terça-feira, março 17, 2026
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Armazenagem cresce no Brasil, mas segue abaixo da produção


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Foto: Wenderson Araujo-Trilux/CNA

A capacidade estática de armazenagem de grãos no Brasil chegou a 221,8 milhões de toneladas em 2026, segundo levantamento da HN Agro com base em dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Apesar da expansão ao longo dos últimos anos, o volume ainda é insuficiente para acompanhar o avanço da produção agrícola no país.

Para a safra 2025/26, a produção total de grãos é estimada em 353,4 milhões de toneladas, o que resulta em um déficit de armazenagem de 131,6 milhões de toneladas. Isso significa que a estrutura disponível no país cobre cerca de 62,8% da produção nacional.

Quando se considera apenas soja e milho, principais culturas do país, a produção estimada chega a 316,1 milhões de toneladas. Nesse caso, a relação entre produção e capacidade de armazenagem é um pouco mais favorável, com cobertura de 70,2%, mas ainda assim há um déficit de 94,3 milhões de toneladas.

Armazenagem nas fazendas cresce lentamente

A armazenagem dentro das propriedades rurais continua representando uma parcela relativamente pequena da estrutura nacional.

Em 2026, a capacidade nas fazendas alcança 36,7 milhões de toneladas, o equivalente a 16,5% da capacidade total do país. Em 2010, essa participação era de 14,9%, indicando crescimento gradual ao longo dos anos.

Mesmo com essa evolução, a maior parte da armazenagem ainda permanece fora das propriedades, concentrada em cooperativas, tradings e estruturas comerciais.

Déficit é maior nos principais estados produtores

Os maiores desequilíbrios entre produção e armazenagem aparecem justamente nos principais polos agrícolas do país.

Em Mato Grosso, maior produtor de grãos, a capacidade de armazenagem é de 55,4 milhões de toneladas, enquanto a produção estimada chega a 109,9 milhões, resultando em déficit de 54,5 milhões de toneladas.

Outros estados também apresentam lacunas relevantes:

  • Goiás: déficit de 17,7 milhões de toneladas
  • Mato Grosso do Sul: déficit de 13,6 milhões de toneladas
  • Paraná: déficit de 11,6 milhões de toneladas
  • Bahia: déficit de 6,4 milhões de toneladas

Em contrapartida, alguns estados apresentam capacidade superior à produção, como São Paulo, onde a armazenagem supera o volume colhido.

Ritmo de expansão desacelera

O levantamento também indica que o crescimento da capacidade de armazenagem tem perdido ritmo nos últimos anos.

Entre 2010 e 2026, a capacidade estática avançou cerca de 81 milhões de toneladas, passando de 140,5 milhões para 221,8 milhões de toneladas. No entanto, o aumento recente tem sido mais lento e praticamente estagnou entre 2025 e 2026, com acréscimo mínimo no volume total.

Enquanto isso, a produção de grãos segue em expansão, ampliando o descompasso entre oferta agrícola e infraestrutura de armazenagem no país.

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