quinta-feira, março 19, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Confira como a soja encerrou a semana


O mercado físico da soja do Rio Grande do Sul registra reação moderada, com indicação de alta em algumas praças e avanço tímido na liquidez, enquanto a exportação sustenta diferenciais positivos sem alterar, porém, a percepção de risco entre os agentes. As informações são da TF Agroeconômica. 

“Para pagamento em dezembro, com entrega em dezembro, os preços no porto foram reportados a R$ 143,00/sc semanal, enquanto no interior as referências se foram em torno de R$ 133,00/sc semanal em Cruz Alta, salvo por Passo Fundo, , Santa Rosa e São Luiz a R$ 137,00 e R$ 138,00 respectivamente”, comenta a consultoria.

Santa Catarina concentrou esforços no fortalecimento das regras do plantio excepcional. “A estabilidade observada em Rio do Sul e a leve valorização em Palma Sola refletem ajustes pontuais à oscilação cambial, mantendo o estado alinhado às dinâmicas de comercialização interestaduais sem alterar o ritmo moderado de negócios. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 141,26”, completa.

O Paraná mantém um dos ambientes produtivos mais equilibrados do país. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 142,50. Em Cascavel, o preço foi R$ 131,73. Em Maringá, o preço foi de R$ 131,50. Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 133,74 por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 141,26. No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 120,00”, indica a consultoria.

O Mato Grosso do Sul registrou um dia marcado por movimentos divergentes entre suas principais praças. “Maracaju se destacou com avanço mais vigoroso, impulsionado por compradores que buscaram garantir originação rápida. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 126,80, Campo Grande em R$ 126,80, Maracaju em R$ 126,80, Chapadão do Sul a R$ 122,84, Sidrolândia a em R$ 126,71”, informa.

No Mato Grosso, a combinação de custos elevados, clima incerto e perda de vigor em algumas lavouras torna o produtor matogrossense mais cauteloso na comercialização, buscando segurar o físico até que o comportamento das chuvas e o andamento das replantas indiquem um cenário mais previsível. “Campo Verde: R$ 123,20. Lucas do Rio Verde: R$ 119,21, Nova Mutum: R$ 119,21. Primavera do Leste: R$ 123,20. Rondonópolis: R$ 123,20. Sorriso: R$ 119,21”, conclui.

 





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ouça os destaques econômicos do dia


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que mercados iniciaram semana cautelosos antes da decisão do Fed, com corte de 25 pontos-base esperado e incertezas sobre 2026. Dólar oscilou com terremoto no Japão e ajustes nas bolsas de NY.

No Brasil, pré-candidatura de Flávio Bolsonaro gerou volatilidade, mas sinal de desistência deu fôlego ao Ibovespa. Hoje, destaque para IPC da Fipe, 1ª prévia do IGP-M, produção industrial regional e dados de inflação da China.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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alta do milho deve seguir



Outro elemento de alta são as estimativas privadas


Outro elemento de alta são as estimativas privadas
Outro elemento de alta são as estimativas privadas – Foto: Leonardo Gottems

A movimentação recente do mercado internacional de milho confirma a recuperação dos preços ao longo do segundo semestre de 2025, sustentada sobretudo pelo avanço da demanda externa. A tendência de alta deve seguir até o início de 2026, mas especialistas alertam para a necessidade de atenção ao custo de carregamento das posições ainda não comercializadas. Segundo a TF Agroeconômica, o produtor precisa considerar as correções de custos já apresentadas em boletins anteriores para evitar prejuízos.

Entre os fatores de sustentação, o ritmo acelerado das exportações dos Estados Unidos permanece central. De acordo com dados semanais do USDA, as vendas para a temporada 2025/2026 alcançaram 1.994.900 toneladas no fim de outubro, acumulando 37,36 milhões de toneladas, volume 30,68% acima do registrado no ano anterior e equivalente a quase metade da meta recorde projetada pelo órgão. O setor de etanol também contribui para o cenário positivo, com produção diária norte-americana atingindo 1.126.000 barris, resultado que superou marcas anteriores e pode levar a uma revisão na demanda industrial de milho.

Outro elemento de alta são as estimativas privadas que apontam queda nos estoques finais de milho nos Estados Unidos, ligeiramente abaixo da projeção oficial mais recente. No mercado europeu, a redução das compras de milho ucraniano e o aumento da participação de outros fornecedores, como Brasil e Estados Unidos, ampliam oportunidades comerciais para esses países.

Por outro lado, fatores de pressão também influenciam o mercado. A liquidação de contratos por fundos de investimento e o aumento das vendas físicas após o encerramento da safra norte-americana contribuíram para a correção dos preços. No Brasil, a forte desvalorização do real diante do dólar intensificou a oferta de milho, estimulando produtores a aproveitar a relação cambial. Segundo a TF Agroeconômica, esse movimento esteve ligado ao impacto político da candidatura de Flávio Bolsonaro à eleição presidencial de 2026.

 





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Pancadas de chuva e temporais tomam conta de quase todo o país hoje



O ciclone extratropical que destruiu municípios do Rio Grande do Sul na segunda se desloca para o oceano, mas ainda deixa um rastro de pancadas de chuva e chances de temporais. As mesmas condições ocorrem em partes do Sudeste e Centro-Oeste. Confira a precisão da Climatempo para o dia:

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

O ciclone extratropical se desloca para o oceano e, aliado ao avanço de uma nova frente fria, favorece pancadas de chuva, chance de temporais, raios e fortes rajadas de vento pelo Rio Grande do Sul, Santa Catarina e pelo Paraná, com chance de acumulados elevados em alguns pontos. Na porção oeste da região, as temperaturas seguem mais elevadas, enquanto nas demais áreas elas diminuem e o dia segue mais ameno.

Sudeste

As pancadas de chuva continuam desde cedo em grande parte de São Paulo e ganham força à tarde, com chuva moderada a forte e risco de temporais. Em Minas Gerais, as pancadas também continuam na metade oeste e devem avançar para o sul à tarde. No Rio de Janeiro, as instabilidades também aumentam no período da tarde. Já no leste mineiro e no Espírito Santo, o tempo fica mais firme, com temperaturas mais elevadas.

Centro-Oeste

As pancadas de chuva continuam ocorrendo pela Região desde cedo, de maneira moderada a forte intensidade, e ao longo do dia ganham força à tarde. Há risco de temporais em Mato Grosso do Sul, sul e norte do Mato Grosso, e em áreas mais isoladas de Goiás. As temperaturas seguem mais agradáveis à tarde.

Nordeste

As pancadas de chuva continuam no sul do Maranhão e do Piauí, além do oeste da Bahia, de maneira moderada a forte. No litoral norte da Região, entre o Maranhão e o Ceará, as chuvas devem ocorrer de maneira mais fraca, assim como no litoral de Pernambuco. As temperaturas seguem elevadas na região.

Norte

As pancadas de chuva perdem força no Amazonas e em Rondônia, mas ainda devem ocorrer de maneira fraca a moderada. No Acre, em grande parte do Pará e no Tocantins, as instabilidades também seguem ocorrendo. Em Roraima as chuvas diminuem, no Amapá devem ocorrer de maneira mais fraca, enquanto no noroeste do Pará o tempo deve seguir mais firme.



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Nova tecnologia da Embrapa ajuda agricultores do Semiárido a garantir água o ano inteiro



Famílias agricultoras do Semiárido brasileiro acabam de ganhar um reforço tecnológico para enfrentar um dos maiores desafios da região: a convivência com a escassez hídrica. Já está disponível, em versão beta, o GuardeÁgua, aplicativo desenvolvido pela Embrapa Solos em parceria com a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), que auxilia na identificação de áreas adequadas para a construção de barragens subterrâneas e orienta práticas de manejo de solo, água e cultivos agrícolas.

O lançamento oficial ocorre em 10 de dezembro, em Santana do Ipanema (AL), com a participação de representantes do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Embrapa, ASA e agricultores da região. O aplicativo é gratuito e está disponível para celulares Android, além de contar com uma versão web.

A tecnologia recebeu investimento do MDS e passa a integrar políticas públicas de segurança alimentar e redução da pobreza no Semiárido. A pasta considera o GuardeÁgua estratégico para ampliar o alcance de tecnologias sociais consolidadas, como a barragem subterrânea, utilizada há décadas para manter a umidade do solo por vários meses após o período de chuvas.

Ferramenta facilita decisão sobre onde construir barragem subterrânea

Embora eficiente, a barragem subterrânea só funciona bem quando construída em locais adequados — algo difícil de identificar sem apoio técnico. O GuardeÁgua nasceu justamente para reduzir erros e evitar prejuízos.

O aplicativo reúne informações simples fornecidas pelo usuário, como textura e profundidade do solo, presença de rochas, declividade do terreno, vegetação, qualidade da água (incluindo salinização) e proximidade de nascentes. A partir desses dados, ele informa se a área é adequada para implantação da estrutura, além do tipo de modelo mais indicado.

Segundo Alexandre Barros, pesquisador da Embrapa Solos, o app automatiza análises que antes dependiam apenas da experiência de técnicos ou agricultores. “Agora, a decisão é lastreada em informações técnicas, evitando que barragens sejam instaladas em locais inadequados, o que gerava frustração, perda de tempo e prejuízos financeiros”, explica.

Além da localização ideal, o aplicativo oferece sugestões de manejo do solo, da água e de cultivos compatíveis com cada área, reforçando a autonomia das famílias e o uso eficiente dos recursos naturais.

Lançamento terá capacitações e homenagem a pesquisador

A programação do lançamento inclui depoimentos de agricultores, troca de experiências e duas capacitações presenciais sobre o uso do app e da versão web. As atividades ocorrerão em propriedades rurais de São José da Tapera e ao longo de uma “caravana do saber” no dia seguinte.

O evento também prestará homenagem ao pesquisador da Embrapa Solos Luís de França da Silva Neto, líder inicial do desenvolvimento do GuardeÁgua, falecido em 2024 aos 44 anos. A equipe destaca seu legado na pesquisa de solos e apoio à agricultura familiar.

Projeto amplia sustentabilidade da produção no Semiárido

O GuardeÁgua integra um projeto social iniciado em 2023 e conduzido pela Embrapa Solos em comunidades de referência no uso de barragens subterrâneas. O objetivo é aprimorar sistemas de manejo de água e solo, fortalecendo a reprodução econômica, social e ecológica em áreas com instabilidade hídrica.

A iniciativa reúne uma rede sociotécnica formada por agricultores, instituições de ensino, órgãos públicos e organizações sociais, como Ifal, Ufal, Uneal, Faeal/Senar e ASA. O projeto também dialoga com programas de políticas públicas como o Programa Cisternas, ampliando a capacidade de armazenamento e uso sustentável da água de chuva no Semiárido.

Testado em quatro estados — Alagoas, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Paraíba —, o app já se mostrou eficiente para orientar decisões em campo. A expectativa é que a ferramenta se torne peça fundamental para ampliar a autonomia das famílias, reduzir riscos climáticos e apoiar a segurança hídrica e alimentar em toda a região.



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Alta do dólar sustenta milho no mercado interno


O mercado de milho encerrou a semana sob influência direta das oscilações cambiais e do comportamento das bolsas internacionais, movimento que marcou as negociações desta sexta-feira. Segundo a TF Agroeconômica, o dia foi marcado pela disparada do dólar no Brasil, que avançou 2,31% na sessão e 1,83% no acumulado semanal, impulsionado por fatores políticos. 

A valorização da moeda americana ajudou a neutralizar a pressão baixista vinda de Chicago e permitiu que o mercado doméstico mantivesse um tom firme. No físico, os preços subiram 2,24% na semana, enquanto o milho FOB nos portos registrou alta de 2,27% no mesmo comparativo.

A demanda interna e externa continua aquecida. Dados da Anec indicaram aumento de 6,5% nas exportações em novembro e previsão de avanço de 37,8% em dezembro frente aos mesmos meses do ano anterior. Mesmo assim, os contratos futuros na B3 tiveram desempenho misto. Janeiro de 2026 fechou o dia em R$ 74,23, com leve queda diária e ganho semanal de R$ 1,01. Março de 2026 encerrou a R$ 76,14, com pequena alta no dia e avanço de R$ 1,23 na semana. Maio de 2026 ficou em R$ 75,52, recuando no pregão e acumulando alta de R$ 1,28 no período.

Em Chicago, o movimento foi mais contido. O milho terminou a sexta-feira praticamente estável e acumulou queda na semana. Dezembro fechou em baixa de 0,23%, a 436,75 cents por bushel, enquanto março recuou 0,56%, para 444,75 cents. A consultoria destacou que o mercado permanece preso a uma faixa estreita de oscilação diária. Com demanda consistente, agentes aguardam possível redução dos estoques finais no relatório do USDA. Apesar da forte safra americana e da concorrência brasileira, o ritmo das exportações dos Estados Unidos segue surpreendendo, mas não impediu recuo semanal de 0,67%, equivalente a três cents por bushel.

 





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Mercado de milho permanece pouco dinâmico


O mercado de milho no Rio Grande do Sul permanece pouco dinâmico, segundo informações da TF Agroeconômica. As negociações seguem restritas a compras pontuais de pequenas indústrias e cooperativas, mesmo com referências entre R$ 58,00 e R$ 72,00/saca (saca 60kg), enquanto a média estadual passou para R$ 62,68, leve alta de 0,80% frente à semana anterior. A falta de estímulos concretos continua travando o avanço das negociações, mantendo o ambiente spot limitado”, comenta.

O mercado de milho em Santa Catarina segue travado, com forte divergência entre produtores e indústrias. “As pedidas continuam próximas de R$ 80,00/saca, enquanto as ofertas seguem ao redor de R$ 70,00/saca, o que impede qualquer avanço nas negociações. No Planalto Norte, os poucos negócios ainda aparecem entre R$ 71,00 e R$ 75,00/saca, reforçando o ritmo lento no estado”, completa.

O mercado de milho no Paraná segue travado, com poucas negociações e grande distância entre pedidas e ofertas. “As solicitações dos produtores permanecem próximas de R$ 75,00/saca, enquanto as indústrias seguem ofertando cerca de R$ 70,00/saca CIF, o que impede qualquer avanço mais consistente. Esse descompasso continua estagnando o ambiente de negociação”, indica.

Nesse cenário, o mercado de milho no Mato Grosso do Sul segue com movimentação limitada. “Temos referências agora entre R$ 52,00 e R$ 56,00/saca após os ajustes recentes. Maracaju continua com as cotações mais altas, enquanto Chapadão do Sul se destacou com avanço mais consistente nos preços”, conclui a consultoria, no encerramento da última semana.

 





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Comissão aprova uso do Fundo Garantidor de Operações para garantir crédito do Pronaf


A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2213/25, que autoriza a utilização de até R$ 500 milhões em recursos não comprometidos do Fundo Garantidor de Operações (FGO) para cobrir operações de crédito contratadas no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

A proposta altera a Lei 13.999/20, que criou linhas emergenciais de crédito durante a pandemia, e prevê que o uso dos recursos observará as regras já estabelecidas pelo estatuto do fundo.

Segundo o texto, caberá a ato conjunto dos ministros do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e da Fazenda definir como os recursos serão alocados, além de estabelecer os limites máximos de garantia, os critérios de elegibilidade dos agricultores familiares e cooperativas e as modalidades do Pronaf que poderão receber cobertura do FGO.

O projeto também permite que instituições financeiras autorizadas a operar crédito rural no Pronaf solicitem a garantia do fundo, respeitados os percentuais estabelecidos para cada carteira. O valor total a ser honrado pelo FGO ficará limitado ao montante destinado ao fundo pela União e pelos demais cotistas para essa finalidade.

Correção

Foi aprovado o parecer do relator, deputado Rogério Correia (PT-MG), favorável ao PL 2213/25, de autoria do Senado Federal. O relator destacou que a medida não gera aumento de despesa pública, pois utiliza recursos já disponíveis no fundo.

Correia observou que a legislação já permitia o uso desses recursos para apoiar a agricultura familiar, mas essa previsão foi revogada por um erro técnico. Segundo ele, o projeto corrige essa distorção ao restabelecer a possibilidade de empregar valores não comprometidos do FGO na garantia de operações do Pronaf.

Para o relator, a proposta é fundamental para “reduzir riscos, ampliar a oferta de crédito rural e fortalecer a agricultura familiar como eixo estratégico de desenvolvimento econômico e social”.

Próximos passos

A proposta tramita em regime de urgência e poderá ser votada diretamente pelo Plenário da Câmara.

Para virar lei, a medida precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

 





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Estudo científico revela que pecuária tem carbono positivo


Pesquisa feita no Cerrado mostrou que a braquiária sob pastejo sequestra mais carbono do que a vegetação nativa do bioma e, também, do que um pasto vazio

O produtor Piotre Laginski abriu 70 ha de sua fazenda em Baixa Grande do Ribeiro (PI) para um estudo inédito sobre sequestro de carbono, cujo objetivo era demonstrar que o boi, ao contrário do senso comum, pode contribuir para o carbono positivo no solo.

Segundo as medições, a pastagem submetida ao pastejo sequestrou 168 t de CO2eq/ha, superando tanto a gramínea solteira (148,85 t/ha), quanto a vegetação nativa (134 t/ha), considerando análises de matéria orgânica até 60 cm de profundidade.

A diferença é expressiva: o pasto com animais capturou 34 t/ha a mais de CO2eq do que o Cerrado virgem e foi 2,3 vezes superior à vantagem da pastagem solteira, que registrou 14,95 t/ha a mais.

Para Piotre, isso desmonta a imagem negativa da atividade. “De vilão, o boi virou a cereja do bolo”, resume o produtor. Ele reforça que “fazemos uma pecuária de carbono positivo. Todos precisam saber que o boi é um reciclador de nutrientes essencial para o equilíbrio entre produção e meio ambiente”.

O estudo integra o Projeto Cerrado Carbono Positivo, coordenado pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Associação dos Produtores de Soja do Piauí e Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR).

A vice-reitora da UTFPR e coordenadora do projeto, Tangriani Simioni Assmann, explica que incluir o boi nos sistemas agrícolas potencializa o sequestro de carbono.

Segundo ela, “ao colocar o boi dentro do processo de produção agrícola, é possível usar gramíneas C4, como as do gênero Brachiaria ou o milheto, que são fixadoras de carbono. Assim, fazemos com que a captura do carbono pela fotossíntese e sua posterior incorporação ao solo sejam maiores do que as emissões entéricas dos animais”.

Tangriani também destaca que o estigma em torno da pecuária foi construído com base em narrativas incompletas.

“Para a pesquisadora, o conceito do boi como poluidor foi construído em cima de desinformação.”

Ela afirma que “muitos países da Europa, que desejam criar barreiras comerciais para a carne brasileira, criticam nossa produção agropecuária e somente consideram as emissões entéricas para embasar essas críticas.

Eles desconsideram totalmente a captura do CO2 via fotossíntese por nossas plantas forrageiras, que são 25% mais eficientes do que as de clima temperado”.

 





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Mais de 680 mil sacas de café não foram embarcadas em outubro por defasagem portuária


Exportadores de café tiveram prejuízo de R$ 8,719 milhões em outubro com armazenagens adicionais, pré-stacking e detentions pela impossibilidade de exportação de 2.065 contêineres, o equivalente a 681.590 sacas de 60 kg, conforme o levantamento mais recente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

“A infraestrutura defasada nos portos brasileiros e os gargalos na logística seguem gerando prejuízos milionários às empresas que trabalham com o embarque de café”, destaca a entidade.

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Imagem: Divulgação

Segundo o documento, o não embarque desse volume impediu que o país recebesse US$ 278,08 milhões, ou R$ 1,497 bilhão, como receita cambial em suas transações comerciais apenas em outubro deste ano, considerando o preço médio Free on Board (FOB) de exportação de US$ 407,99 por saca (café verde) e a média do dólar de R$ 5,3849 no mês retrasado.

Atrasos nos principais portos

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Imagem: Divulgação

Em outubro de 2025, 52% dos navios, ou 204 de um total de 393 embarcações, tiveram atrasos ou alteração de escalas nos principais portos do Brasil, conforme o Boletim DTZ, elaborado pela startup ElloX Digital em parceria com o Cecafé.

Segundo o estudo, o Porto de Santos, que respondeu por 79% dos embarques de café de janeiro a outubro deste ano, registrou um índice de 73% de atraso ou alteração de escalas de navios, o que envolveu 148 do total de 203 porta-contêineres. O tempo mais longo de espera no mês retrasado foi de 61 dias no embarcadouro santista.

Também em outubro, somente 3% dos procedimentos de embarque tiveram prazo maior do que quatro dias de gate aberto por navios no porto santista. Outros 48% possuíram entre três e quatro dias e 49% tiveram menos de dois dias.

O levantamento também mostra a situação do complexo portuário do Rio de Janeiro, o segundo maior exportador dos cafés do Brasil, com 17,4% de participação nos embarques entre janeiro e outubro de 2025. O porto teve índice de atrasos de 30% no mês retrasado, com o maior intervalo sendo de 77 dias entre o primeiro e o último deadline. Esse percentual indica que 34 dos 113 navios destinados às remessas do produto sofreram alteração de escalas.

Ainda no décimo mês deste ano, 22% dos procedimentos de exportação tiveram prazo superior a quatro dias de gate aberto por porta-contêineres nos portos fluminenses; 48% registraram entre três e quatro dias; e 30% possuíram menos de dois dias.



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