terça-feira, março 10, 2026

Autor: Redação

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Acordo UE-Mercosul beneficiará agro, mas indústria terá de otimizar produção


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Foto: Ivan Bueno/AnP

A plena consolidação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, que se arrasta há mais de 25 anos, parece mais perto do que nunca. O tratato criará a maior área de livre comércio do mundo, com potencial de atingir 718 milhões de consumidores e somar um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 22 trilhões.

Contudo, ainda há resistência de países-membros do bloco europeu, como França e Irlanda. Além disso, a imprensa internacional destaca que cerca de 150 deputados europeus são contrários ao acordo e ameaçam judicializar a questão.

O mestre em Direito Internacional Werner Grau lembra que essa é a terceira vez que o Mercosul tenta concluir o tratato: a primeira em 2019 e a segunda em 2024.

“O agronegócio brasileiro é, desde 2020, o maior exportador de commodities do mundo. Então é um dado que assusta e é natural que tenha uma resistência do outro lado. É esperada essa resistência, essa tentativa de obter novos benefícios”, diz, em referência aos países europeus que apenas aceitaram o acordo após obterem salvaguardas, a exemplo da Itália.

O especialista lembra que, da mesma forma que a proposta necessita ser aprovada pelos parlamentares europeus, precisa ser chancelada internamente pelos Congressos de todos os países-membros do Mercosul, casos de Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia.

O acordo isenta de tarifas o trânsito de importação e exportação entre os blocos, estimando-se que 90% dos produtos não tenham qualquer tipo de sobretaxa para chegar à União Europeia ou ao Mercosul.

“Para o Brasil há um ganho gigantesco na exportação de commodities. Já na indústria, alguns segmentos vão precisar otimizar a produção e competitividade em relação aos produtos que chegarão mais baratos também, então é uma via de mão dupla”, salienta.

“Nós temos uma oportunidade de crescimento gigantesco nesse nosso já pujante mercado que é o agronegócio. E vamos ter de outro lado uma oportunidade também e, nesse sentido, o Estado brasileiro tem que ser muito diligente para viabilizar a otimização de determinados segmentos que vão ter uma competição maior de produtos estrangeiros”, conclui.

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Retorno do El Niño e La Niña ‘ainda no jogo’: verão pode ter calorão e chuvas; saiba onde


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Foto: Reprodução/Canva

A previsão do tempo para as regiões produtoras de soja do Brasil indica mudanças no padrão climático ao longo das próximas semanas. De acordo com o mais recente boletim National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), a atual condição de La Niña já dá sinais de enfraquecimento e deve perder força a partir de fevereiro, caminhando para um cenário de neutralidade climática.

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Na prática, esse movimento significa que as chuvas típicas do verão tendem a não se estender com a mesma regularidade em direção ao outono. Esse ponto acende um alerta especialmente para os produtores que pretendem semear o milho segunda safra mais tardiamente, já que a redução da umidade pode comprometer o desenvolvimento das lavouras.

Retorno do El Niño

O cenário projetado indica um outono e um inverno sob neutralidade climática, mas com atenção redobrada para a primavera. Os modelos apontam crescimento da probabilidade de retorno do El Niño, com mais de 50% de chance de atuação do fenômeno nesse período. Caso se confirme, a próxima safra exigirá planejamento cuidadoso, principalmente durante a semeadura, diante da expectativa de ondas de calor mais intensas e chuvas irregulares no início da janela ideal.

Ciclone extratropical

No curto prazo, o destaque fica para a formação de um ciclone extratropical na Região Sul neste fim de semana. O sistema deve provocar volumes significativos de chuva no Sul do país, no interior de São Paulo e em Mato Grosso do Sul, com acumulados entre 50 e 70 milímetros em cinco dias. Há risco de temporais mais fortes, o que pode prejudicar os trabalhos em campo.

Em contraste, produtores de Goiás, Minas Gerais e do interior do Matopiba devem seguir com condições mais favoráveis para as atividades agrícolas nos próximos cinco dias, com tempo mais estável.

Previsão do tempo indica frente fria

Na próxima semana, o avanço de uma frente fria deve levar chuva novamente para São Paulo e para o centro-sul de Minas Gerais, incluindo o Triângulo Mineiro. As precipitações ajudam lavouras semeadas mais tarde, mas também podem atrapalhar os trabalhos no campo, já que os volumes também podem variar entre 50 e 70 milímetros em cinco dias.

O tempo em 20 a 24 de janeiro

Já no período entre 20 e 24 de janeiro, a tendência é de intensificação das chuvas, principalmente no oeste e no norte de Mato Grosso. Em alguns pontos, os acumulados podem ultrapassar os 100 milímetros em cinco dias, reforçando a necessidade de monitoramento constante das condições climáticas.

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Brasil terá novas regras para entrada de produtos agropecuários; veja quais


Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil.

A partir do dia 4 de fevereiro, o Brasil terá novas regras para o transporte de produtos agropecuários nas bagagens de passageiros que estejam fazendo viagens internacionais. A medida está prevista em portaria publicada em dezembro pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.

A meta é impedir a entrada de “agentes causadores de doenças e pragas que possam colocar em risco a saúde pública, o meio ambiente e o patrimônio agropecuário brasileiro”, informou a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom).

A fiscalização será feita por meio do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), a quem caberá analisar os riscos que alguns itens podem implicar, caso entrem no país.

Lista de produtos

Entre os itens estão: animais, vegetais, bebidas, fertilizantes, corretivos, agrotóxicos, alimentos, produtos de madeiras, estimulantes e biofertilizantes.

Também integram a lista materiais genéticos para uso na reprodução animal e na propagação de vegetais; produtos de uso veterinário e destinados à alimentação animal; e inoculantes – produtos que contêm bactérias ou fungos destinados a favorecer o desenvolvimento das plantas.

“A lista de produtos agropecuários estabelecida na portaria poderá ser atualizada a qualquer momento, em decorrência de eventos sanitários, da produção de conhecimento para a gestão do risco zoofitossanitário (relativo à segurança da saúde animal e vegetal), bem como de alterações nos procedimentos aduaneiros”, informou a Secom.

Documentação

Quem estiver transportando, durante a viagem, produtos desses tipos, que necessitem de autorização de importação, terá de preencher um documento emitido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária Mapa, “que será encaminhado eletronicamente pelo serviço técnico emissor às unidades do Vigiagro nos locais de ingresso”.

A Secom explica que o documento deverá conter informações descrevendo os bens agropecuários a serem importados, incluindo quantidade, forma de acondicionamento, país de origem e de procedência; modal de transporte (que poderá ser aéreo, marítimo, fluvial, lacustre, rodoviário ou ferroviário); via de transporte autorizada; e local de ingresso no território nacional.

Também será necessária a apresentação do prazo de validade da autorização de importação, além da dados do viajante que transportará os produtos. A declaração será por meio do documento e-DBV – Declaração Eletrônica de Bens do Viajante, a ser entregue na unidade do Vigiagro por meio do canal “Bens a Declarar”.

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Governo comemora acordo comercial entre Mercosul e União Europeia


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Foto: Camex

Após a aprovação pelos países-membros da União Europeia do acordo com o Mercosul nesta sexta-feira (9), o Ministério das Relações Exteriores do Brasil divulgou uma nota celebrando a decisão dos europeus.

A nota destaca que será um dos maiores acordo comerciais do mundo, pois abrange 720 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto de US$ 22 trilhões. O comunicado ainda informa que não há, por enquanto, uma data e local para a assinatura do tratado. Veja abaixo a íntegra da nota:

Brasil saúda a decisão, em reunião do Conselho da União Europeia realizada hoje (9/1), de aprovar a assinatura do Acordo de Parceria Mercosul-União Europeia. A cerimônia de assinatura deverá ocorrer em data e local a serem acordados em conjunto entre os países do Mercosul e o lado europeu.

A aprovação pelas instâncias comunitárias europeias permitirá que o Acordo de Parceria seja assinado após mais de 26 anos do início das negociações. O Acordo integrará dois dos maiores blocos econômicos do mundo, reunindo cerca de 720 milhões de pessoas e Produto Interno Bruto (PIB) de mais de US$ 22 trilhões de dólares. Trata-se do maior acordo comercial negociado pelo Mercosul e um dos maiores dentre aqueles pactuados pela União Europeia com parceiros comerciais.”

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AgroNewsPolítica & Agro

Perspectivas distintas marcam o mercado de milho



Na B3, o milho encerrou a quarta-feira em baixa


Na B3, o milho encerrou a quarta-feira em baixa
Na B3, o milho encerrou a quarta-feira em baixa – Foto: Pixabay

O mercado de milho apresentou movimentos distintos nos principais referenciais de preços, refletindo um início de ano marcado por negociações mais lentas e ajustes de posicionamento. No Brasil, as cotações futuras recuaram, enquanto no mercado internacional o cereal encontrou sustentação em fatores ligados à demanda, resultando em altas moderadas ao longo do dia. De acordo com a TF Agroeconômica, esse comportamento oposto evidencia dinâmicas específicas de oferta e procura em cada praça.

Na B3, o milho encerrou a quarta-feira em baixa, em um cenário de menor ritmo de negócios típico do começo do ano. O avanço ainda tímido da colheita da primeira safra contribui para maior tranquilidade na formação de estoques e reduz a urgência por compras, tornando a cobertura mais organizada. Ao mesmo tempo, produtores passam a buscar preços mais atrativos antes de intensificar a colheita da soja, o que também influencia a formação das cotações.

Nesse contexto, os contratos futuros apresentaram perdas ao longo do dia e da semana. O vencimento janeiro de 2026 fechou a R$ 69,00, com recuo diário de R$ 0,47 e queda semanal de R$ 1,28. O contrato março de 2026 encerrou a R$ 73,07, registrando baixa de R$ 0,83 no dia e de R$ 1,40 na semana. Já o vencimento maio de 2026 foi cotado a R$ 72,51, com desvalorização diária de R$ 0,74 e semanal de R$ 1,34.

Em Chicago, o milho seguiu direção oposta e fechou em alta, sustentado por uma demanda considerada aquecida. O contrato março avançou 0,62%, para 446,75 centavos de dólar por bushel, enquanto o vencimento maio teve alta de 0,61%, encerrando a 454,00 centavos de dólar por bushel.

 





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Primeiro programa do ano: Soja Brasil aborda safra recorde, mas alerta para gargalos logísticos


Reprodução Soja Brasil

O ano de 2026 já começou e junto com a 2026 começou com episódio novo do Soja Brasil, abrindo o ano com uma visão ampla sobre o cenário da oleaginosa no país. O programa destaca a expectativa de safra recorde, estimada em mais de 177 milhões de toneladas, e os desafios logísticos que devem se intensificar nos períodos de pico da colheita, pressionando transporte e armazenagem. Confira:

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Expedição Soja Brasil

A expedição segue pela estrada e, em Mato Grosso, mostra produtores que adotam práticas sustentáveis para recuperação e preservação de mananciais. O destaque vai para ações como proteção de nascentes, plantio direto, rotação de culturas e uso racional de insumos, reforçando que é possível produzir soja com responsabilidade ambiental.

Sucessão familiar

No Sul do país, o foco é a sucessão familiar no agronegócio, um dos grandes desafios do setor, diante da baixa rentabilidade e da saída de jovens do campo. O programa mostra histórias reais de famílias que buscam manter o negócio rural vivo por meio de organização, diálogo e gestão profissional.

Abertura Nacional da Colheita

A edição também anuncia a Abertura Nacional da Colheita, marcada para o dia 30 de janeiro, em Porto Nacional (TO), evento que vai destacar a importância econômica e social da soja. O episódio ainda traz análise de mercado, perspectivas para 2026 e a previsão do tempo para auxiliar o produtor no início da colheita.

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Morre Udelson Nunes Franco, proprietário da Fazenda Angico e referência no Nelore Mocho


Udelson Nunes Franco
Foto: divulgação/redes sociais

Udelson Nunes Franco faleceu nesta sexta feira (9), deixando um legado de seis décadas na pecuária, especialmente no Nelore Mocho. Proprietário da Fazenda Angico, ele se destacou pelo trabalho incansável e pela paixão pela raça, que contribuiu para o seu desenvolvimento no país.

Além de seu legado na Fazenda Angico, Udelson Nunes também teve atuação destacada como conselheiro da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) por várias gestões.

Em 2014, recebeu o Mérito ABCZ, a maior honraria concedida pela associação, em reconhecimento à sua contribuição para a pecuária nacional.

Colegas, parceiros e amigos lembram dele como um profissional incansável, cuja paixão e comprometimento contribuíram de forma significativa para o avanço da raça no país.

A ACNB expressou seus sentimentos à família Franco, destacando o legado deixado por Udelson Nunes e a importância de sua contribuição para a pecuária brasileira.

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Agricultora faz crochê durante cirurgia no cérebro para retirada de tumor


Foto: Reprodução Redes Sociais

Um vídeo gravado durante a cirurgia de uma agricultora de Cascavel (PR) tem chamado a atenção nas redes sociais. Elidimar Ferreira Martins Galter, de 45 anos, passou por um procedimento para a retirada de um tumor no cérebro enquanto fazia crochê. As imagens foram divulgadas pelo Hospital de Câncer Uopeccan e pelo neurocirurgião Bruno Amorim, responsável pelo procedimento, e rapidamente viralizaram.

De acordo com o médico, a realização da cirurgia com o paciente consciente e executando uma atividade tem papel fundamental no sucesso da intervenção. A técnica permite monitorar em tempo real funções essenciais, como fala e movimentos, garantindo que áreas sensíveis do cérebro não sejam comprometidas durante a retirada do tumor.

Ainda segundo Amorim, a agricultora não sentiu dor ao longo do procedimento, já que o cérebro não possui terminações nervosas responsáveis pela sensação dolorosa, apesar de ser o órgão que processa os estímulos de dor no corpo humano.

Após o sucesso da cirurgia, Elidimar segue em tratamento, com acompanhamento médico contínuo, e se recupera bem.

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AgroNewsPolítica & Agro

Agricultores franceses protestam contra acordo UE-Mercosul



O protesto foi convocado pela Coordenação Rural


O protesto foi convocado pela Coordenação Rural
O protesto foi convocado pela Coordenação Rural – Foto: Reprodução

A mobilização de agricultores em grandes centros urbanos voltou a expor tensões entre o setor agropecuário e as políticas comerciais e sanitárias adotadas na Europa. Em meio a discussões sobre acordos internacionais e medidas de controle de doenças animais, manifestações recentes evidenciam o descontentamento de produtores com decisões que consideram prejudiciais à atividade rural.

Cerca de uma centena de tratores entrou em Paris na madrugada de quarta para quinta-feira, bloqueando ruas e avenidas centrais próximas a pontos turísticos e sedes institucionais. Apesar de um decreto que proibia manifestações não autorizadas em áreas sensíveis, parte dos agricultores conseguiu avançar até regiões como o entorno da Torre Eiffel, a Avenida Champs-Élysées e o Arco do Triunfo, enquanto outros veículos foram contidos nas entradas da capital. A mobilização causou congestionamentos significativos em rodovias de acesso à cidade.

O protesto foi convocado pela Coordenação Rural, sindicato que se opõe ao acordo de livre-comércio entre a União Europeia e o Mercosul e critica a condução do governo francês no enfrentamento da dermatose nodular contagiosa, doença viral que afeta bovinos. Os manifestantes pedem mudanças na política sanitária, especialmente no que se refere ao abate sistemático de animais infectados e às restrições de movimentação impostas aos rebanhos.

No debate interno do setor, há divergências entre sindicatos. Enquanto a Federação Nacional dos Sindicatos de Exploração Agrícola defende as medidas adotadas pelo governo como necessárias para conter a doença, outras entidades argumentam que apenas os animais doentes deveriam ser abatidos, com vacinação em escala nacional para o restante do gado.

O contexto político amplia a tensão. A França mantém oposição ao acordo entre a UE e o Mercosul e tenta articular uma minoria de bloqueio no bloco europeu, mesmo diante de posições mais favoráveis de países como a Itália. Paralelamente, o governo anunciou medidas para restringir importações agrícolas que não atendam aos padrões sanitários e ambientais europeus, buscando responder às pressões do campo.

 





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Exportações brasileiras de etanol registram pior desempenho em oito anos


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Foto: Secretaria de Energia e Mineração de São Paulo

As exportações brasileiras de etanol reagiram em dezembro após dois meses consecutivos de forte retração, totalizando 173 milhões de litros, aumento de 56,8% na comparação anual, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

exportação de etanol brasileiro
Fonte: Secex/MDIC. Elaboração Datagro

Ainda assim, o volume permaneceu 6,3% abaixo da média dos últimos cinco anos para o mês, indicando uma recuperação apenas parcial, indica a consultoria Datagro.

No acumulado de 2025, as exportações de etanol do Brasil somaram 1,612 bilhão de litros, queda de 14,6% em relação a 2024 e de 20% frente à média dos últimos cinco anos, configurando o menor volume anual exportado desde 2017.

Receitas com as exportações

receita das exportações
Fonte: Secex/MDIC. Elaboração Datagro

As receitas com as exportações de etanol alcançaram US$ 101 milhões em dezembro de 2025, crescimento de 67,5% na comparação anual, refletindo tanto o aumento dos volumes quanto a ligeira recuperação de preços.

O valor médio do etanol exportado foi de US$ 0,58/litro, acima dos US$ 0,55 registrados em dezembro de 2024. No acumulado de 2025, as receitas totalizaram US$ 934 milhões, retração de 11,2% frente ao ano anterior, apesar da elevação do preço médio do litro embarcado de US$ 0,56 em 2024 para US$ 0,58 em 2025.

Em dezembro, a Coreia do Sul permaneceu como principal destino do etanol brasileiro, com 98 milhões de litros, equivalentes a 56,5% do total exportado no mês. Na sequência, os Países Baixos absorveram 40 milhões de litros (23,2%), principal porta de entrada do produto na Europa, enquanto as Filipinas importaram 15 milhões de litros (8,8%).

Embarques ao longo de 2025

destinos do etanol brasileiro
Fonte: Secex/MDIC. Elaboração Datagro

No acumulado de 2025, os seguintes países lideraram as compras de etanol brasileiro:

  • Coreia do Sul: 780 milhões de litros (48,4% do total), praticamente estável na comparação anual (-0,3%);
  • Estados Unidos: 253 milhões de litros (15,7%), queda de 18,4% frente a 2024;
  • Países Baixos: 221 milhões de litros (13,7%), alta de 45,3% em um ano.

Outros destinos relevantes incluíram Gana, com 61 milhões de litros (3,8%), e Camarões, com 49 milhões de litros (3,0%), ambos com expansão expressiva das importações, de 40,8% e 129,1%, respectivamente.

Por outro lado, Filipinas (3,8%) e Nigéria (2,8%) reduziram suas compras de etanol brasileiro em 36,3% e 59,9%, respectivamente. Os demais 66 destinos responderam por apenas 8,9% do volume exportado em 2025.

Por outro lado, as importações brasileiras de etanol registraram forte crescimento em 2025, totalizando 319 milhões de litros, avanço de 66,2% frente a 2024 e o maior volume importado desde 2021. De acordo com os dados da Secex, do total adquirido, 43,9% tiveram origem nos Estados Unidos, 29,9% no Paraguai e 26,2% na Argentina. 

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