, as importações chinesas atingiram 89,94 milhões de toneladas, representando um avanço de 11,2% sobre o ano passado.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja com entrega em janeiro fecharam com alta de 22,50 centavos de dólar, ou 2,24%, a US$ 10,26 1/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 10,37 1/2 por bushel, com ganho de 22,75 centavos, ou 2,24%.

Nos subprodutos, o farelo de soja com vencimento em dezembro fechou com alta de US$ 0,10, ou 0,03%, a US$ 298,50 por tonelada. O óleo de soja, com vencimento em dezembro, fechou a 48,32 centavos de dólar, com alta de 1,98 centavo, ou 4,27%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão estável, sendo negociado a R$ 5,6757 para venda e a R$ 5,6737 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6334 e a máxima de R$ 5,7229.



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