terça-feira, março 10, 2026

Autor: Redação

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Bunge e Mantiqueira fecham acordo para fornecimento de farelo de soja; saiba mais


grãos, agricultores
Foto: Fabio Scremin/APPA

A Bunge e a Mantiqueira Brasil firmaram um acordo comercial para o fornecimento de 12 mil toneladas de farelo de soja 100% rastreável e com menor pegada de carbono, em uma iniciativa voltada à promoção da agricultura regenerativa no Brasil.

O insumo será utilizado na produção de ração para as aves poedeiras das unidades produtivas da Mantiqueira, explicou a companhia em nota.

Segundo as empresas, o farelo é originado de fazendas que adotam práticas sustentáveis voltadas à melhoria da saúde do solo, da biodiversidade e ao aumento dos estoques de carbono.

A transação integra a estratégia da Bunge de conectar a produção sustentável de grãos à demanda de clientes que buscam reduzir emissões e ampliar a rastreabilidade de suas cadeias de suprimentos.

A parceria inclui o monitoramento da pegada de carbono do produto por meio de uma plataforma blockchain, que consolida informações desde a fazenda até o destino final. De acordo com a Bunge, a pegada de carbono do farelo fornecido é estimada entre 40% e 70% menor do que a média brasileira, considerando metodologias de mercado como EcoInvent, GFLI e AgriFootprint.

O indicador adotado é auditado por terceira parte e utiliza dados primários coletados nas fazendas participantes do Programa de Agricultura Regenerativa da companhia. Além do fornecimento do farelo, o acordo prevê um projeto piloto com o uso do fertilizante orgânico Solobom, produzido a partir de esterco de galinhas poedeiras da Mantiqueira Brasil.

Testes preliminares foram realizados em áreas de milho safrinha, com a aplicação de cerca de 100 toneladas do produto, e novos ensaios estão previstos para outras culturas.

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Brasil aumentou em 472% a compra de soja do Paraguai; o que explica isso?


soja Paraguai
Imagem gerada por IA

O Brasil é, de longe, o maior produtor e exportador de soja do mundo. No entanto, chama atenção o fato de o país estar comprando — e muito — o grão do Paraguai, país que figura apenas na sexta posição entre os que mais colhem a oleaginosa, com cerca de 10 milhões de toneladas a cada safra.

Dados do sistema Agrostat, da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), mostram que entre 2023 e 2025, as importações cresceram impressionantes 472%, indo de 176,1 mil toneladas para 1,007 milhão de toneladas.

Vale lembrar que as compras de soja paraguaia pelo Brasil aumentaram justamente nos momentos em que o preço interno se afastou da paridade internacional.

Esse aumento não aconteceu por falta de soja no Brasil, mas porque as esmagadoras passaram a buscar o grão fora, onde o custo de produção é mais baixo e a logística é mais eficiente. Mesmo pagando frete e custos de internalização, a soja importada chega mais barata do que a soja nacional em determinados momentos.

Esse movimento cria um obstáculo claro ao repasse de preços. Sempre que o mercado interno tenta sustentar valores mais elevados para cobrir custos, a importação entra como alternativa econômica para a indústria.

Isso porque países vizinhos, a exemplo de Paraguai e, às vezes, Argentina, conseguirem produzir soja com estrutura de custo mais enxuta e logística competitiva. Assim, a indústria brasileira utiliza a importação como válvula de contenção de preços.

Na prática, o produtor brasileiro fica espremido: de um lado, custos elevados e rígidos; do outro, um teto de preço imposto pela possibilidade de importação.

Preço alto não significa alta renda

Esse cenário de alta nas importações serve para provar um erro dito aos quatro ventos por quem não entende o agro brasileiro: a ideia de que o produtor está faturando alto por conta do aumento interno do preço da soja. Isso não corresponde à realidade do campo.

O que se observa hoje no Brasil é um cenário de pressão de custos, margens comprimidas e dificuldades financeiras crescentes, apesar dos preços nominais em determinados momentos parecerem melhores.

Produzir soja no Brasil ficou mais caro. Juros elevados encarecem o capital de giro e o financiamento da safra; a logística pesa no frete e na armazenagem; o câmbio influencia diretamente o custo dos insumos.

Soma-se a isso um fator estrutural decisivo: o peso dos arrendamentos de terra, que impõe custos fixos elevados e reduz drasticamente a capacidade de ajuste do produtor.

Arrendamento trava a margem do produtor

Uma parcela relevante dos produtores brasileiros cultivam em terras arrendadas. Nesse modelo, o custo do arrendamento precisa ser pago independentemente do preço da soja, do clima ou da produtividade. Na prática, isso cria um piso de custo rígido.

Quando juros, logística e arrendamento sobem ao mesmo tempo, o preço interno reage para cobrir custos, não para gerar ganho real. O resultado é um preço mais alto no papel, mas margem apertada na prática.

Afinal, se o produtor estivesse ganhando mais, o campo não estaria assistindo ao aumento da inadimplência nem ao crescimento dos pedidos de recuperação judicial. O que ocorre hoje é exatamente o contrário: muitos produtores estão financeiramente pressionados, com dificuldade de honrar compromissos e de renovar crédito.

Isso desmonta a tese simplista de que preço interno mais alto significa rentabilidade maior. Preço não é lucro. O que existe hoje é custo alto, margem apertada e arbitragem limitando preços. Não é contradição. Não é uma distorção. É economia funcionando, com o produtor pagando a conta.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Colheita é iniciada em área do Paraná; saiba quais são as expectativas


Bahia alcança maior média de produtividade da soja
Foto: Divulgação/Aiba

A colheita de soja teve início na área de abrangência da Cooperativa Coopavel, que atua no oeste e sudoeste do Paraná. O avanço dos trabalhos ainda é bastante pontual neste começo de ciclo, com percentual colhido considerado ínfimo até o momento.

Atualmente, cerca de 0,3% das lavouras já foram colhidas, enquanto a maior parte das áreas permanece em fases anteriores do desenvolvimento. Do total cultivado, 17% das lavouras estão em maturação, 65% seguem em enchimento de grãos e 18% ainda se encontram em fase de florescimento.

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As condições climáticas têm sido favoráveis na região, com predominância de sol nos últimos dias. Há previsão de retorno das chuvas a partir da noite de sexta-feira, o que tende a contribuir para a evolução do ciclo das lavouras e para o andamento dos trabalhos de campo.

Produtividade para soja

A produtividade média está estimada em 4.100 quilos por hectare, patamar considerado positivo para a região de atuação da Coopavel. Na safra 2025/26, a área cultivada com soja totaliza 435 mil hectares, reforçando a relevância da oleaginosa para o sistema produtivo local.

Com informações da Safras & Mercado.

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Exportações de carne bovina do Brasil batem recorde em 2025 e faturam US$ 18 bilhões


Resíduos na carne: veterinário alerta sobre carência de medicamentos no rebanho
Resíduos na carne: veterinário alerta sobre carência de medicamentos no rebanho

A carne bovina in natura respondeu pela maior parte dos embarques, com 3,09 milhões de toneladas, avanço de 21,4% na comparação anual, e receita de US$ 16,61 bilhões. Considerando todas as categorias exportadas, in natura, industrializadas, miúdos, tripas, gorduras e carnes salgadas, o Brasil alcançou mais de 170 países, ampliando a diversificação de destinos e a presença internacional do setor.

China lidera compras da carne bovina brasileira

Principal destino da carne bovina do Brasil em 2025, a China respondeu por 48% do volume total exportado, com 1,68 milhão de toneladas, que geraram US$ 8,90 bilhões em receita. Em seguida aparecem os Estados Unidos, com 271,8 mil toneladas e US$ 1,64 bilhão, o Chile, com 136,3 mil toneladas e US$ 754,5 milhões, a União Europeia, com 128,9 mil toneladas e US$ 1,06 bilhão, a Rússia, com 126,4 mil toneladas e US$ 537,1 milhões, e o México, com 118,0 mil toneladas e US$ 645,4 milhões.

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Na comparação com 2024, houve crescimento no volume exportado para a maioria dos principais mercados. As vendas para a China avançaram 22,8%, enquanto os embarques para os Estados Unidos cresceram 18,3%. A União Europeia registrou alta expressiva de 132,8%, e o Chile, de 29,8%. Também se destacaram os aumentos para Argélia (+292,6%), Egito (+222,5%) e Emirados Árabes Unidos (+176,1%).

Segundo o presidente da Abiec, Roberto Perosa, o desempenho reflete a maturidade da cadeia produtiva brasileira.

“O desempenho de 2025 foi extraordinário. Depois de um 2024 muito positivo, conseguimos ampliar volume, valor e presença internacional. Mesmo com impactos temporários, como o tarifaço dos Estados Unidos, a indústria respondeu com rapidez, mostrou resiliência e saiu ainda mais fortalecida”, afirmou.

Parceria público-privada sustenta avanço do setor

De acordo com a entidade, os resultados são fruto da atuação conjunta da Abiec, de suas empresas associadas e do setor público. A associação destaca a parceria com a ApexBrasil, por meio do Projeto Setorial Brazilian Beef, além do diálogo permanente com o Ministério da Agricultura e Pecuária, o MDIC, o Ministério das Relações Exteriores e a interlocução institucional com a Frente Parlamentar da Agropecuária.

Para 2026, a avaliação da Abiec é de otimismo com cautela, após dois anos consecutivos de forte crescimento. A expectativa é de manutenção das exportações em patamar elevado e avanço em mercados estratégicos.

“Entramos em 2026 com negociações ativas e perspectiva concreta de avançar em mercados como Japão, Coreia do Sul e Turquia, que têm alto potencial e vêm sendo trabalhados de forma técnica e contínua”, concluiu Perosa.

Desempenho de dezembro

Em dezembro de 2025, o Brasil exportou 347,4 mil toneladas de carne bovina, com receita de US$ 1,85 bilhão. A China liderou as compras no mês, com 153,1 mil toneladas, seguida pelos Estados Unidos (27,2 mil toneladas), Chile (17,0 mil toneladas) e União Europeia (11,9 mil toneladas).

A carne bovina in natura respondeu pela maior parte dos embarques, com 3,09 milhões de toneladas, avanço de 21,4% na comparação anual, e receita de US$ 16,61 bilhões. Considerando todas as categorias exportadas,in natura, industrializadas, miúdos, tripas, gorduras e carnes salgadas — o Brasil alcançou mais de 170 países, ampliando a diversificação de destinos e a presença internacional do setor.

China lidera compras da carne bovina brasileira

Principal destino da carne bovina do Brasil em 2025, a China respondeu por 48% do volume total exportado, com 1,68 milhão de toneladas, que geraram US$ 8,90 bilhões em receita. Em seguida aparecem os Estados Unidos, com 271,8 mil toneladas e US$ 1,64 bilhão, o Chile, com 136,3 mil toneladas e US$ 754,5 milhões, a União Europeia, com 128,9 mil toneladas e US$ 1,06 bilhão, a Rússia, com 126,4 mil toneladas e US$ 537,1 milhões, e o México, com 118,0 mil toneladas e US$ 645,4 milhões.

Na comparação com 2024, houve crescimento no volume exportado para a maioria dos principais mercados. As vendas para a China avançaram 22,8%, enquanto os embarques para os Estados Unidos cresceram 18,3%. A União Europeia registrou alta expressiva de 132,8%, e o Chile, de 29,8%. Também se destacaram os aumentos para Argélia (+292,6%), Egito (+222,5%) e Emirados Árabes Unidos (+176,1%).

Segundo o presidente da Abiec, Roberto Perosa, o desempenho reflete a maturidade da cadeia produtiva brasileira.

“O desempenho de 2025 foi extraordinário. Depois de um 2024 muito positivo, conseguimos ampliar volume, valor e presença internacional. Mesmo com impactos temporários, como o tarifaço dos Estados Unidos, a indústria respondeu com rapidez, mostrou resiliência e saiu ainda mais fortalecida”, afirmou.

Parceria público-privada sustenta avanço do setor

De acordo com a entidade, os resultados são fruto da atuação conjunta da Abiec, de suas empresas associadas e do setor público. A associação destaca a parceria com a ApexBrasil, por meio do Projeto Setorial Brazilian Beef, além do diálogo permanente com o Ministério da Agricultura e Pecuária, o MDIC, o Ministério das Relações Exteriores e a interlocução institucional com a Frente Parlamentar da Agropecuária.

Para 2026, a avaliação da Abiec é de otimismo com cautela, após dois anos consecutivos de forte crescimento. A expectativa é de manutenção das exportações em patamar elevado e avanço em mercados estratégicos.

“Entramos em 2026 com negociações ativas e perspectiva concreta de avançar em mercados como Japão, Coreia do Sul e Turquia, que têm alto potencial e vêm sendo trabalhados de forma técnica e contínua”, concluiu Perosa.

Desempenho de dezembro

Em dezembro de 2025, o Brasil exportou 347,4 mil toneladas de carne bovina, com receita de US$ 1,85 bilhão. A China liderou as compras no mês, com 153,1 mil toneladas, seguida pelos Estados Unidos (27,2 mil toneladas), Chile (17,0 mil toneladas) e União Europeia (11,9 mil toneladas).

As exportações brasileiras de carne bovina encerraram 2025 com resultados históricos. O país embarcou 3,50 milhões de toneladas, alta de 20,9% em relação a 2024, movimentando US$ 18,03 bilhões, crescimento de 40,1% na receita. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

A carne bovina in natura respondeu pela maior parte dos embarques, com 3,09 milhões de toneladas, avanço de 21,4% na comparação anual, e receita de US$ 16,61 bilhões. Considerando todas as categorias exportadas,in natura, industrializadas, miúdos, tripas, gorduras e carnes salgadas, o Brasil alcançou mais de 170 países, ampliando a diversificação de destinos e a presença internacional do setor.

China lidera compras da carne bovina brasileira

Principal destino da carne bovina do Brasil em 2025, a China respondeu por 48% do volume total exportado, com 1,68 milhão de toneladas, que geraram US$ 8,90 bilhões em receita. Em seguida aparecem os Estados Unidos, com 271,8 mil toneladas e US$ 1,64 bilhão, o Chile, com 136,3 mil toneladas e US$ 754,5 milhões, a União Europeia, com 128,9 mil toneladas e US$ 1,06 bilhão, a Rússia, com 126,4 mil toneladas e US$ 537,1 milhões, e o México, com 118,0 mil toneladas e US$ 645,4 milhões.

Na comparação com 2024, houve crescimento no volume exportado para a maioria dos principais mercados. As vendas para a China avançaram 22,8%, enquanto os embarques para os Estados Unidos cresceram 18,3%. A União Europeia registrou alta expressiva de 132,8%, e o Chile, de 29,8%. Também se destacaram os aumentos para Argélia (+292,6%), Egito (+222,5%) e Emirados Árabes Unidos (+176,1%).

Segundo o presidente da Abiec, Roberto Perosa, o desempenho reflete a maturidade da cadeia produtiva brasileira.

“O desempenho de 2025 foi extraordinário. Depois de um 2024 muito positivo, conseguimos ampliar volume, valor e presença internacional. Mesmo com impactos temporários, como o tarifaço dos Estados Unidos, a indústria respondeu com rapidez, mostrou resiliência e saiu ainda mais fortalecida”, afirmou.

Parceria público-privada sustenta avanço do setor

De acordo com a entidade, os resultados são fruto da atuação conjunta da Abiec, de suas empresas associadas e do setor público. A associação destaca a parceria com a ApexBrasil, por meio do Projeto Setorial Brazilian Beef, além do diálogo permanente com o Ministério da Agricultura e Pecuária, o MDIC, o Ministério das Relações Exteriores e a interlocução institucional com a Frente Parlamentar da Agropecuária.

Para 2026, a avaliação da Abiec é de otimismo com cautela, após dois anos consecutivos de forte crescimento. A expectativa é de manutenção das exportações em patamar elevado e avanço em mercados estratégicos.

“Entramos em 2026 com negociações ativas e perspectiva concreta de avançar em mercados como Japão, Coreia do Sul e Turquia, que têm alto potencial e vêm sendo trabalhados de forma técnica e contínua”, concluiu Perosa.

Desempenho de dezembro

Em dezembro de 2025, o Brasil exportou 347,4 mil toneladas de carne bovina, com receita de US$ 1,85 bilhão. A China liderou as compras no mês, com 153,1 mil toneladas, seguida pelos Estados Unidos (27,2 mil toneladas), Chile (17,0 mil toneladas) e União Europeia (11,9 mil toneladas).

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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil exporta US$ 348,7 bilhões e alcança novo recorde


As exportações brasileiras atingiram um recorde histórico em 2025, mesmo em um cenário internacional adverso. Dados divulgados nesta terça-feira (6) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços indicam que as vendas externas somaram US$ 348,7 bilhões no ano passado, superando em US$ 9 bilhões o recorde anterior, registrado em 2023. Com isso, os últimos três anos passaram a concentrar os melhores resultados da série histórica da balança comercial brasileira.

Em comparação com 2024, o valor exportado em 2025 cresceu 3,5%. Em volume, o avanço foi de 5,7%, percentual superior ao dobro da projeção da Organização Mundial do Comércio para o crescimento do comércio global em 2025, estimado em 2,4%. O desempenho também foi marcado pela ampliação da presença internacional dos produtos brasileiros, com mais de 40 mercados registrando recorde de compras ao longo do ano, entre eles Canadá, Índia, Turquia, Paraguai, Uruguai, Suíça, Paquistão e Noruega.

Segundo o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin, o resultado foi alcançado apesar do ambiente externo desafiador. “Em meio às dificuldades geopolíticas, conseguimos conquistar novos mercados e ampliar os que já tínhamos”, afirmou. De acordo com ele, o desempenho reflete “o conjunto de programas e ações do governo do presidente Lula para aumentar a produtividade e a competitividade de nossas empresas no exterior, sobretudo com a Nova Indústria Brasil e com o Plano Brasil Soberano”.

As importações também registraram recorde em 2025, ao totalizarem US$ 280,4 bilhões, valor 6,7% superior ao de 2024 e quase US$ 8 bilhões acima do maior patamar anterior, de 2022. Com isso, a corrente de comércio alcançou US$ 629,1 bilhões, o maior nível já registrado, com crescimento de 4,9% em relação ao ano anterior. O superávit comercial ficou em US$ 68,3 bilhões, o terceiro maior da série histórica, atrás apenas dos resultados de 2023 e 2024.

Os dados de dezembro de 2025 também indicam resultados expressivos. No mês, as exportações somaram US$ 31 bilhões, alta de 24,7% e recorde para dezembro. As importações alcançaram US$ 21,4 bilhões, com crescimento de 5,7%, enquanto o saldo comercial atingiu US$ 9,6 bilhões, aumento de 107,8% e o maior já registrado para o mês. A corrente de comércio fechou dezembro em US$ 52,4 bilhões, avanço de 16,2% e novo recorde mensal.

Ao longo de 2025, as exportações da indústria de transformação cresceram 3,8% em valor, impulsionadas por aumento de 6% no volume, e alcançaram o montante recorde de US$ 189 bilhões. Contribuíram para esse resultado embarques históricos de produtos como carne bovina, carne suína, alumina, veículos automotores de carga, caminhões, café torrado, máquinas e aparelhos elétricos, máquinas e ferramentas mecânicas, produtos de perfumaria, cacau em pó, instrumentos de medição e defensivos agrícolas. A indústria extrativa também apresentou avanço, com aumento de 8% no volume exportado, e recordes de embarque de minério de Ferro, com 416 milhões de toneladas, e de petróleo, com 98 milhões de toneladas.

Os bens agropecuários registraram crescimento de 3,4% em volume e de 7,1% em valor. O café verde atingiu valor recorde de US$ 14,9 bilhões, enquanto a soja alcançou volume recorde de 108 milhões de toneladas, assim como o algodão em bruto, com 3 milhões de toneladas exportadas.

Em relação aos destinos, as exportações para a China cresceram 6% e somaram US$ 100 bilhões, impulsionadas principalmente por soja, carne bovina, açúcar, celulose e Ferro-gusa. Para a União Europeia, houve crescimento de 3,2%, com destaque para café, carne bovina, minério de Cobre, milho e aeronaves. As vendas para a Argentina avançaram 31,4%, puxadas pelo setor automotivo. Já as exportações para os Estados Unidos recuaram 6,6% no ano, queda concentrada entre agosto e dezembro, atribuída ao aumento de tarifas imposto pelo governo norte-americano sobre parte dos produtos brasileiros. Em dezembro, no entanto, houve melhora, com redução de 7,2% e embarques acima de US$ 3 bilhões.

Do lado das importações, os bens de capital lideraram o crescimento, com alta de 23,7%, seguidos pelos bens intermediários, que avançaram 5,9%, e pelos bens de consumo, com aumento de 5,7%. As importações de combustíveis, por outro lado, recuaram 8,6%. Houve crescimento das compras originárias da China, dos Estados Unidos e da União Europeia, enquanto as importações de produtos argentinos apresentaram queda de 4,7%.





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Programa de internacionalização do café de São Paulo abre inscrições


café de SP
Foto: Divulgação

As inscrições para a primeira edição do Programa de Promoção Internacional do Café Paulista estão abertas até o dia 30 de janeiro.

Inédita, a iniciativa tem como objetivo ampliar a presença do grão produzido no estado no mercado internacional e fortalecer a competitividade do setor cafeeiro de São Paulo. Clique aqui para se inscrever.

De acordo com a InvestSP, agência de promoção de investimentos vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, o programa foi estruturado para posicionar o café paulista como referência global em qualidade, sustentabilidade e valor agregado.

A ideia é contemplar tanto o café verde tipo arábica quanto os cafés especiais, com pontuação superior a 85 pontos na metodologia da Specialty Coffee Association (SCA).

A InvestSP destaca que por meio de ações coordenadas de promoção comercial, a iniciativa busca apoiar produtores, cooperativas, tradings e empresas do setor na ampliação de mercados, geração de negócios e consolidação de parcerias internacionais.

Quem pode participar

O programa terá duração de 12 meses e será desenvolvido em três etapas principais: seleção, integração e promoção comercial. Podem se inscrever empresas, cooperativas, produtores e tradings do setor cafeeiro com sede no estado de São Paulo e interesse em ampliar ou consolidar sua atuação no mercado externo.

Nesta primeira edição, o programa terá foco em mercados estratégicos com alto potencial de crescimento para o café paulista, como China, Europa e Oriente Médio, regiões que apresentam demanda crescente por cafés de qualidade, com diferenciais sensoriais e atributos de sustentabilidade.

São Paulo ocupa posição de destaque na cadeia produtiva do café, concentrando parte significativa da indústria nacional de torrefação e figurando entre os principais estados exportadores do produto.

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AgroNewsPolítica & Agro

São Paulo amplia combate ao greening na citricultura


O governo de São Paulo anunciou a abertura do Edital Público SAA nº 03/2025 para a contratação de 28 profissionais que irão atuar, em conjunto com servidores da Defesa Agropecuária, no enfrentamento ao HLB/Greening, doença que ameaça a citricultura mundial. A iniciativa é conduzida pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento e prevê investimento anual estimado em R$ 3,6 milhões.

A contratação será realizada por meio de termo de colaboração com uma Organização da Sociedade Civil, com vigência inicial de um ano e possibilidade de prorrogação. Os profissionais serão distribuídos em seis equipes e atuarão em regiões estratégicas da produção citrícola paulista, que ainda serão definidas. Segundo a Secretaria, o objetivo é regionalizar as ações e ampliar a cobertura nas áreas produtivas do Estado. As propostas das OSCs interessadas poderão ser apresentadas até 26 de janeiro de 2026.

A Defesa Agropecuária segue responsável pelas ações sanitárias, de fiscalização e de orientação técnica em todo o território paulista e permanece na linha de frente no combate a doenças como o HLB/Greening e o cancro cítrico. De acordo com a Secretaria, a legislação estadual estabelece medidas rigorosas de defesa sanitária vegetal, incluindo a proibição do comércio ambulante de mudas cítricas, prática considerada de alto risco para a sanidade dos pomares comerciais.

Em 2025, a Defesa Agropecuária fiscalizou 17.549 propriedades para o controle do HLB, o que resultou na retirada de circulação de 60.316 mudas. No mesmo período, foram realizadas 26 palestras educativas voltadas ao público externo. A Secretaria informou ainda que mantém um canal direto para o recebimento de denúncias sobre pomares abandonados ou com manejo inadequado.

As ações foram reforçadas em maio de 2025, com a publicação de duas resoluções pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento. A Resolução nº 23/2025 passou a proibir o plantio e a manutenção de plantas hospedeiras da bactéria em todos os imóveis mantidos ou gerenciados pela pasta. Já a Resolução nº 24/2025 proibiu a produção, o plantio, o comércio, o transporte e o uso da murta no paisagismo urbano, em áreas públicas e privadas do Estado, com exceção das plantas destinadas à pesquisa científica e devidamente cadastradas na Defesa Agropecuária.

Dados do Levantamento de Greening 2025, do Fundo de Defesa da Citricultura, indicam que a incidência da doença no cinturão citrícola paulista permanece elevada. O índice passou de 44,35% em 2024 para 47,63% em 2025, acompanhado de aumento da severidade média das plantas afetadas, o que mantém o setor em estado de atenção.

Apesar do avanço, o levantamento aponta que, pelo segundo ano consecutivo, houve redução na taxa de crescimento da doença. O avanço registrado em 2025 foi menor do que em anos anteriores e houve queda expressiva da incidência em pomares mais jovens. Segundo a Secretaria, o resultado indica maior eficiência das estratégias de controle, erradicação de plantas doentes e manejo preventivo adotadas pelos citricultores paulistas.





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Concorrência com o Brasil faz confiança dos produtores dos EUA cair em dezembro


EUA, Estados Unidos
Foto: Pixabay

A confiança dos produtores rurais dos Estados Unidos diminuiu levemente em dezembro, conforme relatório mensal da Universidade Purdue e do CME Group. O indicador conhecido como Barômetro da Economia Agrícola recuou 3 pontos em comparação com novembro, atingindo 136 pontos.

A queda do indicador refletiu principalmente a perspectiva menos favorável para o futuro. O Índice de Expectativas Futuras caiu 4 pontos, para 140 pontos. Já o Índice de Condições Atuais ficou inalterado em 128 pontos.

Segundo o relatório, a apreensão com as perspectivas para exportações de soja dos EUA, diante da concorrência crescente do Brasil, contribuiu para uma visão ligeiramente mais pessimista sobre o futuro entre os produtores.

Em dezembro, 13% dos produtores de milho e soja afirmaram esperar que as exportações de soja recuem nos próximos cinco anos, acima dos 8% que tinham essa percepção em novembro. Da mesma forma, a parcela de produtores que acredita em aumento das exportações de soja no horizonte de cinco anos caiu de 47% em novembro para 39% em dezembro.

Além disso, 84% dos produtores de milho e soja disseram estar preocupados ou muito preocupados com a competitividade das exportações de soja dos EUA em relação às do Brasil, sendo que 45% se declararam muito preocupados.

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Exportações de carne suína crescem quase 12% em 2025 e faturam US$ 3,6 bilhões


carne suína
Foto: Pixabay

As exportações brasileiras de carne suína alcançaram 1,510 milhão de toneladas em 2025, o maior volume já registrado pelo setor. O resultado representa um avanço de 11,6% em relação a 2024, quando os embarques totalizaram 1,352 milhão de toneladas, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Com esse desempenho, o Brasil deverá superar o Canadá e assumir a terceira posição entre os maiores exportadores mundiais de carne suína, consolidando o crescimento da proteína brasileira no mercado internacional.

O resultado anual foi reforçado pelo desempenho de dezembro, mês em que os embarques atingiram 137,8 mil toneladas, volume 25,8% superior ao registrado no mesmo período de 2024, quando as exportações somaram 109,5 mil toneladas.

Em termos de receita, as vendas externas de carne suína totalizaram US$ 3,619 bilhões em 2025, crescimento de 19,3% na comparação com 2024, quando o faturamento foi de US$ 3,033 bilhões. Apenas em dezembro, a receita alcançou US$ 324,5 milhões, alta de 25,6% frente aos US$ 258,4 milhões registrados um ano antes.

Filipinas lideram compras da carne suína brasileira

Principal destino da carne suína do Brasil em 2025, as Filipinas importaram 392,9 mil toneladas, volume 54,5% maior do que o registrado em 2024. Na sequência aparecem China, com 159,2 mil toneladas (-33,9%), Chile, com 118,6 mil toneladas (+4,9%), Japão, com 114,4 mil toneladas (+22,4%), e Hong Kong, com 110,9 mil toneladas (+3,7%).

Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, os números refletem uma mudança relevante no perfil dos mercados compradores.

“Houve uma mudança significativa no tabuleiro dos destinos de exportação. As Filipinas se consolidaram como maior importadora da carne suína do Brasil, e outros mercados, como Japão e Chile, assumiram protagonismo entre os cinco maiores importadores”, afirmou.

Segundo Santin, a diversificação dos destinos fortalece a competitividade do setor. “Esse movimento reduz riscos, amplia oportunidades e reforça a presença do Brasil no mercado internacional, dando sustentação às expectativas positivas para este ano”, completou.

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Foco de Peste Suína Clássica é confirmado em cidade do Piauí; entenda impactos


Suíno
Foto: Pixabay

Um foco de Peste Suína Clássica (PSC), doença viral que infecta suínos, foi confirmado no município de Porto, no Piauí. Laudos do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária, vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), confirmaram a ocorrência do vírus.

O governador Rafael Fonteles (PT) decretou estado de emergência zoossanitária em todo o território, medida que é válida por 180 dias. O status permite que o governo aja com rapidez no controle e prevenção, além de autorizar ações especiais, como restrições de transporte e vacinação emergencial.

O decreto, publicado nesta terça-feira (6), implica no controle rigoroso da movimentação de animais no estado e de produtos considerados de risco. “A movimentação de animais e de produtos de risco deverá observar normas e procedimentos estabelecidos pela equipe técnica, com vistas à contenção e à eliminação do agente viral”, diz o documento.

Nesse contexto, o trânsito de animais só poderá ocorrer de acordo com normas definidas pela equipe técnica responsável pelas operações de campo, com objetivo de conter e eliminar o vírus da peste suína.

Entenda a doença e os sintomas

De acordo com a Embrapa, a transmissão do vírus ocorre pelo contato entre suínos doentes, secreções e objetos contaminados. Além disso, também traz grandes prejuízos econômicos, uma vez que pode gerar barreiras ao comércio de carne suína.

Embora seja altamente contagiosa entre suínos e javalis, a Peste Suína Clássica não oferece riscos à saúde humana e não causa impacto na saúde pública. A doença, porém, pode causar bastante sofrimento aos animais contaminados.

Entre os principais sintomas, estão:

  • Febre alta, apatia e falta de apetite;
  • Manchas avermelhadas ou azuladas na pele e extremidades (orelhas, focinho);
  • Diarreia, vômitos e tosse;
  • Sinais neurológicos (tremores, convulsões), além de alta mortalidade.

Atualmente, o Brasil é tem cerca de 95% da produção industrial de suínos em área reconhecida como livre da doença pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

Diferenças entre Peste Suína Clássica (PSC) e Peste Suína Africana (PSA)

A peste suína clássica (PSC) e a peste suína africana (PSA) são doenças virais que afetam suínos domésticos e javalis, mas são causadas por vírus diferentes. A PSC é provocada por um vírus do gênero Pestivirus, enquanto a PSA é causada por um vírus mais resistente, do gênero Asfivirus.

Ambas têm alta taxa de mortalidade e não oferecem risco à saúde humana, mas geram impactos econômicos relevantes para a suinocultura.

Uma das principais diferenças está no controle sanitário. Para a peste suína clássica, existem vacinas disponíveis, usadas em alguns países como estratégia de erradicação ou controle. Já a peste suína africana não tem vacina nem tratamento, o que torna as medidas de biosseguridade, o abate sanitário e o controle do trânsito de animais as únicas formas de contenção.

Além disso, a PSA apresenta maior capacidade de disseminação, podendo sobreviver por longos períodos em carcaças, carne congelada e resíduos alimentares. Por isso, surtos de peste suína africana costumam gerar restrições comerciais mais severas e imediatas no mercado internacional, com efeitos diretos sobre exportações, preços e planejamento da produção.

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