sexta-feira, março 13, 2026

Autor: Redação

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Com palmito pupunha, São Paulo chega a 12 Indicações Geográficas no estado


palmito
Foto: divulgação/Secretaria de Agricultura e Abastecimento

São Paulo soma 12 Indicações Geográficas (IGs), sendo nove ligadas ao agro, e se destaca nacionalmente com o reconhecimento da IG do palmito pupunha do Vale do Ribeira, que valoriza a identidade territorial de 22 municípios e o trabalho de cerca de 1.800 famílias produtoras e 70 agroindústrias.

O registro posiciona São Paulo entre os principais polos do país, reconhecendo o trabalho da Associação dos Produtores de Pupunha do Vale do Ribeira (Apuvale).

Para o ex-presidente e atual diretor de marketing da Apuvale, Claudio de Andrade e Silva, a certificação representa um marco para o desenvolvimento regional.

“É a única indicação de procedência para palmito no mundo e a ratificação de um trabalho de longo prazo para uma cultura que transformou a produção local. Antes, predominava o extrativismo predatório da palmeira juçara; hoje, há manejo agrícola de uma espécie promissora, a pupunheira”, afirmou.

A certificação contempla o palmito in natura e processado. Com o registro, o produto poderá ser comercializado em diferentes formatos, como: tolete, rodelas, estirpe, picado, bandas, espaguete, entre outros, desde que atendam aos critérios estabelecidos em legislação específica.

“A IG trará mais credibilidade e confiança ao produtor, expandindo nossas possibilidades comerciais. É um avanço para toda a cadeia produtiva”, destacou o produtor, Jefferson Souza.

Cenário estadual

Extraído do interior da haste de palmeiras como pupunha, juçara e palmeira-real, o palmito é o miolo macio e comestível que tornou São Paulo referência nacional na cadeia produtiva. O Vale do Ribeira concentra cerca de 80% do cultivo estadual, o que representa aproximadamente 7 mil hectares.

O engenheiro agrônomo, da Diretoria de Assistência Técnica Integral (Cati), Rogério Sakai, destaca as condições ideais que fizeram da região um polo produtivo.

“O cultivo do palmito pupunha é feito em sua maioria por pequenos e médios produtores. Os plantios são em sua maioria em terras altas, com terreno levemente ondulado e sem a necessidade de irrigação, devido as chuvas bem distribuídas durante o ano, favorecendo o desenvolvimento da planta”, esclareceu o engenheiro agrônomo, Rogério Sakai.

Exploração e ameaça

A exploração ilegal da juçara palmeira nativa da Mata Atlântica ainda representa uma ameaça ambiental e econômica, especialmente em unidades de conservação.

“No passado, a região explorava o palmito juçara. Com a proibição, as fábricas migraram para a pupunha, porque já tinham expertise no processamento. Como a pupunheira perfilha, os produtores aderiram ao cultivo”, acrescentou Sakai.

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Falta 1 mês para a Abertura Nacional da Colheita da Soja; inscreva-se gratuitamente!


Fazenda Alto da Serra

Faltam apenas 30 dias para o evento que dá abertura aos trabalhos de abertura da colheita da soja safra 2025/26. E você, já sabia que as inscrições já estão abertas para a Abertura Nacional da Colheita da Soja 2025/26? O encontro será realizado no dia 30 de janeiro de 2026, a partir das 8h,na Fazenda Alto da Serra, do Grupo Wink, em Porto Nacional (TO). Para se inscrever, basta acessar o link.

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Para a presidente da Aprosoja do estado anfitrião, Caroline Schneider, sediar a abertura nacional representa um marco para o Tocantins e para o setor produtivo. ”O estado do Tocantins se consolidou como um exemplo de produtividade, sustentabilidade e integração entre o campo e a cidade. Receber a abertura nacional reconhece o trabalho dos produtores rurais que impulsionam o desenvolvimento econômico e social do país”, destaca a presidente.

O presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, também ressalta a relevância do Tocantins na produção de soja e milho. Segundo ele, a cada safra o estado avança e se fortalece como referência em tecnologia, gestão e sustentabilidade no campo, contribuindo de forma estratégica para o crescimento do agronegócio nacional.

Não fique de fora do evento!

A programação será transmitida ao vivo pelo Canal Rural e pelas redes sociais a partir das 9h, permitindo que produtores e o público de todas as regiões acompanhem o início simbólico da colheita. A realização é do Canal Rural e da Aprosoja Brasil, com apoio da Aprosoja Tocantins e do Grupo Wink.

Entre os convidados, está o economista e biólogo Richard Rasmussen, que participará de um dos painéis, além de autoridades políticas que irão debater as políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do estado.

Com o tema “Onde a soja cresce, a transformação acontece”, a Abertura Nacional da Colheita da Soja 2025/26 reforça o protagonismo da cultura da soja e celebra o início de mais uma safra essencial para o agro brasileiro.

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8 estados concluem a semeadura de soja no Brasil, que atinge 97,9% de área; saiba quais


Reprodução Canal Rural

A semeadura de soja no Brasil atingiu 97,9% da área prevista para a safra 2025/26, de acordo com o mais recente boletim divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O índice representa um avanço de 0,3 ponto porcentual em relação à semana anterior, quando o plantio estava em 97,6%.

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Na comparação com o mesmo período da safra 2024/25, quando 98,2% da área já havia sido semeada, os trabalhos apresentam um leve atraso de 0,3 ponto porcentual. Ainda assim, o desempenho atual segue acima da média dos últimos cinco anos, estimada em 96,7%, indicando bom ritmo dos trabalhos no campo.

Plantio de soja por região do Brasil

Regionalmente, a semeadura já foi concluída em oito estados. O plantio alcançou 100% da área prevista em Tocantins, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Goiás, Minas Gerais e Paraná, refletindo condições favoráveis e avanço consistente das operações nessas regiões.

Entre os demais estados produtores, o Piauí registra 98% da área semeada, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 96%, e por Santa Catarina, com 94%. O Maranhão apresenta o menor percentual até o momento, com 60% do plantio concluído.

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Leite: Preço ao produtor mantém movimento de queda em novembro, diz Cepea


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Foto: Pixabay

Parece notícia repetida, mas não é. O valor do leite pago ao produtor caiu pelo oitavo mês seguido, segundo boletim divulgado nesta segunda-feira (29) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Em novembro, o preço fechou com média de R$ 2,1122/litro, um recuo de 8,31% frente à outubro. Na comparação com o mesmo período de 2024, a queda foi de 23,3%.

A pesquisa do Cepea, que considera os valores deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em novembro de 2025, mostra também que os preços acumulam queda real de 21,2% na parcial deste ano. O que explica o cenário, de acordo com o centro de estudos, é o elevado abastecimento do mercado.

A projeção do Cepea indica que o ano deve terminar com aumento médio de 7% na captação industrial, atingindo recorde de 27,14 bilhões de litros. Entre os motivos estão os investimentos realizados em 2024 e o clima mais favorável ao longo deste ano, favorecendo a produção de leite cru. Enquanto o movimento estimulou a produção nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, a queda típica no Sul nesta época do ano foi limitada.

De outubro para novembro, o índice de captação de leite subiu 1,61% na Média Brasil, acumulando alta de 15,9% na parcial do ano. Mas a oferta de lácteos não ocorre somente por causa da produção elevada no campo.

Importações seguem aquecidas

Conforme a análise do Cepea, a disponibilidade de lácteos no mercado interno também vem sendo reforçada pelas importações, que apesar da queda de 14,8% em novembro, seguem em níveis elevados. Na parcial de 2025, foram internalizados quase 2,05 bilhões de litros em equivalente leite (Eql), 4,8% a menos que o comprado no mesmo período de 2024. Porém, a pesquisa lembra as importações bateram recorde no ano passado.

Outro ponto de destaque é que as exportações caíram 33% na comparação anual, somando 62,4 milhões de litros Eql na parcial deste ano.

A partir desse cenário, agentes de mercado relatam alta considerável de estoques de lácteos, tanto na indústria quanto nos canais de distribuição. O resultado se traduz em pressão nas negociações de derivados, o que acaba comprimindo as margens da indústria. Produtos como queijo muçarela (-3,7%), leite UHT (11,1%) e leite em pó (-2,9%) negociados no atacado paulista registraram desvalorização em novembro.

Preço cai, custos sobem

Com o repasse das quedas dos lácteos ao valor do leite cru, a receita do produtor segue pressionada. Ao mesmo tempo, os custos de produção mantêm trajetória de alta, segundo o Cepea. Apesar da leve queda de 0,63% no preço da ração em novembro, o custo operacional efetivo (COE) avançou 0,22%, puxado pela valorização de outros insumos da atividade. O movimento limita qualquer alívio no caixa do produtor.

O aumento do preço do milho também reduziu o poder de compra. Em outubro, foram necessários 28,4 litros de leite para adquirir uma saca de 60 quilos do grão, alta de 7,1% frente a setembro e de 2,3% em relação à média dos últimos 12 meses, de 27,8 litros.

Para o Cepea, os números reforçam um cenário de perda de rentabilidade no campo e de maior cautela nos investimentos. A tendência é de desaceleração gradual da produção ao longo dos próximos meses.

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Queijos lideram alta de preços no Sudeste em novembro, aponta levantamento


Foto: Pixabay.
Foto: Pixabay.

Os preços dos alimentos apresentaram comportamentos distintos em novembro no Brasil. Enquanto os queijos registraram alta no preço médio nacional, itens como leite UHT e arroz apresentaram recuo.

Os dados constam do estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, elaborado pela Neogrid, empresa de tecnologia e inteligência de dados para a cadeia de consumo.

De acordo com o levantamento, o preço médio dos queijos subiu 21,2% no país em novembro, com aumento em todas as regiões. No mesmo período, o leite UHT teve queda de 4,9% e o arroz recuou 3,0%, configurando as maiores reduções entre os itens analisados.

Movimentos de alta e queda no mês

Além dos queijos, outras categorias apresentaram elevação nos preços médios em novembro. Os legumes tiveram alta de 3,1%, assim como o sal, enquanto o óleo avançou 2,5%. Segundo o estudo, o óleo apresentou aumento em todas as regiões brasileiras.

Por outro lado, alguns produtos contribuíram para conter a inflação dos alimentos no mês. O café em pó e em grãos registrou queda de 1,5%, o açúcar recuou 1,4% e os ovos apresentaram redução de 1,2% no preço médio nacional.

No cenário macroeconômico, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,18% em novembro de 2025.

Para a líder de Dados Estratégicos da Neogrid, Anna Carolina Fercher, parte das altas está relacionada a fatores estruturais da cadeia produtiva. “Categorias como óleo e queijos, que performaram com elevação de preço em todas as regiões do País em novembro, tendem a levar mais tempo para se estabilizar ou recuar, dependendo da normalização dos estoques e dos custos de matéria-prima”, afirma.

No acumulado entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, o café em pó e em grãos segue como o item com maior aumento no preço médio nacional, com alta de 42,1%. Na sequência aparecem os queijos, com elevação de 12,3%, margarina (11,2%), creme dental (10%) e refrigerantes (5,7%).

Sudeste registra maior pressão dos queijos

Na região Sudeste, os queijos lideraram as altas em novembro, com aumento de 24,3%. Em seguida aparecem legumes (5,5%), bovinos (3,3%), sal (3,1%) e óleo (2,8%).

Entre as principais quedas na região estão o leite UHT, com recuo de 6,5%, sabão para roupas (-3,5%), arroz (-2,8%), leite em pó (-2,1%) e açúcar (-1,1%).

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Etanol é mais competitivo em relação à gasolina apenas em um estado brasileiro


Alíquota única de ICMS para gasolina e etanol passa a valer a partir de hoje, combustíveis
Foto: José Cruz/Agência Brasil

O etanol mostrou-se mais competitivo em relação à gasolina em apenas um estado na semana de 21 a 27 de dezembro. Na média dos postos pesquisados no país, o etanol tinha paridade de 72,03% ante a gasolina no período, portanto desfavorável em comparação com o derivado do petróleo, conforme levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilado pelo AE-Taxas.

Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado. O etanol é mais competitivo em relação à gasolina apenas em Mato Grosso do Sul, onde o litro vale R$ 4 e a paridade é de 67,23%. 

Preço do etanol sobe em 19 estados e no Distrito Federal

Nesse mesmo período, os preços médios do etanol hidratado subiram em 19 estados e no Distrito Federal (DF), caíram em outros 3 e ficaram estáveis em 3. No Acre não houve medição na semana anterior e não foi possível uma base de comparação.

Nos postos pesquisados pela ANP em todo o país, o preço médio do etanol subiu 1,36% na comparação com a semana anterior, a R$ 4,48 o litro. Em São Paulo, principal estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, o preço subiu 1,42% na comparação semanal, a R$ 4,28 o litro. A maior alta percentual na semana, de 4,15%, foi registrada na Bahia, a R$ 4,77 o litro. A maior queda, de 0,85%, ocorreu no Maranhão, para R$ 4,66 o litro.

O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,59 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,49, foi observado em Pernambuco. Já o menor preço médio estadual, de R$ 4,00, foi registrado em Mato Grosso do Sul, enquanto o maior preço médio foi verificado no Acre, de R$ 5,99 o litro.

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AgroNewsPolítica & Agro

Demanda sazonal pressiona mercado global de fertilizantes



As vendas de ureia ao consumidor final na Índia avançam


As vendas de ureia ao consumidor final na Índia avançam
As vendas de ureia ao consumidor final na Índia avançam – Foto: Canva

O mercado global de fertilizantes atravessa um período de forte movimentação, marcado por picos sazonais de consumo e por estratégias governamentais voltadas à segurança de suprimento. Segundo a AMR Business Intelligence, a demanda elevada em um dos principais mercados consumidores tem alterado o ritmo de vendas, estoques e decisões de importação, ao mesmo tempo em que acordos internacionais ganham peso no planejamento de médio prazo.

As vendas de ureia ao consumidor final na Índia avançam para alcançar quase 6 milhões de toneladas em dezembro, volume que pode configurar um novo recorde mensal, impulsionado pela demanda típica da safra de inverno, conhecida como rabi. O ritmo acelerado de escoamento reduziu os estoques domésticos de 7,1 milhões para 6,3 milhões de toneladas em apenas duas semanas. Esse movimento levou a estatal NFL a antecipar uma licitação de importação para a compra de 1,5 milhão de toneladas, com encerramento previsto para 2 de janeiro. No acumulado do ano, o país, que figura como o maior importador global do insumo, já adquiriu 9,23 milhões de toneladas por meio de leilões internacionais.

Paralelamente, a política externa indiana reforça o papel estratégico dos fertilizantes. O primeiro-ministro Narendra Modi propôs dobrar o fluxo comercial bilateral com a Jordânia para US$ 5 bilhões em cinco anos, colocando o setor como um dos eixos centrais da cooperação, ao lado de energia e defesa. Em encontros de alto nível que contaram com a participação do rei Abdullah II, foram discutidos investimentos na indústria jordaniana para garantir o fornecimento estável de fosfatados à Índia. A iniciativa busca reduzir riscos de oferta em períodos de pico das safras e consolidar um corredor econômico entre o Sul da Ásia e o Oriente Médio.

 





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Agro lidera alta de renda no Brasil e impulsiona recordes do mercado de trabalho, aponta IBGE


trabalhador rural
Foto: Adobe Stock

O setor de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura foi o destaque positivo do mercado de trabalho brasileiro no trimestre encerrado em novembro de 2025. Segundo dados divulgados pelo IBGE, esse grupamento registrou o maior aumento do rendimento médio mensal real em relação ao mesmo período de 2024, com alta de 7,3%, o que representa um ganho de R$ 154 no salário médio dos trabalhadores do setor.

O avanço da renda no agro ocorre em um cenário amplamente favorável para o mercado de trabalho nacional. A taxa de desocupação caiu para 5,2%, a menor da série histórica iniciada em 2012, recuando tanto na comparação trimestral quanto no acumulado de um ano.

Desemprego e ocupação em níveis recordes

O número de pessoas desocupadas caiu para 5,6 milhões, o menor contingente já registrado, com redução de 14,9% em um ano. Em contrapartida, a população ocupada alcançou 103 milhões de pessoas, recorde da série histórica, com crescimento de 1,1 milhão de trabalhadores em relação ao mesmo trimestre de 2024.

O nível de ocupação, que mede o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, chegou a 59,0%, também o maior já observado pelo IBGE.

Renda do trabalho bate novo recorde

Além do desempenho expressivo do agro, o rendimento médio real habitual de todos os trabalhos atingiu R$ 3.574, o maior valor da série histórica, com alta de 4,5% em um ano. A massa de rendimentos, que soma tudo o que os trabalhadores recebem, chegou a R$ 363,7 bilhões, outro recorde, crescendo 5,8% no período.

Na comparação anual, além do agro, também apresentaram aumento significativo de renda os setores de Construção, Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Administração pública e Serviços domésticos.

Informalidade e subutilização em queda

O levantamento mostra ainda que a taxa de informalidade caiu para 37,7%, abaixo do observado no mesmo período do ano passado. Já a taxa composta de subutilização, que inclui desempregados, subocupados e pessoas disponíveis para trabalhar, recuou para 13,5%, o menor nível da série histórica.

Para o IBGE, os dados refletem um mercado de trabalho aquecido, com avanço consistente da renda, especialmente em setores ligados à produção e à economia real, como o agro, que segue ganhando protagonismo na geração de renda e emprego no país.

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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Suinocultura independente mantém estabilidade em MG e SC e segue atenta ao…


As bolsas estaduais entram em recesso, mantendo as referências atuais até o início de 2026

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Os preços dos suínos seguem majoritariamente estáveis nos principais polos produtores nesta terceira semana de dezembro.Com semanas encurtadas, negociações pontuais e foco já voltado para janeiro, as bolsas estaduais entram em recesso, mantendo as referências atuais até o início de 2026.

No mercado mineiro, os preços dos animais seguem com estabilidade nesta terceira semana de dezembro e o valor segue ao redor de  R$ 8,50/kg, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg).

“Estabilidade proforma: o número fecha igual, mas o mercado segue negociado no detalhe e de olho em janeiro. Semanas curtas e ofertas ansiosas abrem espaço para vários movimentos”, informou Alvimar Jalles, Consultor de Mercado em Minas Gerais.

Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), os preços dos suínos registraram uma leve baixa de 0,82%, na qual passaram de R$ 8,57/kg para os atuais R$ 8,50/kg. 

De acordo com o presidente da ACCS, Losivânio de Lorenzi, a cotação apresentou uma pequena queda, movimento que ele classifica como um “rearranjo natural” de mercado. O ajuste busca alinhar os preços à realidade atual da oferta e demanda.

“Entramos dentro de uma realidade daquilo que acredito que realmente vai ficar agora. Tivemos uma pequena queda, mas é um rearranjo de mercado. Acreditamos que os preços devem se manter nesse patamar até o dia 8 de janeiro”, afirmou Lorenzi.

A Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS) realizou a última reunião de negociação da Bolsa de Suínos de 2025. O encontro definiu os parâmetros que nortearão o mercado independente até o início do próximo ano, visto que as atividades da bolsa entram em recesso, retornando apenas no dia 8 de janeiro.

No estado de São Paulo, a última bolsa realizada ocorreu na quinta-feira passada, conforme dados da APCS (Associação Paulista de Criadores de Suínos), com o preço fixado em R$ 9,33 por arroba.

Considerando a média semanal (entre os dias 11/12/2025 a 17/12/2025), o Indicador do Preço do Kg vivo do Suíno LAPESUI/UFPR teve queda de 3,70%, fechando a semana em R$ 8,36.

No comparativo mensal das médias semanais, o preço do kg/vivo do suíno no Paraná apresentou queda de 0,43% em relação à semana do dia 19/11/2025.





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Questionar o Banco Central é abrir a porta à instabilidade


juros câmbio
Foto: Agência Senado

Confesso que acompanhei com espanto a iniciativa do Supremo Tribunal Federal, na figura do ministro Dias Toffoli, de convocar uma acareação envolvendo a liquidação do Banco Master, o BRB e do Banco Central do Brasil. Não é um espanto ideológico, nem partidário. É técnico, institucional e, acima de tudo, econômico.

O Banco Central brasileiro tem autonomia legal e constitucional justamente para tomar decisões difíceis. Liquidação bancária não é algo que se faz por vontade política, muito menos por conveniência. É uma medida extrema, usada quando não há mais alternativas, para proteger o sistema financeiro e evitar contágio. Quem acompanha o mercado sabe: não agir costuma custar muito mais caro do que agir.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

No caso do Banco Master, o custo foi alto: cerca de R$ 41 bilhões, arcados pelo Fundo Garantidor de Créditos. É um número que assusta, gera desconforto e naturalmente provoca pressão política. Mas é preciso deixar algo muito claro: custo alto não é sinônimo de erro. Em crises financeiras, a omissão quase sempre cobra uma conta maior no futuro.

E há um exemplo histórico inegável que deveria servir de alerta aos juristas brasileiros. Em 15 de setembro de 2008, o governo dos Estados Unidos decidiu não intervir e deixou o Lehman Brothers quebrar. A decisão foi tratada, à época, como um gesto de disciplina de mercado. O efeito foi exatamente o oposto: ali teve início a maior crise financeira desde 1929. Uma crise cujos reflexos perduram até hoje, com crescimento global fraco, endividamento recorde, distorções nos juros e instabilidade permanente no sistema financeiro internacional. Uma única ação mal conduzida, ou a ausência dela, foi suficiente para contaminar toda a economia mundial.

É por isso que me preocupa profundamente o sinal emitido pela iniciativa do STF. O ministro Toffoli sabe, melhor do que ninguém, que o Supremo não deve substituir o Banco Central em decisões técnicas. Questionar o mérito de uma liquidação bancária é abrir uma porta perigosa: a de submeter decisões prudenciais à lógica política ou à revisão judicial tardia.

Quando isso acontece, o dano vai muito além do caso concreto. O principal ativo de um Banco Central é a credibilidade. E a credibilidade não se reconstrói por decreto. Ela sustenta:

  • o nível do risco-país;
  • o custo da dívida pública;
  • a confiança de investidores;
  • e a avaliação das agências de rating.

O cenário se torna ainda mais preocupante quando essa acareação ocorre em meio a tentativas de CPI no Congresso e investigações paralelas. O efeito combinado é um só: desgaste institucional. Não se fortalece a economia enfraquecendo quem tem o dever de protegê-la.

Qual é o objetivo final dessa acareação?

Se for apenas confirmar que o Banco Central agiu corretamente, o método escolhido é equivocado e desnecessariamente ruidoso.
Se for abrir espaço para questionar sua autonomia, o risco institucional é sério, e o custo pode ser alto demais.

Um Banco Central que passa a decidir olhando para o retrovisor, com receio de revisões políticas ou judiciais, perde agilidade. E em crises financeiras, o atraso custa bilhões.

O Brasil levou décadas para construir um Banco Central respeitado, previsível e tecnicamente sólido. Colocar essa autonomia em dúvida, mesmo que de forma indireta, é brincar com um pilar central da economia.

E quando esse pilar se enfraquece, a conta não fica no STF, nem no Banco Central.
Ela recai sobre toda a sociedade brasileira.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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