terça-feira, março 17, 2026

Autor: Redação

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Jornalista Andressa Simão, do Notícias Agrícolas, conquista 2º lugar no 11º…


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A produtora e jornalista especializada em proteínas animais do Notícias Agrícolas, Andressa Simão, conquistou o 2º lugar do 11º Prêmio Sindilat de Jornalismo na categoria texto. Andressa trouxe a reportagem “Desistir Não é Opção: a história da pecuarista que superou desafios pessoais e crises no setor para se manter na pecuária leiteira no Rio Grande do Sul” que conta a a trajetória de Rosane Saibel, pecuarista de leite do interior do Rio Grande do Sul, que enfrentou uma série de desafios para se tornar hoje uma referência para o setor. 

Andressa Simão - Prêmio Sindilat
Andressa Simão – Prêmio Sindilat

Relembre:

>> Desistir Não é Opção: a história da pecuarista que superou desafios pessoais e crises no setor para se manter na pecuária leiteira no Rio Grande do Sul

Esta foi a primeira vez da jornalista concorrendo ao prêmio e já conquistou mais este reconhecimento para sua carreira e para o portal Notícias Agrícolas. Nossa equipe sente-se orgulhosa e certa de que segue continua no caminho da informação que impacta e transforma!

Andressa Simão

Sindilat destaca união e entrega premiações de 2025

Em uma demonstração da força do setor laticinista gaúcho, o Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) reuniu autoridades e lideranças em uma noite de confraternização e entrega de prêmio nesta quarta-feira (17/12), em Porto Alegre. Ao lado de diversos secretários de Estado, parlamentares e representantes dos produtores e das indústrias, o presidente do Sindilat, Guilherme Portella, reforçou o potencial transformador do leite e as conquistas já obtidas ao longo dos anos. “Temos neste momento uma forte pressão das importações que precisamos combater juntos, mas estamos trilhando um caminho. Se olharmos o setor ao longo dos últimos três anos, veremos que estamos em um caminho muito bom”, ponderou. Tônica que ganhou eco na fala do secretário de Desenvolvimento Econômico, Ernani Polo. “Temos que construir juntos os melhores caminhos. Sabemos que muitos municípios passam por uma grande movimentação econômica quando há o pagamento do leite e isso mostra sua força”.

A comemoração também foi uma noite de reconhecimento ao jornalismo e à contribuição de lideranças que se dedicam às pautas do setor. Com a presença de representantes da imprensa de diferentes estados do Brasil, foram entregues as premiações do 11º Prêmio Sindilat de Jornalismo. A iniciativa que valoriza a cobertura qualificada da cadeia produtiva do leite teve como vencedor, na categoria Audiovisual, Bruno Pinheiro Faustino, do programa Negócio Rural, com a reportagem “Leite é tudo igual?”. Já na categoria Texto, a vencedora foi a jornalista Raíssa Goi Borba, da Revista Valor Cooperado/Cotrijal, com a matéria “Propriedade ganha reforço de robô na ordenha”. “Há mais de uma década, temos o privilégio de acompanhar de perto o trabalho da imprensa na cobertura do setor do leite. É um segmento repleto de desafios, mas que se reinventa constantemente. Esse olhar atento da imprensa acaba se traduzindo em um verdadeiro raio-x do setor, funcionando como um grande diagnóstico de cada momento vivido pela cadeia produtiva”, destacou Guilherme Portella.

A noite foi dedicada ainda à entrega do Prêmio Destaques 2025, que reconhece personalidades e instituições que contribuem para o desenvolvimento do setor lácteo no Rio Grande do Sul. Foram homenageados o vice-governador Gabriel Souza, e os secretários estaduais Edivilson Brum (Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação) e Ernani Polo (Desenvolvimento Econômico); os presidentes Carlos Joel da Silva (Fetag-RS) e Marcos Tang (Gadolando); além do próximo presidente da Farsul, Domingos Velho Lopes, e da gerente administrativa do Sindilat, Julia Bastiani, pelos seus 15 anos de atuação junto ao sindicato.

Também recebeu a distinção a Cooperativa Languiru Ltda, que completa 70 anos de atuação em 2025, reconhecida por sua trajetória e contribuição ao cooperativismo e à cadeia láctea gaúcha. “Este é o reconhecimento mais importante concedido pelo Sindilat a todos os que contribuem através da sua atuação para o desenvolvimento de todo o setor lácteo no Rio Grande do Sul”, assinalou Portella. O jantar teve o patrocínio da Tetra Pak.

Prêmio Destaques 2025

Prêmio Sindilat/RS de Jornalismo

CATEGORIA AUDIOVISUAL
1º Lugar:
Jornalista: Bruno Pinheiro Faustino
Veículo: Negócio Rural
Trabalho: Leite é tudo igual?
2º Lugar:
Jornalista: Eliza Maliszewski
Veículo: Canal Rural
Trabalho: Terceira ordenha: sistema aumenta produtividade nas fazendas leiteiras
3º Lugar:
Jornalista: Simone Feltes
Veículo: TVE/RS
Trabalho: Desafios da cadeia do leite no RS

CATEGORIA TEXTO
1º Lugar:
Jornalista: Raíssa Goi Borba
Veículo: Revista Valor Cooperado/Cotrijal
Trabalho: Propriedade ganha reforço de robô na ordenha
2º Lugar:
Jornalista: Andressa Silva Simão Pardini
Veículo: Notícias Agrícolas
Trabalho: Desistir não é opção: a história da pecuarista que superou desafios pessoais e crises no setor para se manter na pecuária leiteira no Rio Grande do Sul

3º Lugar:
Jornalista: Bruna Oliveira Scheifler
Veículo: Revista Valor Cooperado/Cotrijal
Trabalho: Legado para o futuro: cooperativismo e sucessão rural são chaves para o desenvolvimento sustentável





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Guerra no Oriente Médio pode afetar preços dos fertilizantes para a safra 2026/27 de soja em MT


soja brotando na vagem em MT
Foto: Canal Rural Mato Grosso

O conflito no Oriente Médio pode impactar a aquisição de fertilizantes para a safra 2026/27 de soja em Mato Grosso. Embora os maiores efeitos, no curto prazo, recaiam sobre os nitrogenados, mais relevantes para o milho, o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) alerta para a necessidade de atenção também aos fosfatados.

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Em 2025, 58,91% das importações dessa categoria no estado tiveram origem no Egito e em Israel, regiões diretamente ligadas ao atual cenário geopolítico.

Até fevereiro de 2026, os produtores já haviam adquirido 44,43% do volume de fertilizantes necessário para o ciclo 2026/27, avanço de 13,33 pontos percentuais em relação ao mesmo período da safra anterior.

Apesar disso, ainda há uma parcela relevante das compras em aberto. O principal ponto de atenção recai sobre o segundo e o terceiro trimestres do ano, período em que, historicamente, ocorre o pico das importações de fosfatados.

Caso o conflito se prolongue, produtores que optarem por postergar as aquisições podem enfrentar maior volatilidade nos preços, além de possíveis gargalos logísticos e pressão nos fretes marítimos.

Segundo o Imea, os gastos com insumos representam 45,12% do custo de produção da soja. Nesse contexto, uma alta nos fertilizantes pode levar à redução do pacote tecnológico e comprometer o potencial produtivo da próxima safra.

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Preço do açúcar cai no Brasil, enquanto avança no mercado internacional, diz Cepea


açúcar - conab
Foto: Freepik

Os valores do açúcar no mercado tiveram queda na última semana. Período começou com uma leve alta, porém a crescente não durou muito tempo. Os poucos negócios realizados e o ajuste no mercado físico pressionaram os preços.

Mercado Externo

Já o comércio internacional da mercadoria tem cenário diferente. Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) relatam que o produto está valorizado, impulsionado pela alta nos preços do petróleo, que passaram de US$ 72,00 para US$ 103,00 por barril, influenciando nas cotações da commodity.

Esse movimento ocorre porque a alta nos preços do petróleo aumenta a competitividade do etanol, que concorre com o açúcar na produção. Com isso, a oferta de açúcar tende a diminuir, sustentando a alta dos preços.

Influência do oriente Médio

Pesquisadores do Cepea seguem atentos aos conflitos no Oriente Médio. A avaliação é de que, caso o cenário se prolongue, pode haver maior dificuldade no transporte e aumento nos custos de frete.

Além disso, a região é um dos principais destinos do açúcar brasileiro. Segundo dados da Secex, o Oriente Médio respondeu por 15% das exportações do produto em 2025. Os possíveis impactos da guerra têm gerado preocupação entre produtores.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Reunião do Copom começa em meio a tensão no Oriente Médio; o que esperar?


copom banco central
Foto: Rafa Neddermeyer

A primeira etapa da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) começou às 10h09 desta terça-feira (17), informou o Banco Central.

Nesta fase, o presidente da autarquia, Gabriel Galípolo, e os seis diretores assistem a apresentações técnicas do corpo funcional sobre a economia para embasar a decisão sobre a taxa Selic. A decisão será divulgada na quarta-feira (18), a partir das 18h30.

O aumento da incerteza provocado pelo conflito no Oriente Médio deve marcar o tom desta reunião do colegiado.

Como mostrou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), ganha força no mercado financeiro a possibilidade de um corte inicial de 0,25 ponto porcentual da Selic no encontro, em meio à apreensão causada pela volatilidade recente nos preços do petróleo.

Conforme pesquisa Projeções Broadcast realizada nesta segunda-feira (16), a maioria das casas agora projeta um corte de 0,25 ponto porcentual da Selic. Esse é o cenário base de 25 e 33 (76%) instituições consultadas.

Além disso, pela primeira vez desde dezembro de 2025, a mediana do Sistema Expectativas de Mercado, que embasa o Focus, passou a indicar um corte de 0,25 ponto da Selic nesta reunião do Copom. Nas leituras anteriores, a aposta era em uma redução de 0,50 ponto.

O avanço dessa possibilidade ocorre apesar do cenário de apreciação cambial registrado nas últimas semanas, que poderia abrir as portas para um corte maior, de 0,50 ponto. Na reunião de janeiro, a cotação do dólar usada no cenário de referência do comitê foi de R$ 5,35. Agora, ela deve cair para cerca de R$ 5,20.

O barril de petróleo Brent, referência internacional para o preço da commodity, atingiu um pico próximo de US$ 120 no último dia 9 de março, no auge das preocupações internacionais com a segurança da produção e do transporte de petróleo.

Nos dias seguintes, o mercado chegou a reduzir parte do prêmio de risco embutido nas cotações. A volatilidade, no entanto, continua e há o receio de que a alta da commodity seja duradoura, com pressões sobre a inflação, o que justificaria um início mais cauteloso do comitê.

Os temores inflacionários já aparecem no relatório Focus. No boletim publicado desta semana, a mediana para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 subiu de 3,91% para 4,10% – ainda abaixo do teto da meta de inflação, de 4,50%.

Para a inflação suavizada nos próximos 12 meses, a estimativa aumentou de 3,94% para 3,99%.

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Fertilizantes devem seguir em alta com guerra no Oriente Médio e incertezas globais, diz Itaú BBA


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

O mercado global de fertilizantes vive um novo ciclo de forte volatilidade, impulsionado pela escalada do conflito no Oriente Médio. Segundo análise da Consultoria Agro do Itaú BBA, o cenário tem impactado diretamente a produção e a logística de insumos como amônia e ureia, além de elevar custos de frete, energia e seguros.

A interrupção parcial das exportações de países do Golfo Pérsico, responsáveis por parcela relevante do comércio global, já provoca reflexos nos preços internacionais. O movimento ocorre em um momento sensível, próximo ao pico de demanda do Hemisfério Norte e com o avanço do calendário de compras no Brasil.

Ureia sobe 40% e pressiona custos no campo

No mercado brasileiro, a ureia registrou alta de 40% em apenas duas semanas, atingindo US$ 660 por tonelada (CFR). A valorização reflete a combinação de oferta mais restrita, encarecimento do petróleo e do gás natural e aumento da aversão ao risco no mercado internacional.

De acordo com o Itaú BBA, o cenário deve manter os preços sustentados no curto prazo, enquanto persistirem as incertezas sobre a duração do conflito e a normalização das rotas logísticas globais.

Fosfatados também sobem com pressão no fornecimento

Os fertilizantes fosfatados também entram no radar de preocupação. A região do Oriente Médio é estratégica para o fornecimento global de enxofre, insumo essencial na produção desses produtos.
No Brasil, os preços dos fosfatados subiram 7% nas últimas duas semanas, alcançando US$ 795 por tonelada (CFR). Mesmo com a demanda agrícola avançando de forma gradual, o cenário de oferta ajustada e custos elevados tende a manter os preços firmes.

Potássicos mostram maior estabilidade

Diferentemente dos nitrogenados e fosfatados, o mercado de potássicos apresenta maior estabilidade relativa. Ainda assim, o segmento não está imune às incertezas geopolíticas e ao aumento dos custos logísticos.

A oferta global segue mais equilibrada, com Rússia e Belarus mantendo volumes relevantes no mercado internacional, o que ajuda a conter oscilações mais bruscas nos preços.

O que esperar do mercado

Para o Itaú BBA, a tendência é de continuidade da volatilidade no curto prazo, com preços sustentados diante do cenário de incerteza global. A demanda deve avançar gradualmente, acompanhando o calendário agrícola do Hemisfério Norte e a reposição de estoques no Brasil.

No campo, o movimento acende um alerta para os custos de produção, especialmente em um momento estratégico de planejamento e aquisição de insumos para as próximas safras.

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Exportação de carne bovina e suína cresce até a 2ª semana de março, aponta Secex; aves recuam


Foto: Pixabay.
Foto: Pixabay.

As exportações brasileiras de carnes registraram desempenho misto no acumulado até a segunda semana de março. Os embarques de carne bovina e suína avançaram ante igual período do ano passado, enquanto a carne de aves apresentou leve recuo na média diária exportada. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), e consideram dez dias úteis de março.

A média diária exportada de carne bovina foi de 11.567 toneladas, alta de 2,11% ante as 11.328 toneladas de igual período de março de 2025. Na parcial do mês, os embarques somam 115.678 toneladas. O preço médio por tonelada alcançou US$ 5.765,02, valor 17,64% superior aos US$ 4.900,41 registrados no mesmo período do ano anterior.

No caso da carne de frango, a média diária ficou em 22.675 toneladas, recuo de 1,73% frente às 23.074 toneladas registradas no mesmo intervalo do ano passado. O volume total exportado até o momento alcança 226.760 toneladas. O preço médio ficou em US$ 1.823,95 por tonelada, avanço de 1,76% ante os US$ 1.792,46 de março de 2025.

Já a carne suína apresentou o maior crescimento relativo. A média diária embarcada foi de 5.726 toneladas, aumento de 6,02% em comparação às 5.401 toneladas observadas em igual período de 2025. Na parcial de março, os embarques totalizam 57.264 toneladas. O valor médio praticamente ficou estável, em US$ 2.514,24 por tonelada, ligeira alta de 0,05% frente aos US$ 2.513,06 registrados um ano antes.

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Dólar forte e estiagem nos EUA sustentam alta do trigo no Brasil, diz Cepea


produção de trigo 25/26
Foto: Divulgação

Os valores do trigo brasileiro no mercado tiveram alta na última semana. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a valorização do dólar em relação ao real fez com que os preços do trigo importado subissem. Por consequência, produtores nacionais enxergaram a oportunidade de se mostrar mais firmes em relação aos preços.

A demanda recente também apresentou melhora. Compradores intensificaram a busca pelo produto para recompor os estoques dos moinhos, o que tem contribuído para a valorização do cereal.

Mercado externo

Em relação as exportações do trigo, a situação também é positivo para os produtores. Os Estados Unidos enfrentam seca nesse período do ano e isso tem influenciado a produção do país. Dados do Monitor de Seca indicam que, até 10 de março, 55% das lavouras apresentavam algum tipo de estiagem, número acima dos 27% registrados em 2025, no mesmo intervalo de tempo. Diante deste cenário, a esperança é que as exportações se mantenham firmes.

Apesar disso, agentes seguem de olho nos acontecimentos do Oriente Médio, principalmente em relação aos custos dos fertilizantes, mercado que vem sendo impactado pelos conflitos.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Armazenagem cresce no Brasil, mas segue abaixo da produção


armazenagem
Foto: Wenderson Araujo-Trilux/CNA

A capacidade estática de armazenagem de grãos no Brasil chegou a 221,8 milhões de toneladas em 2026, segundo levantamento da HN Agro com base em dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Apesar da expansão ao longo dos últimos anos, o volume ainda é insuficiente para acompanhar o avanço da produção agrícola no país.

Para a safra 2025/26, a produção total de grãos é estimada em 353,4 milhões de toneladas, o que resulta em um déficit de armazenagem de 131,6 milhões de toneladas. Isso significa que a estrutura disponível no país cobre cerca de 62,8% da produção nacional.

Quando se considera apenas soja e milho, principais culturas do país, a produção estimada chega a 316,1 milhões de toneladas. Nesse caso, a relação entre produção e capacidade de armazenagem é um pouco mais favorável, com cobertura de 70,2%, mas ainda assim há um déficit de 94,3 milhões de toneladas.

Armazenagem nas fazendas cresce lentamente

A armazenagem dentro das propriedades rurais continua representando uma parcela relativamente pequena da estrutura nacional.

Em 2026, a capacidade nas fazendas alcança 36,7 milhões de toneladas, o equivalente a 16,5% da capacidade total do país. Em 2010, essa participação era de 14,9%, indicando crescimento gradual ao longo dos anos.

Mesmo com essa evolução, a maior parte da armazenagem ainda permanece fora das propriedades, concentrada em cooperativas, tradings e estruturas comerciais.

Déficit é maior nos principais estados produtores

Os maiores desequilíbrios entre produção e armazenagem aparecem justamente nos principais polos agrícolas do país.

Em Mato Grosso, maior produtor de grãos, a capacidade de armazenagem é de 55,4 milhões de toneladas, enquanto a produção estimada chega a 109,9 milhões, resultando em déficit de 54,5 milhões de toneladas.

Outros estados também apresentam lacunas relevantes:

  • Goiás: déficit de 17,7 milhões de toneladas
  • Mato Grosso do Sul: déficit de 13,6 milhões de toneladas
  • Paraná: déficit de 11,6 milhões de toneladas
  • Bahia: déficit de 6,4 milhões de toneladas

Em contrapartida, alguns estados apresentam capacidade superior à produção, como São Paulo, onde a armazenagem supera o volume colhido.

Ritmo de expansão desacelera

O levantamento também indica que o crescimento da capacidade de armazenagem tem perdido ritmo nos últimos anos.

Entre 2010 e 2026, a capacidade estática avançou cerca de 81 milhões de toneladas, passando de 140,5 milhões para 221,8 milhões de toneladas. No entanto, o aumento recente tem sido mais lento e praticamente estagnou entre 2025 e 2026, com acréscimo mínimo no volume total.

Enquanto isso, a produção de grãos segue em expansão, ampliando o descompasso entre oferta agrícola e infraestrutura de armazenagem no país.

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Falta de medicamentos contra sarna e piolhos leva produtores a cobrarem ação do governo


OVINOS, OVELHAS, cooperativismo
Foto: Fernando Reis/Embrapa

A cadeia produtiva de ovinos do Rio Grande do Sul decidiu acionar o governo federal diante de um problema que tem preocupado produtores: a falta de medicamentos para o controle de sarna e piolhos nos rebanhos. O tema foi debatido em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Ovinos, realizada nesta segunda-feira (16) pela Secretaria da Agricultura do estado.

Como encaminhamento, as entidades do setor irão elaborar um documento a ser enviado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), solicitando medidas imediatas para garantir o acesso a produtos sanitários. A ausência desses insumos tem impactado diretamente a saúde dos animais e a produtividade das propriedades.

Segundo o pesquisador do Instituto de Pesquisa Veterinária Desidério Finamor (IPVDF), José Reck, o problema não é exclusivo do Brasil. Países do Mercosul, como Uruguai e Argentina, também enfrentam dificuldades semelhantes.

“Há uma preocupação crescente na região. Criadores argentinos, por exemplo, também lidam com infestação sem acesso a medicamentos”, afirmou. Reck destacou ainda que deve visitar a Argentina para troca de informações com técnicos locais.

O pesquisador também mencionou o avanço de um projeto multicêntrico que busca viabilizar o uso de uma molécula da classe das isoxazolinas no Brasil, com potencial de alta eficácia no controle desses parasitas.

Setor defende importação emergencial

Para o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos, Edemundo Gressler, a situação exige medidas urgentes, incluindo a possibilidade de importação de produtos.

“Estamos diante de um problema e não temos nas prateleiras produtos específicos para isso”, alertou.

A demanda será levada à Câmara Setorial de Caprinos e Ovinos, em Brasília. Segundo Gressler, o objetivo é pressionar o Mapa para viabilizar, em caráter emergencial, a entrada de medicamentos no país.

Além disso, o setor pretende lançar uma campanha e uma cartilha técnica para incentivar práticas de manejo, como os banhos, que auxiliam no controle dos parasitas.

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Dólar forte e estiagem nos EUA sustentam alta do trigo no Brasil, diz Cepea


produção de trigo 25/26
Foto: Divulgação

Os valores do trigo brasileiro no mercado tiveram alta na última semana. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a valorização do dólar em relação ao real fez com que os preços do trigo importado subissem. Por consequência, produtores nacionais enxergaram a oportunidade de se mostrar mais firmes em relação aos preços.

A demanda recente também apresentou melhora. Compradores intensificaram a busca pelo produto para recompor os estoques dos moinhos, o que tem contribuído para a valorização do cereal.

Mercado externo

Em relação as exportações do trigo, a situação também é positivo para os produtores. Os Estados Unidos enfrentam seca nesse período do ano e isso tem influenciado a produção do país. Dados do Monitor de Seca indicam que, até 10 de março, 55% das lavouras apresentavam algum tipo de estiagem, número acima dos 27% registrados em 2025, no mesmo intervalo de tempo. Diante deste cenário, a esperança é que as exportações se mantenham firmes.

Apesar disso, agentes seguem de olho nos acontecimentos do Oriente Médio, principalmente em relação aos custos dos fertilizantes, mercado que vem sendo impactado pelos conflitos.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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