quinta-feira, março 26, 2026

Autor: Redação

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Motores remanufaturados ganham espaço com foco verde



“O Original Reman traz um conceito atual e necessário”


“O Original Reman traz um conceito atual e necessário"
“O Original Reman traz um conceito atual e necessário” – Foto: Pixxabay

A busca por soluções que ampliam a vida útil de equipamentos e reduzem o consumo de recursos impulsiona a adoção de práticas ligadas à economia circular. Entre essas alternativas está a remanufatura de motores oferecida pelo programa Original Reman, da FPT Industrial, disponibilizado pela Bamaq Máquinas em diferentes regiões do país.

A proposta devolve a performance de um motor novo a componentes já utilizados, com potencial de economia operacional próxima de 30% e contribuição direta para metas de menor impacto ambiental no setor de máquinas e energia. Técnicos da operação destacam que a iniciativa preserva desempenho e confiabilidade, atendendo atividades que não podem sofrer interrupções, em contexto de manutenção mais rápida e segura.

“O Original Reman traz um conceito atual e necessário: manter a performance e a confiabilidade do equipamento, reduzindo custos e impacto ambiental. Com essa solução, conseguimos atender clientes que não podem parar suas operações, com agilidade e segurança”, explica Eduardo Santos, engenheiro de aplicação da FPT na Bamaq Máquinas.

O processo inclui retirada do motor, desmontagem completa, análise detalhada, substituição de peças desgastadas por itens novos e remontagem com testes em bancada, mantendo padrão de fábrica. Há ainda a opção do Long Block, formato compacto indicado para manutenções planejadas que exigem agilidade.

A remanufatura reduz custos, evita descarte prematuro e diminui o consumo de matéria-prima e energia, fortalecendo ações alinhadas a compromissos globais de carbono zero e integrando distribuidores à oferta de alternativas sustentáveis com suporte técnico. “Essa abordagem está alinhada ao compromisso global da FPT Industrial de alcançar carbono zero até 2040, e reforça o papel de distribuidores, como a Bamaq, na conexão entre tecnologia e campo. Nosso foco é oferecer soluções sustentáveis, regionalizadas e com respaldo técnico”, ressalta o engenheiro.





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Presidente da COP30 pede consenso na reta final das negociações



O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, reforçou nesta sexta-feira (21) que os países precisam construir consenso para avançar nas negociações climáticas na fase decisiva da conferência. Ao abrir a plenária informal no espaço oficial do evento, em Belém, o embaixador afirmou que a cooperação internacional é fundamental para destravar pontos sensíveis do texto final.

Corrêa do Lago disse que o processo multilateral exige acordos coletivos e ressaltou que a busca por convergência não deve ser encarada como disputa entre vencedores e vencidos. Segundo ele, o fortalecimento desse entendimento é essencial para manter a credibilidade das decisões adotadas no âmbito da Convenção do Clima.

Multilateralismo e conexão com a sociedade

Ao detalhar as prioridades da presidência brasileira, o embaixador afirmou que três metas estão próximas de ser cumpridas: reforçar o multilateralismo, aproximar o debate climático do cotidiano das pessoas e acelerar a implementação do Acordo de Paris. O tratado internacional, firmado em 2015, prevê metas de redução de gases de efeito estufa e o limite de aquecimento global de 1,5°C.

Corrêa do Lago também destacou o simbolismo de sediar a conferência em Belém. Para ele, realizar a COP no coração da Amazônia ajuda a evidenciar os desafios de conservação do bioma e a relação direta entre floresta e clima. O embaixador afirmou que a presença de delegações na região contribuiu para ampliar a compreensão sobre a importância da proteção das áreas naturais.

Incêndio e mensagem de solidariedade

Durante o discurso, o presidente da COP30 mencionou o incêndio que atingiu parte dos pavilhões do evento na quinta-feira (20). Ele reconheceu os prejuízos, mas afirmou que a resposta conjunta das equipes de segurança e dos participantes demonstrou espírito de colaboração.

Corrêa do Lago disse que essa reação rápida reforça a ideia de vulnerabilidade compartilhada e pode servir de inspiração para as tratativas finais da conferência. O embaixador agradeceu as manifestações de apoio recebidas após o incidente e afirmou que o episódio mostrou a capacidade de atuação conjunta diante de situações de risco.

A COP30 segue em Belém com expectativa de conclusão do texto final nos próximos dias, reunindo negociações sobre financiamento climático, mitigação e adaptação.



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isenção do IR para renda de até R$ 5 mil sai na próxima sema



O governo federal deve oficializar na próxima semana a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para contribuintes que ganham até R$ 5 mil mensais. A informação foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante a abertura do Salão do Automóvel, em São Paulo.

Haddad afirmou que a medida passará a valer em 1º de janeiro e ressaltou que o projeto foi aprovado por unanimidade no Congresso. Segundo ele, a mudança busca reduzir a carga sobre trabalhadores de menor renda e intensificar a tributação sobre faixas mais altas.

Ampliação da isenção e argumentos do governo

Ao comentar a proposta, Haddad disse que a iniciativa segue uma linha de “corrigir distorções” do sistema tributário, ampliando o alívio fiscal para quem recebe menos. O ministro defendeu que a nova faixa de isenção é parte de um conjunto de ajustes que, na avaliação do governo, fortalecem a política econômica.

Ele também fez um balanço de indicadores recentes. Haddad afirmou que a inflação segue em trajetória controlada e destacou o desemprego em níveis historicamente baixos. Para o ministro, esses dados demonstram um cenário mais favorável do que o percebido por parte da população.

Contexto econômico e declaração de Lula

O ministro criticou a pouca repercussão desses resultados nas redes sociais e na imprensa, afirmando que parte das melhorias “não tem recebido o devido destaque”.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também participou do evento. Em sua fala, comentou a decisão do governo norte-americano de retirar tarifas sobre produtos brasileiros, como café, carne e frutas. Para Lula, a medida abre espaço para ampliar exportações em setores relevantes da pauta agropecuária.

A sanção da nova faixa de isenção do Imposto de Renda deve ser publicada após o retorno do presidente a Brasília, encerrando a etapa final de tramitação do projeto. O governo estima que o reajuste da tabela alivie o peso tributário sobre milhões de contribuintes a partir do próximo ano.



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Máquinas agrícolas ficam fora de nova isenção do tarifaço dos EUA



A retirada parcial das tarifas impostas pelos Estados Unidos contra parte dos produtos brasileiros foi comemorada por diversos setores. O alívio, porém, não se estende ao segmento de máquinas e equipamentos. A ordem executiva assinada por Donald Trump nesta quinta-feira (20) isentou mais de 60 itens, mas deixou as máquinas agrícolas de fora.

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) lamenta que o setor não foi contemplado, mas avalia o movimento do governo norte-americano com otimismo. “Infelizmente, o setor de máquinas e equipamentos não foi citado na ordem executiva. Mas a decisão representa um passo para melhorar as relações entre Estados Unidos e Brasil”, afirma José Velloso, presidente-executivo da entidade.

Preocupação do setor persiste

A decisão de Trump, apesar de positiva, ainda preocupa o setor. Velloso lembra que a expectativa era de que pelo menos a ordem executiva mencionasse uma trégua das tarifas durante as negociações.

“O pedido do Brasil era ue, a partir do início das tratativas, a tarifa adicional de 40% ficasse suspensa, permitindo que os produtos brasileiros entrassem no mercado americano sem esse custo extra enquanto o diálogo estivesse em andamento”, explica.

As negociações entre os dois países, no entanto, continuam. Com isso, o presidente-executivo da Abimaq espera que uma eventual suspensão temporária seja contemplada durante as discussões.



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Derivados ampliam queda e pressionam soja na CBOT



A consultoria aponta que o movimento ocorre após as altas recentes


A consultoria aponta que o movimento ocorre após as altas recentes
A consultoria aponta que o movimento ocorre após as altas recentes – Foto: Divulgação

O mercado internacional de grãos registrou queda nesta quarta-feira, refletindo um movimento mais cauteloso após semanas de valorização. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos de soja, farelo e óleo negociados em Chicago terminaram o dia no campo negativo, acompanhando uma nova rodada de realização de lucros e maior pressão vendedora no mercado físico.

O contrato de soja para janeiro recuou 1,50%, encerrando a 1136,25 cents por bushel. Março caiu 1,36%, para 1144,50 cents. No segmento de derivados, o farelo para dezembro cedeu 2,48%, fechando a 318,9 dólares por tonelada curta, enquanto o óleo para dezembro caiu 2,05%, para 51,10 cents por libra-peso.

A consultoria aponta que o movimento ocorre após as altas recentes e as compras chinesas que somaram 1.354.000 toneladas nos últimos dias, incluindo 330 mil toneladas confirmadas nesta quarta. Apesar do volume, o encarecimento da soja americana para exportação tem limitado o interesse de compradores privados da China, que encontram preços mais competitivos no Brasil. Com os estoques chineses abastecidos por produto sul-americano, cresce a dúvida sobre a efetiva demanda pelas 12 milhões de toneladas mencionadas pelo governo dos Estados Unidos.

Esse cenário estimulou os Fundos de Investimentos a capturar ganhos acumulados nas últimas cinco semanas, em um ajuste que também pressionou farelo e óleo, ambos com quedas superiores a 2%. A TF Agroeconômica destaca ainda que o aumento das vendas de produtores no mercado físico reforçou o viés baixista ao longo da sessão. Essas informações foram divulgadas nesta manhã de quinta-feira.

 





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Vaca nelore alcança R$ 54 milhões e estabelece novo recorde mundial da raça



A vaca nelore Donna FIV CIAV alcançou R$ 54 milhões no Leilão Cataratas Collection, em Foz do Iguaçu, e se tornou o novo recorde mundial de valorização da raça. O resultado dobra o valor da antiga líder, Parla FIV AJJ, vendida por R$ 27 milhões em maio.

A negociação ocorreu nesta quinta-feira (20) e envolveu criatórios tradicionais do nelore. A venda de 25% da matriz por R$ 13,5 milhões ampliou o grupo de proprietários do animal.

Novo patamar no mercado de genética

O valor atribuído a Donna evidencia a força do segmento de genética bovina no país. Especialistas em melhoramento avaliam que a procura por matrizes com histórico consistente de produção e avaliação genética detalhada tem impulsionado os preços dos principais leilões. No caso de Donna, a linhagem materna e a descendência direta de Parla, uma das referências da raça, contribuíram para o resultado.

O remate também reforça o interesse do mercado em animais comprovados em pista e em programas de seleção. Donna tem dez anos e acumula premiações, incluindo o título de Melhor Matriz do Ranking Nacional Nelore 2023/2024, o que amplia a demanda por sua genética em programas de reprodução.

Participação de novos investidores

Na venda mais recente, Nelore Huff e Nelore Traia Veia adquiriram a cota de 25%, juntando-se a Casa Branca Agropastoril, Agropecuária Mata Velha e Nelore LMC. A movimentação reforça a estratégia de compartilhamento de matrizes de alto valor entre diferentes criatórios, prática comum no mercado de elite.

Os recordes anteriores — Parla FIV AJJ (R$ 27 milhões), Carina FIV do Kado (R$ 24 milhões) e Viatina-19 FIV da Mara Móveis (R$ 21,5 milhões) — mostram que o segmento já vinha registrando sucessivas altas. Carina e Viatina-19, assim como Donna, também têm participação da Casa Branca.



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Abiec celebra decisão dos EUA de retirar tarifas sobre a carne brasileira



A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) celebrou a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de zerar as tarifas adicionais de 40% sobre a carne produzida no Brasil.

“A reversão reforça a estabilidade do comércio internacional e mantém condições equilibradas para todos os países envolvidos, inclusive para a carne bovina brasileira”, afirma a Abiec.

A entidade diz ainda que a medida demonstra a efetividade do diálogo técnico e das negociações conduzidas pelo governo brasileiro, que contribuíram para um desfecho construtivo e positivo.

“A Abiec seguirá atuando de forma cooperativa para ampliar oportunidades e fortalecer a presença do Brasil nos principais mercados globais”, afirma a nota.



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Faesp vê suspensão de tarifas dos EUA como ‘avanço significativo’



A decisão do governo dos Estados Unidos de reduzir as tarifas de mais de 60 produtos brasileiros representa grande alívio financeiro para o agronegócio nacional. Essa é a avaliação da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp). Segundo Tirso Meirelles, presidente da entidade, a suspensão também traz previsibilidade ao setor.

“Essa notícia reforça a importância do setor agropecuário brasileiro no contexto global. A tarifas extras penalizavam não apenas o produtor nacional, mas também os consumidores americanos, que viram sumir das prateleiras de supermercados alimentos que fazem parte da rotina diária das famílias e onde eles reconhecem qualidade. É uma vitória importante do agro”, disse Meirelles.

Apesar da boa notícia, o presidente da Faesp faz um alerta importante. De acordo com Meirelles, é preciso reforçar a diplomacia e continuar buscando novos mercados para garantir a rentabilidade dos produtores. Para a entidade, no entanto, o recuo do governo de Donald Trump representa o reconhecimento da qualidade e da importância estratégica dos produtos brasileiros no cenário global.

Repercussão nos setores mais afetados

Itens como carne, café e frutas figuraram entre os mais afetados pelo tarifaço dos Estados Unidos, que começou em agosto. Neste contexto, a Faesp reforça que diversificar mercados, ampliar acordos comerciais e investir em inovação e qualidade são caminhos essenciais para garantir que os produtos brasileiros continuem competitivos no cenário global.

Para Antonio Ginack Junior, da Comissão de Bovinocultura de Corte da Faesp, as sobretaxas fizeram com que os produtores saíssem da zona de conforto e procurassem novas oportunidades. “Os vendedores de carne bovina conseguiram abrir novos mercados. Além disso, o preço da arroba, ao invés de cair, aumentou aqui no Brasil”, afirma

A avaliação do setor cafeeiro paulista também é positiva. “A notícia é muito boa, já que os Estados Unidos são grandes importadores de café do Brasil. A preocupação era que eles procurassem outras origens devido as tarifas, fazendo com que trabalho de anos do setor fosse desfeito. Nesse sentido, a decisão traz a certeza de voltaremos a exportar forte para o mercado americano”, complementa Guilherme Vicentini, coordenador da Comissão de Cafeicultura da Faesp.



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Mercado de soja avança com estabilidade


O plantio de soja do estado do Rio Grande do Sul segue avançando lentamente e mantém o mercado estável, segundo informações da TF Agroeconômica. “Para pagamento em novembro, com entrega em dezembro, os preços no porto foram reportados a R$ 142,00/sc (+0,71%)semanal, enquanto no interior as referências se foram em torno de R$ 133,00/sc (+1,8%)semanal em Cruz Alta, Passo Fundo, Santa Rosa e São Luiz, todos com liquidação prevista para 30/10”, comenta.

Santa Catarina mantém equilíbrio no mercado físico e fluxo interno estável. “A estabilidade demonstra que a produção remanescente segue sendo absorvida sem pressão adicional sobre o mercado, evitando movimentos bruscos nos volumes comercializados. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 141,13 (+0,75%)”, completa.

Na comercialização no Paraná, as referências portuárias registraram alta, enquanto parte das praças internas apresentou estabilidade, sinalizando demanda firme pela movimentação do grão. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 141,00 (+1,08%). Em Cascavel, o preço foi R$ 129,75 (+0,36%). Em Maringá, o preço foi de R$ 130,65 (+0,20%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 131,12 (+0,15%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 141,13(+0,75%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 120,00”, indica.

Enquanto isso, o Mato Grosso do Sul projeta expansão significativa na produção. “A antecipação das vendas segue em ritmo moderado, mas compatível com a confiança do produtor na condução da safra e na expectativa de incremento de produtividade. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 126,73 (-0,21%), Campo Grande em R$ 126,73 (-0,21%), Maracaju em R$ 126,73 (-0,21%), Chapadão do Sul a R$ 122,31 (+0,07%), Sidrolândia a em R$ 126,73 (-0,21%)”, informa.

Mato Grosso entra na reta final da semeadura. “O cenário mantém o mercado atento ao ajuste entre armazenamento, demanda imediata e ritmo de plantio, que se aproxima do encerramento. Campo Verde: R$ 123,93 (+0,25%). Lucas do Rio Verde: R$ 120,33 (-0,96%), Nova Mutum: R$ R$ 120,33 (-0,96%). Primavera do Leste: R$ 123,93 (+0,25%). Rondonópolis: R$ 123,93 (+0,25%). Sorriso: R$ 120,33 (- 0,33%)”, conclui.

 





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‘Hoje eu estou feliz’, diz Lula após Trump revogar tarifaço contra exportações brasileiras



O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, disse, na noite desta quinta-feira (20), que ficou feliz com a retirada, pelo governo dos Estados Unidos, das taxas impostas sobre alguns produtos brasileiros. Segundo o presidente, o Brasil está sabendo lidar com a pressão das tarifas e obteve respeito dos EUA.

“Quando o presidente dos EUA tomou a decisão de fazer a supertaxação, todo mundo entrou em crise e ficou nervoso. E eu não costumo tomar decisão com 39 graus de febre. Eu espero a febre baixar. Se você tomar decisão com febre, você vai cometer um erro”, disse ao discursar na abertura do Salão Internacional do Automóvel, na capital paulista.

“E hoje estou feliz porque o presidente Trump começou a reduzir as taxações. E essas coisas vão acontecer na medida em que a gente consiga galgar respeito das pessoas, ninguém respeita quem não se respeita”, acrescentou.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, nesta quinta-feira (20), a retirada da tarifa de importação de 40% sobre determinados produtos brasileiros. Constam na lista divulgada pela Casa Branca produtos como café, chá, frutas tropicais e sucos de frutas, cacau e especiarias, banana, laranja, tomate e carne bovina.

Na ordem executiva publicada pela Presidência dos EUA, Trump diz que a decisão foi tomada após conversa por telefone com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, “durante a qual concordamos em iniciar negociações para abordar as questões identificadas no Decreto Executivo 14.323”. De acordo com a publicação, essas negociações ainda estão em andamento.

Em pronunciamento nas redes sociais, ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro Fernando Haddad, Lula afirmou que a derrubada da taxa de 40% imposta pelo governo norte-americano a vários produtos agrícolas brasileiros é uma vitória do diálogo, da diplomacia e do bom senso.

“O diálogo franco que mantive com o presidente Trump e a atuação de nossas equipes de negociação, formada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e os ministros Fernando Haddad e Mauro Vieira pelo lado brasileiro, possibilitaram avanços importantes”, destacou o presidente.

“Esse foi um passo na direção certa, mas precisamos avançar ainda mais. Seguiremos nesse diálogo com o presidente Trump tendo como norte nossa soberania e o interesse dos trabalhadores, da agricultura e da indústria brasileira.”



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