quinta-feira, março 19, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

compromisso chinês levanta dúvidas no mercado



Enquanto os EUA tentam recuperar espaço, o Brasil deve exportar 112,5 milhões de t


Enquanto os EUA tentam recuperar espaço, o Brasil deve exportar 112,5 milhões de toneladas
Enquanto os EUA tentam recuperar espaço, o Brasil deve exportar 112,5 milhões de toneladas – Foto: United Soybean Board

Desde o acordo comercial “quadro” firmado em 30 de outubro entre Estados Unidos e China, cresce a dúvida se Pequim realmente cumprirá o compromisso de adquirir 12 milhões de toneladas de soja americana em 2025 e 25 milhões de toneladas anuais entre 2026 e 2028. Apesar de embarques recentes terem reativado o fluxo, especialistas consideram que os volumes ainda estão muito distantes das metas e dificilmente serão atingidos no curto prazo ou nos três anos seguintes.

Segundo a Reuters, seis carregamentos estão sendo preparados nos portos do Golfo do México e um já está a caminho, marcando o primeiro embarque desde a primavera. No entanto, mesmo com 1,584 milhão de toneladas compradas em apenas três dias na semana de 16 de novembro, o total acumulado fica muito abaixo da meta, faltando menos de um mês para o encerramento do ano. Para o economista-chefe do StoneX Group, Arlan Suderman, a China tende a comprar apenas o suficiente “para aparentar que está ativa”, e o mercado já precificou algo em torno de 8 a 10 milhões de toneladas, mas o número real pode chegar apenas a 3 a 3,5 milhões.

Além disso, o USDA reduziu sua projeção de exportações de soja dos EUA para 44,5 milhões de toneladas em 2025/26, queda de 13% ante o ciclo anterior. A limitação de armazenagem na China e a forte concorrência do Brasil, que segue ampliando a produção e ofertando soja a preços mais competitivos, colocam ainda mais pressão sobre os norte-americanos.

Enquanto os EUA tentam recuperar espaço, o Brasil deve exportar 112,5 milhões de toneladas em 2025/26, segundo o USDA, consolidando-se como principal fornecedor. A urgência se intensifica diante de um dado simbólico: as inspeções de soja para exportação dos EUA no acumulado do ano caíram 46% frente ao período anterior, mostrando o custo da ausência chinesa e reforçando o risco de o acordo não sair do papel como anunciado.

 





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Fenômeno climático deve levar temporais para áreas de 9 estados



A Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) traz risco de temporais para áreas de Minas Gerais e Espírito Santo, no Sudeste; Mato Grosso e Goiás, no Centro-Oeste; e Amazonas, Acre, Rondônia, Pará e Tocantins, na Região Norte. Veja a previsão da Climatempo para todo o país:

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Sul

O tempo segue firme na maior parte da região ao longo do dia, com chance de chuva apenas entre a Serra Gaúcha e a Serra Catarinense, de maneira mais fraca. O sol predomina pela região, enquanto no leste paranaense e catarinense a nebulosidade é maior. As temperaturas permanecem elevadas e o calor predomina.

Sudeste

Na metade norte de Minas Gerais e no Espírito Santo, as instabilidades continuam atuando, com chuva de moderada a forte intensidade e risco de temporais devido ao estabelecimento da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). Em áreas do Triângulo Mineiro e centro-sul de Minas, além do norte e leste paulista e no Rio de Janeiro, há chance de chuvas mais fracas. Já nas demais regiões, o tempo segue mais firme, e as temperaturas continuam elevadas em grande parte do território paulista e no Triângulo Mineiro.

Centro-Oeste

O tempo continua instável em Mato Grosso e Goiás, com chuva de moderada a forte intensidade e risco de temporais devido à atuação da ZCAS. Já em Mato Grosso do Sul, o tempo segue mais firme pela manhã e, a partir do fim do período, a presença de uma área de baixa pressão sobre o Paraguai deve favorecer pancadas de chuva em áreas do norte, noroeste, oeste e interior do estado.

Nordeste

As instabilidades seguem ocorrendo pelo estado da Bahia, além da metade sul do Maranhão e do Piauí, com chuva de moderada a forte intensidade. Na faixa litorânea norte da região, há chance de chuvas mais fracas. As temperaturas seguem elevadas em grande parte da região, e a umidade relativa do ar segue mais baixa no norte do Piauí, Ceará, oeste do Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba e norte da Bahia.

Norte

As pancadas de chuva ganham força em boa parte do Amazonas, Acre e Rondônia, além da metade sul do Pará e no Tocantins, e devem ocorrer de maneira moderada a forte, com chance de temporais em alguns pontos. Em Roraima, as pancadas seguem ocorrendo, enquanto no Amapá a chuva ocorre de forma mais fraca.



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Área plantada com algodão recua 2,4% no Oeste baiano, segundo AIBA



Apesar da retração da área, a produtividade permanece estável



Foto: Pexels

O boletim da AIBA informa que a área destinada ao cultivo de algodão na região Oeste da Bahia foi ajustada para 403 mil hectares, uma redução de 2,4% em relação ao ciclo anterior. Apesar da retração da área, a produtividade permanece estável, com projeção de 332 arrobas por hectare. Com isso, a produção total estimada é de 2,006 milhões de toneladas de algodão em caroço.

A redução da área pode estar relacionada a estratégias de rotação de culturas e ajuste no zoneamento agrícola por parte dos produtores, ainda não detalhadas no boletim.

O algodão representa 12,5% da área cultivada total da região, mantendo-se como uma das culturas de maior relevância econômica no Oeste baiano. A expectativa é de que as boas condições climáticas também favoreçam o desenvolvimento inicial das lavouras de algodão, embora ainda estejam em fase de implantação.

A manutenção do potencial produtivo dependerá do monitoramento climático e das práticas de manejo preventivo.





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Após breve alta, preços do boi gordo voltam a estabilizar



Mercado do boi gordo mantém estabilidade no paísMercado do boi gordo mantém estabilid



Foto: Divulgação

O mercado do boi gordo voltou a operar em estabilidade nesta quinta-feira (4), conforme análise do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria. A consultoria destacou que a alta registrada na véspera encerrou o mais longo período de preços estáveis do ano em São Paulo, com 28 dias consecutivos sem oscilações. O intervalo superou mais que o dobro dos três maiores períodos anteriores de manutenção das cotações, registrados em janeiro, março e junho, cada um com 13 dias.

Segundo o boletim, após a valorização registrada ontem, o mercado abriu o dia sem novas alterações. A Scot Consultoria informou que “os negócios aconteceram com maior facilidade ontem e, hoje, os compradores estiveram menos firmes nos preços, testando referências menores”. As escalas de abate estavam programadas, em média, para nove dias.

No Maranhão, o cenário também era de estabilidade. A consultoria apontou que os compradores mantinham escalas confortáveis, com programação média de dez dias.

Em Alagoas, o informativo ressaltou que “não houve alterações para todas as categorias na comparação diária”. As escalas estavam ajustadas para seis dias.

No Rio de Janeiro, a oferta começou a diminuir nos últimos dias. Apesar disso, as cotações permaneceram estáveis, sem resposta imediata à redução da disponibilidade de animais.





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Barcelona confirma casos de peste suína africana (PSA) em javalis



PSA é uma doença viral que afeta suínos domésticos, asselvajados e javalis



Foto: Pixabay

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informa que a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) foi notificada sobre a ocorrência de peste suína africana (PSA) em javalis na província de Barcelona, região da Catalunha, na Espanha, registrada em 26 de novembro. Este é o primeiro episódio da doença no país desde 1994. Até 2 de dezembro, nove casos foram confirmados, todos restritos a javalis, sem detecção em suínos domésticos.

A PSA é uma doença viral que afeta suínos domésticos, asselvajados e javalis. Embora não represente risco à saúde humana, por não se tratar de zoonose, é de notificação obrigatória devido ao seu alto poder de disseminação e ao impacto potencial para os sistemas de produção. A presença de carrapatos do gênero Ornithodoros, que podem atuar como vetores, aumenta a complexidade do controle da enfermidade em ambientes silvestres.

O vírus apresenta elevada resistência no ambiente, podendo permanecer ativo por longos períodos em roupas, calçados, veículos, materiais, equipamentos e em diversos produtos suínos que não passam por tratamento térmico adequado. As principais vias de introdução em áreas livres incluem o contato de animais suscetíveis com objetos contaminados ou a ingestão de produtos suínos contaminados.

O Brasil permanece oficialmente livre de PSA desde 1984, condição que segue preservada. O Mapa reforça que a manutenção desse status depende do cumprimento das normas sanitárias vigentes e da atenção contínua à movimentação de pessoas, produtos e materiais provenientes de regiões afetadas. A introdução da doença no país traria impactos significativos para a cadeia suinícola, motivo pelo qual o país mantém vigilância reforçada e protocolos de prevenção atualizados.





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Economia brasileira tende a desacelerar em 2025


Apesar de um consumo ainda resiliente e de um mercado de trabalho aquecido, o cenário macroeconômico brasileiro apresenta sinais de desaceleração. O relatório Radar Macroeconômico do Departamento Técnico e Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) destacou alguns pontos que contribuíram para esse cenário.

No início de 2025, as expectativas de mercado para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro apontavam para uma variação de 2% em relação ao ano anterior, segundo o relatório Focus. Entretanto, após o segundo semestre, tais projeções foram revisadas para 2,2%, refletindo a incorporação de novos dados de atividade econômica. Para 2026, as estimativas indicam avanço mais moderado, em torno de 1,8%. A desaceleração esperada para o PIB em 2025, ocorre em um contexto macroeconômico complexo e multifacetado.

Entre os fatores que compõem essa visão estão: o mercado de trabalho dinâmico, com taxa de desemprego em níveis historicamente baixos e elevação da renda média real sustentando o consumo; a inflação ainda elevada, resultado do trade-off entre forte nível de emprego, pressões de demanda e choques específicos de oferta; juros altos; arrefecimento do investimento privado devido ao maior custo de capital e ao ambiente de crédito mais seletivo; aumento do custo de carregamento da dívida pública; desvalorização cambial; e maior turbulência no cenário global.

Esses fatores se refletem em indicadores recentes. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado, considerado um indicador antecedente do PIB, registrou 108,4 pontos em setembro, representando queda de 0,2% em relação ao mês anterior e de 0,9% no trimestre. Por setores, a agropecuária recuou 4,5%, a indústria 1% e os serviços 0,3% no trimestre.

A taxa de desocupação alcançou 5,6% no terceiro trimestre de 2025, mantendo-se no menor nível desde o início da série histórica, em 2012. Dados mais recentes indicam nova queda, para 5,4%, no trimestre encerrado em outubro.

A taxa de inflação, medida pela variação acumulada em 12 meses do IPCA, ficou em 4,68% em outubro de 2025. Apesar da desaceleração em relação aos meses anteriores, o indicador permanece acima do limite superior da meta de inflação, de 4,5%. Diante das pressões inflacionárias, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, na reunião de outubro, manter a taxa Selic em 15% ao ano pela quarta reunião consecutiva, em linha com a estratégia de convergência da inflação para a meta. O Comitê também indicou que a taxa deverá permanecer nesse patamar por um período prolongado.

Quanto ao câmbio, o dólar teve cotação média de R$ 5,39 em outubro, refletindo valorização frente ao real, principalmente devido à intensificação das tensões comerciais entre Estados Unidos e China. No entanto, no início de novembro, o anúncio de um acordo comercial envolvendo redução de tarifas contribuiu para atenuar parcialmente essas pressões bilaterais. Adicionalmente, a deterioração das contas públicas brasileiras tem ampliado as preocupações quanto à capacidade do país de cumprir seus compromissos fiscais, fator que exerce pressão adicional sobre o câmbio.

Para maiores informações, clique na imagem abaixo para acessar o relatório. Mais dados sobre a economia e o setor agropecuário estão disponíveis no Painel de Dados do portal da Faesp.





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veja como o mercado fechou a semana



O mercado físico do boi gordo apresenta predominante acomodação em seus preços no decorrer desta sexta-feira (5), com muitas indústrias ausentes da compra de gado.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a abertura dos preços deve ocorrer entre segunda e terça-feira.

“Sob o prisma da demanda, o mercado ainda conta com sinais de aquecimento, com a demanda interna em seu auge, somado ao forte ritmo de embarques. É válido mencionar que os frigoríficos de maior porte sinalizam para escalas de abate confortáveis, o que pode limitar altas mais consistentes”, disse.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 324,50 — ontem: R$ 324,00
  • Goiás: R$ 315,71 — R$ 316,25
  • Minas Gerais: R$ 320,18 — R$ 320,53
  • Mato Grosso do Sul: R$ 320,00 — R$ 320,23
  • Mato Grosso: R$ 302,43 — R$ 301,49

Mercado atacadista

O mercado atacadista encerra a semana apresentando manutenção do padrão dos negócios no decorrer da sexta-feira.

Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por novos reajustes dos preços, em especial dos cortes do traseiro bovino, muito demandados nessa época do ano, considerando o impacto da entrada do 13º terceiro salário, criação dos postos temporários de emprego e confraternizações inerentes ao período.

  • Quarto traseiro: ainda é precificado a R$ 26 por quilo;
  • Quarto dianteiro: segue cotado a R$ 18,50 por quilo;
  • Ponta de agulha: se mantém a R$ 18,50 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 2,33%, sendo negociado a R$ 5,4340 para venda e a R$ 5,4320 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2980 e a máxima de R$ 5,4850. Na semana, a moeda teve valorização de 1,86%.



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A escolha de Bolsonaro por Flávio pode unir a direita, ou não?


A decisão de Jair Bolsonaro de indicar seu filho Flávio como candidato da direita à Presidência em 2026 é um movimento que combina sobrevivência, risco e instinto político.

O gesto preserva o sobrenome que mobiliza parte significativa do eleitorado conservador, mas também coloca o campo da direita diante de um dilema grave: seguir unido em torno da família Bolsonaro ou buscar uma alternativa capaz de ampliar votos e dialogar com o centro.

A indicação acontece em um momento de turbulência inédita. Bolsonaro está inelegível, enfrenta problemas judiciais e depende do capital político que ainda possui para manter seu grupo vivo. O nome de Flávio surge como a solução “natural” para quem deseja preservar a identidade do bolsonarismo, mas essa solução cobra um preço alto.

A pergunta central é: Flávio Bolsonaro consegue unir a direita ou apenas o núcleo bolsonarista?

Cenário 1: a direita se une e Flávio se fortalece

No cenário mais favorável, os governadores aliados, especialmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina, aceitam a candidatura sem resistência. A centro-direita decide que derrotar a esquerda vale mais do que discutir sucessão familiar.

A presença de palanques fortes eleva a visibilidade de Flávio, enquanto o próprio Jair Bolsonaro atua como cabo eleitoral, mobilizando uma base fiel e ruidosa.

Se, nesse processo, Flávio adotar um discurso econômico moderado e apresentar uma equipe com nomes respeitados, o mercado reduz a desconfiança inicial. O resultado é uma candidatura competitiva, com rejeição estabilizada e capacidade de atrair o eleitor antipetista moderado. Nesse cenário, Flávio chegaria ao segundo turno com força.

É um caminho possível, mas exige disciplina política, o que historicamente nunca foi a maior virtude do grupo.

Cenário 2: Flávio vira candidato da direita, mas não da centro-direita

Hoje, este parece o cenário mais provável. O núcleo bolsonarista fecha com Flávio, mas parte da centro-direita hesita. O apoio existe, mas é morno. Governadores e dirigentes aceitam o nome para não romper com a base conservadora, mas evitam se comprometer totalmente.

A rejeição permanece alta, o mercado se mantém desconfiado e outros nomes começam a orbitar como alternativas mais moderadas. A disputa para ver quem representará efetivamente a “direita ampliada” cria ruído. Esse cenário leva a uma campanha em que Flávio tem força suficiente para ir ao segundo turno, mas não a ponto de chegar fortalecido.

É uma candidatura resiliente, porém limitada ao teto natural do bolsonarismo.

Cenário 3: a indicação implode a direita

No pior cenário, a escolha de Bolsonaro desperta rejeição explícita no centrão, nos governadores e em parte da própria direita. A acusação de “hereditariedade política” ganha terreno, e surgem alternativas para substituir o clã na disputa presidencial. Sem unidade, o campo conservador se fragmenta em três ou quatro candidaturas viáveis.

Somam-se a isso o desgaste judicial do ex-presidente, volatilidade econômica e a rejeição histórica ao sobrenome Bolsonaro — o que empurra o mercado, partidos e lideranças a buscar outro caminho. Nesse ambiente, Flávio se torna candidato de nicho, com 18% a 22% dos votos, incapaz de ir ao segundo turno.

Esse é, politicamente, o maior risco para a direita: sacrificar 2026 em nome da manutenção de um projeto familiar.

A escolha que define o futuro da direita

A designação de Flávio Bolsonaro é um movimento que simboliza mais do que a sucessão de Jair Bolsonaro. Representa a disputa entre identidade e viabilidade eleitoral. Manter o núcleo do bolsonarismo unido é fundamental para qualquer projeto conservador — mas isso não necessariamente garante competitividade nacional.

O sobrenome Bolsonaro continua poderoso. Mobiliza, arrasta multidões, cria engajamento. Mas também impõe um teto eleitoral e uma rejeição alta. A pergunta que a direita precisa responder é simples e brutal: vale mais preservar o bolsonarismo como símbolo ou maximizar as chances de vitória em 2026?

A resposta, qualquer que seja, definirá o caminho político do país nos próximos anos.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Preço do arroz cai no RS com baixa demanda e exportação



Preços do arroz atingem mínima de quatro anos com baixa demanda e exportação


Foto: Divulgação

Diante da baixa necessidade de compras no spot por parte da indústria e do enfraquecimento das exportações, o mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul permaneceu sob forte pressão baixista ao longo de novembro. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário, aliado ao avanço da semeadura e ao escoamento lento, levou as cotações aos menores patamares em mais de quatro anos. 

O Indicador CEPEA/IRGA-RS (58% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou novembro a R$ 53,28/saca, o mais baixo desde a primeira semana de abril de 2020 e acumulando quedas de 5,4% no mês e de 46,27% no ano. No campo, o cultivo da safra 2025/26 se aproxima do fim no Rio Grande do Sul, principal estado produtor.

O clima tem favorecido o desenvolvimento das lavouras, sustentando a expectativa de maior produtividade nesta temporada. Segundo o Irga, até o dia 27, a semeadura havia atingido 92% da área prevista, avanço de 2,8 pontos percentuais em uma semana.





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Malásia proíbe importação de suínos da Espanha após surto de Peste Suína Africana



O Departamento de Serviços Veterinários (DVS) da Malásia emitiu, nesta sexta-feira (5), uma nota proibindo a importação de suínos e produtos suínos da Espanha, com exceção de produtos “retort” (processados termicamente em embalagens seladas).

A medida, que entra em vigor imediatamente, foi tomada em resposta ao surto de Peste Suína Africana (PSA) no país europeu, reportado à Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH, na sigla em inglês) em 28 de novembro de 2025.

O governo malaio estabeleceu critérios específicos para permitir a entrada de cargas que já estavam no processo logístico.

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A importação será autorizada apenas se o Certificado de Saúde Veterinária tiver sido emitido pelas autoridades espanholas até a data de 28 de novembro de 2025. Adicionalmente, a data de abate dos animais deve ser anterior a 14 de novembro de 2025 e a data de processamento do produto deve ser anterior a 28 de novembro de 2025.

Os importadores devem coordenar com o Serviços de Quarentena e Inspeção da Malásia (MAQIS) a aplicação das licenças para as remessas que cumpram esses requisitos rigorosos.

O vírus foi detectado inicialmente no final do mês passado em javalis em uma área próxima a Barcelona, e novos casos foram encontrados desde então, o que motivou o alerta sanitário e as restrições comerciais subsequentes.



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