sábado, março 21, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Área menor reduz expectativa para o feijão



Produção recua, mas preços seguem firmes



Foto: Pixabay

A produção brasileira de feijão deve registrar queda na safra 2025/26, segundo dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento e analisados no Boletim Conjuntural publicado nesta quinta-feira (19) pelo Departamento de Economia Rural, da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. A estimativa é de uma colheita de 2,9 milhões de toneladas em uma área de 2,58 milhões de hectares, o que representa redução de 4,2% na área cultivada em relação ao ciclo anterior.

De acordo com o boletim, “os dados mais recentes divulgados pela Conab sobre a produção brasileira de feijão indicam uma retração no volume produzido”. O recuo na área plantada é apontado como o principal fator para a diminuição da produção.

O Paraná tem participação direta nesse cenário. Segundo a Conab, houve redução de 21,6% nas áreas destinadas à cultura ao longo das três safras no estado, com destaque para o feijão-preto, que apresentou queda de 27,6%. O levantamento do Deral confirma essa tendência.

Mesmo com a diminuição da área, o estado deve permanecer como o principal produtor nacional, respondendo por cerca de 22% da produção total. A primeira safra já foi concluída, com rendimento ligeiramente inferior ao registrado no ano passado.

A segunda safra, recém-implantada, começa a sentir os efeitos da falta de chuva nas últimas semanas. Segundo o boletim, “atualmente, 86% das lavouras estão em boas condições e 14% em condições médias — um declínio frente aos 94% e 6% registrados na semana anterior”.

No mercado, a perspectiva de menor oferta tem sustentado os preços, mesmo com o avanço da colheita da primeira safra. Ainda que tenha havido recuo pontual na última semana, a tendência é de valorização ao longo de março. O boletim aponta que “os valores de março superem a média de fevereiro e fiquem significativamente acima dos patamares de março de 2025”.

 





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Preços da carne bovina seguem elevados em Goiás e no Brasil


Em Goiás e em todo o Brasil, o preço da carne bovina segue pressionado por fatores estruturais da pecuária e por um cenário de mercado aquecido. Segundo o analista do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (IFAG), Marcelo Penha, o setor vive um momento típico de valorização dentro do ciclo pecuário.

“A carne bovina… nós estamos no ciclo de alta da pecuária, com reposição cada vez mais cara. A arroba bateu, na semana passada, na média de Goiás, cerca de R$ 321 e continua com tendência de crescimento.”

Após anos de abate elevado de fêmeas, os produtores passaram a reter matrizes para recompor o rebanho, o que reduz a oferta de animais no curto prazo. Com menos boi disponível, frigoríficos disputam animais, os preços sobem e o consumidor sente no bolso.

“A retenção de matrizes diminui a oferta de animais para os frigoríficos. Eles estão com dificuldade de encontrar boi e vaca no mercado, e isso mostra um aquecimento no setor”, explica.

No início de 2026, a arroba do boi gordo no estado já girava acima de R$ 315, com avanço nas cotações nas principais regiões. Em fevereiro e março, esse movimento se intensificou: a procura superou a oferta, elevando os preços tanto do boi quanto da vaca e da novilha.

Além disso, o mercado iniciou março com valorização sustentada por dois fatores principais: exportações fortes, especialmente para a China, e oferta limitada de animais terminados. Esse desequilíbrio mantém o preço elevado também no varejo.

“Nada ainda de impacto de fatores externos, como guerra, no mercado brasileiro. O setor segue aquecido; é a lei da oferta e da procura”, afirma Marcelo Penha.

A tendência, pelo menos no curto prazo, ainda não é de queda. As projeções ao longo de 2026 apontam o preço da arroba entre R$ 330 e R$ 335. “A gente ainda tem tudo para manter a tendência de crescimento com o ciclo de alta da pecuária”, diz Penha.

 





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Bioinsumos avançam no campo com menor custo, mais produtividade e maior resiliência climática


O avanço dos bioinsumos tem ganhado força no agronegócio ao unir redução de custos, ganho de produtividade e maior resiliência das lavouras diante de eventos climáticos extremos. A avaliação é de Solon Cordeiro de Araújo, conselheiro-fundador da ANPII Bio, que destaca o papel dessas tecnologias no fortalecimento de uma produção mais eficiente, econômica e adaptada às novas condições climáticas.

Segundo Solon, os bioinsumos vêm conquistando espaço pois entregam retorno financeiro ao produtor e, ao mesmo tempo, contribuem para o desempenho agronômico das culturas. “Os bioinsumos são desenvolvidos inicialmente pela pesquisa e, depois, pelas empresas, com um objetivo claro: proporcionar um bom retorno financeiro ao agricultor. Esse retorno se divide em duas partes. De um lado, o custo desses produtos geralmente é um pouco mais baixo do que o dos químicos. De outro, são tecnologias que oferecem alto rendimento e contribuem para o aumento da produtividade”, afirmou.

Além da busca por maior eficiência, os bioinsumos também aparecem como alternativa para reduzir a dependência de insumos químicos e tornar o manejo mais compatível com a realidade econômica do produtor.

“Esses produtos buscam controlar insetos e pragas, além de contribuir para a nutrição das plantas, mas sempre de forma compatível com a realidade financeira do agricultor. Além do aumento de produtividade e das vantagens para o meio ambiente, busca-se também um valor mais acessível”, explicou. Um dos principais exemplos citados por Solon é a fixação biológica de nitrogênio (FBN), considerada uma das tecnologias mais consolidadas da agricultura brasileira. Segundo ele, o uso de inoculantes evidencia, na prática, o potencial dos bioinsumos para reduzir custos de produção.

“Se pegarmos o caso tradicional do Brasil, que é a fixação biológica de nitrogênio, veremos que o custo dos inoculantes é extremamente mais baixo do que o da ureia, caso o agricultor optasse por essa fonte. É uma diferença brutal”, destacou.

Apesar do avanço do uso de bioinsumos no país, o retorno sobre o investimento ainda é um desafio para parte dos agricultores. Solon pondera que esse cuidado não se limita aos biológicos, mas faz parte da avaliação de qualquer tecnologia adotada no campo.

“Esse é um ponto, às vezes, crítico. Mas isso vale para qualquer produto, não apenas para os biológicos: como medir o resultado? Em primeiro lugar, o agricultor deve se basear nos resultados apresentados pela pesquisa. Todos os produtos biológicos registrados no Ministério da Agricultura precisam passar por avaliações de campo e comprovar resultados mensuráveis, inclusive aumento de produtividade”, disse.

Na avaliação do especialista, o registro oficial já representa um primeiro indicativo de que o produto passou por testes e apresentou eficiência agronômica em condições reais de uso.

“Esse é o primeiro ponto que o agricultor deve observar: se o produto está registrado no Ministério da Agricultura, ele já passou por uma avaliação que comprova seu potencial de aumentar a produtividade. Claro que o produtor também precisa fazer a medição na própria lavoura, mas com critério”, ressaltou.

Solon também alerta para o risco de análises precipitadas em safras afetadas por condições adversas, como estiagem, variações climáticas ou falhas operacionais, que podem comprometer os resultados independentemente da tecnologia utilizada.

“Às vezes, o agricultor vinha usando um produto químico e, em determinado ano, decidiu adotar o biológico. Se naquele ciclo houve seca ou outros fatores adversos, ele pode concluir, de forma precipitada, que o problema foi o biológico. Por isso, a mensuração e a avaliação são muito importantes”, observou.

Para ele, quando o desempenho não corresponde ao esperado, a recomendação é buscar apoio técnico para verificar possíveis causas e ajustar o manejo.

“Se o agricultor não estiver satisfeito com o resultado, é importante chamar o vendedor ou a equipe técnica do produto para avaliar o que aconteceu e entender por que o desempenho não foi o esperado. Mas isso é extremamente raro. Normalmente, o agricultor fica satisfeito, e isso explica o aumento do uso desses produtos no Brasil”, afirmou.

O especialista reforça que a expansão dos bioinsumos no mercado é resultado direto da percepção de valor por parte do produtor rural.

“Esses produtos trazem rentabilidade, e o agricultor não joga dinheiro fora. Ele vai sempre procurar aquilo que realmente funciona”, completou.

Eventos climáticos extremos aceleram busca por soluções biológicas

Outro fator que tem impulsionado a adoção dos bioinsumos é o aumento da frequência de eventos climáticos extremos, como veranicos e períodos prolongados de déficit hídrico. Nesse cenário, Solon avalia que os produtos biológicos apresentam vantagens importantes em relação a parte dos insumos químicos tradicionais.

“O produto químico normalmente tem um comportamento mais rígido. Se aplicarmos no solo um produto que dependa de solubilização e enfrentarmos um período de pouca chuva, ele pode não funcionar no tempo adequado”, explicou.

Segundo ele, a irregularidade das chuvas tem se tornado cada vez mais presente no ciclo das culturas, o que exige do setor soluções capazes de responder melhor ao estresse ambiental. “Estamos passando por períodos de veranico cada vez mais frequentes durante o ciclo de praticamente todas as culturas. Nesse contexto, o produto biológico apresenta um comportamento mais resiliente”, destacou.

Embora os organismos vivos também dependam de água para manter sua atividade, Solon afirma que os bioinsumos tendem a responder melhor em cenários de restrição hídrica moderada.

“O biológico não deixa de atuar em períodos de pouca chuva. Evidentemente, sua atividade pode diminuir um pouco, porque todo ser vivo precisa de água, mas ele apresenta maior resiliência às condições climáticas”, afirmou.Esse comportamento  já orienta o desenvolvimento de novos produtos voltados especificamente ao aumento da resistência das plantas ao estresse hídrico.

“Hoje, já existem inúmeros produtos biológicos desenvolvidos justamente com essa finalidade: aumentar a resiliência diante das questões climáticas e do estresse hídrico. Esse é um dos pontos-chave em que precisamos avançar: produtos biológicos que tragam maior resistência às condições de seca moderada”, concluiu.

 





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ABHB celebra 2025 marcante e consolida força das raças Hereford e Braford


Eventos nacionais e internacionais, crescimento das exposições e avanço das exportações marcaram ciclo de destaque para pecuária de corte e abrem caminho para projeções ainda mais positivas em 2026

A Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) avalia que 2025 foi um ano marcante para a entidade e para a pecuária de corte nacional. Segundo o presidente da ABHB, Eduardo Soares, o período consolidou o papel das duas raças como referências na produção de carne de qualidade, aliando eficiência e rentabilidade aos criadores que apostam tanto em rebanhos puros quanto em sistemas de cruzamento.

Soares afirma que 2025 entrou para a história da ABHB. ‘Dá para se dizer que foi um ano marcante dentro da história da Associação; em todos os aspectos, no sentido de firmar cada vez mais os propósitos das duas raças como produtoras de carne e também entregar rentabilidade aos rebanhos que se propõem a usá-las’, destaca.

Um dos pontos altos do ano foi a realização do Mundial da raça Braford, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS) , entre 28 de abril e 4 de maio. O evento reuniu delegações de diversos países e, para o presidente, representou uma vitrine internacional da evolução genética e da força da raça no Brasil. “Recebemos o mundo Braford aqui no Rio Grande do Sul e mostramos a todos a pujança, a importância e o nível que está a raça Braford”, comemora.

O presidente destaca também a realização da Nacional Hereford, paralelamente ao Mundial Braford e que também registrou resultados expressivos, com números crescentes que reforçam a relevância da raça mãe, a Hereford, na produção de carne de qualidade. “Isto tanto para rebanhos puros quanto para cruzamento industrial. O Hereford segue como uma alternativa estratégica para pecuaristas que buscam padronização e desempenho”, ressalta.

Soares citou ainda a Expointer 2025, entre o fim de agosto e início de setembro, que manteve o ritmo de crescimento, com as raças Hereford e Braford figurando entre as de maior representatividade no evento. Segundo o presidente da ABHB, o desempenho reforçou o orgulho dos criadores e destacou o avanço contínuo da genética nacional. “Com esses resultados, a ABHB encerra 2025 com otimismo e já projeta novas ações para o próximo ciclo. O incremento das exportações de carne Hereford foi outro ponto de destaque em 2025 com ampliação de mercados como Maldivas, Portugal, México, Itália, Holanda, Canadá e Suíça, entre outros.

Para 2026, Soares afirma que a meta é dar continuidade ao trabalho em frentes como exposições, registro genealógico e certificação de carne, ampliando a presença das raças Hereford e Braford no mercado. “As perspectivas para 2026 apontam no sentido de que possamos seguir em frente com todas as ações que a ABHB faz para que, cada vez mais, possamos ser uma opção genética para criadores que querem rentabilidade dentro dos seus negócios”, conclui.





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Preços do boi gordo devem continuar subindo no curto prazo com oferta restrita


pecuária bovina, boi gordo, Nigéria
Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária

O mercado físico do boi gordo manteve negociações acima da referência média ao longo da sexta-feira (20), sustentado principalmente pela restrição na oferta de animais terminados. No curtíssimo prazo, a expectativa ainda é de continuidade do movimento de alta nas cotações.

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, esse cenário tende a passar por mudanças ao longo do segundo trimestre. A redução dos índices pluviométricos deve impactar a qualidade das pastagens, diminuindo a capacidade de retenção do pecuarista e aumentando a oferta de animais no mercado.

Além dos fatores internos, o ambiente externo também exige atenção. O conflito no Oriente Médio e a progressão da cota chinesa aparecem como elementos de risco no curto prazo, podendo dificultar o desempenho das exportações brasileiras de carne bovina.

Confira os preços nas praças pelo Brasil:

  • Em São Paulo, a arroba do boi gordo foi cotada, em média, a R$ 352,25 na modalidade a prazo
  • Em Goiás, a arroba teve indicação média de R$ 339,46
  • Em Minas Gerais, o preço médio da arroba ficou em R$ 340,88
  • Em Mato Grosso do Sul, a arroba foi indicada a R$ 338,98
  • Já em Mato Grosso, o preço médio registrado foi de R$ 344,19

Atacado

No mercado atacadista, a semana terminou com elevação nos preços da carne com osso. Já os cortes desossados, especialmente os de maior valor agregado, registraram recuo, refletindo um consumo mais enfraquecido na segunda quinzena do mês. A competitividade da carne bovina segue inferior em relação a outras proteínas, como a carne de frango.

Entre os cortes, o quarto traseiro foi precificado a R$ 27,30 por quilo, com alta de R$ 0,30. O quarto dianteiro subiu R$ 0,40, para R$ 21,00 por quilo. Já a ponta de agulha apresentou recuperação, com avanço de R$ 0,60, cotada a R$ 19,50 por quilo.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em alta de 1,67%, cotado a R$ 5,2457 para venda e R$ 5,2437 para compra. Durante a sessão, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,1572 e R$ 5,2502.

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Sustentabilidade deve ser vista como investimento, não como custo, aponta especialista


Mulher trabalhando no meio rural, agricultora, dia da mulher
Foto: Freepik

No Dia Mundial da Agricultura, especialistas reforçaram que o futuro do agronegócio brasileiro passa, necessariamente, pela sustentabilidade. O principal desafio do setor hoje é claro: produzir mais, com qualidade, sem comprometer os recursos naturais.

A avaliação é de que o equilíbrio entre produtividade e conservação ambiental deixou de ser uma tendência e se tornou uma exigência do mercado. Para isso, o caminho envolve investimento em tecnologia, manejo sustentável e capacitação dos produtores.

Segundo o consultor em agronegócios, Ademiro Vian, a sustentabilidade precisa ser encarada como um investimento e não como custo.

“O custo, na verdade, ele não é um custo, ele é um benefício, porque ao final é o investimento que ele está fazendo de longuíssimo prazo, porque afinal o produto dele pode ser rastreado, pode ter um valor agregado maior e um preço de mercado maior”, destaca.

Outro ponto destacado é a mudança no comportamento do consumidor. A tendência é que a origem dos produtos pese tanto quanto o preço. A rastreabilidade, portanto, ganha protagonismo como ferramenta de transparência e valorização da produção.

Impacto econômico

Além da questão ambiental, especialistas alertam que a sustentabilidade também precisa ser econômica. Para manter a atividade no longo prazo, o produtor precisa de previsibilidade financeira, acesso a tecnologia e gestão eficiente.

“O que nós temos que buscar é a sustentabilidade da atividade rural, não só do ponto de vista ambiental, mas também econômico e financeiro”, afirma o professor de direito agrário, política e crédito rural, José Carlos Vaz. 

Hoje, um dos entraves está na falta de organização de dados e de uma estrutura mais moderna de gestão da atividade rural. Sem essas informações, fica mais difícil desenvolver políticas agrícolas eficazes, ampliar o seguro rural e reduzir riscos financeiros.

O cenário é agravado por fatores externos, como juros elevados, variações cambiais e custos de insumos. Em muitos casos, o produtor enfrenta margens apertadas: compra caro, vende mais barato e ainda precisa investir em tecnologia para manter a produtividade.

Segundo Vaz, há uma necessidade de mecanismos mais eficientes de gestão de risco, especialmente diante de eventos climáticos e oscilações de mercado. Sem isso, ciclos de endividamento tendem a se repetir.

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Agrishow traça plano de mobilidade para o acesso à feira


Melhorias implementadas nos últimos anos mostraram grande eficácia. Operação conta com apoio da Entrevias, da RP Mobi e da Polícia Rodoviária, além de monitoramento por câmeras e drones

A organização da 31ª edição da Agrishow, que será realizada de 27 de abril a 1º de maio de 2026, das 8h às 18h, em Ribeirão Preto (SP), já traçou o plano de mobilidade para o acesso à feira neste ano. O planejamento deve seguir a otimização do modelo implementado em 2024 e continuado em 2025, que conseguiu reduzir o congestionamento e o tempo de entrada e saída no evento.

Para reduzir as filas de veículos e o tempo de locomoção, em 2024, a Agrishow passou a contar com uma entrada adicional no estacionamento para veículos que chegam pelo sentido de Ribeirão Preto, além de uma saída na Rodovia Geovana Aparecida Deliberto. A estratégia foi incorporada ao planejamento logístico e contribui para distribuir melhor o fluxo de veículos, reduzindo a concentração na Rodovia Prefeito Antônio Duarte Nogueira, principal via de acesso ao parque.

A operação envolve atuação conjunta da Entrevias, da Empresa de Mobilidade Urbana de Ribeirão Preto (RP Mobi) e da Polícia Militar Rodoviária, que acompanham o fluxo nas principais vias de acesso e realizam monitoramento contínuo durante o período da feira. O acompanhamento por câmeras instaladas na rodovia e o uso de drones permitem a avaliação em tempo real das condições de tráfego e eventuais ajustes operacionais.

“O público da Agrishow tem crescido ao longo dos anos e é necessário garantirmos ainda mais conforto e segurança nos acessos à feira e também dentro do parque. Para isso, nós estruturamos um plano específico, com intervenções viárias, ampliação de entradas e saídas e integração com os órgãos responsáveis pelo trânsito. Há também um trabalho de monitoramento e inteligência para tomadas de decisões a fim de manter a circulação organizada ao longo dos dias de evento. Esse é um compromisso nosso com a cidade e com o público”, afirma Liliane Bortoluci, diretora da Informa Markets, organizadora da Agrishow.

Ingressos antecipados e sistemas eletrônicos de pagamento

Para agilizar a entrada, os visitantes podem adquirir antecipadamente os tickets de estacionamento pelo site oficial (www.agrishow.com.br) e utilizar sistemas automáticos como Sem Parar, ConectCar e Taggy. A feira também contará com áreas de apoio em outros pontos da cidade com transporte até o evento, além da recomendação de uso do transporte público como alternativa para facilitar o deslocamento.

“A melhor distribuição de público por dia, a venda antecipada de estacionamento e o incentivo ao uso de meios eletrônicos de pagamento reduzem o tempo de espera e contribuem para uma operação mais previsível. Nosso objetivo é oferecer uma experiência organizada desde o momento da chegada”, completa Liliane.

Participe da 31ª edição da Agrishow

Os ingressos para a Agrishow 2026 estão no segundo lote e podem ser adquiridos pelo site oficial do evento, agrishow.com.br. Nesta fase, o valor é de R$ 85,00 por dia, com opção de meia-entrada conforme a legislação vigente. No momento da compra, o visitante deve selecionar previamente o dia da visitação.

Também é possível adquirir antecipadamente o ticket de estacionamento, com valores a partir de R$ 75,00 por dia, além de pacotes para o estacionamento VIP, disponíveis por R$ 580,00 para os cinco dias de evento.

Durante a realização da feira, entre 27 de abril e 1º de maio de 2026, das 8h às 18h, a entrada na bilheteria terá valor de R$ 150,00 por dia.

Serviço:

AGRISHOW 2026 – 31ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação

Data: 27 de abril a 1º de maio de 2026

Local: Rodovia Antônio Duarte Nogueira, Km 321 – Ribeirão Preto (SP)

Horário: das 8h às 18h

www.agrishow.com.br





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Soja ganha fôlego no Brasil com alta do dólar e avanço nos negócios


soja
Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja registrou maior movimentação nesta sexta-feira, com avanço nos negócios tanto nos portos quanto na indústria. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o dólar foi a principal variável a puxar as cotações no mercado físico, com forte alta, enquanto os preços na Bolsa de Chicago recuaram, mas sem quedas expressivas.

De acordo com ele, os prêmios seguem em patamares melhores e o movimento do dólar sustentou boas oportunidades, levando o produtor a voltar a comercializar após quase duas semanas de mercado mais travado. O analista acrescenta que o spread entre comprador e vendedor diminuiu, a conta ficou mais atrativa e o mercado ganhou fôlego.

Preços no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 124,00 para R$ 125,50
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 125,00 para R$ 126,50
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 119,00 para R$ 120,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 107,00 para R$ 110,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 111,00 para R$ 113,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 110,00 para R$ 112,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 130,00 para R$ 131,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 130,00 para R$ 131,50

Soja em Chicago

No cenário internacional, os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago, ampliando as perdas acumuladas ao longo da semana. O ambiente de aversão ao risco global, influenciado pelo conflito no Oriente Médio, fortalece o dólar frente a outras moedas e reduz a competitividade da soja americana.

Esse cenário ocorre em meio a uma ampla oferta global, com o avanço da colheita da maior safra da história do Brasil. Além disso, o mercado acompanha o adiamento do encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, o que posterga um possível acordo comercial e adia uma retomada mais consistente das compras chinesas nos Estados Unidos.

As importações chinesas de soja dos Estados Unidos caíram nos dois primeiros meses de 2025, somando 1,49 milhão de toneladas, recuo de 83,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já as compras do Brasil avançaram 82,7%, totalizando 6,56 milhões de toneladas, ante 3,59 milhões no mesmo intervalo de 2024. Da Argentina, foram adquiridas 3,27 milhões de toneladas, contra 111,6 mil toneladas no mesmo período do ano anterior.

Contratos futuros de soja

Na Bolsa de Chicago, os contratos com entrega em maio fecharam a US$ 11,61 1/4 por bushel, com queda de 0,62%, enquanto julho encerrou a US$ 11,76 1/2, com recuo de 0,57%. Entre os subprodutos, o farelo para maio caiu 1,35%, a US$ 328,00 por tonelada, enquanto o óleo subiu 0,15%, para 65,51 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em alta de 1,81%, cotado a R$ 5,3117 para venda e R$ 5,3097 para compra. Durante a sessão, a moeda oscilou entre R$ 5,2337 e R$ 5,3237. Na semana, acumulou leve queda de 0,1%.

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Gigante de 400 kg ameaçado de extinção encontra refúgio no litoral capixaba


mero, peixe gigante no litoral do Espírito Santo
Foto: Athila Bertoncini

Conceição da Barra, município do litoral norte capixaba, vem consolidando seu protagonismo na conservação do mero, espécie marinha ameaçada de extinção que encontra na região um dos ambientes mais relevantes para sua sobrevivência no Brasil.

Esse movimento é impulsionado pelo projeto Meros do Brasil, desenvolvido pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), por meio do Centro Universitário Norte do Espírito Santo (Ceunes), em articulação com ações que aproximam ciência, educação, cultura e políticas públicas.

A atuação do projeto reforça a importância do município no cenário da conservação marinha, especialmente por abrigar o maior berçário de meros do país. Mais do que chamar atenção para a presença da espécie na região, o trabalho desenvolvido ajuda a transformar esse patrimônio natural em pauta permanente de pesquisa, conscientização e mobilização institucional.

Criado em 2008, o grupo de pesquisa do Ceunes integra uma ampla rede de instituições nacionais e internacionais dedicadas ao estudo e à preservação dos oceanos. A iniciativa atua em parceria com universidades, centros de pesquisa, museus e grupos culturais, além de participar da Rede de Conservação dos Meros do Atlântico. Esse esforço conjunto amplia o alcance das pesquisas e fortalece a construção de estratégias voltadas à proteção da espécie Epinephelus itajara, conhecida popularmente como mero.

A presença do projeto em 9 estados e 37 municípios, ao longo de aproximadamente 1.500 quilômetros da costa brasileira, mostra a dimensão da iniciativa e sua capacidade de adaptação às realidades locais. Em cada território, as ações combinam pesquisa científica, educação ambiental e comunicação, sempre de forma colaborativa entre equipes e parceiros institucionais.

No Espírito Santo, o trabalho desenvolvido em Conceição da Barra ganha ainda mais relevância diante dos dados já levantados pelos pesquisadores. Desde 2014, mais de 300 peixes jovens da espécie foram identificados na região, reforçando o valor ecológico da área para a manutenção da espécie.

O mero, um gigante em perigo

Classificado no Brasil como criticamente ameaçado de extinção, o mero pode atingir até 2,5 metros de comprimento e pesar 400 quilos, o que o torna uma das espécies mais emblemáticas da biodiversidade marinha brasileira.

As pesquisas realizadas pelo projeto adotam métodos não letais e contam com apoio decisivo de pescadores locais, que colaboram com informações e observações importantes para o avanço dos estudos.

As investigações envolvem temas como genética, deslocamento, alimentação, biologia da conservação, poluição marinha, valoração ambiental e aquacultura, produzindo conhecimento técnico que subsidia políticas públicas direcionadas à recuperação das populações da espécie.

Ao longo de duas décadas, o projeto vem mostrando como a integração entre conhecimento científico, saber tradicional, educação e ação institucional pode produzir resultados concretos na proteção ambiental.

Em Conceição da Barra, essa construção coletiva ajuda a fortalecer a identidade costeira do município e a consolidar o mero não apenas como uma espécie a ser preservada, mas como símbolo de uma relação mais consciente entre sociedade, território e oceano.

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Que calor! Outono chega ao Brasil e termômetros podem atingir 40°C; saiba onde


outono - brasil - muito calor - pouca chuva - termômetro
Foto: Freepik

O outono teve início no Brasil sob condição de neutralidade climática, mas com sinais importantes de aquecimento global influenciando o comportamento do tempo nas principais regiões produtoras de soja. Apesar da ausência de fenômenos como El Niño ou La Niña neste momento, a tendência é de temperaturas acima da média em praticamente todo o país.

De acordo com a análise, o aquecimento dos oceanos contribui para um cenário mais quente de norte a sul, elevando o risco de máximas que podem ultrapassar os 35 °C e até se aproximar dos 40 °C em áreas do interior do Sudeste e do Centro-Oeste. Esse padrão térmico mais elevado pode trazer impactos diretos ao desenvolvimento das lavouras, especialmente em fases mais sensíveis.

No entanto, em relação às chuvas, o comportamento tende a ser mais favorável. A precipitação não deve se encerrar de forma precoce nas regiões produtoras do Centro-Sul. A expectativa é de que as chuvas no Sudeste e Centro-Oeste avancem até a segunda semana de maio, contribuindo para a manutenção da umidade no solo.

Matopiba

No Matopiba, os volumes de chuva devem ficar acima da média, beneficiando o desenvolvimento das lavouras. Já na região Norte, embora os acumulados possam ficar ligeiramente abaixo da média, estados como o Pará ainda devem registrar volumes expressivos, entre 150 mm e 200 mm ao longo de 30 dias.

No curto prazo, entre os dias 21 e 25 de março, produtores de Goiás, Mato Grosso e do sul de Minas Gerais devem aproveitar a janela de tempo firme, já que não há previsão de chuvas volumosas nesse período. Por outro lado, áreas do interior do Matopiba e do centro-sul do Rio Grande do Sul podem registrar acumulados entre 70 mm e 100 mm.

O tempo na próxima semana

Na próxima semana, a tendência é de retomada das chuvas em diversas regiões. Estados como Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso devem voltar a registrar volumes mais consistentes, com acumulados que podem superar 50 mm a 60 mm em apenas cinco dias.

Para a virada do mês, a previsão indica um padrão típico de verão no centro-sul do Brasil, com pancadas de chuva passageiras. Esse cenário favorece o desenvolvimento das culturas, ao mesmo tempo em que reduz o risco de interrupções prolongadas nos trabalhos de campo.

Mesmo com a neutralidade climática predominando neste início de outono, a expectativa é de que o fenômeno El Niño possa retornar no inverno, o que mantém o produtor atento às próximas atualizações meteorológicas e seus possíveis impactos na safra.

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