quarta-feira, março 18, 2026

Autor: Redação

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Embrapa aponta que área de soja em estado brasileiro deve ultrapassar 700 mil ha



A área plantada com soja em Rondônia deve alcançar 717,6 mil hectares na safra 2025/2026, segundo a 18ª edição do Informativo Agropecuário de Rondônia, elaborado pela Embrapa e parceiros. O volume representa a continuidade da expansão da cultura no estado, que registra crescimento médio anual de 12,3% na última década.

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A produção estimada é de 2,6 milhões de toneladas, mantendo a soja como a principal cultura agrícola rondoniense. Para o total da safra de grãos, Rondônia deve colher 5,4 milhões de toneladas, número praticamente estável em relação ao ciclo 2024/2025, apesar do aumento de 1,3% na área plantada.

Desafios

Mesmo com o avanço da oleaginosa, analistas apontam que o crescimento tende a se estabilizar. Entre os fatores que limitam a expansão estão o aumento dos custos de produção e a alta no preço das terras nas regiões central e norte do estado. Ainda assim, permanece o potencial de incorporação de áreas com pastagens degradadas ao cultivo de grãos.

Os dados completos estão disponíveis na 18ª edição do Informativo Agropecuário de Rondônia, no portal da Embrapa.



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Argentina anuncia redução de impostos de exportação de soja e milho



O ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo, anunciou nesta terça-feira (9), em seu perfil no X (antigo Twitter), uma nova redução dos impostos de exportação de grãos, medida que afeta produtos como soja, milho, trigo, cevada, sorgo e girassol.

Segundo o comunicado, as alíquotas serão ajustadas da seguinte forma:

  • Soja: de 26% para 24%
  • Subprodutos da soja: de 24,5% para 22,5%
  • Trigo e cevada: de 9,5% para 7,5%
  • Milho e sorgo: de 9,5% para 8,5%
  • Girassol: de 5,5% para 4,5%

Caputo afirmou que o objetivo da medida é aumentar a competitividade do agronegócio argentino, setor responsável por cerca de 60% das exportações do país.

“Essa redução nos impostos de exportação visa aprimorar a competitividade do agronegócio, um dos principais motores da economia argentina. Dessa forma, reafirmamos nossa convicção de que a agricultura argentina continuará crescendo, gerando empregos, impulsionando o desenvolvimento em todas as regiões do país e fortalecendo nossa presença nos mercados globais”, declarou o ministro na rede social.

Não é a primeira redução no ano

A decisão acontece poucos meses após outra mudança relevante. Em 30 de julho, o governo havia publicado o Decreto 526, que eliminava temporariamente os impostos retidos na fonte sobre exportações de grãos, e posteriormente também sobre carne bovina e de frango. O benefício valeria até 31 de outubro, com retomada prevista apenas para 1º de novembro.

Contudo, as chamadas retenciones foram reestabelecidas antecipadamente, já no dia 25, mais de um mês antes do previsto. Com isso, voltaram a vigorar as alíquotas anteriores: 26% para a soja e 9,5% para milho e trigo. Por ora, proteínas animais seguem isentas.

Segundo o governo argentino, a antecipação da retomada da cobrança ocorreu porque a meta de arrecadação de US$ 7 bilhões em Declarações Juradas de Vendas ao Exterior (DJVE) foi atingida em menos de 72 horas.



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Agro sustenta economia em 2025, mas CNA alerta para cenário mais difícil em 2026



O agronegócio brasileiro teve papel relevante na melhora de indicadores econômicos em 2025, como o PIB e a inflação. No entanto, o cenário para 2026 segue cercado de riscos e deve exigir maior cautela dos produtores rurais. A avaliação é da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), apresentada nesta terça-feira (9), durante coletiva de imprensa.

Segundo a entidade, o agro ajudou a conter a inflação, que deve encerrar o ano em 4,4%, e impulsionou a economia. A CNA estima expansão de 9,6% do PIB do agronegócio em 2025, com valor de R$ 3,13 trilhões. Para 2026, a projeção é de crescimento mais moderado, de 1%.

A confederação destaca que, sem a contribuição do setor, haveria maior risco de descumprimento da meta de inflação, o que poderia exigir uma política monetária ainda mais restritiva. Atualmente, a taxa Selic está em 15% ao ano.

Ajuste fiscal no radar

Na avaliação da CNA, 2026 será um ano desafiador para a economia brasileira, especialmente do ponto de vista fiscal. O governo deverá buscar equilíbrio das contas públicas por meio do aumento de arrecadação, o que mantém o crescimento econômico em um ambiente de fragilidade.

Entre as medidas esperadas estão maior fiscalização da Receita Federal e a criação de novas bases arrecadatórias para cumprir a meta fiscal.

Endividamento e crédito

O endividamento do produtor rural é apontado como um dos principais pontos de atenção. Em outubro, a inadimplência do crédito rural com taxas de mercado atingiu 11,4%, o maior patamar desde o início da série histórica, em 2011. No ano passado, o índice era de 3,54%.

Segundo a CNA, o cenário reflete problemas climáticos recorrentes, queda nos preços das commodities, alta nos custos de produção, falta de seguro rural, além de bancos mais restritivos e juros elevados.

A entidade avalia que a recuperação do produtor rural depende da adoção de soluções estruturais que reduzam a vulnerabilidade financeira e climática, ampliando previsibilidade e resiliência no campo.

Seguro rural fragilizado

A falta de apoio ao seguro rural em 2025 deve impactar o próximo ciclo. O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) cobriu apenas 2,2 milhões de hectares, menos de 5% da área agricultável do país, o pior desempenho desde 2007.

De acordo com a CNA, a ausência de instrumentos de gestão de risco amplia a exposição a perdas climáticas e contribui diretamente para o aumento do endividamento no setor.

VBP e produção

Para 2026, o Valor Bruto da Produção deve alcançar R$ 1,57 trilhão, alta de 5,1% em relação a 2025. O segmento agrícola é estimado em R$ 1,04 trilhão, com crescimento de 6,6%. A pecuária deve somar R$ 528,09 bilhões, avanço de 2,2%.

Em 2025, o VBP é estimado em R$ 1,49 trilhão, expansão de 11,9% frente a 2024. A pecuária deve registrar alta de 14,2%, impulsionada pela recuperação dos preços da bovinocultura de corte. Já a agricultura cresce 10,8%, com destaque para soja e milho.

Safras e pecuária

As projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que a produção total de grãos na safra 2025/2026 pode alcançar 354,8 milhões de toneladas, alta de 0,8% em relação à safra anterior. A soja deve atingir 177,6 milhões de toneladas, crescimento de 3,6%. No milho, a produção total é estimada em 138,8 milhões de toneladas, queda de 1,6%.

Na pecuária, os abates de bovinos cresceram 5,6% em 2025 até o terceiro trimestre, enquanto a produção de carne bovina aumentou 3,8% no período. A participação elevada de fêmeas nos abates, próxima de 49,9%, deve reduzir a oferta de animais em 2026.

Diante desse cenário, a CNA projeta queda de 4,5% na produção brasileira de carne bovina em 2026, com expectativa de preços mais altos da arroba do boi gordo e dos animais de reposição.

Cenário externo: Tarifaço, China e União Europeia

No comércio exterior, a CNA vê 2026 marcado por maior tensão. A política comercial dos Estados Unidos pode reconfigurar o fluxo global de produtos agropecuários. Caso sejam mantidas tarifas adicionais de 40%, o impacto pode chegar a US$ 2,7 bilhões por ano, o equivalente a 22% das exportações agropecuárias brasileiras para o país.

A entidade também acompanha com cautela as negociações entre Mercosul e União Europeia, os efeitos da Lei Antidesmatamento Europeia (EUDR, na sigla em inglês) e possíveis salvaguardas da China sobre a carne bovina, mercado em que o Brasil responde por cerca de 50% das importações.



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AgroNewsPolítica & Agro

Análises apontam cenário mais negativo para a soja



Os fatores de baixa pesam mais


Os fatores de baixa pesam mais
Os fatores de baixa pesam mais – Foto: Expodireto Cotrijal

O mercado internacional de soja atravessa um período marcado por sinais divergentes, com indicadores técnicos e fundamentais apontando maior presença de fatores negativos no curto prazo. Nas bolsas externas, o comportamento recente dos contratos reforça a cautela. 

Em dezembro, o vencimento de maio de 2026 atingiu seu maior valor, mas ainda  permanece aberto um gap relevante no intervalo entre 1087,25 e 1095 pontos, que tende a ser preenchido em algum momento. A configuração gráfica indica retorno de formação de cabeça e ombros, sugerindo tendência de baixa, movimento que depende também da retomada ou não das compras chinesas. Segundo a TF Agroeconômica, a expectativa predominante é de correção para baixo.

Entre os vetores de alta, a consultoria destaca que a demanda interna e externa do Brasil segue consistente no médio e longo prazo, ainda que tenha perdido força recentemente. A China mantém interesse pelo produto brasileiro devido à competitividade e à estabilidade nas relações entre os países. Há também expectativa de que o USDA possa reduzir projeções de exportação e esmagamento nos Estados Unidos.

Os fatores de baixa, porém, pesam mais. A lentidão das compras chinesas nos EUA e declarações de autoridades americanas ampliaram a incerteza. Comentários sobre possível redução do fluxo comercial entre os dois países reforçaram o pessimismo. A consultoria lembra que o acordo discutido no fim de outubro não foi formalizado e que as vendas americanas seguem muito abaixo do necessário para sustentar altas recentes. Até agora, os volumes confirmados atendem a menos da metade das metas projetadas. Estimativas privadas também apontam estoques finais maiores no próximo relatório mensal do USDA, o que adiciona pressão ao mercado.

 





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Indicador do etanol sobe pela 8ª semana enquanto açúcar cai



O preço do etanol hidratado está em movimento de alta no mercado spot do estado de São Paulo desde meados de outubro. Na semana passada, o Indicador Cepea/Esalq avançou pela oitava semana consecutiva.

De acordo com pesquisadores do Cepea, a tendência de avanço nos valores de negociação do biocombustível tem suporte da menor oferta e também da demanda aquecida. O número de usinas que já encerrou a safra 2025/26 na região Centro-Sul vem crescendo, segundo levantamento da Unica. Na atual temporada, 120 unidades já finalizaram as atividades de moagem, contra apenas 70 em igual período do ano passado.

Entre 1º e 5 de dezembro, o Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado para o estado de São Paulo fechou em R$ 2,8853/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), aumento de 0,7% frente ao do período anterior. Para o anidro, o Indicador Cepea/Esalq fechou a R$ 3,3128/litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins), elevação de 0,38% no mesmo comparativo.

Açúcar em queda

Por outro lado, após esboçarem certa reação no final de novembro, os preços do açúcar cristal branco voltaram a cair neste início de dezembro no estado de São Paulo. Na parcial do atual mês (até o dia 5), o Indicador Cepea/Esalq (cor Icumsa de 130 a 180) registra baixa de 1%, voltando a operar na casa dos R$ 107,00 por saca de 50 kg.

Segundo pesquisadores do Cepea, esse movimento de queda foi observado mesmo diante de um cenário de maior liquidez. A indústria esteve mais ativa no mercado spot paulista, antecipando as compras para o período de festas de final de ano. Contudo, essa presença se deu sob uma estratégia clara de barganha por preços menores, aproveitando-se da oferta relativamente abundante do produto no mercado.

Do lado da oferta, tanto as usinas quanto os atacadistas têm demonstrado baixo apetite para a manutenção de estoques elevados durante a entressafra. Assim, pesquisadores do Cepea indicam que o custo de carregamento de estoques em um ambiente de juros altos torna economicamente desfavorável a retenção de produto, incentivando as vendas antecipadas mesmo a preços menos favoráveis.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Plantio de soja 2025/26 atinge 90,3% de área no Brasil, aponta Conab



O plantio de soja 2025/26 alcançou 90,3% da área estimada no Brasil até 5 de dezembro, de acordo com relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na semana anterior, a semeadura estava em 86%.

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Em relação ao mesmo período do ano passado, quando as atividades chegaram a 94,1%, há um atraso de 3,8 pontos percentuais. Já na comparação com a média dos últimos cinco anos, de 89,4%, o ritmo atual está 0,9 ponto percentual acima.

Plantio pelo Brasil

No Brasil, o avanço do plantio ocorre de forma bastante desigual entre os estados, variando desde aqueles que já concluíram a semeadura até os que ainda enfrentam maior lentidão. Mato Grosso e São Paulo lideram o ritmo com 100% da área plantada, seguidos por Mato Grosso do Sul, com 99%, e Minas Gerais, com 98,2%.

O Paraná aparece com 97% e a Bahia com 94%. Tocantins registra 93% da área semeada, enquanto Goiás está com 92%. Em seguida vêm Santa Catarina, com 79%, e Piauí, com 78%. O Rio Grande do Sul apresenta 69% de avanço, e o Maranhão tem o menor índice do país, com apenas 38% até o momento.

Com informações da Safras & Mercado.



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Leite de jumenta impulsiona nova cadeia produtiva no agro brasileiro



O leite de jumenta, conhecido por seu alto valor agregado nos mercados europeu e asiático, onde pode custar entre 30 e 50 euros por litro, começa a despontar como uma oportunidade para diversificar e fortalecer a pecuária leiteira no Brasil. A composição nutricional semelhante à do leite humano e suas propriedades hipoalergênicas impulsionam a demanda global por produtos funcionais, especialmente voltados a públicos com restrições alimentares.

Produto hipoalergênico e funcional atrai nichos especializados

De acordo com o professor Gustavo Carneiro, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), o leite de jumenta reúne características nutricionais e imunológicas únicas.
“O produto tem grande potencial tanto no mercado nacional quanto internacional, especialmente para crianças com intolerância às proteínas do leite de vaca”, explica.

Segundo ele, isso abre espaço para nichos especializados em alimentação infantil, produtos funcionais e cadeias produtivas locais. Além de agregar valor à criação de asininos em regiões rurais, a atividade pode gerar renda complementar aos produtores.

Cosméticos naturais impulsionam nova frente de mercado

Além da alimentação, o leite de jumenta também se destaca na indústria cosmética. Rico em vitaminas A, B1, B2, C e E, minerais e compostos bioativos, o produto é utilizado na fabricação de cremes, sabonetes, loções e máscaras faciais que promovem hidratação, elasticidade e regeneração da pele.

A tendência acompanha o avanço do consumo de cosméticos naturais na Europa e na Ásia, onde marcas já utilizam o ingrediente para produtos premium.

Indústria farmacêutica também mira derivados da asininocultura

As matérias-primas da asininocultura vão além do leite. A pele dos animais, por exemplo, pode ser usada na produção de biofármacos, colágeno e gelatina, insumos valorizados pelos setores farmacêutico e alimentício.

Segundo Carneiro, a atividade também pode estimular o turismo rural, com experiências ligadas à produção artesanal do leite.

Pesquisas avançam para uso do leite em UTIs neonatais

O leite de jumenta está em fase avançada de estudo na Universidade do Agreste de Pernambuco (Ufape), em Garanhuns. Pesquisadores avaliam seu uso para bebês internados em UTIs, devido às suas qualidades terapêuticas.

O professor Jorge Lucena, coordenador da pesquisa, destaca o rigor no processo produtivo:
“Tudo é desenvolvido com base em boas práticas. Temos um rebanho controlado, vacinado e seguimos padrões de ordenha e pasteurização”, afirma.

A expectativa é que o alimento seja liberado para uso em UTIs neonatais de hospitais de Pernambuco no primeiro semestre de 2026. O modelo segue referências internacionais, como a prática adotada na Itália.

Brasil pode consolidar nova cadeia produtiva

O avanço das pesquisas, somado ao interesse crescente da indústria alimentícia, cosmética e farmacêutica, coloca a asininocultura como um potencial vetor de geração de renda no campo. A atividade também se encaixa na lógica da economia circular, aproveitando resíduos e subprodutos para produção de biogás, adubo ou farinha de carne e ossos.

Se as projeções se confirmarem, o Brasil pode consolidar, nos próximos anos, uma nova cadeia produtiva marcada por inovação, valor agregado e uso sustentável de recursos.



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Trump admite rever tarifas para reduzir preços nos EUA



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, em entrevista ao portal Politico, que poderá promover novas alterações tarifárias para reduzir o preço de determinados produtos. Segundo ele, medidas anteriores já estariam contribuindo para aliviar custos ao consumidor norte-americano.

“Os preços estão todos caindo. Tudo está caindo”, declarou, apesar de os últimos dados oficiais apontarem inflação anual de 3%.

Críticas duras à Europa e apoio a líderes alinhados

Trump elevou o tom contra os líderes europeus, classificando-os como “fracos” e responsabilizando-os pela dificuldade em conter fluxos migratórios e em avançar para o fim da guerra na Ucrânia. Ele também sinalizou disposição para interferir politicamente no continente, apoiando candidatos alinhados à sua visão, incluindo nomes como Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria.

As declarações ocorrem em um momento sensível para as relações internacionais dos EUA, ampliando tensões com aliados históricos como França e Alemanha.

Plano para Ucrânia e pressões por novas eleições

Sobre a guerra na Ucrânia, Trump evitou garantir apoio contínuo ao país e afirmou que a Rússia estaria hoje mais forte que Kiev. Disse ainda ter um novo plano de paz que, segundo ele, teria sido aprovado por alguns ucranianos, embora o presidente Volodymyr Zelensky não o tenha lido.

Trump chegou a questionar a democracia ucraniana e sugeriu a realização de novas eleições, criticando também o papel dos líderes europeus nas negociações.

Economia interna: elogios ao próprio governo e pressão sobre o Fed

No campo doméstico, Trump descreveu a economia como “A++++++” e voltou a insistir que os preços estão em queda, apesar dos indicadores oficiais divergirem. Ele afirmou que só nomeará o próximo presidente do Federal Reserve caso o escolhido apoie cortes imediatos de juros.

Com o fim próximo dos subsídios ampliados do Obamacare, o presidente evitou dizer se defenderá uma extensão temporária do benefício.

Trump admite possibilidade de enviar tropas para Venezuela

Na América Latina, Trump disse não descartar o envio de tropas americanas à Venezuela, mesmo após aliados conservadores alertarem que isso ultrapassaria um limite político delicado.

Ele afirmou também considerar ações militares contra alvos ligados ao narcotráfico no México e na Colômbia.

Trump ainda defendeu o polêmico indulto concedido ao ex-presidente hondurenho Juan Orlando Hernández, condenado por tráfico de drogas.

Suprema Corte e cidadania por nascimento

Ao comentar a Suprema Corte, o presidente reiterou ser contrário ao direito constitucional de cidadania por nascimento e lamentou não poder revogá-lo. Ele também afirmou preferir que os ministros conservadores Clarence Thomas e Samuel Alito permaneçam na Corte, em vez de se aposentarem antes das eleições.



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado internacional pressiona preços da soja



A soja americana permanece cara e concentrada em compras realizadas pela China


 A soja americana permanece cara e concentrada em compras realizadas por estatais chinesas
A soja americana permanece cara e concentrada em compras realizadas por estatais chinesas – Foto: Nadia Borges

A volatilidade do mercado internacional manteve a pressão sobre os preços da soja, que encerrou o dia e a semana em baixa diante das incertezas sobre o ritmo das compras chinesas. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário reflete um dilema que tem marcado a atual temporada para os Estados Unidos, com a demanda da China avançando de forma mais lenta do que o esperado após a retomada das relações comerciais entre os dois países. 

A previsão divulgada pela Casa Branca de que os chineses comprariam 12 milhões de toneladas até o fim do ano não foi confirmada, e o governo americano ampliou a expectativa desse prazo até fevereiro. Até agora, o volume oficialmente registrado soma 2,713 milhões de toneladas. 

Diante do atraso na divulgação dos dados, parte do mercado trabalha com estimativas paralelas que alcançam 5 milhões de toneladas, mas as negociações seguem pautadas pelos números oficiais, o que sustenta o sentimento de frustração com a falta de ritmo nas aquisições. A soja americana permanece cara e concentrada em compras realizadas por estatais chinesas, enquanto o Brasil mantém preços mais competitivos e ampliou as vendas em novembro, com alta de 64% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

No fechamento do dia, a TF Agroeconômica informou que o contrato de janeiro recuou 1,27%, a 1105,25 cents por bushel, e o de março caiu 1,13%, a 1116,00 cents. O farelo para dezembro caiu 1,23%, para 304,7 dólares por tonelada curta, e o óleo recuou 0,33%, a 51,36 cents por libra. No acumulado da semana, a soja perdeu 2,86%, enquanto o farelo cedeu 3,55% e o óleo caiu 0,69%.

 





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Câmara deve votar nesta terça endurecimento de regras contra devedores de impostos, diz Haddad



O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou na segunda-feira (8) que há “firmeza” por parte do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para votar nesta terça-feira (9) o projeto que endurece as regras contra os chamados devedores contumazes, contribuintes que deixam de pagar impostos de forma reiterada e intencional.

A declaração foi dada após reunião de cerca de quatro horas na residência oficial da Presidência da Câmara.

De autoria do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e defendido pela equipe econômica, o projeto já foi aprovado pelos senadores e voltou à pauta da Câmara. Em setembro, Haddad havia defendido a urgência da medida, afirmando que o projeto é essencial para fechar brechas que permitem fraudes fiscais recorrentes.

“As datas tentativas são: amanhã o devedor contumaz e, na quarta, o PLP [Projeto de Lei Complementar] 108/2024, que fecha a reforma tributária. Mas isso ainda será definido com os líderes”, disse Haddad.

Comitê gestor do IBS

O segundo item que o governo trabalha para votar nesta semana é o PLP 108/2024, que cria o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), peça central da implementação da reforma tributária aprovada no ano passado. O ministro disse ter recebido sinalização positiva de Motta também para essa votação.

A proposta consolida regras operacionais do novo tributo, que substituirá impostos estaduais e municipais, cuja implantação depende de coordenação entre União, estados e prefeituras.

Corte de benefícios fiscais

Além dos dois projetos prioritários, Haddad cobrou o avanço do PLP 128/2025, que reduz benefícios fiscais e tem impacto estimado de R$ 19,76 bilhões nas contas públicas em 2026. Segundo ele, a votação precisa ocorrer ainda nesta semana para que haja tempo de análise no Senado antes da aprovação do Orçamento.

“O compromisso foi assumido lá atrás. A equipe econômica precisa desse projeto para que o Orçamento tenha consistência”, afirmou.

O ministro ressaltou que a peça orçamentária deve respeitar as metas definidas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), aprovada pelo Congresso na semana passada.

Mais cedo, Hugo Motta anunciou o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) como relator do texto.

Orçamento de 2026

Haddad afirmou que a reunião com o presidente da Câmara teve como objetivo organizar a reta final do ano legislativo e permitir a votação, na próxima semana, do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026.

Para isso, disse o ministro, é necessário avançar antes em medidas que afetam receitas e despesas.

“São detalhes, mas detalhes importantes”, resumiu.

O governo trabalha para fechar o Orçamento com espaço fiscal compatível com as metas fiscais.

Ao mesmo tempo, busca reforçar o caixa federal por meio do corte de renúncias e da adoção de medidas contra a inadimplência tributária.



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