sábado, março 28, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

La Niña deve mexer com oferta agrícola, aponta análise


A previsão de um ciclo de La Niña entre outubro de 2025 e fevereiro de 2026 deve alterar padrões climáticos em várias regiões produtoras, com impactos diretos sobre oferta, produtividade e fluxo de exportação de diversas commodities agrícolas. Consultorias avaliam que o fenômeno tende a se manter ativo ao longo do verão no Hemisfério Sul, elevando a atenção do mercado.

Segundo análises da Hedgepoint, o efeito pode ser amplo e variar conforme a intensidade. Para soja e milho, há risco de chuvas abaixo da média no sul da América do Sul, enquanto o centro-norte brasileiro deve registrar condições mais favoráveis. Há relatos de perdas expressivas em ciclos anteriores, apontadas em contexto de declarações técnicas.

“Nossas análises mostram que há riscos e oportunidades importantes para produtores e exportadores. Especialmente para commodities como soja, milho, trigo, óleo de palma, cacau, açúcar e café, há pontos que precisam ser monitorados com mais atenção ao longo dos meses”, alerta Thais Italiani, Gerente de Inteligência de Mercado da Hedgepoint.

No açúcar, a projeção indica possíveis desafios ao desenvolvimento da safra 26/27 no Brasil e interrupções de moagem no Sudeste Asiático, caso o fenômeno ganhe força. No café, o cenário é misto: o Brasil pode ser beneficiado, enquanto Vietnã, Colômbia e países da América Central enfrentam risco de excesso de chuvas.

O cacau tende a responder de forma desigual, com melhora das condições na África Ocidental e possibilidade de perdas no Equador por redução das chuvas. Para o trigo, o alerta recai sobre a combinação de menor umidade e temperaturas mais altas no Hemisfério Norte, que pode afetar o início das lavouras de inverno. Já no óleo de palma, o principal entrave previsto é logístico, com inundações dificultando o transporte em países do Sudeste Asiático.

 





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primeira quinzena de novembro é marcada por forte turbulência no mercado


Os fundamentos presentes no mercado do boi gordo sinalizavam para um último bimestre pautado por elevação dos preços. A oferta apresenta sinais de encolhimento, da mesma maneira que a demanda doméstica entra em seu período de maior aquecimento. Exportações em ritmo acelerado são uma constante em 2025, principalmente no segundo semestre, com a China absorvendo quantidades históricas de carne bovina.

No decorrer do mês, começaram os rumores presença de fluazuron acima do permitido em lotes de carne bovina exportadas para a China, felizmente este boato foi rapidamente descartado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em uma brilhante entrevista conduzida pelo Canal Rural. No entanto, esse simples rumor foi o bastante para desequilibrar a B3, que passou a operar abaixo do nível de preço do mercado físico em São Paulo.

Outro ponto de atenção está no resultado das investigações conduzidas pela China em torno do impacto das importações de carne bovina na produção local, com anúncio previsto para o mês de novembro, com data limite no próximo dia 26. Essa decisão será impactante para o mercado do boi gordo, dada a importância da China, que no momento absorve 47% de todo o volume embarcado pelo país.

O apetite de compra da China, que em julho, agosto, setembro e outubro importou volumes muito acima da normalidade é interpretado por algumas empresas chinesas como uma antecipação das compras já visando uma eventual salvaguarda.

Esse ambiente deixou o mercado do boi gordo apreensivo. A simples possibilidade de uma eventual restrição às compras de carne bovina do Brasil por parte da China foi o suficiente para que os contratos futuros do boi gordo na B3 derretessem na primeira semana do mês, ainda operando no território negativo durante a segunda semana do mês. Enquanto não houver um posicionamento oficial por parte do governo chinês o quadro geral será de apreensão.

O mercado futuro do boi gordo no decorrer desta década possui essa característica: os rumores são precificados com grande agressividade, tanto para a alta, quanto para a baixa. O atual ambiente indica claramente a necessidade de adotar no dia a dia ferramentas que sejam condizentes com as boas práticas de gestão de risco. Estabelecer a cultura do hedge (proteção) é essencial para conseguir resultados sólidos e garantir longevidade dentro de uma atividade que é cada vez mais desafiadora.

No último dia 7, o mercado conviveu com mais notícias em relação a China; no entanto, essa é uma informação positiva. Após um longo período, a China reestabeleceu a compra de produtos avícolas brasileiros, a suspensão era consequência do foco de influenza aviária de alta patogenicidade ocorrido no município de Montenegro em meados de maio.

Para finalizar, nos Estados Unidos, o presidente norte- americano Donald Trump anunciou em suas redes sociais que vai iniciar uma investigação sobre as empresas frigoríficas, apontando para a formação de conluio e que os preços da carne bovina têm subido de maneira artificial. Vale destacar que o ambiente delimitado para a bovinocultura de corte nos Estados Unidos é altamente complexo, com o rebanho de bovinos na menor posição desde os anos 1970.

Diante dessas dificuldades, a arroba do boi gordo nos Estados Unidos apresenta altas contundentes ao longo deste ano, com um preço de US$ 120. A título de comparação a arroba do boi gordo no Brasil custa em média US$ 60. Após o tarifaço, o quadro se tornou ainda mais complicado, o Brasil segue como alternativa mais interessante para o fornecimento dessa proteína.

Após acenos entre Brasil e Estados Unidos é possível que um acordo entre os países seja costurado, reestabelecendo a exportação brasileiro com destino ao mercado norte- americano.

O cenário para o mercado da carne bovina é bastante conturbado neste último bimestre. Os pontos principais a serem analisados passam exatamente pela exportação de carne bovina. O fato é que o Brasil ocupa uma posição privilegiada. Mesmo com tamanha instabilidade, o avanço da exportação alterou completamente a estrutura da pecuária de corte nacional, oferecendo um dinamismo inédito para este mercado que historicamente conviveu com menor volatilidade.

Reciclagem animal: preços do sebo bovino encerram semana em leve queda

Os preços do sebo bovino apresentam algum recuo no decorrer da primeira semana de novembro. É importante mencionar que os preços do óleo de soja são uma variável importante para justificar esse comportamento, com maior disponibilidade de produto do que o previsto inicialmente pelo mercado.

A grande variável no final deste ano também está nas exportações, considerando o grande volume de sebo bovino que foi embarcado de janeiro a agosto, com o tarifaço fechando a janela de exportação. Os números evidenciados em setembro são menos representativos.

Caso um acordo entre Brasil e Estados Unidos seja alcançado a expectativa é de um ritmo mais intenso de embarques, o que pode alterar a dinâmica de mercado no restante de 2025. Oferecendo uma mudança de viés para os preços do sebo bovino, desencaixando esse produto de sua tradicional correlação com o óleo de soja.

*Fernando Henrique Iglesias é coordenador do departamento de Análise de Safras & Mercado, com especialidade no setor de carnes (boi, frango e suíno)


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Conheça a ayam cemani, galinha toda preta que pode valer até R$ 30 mil


Imagine uma galinha inteiramente preta: plumagem, pele, crista, bico, órgãos internos e até os ossos! Essa é a particularidade da ayam cemani, raça originária da Indonésia, que conquista atenção e altos valores no Brasil.

Provenientes das ilhas de Java e Sumatra, os galos adultos dessa raça pesam de 2 a 2,5 kg, enquanto as fêmeas variam de 1,5 a 2 kg.

A ayam cenami apresenta essa coloração única graças a uma mutação genética chamada de fibromelanose. Essa condição causa uma hiperpigmentação, ou seja, produção de melanina em excesso, em praticamente todos os tecidos da ave.

Valor de mercado no Brasil

Os preços dos exemplares dessa raça variam muito conforme linhagem, pureza e genética da ave. Mas há registros de comercialização de uma ayam cenami adulta por até R$ 30 mil.

Dando uma busca em sites da internet que vendem ovos férteis da raça no Brasil, é possível encontrar preços que variam de cerca de R$ 30 a mais de R$ 100 a unidade.

Foto: Pixabay

Além da aparência singular, a ayam cemani carrega uma aura de exclusividade e exotismo que a torna mais que uma simples ave. O valor elevado a transforma em objeto de desejo para colecionadores ou pessoas que buscam algo fora do convencional.

*Com informações do site Interligados.

Foto: Pixabay



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Trump corta tarifas, mas continua prejudicando o Brasil


Quando um país reduz tarifas de importação em meio a uma inflação teimosa, o gesto costuma ser interpretado como pragmatismo econômico. Nos Estados Unidos, porém, a decisão recente do governo Trump de cortar em 10 pontos percentuais as tarifas de uma série de produtos alimentícios e commodities agropecuárias virou um ato político, ainda que disfarçado de alívio ao consumidor.

O objetivo declarado é reduzir a pressão de preços sobre a cesta americana, que ameaça ainda mais a baixa  popularidade do presidente. Só que, na lista de beneficiados, um detalhe salta aos olhos: o Brasil ficou prejudicado. Seguimos com tarifas de 40% mais as adicionais já existentes, exceto em um único produto, suco de laranja, que teve a alíquota zerada. É pouco. E é seletivo.

A mensagem implícita dessa escolha é ruidosa demais para passar despercebida. Se o corte busca diversificar fornecedores, estimular concorrência e baratear alimentos no mercado americano, excluir justamente um dos maiores exportadores agrícolas do mundo não faz nenhum sentido econômico. Faz, sim, sentido ideológico.

O Brasil segue pagando um preço que não está relacionado à qualidade ou à competitividade dos seus produtos. A punição é política, consequência de divergências acumuladas e de uma visão distorcida, em Washington, sobre o papel geopolítico brasileiro. Para nossos concorrentes diretos, a redução das tarifas é um presente imediato: ganham acesso mais barato ao maior mercado consumidor do mundo. Para nós, fica o recado de que afinidade diplomática pesa mais que eficiência comercial.

É preciso nomear o que está acontecendo: trata-se de uma medida que distorce o jogo. Em vez de neutralidade tarifária, vemos favoritismo. Em vez de pragmatismo, ressentimento estratégico. Os EUA continuam usando sua política comercial como extensão de sua política externa, algo que o Brasil conhece bem, mas que não deveria aceitar sem resposta.

Num momento em que cadeias globais buscam segurança e previsibilidade, ver a maior potência do mundo usar tarifas como instrumento ideológico enfraquece todo o sistema. Ao final, o consumidor americano não ganha eficiência real, só troca um fornecedor competitivo por outro menos competitivo, mas politicamente conveniente.

O Brasil precisa reagir, mas de forma inteligente. Não se trata de inflamar discursos, e sim de deixar claro aos americanos e ao mundo que decisões como essa têm custo reputacional e econômico. Nossa competitividade no agro não depende do humor da Casa Branca, mas o acesso ao mercado deles, sim, e essa relação precisa ser tratada com transparência e respeito.

Se a intenção de Washington é conter a inflação, ótimo. Mas se a estratégia é punir o Brasil enquanto beneficia nossos concorrentes, aí estamos diante de algo maior: um jogo de poder mal disfarçado. E cabe a nós expor isso, com clareza, para que o debate internacional deixe de ser guiado por conveniências políticas e volte a ser orientado por fatos, mérito e equidade.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


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BSCA critica decisão dos EUA e cobra avanço rápido para salvar exportações de café



A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) manifestou preocupação após a nova ordem executiva assinada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na última sexta-feira (14). A medida, que ajusta o “âmbito de aplicação da tarifa recíproca” sobre produtos agrícolas, não eliminou integralmente o tarifaço de 50% aplicado aos cafés brasileiros, especialmente aos cafés especiais exportados para o mercado norte-americano.

A decisão da Casa Branca retirou apenas a taxa recíproca de 10% sobre a importação do café nacional, mas manteve os 40% adicionais incluídos em agosto, que continuam pressionando o comércio entre os dois países. Para a BSCA, a permanência dessa tarifa elevada aumenta distorções, reduz competitividade e aprofunda os prejuízos aos produtores brasileiros.

Os impactos já aparecem nos números. De agosto a outubro, período em que o tarifaço esteve em vigor, as exportações de cafés especiais para os EUA caíram cerca de 55%. Os embarques passaram de 412 mil sacas de 60 kg no ano passado para apenas 190 mil sacas neste ano. Os Estados Unidos são o principal destino desse tipo de café produzido no Brasil, o que acende um alerta para todo o setor.

Diante desse cenário, a BSCA reforça a necessidade de acelerar as negociações bilaterais entre Brasil e EUA para corrigir as distorções comerciais e restabelecer o fluxo normal das exportações “o mais rápido possível”. A entidade ressalta que o tema exige urgência, já que o prolongamento das tarifas tende a comprometer ainda mais a participação do café brasileiro — especialmente o de alta qualidade — no mercado norte-americano.



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retirada de tarifa de 10% amplia urgência para eliminar sobretaxa de 40% ao Brasil



A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que a retirada pelos Estados Unidos da tarifa recíproca de 10% para uma ampla lista de produtos agrícolas a todos os países expõe a urgência de o Brasil avançar nas negociações para eliminar a sobretaxa de 40% aplicada exclusivamente aos exportadores brasileiros.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, calcula que o ajuste na política de tarifas norte-americanas oficializada em decreto nesta sexta-feira (14) melhora a posição de competidores internacionais, enquanto setores tradicionais do Brasil seguem enfrentando barreiras elevadas.

“Países que não enfrentam essa sobretaxa terão mais vantagens que o Brasil para vender aos americanos. É muito importante negociar o quanto antes um acordo para que o produto brasileiro volte a competir em condições melhores no principal destino das exportações industriais brasileiras”, diz Alban.

Segundo análise preliminar divulgada pela entidade, a decisão do governo dos EUA de zerar a tarifa global de 10% atinge 238 produtos agrícolas e beneficia diretamente 80 itens efetivamente exportados pelo Brasil. Em 2024, esses produtos somaram US$ 4,6 bilhões em vendas aos americanos, cerca de 11% do total exportado. No entanto, apenas três tipos de suco de laranja e a castanha-do-pará ficam completamente isentos de taxação. Os demais continuam sujeitos à cobrança dos 40%.

A CNI destaca que produtos de forte peso na pauta comercial, como café não torrado, carne bovina e cera de carnaúba, tiveram redução parcial da carga total, mas seguem submetidos à alíquota extra. “Os outros 76 produtos permanecem com os 40% específicos ao Brasil”, aponta o levantamento. Isso significa que, apesar do alívio na tarifa recíproca global, a competitividade brasileira em segmentos estratégicos continua limitada.

A decisão americana ocorre em um contexto de forte pressão doméstica sobre o governo Trump para reduzir o custo de vida nos EUA. O decreto publicado pela Casa Branca, com efeito retroativo a 13 de novembro, zera tarifas sobre carne bovina, banana, café, tomate, frutas tropicais e outros itens agrícolas, devido ao caráter global da medida.

O governo brasileiro tem buscado reverter a sobretaxa de 40% por meio de negociações diplomáticas bilaterais. Na quinta-feira, 13, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, reuniu-se em Washington com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, para tratar do tema.

Vieira afirmou que “Marco Rubio e os EUA demonstraram interesse em boa relação com o Brasil”, e que aguarda uma resposta oficial a uma proposta brasileira que prevê uma pausa temporária nas tarifas enquanto se inicia uma discussão setorial.

No entendimento da CNI, a dificuldade de acesso competitivo ao mercado americano cresce na medida em que concorrentes passam a operar sob tarifas reduzidas ou zeradas. O Brasil é o principal fornecedor de café arábica aos Estados Unidos, por exemplo, mas vê seu produto enfrentar restrições maiores que as aplicadas a concorrentes como Vietnã e Colômbia.

Nos cortes de carne bovina, cenário semelhante se repete. “As condições podem melhorar para competidores internacionais enquanto o Brasil continua penalizado”, afirma a entidade em sua nota.



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Viu esta? Melhor trator de 2026 é eleito na Alemanha; conheça o modelo



O auditório estava cheio de alemães, mas pareciam brasileiros comemorando gol do time do coração a cada anúncio dos vencedores das seis categorias do prêmio Tractor of the Year 2026 (Trator do Ano), realizado no domingo passado (9) na maior feira de máquinas agrícolas do mundo, a Agritechnica, em Hannover. Essa foi uma das reportagens mais lidas da última semana.

Além de reconhecer os melhores modelos, a cerimônia de abertura serviu como uma homenagem ao veículo mais versátil do campo. “Excelência é um caminho, não apenas o destino. Tratores representam este ideal”, disse o diretor administrativo da BK Tires, Rajiv Poddar.

Já o diretor administrativo da DLG Markets, Tobias Eichberg, relembrou, bem humorado, um episódio da infância: a primeira vez em que pilotou um trator na vida. Percorreu 50 metros e acidentalmente passou por cima de parte da lavoura de batata da família. “Viraram purê”, disse, aos risos.

Melhor do ano

O trator campeão desta edição representou um significativo salto tecnológico em relação à versão anterior, criticada por conta da falta de conforto na cabine. O Claas Axion 9.450 Terra Trac, à venda por 614 mil euros (R$ 3.789 milhões), ainda sem previsão de chegar ao Brasil, trocou cerca de 60% das peças do seu antecessor, o Axion 900.

A transmissão por engrenagens cônicas, a relação de transmissão e o sistema de lubrificação automática são as novidades no eixo dianteiro. O veículo, top de linha da Class, tem potência máxima de 448 cavalos, torque de até 1.850 Nm e capacidade de tanque de combustível de 860 litros. O intervalo de manutenção passou para 750 horas, significativamente mais longo do que a antiga versão, de 600 horas.

Para este veículo também foi desenvolvido um novo sistema adaptativo de gestão da transmissão que otimiza a rotação do motor com base em algoritmos de autoaprendizagem e mapas de eficiência. A distância entre eixos do Class Axion 9.450 Terra Trac é de 2,95 m e o peso em vazio varia entre 17 e 18 toneladas.

Além disso, o trem de rolamento Terra-Trac conta com roletes com mola para prolongar a vida útil das rodas e esteiras. De acordo com a Class, os roletes centrais passam a ter flanges, permitindo uma remoção mais rápida. O que não mudou é a velocidade máxima do veículo: permanece em 40 km/h.

Apesar de todas as novidades, o produtor rural alemão se mantém pragmático, à imagem do brasileiro. “Se o trator é bom hoje, também será daqui três ou cinco anos. Não tenho pressa de comprar nada”, disse o agricultor Andrea Lange, que cultiva trigo e milho em Frankfurt.

Outras categorias

O Tractor of the Year 2026 também elegeu os melhores tratores em cinco outras diferentes categorias. Veja os vencedores:

  • Trator autônomo: JCB Fartrac 6300
  • Trator especializado: New Holland T4.120 F Auto Command
  • Trator utilitário: Valtra G125 CVT Active
  • Trator médio: Fendt 516 Vario

*O jornalista viajou à Alemanha a convite da organização da Agritechnica 2025



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AgroNewsPolítica & Agro

Setor prevê avanço na produção de uva



“Acredito que o setor irá se organizar para elaborar maior quantidade de vinhos”


"Acredito que o setor irá se organizar para elaborar maior quantidade de vinhos"
“Acredito que o setor irá se organizar para elaborar maior quantidade de vinhos” – Foto: Divulgação

A próxima safra de uva no Rio Grande do Sul avança com expectativa favorável, impulsionada pelo bom desenvolvimento das videiras e pela previsão de alta produtividade para 2025/26. Após as perdas recentes do setor, técnicos e instituições indicam um quadro de recuperação, apoiado por condições climáticas consideradas adequadas ao longo do último inverno.

O Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado projeta incremento em torno de 50 milhões de quilos na colheita em relação ao ciclo anterior. A estimativa preliminar do setor aponta que 2024/25 tenha alcançado cerca de 750 milhões de quilos, enquanto 2026 pode chegar a aproximadamente 800 milhões de quilos. Há expectativa de maior elaboração de vinhos leves, brancos e jovens, tendência associada ao comportamento de novos consumidores, segundo avaliação repassada pelo instituto.

“Em termos de planejamento, acredito que o setor irá se organizar para elaborar maior quantidade de vinhos, especialmente os mais leves, brancos e jovens, os quais se mostram como uma tendência para os novos consumidores”, destaca o presidente do Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS), Luciano Rebellato.

A Embrapa Uva e Vinho atribui o cenário positivo ao inverno rigoroso, que registrou 395 horas de frio, volume considerado ideal para garantir brotação uniforme e gemas férteis. Com a primavera, as plantas exibem boa fertilidade e formação expressiva de cachos. A previsão de menor volume de chuva entre dezembro e janeiro também favorece o avanço das lavouras, já que a fase exige tempo mais seco. O ponto de atenção é a oscilação térmica provocada pelo La Niña, que pode reduzir o número de bagas por cacho.

 





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Genética acelera retomada da ovinocultura e reposiciona o RS no cenário nacional



A ovinocultura, uma tradição histórica no Rio Grande do Sul, volta a ganhar força após décadas de retração. O estado, que já liderou nacionalmente a criação de ovinos até a crise da lã nos anos 1980, agora desponta em uma retomada impulsionada pelo investimento consistente em genética. A estratégia vem elevando a qualidade dos rebanhos, fortalecendo as raças voltadas para carne, lã e até produção de leite.

Uma trajetória de 25 anos na seleção genética

Em Candiota, na Campanha Gaúcha, uma propriedade completa 25 anos dedicados à criação da raça Texel. A família, que migrou da Serra Gaúcha para a pecuária, encontrou no rebanho um novo caminho produtivo. Desde 2000, o foco tem sido investir no que há de mais avançado em genética, adquirindo animais de cabanhas tradicionais e referência na ovinocultura nacional.

O resultado aparece a campo, pois a cabanha acumula 15 títulos e já comercializou reprodutores valorizados em quase R$ 100 mil nos leilões mais seletos do país.

Rio Grande do Sul busca recuperar a liderança nacional

Com mais de 3 milhões de cabeças, o Rio Grande do Sul ocupa hoje a terceira posição no ranking brasileiro de ovinos, ficando atrás de Bahia e Pernambuco. Quase metade do rebanho gaúcho é destinada à produção de carne, segmento que cresce com demanda crescente e oferta qualificada.

A meta, porém, é ambiciosa: voltar a ser líder nacional como na década de 1970. A Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco) conduz ações focadas em assistência técnica, registro genealógico e modernização dos programas de melhoramento genético.

Segundo a entidade, os animais registrados contam com histórico completo e certificação que atestam o avanço fenotípico e genético. O próximo passo é ampliar programas de avaliação e seleção por mérito genético, reforçando a competitividade do rebanho brasileiro.

Lã, carne e leite ampliam oportunidades

O setor de lã vive nova fase com o crescimento da certificação e o olhar atento ao mercado chinês. Na carne, a estratégia é ampliar o consumo nacional mostrando o potencial e o sabor da proteína ovina.

Outro nicho em expansão é o de lácteos de ovelha. Em Bento Gonçalves, uma empresa pioneira trabalha há mais de duas décadas com produtos fabricados a partir do leite da raça Lacaune. Embora o mercado ainda seja pequeno no Brasil, o crescimento é constante. O principal desafio é o preço mais elevado quando comparado ao leite de vaca ou cabra, o que limita a expansão em ritmo mais acelerado.

Mesmo assim, o avanço demonstra que a diversificação dentro da ovinocultura abre caminhos para negócios especializados, produtos premium e maior valorização do produtor.



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de cannabis prevê alta de 11,2 em 2025



O projeto nasce com respaldo de uma associação autorizada judicialmente


O projeto nasce com respaldo de uma associação autorizada judicialmente
O projeto nasce com respaldo de uma associação autorizada judicialmente – Foto: Laiha

O mercado de cannabis no Brasil mantém trajetória de expansão e deve encerrar 2025 com novo avanço. Projeção do Anuário de Mercado: Growshops, Headshops e Marcas indica movimentação de R$ 967,18 milhões ao longo do ano, resultado 11,2 maior que o registrado em 2024. A estimativa foi apresentada durante evento realizado em São Paulo e confirma o ritmo acelerado da cadeia, que cresce acima da inflação e amplia sua participação na economia.

A ampliação desse ambiente abre espaço para iniciativas voltadas ao uso terapêutico da planta. Entre elas está uma plataforma que chega ao mercado reunindo ciência, tecnologia e impacto social em um mesmo ecossistema digital. A estrutura busca integrar pacientes e profissionais de saúde, oferecendo um modelo pensado para facilitar o acesso a consultas, produtos certificados e acompanhamento contínuo. 

O projeto nasce com respaldo de uma associação autorizada judicialmente, reconhecida nacionalmente pela qualidade de suas análises, que incluem verificação completa de composição e metais pesados, e pela atuação comunitária em defesa da regulamentação do cultivo que também contemple pequenos produtores. A entidade reúne cerca de 12 mil associados e se tornou referência no atendimento e na organização desse segmento.

A plataforma opera de forma híbrida, combinando consultas médicas e odontológicas com prescrição digital e oferta de produtos regularizados. Um ativo digital interno permite transações, incentiva o engajamento dos participantes e funciona como ferramenta de participação comunitária e governança. A proposta busca ampliar o acesso ao tratamento, estruturar mecanismos de participação e fortalecer a cadeia em um ano marcado pelo crescimento do mercado.

 





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