quinta-feira, março 19, 2026

Autor: Redação

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Produção de guaraná cresce até 30% e deve superar 800 toneladas



Este ano, apesar das preocupações com o calor e os efeitos das mudanças climáticas, o saldo tem se mostrado positivo para os produtores de guaraná do Amazonas. Segundo o pesquisador Embrapa Amazônia Ocidental, André Atroch, a safra atual apresenta um crescimento expressivo em relação ao ano anterior.

Em visitas de campo, acompanhamentos nas áreas experimentais da Embrapa e trocas de informações em grupos de produtores, Atroch observa que a colheita ainda em andamento já aponta para um aumento de 20% a 30% na produção em comparação com 2024.

Grandes empresas do setor também relatam resultados ainda mais robustos, com ganhos próximos de 50%.  

“Os produtores comentam que estão colhendo bem mais guaraná do que no ano passado. Esse aumento é perceptível nas áreas que temos acompanhado. O que tem se observado nas áreas é as plantas muito carregadas, muito cheias de guaraná” destacou o pesquisador. 

“O estado do Amazonas hoje produz entre 600 e 700 toneladas ao ano e isso pode atingir entre 700 e até 800 toneladas. Essa produção é de guaraná em rama, que é a semente seca a 13%”, acrescenta.

Clima favorável ao cultivo

Ao contrário de outros anos, os eventos climáticos não prejudicaram a cultura em 2025. Setembro, período crítico para a floração, não registrou secas prolongadas nem chuvas intensas capazes de derrubar ou secar as flores.

Houve dias mais quentes, considerados os mais intensos das últimas duas décadas, mas sem impacto direto na produção. “Para o guaraná, o tempo foi normal. Mesmo com alguns dias de calor extremo, isso não chegou a comprometer a safra”, explicou Atroch.

Expectativas para o fechamento da safra

Com a chegada das chuvas de novembro em Manaus, há uma preocupação pontual: que a intensidade das precipitações provoque a queda de frutos maduros ou o apodrecimento de cachos ainda na planta. Ainda assim, a expectativa é de que o balanço final confirme 2025 como um ano de recuperação e crescimento para o guaraná amazonense.



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CNA revisa estimativa do PIB Agro em 2025 para alta de 8% a 8,5%



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) prevê crescimento de 8% a 8,5% do Produto Interno Bruto (PIB) da Agropecuária neste ano, ante queda de 3,7% em 2024. A estimativa da entidade é preliminar e deve ser revisada após os resultados trimestrais divulgados, ontem (4), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em setembro, a CNA previa uma alta de 7% para o desempenho do setor, que passou a 7,9% em novembro. O resultado do PIB agro no terceiro trimestre deste ano, com uma alta de 10,1% ante igual período do ano passado, além da revisão dos dados de 2024 pelo IBGE, levou à revisão da projeção pela entidade.

“Iremos recalcular as estimativas a partir das revisões feitas hoje pelo IBGE. O crescimento do PIB agro neste ano é puxado pela supersafra de grãos e pelo ótimo desempenho da pecuária”, disse o coordenador do Núcleo Econômico da CNA, Renato Conchon.

No acumulado dos três trimestres deste ano, de janeiro a setembro, o PIB da agropecuária acumula alta de 11,6% frente ao avanço de 2,4% acumulado do PIB nacional.

“O resultado acumulado em 2025 também surpreendeu positivamente, independente da mudança na base de comparação ante 2024. Quando olhamos, o resultado completo vemos a contribuição da pecuária bovina com aumento de abates e preços favoráveis e três culturas agrícolas, que possuem maior peso no PIB agro, que são soja, milho e laranja. São esses produtos responsáveis pelo impulso do crescimento nos primeiros trimestres do ano”, apontou Conchon.

De acordo com o economista da CNA, a revisão feita pelo IBGE da queda do PIB da agropecuária de 3,2% para 3,7% em 2024 também contribuiu para os resultados deste ano, já que essa queda de 0,5 ponto porcentual adicional confere uma base menor de comparação no ano passado. “Não esperávamos uma revisão dessa magnitude. Essa revisão de 2024 catalisou o resultado de 2025”, observou.

O crescimento de 10,1% do PIB da agropecuária no terceiro trimestre deste ano ante igual período do ano anterior também superou as estimativas da entidade, conforme Conchon. Já o avanço de 0,4% no terceiro trimestre de 2025 ante o segundo trimestre deve-se, apontou o economista, à entrada mais tardia da safra de inverno, que deve refletir nos resultados do quarto trimestre deste ano.

“Parte do crescimento menor observado no terceiro trimestre será devolvido no quarto trimestre. Devemos ter um quarto trimestre mais forte neste ano no PIB da agropecuária em virtude da safra de inverno e da pecuária. A incógnita que permanece em produção é o resultado do setor florestal ligado a papel e celulose”, explicou. Os resultados finais do ano devem ser divulgados em março de 2026, segundo Conchon.

Para o PIB nacional, a CNA prevê alta de 2% em revisão preliminar ante projeção anterior de 2,17%. O menor ritmo de crescimento da economia em geral tende a ser justificado pelo avanço mais modesto das outras atividades econômicas.

“Se no acumulado deste ano o PIB da agropecuária tivesse ficado estável, o PIB do Brasil teria avançado apenas 1,6% ante 2,4% verificado, o que mostra o aumento do protagonismo do setor nos três primeiros trimestres e a força da agropecuária neste ano”, disse. Com crescimento do agro superior aos demais setores, a participação da agropecuária no PIB Brasil deve saltar de 5,6% em 2024 para cerca de 8,54% neste ano, em previsão preliminar da CNA.

“No próximo trimestre, o resultado do PIB Brasil deve ficar mais moderado, enquanto o da agropecuária ainda tende a seguir positivo e, por isso, deve manter a participação vista nos nove meses do ano, de 8,54%”, pontuou.

Para 2026, a CNA vê como pontos de atenção para o comportamento do PIB da agropecuária as incertezas climáticas com chuvas abaixo do esperado em regiões produtoras, incertezas quanto ao ambiente geopolítico internacional, o cenário de juros elevados, a redução do poder de compra das famílias e do crescimento real do salário mínimo. “Tudo isso tende a arrefecer a economia em 2026, atrelado à instabilidade fiscal”, prevê.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preço do suíno impulsiona rentabilidade no Paraná



Rentabilidade da suinocultura paranaense atinge maior nível do ano em outubro



Foto: Pixabay

A suinocultura do Paraná registrou em outubro de 2025 a maior rentabilidade do ano, segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (4) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). A margem alcançou R$ 1,45 por quilo, diferença entre o preço pago ao produtor e o custo de produção estimado.

Os técnicos do Deral destacam que o resultado decorre da combinação entre o melhor preço recebido pelos produtores no ano e o segundo menor custo de produção no período. De acordo com o boletim, “o preço recebido pelo produtor pelo suíno no Paraná atingiu R$ 7,22/kg em outubro”, valor que representa alta de 0,8% em relação a setembro e de 3,8% diante do mesmo mês de 2024.

O custo de produção estimado pela Embrapa Suínos e Aves ficou em R$ 5,77/kg, igual ao registrado em setembro e 3,5% inferior ao observado no mesmo período do ano passado.

Para novembro, a equipe do Deral aponta expectativa de leve redução na rentabilidade. Segundo o boletim, “o preço recebido pelo produtor no Estado caiu 1,2% (R$ 0,09)”. Os novos dados de custo ainda não foram divulgados pela Embrapa.





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Status sanitário do Brasil é decisivo para competitividade do setor, diz gerente da ABPA



2025 não foi um ano fácil para o setor brasileiro de aves. Em maio, foi confirmado o primeiro caso de influenza aviária de alta patogenicidade (H5N1) em uma granja comercial do município de Montenegro (RS). Com isso, veio a restrição de mercados importantes como a China e a União Europeia, além de uma lista com mais de 20 países.

O resultado das restrições se traduz na previsão de um crescimento modesto nas exportações de carne de frango neste ano. Conforme dados divulgados pela Associação de Proteína Animal (ABPA), os embarques devem atingir até 5,5 milhões de toneladas, avanço de apenas 0,5% em relação a 2024.

Apesar dessa estimativa de alta moderada nas exportações, o setor de proteína animal defende que o trabalho dos produtores rurais brasileiros foi essencial para a reversão do cenário desafiador. A avaliação é do gerente-executivo de mercados da ABPA, Estevão Carvalho.

“O Brasil foi o último país entre os grandes produtores globais a enfrentar um caso de gripe aviária. Enquanto Europa, Ásia e Estados Unidos estavam tomados pela doença, nós ainda resistíamos”, afirmou. Em entrevista ao Canal Rural, ele falou sobre o nível de comprometimento do setor em relação ao status sanitário e na qualidade da nossa proteína animal.

Oportunidades na carne suína

No caso dos suínos, o panorama é mais favorável para o Brasil. Para 2025, a previsão é que as exportações brasileiras de carne suína cheguem em 1,49 milhão de toneladas, crescimento de 10% frente a 2024. O gerente-executivo da ABPA citou os danos causados pela peste suína africana em importantes produtores da proteína, como Filipinas e China.

Carvalho também lembra que recentemente a Espanha, o maior produtor de carne suína da UE, notificou um caso da doença. Nesse sentido, o mercado brasileiro pode ser favorecido.

“Torcemos contra as doenças — queremos um status sanitário global melhor. Mas a realidade é que países que enfrentam surtos acabam sendo restringidos parcial ou totalmente nas exportações, enquanto aqueles com status sanitário elevado ganham oportunidades”, explica.

Sustentabilidade é caminho sem volta

Além de atender os mais altos critérios de sanidade animal, o produtor tem que pensar em estratégias para o futuro da atividade. Com isso, Carvalho aponta que o investimento em tecnologia e sustentabilidade é prioridade para o Brasil. Na avaliação do especialista, porém, o comprometimento dos produtores segue como um grande diferencial para o Brasil. Segundo ele, é por causa dessa postura que o país conseguiu acessar diversos mercados.

“Essa é uma tendência sem volta. O consumidor global, de forma geral, está cada vez mais atento à origem da carne que compra. Por isso, além das questões de biossegurança, os investimentos em tecnologia e sustentabilidade são essenciais”, reforça.



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FPA cobra urgência do governo e pede R$ 1 bilhão a mais para reforçar o seguro rural



A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) enviou ao governo federal um pedido de urgência para a inclusão de R$ 1,050 bilhão no orçamento destinado ao seguro rural. O ofício foi assinado pelo presidente da bancada, deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), que alertou para o risco de enfraquecimento da política de proteção da produção diante de cortes sucessivos nos recursos.

Segundo Lupion, o reforço financeiro é essencial para manter a política pública ativa, garantir previsibilidade ao setor e assegurar a continuidade das linhas de crédito rural.

Demanda crescente, orçamento menor

A solicitação ocorre em um momento crítico para o setor. Apesar do aumento dos eventos climáticos extremos — como El Niño e La Niña — a cobertura do seguro rural vem diminuindo. Sem uma política robusta de mitigação de riscos, a inadimplência no crédito rural triplicou nas operações de mercado no último ano, dificultando o acesso dos produtores ao financiamento.

Ao mesmo tempo, programas considerados redes de proteção têm sido insuficientes. O Proagro registrou, em 2023, sinistralidade de 428% e custou dez vezes mais ao governo do que o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), mas cobriu uma área menor — cenário que reforça o descompasso entre risco climático e proteção oferecida.

Discrepância entre demanda e recursos disponíveis

Para 2024, o setor agropecuário havia solicitado R$ 2,1 bilhões para o PSR. A Lei Orçamentária Anual (LOA) aprovou R$ 964,5 milhões, mas o contingenciamento reduziu o valor para R$ 820,2 milhões — equivalente a menos de 60% da demanda do setor.

A diferença impacta diretamente a competitividade do agro. Uma comparação com modelos internacionais evidencia a defasagem brasileira.

“Se compararmos o modelo de seguro dos Estados Unidos com o nosso, vemos uma disparidade gigantesca em relação à cobertura, à obrigatoriedade, ao tipo de seguro e aos subsídios. Estamos muito atrás e não podemos transformar em secundário o que é fundamental para o desenvolvimento do agro e do Brasil”, disse Lupion.



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Banco do Brasil renegociou R$ 1,8 bilhão de dívidas de produtores rurais do RS



O Banco do Brasil (BB) renegociou R$ 1,8 bilhão em dívidas de produtores rurais no Rio Grande do Sul, informou a instituição financeira em nota. As renegociações ocorrem pelas condições da Medida Provisória 1.314/25, com regras especiais para produtores rurais liquidarem e amortizarem operações de custeio, investimento e Cédulas de Produto Rural (CPRs).

Do montante, R$ 672 milhões são referentes a operações com recursos livres e R$ 1,2 bilhão em operações com fontes controladas.

Produtores com perdas mínimas de 30% em duas ou mais safras a partir de 2020, com fluxo de caixa comprometido e que estejam localizados nos municípios elegíveis podem acessar os financiamentos com recursos operados pelo BNDES, prazo de pagamento de até nove anos.

De acordo com o banco, mais de 30 mil produtores rurais do Rio Grande do Sul estão aptos a regularizar suas dívidas com base nas condições da MP.

“Há produtores que se enquadram na MP e ainda não nos procuraram”, disse o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB, Gilson Bittencourt, em nota.

“Sabemos que cada um deles vive uma combinação diferente de fatores, como preço, clima, juros e prorrogações anteriores. Por isso é importante nos procurar para ajustar parcelas e dar fôlego imediato ao fluxo de caixa”, acrescenta



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Brasil bate recordes de comércio exterior em novembro


As exportações e importações brasileiras registraram novos recordes para meses de novembro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (4/12) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC). No mês, as exportações somaram US$ 28,5 bilhões e as importações, US$ 22,7 bilhões, resultando em superávit de US$ 5,8 bilhões e corrente de comércio de US$ 51,2 bilhões.

No acumulado do ano, as exportações atingiram US$ 317,8 bilhões e as importações, US$ 260 bilhões, com saldo positivo de US$ 57,8 bilhões e corrente de comércio anual de US$ 577,8 bilhões.

Na comparação entre novembro de 2025 (US$ 28,51 bilhões) e novembro de 2024 (US$ 27,86 bilhões), houve alta de 2,4% nas exportações. As importações cresceram 7,4% entre novembro de 2025 (US$ 22,67 bilhões) e o mesmo mês de 2024 (US$ 21,11 bilhões). Com isso, a corrente de comércio mensal somou US$ 51,19 bilhões, expansão de 4,5% frente ao mesmo período do ano anterior.

Entre janeiro e novembro, as exportações avançaram 1,8% na comparação entre 2025 (US$ 317,82 bilhões) e 2024 (US$ 312,17 bilhões). As importações tiveram crescimento de 7,2% no período, passando de US$ 242,62 bilhões para US$ 259,98 bilhões. A corrente de comércio acumulada registrou US$ 577,8 bilhões, alta de 4,1%.

No desempenho setorial das exportações de novembro de 2025, em comparação com novembro de 2024, houve aumento de US$ 1,16 bilhão (25,8%) na Agropecuária e de US$ 0,57 bilhão (3,7%) na Indústria de Transformação, além de queda de US$ 1,06 bilhão (14%) na Indústria Extrativa. No acumulado do ano, a Agropecuária cresceu US$ 3,45 bilhões (5%) e a Indústria de Transformação, US$ 5,3 bilhões (3,2%), enquanto a Indústria Extrativa recuou US$ 3,26 bilhões (4,3%).

Nas importações do mês, houve crescimento de US$ 1,79 bilhão (9,3%) em produtos da Indústria de Transformação, queda de US$ 0,02 bilhão (5,4%) em Agropecuária e recuo de US$ 0,21 bilhão (18,1%) na Indústria Extrativa. No acumulado anual, a Agropecuária registrou alta de US$ 0,36 bilhão (7%) e a Indústria de Transformação, de US$ 20,52 bilhões (9,3%), enquanto a Indústria Extrativa caiu US$ 3,49 bilhões (22,6%).





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médico veterinário garante segurança alimentar no estado; entenda



O médico veterinário desempenha um papel essencial na segurança alimentar do estado de Minas Gerais, atuando desde a sanidade do rebanho até a inspeção e fiscalização dos produtos na indústria.

Com a proximidade das festas de final de ano, esse trabalho é intensificado, garantindo que o consumidor mineiro e brasileiro tenha acesso a alimentos de origem animal de qualidade.

Em entrevista ao Giro do Boi, Gilson Sales, conselheiro do Conselho Regional de Medicina Veterinária do estado de Minas Gerais (CRMV) e subsecretário de Política e Economia Agropecuária do estado, explicou que o profissional atua em toda a cadeia produtiva. Ele inicia com a vacinação e a sanidade dos animais, que são a matéria-prima, e avança para o controle e a garantia dos padrões de fabricação e autocontrole nas indústrias.

Confira:

Produção de laticínios em Minas Gerais

Minas Gerais, reconhecido como a maior bacia leiteira do país, com produção de nove vírgula dois bilhões de litros de leite por ano, tem um papel crucial na segurança alimentar. O estado tem se empenhado em garantir que produtos tradicionais, como o Queijo Minas Artesanal, patrimônio imaterial da UNESCO, cheguem à população com segurança.

O CRMV e o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) são os órgãos responsáveis pela garantia da qualidade dos produtos. O CRMV lançou o programa Diga Sim ao SIM (Serviço de Inspeção Municipal) para fomentar a formalidade, assegurando que os alimentos sejam produzidos e comercializados dentro dos padrões de segurança.

Dicas para o consumidor

A atenção do consumidor é vital no momento das compras. Gilson Sales listou algumas dicas para garantir um consumo seguro no final do ano. O especialista destacou a importância de não desperdiçar os alimentos, especialmente em um mundo onde duas bilhões de pessoas sofrem com insegurança alimentar.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Como o bom manejo do solo garante produtividade e sustentabilidade da soja



O solo é a base da produção agrícola e desempenha papel decisivo no desempenho das lavouras de soja. A qualidade física, química e biológica desse recurso determina a capacidade da planta de enfrentar estresses climáticos, aproveitar nutrientes e expressar seu potencial produtivo. Em Mato Grosso, a conservação do solo tem sido prioridade entre os produtores, que reconhecem sua influência direta na sustentabilidade e na eficiência das áreas cultivadas.

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Entre as principais estratégias adotadas para manter a saúde do solo está o plantio direto, prática consolidada no estado e fundamental para reduzir erosão, aumentar a infiltração de água e garantir cobertura permanente da superfície. A formação de palhada com braquiária e outras plantas de cobertura também se destaca como aliada na construção de um perfil mais estruturado, capaz de sustentar a soja mesmo em anos de irregularidade de chuvas.

A diversificação de manejos tem avançado nas propriedades, com o uso crescente de biológicos, ácidos húmicos e fúlvicos, além de consórcios que melhoram o aporte de matéria orgânica ao solo. Em anos de baixa umidade e pouca chuva, esses sistemas mostram resultados consistentes ao permitir que a cultura da soja mantenha produtividade, demonstrando a importância de práticas conservacionistas de longo prazo.

Pesquisas regionais reforçam essa evolução. Os experimentos conduzidos pelos Centros Tecnológicos da Aprosoja MT têm auxiliado os produtores na escolha de cultivares, estratégias de adubação e manejos de solo adaptados às condições de cada região. Esses estudos validam tecnologias e oferecem segurança técnica na tomada de decisões, contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

No Dia Mundial do Solo, a Aprosoja MT destaca que a manutenção desse recurso é essencial para o futuro da soja mato-grossense e para toda a cadeia produtiva. A entidade reforça que o equilíbrio entre produtividade e preservação depende da adoção contínua de boas práticas dentro das propriedades, somado ao avanço das pesquisas que apoiam o produtor na missão de produzir mais, com responsabilidade e respeito ao meio ambiente.



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O que o agro ganha ao se aproximar do mercado de capitais?



A aproximação entre o agronegócio e o mercado de capitais começa a ganhar força como uma alternativa para ampliar o acesso a financiamento, reduzir riscos e sustentar o crescimento do setor. Nesta sexta-feira (4), a Arena B3 sediou mais uma edição do evento “O Agro e o Mercado de Capitais”, com debates sobre crédito privado, seguro rural, geopolítica e perspectivas de produção.

A iniciativa, liderada pelo Instituto Brasileiro de Direito do Agronegócio (IBDA), Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e Instituto Pensar Agro (IPA), busca diminuir a distância entre o coração financeiro do país, concentrado na Faria Lima e na B3, e a realidade do produtor rural. Sendo assim, a proposta é clara: mostrar ao setor que existem instrumentos além do crédito público tradicional, como é o caso do Plano Safra.

Eventos querem simplificar e expandir o acesso a novas ferramentas

O presidente do IBDA, Renato Buranello, explica que o produtor rural já observa o movimento do mercado financeiro, mas ainda depende de suporte técnico para tomar decisões. “O produtor rural ouve, mas ele precisa colocar o contador e o advogado para validar. Esses eventos ampliam o conhecimento sobre o mercado de capitais”, afirmou.

Para ele, ampliar a familiaridade com debêntures, CRA, fundos e instrumentos de gestão de risco é um passo natural para reduzir a dependência de recursos públicos.

Na visão do diretor-geral do IPA, Geraldo Melo, o setor não pode mais se apoiar apenas em políticas públicas. “Não dá mais para conversar sobre produção e a força do agro apenas nos recursos públicos. É necessária uma mudança de página”, disse.

Ele destacou ainda a importância da regra que impede o contingenciamento dos recursos do seguro rural em 2026, que foi aprovada nesta quinta-feira (4), dentro da Lei de Diretrizes Orçamentárias para o ano que vem. De acordo com Melo, o futuro do agro passa por integrar mercado financeiro, seguro e novas formas de capitalização.

Incerteza global aumenta a necessidade de instrumentos financeiros

O coordenador do Centro de Bioeconomia da FGV, Guilherme Bastos, afirmou que o ambiente econômico mundial segue volátil e que o setor rural precisa se adaptar. “Independente do governo, o ponto é: o que o setor precisa para avançar de forma sustentável também do ponto de vista econômico-financeiro?”, questionou.

Segundo ele, a guerra e a desaceleração global mostraram que mercados interligados conseguem se ajustar, mas que a incerteza para 2026 segue elevado. Isso reforça a importância de mecanismos de proteção financeira, como hedge, seguro e diversificação de fontes de crédito.



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