A Comissão Europeia afirmou nesta segunda-feira (15) que espera assinar o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul até o fim deste ano e classificou a conclusão do tratado como de “máxima importância” para o bloco. As declarações foram feitas por um porta-voz de comércio da Comissão Europeia, durante coletiva de imprensa em Bruxelas.
Segundo o porta-voz, a UE está “muito empenhada em levar este acordo até a linha de chegada”, dentro de uma estratégia mais ampla de defesa do comércio internacional. “Acreditamos no comércio global, vimos como ele entregou resultados para os nossos cidadãos e parceiros ao redor do mundo, e acreditamos que continuará a fazê-lo”, afirmou. De acordo com o representante, o bloco está “dobrando a aposta no livre-comércio como fonte de crescimento econômico, competitividade, criação de empregos e estabilidade em um momento turbulento”.
Ao tratar especificamente do Mercosul, o representante destacou que o acordo vai além do ganho econômico imediato. “Estamos falando de reunir dois dos maiores blocos comerciais do mundo”, disse, acrescentando que o pacto criaria uma plataforma baseada em confiança e em regras para cooperação em temas globais como clima e segurança econômica.
O porta-voz ressaltou que o tratado pode gerar economias relevantes para empresas europeias. Segundo ele, o acordo permitiria economizar cerca de 4 bilhões de euros por ano em tarifas de exportação, beneficiando aproximadamente 60 mil empresas que exportam para a região, das quais cerca de metade são pequenas e médias empresas. Ele também frisou que há oportunidades em todos os setores, inclusive no agrícola, lembrando que a UE possui um “substancial superávit agrícola, entre 60 e 70 bilhões de euros, ao mesmo tempo em que “defende de forma robusta suas sensibilidades agrícolas”.
Na avaliação do porta-voz, a assinatura do acordo enviaria “um sinal forte de que acordos baseados em regras ainda oferecem enorme valor” e funcionam como “um porto seguro” para a economia global no atual cenário geopolítico.
O line-up, que reúne a programação de embarques nos portos brasileiros, projeta a exportação de soja em grão em dezembro em patamar acima do observado no mesmo mês do ano anterior. De acordo com levantamento da consultoria Safras & Mercado, estão previstas 3,379 milhões de toneladas do grão para embarque ao longo do mês.
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No mesmo período do ano passado, as exportações somaram 1,472 milhão de toneladas, o que evidencia uma recuperação no ritmo dos envios. Em novembro, os embarques já haviam mostrado força, com 4,234 milhões de toneladas de soja exportadas.
Acumulado do ano
No acumulado do ano, de janeiro a dezembro de 2025, o line-up indica embarques de 109,246 milhões de toneladas. Para efeito de comparação, dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que, entre janeiro e dezembro de 2024, o Brasil exportou 98,812 milhões de toneladas de soja em grão.
O avanço projetado reforça o papel do Brasil como um dos principais fornecedores globais da oleaginosa, sustentado pela demanda internacional e pela maior disponibilidade do produto ao longo do ano.
Em nota, a entidade destacou que o voto preserva regras consideradas fundamentais da lei aprovada pelo Congresso Nacional, voltadas à transparência e à segurança jurídica nos processos de demarcação. Entre os pontos citados estão a gravação de entrevistas, a definição de critérios objetivos para a atuação de peritos, a participação dos produtores rurais nos procedimentos e o reconhecimento da validade dos títulos de propriedade em casos de ampliação de terras indígenas.
A FPA também ressaltou como avanço a previsão do direito de permanência temporária de ocupantes que estejam na área de boa-fé, evitando retiradas imediatas sem uma solução definida. Outro ponto considerado relevante foi a fixação de regras para invasões recentes, com a determinação de que ocupações ocorridas após 15 de dezembro de 2025 resultem em retirada imediata, medida que, segundo a bancada, pode contribuir para reduzir novos conflitos no campo.
Apesar dos aspectos positivos, a Frente Parlamentar da Agropecuária manifestou preocupação com a retirada do trecho da lei que trata diretamente do marco temporal. Para a entidade, esse ponto é central para garantir previsibilidade e evitar a intensificação de disputas fundiárias no país.
A FPA também avaliou que o prazo de 10 anos proposto para a conclusão das demarcações não resolve o problema estrutural, especialmente sem a adoção de um critério objetivo, como o marco temporal, que assegure segurança jurídica aos produtores rurais e às comunidades indígenas.
Diante desse cenário, a bancada informou que seguirá atuando no Congresso Nacional para concluir a tramitação da PEC 48/2023, que propõe a inclusão do marco temporal na Constituição Federal. Segundo a FPA, a medida é vista como essencial para garantir segurança jurídica e estabilidade institucional para todos os envolvidos no tema.
O governo do Estado, por meio da Secretaria da Fazenda (Sefaz), efetiva a implementação do processo de modernização da documentação fiscal no setor agropecuário no Rio Grande do Sul no início de 2026. A partir do dia 5 de janeiro, a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) passa a ser obrigatória para todos os produtores rurais.
A mudança, que vinha sido implementada em outros Estados, atende à legislação nacional do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Também a partir de 5 de janeiro de 2026, deixa de ser permitido o uso do modelo 4 da Nota Fiscal, o chamado “talão do produtor”.
“Entendemos que, com os adiamentos, os produtores rurais tiveram tempo para fazer uma transição do modelo, saindo do papel para o formato digital. Essa modernização torna o processo de emissão de notas mais ágil e seguro, reduzindo a burocracia e evitando o risco da perda de documentos. O sistema digital também minimiza falhas no preenchimento, já que toda a complexidade tributária fica a cargo da Receita”, explica o subsecretário da Receita Estadual, Ricardo Neves Pereira.
A emissão digital também facilitará a substituição para o novo cenário econômico e fiscal do Brasil, após a Reforma Tributária, que deve extinguir completamente a emissão de notas em papel.
Prazo para adaptação
A adaptação vem sendo feita de forma escalonada no Estado. A obrigatoriedade começou a valer em 2021 para produtores com faturamento superior a R$ 4,8 milhões. Em janeiro de 2025, foram abrangidos também aqueles que tiveram receita bruta de R$ 360 mil ou mais com a atividade rural, além de todas as operações interestaduais. Agora, a nova regra passa a contemplar a totalidade dos produtores gaúchos, cujo quantitativo é calculado em cerca de 800 mil.
Em diversos momentos, atendendo a pedidos do setor, a medida foi adiada pela Receita Estadual, subsecretaria vinculada à Secretaria da Fazenda (Sefaz), que coordena a implantação. A elasticidade no prazo vinha sendo tomada para que mais produtores pudessem obter informação sobre o tema e adaptar sua emissão eletrônica. A prorrogação ocorreu, inclusive, em 2024, logo após as enchentes que atingiram fortemente o setor rural.
Como emitir
Em operações interestaduais, a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) já era obrigatória. Agora passam a ser exigidas também em operações dentro do Rio Grande do Sul. Caso elas não sejam emitidas, as transações ficam sem documentação fiscal, o que é considerado descumprimento da legislação tributária.
Os produtores rurais têm liberdade para escolher o emissor de nota fiscal que passarão a utilizar. Há soluções oferecidas por associações e por cooperativas, por exemplo. A Sefaz oferece duas alternativas: o aplicativo Nota Fiscal Fácil (NFF) e o sistema Nota Fiscal Avulsa (NFA-e).
Simples e gratuito
O NFF pode ser baixado no celular e acessado via login gov.br, e é recomendado pela simplicidade e gratuidade. Para realizar uma operação, basta que os produtores preencham dados como o produto, o nome do(a) cliente e a forma de transporte. A Fazenda oferece acesso ao Manual de Orientação ao Produtor Rural para aprendizado e orientação sobre a utilização da NFF.
À medida que mais usuários vão ingressando na plataforma, mudanças vão sendo incorporadas, como melhorias no layout e disponibilização de novos recursos. Os produtores também podem solicitar, por exemplo, a inclusão de um produto para transação que ainda não está disponível.
Desde 2023, servidores da Receita Estadual têm promovido capacitações para detalhar o uso do app. Em 2024, foram realizados mais de 100 encontros. A informação tem sido replicada por entidades do setor rural para seus associados. Atualmente, mais de 113 mil produtores estão cadastrados na ferramenta, o que representa um crescimento de 789,6% em relação a julho de 2024.
Outra opção para a emissão eletrônica é o sistema Nota Fiscal Avulsa (NFA-e). Ele é indicado para operações mais complexas, como as emissões relacionadas à exportação. A Receita Estadual trabalha para promover melhorias na plataforma, buscando torná-la mais prática e intuitiva.
O milho sofreu na B3, mas mostrou resiliência na Bolsa de Chicago na semana passada. As projeções sobre os estoques finais norte-americanos foram reduzidas porque o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou a estimativa sobre as exportações do país para um recorde de 3,1 bilhões de bushels. Com esse contexto, os preços internacionais ficaram próximos a US$ 4,40/bushel.
Entretanto, no Brasil, o contrato de janeiro de 2026 recuou 2,7% na semana, negociado abaixo de R$ 71,90. De acordo com a plataforma Grão Direto, isso aconteceu porque o mercado futuro local foi pressionado pela percepção de que o plantio da soja dentro da janela ideal garantirá uma safrinha de milho cheia em 2026.
“Apesar da queda na bolsa, o mercado físico segue sustentado por um piso firme de demanda. O setor de etanol de milho e a indústria de proteína animal mantêm o consumo aquecido, evitando quedas bruscas no interior. As exportações brasileiras de dezembro também seguem em bom ritmo, confirmando que o milho nacional continua competitivo e demandado globalmente”, diz a empresa, em nota.
E agora, o que esperar?
A atenção se volta agora para o desenvolvimento da 1ª safra de milho no Sul do Brasil. Diferentemente da soja, o cereal pode estar em fases sensíveis em estados como Rio Grande do Sul e Santa Catarina. As previsões de calor e chuvas abaixo da média para a semana acendem um alerta.
“Problemas na safra de verão podem aquecer os preços regionais e dar suporte à B3 no curto prazo. O ritmo das exportações será um indicador chave. Com o dólar sustentado acima de R$ 5,40, a janela de exportação continua atrativa”, sinaliza a Grão Direto.
De acordo com a plataforma, se os dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) e Secretaria de Comércio Exterior (Secex) confirmarem volumes robustos, isso ajudará a enxugar a oferta doméstica antes da entrada da safrinha, criando uma barreira contra novas quedas de preço.
Agora, o planejamento da safrinha 2026 começa a influenciar. Com a colheita da soja se aproximando em Mato Grosso, o mercado monitora o ritmo de aquisição de insumos e a intenção de plantio. “Rumores sobre redução de tecnologia devido aos custos podem começar a precificar uma produtividade menor para o ciclo de inverno, fator que tende a ser altista no médio prazo”, destaca a empresa.
“Esse diferencial gigantesco de juros mantém o Brasil atrativo para o capital especulativo, segurando o dólar na faixa de R$ 5,40 apesar da força global da moeda norte-americana. Para o produtor, o sinal é de alerta máximo: com a Selic a 15%, o custo de carregar o estoque (custo de oportunidade) é altíssimo (mais de 1% ao mês). Segurar o grão esperando altas moderadas pode significar prejuízo real”, avalia a Grão Direto.
A GreenLight Biosciences, empresa global de biotecnologia especializada em soluções baseadas em RNA para a agricultura, anuncia a chegada ao Brasil do Fortivance, seu primeiro produto no país.
A novidade é classificada como maximizador da ação de inseticidas, formulado com ingredientes de origem biológica que aumentam a eficiência dos defensivos e trazem ganhos diretos de produtividade e sustentabilidade para o produtor rural.
“Com muito orgulho, nossa trajetória no agronegócio brasileiro começa com uma inovação que entrega resultados concretos ao produtor rural. Fortivance otimiza cada gota dos inseticidas aplicados, não apenas melhorando suas características físicas de aplicação, mas atuando diretamente na redução da degradação da molécula química, mantendo os ativos mais estáveis e biodisponíveis para sua ação eficaz diretamente na praga. Com isso, oferecemos ao agricultor mais eficiência no controle, menos desperdício e maior retorno sobre o investimento”, afirma Areadne Zorzetto, Diretora de Marketing e Vendas da GreenLight Biosciences na América Latina.
Atuação do Fortivance
Areadne Zorzetto, Diretora de Marketing e Vendas da GreenLight Biosciences na América Latina (Foto: Divulgação/GreenLight Biosciences).
O Fortivance é composto principalmente por óleo metilado de soja e beta-glucanos, substâncias de origem natural que atuam diretamente no trato digestivo das pragas, como lagartas e percevejos.
“Ele é classificado como adjuvante porque, sozinho, não mata nenhuma praga. Ele sempre vai em parceria com um inseticida. Por isso, é um adjunto para melhorar a performance daquele inseticida. O que o diferencia é que ele não atua apenas na aplicação, espalhabilidade ou cobertura. A principal característica é potencializar e maximizar o efeito do inseticida”, explicou Zorzetto.
A executiva detalha o mecanismo de ação. “O beta-glucano adere ao trato digestivo da lagarta e interfere no pH do líquido que ela tem ali dentro. Uma das maneiras que as lagartas encontraram de sobreviver foi aumentando a alcalinidade do trato digestivo. O que a gente faz é tirar essa defesa: trazemos o pH para níveis mais neutros, entre 7,5 e 8, otimizando a ação do inseticida. Assim, a molécula química deixa de ser degradada e a praga morre com mais eficiência.”
Segundo Zorzetto, ensaios de campo indicam até 25% mais controle de pragas quando o Fortivance é aplicado junto ao inseticida. “Em todos os testes que fizemos, sempre houve ganho de performance. O mínimo que observamos foi entre 20% e 25% de eficiência adicional, e em algumas áreas, chegamos a 50%”, destacou.
Sustentabilidade e eficiência no manejo
Foto: Divulgação/GreenLight Biosciences.
Além do ganho técnico, o Fortivance traz benefícios ambientais diretos, alinhados às práticas de Manejo Integrado de Pragas (MIP).
“O foco da GreenLight é trazer soluções sustentáveis e eficazes para o agricultor. No caso do Fortivance, ele é composto apenas por produtos naturais e biodegradáveis. Ao potencializar o efeito do inseticida, ele permite que o agricultor aplique menos vezes, use menos produto e gaste menos diesel. Isso reduz o impacto ambiental e amplia a janela de aplicação. Ele também melhora a performance de produtos biológicos, atuando bem tanto com químicos quanto com biológicos”, afirmou a diretora.
Zorzetto destaca ainda a praticidade do produto no campo. “Ele tem dois anos de validade, não precisa de refrigeração e se integra facilmente à calda de aplicação. É compatível com outros produtos e homogeneiza bem”.
Desempenho comprovado em diversas culturas
Hoje, o Fortivance já foi testado em mais de 300 áreas no Brasil, abrangendo cerca de 1 milhão de hectares em diferentes regiões e culturas, como soja, milho, algodão, café, citros, cana e tomate.
“O produto tem mostrado resultados consistentes em todas as situações. Ele se adapta muito bem a diversas culturas e pragas, tanto mastigadoras, como lagartas, quanto sugadoras, como percevejos. Ele realmente entrega o que promete”, afirmou Zorzetto.
Novas soluções à vista
A chegada do Fortivance marca o início da operação da GreenLight Biosciences no Brasil, país que a empresa considera estratégico para o avanço de suas soluções biotecnológicas.
“O produtor pode esperar um compromisso muito grande da GreenLight em trazer soluções eficazes para o campo. O Fortivance nasceu a partir de projetos de RNA desenvolvidos em nossos laboratórios. Vimos que essa formulação melhorava a performance das moléculas naturais e decidimos disponibilizá-la ao agricultor. Em breve, teremos novos produtos voltados para diferentes culturas e desafios, inclusive soluções de RNA para grandes lavouras como soja, milho e algodão”, destacou.
Zorzetto reforça que a chegada da empresa é resultado de um trabalho estruturado. “A GreenLight está há mais de 18 anos no mercado, nasceu nos Estados Unidos e está no Brasil desde 2023. É uma empresa ética, focada no agricultor e comprometida em unir ciência avançada com respeito ao meio ambiente. Acreditamos que o futuro da agricultura está nessa união”.
O plantio da safra brasileira de soja 2025/26 atingiu 97% da área estimada até quinta-feira passada (11), em comparação com 94% na semana anterior, segundo levantamento da AgRural. “O destaque da semana passada foi a regularização das chuvas no país, que favoreceu o avanço das máquinas sobre os últimos talhões e melhorou as condições de desenvolvimento das lavouras”, comentou a consultoria.
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Com volumes expressivos de chuva alcançando praticamente todas as regiões produtoras, a umidade do solo apresentou melhora significativa tanto em áreas onde o plantio ainda está em andamento, como no Rio Grande do Sul e em partes do Matopiba, quanto em regiões onde a safra já entra em fases decisivas de definição de produtividade, como áreas de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e do Paraná, avaliou a AgRural.
Além disso, a previsão de novas precipitações associadas a temperaturas favoráveis nos próximos dias traz maior tranquilidade aos produtores e reduz, ao menos no curto prazo, os riscos climáticos para o desenvolvimento das lavouras.
Milho
Segundo a AgRural, a semeadura do milho verão 2025/26 está encerrada no Centro-Sul do Brasil, e agora as atenções estão concentradas no clima e no desenvolvimento das lavouras.
“O retorno das chuvas ao Sul do País levou alívio aos produtores na semana passada, embora o Rio Grande do Sul já tenha perdas consolidadas em algumas áreas por causa da estiagem de novembro”, concluiu a empresa.
O ministro Gilmar Mendes | Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF
O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou o julgamento das ações que discutem a validade do marco temporal para a demarcação de terras indígenas. A análise ocorre em sessão extraordinária no plenário virtual, aberta nesta semana e prevista para seguir até quinta-feira.
A retomada do julgamento foi solicitada pelo ministro Gilmar Mendes, relator dos processos. Após uma semana dedicada à oitiva das partes em sessões presenciais, a expectativa inicial era de que o tema só voltasse à pauta no próximo ano. No entanto, o ministro decidiu antecipar a deliberação.
Gilmar Mendes foi o primeiro a votar e se manifestou a favor da inconstitucionalidade do trecho da lei aprovada pelo Congresso que estabelece o marco temporal como critério para demarcação das áreas indígenas. Com a abertura da sessão virtual, os demais 10 ministros poderão registrar seus votos sobre o tema.
O STF já havia considerado a tese do marco temporal inconstitucional em 2023, decisão que segue como referência no atual julgamento.
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) acumulou alta de 2,52% nos 12 meses encerrados em outubro, na série sem ajuste sazonal, informou a autarquia nesta segunda-feira (15). É uma desaceleração frente ao mesmo período até setembro, quando a alta era de 3,07% (revisado, de 3,0%).
O índice ex-agropecuária, que exclui os efeitos do setor, cresceu 1,82% – também desacelerando frente ao mesmo intervalo de tempo até setembro, quando avançava 2,37% (revisado, de 2,34%). O indicador da agropecuária acumulou alta de 13,26% nos 12 meses até outubro contra 13,58% (revisado, de 13,54%) no mesmo período até o mês anterior.
Também em 12 meses, a taxa acumulada pelo IBC-Br da indústria passou de 1,93% (revisado, de 1,95%) para 1,44%. O índice de serviços passou de 2,53% (revisado, de 2,48%) para 2,07%.
A alta do indicador de impostos – equivalente, em linhas gerais, à rubrica de impostos líquidos sobre produtos do Produto Interno Bruto (PIB) – passou de 2,44% (revisado, de 2,42%) para 1,43%.
Resultado no acumulado de 2025
No acumulado de janeiro a outubro de 2025, o IBC-Br total cresceu 2,41% na comparação com o mesmo período de 2024.
O índice ex-agropecuária avançou 1,66%, enquanto o indicador próprio do agro teve alta de 13,72%. A indústria subiu 1,48%; os serviços, 1,91%; e os impostos, 0,99%.
Desempenho do índice no trimestre
No trimestre móvel encerrado em outubro, na série com ajuste sazonal e frente aos três meses anteriores, o IBC-Br total caiu 0,21%. O índice ex-agropecuária recuou 0,22%, e o específico do agro, recuou 1,86%. A indústria caiu 0,85%; os serviços subiram 0,03%; enquanto os impostos cederam 0,71%.
Considerando o mesmo período, mas frente ao trimestre móvel de agosto a outubro de 2024 e na série sem ajuste sazonal, o IBC-Br total cresceu 0,95%. O índice ex-agropecuária teve alta de 0,81%, e o específico do agro, de 4,66%. A indústria avançou 0,37%; os serviços, 1,35%; e os impostos caíram 0,63%.
O governo brasileiro concluiu negociações fitossanitárias com a União Econômica Euroasiática, o Japão e a Nicarágua, ampliando o acesso de novos produtos agropecuários brasileiros a esses mercados. As autorizações envolvem desde itens nativos do Cerrado até produtos processados e grãos, reforçando a estratégia de diversificação das exportações do país.
Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), as aberturas fortalecem a presença do Brasil em mercados relevantes e com alto potencial de consumo, além de ampliar oportunidades para produtos com maior valor agregado.
Castanha de baru entra no mercado da União Econômica Euroasiática
No caso da União Econômica Euroasiática, as autoridades fitossanitárias aprovaram a exportação da castanha de baru brasileira. A oleaginosa é nativa do Cerrado e tem papel importante na geração de renda para comunidades locais, além de amplo potencial de uso alimentar, com polpa e amêndoa comestíveis.
O bloco reúne mais de 183 milhões de habitantes e é formado por Armênia, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão e Rússia. Em 2024, esses países importaram mais de US$ 1,4 bilhão em produtos agropecuários do Brasil, com destaque para soja, carnes e café, de acordo com dados oficiais citados pelo Mapa.
Japão autoriza frutas congeladas e desidratadas do Brasil
Já no Japão, as autoridades fitossanitárias confirmaram a liberação para a exportação de frutas congeladas e frutas desidratadas brasileiras. A abertura é considerada estratégica por ampliar as vendas de produtos processados, que têm maior valor agregado.
O mercado japonês apresenta crescimento da demanda por frutas processadas, tanto no varejo quanto na indústria de alimentos. O país, que possui cerca de 124 milhões de habitantes, importou mais de US$ 3 bilhões em produtos agropecuários brasileiros em 2024, segundo o Ministério da Agricultura.
Nicarágua libera arroz beneficiado brasileiro
Na América Central, a Nicarágua autorizou a exportação de arroz beneficiado do Brasil. O país tem cerca de 6,9 milhões de habitantes e importou, entre janeiro e novembro deste ano, aproximadamente US$ 55 milhões em produtos agropecuários brasileiros, volume 8,5% superior ao registrado em 2024, conforme dados divulgados pelo Mapa.
Mais de 500 aberturas de mercado desde 2023
Com essas novas autorizações, o agronegócio brasileiro chega a 507 aberturas de mercado desde o início de 2023, consolidando o avanço da diplomacia sanitária do país.
De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária, os resultados reforçam a estratégia de diversificação de destinos e de produtos, incluindo itens de maior valor agregado, e são fruto do trabalho conjunto entre o Mapa e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).
O governo avalia que a ampliação do acesso a novos mercados contribui para reduzir riscos comerciais, fortalecer cadeias produtivas regionais e ampliar a competitividade do agro brasileiro no cenário internacional.