terça-feira, março 24, 2026

Autor: Redação

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Plantio de soja e milho avança na Argentina, mas em ritmos diferentes



O plantio de milho da safra 2025/26 na Argentina alcançava na última semana 39,3% da área total projetada, informou a Bolsa de Cereais de Buenos Aires. Na semana, o avanço foi de 2 pontos porcentuais. Segundo a bolsa, os trabalhos ganharam ritmo com o início da janela de plantio de milho tardio no centro e no sul da área agrícola.

A parcela da safra de milho em condição boa ou excelente era de 82%, ante 76% na semana anterior, disse a bolsa, observando, porém, que cerca de 30% da área semeada no centro e no oeste da província de Buenos Aires ainda é afetada por excessos hídricos.

Soja em atraso

O plantio de soja cobria no período 36% da área estimada de 17,6 milhões de hectares, após um avanço de 11,4 pontos porcentuais na semana. Na comparação com a época correspondente do ano passado, há um atraso de 9 pontos porcentuais. Segundo a bolsa, excessos hídricos impedem o avanço da semeadura da soja de primeira safra no centro de Buenos Aires.

A bolsa disse que 62% da safra de soja apresentava condição boa ou excelente, em comparação a 70% na semana anterior.

Estimativa para o trigo

A Bolsa de Cereais de Buenos Aires elevou em 1,5 milhão de toneladas sua estimativa para a produção de trigo na Argentina em 2025/26, para 25,5 milhões de toneladas. Caso a expectativa se confirme, a produção superará o recorde estabelecido na temporada 2021/22, de 22,4 milhões de toneladas. O rendimento médio nacional está em 3.590 quilos por hectare, em comparação com 2.990 quilos por hectare na semana anterior.

Segundo a bolsa, a colheita no país avançou 13,6 pontos porcentuais na última semana, para 33,9% da área apta. A bolsa disse também que os danos causados pelas geadas do fim de outubro nas lavouras foram menores do que o previsto, atenuados pelos “altos níveis de umidade”.



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Emater aponta avanço da semeadura de soja no RS, mas algumas regiões precisam replantar



O plantio da soja na safra 2025/26 avançou no Rio Grande do Sul nesta semana, impulsionado pelas condições favoráveis de clima. Segundo a Emater, 60% da área projetada, que soma 6,742 milhões de hectares, já está semeada. Na região de Erechim, aproximadamente 80% das lavouras estão implantadas, e as áreas já estabelecidas apresentam bom desenvolvimento inicial.

O outro lado

Apesar do cenário positivo, há relatos de perdas pontuais em áreas atingidas por granizo. Já na região de Ijuí, o trabalho de implantação está praticamente concluído nas pequenas propriedades, enquanto médios e grandes produtores finalizam os plantios.

Milho

Para o milho, a semeadura também segue acelerada e alcança 85% da área estimada. Do total já implantado, 58% das plantas estão em desenvolvimento vegetativo, 29% em fase de floração e 13% em enchimento de grãos. De acordo com a Emater, a cultura demonstra boas condições de desenvolvimento, com manutenção do potencial produtivo.

Arroz

No caso do arroz, a semeadura chega a 94% da área prevista pelo Instituto Rio-grandense do Arroz (Irga), equivalente a 920.081 hectares. A operação foi facilitada pela sequência de dias de tempo firme, que permitiu o acesso às áreas antes encharcadas e possibilitou a regularização dos trabalhos de preparo e plantio. As lavouras encontram-se nos estágios de germinação e desenvolvimento vegetativo, com tendência favorável para a continuidade da safra.



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AgroNewsPolítica & Agro

Frio deve persistir até o início do verão


O Brasil deve manter temperaturas abaixo da média na passagem de novembro para dezembro, segundo informações do Meteored. A tendência está associada à fase negativa da Oscilação Antártica, que favorece a entrada recorrente de massas de ar frio no país. “A atuação mais frequente dessas massas promete manter o cenário mais ameno em várias regiões”, informou a plataforma.

O verão meteorológico começa em 1º de dezembro, marcando o início do trimestre climatologicamente mais quente do ano. Apesar disso, o padrão mais frio deve persistir ao menos até a primeira semana do mês. Entre 1º e 24 de novembro, grande parte do território nacional registrou temperaturas entre 1°C e 2°C abaixo da climatologia, com maior destaque para o centro-sul. Estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, sul de Minas Gerais e sul da Bahia apresentaram anomalias negativas persistentes.

A previsão mais recente do modelo ECMWF, utilizado pela Meteored, aponta a manutenção desse comportamento entre 1º e 8 de dezembro. As áreas em azul nos mapas de anomalia indicam regiões com temperaturas inferiores à média, enquanto locais em branco representam normalidade e, em vermelho, valores acima do esperado. Para a próxima semana, Brasil Central e faixa norte devem registrar temperaturas entre 1°C e 3°C acima da média, enquanto o centro-sul e parte do leste do país tendem a permanecer mais frios.

A Meteored explicou que o fenômeno está diretamente relacionado à Oscilação Antártica (AAO), principal modo de variabilidade climática do Hemisfério Sul extratropical. “Ela descreve padrões de pressão e ventos que controlam a dinâmica de frentes frias e massas de ar frio que saem do Polo Sul”, explicou a publicação. O fenômeno alterna entre fases positiva e negativa, geralmente em ciclos de dez a quinze dias.

A fase negativa ocorre quando há aquecimento da coluna de ar sobre o Polo Sul, o que enfraquece o vórtice polar. Com isso, os ventos de oeste se reorganizam e se deslocam para latitudes mais baixas, permitindo a chegada mais frequente de frentes frias ao Cone Sul e ao Brasil. “Essa fase deve continuar predominando pelo menos até a primeira semana de dezembro”, informou o Meteored, justificando a manutenção das anomalias negativas justamente na virada do mês e no início do verão meteorológico.

 





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Governo pode recorrer à Justiça contra derrubada de vetos ao Licenciamento Ambiental, diz Marina



A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, disse que o governo federal considera judicializar a decisão do Congresso Nacional de derrubar 56 dos 63 vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Lei Geral do Licenciamento Ambiental. A declaração foi dada na manhã desta sexta-feira (28) durante participação no programa Bom Dia Ministra, do CanalGov.

Segundo a ministra, todos os órgãos ambientais ficarão sem capacidade de atuação com a derrubada dos vetos, e como não se pode admitir que a população fique completamente desamparada, é fundamental considerar a judicialização.

“Estamos considerando fortemente. Porque é inconstitucional você passar por cima do artigo 225 da Constituição Federal que diz que todos os cidadãos e cidadãs têm direito a um ambiente saudável”

Para a ministra, a recomposição dos artigos da lei que reformulou o licenciamento ambiental é uma verdadeira demolição de regras consolidadas há 50 anos nos estados e quase 40 anos no plano federal.

“Uma consolidação que, ao longo dessas décadas, evitou centenas de milhares de tragédias. Todas as tragédias evitadas não têm como ser contabilizadas. A gente só olha para aquelas que, infelizmente, não foram evitadas”, destaca.

Segundo Marina Silva, a demolição das regras do licenciamento ambiental deixará a sociedade brasileira desprotegida em um contexto de completo desequilíbrio climático, em que é mais necessária a proteção.

“Só para você ter uma ideia, a Licença por Autodeclaração [restabelecida] é o empreendedor dizer que está em conformidade com a lei em casos como os de Mariana e Brumadinho”, explica.

A ministra diz ainda que, nesse caso, a ausência do Estado criando regras e padrões pode gerar um descontrole.

“Quando se tem o Conselho Nacional de Meio Ambiente estabelecendo regras gerais e, a partir daí, os estados e municípios se orientando, você tem um sistema com coerência”, acrescenta.

De acordo com Marina Silva, o discurso de modernidade e desenvolvimento adotado para justificar as mudanças no processo de licenciamento ambiental é para disfarçar tudo o que considera retrocessos e regressões.

“A gente não pode imaginar que as leis ambientais são para atrapalhar o desenvolvimento. Não há desenvolvimento sem clima equilibrado”, conclui.



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Crise no leite: RS perde produtores e crédito não chega a quem mais precisa



O preço do leite segue em queda no Rio Grande do Sul. Em outubro, o valor de referência pago ao produtor ficou em R$ 2,21 por litro, uma redução de 4% em relação ao mês anterior. Em meio à crise e ao forte endividamento no campo, o governo gaúcho lançou um programa de subvenção financeira para apoiar agricultores familiares da cadeia leiteira. No entanto, produtores afirmam que o acesso ao crédito continua sendo um dos principais obstáculos.

Bônus Mais Leite

O programa Bônus Mais Leite tem como objetivo qualificar e fortalecer a produção de leite dentro da agricultura familiar. O governo vai destinar R$ 10 milhões em subvenções para operações contratadas pelo Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar).

Podem participar produtores que:

  • vendem leite cru para indústrias, cooperativas ou queijarias;
  • possuem agroindústria própria legalizada;
  • têm o CAF (Cadastro Nacional da Agricultura Familiar) ativo.

Segundo Jonas Wesz, chefe da divisão de sistemas produtivos da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR/RS), o processo envolve assistência técnica, enquadramento prévio e contratação bancária.

“O programa funciona para novos financiamentos. O produtor elabora o projeto de crédito com assistência técnica pública ou privada, solicita o enquadramento pela secretaria e, após a aprovação, segue para o banco para contratar o Pronaf normalmente”, explica Wesz.

Cada unidade familiar poderá contratar uma operação de custeio e uma de investimento por CAF.

Como funcionam os bônus

Custeio

Bônus: 25% do valor financiado

Limite de subvenção: até R$ 5.000

Itens financiáveis: produção de alimentos para animais, compra de insumos, ração e sanidade animal.

Investimento

Bônus: 25% do valor financiado

Limite de subvenção: até R$ 25.000

Itens financiáveis: irrigação, armazenagem de água, manejo de solo, máquinas, sala de ordenha e equipamentos.

Endividamento trava acesso a crédito

Apesar do incentivo, muitos produtores relatam que não conseguem acessar o plano safra por causa do alto nível de endividamento, o que, por consequência, também limita a entrada no Bônus Mais Leite.

“Cada mês temos baixa. Não temos um valor mínimo que regula. Os investimentos estão ali, mas a gente não consegue pagar. E ainda tem as importações de leite que vêm de fora”, afirma o produtor Carlos Prediger.

“Tentamos manter a atividade, mas é difícil. Altos investimentos, pouco retorno. É uma cadeia que não é valorizada”, diz Jean Prediger.

Êxodo de produtores preocupa o RS

O Rio Grande do Sul vive uma das maiores crises da história da cadeia leiteira. Em dez anos, o número de produtores caiu de 84 mil para apenas 28 mil, segundo dados do setor. Entre os motivos estão:

  • custo elevado de produção;
  • preço baixo pago pelo litro;
  • aumento das importações;
  • forte endividamento;
  • falta de previsibilidade de renda.

A meta do governo estadual é que o programa alcance pelo menos 2.800 produtores.



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controle de ectoparasitas é essencial para o rebanho; saiba por quê



A chegada da estação das chuvas é sinônimo de rebrote do capim, mas também de alta proliferação de ectoparasitas. A combinação de umidade e calor favorece o ciclo de vida do carrapato e das moscas, como a mosca-dos-chifres e a mosca de estábulo, aumentando o risco de infestação nas fazendas.

O médico veterinário Fernando Dambrós, da Ourofino Saúde Animal, informa que a pecuária brasileira perde cerca de R$ 40 bilhões por ano devido a essas infestações, resultando na perda de aproximadamente uma arroba (30 kg) de peso por animal. Segundo Dambrós, os produtores erram ao esperar que o rebanho inteiro esteja infestado para iniciar o tratamento.

Confira:

Importância do controle estratégico

O controle estratégico da estação das chuvas começa com o entendimento do ciclo dos parasitas. O momento atual, com o início do calor e umidade, é ideal para a implementação de medidas preventivas e corretivas. A Ourofino oferece soluções específicas para cada ectoparasita, recomendando que o controle deve ser feito em todo o rebanho para quebrar o ciclo e maximizar a produtividade.

O produtor deve agir imediatamente, pois a demora em tomar medidas se torna mais cara e ineficaz. O controle preventivo é fundamental para garantir a saúde do rebanho e a rentabilidade da produção.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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‘Sem recursos, a lei não avança’, diz especialista sobre alterações no seguro rural



A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou alterações na legislação do seguro rural. O projeto, de autoria da senadora Tereza Cristina (PP-MS), recebeu parecer favorável do relator, senador Jaime Campos (União-MT), que incluiu modificações relacionadas à subvenção, ao risco e aos fundos do programa. A proposta ainda precisa passar por votação suplementar na comissão antes de seguir para a Câmara dos Deputados.

As mudanças chegam em um momento de fragilidade da política de seguro rural no país. O tema é considerado estratégico para os produtores, que enfrentam perdas recorrentes por eventos climáticos extremos, além de juros elevados e queda de produtividade.

Apenas mudança na lei não resolve, diz especialista

Para o advogado e especialista em seguro rural Leandro Costa, ouvido pelo Mercado & Cia, o texto aprovado moderniza pontos importantes da legislação, mas não ataca o principal gargalo: a falta de recursos orçamentários.

“A avaliação é positiva. Mas a mudança legislativa é o que menos é necessário neste momento. O mais urgente é a injeção de recursos financeiros”, afirma.

Costa destaca que países líderes em agricultura têm grande parte das lavouras seguradas, enquanto o Brasil opera muito abaixo do recomendado.

“Nos Estados Unidos e na Europa, mais de 90% das áreas são seguradas. Aqui, atingimos no máximo 16% em 2021. Na safra atual, dificilmente chegaremos a 2%. É totalmente inexpressivo”, explica.

Risco de colapso no campo

Com perdas recorrentes por clima, pragas e doenças, a baixa adesão ao seguro rural aumenta o risco financeiro para os produtores.

“Sem seguro, o produtor pode quebrar. Ele para de gerar emprego, renda e pagamento de impostos. É um efeito cascata perigoso”, alerta Costa.

O especialista lembra que a senadora Tereza Cristina defende que o seguro rural seja uma política de Estado, para evitar oscilações entre governos e garantir continuidade.

Orçamento minguado e contingenciamento

Costa também criticou o volume de recursos liberados pelo governo federal para a subvenção ao prêmio do seguro rural, e o contingenciamento de verbas já previstas.

“No ano passado, o orçamento estimado era de cerca de R$ 1 bilhão. Metade foi contingenciada. E do que restou, grande parte não chegou à ponta”, afirma.

Para a safra atual, segundo ele, a previsão era de aproximadamente R$ 600 milhões, mas parte significativa ainda não foi disponibilizada. “Há estimativas de que apenas R$ 300 milhões a R$ 400 milhões sejam liberados. Para o agronegócio brasileiro, isso não é nada.”

O advogado compara o cenário ao dos Estados Unidos. “Lá, são investidos cerca de R$ 25 bilhões por ano em subvenções ao seguro. No Brasil, estamos falando de 50 vezes menos, para um país tropical e muito mais vulnerável.”

Debate sobre valores e próximos passos

O setor produtivo defende que o seguro rural deveria contar com R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões anuais para garantir estabilidade e previsibilidade aos produtores. Costa, porém, é cético sobre a possibilidade de esse volume chegar na safra 2025/26.

“A expectativa é que menos da metade disso seja de fato desembolsada”, avalia.

Depois da votação suplementar na CCJ, o projeto segue para análise na Câmara dos Deputados, caso não haja pedido de vista ou manobras regimentais.



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Leilão de megaterminal no Porto de Santos é adiado para 2026 após impasse no TCU



O leilão do Tecon Santos 10, considerado o maior terminal de contêineres em disputa no país, foi adiado para 2026 após novo impasse no Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a modelagem da concessão. A suspensão ocorre depois de o ministro Augusto Nardes pedir mais tempo para analisar o processo, o que interrompe o julgamento até 8 de dezembro.

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) defende que o certame seja estruturado em duas etapas, com restrições na fase inicial. Pela proposta, empresas que já operam no porto ficariam impedidas de participar da primeira rodada, medida que, segundo a agência, aumenta a competição e abre espaço para novos players no complexo santista.

Divergência entre ministros

No TCU, a divisão de posições ficou clara. Bruno Dantas e Walton Alencar votaram a favor da proposta da Antaq, reforçando o modelo em duas fases. Jorge Oliveira e o próprio Augusto Nardes já sinalizaram que devem seguir a mesma linha.

Na direção oposta, o relator Antônio Anastasia defendeu uma modelagem sem restrições. Ele ponderou, porém, que operadores já instalados no Porto de Santos só poderiam participar do leilão caso se desfizessem das áreas que atualmente controlam. Com o novo atraso, a licitação deve ocorrer apenas entre o fim de janeiro e o início de fevereiro de 2026.

Impactos e expectativas do setor

Principal rota de escoamento das exportações brasileiras, o Porto de Santos desperta atenção direta do agronegócio. Para o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, ampliar a concorrência é fundamental para o setor.

“Manter o sistema de licitação em duas etapas é muito positivo para oxigenar o mercado e atrair novos concorrentes”, afirmou. Segundo ele, a ABPA contratou parecer técnico para avaliar a viabilidade, a legitimidade e a legalidade da proposta defendida pela Antaq.

A mesma leitura é compartilhada por Edeon Vas Ferreira, integrante do movimento Pró-Logística de Mato Grosso. Para ele, somente a disputa entre terminais pode garantir tarifas mais competitivas e melhor qualidade de atendimento. “No momento em que tivermos concorrência, teremos preços melhores e serviços mais eficientes. É disso que precisamos em Santos”, disse.



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AgroNewsPolítica & Agro

Safra recorde na Argentina pode pressiona trigo no Brasil


De acordo com dados da Scot Consultoria, “a Argentina é o maior produtor de trigo da América do Sul” e, após a quebra da safra 2022/23, o país registrou recuperação. Para o ciclo 2025/26, cuja colheita começou em meados de outubro, a consultoria informou que há expectativa de recorde de produção. Segundo o levantamento, a projeção considera aumento da área semeada, condições climáticas favoráveis e produtividade maior, fatores que levaram a Bolsa de Cereais de Buenos Aires a estimar “uma safra histórica de 24,0 milhões de toneladas”. No ciclo 2024/25, a produção foi de 18,0 milhões de toneladas.

No Brasil, a colheita de trigo entrou na fase final, mas segue abaixo do ritmo histórico. Estados do Sul, como Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, enfrentaram precipitação elevada, granizo e vendavais em algumas regiões. Mesmo assim, a Scot Consultoria destacou que “a qualidade do trigo em colheita é considerada boa”. A safra nacional está estimada em 7,7 milhões de toneladas, queda de 2,6% em relação a 2024. Esse é o terceiro recuo consecutivo após o recorde de 10,5 milhões de toneladas em 2022.

A consultoria atribuiu a redução da produção à diminuição da área semeada, influenciada por problemas climáticos nos últimos anos no Sul e pela maior atratividade financeira de outras culturas de inverno. Em 2025, a estimativa é de retração de 20,1% na área plantada em comparação a 2024.

A Scot Consultoria questiona o impacto da safra argentina sobre o mercado brasileiro e afirma que a demanda total, somando consumo doméstico e exportações, “deverá ficar praticamente estável em 13,8 milhões de toneladas”. Com produção menor, a necessidade de importação permanece elevada, configurando a segunda maior desde 2019. Em 2024, a Argentina respondeu por 64,1% do custo das importações brasileiras de trigo. Em 2025, até outubro, essa participação subiu para 78,6%.

O relatório aponta que, com o dólar em queda em 2025 e com a boa produção na Argentina e no mercado global, “a cotação do trigo no mercado internacional caiu”, aproximando o preço do trigo brasileiro da paridade de importação e levando ao menor valor em doze meses.

Além do cenário argentino, a consultoria afirma que a expectativa global é de safra recorde em 2025/26 e de recuperação dos estoques. A colheita no hemisfério Norte está em andamento, com previsão de aumento de produção em União Europeia, Estados Unidos, Rússia e Índia, o que contribui para um mercado internacional com cotações menos sustentadas.

A Scot Consultoria resume que a safra recorde na Argentina, o avanço da colheita no Brasil e a perspectiva de uma safra global elevada “deverá manter o mercado brasileiro frouxo no curto prazo”.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Produção de carnes deve bater recorde em 2026


A produção de carne de frango em 2026 pode alcançar 15,86 milhões de toneladas, segundo projeções atualizadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A estatal afirmou que, se confirmado, o volume “representa um novo recorde na série histórica”, superando a estimativa de 15,5 milhões de toneladas para 2025. A Conab destacou que o bom desempenho da avicultura de corte, somado à suinocultura, influencia a produção total de carnes no país, estimada em 32,6 milhões de toneladas em 2026. O número corresponde a “uma ligeira alta de 0,4%” sobre a previsão para 2025 e também configura recorde.

A Conab informou que o resultado da produção de carne de frango neste ano permite ampliar a oferta interna, mesmo com a previsão de exportações de 5,2 milhões de toneladas, ante 5,15 milhões de toneladas embarcadas em 2024. A estatal lembrou que as vendas externas foram afetadas pelo caso de Influenza Aviária registrado em maio no Rio Grande do Sul, mas ressaltou que outros mercados “absorveram parte significativa da produção”. Ainda em novembro, a China declarou a retomada das compras do produto brasileiro.

Para 2026, a estatal projeta continuidade na expansão das exportações de carne de frango, que podem atingir 5,25 milhões de toneladas. Segundo o levantamento, o aumento das vendas externas não deve limitar o mercado interno, cuja disponibilidade pode crescer 3,1%, passando de 10,3 milhões de toneladas em 2025 para 10,62 milhões de toneladas em 2026. A Conab estimou que a disponibilidade per capita alcance 51,3 quilos por habitante.

A Conab também projeta cenário semelhante para a proteína suína. Em 2025, a produção deve somar 5,63 milhões de toneladas. Mesmo com a desaceleração das compras chinesas devido à recomposição do plantel após a Peste Suína Africana, a estatal afirmou que as exportações devem alcançar 1,48 milhão de toneladas. A disponibilidade interna está estimada em 4,16 milhões de toneladas, ante 4 milhões de toneladas em 2024.

Para 2026, a Conab espera alta de 4,5% na produção de carne suína, totalizando 5,88 milhões de toneladas. Esse crescimento pode permitir que os embarques cheguem a 1,6 milhão de toneladas sem reduzir o abastecimento interno, cuja oferta deve aumentar 3,2%, alcançando cerca de 4,3 milhões de toneladas.

No segmento de carne bovina, a produção prevista para 2025 é de 11,38 milhões de toneladas. As exportações devem chegar a 4,21 milhões de toneladas, o maior volume já registrado, segundo a Conab. A estatal afirmou que o bom ritmo ocorre mesmo após as tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos, retiradas em meados de novembro, e é impulsionado pela demanda chinesa, responsável por 53,7% dos embarques.

Para 2026, a Conab projeta uma reversão no ciclo pecuário, o que pode resultar em produção de 10,89 milhões de toneladas devido à maior retenção de fêmeas. A demanda internacional deve permanecer aquecida e as exportações devem se manter próximas da estabilidade, em torno de 4,25 milhões de toneladas. A oferta interna, porém, pode recuar para 6,67 milhões de toneladas.

No caso da produção de ovos, a Conab projeta novo recorde em 2026, estimado em 50,3 bilhões de unidades. O volume representa alta de 2,6% em relação à previsão para 2025, de 49 bilhões de unidades, mantendo a tendência de aumento da disponibilidade interna.





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