Cinquenta cabeças de gado foram apreendidas durante fiscalização realizada no último domingo (7) por fiscais de receitas estaduais da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), que atuam na Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito do Gurupi, em Cachoeira do Piriá, no nordeste paraense.
Segundo o coordenador, Gustavo Bozola, os fiscais receberam a Guia de Transporte Animal (GTA) e a nota fiscal de transporte de gado. Durante a fiscalização, foi constatado que a GTA descrevia 50 cabeças de gado macho, de 13 a 24 meses, com origem em Quixadá (CE) e destino a Nova Esperança do Piriá (PA).
Já a nota fiscal registrava 50 cabeças de gado de 24 a 36 meses, com origem em Caracol (PI) e o mesmo destino no Pará, evidenciando uma completa divergência entre as informações dos documentos.
A verificação física da carga mostrou que a carga era de bovinos machos com mais de 13 meses. “O valor da mercadoria foi ajustado para os padrões do Boletim de Preços Mínimos, no valor de R$ 160.712,50 e lavrado o Termo de Apreensão e Depósito (TAD) no valor de R$ 54.963,68, cobrando o imposto e multa”, disse Bozola.
O setor leiteiro encerra 2025 sob forte pressão econômica, especialmente para o produtor. A avaliação é do presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), Marcos Tang, ao fazer um balanço do ano e projetar 2026.
Segundo ele, apesar do esforço técnico e da dedicação dos produtores, o principal fator negativo foi a baixa remuneração pelo litro de leite. O cenário comprometeu a rentabilidade e colocou em risco a continuidade da atividade em muitas propriedades.
Tang afirma que produzir com preços abaixo dos custos inviabiliza a permanência no campo. Para o dirigente, a atividade precisa gerar renda e lucro para sustentar o produtor e a família. Ele ressalta que o leite tem papel central na economia rural e na fixação de jovens no meio rural, o que exige valorização adequada.
Importações agravam o cenário em 2025
Outro ponto destacado no balanço foi o crescimento das importações de leite e derivados ao longo do segundo semestre. De acordo com Tang, a entrada de produtos importados ganhou força a partir de agosto e se somou ao aumento da produção interna.
Essa combinação, explica, ampliou a oferta no mercado e pressionou ainda mais os preços pagos ao produtor. O resultado foi um fechamento de ano considerado difícil para a cadeia leiteira, com impacto direto sobre a renda nas propriedades.
Diante desse quadro, a Gadolando defende medidas consideradas urgentes para reequilibrar o mercado. Entre elas, estão a regulamentação das importações e a adoção de regras antidumping, pauta que vem sendo discutida em conjunto com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Consumo interno e exportações no radar para 2026
Além das importações, a entidade aposta na ampliação do consumo interno. Tang defende ações conjuntas envolvendo produtores, indústria, varejo e poder público para esclarecer a população sobre os benefícios do consumo de leite.
Na avaliação do presidente da Gadolando, o Brasil tem condições de reduzir a dependência de produtos externos e, no médio prazo, atuar também como exportador. Para 2026, a prioridade apontada é a valorização do produtor nacional e a criação de regras mais claras para a entrada de leite importado.
Mesmo em meio às dificuldades, Tang reforça a importância de manter investimentos técnicos dentro das propriedades. Ele cita o registro de animais, o controle leiteiro e a avaliação morfológica como práticas essenciais para a evolução da genética e da eficiência produtiva.
Segundo o dirigente, os avanços observados mostram que, apesar da crise, o produtor segue comprometido com qualidade, bem-estar animal e aprimoramento da atividade leiteira.
O ciclone extratropical que se formou no Sul do Brasil já provoca temporais intensos e deve manter o cenário de instabilidade nos próximos dias. De acordo com o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, os acumulados superaram 140 mm em 24 horas em municípios como Santa Cruz do Sul (RS) e Avaré (SP), segundo estações do Cemaden.
O especialista alerta para um período de 24 a 36 horas de atenção máxima em vários estados, especialmente nas regiões Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste.
Região Sul deve registrar os maiores acumulados
Arthur destaca a atuação de um “corredor de umidade” que se mantém sobre o Sul do país. A tendência é de chuva intensa e contínua entre terça (10) e quinta-feira (12).
“Os modelos até subestimam a chuva no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, mas podemos confiar: os acumulados vão passar facilmente dos 100 mm, chegando a 200 mm em 24 a 48 horas”, afirmou o meteorologista.
Segundo ele, os efeitos devem atingir tanto áreas urbanas quanto rurais, com risco elevado de:
alagamentos,
deslizamentos de terra,
cheias repentinas,
interrupção de energia,
ventos intensos associados ao ciclone.
No Paraná, a situação também preocupa. Com a formação da frente fria associada ao ciclone, a chuva deve permanecer até o fim de semana.
Os volumes podem ultrapassar 200 mm em até 7 dias, especialmente no norte do estado, em regiões como Londrina.
São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul também recebem chuva volumosa
Se no Sul a chuva traz preocupação, em estados como São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, a precipitação é considerada bem-vinda, especialmente para aliviar o estresse hídrico nas lavouras e recuperar reservatórios.
No interior paulista, a expectativa é de 100 a 150 mm até a metade de dezembro.
“Onde o solo está seco, a absorção é maior e a chuva tem efeito positivo. Mas mesmo assim, é preciso atenção para eventuais tempestades localizadas”, disse o meteorologista.
Risco de granizo, rajadas fortes e até formação de tornados
Com o contraste de temperatura típico de ciclones extratropicais, há possibilidade de tempestades severas.
“Além das rajadas do ciclone, existe condição para microexplosões e até formação isolada de tornados”, ressaltou Arthur.
O alerta vale principalmente para:
Região Sul
Interior de São Paulo
Sul de Minas Gerais
As áreas destacadas nos mapas de tempestade apresentam risco para:
granizo,
ventos acima de 80 km/h,
queda de árvores,
interrupção de energia,
alagamentos e enxurradas.
Arthur reforça que os alertas são emitidos com base em análise científica.
“Se no seu município não acontecer o previsto, agradeça. Nosso compromisso é avisar quando há risco, mesmo que nem todas as cidades sejam impactadas da mesma forma.”
Chuva também avança para o Centro-Norte do país
O ciclone ajuda a canalizar umidade para regiões mais ao norte, favorecendo pancadas e temporais em:
Rondônia,
Mato Grosso,
Centro-sul do Pará.
A chuva é importante para áreas de soja e para a pecuária, auxiliando na recuperação das pastagens.
Já no Nordeste, o calor segue forte, com máximas de 35°C a 36°C no agreste. No Espírito Santo, o tempo permanece firme nesta terça, mas os temporais devem chegar a partir de quarta, com pico na quinta-feira.
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A formulação recebeu reconhecimento no Regulamento de Produtos Fertilizantes da União Europeia – Foto: Pixabay
O avanço dos bioestimulantes voltados à melhoria da qualidade dos frutos em culturas perenes ganha novo impulso com a chegada de uma formulação desenvolvida a partir de algas marinhas. A tecnologia foi criada para atuar em atributos que determinam o valor comercial das colheitas, como firmeza, açúcares solúveis e parâmetros nutricionais, fortalecendo o potencial produtivo de diferentes espécies cultivadas na fruticultura europeia.
A solução, apresentada pela Rovensa Next, tem como base a macroalga Ascophyllum nodosum, coletada de forma sustentável no Atlântico Norte. O método de extração, sem uso de produtos químicos e conduzido a baixas temperaturas, preserva polifenóis, manitol, polissacarídeos, alginatos, vitaminas e pigmentos que sustentam elevada atividade biológica. A formulação atua como impulsionadora metabólica e precursora de aminoácidos essenciais relacionados ao crescimento celular, ao metabolismo reprodutivo e ao desenvolvimento dos frutos, criando uma base bioquímica mais robusta para ganhos em qualidade e produtividade.
Ensaios internos e de campo com frutas de caroço, pomáceas, citros e uvas de mesa registraram resultados consistentes. Houve aumento de 19 por cento na firmeza, 10 por cento nos açúcares solúveis e 19 por cento no peso e na produtividade comercial. Os testes também apontaram avanços nutricionais, com elevação de 25 por cento nos carotenoides, 56 por cento nos flavonoides e 46 por cento na atividade antioxidante, mostrando o impacto das biossoluções na valorização das colheitas.
A formulação recebeu reconhecimento no Regulamento de Produtos Fertilizantes da União Europeia como bioestimulante não microbiano destinado à melhoria de atributos de qualidade em culturas lenhosas perenes, habilitando sua comercialização nos 27 países do bloco.
O volume de fertilizantes importados pelo Brasil registrou queda em novembro de 2025. O país importou cerca de 3,3 milhões de toneladas dos principais produtos (amônia, ureia, SAM, NAM, DAP, MAP, SSP, TSP, NP, enxofre e KCl), volume inferior ao observado entre agosto e outubro.
“O comportamento das importações em 2025 está alinhado ao histórico: os maiores volumes ocorrem nos meses que antecedem a safra de verão. À medida que o ano avança, especialmente no final do segundo semestre, é natural vermos uma desaceleração”, contextualiza o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Tomás Pernías.
Apesar da queda mensal, o acumulado de janeiro a novembro de 2025 permanece acima dos níveis registrados em 2024. De acordo com o especialista, esse desempenho ocorreu mesmo diante de um cenário desafiador para os compradores.
“Em boa parte do ano, as decisões de compra foram tomadas em meio a preços elevados, relações de troca pouco atrativas e preocupações relacionadas a conflitos, riscos de sanções e tarifas impostas pelos Estados Unidos”, afirma.
Troca por fertilizantes menos concentrados
Outro ponto relevante observado pela StoneX é a mudança no perfil das aquisições. Com preços altos e oferta limitada de produtos como ureia e MAP, os importadores brasileiros intensificaram a compra de fertilizantes menos concentrados, como sulfato de amônio (SAM) e SSP, buscando alternativas mais econômicas para reduzir custos de produção.
Entre janeiro e novembro de 2025, as importações de ureia somaram 6,6 milhões de toneladas, cerca de 12% abaixo do registrado no mesmo período de 2024. Já as compras de SAM cresceram 31% no ano.
“Esses números mostram uma clara mudança estratégica dos compradores, que passaram a priorizar produtos com melhor custo-benefício diante do cenário global”, conclui o analista.
O relatório de dezembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado nesta terça-feira (9), projetou a safra mundial de soja 2025/26 em 422,54 milhões de toneladas, número menor que as 427,15 milhões de toneladas estimadas para 2024/25.
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Os estoques finais globais para 2025/26 foram estimados em 122,37 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo da expectativa do mercado, que apontava para 122,8 milhões. Para a temporada 2024/25, o USDA prevê estoques de 123,24 milhões de toneladas, também abaixo da aposta do mercado (123,4 milhões).
A produção brasileira foi mantida em 175 milhões de toneladas para 2025/26 e 171,5 milhões para 2024/25. Já a Argentina deve colher 48,5 milhões de toneladas em 2025/26, abaixo das 51,11 milhões previstas para 2024/25.
Importações chinesas
As importações de soja da China foram mantidas em 112 milhões de toneladas em 2025/26 e 108 milhões em 2024/25.
Cenário dos Estados Unidos
O USDA estimou a safra norte-americana de soja em 4,253 bilhões de bushels (115,74 milhões de toneladas) para 2025/26, com produtividade de 53 bushels por acre, repetindo os números de novembro.
EUA
Os estoques finais dos EUA foram mantidos em 290 milhões de bushels (7,89 milhões de toneladas), abaixo da expectativa do mercado, que projetava 309 milhões de bushels (8,41 milhões). O órgão também manteve as previsões de esmagamento, em 2,555 bilhões de bushels, e de exportações, em 1,635 bilhão.
Para 2024/25, os estoques de passagem seguem em 316 milhões de bushels, com exportações de 1,882 bilhão e esmagamento de 2,445 bilhões de bushels.
O setor industrial de Mato Grosso do Sul alcançou o maior saldo de abertura de vagas já registrado para o período de janeiro a outubro, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Nesse intervalo, os ramos industriais da Transformação, Construção, Serviços Industriais de Utilidade Pública e Extrativo Mineral foram responsáveis por mais de 14 mil novas vagas, o que representa 44% de todo emprego criado em Mato Grosso do Sul no ano de 2025, conforme levantamento do Observatório da Indústria da Fiems.
Atividades que mais empregaram
Construção de edifícios: 5.804 vagas
Abate de bovinos: 1.854 vagas
Abate de suínos: 976 vagas
Fabricação de álcool: 864 vagas
Fabricação de celulose: 623 vagas
Obras de terraplanagem: 603 vagas
Construção de rodovias: 492 vagas
Maiores saldos entre os municípios
Inocência: 2.664 vagas
Campo Grande: 2.643 vagas
Nova Alvorada do Sul: 1.395 vagas
Ribas do Rio Pardo: 1.210 vagas
São Gabriel do Oeste: 1.071 vagas
Três Lagoas: 727 vagas
Dourados: 656 vagas
Aparecida do Taboado: 486 vagas
“Com esse resultado, o setor industrial encerrou o mês de outubro com um contingente superior a 172,0 mil trabalhadores formais diretamente empregados, sendo 122,2 mil na Indústria de Transformação, 37,2 mil na Indústria da Construção, 8,6 mil nos Serviços Industriais e 4,8 mil na Indústria Extrativa Minera”, detalhou o economista-chefe da Fiems, Ezequiel Resende.
A diretora de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, Angélica Laureano, comentou nesta terça-feira (9) que as definições sobre a política de biometano vão permitir à estatal dar os próximos passos em relação ao gás renovável. Ela ainda ressaltou que a estratégia da Petrobras em relação ao biometano é a mesma adotada para o etanol.
“A Petrobras pretende entrar no mercado de biometano da mesma forma que pretendemos entrar no etanol. Em parceria minoritária com um ente relevante do mercado”, afirmou a diretora ao participar do fórum técnico da PPSA (Pré-Sal Petróleo), no Rio de Janeiro.
“Nós já fizemos uma chamada pública para atender o mandato de biometano e, após avaliações, temos 19 propostas. Faltava ter clareza sobre o porcentual do mandato. Agora podemos definir quando começaremos com isso”, explicou.
Em outubro, o Ministério de Minas e Energia propôs a redução da meta obrigatória de biometano dentro do Programa Combustível para o Futuro. O ajuste foi de 1% para 0,25%. O mandato prevê que produtores e importadores de gás natural adicionem a molécula do gás renovável no gás fóssil comercializado no Brasil em 2026.
A bolsa de valores brasileira (B3) vem renovando recordes em sequência desde novembro, quando o movimento começou a ganhar força e rompeu pela primeira vez a barreira dos 150 mil pontos. Mais recentemente, no começo de dezembro, o Ibovespa superou os 164 mil pontos, o maior patamar já registrado.
Sobre o que está por trás das altas, Caio Augusto Rodrigues, sócio da consultoria Terraço Econômico, aponta a expectativa de queda nos juros. “O mercado se antecipa em posições buscando ‘surfar a onda’ positiva que costuma vir com os juros mais baixos. O tamanho desse recuo, porém, ainda vai depender de outras variáveis”, explica.
Na avaliação do economista, a bolsa brasileira ainda pode seguir valorizada, apesar de “solavancos de curto prazo”. Na última semana, as máximas foram interrompidas após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmar que disputará as eleições presidenciais de 2026. Para Rodrigues, eventos como esse podem servir como alerta para um eventual “excesso de otimismo” entre os investidores.
“Diante desse cenário, ainda há espaço para a bolsa continuar subindo, porque alguns ativos seguem baratos. Mesmo assim, é preciso cautela. O período eleitoral tende a trazer muita volatilidade. Por isso, quem investe precisa ter paciência e preparo para oscilações mais fortes no curto prazo”, diz.
Ciclo de alta nos juros chegou ao fim?
Apesar do otimismo com a redução dos juros brasileiros, o ciclo de alta da Selic não está perto do fim. Na última ata do Comitê de Política Monetária (Copom), o grupo manifestou que não hesitará em retomar os aumentos caso julgue necessário.
Nesta quarta-feira (10), os investidores estarão atentos às decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos — é a chamada “Super Quarta”. Enquanto no Brasil o mercado financeiro espera que os juros sejam mantidos em 15%, nos EUA a aposta de grande parte do mercado é que haja um corte de 0,25 pontos percentuais na taxa.
A concessão de crédito rural e agroindustrial somou R$ 83 bilhões no primeiro semestre de 2025, queda de 16% ante igual período de 2024, segundo a quinta edição do Boletim Agro da Serasa Experian, divulgada em nota.
O levantamento analisou 2,8 milhões de pessoas físicas da população rural que contrataram financiamentos e autorizaram o uso de dados do Cadastro Positivo.
“O recuo de cerca de 16% na concessão no primeiro semestre de 2025 tem como um dos fatores o movimento de maior cautela no mercado”, afirmou o head de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta.
“Ao mesmo tempo, o setor convive com desafios, como a elevação gradual da inadimplência, eventos climáticos e critérios mais rigorosos de conformidade socioambiental. Nesse contexto, dados e modelos preditivos ganham ainda mais relevância, apoiando as instituições financeiras na calibragem do apetite de risco e na manutenção de uma oferta de crédito sustentável”, disse.
No segundo trimestre, as liberações atingiram R$ 47 bilhões. O tíquete médio por CPF (Cadastro de Pessoa Física) caiu 22,1%, para R$ 157,9 mil, enquanto o volume de operações aumentou 11,4%, totalizando 343,6 mil contratos.
O Centro-Oeste liderou em valor por contrato (R$ 468 mil) e em tíquete médio por CPF (R$ 639 mil), com média de 1,37 operação por produtor. A Região Sul registrou o maior montante emprestado no trimestre (R$ 15 bilhões). No Nordeste, houve o maior número de beneficiários (108 mil CPFs) e de novas operações (111 mil contratos).
A ferramenta Agro Score, que utiliza técnicas de aprendizado de máquina para avaliar risco de crédito, apresentou pontuação média de 605 para a população rural no segundo trimestre. O Sul registrou o índice mais elevado (720), enquanto o Norte Agro ficou com 477 pontos.
“Aqui na Serasa Experian demos início à nossa jornada no agronegócio com o objetivo principal de democratizar o acesso ao crédito e à informação justamente pelos resultados que alcançamos com o uso de IA para a avaliação de escores. Construímos um time especialista para ampliar a análise de imagens de satélite com IA e temos projetos pilotos com aplicação de GenAI em outras soluções”, afirmou Pimenta.
A base do Agro Score abrange 10,5 milhões de pessoas físicas registradas no Cadastro Ambiental Rural (CAR), no Cadastro Federal de Imóveis Rurais (CAFIR), no Cadastro Positivo e no Sistema Integrado de Informações sobre Operações Interestaduais com Mercadorias e Serviços (Sintegra). Por mudanças metodológicas, a Serasa Experian ressaltou que os dados desta edição não são comparáveis com os de boletins anteriores.