quinta-feira, março 19, 2026

Autor: Redação

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Soja brasileira lidera em rastreabilidade e soluções sustentáveis para atender à EUDR



A rastreabilidade da soja foi o tema central do evento Agro em Código, realizado em São Paulo e promovido pela Embrapa, GS1 e Cubo. O encontro reuniu especialistas, entidades do setor e empresas para discutir soluções que atendam às exigências da EUDR, nova lei antidesmatamento da União Europeia, que passa a exigir comprovação de origem legal e ausência de desmatamento em toda a cadeia produtiva.

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Stanley Oliveira, chefe geral da Embrapa Agricultura Digital, abriu o evento destacando a importância da tecnologia para os produtores e o protagonismo da Embrapa.

“Queremos tornar a jornada mais leve para os agricultores, socializando soluções digitais que estejam ao alcance de todas as classes do setor. A Embrapa está comprometida em colocar a ciência e a tecnologia a serviço da sustentabilidade e da rastreabilidade”

Embrapa Trace e rastreabilidade

Um dos destaques do evento foi a plataforma Embrapa Trace, como um certificado digital capaz de integrar, validar e organizar todas as evidências de sustentabilidade da soja. A plataforma permite rastrear desde fazendas e áreas de produção até armazéns, transportes e origens dos lotes, oferecendo equivalência, reconhecimento, transparência e não redundância, pilares essenciais para atender à EUDR.

Anderson Alves, pesquisador da Embrapa Agricultura Digital, explicou o papel central da Embrapa. “A Embrapa entra desenvolvendo soluções integradas e protocolos digitais que permitem que tanto ações governamentais quanto o mercado privado acessem dados confiáveis e padronizados”, explicou.

O Embrapa Trace começou a ser validado com aporte do Mapa e do Banco Mundial para cadeias da carne bovina, couro, soja e café. A tecnologia permite mapear fazendas, validar dados, rastrear transportes e analisar armazéns, criando um ‘metacertificado’ que garante conformidade e integridade em toda a cadeia. De acordo com o apresentado, tem redução de gastos, acesso facilitado a mercados, credibilidade e cobertura completa.

“Cada etapa do processo abre oportunidades para novos protocolos, seja na validação de propriedade, análise de armazém ou rastreamento de transporte. É uma tecnologia que garante integridade e confiança de ponta a ponta”, comentou Alves.

EUDR e plataformas sustentáveis

No primeiro painel, o foco foi a legislação europeia. Em seguida Bruno Vilela, superintendente da Serpro, apresentou a plataforma Agro mais Sustentável, ferramenta digital gratuita de adesão voluntária que integra sistemas governamentais de identificação pessoal, cadastro de propriedades, conformidade trabalhista e ambiental.

“A plataforma vem justamente para atender à demanda global por uma agricultura mais sustentável. Já temos diversos produtores utilizando e qualificando sua produção”, explicou Vilela.

Visão da indústria

Pedro Garcia, gerente de sustentabilidade da Abiove, afirmou que a cadeia da soja brasileira já apresenta alto grau de preparação para cumprir as exigências europeias. ”Se a EUDR estivesse em vigor hoje, grande parte das empresas brasileiras já teria condições de fornecer todas as informações necessárias. O desafio é padronizar um documento oficial de aceitação, evitando que cada empresa crie seu próprio formato de comprovação”, disse.

Garcia reforçou que o setor precisa continuar evidenciando práticas consolidadas, como mapeamento de fazendas, controle de áreas e critérios ambientais rigorosos, complementadas pela Moratória da Soja.

Financiamento verde e tecnologias digitais

O evento também destacou o papel da taxonomia sustentável e do crédito verde. Instituições financeiras apontaram que produtores com alto nível de rastreabilidade e boas práticas agrícolas tendem a ter acesso facilitado a financiamentos. 

Tecnologias como inteligência artificial, big data e blockchain aparecem como reforços estratégicos para aumentar a confiabilidade dos dados e reduzir gargalos históricos, como a dificuldade de rastrear toda a origem dos volumes de soja na cadeia.

O setor

Ficou evidente que a soja brasileira está preparada para atender às exigências internacionais, com sistemas sólidos de controle, rastreabilidade, validação e mapeamento. A integração entre Embrapa Trace, Agro mais Sustentável e protocolos privados cria um ambiente seguro e confiável, fortalecendo a posição do Brasil como líder global em produção sustentável e consolidando a Embrapa como protagonista na construção de uma cadeia transparente e tecnológica.



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FPA corrobora visão do governo sobre modelo e urgência do leilão Tecon 10



O leilão do megaterminal Tecon Santos 10 foi adiado para fevereiro de 2026 por conta da indefinição do modelo de concessão. Há disparidades no Tribunal de Contas da União (TCU) a respeito da entrada ou não de empresas que já operam no cais na primeira fase do certame.

O deputado federal Tião Medeiros, membro da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), bancada que já se posicionou a favor da proposta da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antac) pelo bloqueio inicial de companhias já estabelecidas no cais, ressaltou que, na tentativa de acelerar os trâmites, o Congresso realizou audiências públicas para entender a opinião dos usuários do setor.

“Afinal de contas, para nós é estratégico e importante que quem usa, quem paga a conta no final do dia, é que possa opinar e ser ouvido de forma definitiva [a respeito do modelo do leilão].”

Segundo ele, o atendimento à proposta do Ministério de Portos e Aeroportos e da Antac certifica que não haja concentração de mercado e que se possa estimular novos participantes. “A gente sabe que a concorrência é saudável, é salutar, onde há disputa comercial e concorrencial se tem oportunidades melhores de preço. Isso vai, no final do dia, alcançar o usuário do sistema, o importador, o exportador, que é quem no final das contas sempre paga por essa conta”, declara.

De acordo com o deputado, ainda que o TCU tenha autonomia para decidir a respeito do modelo de leilão, a FPA espera que os ministros respeitem o definidor de políticas públicas do setor, que é o Ministério de Portos e Aeroportos.

O parlamentar ainda destaca a importância do Tecon 10, que deve ampliar a capacidade de movimentação do Porto de Santos em 50%, em um investimento avaliado em R$ 6,45 bilhões. “Esse terminal é tão estratégico que nós sairemos da 46ª posição global para a 15ª posição no mundo em capacidade de movimentação de contêineres”, enfatiza.

Para ele, o modelo proposto pelo governo federal também contempla um terminal sustentável com equipamentos elétricos. “Isso reduz o custo logístico da operação portuária e vai refletir, obviamente, no custo da tarifa que o brasileiro vai pagar na movimentação portuária de contêineres, além de elevar o nível de serviços. Isso coloca o Brasil perante à comunidade internacional em uma condição muito privilegiada”, considera.

O parlamentar da FPA também enfatiza que a falta de terminais nos portos do país afeta não apenas o importador e o exportador, mas o cidadão comum, uma vez que a fila de navios para atracar custa ao país cerca de R$ 1 bilhão por mês.

“Temos urgência que esse leilão possa acontecer e se viabilizar, que esse terminal aconteça o quanto antes. Ele não é bom apenas para o estado de São Paulo, mas para todo o país. Uma boa parte do país utiliza o Porto de Santos, que é estratégico. Os estados do Centro-Oeste, muito especialmente, que não têm acesso ao mar, fazem muito uso do Porto de Santos”, conclui.



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Leilão de gado Nelore movimenta a região da Faria Lima, em São Paulo


Pela primeira vez, a região da Faria Lima, um dos endereços mais movimentados do centro financeiro de São Paulo, recebeu um importante evento da pecuária nacional. O 2° Leilão Nelore da Mônica levou exemplares de alto padrão genético ao Teatro B32 na noite desta quarta-feira (4), reunindo criadores e investidores de diversas regiões do país.

Segundo o gerente do grupo Mônica Brasil/Bolívia, Pedro Marchett, para que os animais chegassem à capital paulista, foi necessário um planejamento logístico. A seleção do criatório de Uberaba, Minas Gerais, foi deslocada para o Jockey Club antes de seguir para o teatro.

De acordo com o superintendente de pecuária do grupo Mônica, os cuidados com os animais são diários, tratamentos como: banhos, escovação, cuidados com o pelo e casqueamento para garantir bem-estar adequados. “São animais que exigem uma atenção diária”, destaca.

Gado Nelore
Foto: reprodução/Mercado & Companhia

Genética de destaque

No total, foram ofertados 27 lotes, incluindo animais, prenhezes e aspirações. O leilão marca quase três décadas desde o primeiro evento promovido pela empresaria do agro, Mônica Marquett, hoje referência na raça.

“Eu tenho uma paixão pelo Nelore, por essa raça que é maravilhosa, que é a mais sustentável do Brasil e quiçá do mundo”, destacou Mônica Marquett. 

Entre os destaques está Mira, do grupo Mônica em parceria com a Casa Branca Agropastoril. A fêmea foi reservada grande campeã da ExpoZebu 2024, e teve 33% de sua propriedade colocada à venda durante o evento.

“Trouxemos um pouco dos nossos animais para que as pessoas entendam o trabalho de genética que desenvolvemos. O Nelore chegou onde chegou graças ao empenho de criadores, pecuaristas e empresários que se dedicaram para o melhoramento”, afirmou Mônica Marquett.

Encerramento do calendário e tradição na Faria Lima

O Leilão Nelore da Mônica encerra o calendário anual da raça e se consolida como um dos eventos mais prestigiados do setor.

O encontro reforça a força do Nelore no país, movimentando investimentos, estimulando o intercâmbio genético e aproximando o setor produtivo do centro econômico brasileiro.



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AgroNewsPolítica & Agro

MG enfrenta falta de 2,9 milhões de toneladas de capacidade de armazenamento



Déficit de armazenagem em Minas Gerais reforça papel das estruturas modulares


Foto: Divulgação

A infraestrutura logística de Minas Gerais, importante polo industrial do país, voltou ao centro do debate após o Sindicato das Empresas de Transportes e Cargas Logísticas de Minas Gerais (SETCEMG) apontar recentemente um déficit de 2,9 milhões de toneladas de produtos que deixam de ser armazenados por falta de armazéns e terminais logísticos. O cenário, além de evidenciar gargalos que afetam diretamente a competitividade das atividades locais, reforça a urgência por soluções de implantação rápida.

 

Enquanto estruturas de alvenaria podem levar meses ou até anos para serem construídas, considerando as etapas de projeto, obras e execução, os galpões modulares se apresentam como alternativas eficazes e que podem ser instalados em poucas semanas, em qualquer tipo de solo, com possibilidade de expansão,  redução ou relocação conforme a demanda. Para um estado cuja produção cresce mais rápido do que a infraestrutura disponível, a modularidade passa a ser um fator decisivo.

 

“As empresas mineiras vivem uma pressão imediata: precisam escoar, estocar e proteger seus produtos agora e não em um ou dois anos. A logística não pode parar à espera da infraestrutura”, afirma Sergio Gallucci, diretor Comercial e de Marketing da Tópico. “A solução modular não substitui investimentos estruturais, mas os complementa e funciona como um ‘oxigênio logístico’, garantindo capacidade de armazenagem no curto, médio e longo prazo, evitando perdas, filas e custos adicionais”.

 

As restrições de armazenagem também se somam aos desafios de transporte, integração entre modais e saturação da infraestrutura rodoviária, o que exige dos setores produtivos estratégias que reduzam o impacto dos gargalos sem comprometer a expansão, escoamento e atendimento aos clientes.

 

“Cada dia com produto parado por falta de espaço representa perda. Por isso, estruturas de montagem rápida passaram a integrar de forma estruturada o planejamento logístico das empresas, especialmente em regiões estratégicas como Minas Gerais”, completa Gallucci.

 

Região Estratégica – Considerando a relevância logística da região, a Tópico conta com uma filial em Belo Horizonte para atuar no rápido atendimento de parceiros mineiros e em localidades próximas.

 

“Esse ano realizamos um aporte de cerca de R$ 6 milhões da unidade por considerarmos a região estratégica e diversa economicamente, então segmentos como agronegócio, mineração, siderurgia, indústria e logística estão presentes em Minas Gerais – e isso já representa mais de 10% dos novos negócios da empresa”, pontua o diretor.

 

Hoje, a Tópico conta com mais de 3 milhões de m² de galpões instalados no país e 200 mil m² de estruturas disponíveis em estoque para pronta entrega.





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Próxima semana será marcada por ciclone e chuvas acima de 100 mm; saiba onde a água vai chegar



A previsão do tempo indica que as chuvas vão se intensificar nos principais polos produtores de soja. A Zona de Convergência do Atlântico Sul ajuda a manter boa umidade no Matopiba, grande parte do Sudeste e no centro-norte do Centro-Oeste.

Apesar disso, áreas do interior de São Paulo, Mato Grosso do Sul e, especialmente, do Rio Grande do Sul ainda precisam de mais chuva. Para os próximos cinco dias, o início da semana será mais chuvoso nessas regiões, com acumulados que podem chegar a 50 mm.

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Entre terça e quarta-feira, a formação de um novo ciclone extratropical próximo ao Sul deve provocar temporais, aumentando os volumes de chuva. No Rio Grande do Sul, os acumulados podem variar entre 40 e 60 mm.

11 a 15 de dezembro

Entre 11 e 15 de dezembro, as chuvas se concentrarão no centro-sul do país, principalmente Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, com possibilidade de ultrapassar 100 mm em cinco dias. No final do mês, a precipitação se mantém no Sudeste, e próximo ao Natal e Ano Novo deve avançar sobre o Matopíba e centro-norte de Minas Gerais.

Depois de um período de chuvas mal distribuídas, a tendência é que os próximos 20 dias de dezembro apresentem melhor regularidade, beneficiando a produção de soja em todo o país.

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Brasil agrotropical, solução global!


Encerrado o ano do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Fiesp e tivemos um evento onde Roberto Rodrigues fez um encerramento e o vi ser aplaudido de pé pelo seu efetivo, brilhante e genial trabalho na COP30. E pedi para ele nos dizer os principais desafios feitos e o que nos inspirará em 2026.

E ele me disse: “Primeira parte, resultados de 2025 é COP30, porque as 29 COPs anteriores não tratavam de agricultura com a expressão que teve aqui no Brasil, pois a agricultura foi o florão da COP. Nas anteriores era uma coisa terciária, quaternária, ninguém dava bola para a agricultura. Aqui eclodiu por várias razões. Primeiro porque a Embrapa junto com a CNA, OCB e entidades de classe montaram, todos juntos, um Agrizone, que é uma vitrine da tecnologia tropical brasileira sustentável. O mundo todo viu e acreditou que o Brasil pode ser, de fato, o grande patrocinador da cena mundial da transição energética justa, gerando emprego nos países pobres e cuidando do clima. E o que vem pela frente? Um trabalho insano que passa, fundamentalmente, pela tecnologia. O produtor rural em um ano de crise, difícil, custos muito altos, preços baixos, margem muito estreita ou negativa e tem de ter produção alta. Isso é educação, buscar a tecnologia melhor que tem, o melhor fertilizante, defensivo, máquina, manejo integrado à tecnologia para atravessar a crise que vem vindo em 2026/2027. Feito isso, o mundo já viu que nós somos um país tropical de agricultura sustentável, replicável na América Latina, na África Subsaariana, parte da Ásia também e aí, sim, irmos juntos, montar um grande cinturão de tecnologia tropical, Embrapa, gente da Austrália, Nova Zelândia, Índia, Indonésia, Tailândia, países tropicais trocarem entre si toda informação possível para que o máximo da integração transforme a agricultura tropical para o planeta inteiro ter alimento, energia, e emprego no mundo mais pobre. Isso traz paz. Então eu tenho a convicção que a COP30 mostrou ao mundo que o agro tropical brasileiro será protagonista da paz mundial”.

Perguntei também ao Roberto se a proposta feita por ele tem algo tão rico que nos tiraria da polarização, ou seja, uma proposta brilhante para reunir o cinturão tropical do planeta onde tem miséria, fome, pobreza e espaço para crescer e se seria possível fazer. Ele me respondeu: “Eu acho que a COP30 mostrou essa possibilidade com clareza. Gente do mundo inteiro disse: puxa vida, eu não sabia que o Brasil era desse jeito e que replicava na América
Latina, na África, em países pobres. Só que tem duas condições centrais para que isso aconteça, a primeira é ter financiamento, em um país pobre da África não vai incorporar o que nós criamos aqui sem dinheiro. Então tem de ter financiamento dos ricos para que os pobres cresçam e, segundo, tem de ter uma flexibilização na rede de comércio, porque senão o país consegue fazer tudo certinho e não vende porque o protecionismo dos países desenvolvidos não permite. Se mexer no financiamento e protecionismo, o mundo tropical vira
o campeão da paz”.

José TejonJosé Tejon

*José Luiz Tejon é jornalista e publicitário, doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai e mestre em Educação Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Presunto de R$ 500 o quilo é barrado no Brasil para prevenir disseminação de peste suína


A equipe da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) apreendeu produtos de interesse agropecuário no Porto de Santos (SP).

Entre os itens estavam peças de presunto pata negra, cujo quilo chega a custar R$ 500, além de bacalhau, diversos embutidos suínos, frutas frescas, castanhas, mel e outros artigos.

A mercadoria teve a entrada barrada no país barrada por servidores do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O total apreendido chegou a 43,78 quilos.

De acordo com o Vigiagro, cerca de 3 mil passageiros desembarcaram do navio, que chegou da Itália no dia 23, mas passou antes pela Espanha e Portugal.

Peste suína africana

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Foto: Divulgação/Mapa

Na última sexta-feira (28), a Espanha confirmou casos de peste suína africana (PSA), depois de 30 anos sem registros. Não há cura ou tratamento para a doença e o vírus é muito persistente.

De acordo com a Embrapa, o vírus pode permanecer infeccioso por 11 dias nas fezes, por meses na medula óssea, por 15 semanas na carne refrigerada e congelada, e entre 3 e 6 meses em presuntos e embutidos curados não cozidos ou defumados.

A PSA é altamente contagiosa e afeta suínos domésticos e selvagens, mesmo não representando risco à saúde humana, pode causar graves perdas econômicas para a indústria suína.

Nesse sentido, o Brasil é um dos principais exportadores de carne suína do mundo e a defesa agropecuária do país está atenta para não permitir que a doença se instale pelo território brasileiro.

Além disso, produtos de origem animal e vegetal não podem entrar no país sem autorização do Mapa por conta do risco sanitário.

No caso do navio, houve até uma passageira que tentou desembarcar com material de propagação, como estacas, um bulbo e uma mudinha, violando a lei.

No final de outubro, a equipe do Vigiagro já havia fiscalizado passageiros que desembarcaram da mesma rede de cruzeiros e também encontrou produtos de risco com passageiros. Segundo investigação, todo o material apreendido é incinerado para evitar contaminação.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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entenda como as abelhas contribuem para a saúde do solo



Celebrado em 5 de dezembro, o Dia Mundial do Solo, criado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), reforça a urgência de preservar e recuperar esse recurso fundamental para a produção de alimentos e para o equilíbrio climático.

O que poucas pessoas sabem é que as abelhas também desempenham um papel importante na saúde dos solos e na manutenção da vida no planeta.

Os benefícios dos serviços ecossistêmicos prestados pelas abelhas vão muito além da polinização, ainda que esta, por si só, já seja essencial. Estima-se que cerca de 75% das culturas agrícolas no mundo dependem de polinizadores. Mas o impacto positivo das abelhas também chega ao solo.

“Ao favorecer a diversidade vegetal nas paisagens rurais, as abelhas estimulam o crescimento de diferentes espécies que, por sua vez, contribuem para a cobertura do solo, a fixação de nitrogênio e o aumento da matéria orgânica”, destaca o engenheiro agrônomo e líder executivo da Associação Brasileira de Estudo das Abelhas (A.B.E.L.H.A.), Rogério Avellar.

Dessa forma, as abelhas colaboram direta ou indiretamente para combater a erosão, descompactar o solo, melhorar a infiltração de água e a ciclagem de nutrientes, fatores essenciais para a regeneração e conservação dos solos.

Segundo a FAO, um terço dos solos do planeta já está degradado, e, se nada for feito, a perda de produtividade agrícola pode chegar a 10% até 2050, devido à erosão. Isso torna ainda mais urgente a proteção dos solos e o reconhecimento de todos os elementos inclusive os menos visíveis, que sustentam sua saúde.

Benefícios diretos

Além dos benefícios indiretos relacionados à polinização e à manutenção da biodiversidade, algumas espécies de abelhas contribuem diretamente para a saúde do solo. É o caso das abelhas solitárias que constroem seus ninhos no chão, cavando túneis e galerias que favorecem processos físicos e biológicos essenciais ao equilíbrio do ecossistema.

Para Avellar, o comportamento das abelhas solitárias de construir ninhos escavando galerias no solo tem um papel ecológico relevante. “Em áreas agrícolas, esses processos naturais funcionam como uma forma de ‘engenharia ecológica’ gratuita, contribuindo para solos mais vivos e produtivos”, afirma.

Algumas escavam diretamente suas galerias, como a abelha-de-óleo (Centris flavifrons) e a mamangava (Epicharis flava). Outras utilizam cavidades já existentes, como as mombucas (Geotrigona spp.), guiruçus (Schwarziana spp.) e jataís-da-terra (Paratrigona spp.), que se instalam em ninhos abandonados de formigas ou cupins.

Há ainda espécies como as mamangavas-de-chão (Bombus spp.), que constroem seus ninhos diretamente sobre a superfície do solo.

Conservar para restaurar

Tanto as abelhas que proporcionam benefícios diretos, com a construção de ninhos no solo, quanto as que oferecem benefícios indiretos, resultantes da polinização, necessitam de cuidados e boas práticas para sua conservação.

A mecanização da agricultura e o uso incorreto de pesticidas estão entre os principais riscos aos polinizadores, grandes aliados na manutenção da saúde e restauração de solos.

“O agricultor é parte da solução. Ao adotar Boas Práticas Agrícolas, como o manejo responsável de defensivos, a manutenção de áreas de vegetação nativa, o plantio de espécies floríferas e o cuidado com fontes de água, ele cria um ambiente favorável às abelhas e demais polinizadores”, defende Avellar.



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Estado brasileiro registra 1° foco de ferrugem asiática na safra 25/26; saiba qual



O primeiro foco de ferrugem asiática da safra 2025/26 foi confirmado em Mato Grosso do Sul, conforme monitoramento do Consórcio Antiferrugem. O caso ocorreu em uma área comercial no município de Sete Quedas, na região Sudoeste do estado. A lavoura, plantada na segunda quinzena de setembro, está no estádio fenológico R5, fase marcada pelo início do enchimento dos grãos. A detecção da doença foi realizada pela Fundação MS.

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A ferrugem asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, manifesta-se inicialmente em forma de pequenas lesões marrom-avermelhadas na face inferior das folhas. À medida que a infecção progride, os pontos tornam-se mais escurecidos e se espalham por toda a superfície foliar, reduzindo a área fotossintética, provocando necrose e levando à desfolha precoce. Em situações severas, a doença pode comprometer até 90% da produção se não for controlada adequadamente.

O manejo da ferrugem exige uma abordagem integrada e permanente. Entre as medidas essenciais estão o cumprimento rigoroso do vazio sanitário, a rotação de culturas, a semeadura dentro da janela recomendada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o uso de cultivares resistentes e o monitoramento frequente das áreas. Quando necessário, a intervenção com fungicidas específicos deve ser realizada de forma estratégica e com acompanhamento técnico.

No cenário nacional da safra atual, já foram registrados 14 focos da doença: 12 no Paraná, um em São Paulo e agora um em Mato Grosso do Sul. Na temporada anterior, o estado sul-mato-grossense contabilizou 12 ocorrências, ficando em terceiro lugar no ranking nacional, atrás apenas do Paraná, com 66 registros, e do Rio Grande do Sul, com 25. No total, o Brasil somou 124 notificações na safra 2024/2025.



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Produção de guaraná cresce até 30% e deve superar 800 toneladas



Este ano, apesar das preocupações com o calor e os efeitos das mudanças climáticas, o saldo tem se mostrado positivo para os produtores de guaraná do Amazonas. Segundo o pesquisador Embrapa Amazônia Ocidental, André Atroch, a safra atual apresenta um crescimento expressivo em relação ao ano anterior.

Em visitas de campo, acompanhamentos nas áreas experimentais da Embrapa e trocas de informações em grupos de produtores, Atroch observa que a colheita ainda em andamento já aponta para um aumento de 20% a 30% na produção em comparação com 2024.

Grandes empresas do setor também relatam resultados ainda mais robustos, com ganhos próximos de 50%.  

“Os produtores comentam que estão colhendo bem mais guaraná do que no ano passado. Esse aumento é perceptível nas áreas que temos acompanhado. O que tem se observado nas áreas é as plantas muito carregadas, muito cheias de guaraná” destacou o pesquisador. 

“O estado do Amazonas hoje produz entre 600 e 700 toneladas ao ano e isso pode atingir entre 700 e até 800 toneladas. Essa produção é de guaraná em rama, que é a semente seca a 13%”, acrescenta.

Clima favorável ao cultivo

Ao contrário de outros anos, os eventos climáticos não prejudicaram a cultura em 2025. Setembro, período crítico para a floração, não registrou secas prolongadas nem chuvas intensas capazes de derrubar ou secar as flores.

Houve dias mais quentes, considerados os mais intensos das últimas duas décadas, mas sem impacto direto na produção. “Para o guaraná, o tempo foi normal. Mesmo com alguns dias de calor extremo, isso não chegou a comprometer a safra”, explicou Atroch.

Expectativas para o fechamento da safra

Com a chegada das chuvas de novembro em Manaus, há uma preocupação pontual: que a intensidade das precipitações provoque a queda de frutos maduros ou o apodrecimento de cachos ainda na planta. Ainda assim, a expectativa é de que o balanço final confirme 2025 como um ano de recuperação e crescimento para o guaraná amazonense.



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