quinta-feira, maio 28, 2026

Autor: Redação

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Mapa começa a utilizar drones para fiscalizar plantio



Depois de passarem por uma capacitação sobre o uso de drones na fiscalização, servidores do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) do estado de São Paulo começaram a adotar a tecnologia em campo. A primeira operação aconteceu nesta semana, quando uma aeronave não tripulada sobrevoou e mapeou áreas experimentais de cana-de-açúcar geneticamente modificada. O produto ainda não está liberado para uso comercial e essa restrição é controlada pelo Mapa.

A fiscalização com drones torna o trabalho mais ágil e reduz a exposição dos servidores a condições adversas – a campo, além de minimizar os deslocamentos.

Dados e imagens captados pelos drones

captados pela aeronave permitem realizar medições, comparando o que está no campo com os dados apresentados pela empresa fiscalizada. Enquanto um servidor verifica a parte documental, outro comanda os voos.

Todos os ensaios envolvendo Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) são regulamentados e estritamente minuciosos, devendo-se respeitar as medidas de biossegurança aprovados pela comissão técnica nacional de biossegurança, como por exemplo, delimitações e dimensionamento de áreas de cultivo.

A imagem em alta resolução permite verificar detalhes da área cultivada, calcular o tamanho e a quantidade de plantas no local. Antes do uso da tecnologia, o fiscal teria que medir manualmente a área e marcar os pontos de latitude e longitude, entre outras informações.

Três servidores acompanharam a primeira operação em São Paulo, que aconteceu na região de Campinas. A chefe da regional do Mapa, Patricia Schober, disse considerar importante incorporar às ações do ministério as tecnologias que contribuam para embasar tecnicamente o trabalho dos auditores fiscais.

“O uso de drones na fiscalização de OGM torna a ação mais ágil e eficaz, além de permitir registros importantes para esse tipo de fiscalização. Como o Mapa em São Paulo tem um especialista no assunto e os equipamentos disponíveis, seria um erro não incorporar a tecnologia a esse tipo de ação”, disse ela.

O ministério capacitou servidores do estado de São Paulo para utilizarem drones em suas atividades. O conteúdo do treinamento incluiu desde a legislação até a parte prática de voo, obtenção e processamento das imagens.

Todos os voos, mesmo em uma fiscalização, foram autorizados pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), órgão responsável pelo controle do espaço aéreo no Brasil. A aeronave utilizada está devidamente cadastrada junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o que é fundamental para que os dados gerados pela aeronave possam ser utilizados de forma legal.

A intenção é utilizar cada vez mais essa ferramenta nas fiscalizações em 2025. A Superintendência de Agricultura e Pecuária em São Paulo (SFA-SP), que representa o Mapa no estado, receberá em breve mais duas aeronaves não tripuladas de última geração, adquiridas pelo ministério. Uma delas possui um sensor termal, tecnologia que permite detectar variações de temperatura e visualizar o calor emitido pelos objetos. Essa aeronave poderá ser utilizada em operações noturnas ou em condições de baixa visibilidade.



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Empresa de laticínios usa inteligência artificial para ajudar a buscar desaparecidos



Uma iniciativa inovadora da Piracanjuba, em parceria com a ONG Mães da Sé, está utilizando inteligência artificial (IA) para ajudar na busca por pessoas desaparecidas. A campanha, iniciada em 2024, será expandida neste ano e já tem impacto nacional.

Nas embalagens de leite da marca, fotos antigas de desaparecidos são recriadas com a aparência que poderiam ter hoje, inserindo os rostos em cenas do cotidiano. A tecnologia permite que milhões de pessoas, ao adquirirem os produtos, tenham acesso às imagens e possam contribuir com informações sobre os casos.

O Canal Rural produziu e exibiu uma matéria sobre o assunto. O repórter João Nogueira conversou com a gerente de comunicação da Piracanjuba, Juliana Morato Menezes, que falou sobre a importância do assunto.

De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 183 pessoas desaparecem todos os dias no Brasil, totalizando cerca de 80 mil casos por ano. Juliana explicou que um perito criminal foi contratado para analisar 19 fotos disponibilizadas pela ONG e utilizar a IA para criar as novas imagens.

“Hoje, essas pessoas estão bem diferentes de quando sumiram. A inteligência artificial nos permitiu reconstruir suas possíveis aparências atuais”, destacou Juliana.

Diante do sucesso da iniciativa, a Piracanjuba pretende ampliar a campanha em 2025, com a inclusão de novas imagens nas embalagens.

“Estamos fazendo uma nova seleção para alcançar ainda mais pessoas. Espero que esse projeto sirva de inspiração para outras empresas e indústrias” afirmou a gerente.

A ação social, classificada como “Marketing do Bem”, não tem prazo para terminar, mantendo viva a esperança de milhares de famílias que buscam seus entes queridos.



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33 milhões de brasileiros não têm acesso a água potável


Neste sábado (22), é celebrado o Dia Mundial da Água, data estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU). A iniciativa, que existe desde 1993, tem o objetivo de alertar a sociedade de que a água é um bem finito e pode ser inutilizado para o uso mais importante, o consumo humano.

Diante desse risco e da constatação de que mais de 2,2 bilhões de pessoas no mundo não têm acesso ao produto, a informação foi incluída nos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) estabelecidos pela Agenda 2030. O item 6 estabelece que todo cidadão tem direito a água potável e saneamento.

No Brasil, um dos países com maior quantidade de água doce do mundo, o cenário também preocupa, já que o levantamento do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) mostra que 33 milhões de brasileiros também não conseguem consumir o produto de forma adequada.

No campo, os cuidados com a irrigação podem garantir a produção de alimentos e o desenvolvimento em um cenário de eventos climáticos extremos.

Com esse entendimento, é preciso que toda a sociedade seja conscientizada de que evitar a contaminação tóxica e o desperdício significa proteger o recurso natural das próximas gerações.

Especialistas informam que as condições com maior potencial de desperdício são os vazamentos não reparados. No interior de uma residência, as áreas com maior verificação de uso indevido são o banheiro e a cozinha, que juntos representam 70% do consumo total.

Medidas

Para aumentar a eficiência no uso de água e mitigar os efeitos da estiagem, o governo de São Paulo disponibilizou uma linha de crédito de R$ 200 milhões para irrigação pelo Programa Irriga + SP, parceria entre a Secretaria de Agricultura e a Desenvolve SP.

Plataforma de Internet das Coisas ajuda produtores a planejar o uso de água com precisãoPlataforma de Internet das Coisas ajuda produtores a planejar o uso de água com precisão
Foto: Pixabay

Os recursos são destinados a projetos com foco na implementação de sistemas de irrigação, energia fotovoltaica e agricultura de precisão. A iniciativa pretende garantir a produção de alimentos e o desenvolvimento em um cenário de eventos climáticos extremos.

Meio Ambiente

A recuperação de nascentes e de mata ciliar também são fundamentais. A Fundação Norberto Odebrecht (FNO) apoiou, em 2024, diversos projetos na região conhecida como Baixo Sul, na Bahia.

Os resultados advêm das práticas do seu programa social, o PDCIS (Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade). A ação tem um impacto direto na melhoria da qualidade da água, uma vez que as nascentes são fontes cruciais para o abastecimento hídrico, e sua recuperação ajuda a manter a quantidade e qualidade da água. Além disso, a vegetação ciliar age como um filtro natural, reduzindo a chegada de poluentes como sedimentos, nutrientes e defensivos.

Qualificação

Atualmente, cursos de EAD ajudam os interessados em atuar na área de meio ambiente, podendo iniciar a carreira por meio do curso Técnico em Meio Ambiente. O Senac oferece o estudo sobre o assunto, disponibilizando cursos de formação continuada, graduação, pós-graduação e extensão universitária.



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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil pode ganhar espaço na soja com tarifas dos EUA


De acordo com dados da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA) referente a semana de (14/03 a 20/03), o mercado da soja apresentou variações ao longo da semana, com o contrato de maio passando a ser referência. O bushel da oleaginosa encerrou o pregão da última quinta-feira (20) cotado a US$ 10,13, um leve avanço em relação aos US$ 9,96 da semana anterior.

Nos Estados Unidos, o processamento de soja ficou 4% abaixo das expectativas do mercado em fevereiro e 4,5% menor do que no mesmo mês do ano passado, segundo a Associação dos Esmagadores de Soja do país. Já os estoques de óleo de soja ficaram 8,4% acima do esperado e cresceram 18% em relação a janeiro.

No comércio exterior, as importações chinesas de soja dos EUA aumentaram 84,1% nos dois primeiros meses de 2025, alcançando 9,1 milhões de toneladas. A alta foi impulsionada pelo receio de novas tarifas comerciais impostas pelo governo Trump e pelo atraso na colheita brasileira. Por outro lado, as compras chinesas de soja do Brasil caíram 48,4% no período, totalizando 3,59 milhões de toneladas. No acumulado geral, a China importou 13,61 milhões de toneladas de soja no primeiro bimestre, um aumento de 4,4% em relação ao mesmo período de 2024.

Na Bolívia, a crise econômica e a escassez de combustível preocupam os produtores da região agrícola de Santa Cruz de la Sierra. O setor enfrenta dificuldades na colheita devido à redução das reservas de moeda estrangeira, que afeta a importação de diesel. “O governo da Bolívia, sob crescente pressão devido à crise do dólar e dos combustíveis, tentou facilitar as importações, permitindo que a empresa estatal de energia YPFB usasse criptomoedas para pagar cargas de combustível e pagar empresas”, informou uma fonte oficial.

A situação ameaça não apenas a produção de soja, milho e sorgo, mas também impacta cadeias produtivas como carnes, leite e ovos. O governo boliviano tenta conter a crise por meio de subsídios, mas enfrenta restrições orçamentárias. No mercado paralelo, a cotação do dólar disparou para 11 bolivianos, enquanto a taxa oficial controlada pelo governo permanece em 6,86 bolivianos.





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AgroNewsPolítica & Agro

Cultivo de arroz avança com otimismo no Centro-Oeste gaúcho



O uso de novas tecnologias também impulsiona a orizicultura



O uso de novas tecnologias também impulsiona a orizicultura
O uso de novas tecnologias também impulsiona a orizicultura – Foto: Pixabay

A safra 2025 de arroz no Centro-Oeste do Rio Grande do Sul começa com boas perspectivas, impulsionada pelo aumento da área plantada e pelo avanço tecnológico. A última safra registrou crescimento na semeadura, superando 970 mil hectares no estado. Após desafios climáticos, produtores da região esperam um ciclo produtivo mais estável e com melhores resultados. 

A preparação do solo, iniciada meses antes do plantio, é essencial para garantir altos rendimentos. O manejo adequado, incluindo incorporação de palha e nivelamento do terreno, contribui para um desenvolvimento mais eficiente da cultura. Condições climáticas favoráveis, como temperaturas mais elevadas e tempo seco, fortalecem ainda mais as expectativas de boa produtividade.  

O uso de novas tecnologias também impulsiona a orizicultura. Equipamentos modernos melhoram a uniformidade da semeadura e reduzem desperdícios, enquanto cultivares desenvolvidas para regiões irrigadas por inundação aumentam a resistência das plantas e a eficiência do cultivo. A constante evolução no manejo e nas práticas agrícolas reforça a competitividade do setor no estado.

“O arroz tem uma janela de plantio entre meados de setembro e outubro, mas todo o preparo de solo começa bem antes. Esse processo é fundamental para garantir uma lavoura produtiva e de qualidade”, explica Dauto Carpes, engenheiro agrônomo e especialista de marketing de produto e mercado da FertiSystem.“As previsões indicam que teremos uma boa safra, desde que o clima continue colaborando assim. Principalmente porque o produtor tem investido cada vez mais em tecnologia e manejo eficiente para garantir bons resultados”, afirma o especialista.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

USDA reduz previsão da oferta global de milho em 2025



Produção mundial de milho cresce, mas estoques caem




Foto: Agrolink

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revisou para baixo a estimativa de oferta mundial de milho para a safra 2024/25. Segundo análise divulgada na última segunda-feira (17) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), a projeção atual é de 1,71 bilhão de toneladas, o que representa uma redução de 0,06% em relação a fevereiro e uma queda de 1,29% na comparação com o ciclo 2023/24.

Apesar do crescimento da produção global em 0,14% em relação à estimativa de fevereiro, a oferta total foi impactada pela queda de 0,59% nos estoques iniciais e pela redução de 0,47% nas importações. O consumo mundial, por outro lado, foi estimado em 1,42 bilhão de toneladas, apresentando um leve crescimento de 0,03% ante a projeção anterior e alta de 0,20% em relação ao ciclo passado.

Com a redução da oferta, os estoques finais foram ajustados para 288,94 milhões de toneladas, uma queda de 0,47% frente à estimativa anterior e uma retração de 7,97% na comparação com 2023/24. Diante desse cenário, os contratos de milho para julho de 2025 na CME Group fecharam a última semana cotados a US$ 4,73 por bushel, registrando alta de 1,29% em relação à semana anterior.





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Cotação do trigo sobe em Chicago e no Brasil


As cotações do trigo registraram alta nesta semana, tanto no mercado internacional quanto no Brasil. De acordo com dados da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA) referente a semana de (14/03 a 20/03), o bushel encerrou o pregão de quinta-feira (20) cotado a US$ 5,57 em Chicago, acima dos US$ 5,47 da semana anterior. Desde o início de março, o preço subiu de US$ 5,18 para US$ 5,68.

No mercado interno, a escassez de produto de qualidade impulsionou os preços. No Rio Grande do Sul, as médias de balcão variaram entre R$ 71,00 e R$ 73,00 por saca, enquanto no Paraná, os valores oscilaram entre R$ 77,00 e R$ 78,00. Com a valorização do real nas últimas semanas, compradores têm aumentado as importações.

A Conab projeta um crescimento de 15,6% na produção de trigo em 2025, alcançando 9,1 milhões de toneladas, desde que as condições climáticas sejam favoráveis. A produtividade deve aumentar 18%, chegando a 3.040 quilos por hectare, enquanto a área plantada pode recuar 2,1%, refletindo incertezas climáticas e de mercado. No Rio Grande do Sul, a área pode cair 3,8%, e no Paraná, 2,3%. Caso o clima não favoreça a cultura, a produção pode permanecer no nível do ano passado, 7,9 milhões de toneladas.

Dados preliminares da balança comercial indicam que, em fevereiro de 2025, o Brasil importou 336,6 mil toneladas de trigo em 15 dias úteis, enquanto as exportações somaram 567,1 mil toneladas no mesmo período. Para a safra 2025/26, a projeção de importação caiu de 5,8 milhões para 5,6 milhões de toneladas, desde que a produção nacional atinja a estimativa de 9,1 milhões de toneladas. Os estoques finais podem encerrar o período em 1,73 milhão de toneladas, conforme o divulgado pela Ceema.


 





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produtividade média do feijão é reestimada



As lavouras seguem com alto potencial produtivo no Rio Grande do Sul




Foto: Pixabay

A colheita do feijão 1ª safra no Rio Grande do Sul alcançou 65% da área cultivada, segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (20). As lavouras de semeadura tardia, localizadas nos Campos de Cima da Serra, ainda estão em fase inicial de colheita. Para otimizar o processo, a dessecação tem sido intensificada, garantindo maior uniformidade na maturação.

As lavouras seguem com alto potencial produtivo, com estimativas de rendimento médio em 2.400 kg/ha, podendo ultrapassar 3.000 kg/ha em algumas áreas. Para a safra 2024/2025, a Emater/RS-Ascar reestimou a área cultivada para 27.149 hectares, enquanto a produtividade média no Estado foi ajustada para 1.838 kg/ha.

No mercado, o preço do feijão registrou alta de 14,01% na última semana. Conforme o levantamento da Emater/RS-Ascar, a saca de 60 quilos passou de R$ 230,00 para R$ 262,22.





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Fim de semana começa com sol, mas há chance de temporal; veja a previsão do tempo



O fim de semana marca o início do outono com condições de tempo variadas pelo Brasil. Segundo o meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural, o sábado (22) será de tempo firme em grande parte do país, especialmente no Sul, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Bahia.

No entanto, o domingo (23) deve trazer de volta os temporais em áreas do Centro-Sul, incluindo São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul, devido à atuação de um cavado — sistema que favorece a formação de nuvens carregadas.

A previsão para o sábado é positiva para quem precisa finalizar a colheita ou iniciar o plantio do milho segunda safra. As temperaturas máximas devem oscilar entre 27 °C e 30 °C, cenário considerado ideal para os trabalhos em campo.

Apesar disso, em Goiás e no Triângulo Mineiro há previsão de temporais localizados, com potencial para ventos intensos, com possível queda de granizo em áreas de Minas Gerais.

Já no domingo, a mudança no padrão do tempo exige cautela. O avanço de instabilidades no interior do Brasil pode provocar temporais em áreas que no sábado ainda estavam com céu limpo.

“Apesar de não ser uma chuva volumosa, é uma condição de risco, especialmente para quem trabalha no campo”, alerta Müller.

O litoral brasileiro segue com temperaturas elevadas e sol entre nuvens, com termômetros chegando aos 30 °C.



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Cursos de capacitação abrem portas do agro para mulheres


Uma iniciativa da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), ofereceu neste mês de março, em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, um curso de capacitação com duas turmas compostas apenas por mulheres.

As aulas do curso de empilhadeira aconteceram em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia e abriu portas para mulheres nunca tiveram contato com o agro ou sempre quiseram, mas só faltava a oportunidade.

A auxiliar administrativo, Eliane Barbosa, contou que sempre quis operar máquinas e gostou da sensação. “É a primeira vez e a sensação é muito boa, viu? Senti frio no pé da barriga, mas foi bom”, disse.

São mulheres simples, trabalhadoras, mães de família. A Shirley Costa, é uma delas e há quatro anos, divulga as oportunidades em comunidades com o projeto social “Mulheres Protagonistas” em Luís Eduardo Magalhães.

“É um projeto focado na mulher da comunidade, porque há também essa dificuldade dessa comunicação, dessa divulgação de projetos voltados a capacitação profissional dessas mulheres. e o projeto? ele tem sido uma ponte entre a comunidade e o setor privado, né?”, disse a idealizadora do projeto social, Shirley Costa.

Centro de treinamento da Abapa, ao lado do Complexo da Bahia Farm ShowCentro de treinamento da Abapa, ao lado do Complexo da Bahia Farm Show
Centro de treinamento da Abapa em Luís Eduardo Magalhães (BA) | Imagem: Guilherme Soares/ Canal Rural Bahia

No Centro de Treinamento da Abapa, mais de 3 mil mulheres foram capacitadas em cursos agroindustriais nos últimos 15 anos.

De acordo com um estudo do Cepea e CNA, no primeiro trimestre de 2023, as mulheres do agronegócio representavam 23,41% do total de mulheres trabalhando no Brasil, um crescimento de 1,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, número que com a qualificação profissional, pode crescer ainda mais.

Cleuma Francisca é auxiliar de serviços gerais e está se especializando no terceiro curso profissional. E ela quer mais: “É o meu terceiro curso. Estou fazendo de empilhadeira, já fiz o de trator e também fiz o de pá carregadeira e ainda quero fazer de pulverização e colheitadeira”, conta.

Capacitação

Segundo o gerente do centro de treinamento, Douglas Fernandes, desde que o local foi inaugurado em 2010, mais de 115 mil pessoas foram alcançadas, seja por intermédio de cursos de capacitação, qualificação profissional, aperfeiçoamento, dentre outras áreas.

Além disso, ele ressaltou a importância de enfatizar o curso com turmas compostas apenas por mulheres.

“A ente percebeu que era importante dar uma ênfase, principalmente no mês da mulher, sobre essas oportunidades, para que elas pudessem perceber o quanto elas, sim, têm oportunidade de trabalho dentro das unidades de produção.”, disse Fernandes.

No curso de empilhadeira exclusivo para as elas, a expectativa é de um futuro de novas oportunidades, como para a manicure, Rute França, que mora em Barreiras (BA) e viajou mais de 80 quilômetros para se especializar em algo novo.

“Eu acredito que a profissão hoje não tem gênero e graças a Deus estamos conseguindo ver isso de forma mais seletiva, por mais que alguns lugares ainda tenham muito impedimento. Mas o mercado está abrindo as portas para as mulheres e a gente tem que começar a agregar isso.“, disse.

Independente das histórias de vida, um coisa é certa: elas são suaves como uma pluma, valiosas, como o ouro branco da bahia e sobretudo fortes, como o agro brasileiro.  

Determinada, Cleuma Francisca deixou um recado para todas as mulheres, que muitas vezes são inferiorizadas e reprimidas ao tentarem algo que comumente é executado apenas por homens.

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Cleuma Francisca durante aula do curso de empilhadeira | Imagem: Guilherme Soares/ Canal Rural Bahia

Não desistam, procurem seu lugar na sociedade, se integrar… Por que nós somos capazes, nós podemos também. Se o homem pode, porque a mulher não pode? Nós temos que ocupar nosso lugar também”, disse.

Outros cursos de capacitação gratuitos também estão disponíveis para todos os públicos. Para saber mais informações, clique aqui.


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