sábado, março 28, 2026

Autor: Redação

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Mesmo sem acesso, comitiva vai à Genebra para COP 11


Uma comitiva de parlamentares e representantes do executivo de municípios produtores de tabaco, bem como de entidades da cadeia produtiva da Região Sul, partem rumo à Suíça no sábado, 15 de novembro, para acompanharem a 11ª Conferência das Partes (COP 11) da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT), que acontece de 17 a 22 de novembro, em Genebra.

Mesmo sem acesso aos debates, o grupo estará no local para garantir que a delegação oficial brasileira não crie empecilhos à produção de tabaco já estabelecida no País e cumpra a declaração interpretativa assinada pelo governo federal quando o Brasil aderiu à Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT).

“Estamos levando conosco a voz de 533 mil pessoas envolvidas com essa atividade no meio rural e outras 44 mil nas indústrias. É o meio de sustento destes cidadãos brasileiros que estaremos defendendo, mesmo que nos bastidores”, comenta o presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing.

Assim como em outras COPs, tanto os representantes eleitos, quanto entidades representativas dos produtores e a própria imprensa tiveram acesso negado às sessões. “A falta de transparência e diálogo são marcas de um tratado que não tem mais se preocupado apenas com a saúde pública, mas que avança para erradicar a produção de tabaco, com medidas que podem impactar diretamente a renda e os empregos gerados pela produção no Brasil”, reforça Thesing.

PRODUÇÃO DE TABACO NO BRASIL – Safra 2024/25

O Brasil ocupa a 2ª posição no ranking mundial de produção de tabaco, atrás apenas da China, seguido por Índia, Zimbábue e Estados Unidos. A Região Sul do Brasil é o principal polo produtor, concentrando os principais indicadores do setor:

525 municípios produtores

138 mil produtores rurais

44 mil empregos diretos nas indústrias de tabaco

533 mil pessoas envolvidas na cadeia produtiva no meio rural

310 mil hectares plantados

720 mil toneladas produzidas

R$ 14,6 bilhões em receita para os produtores

447 mil toneladas exportadas (2024)

R$ 18,8 bilhões em impostos arrecadados anualmente (2024)

US$ 2,89 bilhões em divisas geradas com exportações (2024)

“Esses números destacam a importância estratégica do tabaco para a economia do Sul do Brasil, tanto pelo seu impacto social quanto pela geração de receita e divisas, especialmente para as comunidades rurais, onde a cultura representa uma das principais fontes de renda e desenvolvimento”, reforça Thesing.

QUEM COMPÕE A DELEGAÇÃO

Entidades representativas

Éder Rodrigues, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria (Stifa)

Edimilson Alves, diretor-executivo da Abifumo

Gilson Becker, presidente da Amprotabaco e prefeito de Vera Cruz

Marco Dornelles, secretário da Afubra

Marcos Augusto Souza, diretor executivo do Sinditabaco Bahia

Rangel Marcon, presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias do Tabaco e Afins (Fentitabaco)

Romeu Schneider, vice-presidente da Afubra e presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco

Valmor Thesing, presidente do SindiTabaco

Representantes Governos RS/SC

Celles Regina de Matos, presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc)

Edivilson Brum, secretário estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi)

Joel Maraschin, chefe de Gabinete da Seapi

Romano Scapin, diretor geral SDR

Vilson Covatti, secretário estadual de Desenvolvimento Rural (SDR)

Deputados federais

Afonso Hamm (RS)

Dilceu Sperafico (PR)

Heitor Schuch (RS)

Marcelo Moraes (RS)

Rafael Pezenti (SC)

Zé Neto (BA)

Zé Rocha (BA)

Deputados estaduais RS

Airton Artus

Dimas Costa

Marcus Vinícius

Pedro Pereira

Silvana Covatti

Zé Nunes

Prefeitos/secretários

Emerson Maas, prefeito de Mafra (SC)

Jarbas da Rosa, prefeito de Venâncio Aires (RS)

Ricardo Landim, secretário de Desenvolvimento Rural de Venâncio Aires (RS)

 A produção no Brasil

O setor tem destaque especialmente na Região Sul, com o Rio Grande do Sul respondendo por cerca de 50% da produção nacional. Segundo a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), a cadeia produtiva envolveu, na safra 2024/25, mais de 138 mil famílias produtoras nos três estados do Sul. As quase 720 mil toneladas produzidas, renderam cerca de R$ 14,58 bilhões, montante que movimenta outros segmentos nos 525 municípios produtores da Região Sul do Brasil.





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Estimativas atualizadas devem guiar preços de soja, milho e trigo



No trigo, a alta em Chicago reflete compras persistentes de fundos


No trigo, a alta em Chicago reflete compras persistentes de fundos
No trigo, a alta em Chicago reflete compras persistentes de fundos – Foto: Canva

A movimentação nos mercados agrícolas começa o dia influenciada por ajustes em bolsas internacionais e pela expectativa em torno de novos dados oficiais. A TF Agroeconômica aponta reações distintas entre trigo, soja e milho diante do cenário externo e das projeções de oferta.

No trigo, a alta em Chicago reflete compras persistentes de fundos, mesmo em um ambiente de oferta considerada ampla. Os lotes de dezembro registraram avanço enquanto as praças físicas do Paraná e do Rio Grande do Sul tiveram variações discretas. A consultoria indica que a colheita segue acelerada no Hemisfério Sul e que a confirmação de produção recorde na Argentina, estimada em 24,5 milhões de toneladas, deve ampliar as exportações muito além do estimado pelo órgão americano em setembro.

A soja opera com ligeira alta em Chicago em um dia marcado pela volta do relatório do USDA após quarenta e três dias de interrupção. Os prêmios de exportação permanecem estáveis no Brasil, enquanto óleo e farelo mostram recuperação na América do Sul. Desde setembro, a falta de dados e as tensões entre Estados Unidos e China ampliaram a volatilidade, seguida de melhora após a trégua comercial e novas sinalizações de compra. No país, condições climáticas adversas continuam a limitar o potencial da safra 2025/26, segundo o contexto descrito no material.

O milho inicia o dia com pequenas oscilações após quatro sessões de avanço em Chicago. O físico brasileiro apresenta leve alta e os contratos futuros exibem movimentos mistos. As atenções se voltam para o relatório mensal do USDA, que deve atualizar as estimativas interrompidas durante o apagão administrativo. Antes da divulgação, números privados projetavam colheita e estoques finais abaixo dos valores publicados em setembro, o que ajuda a explicar a cautela observada entre compradores e vendedores.

 





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‘Sinalização positiva’, produtores de carne e café reagem ao anúncio da redução de tarifas pelos EUA



A ordem executiva assinada nesta sexta-feira (14) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinando a redução de tarifas sobre café, carne, frutas e açaí, repercutiu imediatamente entre entidades do agronegócio brasileiro. A medida é vista como um primeiro passo para destravar barreiras comerciais que restringem o acesso de produtos do Brasil ao mercado norte-americano.

Entre os setores diretamente beneficiados está o café, pois os EUA são o principal destino das exportações do produto brasileiro. Em nota divulgada na noite desta sexta-feira (14), o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) informou que está avaliando os efeitos da ordem executiva.

O presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, lembrou que hoje existem duas tarifas aplicadas pelos EUA ao café brasileiro: a tarifa base, de 10%, e a tarifa adicional, de 40%, vinculada ao Artigo 301. Ele destacou que ainda é necessário analisar se o novo ato assinado por Trump se aplica apenas à tarifa de 10%, à de 40% ou a ambas.

“O Cecafé está em contato com seus pares americanos, neste momento, para analisar cuidadosamente a situação e entender o cenário que se apresenta. Voltaremos a nos pronunciar tão logo tenhamos os devidos esclarecimentos”, afirmou Ferreira.

Sinalização positiva

Para o setor de proteína animal, a notícia também foi recebida como um avanço. O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Roberto Perosa, em entrevista a CNN, nesta sexta-feira, afirmou que a decisão norte-americana é uma sinalização clara de abertura para negociação, sobretudo diante dos impactos que as tarifas atuais têm sobre a competitividade da carne brasileira no mercado dos EUA.

Segundo Perosa, a ordem executiva mostra que Washington reconhece a necessidade de reavaliar medidas adotadas no passado, especialmente aquelas relacionadas ao Artigo 301, que ampliou barreiras sobre produtos que não atendiam exigências internas dos EUA. “Vejo como uma medida positiva do governo americano, que indica disposição de avançar nas conversas. Agora é aguardar os desdobramentos técnicos e diplomáticos”, afirmou.

Ele destacou que ainda não há clareza sobre qual tarifa será reduzida: a base de 10%, a adicional de 40% ou ambas. Mesmo assim, considera que a decisão representa um marco importante para retomar o fluxo comercial direto entre Brasil e Estados Unidos, especialmente para produtos bovinos.

Perosa ressaltou que as negociações tiveram forte componente diplomático e foram influenciadas por recentes encontros de alto nível entre os dois países, incluindo conversas entre os presidentes Lula e Trump e diálogos entre as chancelarias. “É inegável que, depois do encontro presidencial, as conversas destravaram. Houve um momento em que achávamos que poderia demorar mais, mas a diplomacia avançou e a medida veio”, explicou.

Carne brasileira volta ao radar dos EUA

O presidente da Abiec reforçou que uma eventual redução tarifária pode recolocar imediatamente a carne bovina brasileira em condições de competir nas prateleiras norte-americanas. Ele lembrou que os EUA são grandes consumidores de cortes usados pela indústria, como dianteiro, e que uma tarifa menor abre espaço para produtos como carne moída, hambúrguer, processados e outros itens da indústria frigorífica nacional.

“É a primeira sinalização concreta de que o fluxo comercial pode ser retomado em condições justas. O Brasil tem oferta, qualidade e competitividade para disputar esse mercado novamente”, afirmou Perosa.

Setor aguarda detalhes técnicos

Tanto Cecafé quanto Abiec reforçam que o momento é de cautela. As entidades aguardam a publicação completa da ordem executiva e o detalhamento dos percentuais que serão efetivamente reduzidos. Até lá, técnicos mantêm diálogo com autoridades americanas e com o governo brasileiro para entender os próximos passos.

Apesar das incertezas, o clima no agro é de otimismo. A redução tarifária sobre café, carne e outros produtos pode representar um reimpulso importante nas exportações brasileiras, especialmente diante de um mercado americano com forte demanda e grande capacidade de absorção de alimentos.



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EUA diminuem tarifas sobre café, carne, frutas e açaí do Brasil



O governo dos Estados Unidos anunciou a redução das tarifas de reciprocidade sobre diversos produtos brasileiros, incluindo café, carne, bananas, algumas frutas tropicais frescas ou congeladas, castanha-do-Pará e açaí. A medida foi publicada nesta sexta-feira (14) em uma ordem executiva da Casa Branca.

A decisão entra em vigor para mercadorias importadas e retiradas em armazém desde a quinta-feira (13), embora ainda não tenha sido detalhado o percentual exato de redução.

Desde agosto, a importação de produtos brasileiros pelos EUA enfrentava uma sobretaxa de 50%, gerando impacto direto no setor de agronegócio do país. A expectativa é que a redução das tarifas estimule o comércio bilateral e alivie a pressão sobre produtores brasileiros.

A notícia foi inicialmente divulgada pelo G1.



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Tornado deixa rastro de destruição e prejuízos passam de R$ 150 mi no Paraná



A cidade de Rio Bonito do Iguaçu ainda vive um cenário de devastação. Mesmo com o trabalho intenso das equipes de limpeza, manutenção e reconstrução, a cidade deve levar muito tempo para se reerguer. Pelas ruas, o que se vê são estilhaços, placas retorcidas, pedaços de árvores e estruturas espalhadas por todos os lados.

Árvores de grande porte foram arrancadas pela raiz; outras, partidas ao meio. Em meio ao esforço das equipes, o desastre também é marcado por solidariedade.

Bases de todas as forças de segurança e atendimento emergencial foram mobilizadas para apoiar os trabalhos. No campo, os impactos são igualmente profundos. Em uma plantação de eucalipto, o rastro do tornado ficou desenhado entre as fileiras, revelando a intensidade dos ventos que ultrapassaram 300 km/h.

Em uma lavoura de soja, o produtor estima perda de 80% da produção. Em alguns pontos, a queda das folhas deixou apenas os caules expostos; em outros, a força do vento simplesmente arrancou as plantas do solo.

O produtor rural André Donatto percorreu a propriedade após o tornado e relatou o cenário. “Graças a Deus que estamos bem. Estamos bem, só com um estrago emocional e psicológico. A gente fica mais tristes com as vidas que foram ceifadas”, conta.

A produtora Marlei Donatto também reviveu os momentos de pânico.“Quando eu saí pra fora para olhar, o tempo vinha emendado. Quando saímos, já estava tudo destruído” disse.

A região é produtora de soja, milho, feijão, trigo e leite. Segundo entidades do setor, as maiores perdas estão concentradas em estruturas produtivas. Barracões de maquinários vieram ao chão, e um silo teve parte da estrutura completamente retorcida pela força do vento. De acordo com o Sindicato Rural de Laranjeiras do Sul, os prejuízos devem ultrapassar R$ 150 milhões.

“Nós andamos por várias propriedades fazendo levantamento das áreas mais afetadas. Se considerarmos todas as interrupções de produção, podemos chegar a esse valor. Muitas lavouras foram varridas pelo vento e pela chuva”, explica o presidente do sindicato rural Laranjeiras do Sul, Eliseu Fernando Telli.

Além de produtor, André Donatto dedica parte do tempo a um projeto social que forma futuros cowboys na cidade. A arena usada pelas crianças, porém, também foi totalmente destruída pela passagem do tornado, mais um símbolo da força do fenômeno e do longo caminho que Rio Bonito do Iguaçu terá pela frente até reconstruir o que foi perdido.



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EUA e China mantêm impacto limitado no mercado de soja



As estimativas indicam ainda que a janela de competitividade americana segue curta


As estimativas indicam ainda que a janela de competitividade americana segue curta
As estimativas indicam ainda que a janela de competitividade americana segue curta – Foto: Pixabay

O novo entendimento entre as duas maiores economias do mundo reacendeu o debate sobre os rumos do comércio agrícola. A sinalização de retomada parcial das compras chinesas trouxe algum fôlego às cotações, mas análises do setor apontam que o efeito do acordo tende a ser mais diplomático que comercial, sem alterar o excesso de oferta que pressiona a soja no mercado internacional.

Consultorias destacam que a China deve importar cerca de 12 milhões de toneladas de soja americana em 2025, volume bem abaixo do registrado em 2020/21. O cenário mantém o foco nos embarques da América do Sul, considerados mais competitivos e seguros para o abastecimento. “O acordo demonstra mais um gesto de aproximação entre as potências do que uma mudança efetiva no fluxo comercial. A China segue priorizando a soja da América do Sul, especialmente a brasileira, por questões de competitividade e segurança de abastecimento”, explica Felipe Jordy, gerente de inteligência e estratégia da Biond Agro.

Nos Estados Unidos, a previsão de safra cheia convive com ritmo lento de exportações. No Brasil, a projeção de nova colheita recorde reforça a manutenção de estoques elevados e prêmios mais baixos nos portos, limitando novas altas. A leitura de analistas é que a trégua comercial apenas suaviza, por pouco tempo, o descompasso entre preços e fundamentos.

As estimativas indicam ainda que a janela de competitividade americana segue curta, restrita ao período anterior à entrada da safra brasileira. No mercado interno, o câmbio estável não compensa prêmios enfraquecidos nem a volatilidade externa, mantendo a comercialização perto de 25% da safra e abaixo da média histórica. “O momento exige uma cobertura mínima de 40% da produção, garantindo a proteção de custos e evitando exposição a eventuais quedas de preço ou gargalos logísticos. A estratégia deve priorizar margens e liquidez, combinando contratos futuros e barter de forma equilibrada”, finaliza.

 





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Semana do boi gordo termina com frigoríficos em busca por preços mais baixos; confira as cotações



O mercado físico do boi gordo encerrou a semana com frigoríficos tentando realizar compras em patamares mais baixos, mesmo diante de escalas de abate nem sempre confortáveis. Segundo Fernando Henrique Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado, o mercado segue atento à investigação conduzida pela China, cujo resultado e possíveis medidas de salvaguarda serão divulgados até 26 de novembro.

“Este evento será fundamental para a formação de tendência no mercado de boi gordo no curto e médio prazo”, afirmou Iglesias.

Preços do boi gordo

  • São Paulo: R$ 326,67 (a prazo)
  • Goiás: R$ 319,82
  • Minas Gerais: R$ 315,29
  • Mato Grosso do Sul: R$ 319,20
  • Mato Grosso: R$ 308,91

No mercado atacadista, os preços permaneceram firmes ao longo desta sexta-feira. De acordo com Iglesias, o ambiente de negócios sugere a continuidade de alta no curtíssimo prazo, impulsionada pelo aumento do consumo doméstico, entrada do 13º salário, criação de empregos temporários e confraternizações típicas do período.

Preços no atacado

  • Quarto traseiro: R$ 26,00
  • Quarto dianteiro: R$ 19,50
  • Ponta de agulha: R$ 19,00

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão com leve baixa de 0,01%, sendo negociado a R$ 5,2962 para venda e R$ 5,2942 para compra.

Durante o dia, a moeda oscilou entre R$ 5,2724 e R$ 5,3164, acumulando queda de 0,73% na semana.



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Cooperativismo ganha força na agricultura regenerativa e se destaca na COP30



O cooperativismo voltou ao centro do debate internacional durante a COP30, reforçando seu papel estratégico na transição para uma agricultura regenerativa e de baixo carbono.

Embora muitas vezes tratada como novidade, a adoção de práticas sustentáveis já faz parte da rotina de milhares de agricultores familiares, que contam com o apoio das cooperativas para fortalecer e ampliar esses sistemas.

No painel “Agricultura de Baixo Carbono: caminho para sistemas alimentares sustentáveis e resilientes”, apresentados na conferência, diferentes experiências mostraram que a mudança para modelos produtivos mais sustentáveis já está acontecendo no campo.

Entre os destaques está a Lar Cooperativa, que reúne mais de 15 mil associados e atua nos segmentos de grãos e proteína animal no Paraná, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Paraguai. A cooperativa apresentou seu Programa Lar de Sustentabilidade, que consolida boas práticas pecuárias e agrícolas com foco em regeneração e redução de emissões.

O programa incentiva ações como a recuperação de nascentes, o reuso de água nas unidades frigoríficas e a realização do inventário de emissões com metodologias internacionalmente reconhecidas. Segundo representantes, o objetivo é fomentar a cultura da sustentabilidade nas áreas de atuação e elevar o nível de conformidade ambiental das atividades agropecuárias.

Coasa

Outro case apresentado foi o da Coasa (Cooperativa de Água Santa), do Rio Grande do Sul. Em um estado marcado por estiagens e enchentes recorrentes, a cooperativa tem investido em práticas que aumentam a resiliência do solo.

Segundo o engenheiro agronômo da Coasa, Ronaldo Scariot, uma das estratégias é manter plantas vivas no sistema pelo maior tempo possível, idealmente, 365 dias por ano, reduzindo períodos de solo descoberto.

“Sabemos que é impossível, mas a gente consegue trabalhar com o sistema adequado, conseguindo botar principalmente plantas naquele vazio outonal que tem no Rio Grande do Sul”, explica.

Segundo o engenheiro, a técnica de inserir culturas no vazio outonal, como o nabo pré-trigo, tem mostrado resultados positivos. Além de ajudar no sequestro de carbono, a planta pode fixar até 40 kg de nitrogênio, reduzindo custos e agregando renda ao produtor.

Importância da agricultura familiar

Experiências como essas demonstram que a agricultura regenerativa não surge do zero, ela evolui a partir de práticas que já são realizadas por agricultores familiares há décadas. Com apoio das cooperativas, esses sistemas ganham protagonismo.

A coordenadora geral de gestão do Ministério da Agricultura, Camila Rodrigues reforça que a agricultura familiar é parte fundamental da solução climática. “A agricultura familiar é parte da solução climática hoje, já que a gente tá aqui falando de COP. Quando se fala em agricultura regenerativa, sustentabilidade, devemos olhar para a agricultura familiar”, afirma.

Para avançar, eles defendem o fortalecimento das políticas públicas, o acesso facilitado a crédito, já que o Plano Safra da agricultura familiar é menor que o do setor empresarial, e maior disponibilidade de fundos voltados à adaptação, mitigação e transição sustentável



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preços de soja caem no Brasil em dia de baixa em Chicago



O mercado brasileiro de soja registrou queda nesta sexta-feira (14). De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, mesmo com um relatório de viés altista, Chicago recuou e isso puxou o físico para baixo.

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O dia foi de baixa intensidade nas negociações. Segundo Silveira, os preços caíram entre R$ 2 e R$ 3 dependendo da praça, com os prêmios ajustando muito pouco. Assim, a pressão maior acabou vindo da CBOT, especialmente sobre o porto.

Os negócios ficaram travados, com poucas ofertas, apesar dos bons movimentos observados no restante da semana. “O produtor esperava uma alta mais consistente em Chicago, mas, na prática, os preços recuaram”, afirmou.

No campo, o plantio segue avançando, mas o analista destaca que no Nordeste, as chuvas irregulares continuam trazendo bastante preocupação. Por agora, o foco do produtor permanece totalmente no plantio.

Cotações de soja nesta sexta-feira (14)

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 135,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 136,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 136,00 para R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 127,00 para R$ 126,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 127,50 para R$ 125,50
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 128,00 para R$ 125,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 142,00 para R$ 140,00
  • Rio Grande (RS): caiu de R$ 142,50 para R$ 140,50

Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta sexta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Os dados do relatório de novembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e a divulgação das vendas por parte de exportadores privados durante o shutdown decepcionaram, proporcionando recuo e devolvendo parte dos ganhos da semana.

O USDA indicou grande oferta de soja a entrar no mercado, com revisão para baixo apenas moderada na produtividade e produção dos Estados Unidos. Além disso, o relatório cortou a previsão para exportações americanas, demonstrando ceticismo quanto à retomada de compras chinesas.

Durante a paralisação, foram confirmadas apenas 332 mil toneladas para a China, abaixo dos 12 milhões prometidos após o acordo EUA-China, além de 616 mil toneladas para destinos não revelados, provavelmente vendidas à China.

USDA

A safra norte-americana de soja 2025/26 está projetada em 4,253 bilhões de bushels (115,74 milhões de toneladas), com produtividade de 53 bushels por acre, levemente abaixo do relatório anterior. Os estoques finais foram projetados em 290 milhões de bushels (7,89 milhões de toneladas), também abaixo das expectativas de mercado.

Contratos de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam em baixa de 22,50 centavos de dólar, ou 1,96%, a US$ 11,24 1/2 por bushel. Março recuou 20,75 centavos, a US$ 11,36 por bushel. O farelo de soja teve baixa de US$ 5,90 ou 1,79%, e o óleo de soja perdeu 0,10 centavo ou 0,19%

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,01%, negociado a R$ 5,2962 para venda e R$ 5,2942 para compra, oscilando entre R$ 5,2724 e R$ 5,3164. Na semana, acumulou queda de 0,73%.



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Fim de semana tem alerta para tornados e temporais; Paraná pode ser atingido novamente



Segundo Arthur Müller, meteorologista do Canal Rural, o fim de semana deve ser marcado por novos episódios de tempo severo, com risco de tempestades fortes, microexplosões e até formação de tornados.

Durante participação no Mercado & Cia, Müller explicou que o Paraná volta a entrar na rota dos temporais. Ele destacou que, embora a sexta-feira (14) apresente chuva mais intensa em Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e interior de São Paulo, a tendência é de que o quadro se agrave a partir de sábado (15).

A atuação de um cavado deve provocar tempestades mais violentas no Mato Grosso do Sul e no interior do Paraná, com possibilidade de granizo e rajadas de vento que podem superar 100 km/h. Segundo o meteorologista, esse tipo de sistema também favorece alagamentos pontuais, danos em estruturas e interrupções no fornecimento de energia.

A maior preocupação, no entanto, está concentrada no domingo (16), quando uma nova frente fria começa a avançar pelo Sul do país. Müller afirmou que há condições para a formação de microexplosões e até de tornados, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina até o meio-dia, e no oeste do Paraná durante a tarde e noite. Ele reforçou que o alerta não significa que o fenômeno irá ocorrer em uma cidade específica, mas que toda a região estará sujeita ao risco.

De acordo com o especialista, o sistema deve avançar rapidamente entre a noite de domingo e a madrugada de segunda-feira (17), alcançando áreas do Paraná, Mato Grosso do Sul, interior de São Paulo, especialmente a região de Presidente Prudente, e partes do Sudeste. Como muitos temporais podem ocorrer durante a madrugada, há risco adicional por pegar moradores de surpresa.

Apesar do risco de fenômenos severos, Müller destacou que a chuva será importante para áreas agrícolas. A projeção indica mais de 100 milímetros em Mato Grosso, Minas Gerais e Matopiba nos próximos dias, impulsionada pela formação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). O meteorologista afirmou que o período entre os dias 20 e 29 de novembro pode registrar acumulados entre 150 e 200 milímetros, volumes considerados positivos para as lavouras de soja que aguardam regularização da umidade.

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