quinta-feira, maio 28, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Milho devolve os ganhos na B3


O milho da Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) devolveu os ganhos do começo da semana e fechou o acumulado em baixa, segundo informações da TF Agroeconômica. “Na semana em que o contrato de maio chegou a ser cotado em R$ 84,44 em uma sequência de forte alta, o milho na B3 fechou em R$ 79,61, queda de -0,45 % na semana”, comenta.

“Com a reta final da colheita da soja e uma safra de milho safrinha mais definida, a indústria tirou o pé do acelerador para a recomposição de estoques. O transporte está estabilizando seus preços, o que deve facilitar o acesso ao grão estocado e de primeira safra. Apesar da boa demanda externa, os portos estão voltados para o embarque de soja. O que reduz a

competição pelo grão entre o mercado interno e externo. O investidor também ficou atento ao boato de importação de milho americano para a região norte/nordeste, visto uma melhor negociação de preços. Com isso as cotações do milho na B3 recuaram na semana, praticamente na mesma velocidade em que subiram”, completa.

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam de forma mista no dia. “O vencimento de maio/25 foi de R$ 79,61 apresentando baixa de R$ -0,72 no dia, baixa de R$ -0,36 na semana; julho/25 fechou a R$ 72,78, baixa de R$ -0,08 no dia, alta de R$ 0,35 na semana; o vencimento setembro/25 fechou a R$ 72,22, alta de R$ 0,06 no dia e alta de R$ 0,15 na semana”, indica.

Na Bolsa de Chicago, o milho fechou o dia em baixa com cautela do mercado, mas a semana foi positiva. “A cotação de maio, referência para a nossa safra de verão,fechou em baixa de -1,01 % ou $ -4,75 cents/bushel a $ 464,25. A cotação para maio, fechou em baixa de -0,84 % ou $ -4,00 cents/bushel a $ 471,50”, informa.

“A cautela dos investidores quanto às alterações sobre tarifas comerciais levaram à realização de lucros, acumulados ao longo da semana, nesta sexta-feira. Os EUA devem ter uma nova safra recorde de milho em 2025, onde a exportação é parte significativa dos seus lucros. Tanto que, o bom ritmo de exportação do milho americano está mantendo as cotações em um patamar acima do visto no ano anterior. Com isso o milho fechou o acumulado da semana em alta de 1,25 % ou $ 5,75 cents/bushel”, conclui.

 





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Milho segue com preços firmes no Brasil; veja cotações



O mercado brasileiro de milho teve nesta segunda-feira (24) um dia sem grandes novidades. Segundo a consultoria Safras & Mercado, o ritmo de negócios está travado e os preços seguem firmes no país, com quadro de oferta limitada.

Os consumidores seguem encontrando dificuldade no abastecimento. Continuam as especulações com a evolução do clima para a safrinha e com movimento dos futuros do milho na B3, destacando que o contrato maio segue bastante distorcido, não condizendo com a realidade do físico paulista.

Veja preços da saca de milho pelo Brasil

  • Porto de Santos (SP): entre R$ 79 e R$ 85 (CIF)
  • Porto de Paranaguá (PR): de R$ 79 a R$ 85
  • Cascavel (PR): de R$ 79 a R$ 81
  • Mogiana (SP): de R$ 91 a R$ 93
  • Campinas (SP): de R$ 94 a R$ 96 (CIF).
  • Erechim (RS): de R$ 79 a R$ 81
  • Uberlândia (MG): de R$ 87 a R$ 90
  • Rio Verde (GO): de R$ 84 a R$ 86 (CIF)
  • Rondonópolis (MT): de R$ 82 a R$ 85

Milho na Bolsa de Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fechou a sessão de hoje com preços mistos para o milho. Sem uma direção definida durante o dia, a maior parte dos contratos terminaram em leve alta após alternar entre os territórios positivo e negativo ao longo de praticamente toda a sessão.

O lado positivo veio de uma recuperação nos preços diante das perdas recentes, além do avanço do petróleo em Nova York.

Contudo, os preços foram negativamente afetados por um retorno das preocupações com as tarifas dos Estados Unidos, protagonizadas pelo presidente Donald Trump. O impacto dessas medidas nos principais parceiros agrícolas do país, como Canadá, México e China, foram observados por traders, que temem impactos na demanda pelos produtos dos EUA.

A valorização do dólar frente a outras moedas complementou o quadro negativo. Segundo a Reuters, os Estados Unidos planejam impor novas tarifas recíprocas a partir de 2 de abril, incluindo medidas anteriormente suspensas para Canadá e México. Além disso, investidores aguardam os relatórios do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), previstos para 31 de março, que trarão atualizações sobre os estoques de grãos e a intenção de plantio de milho nos EUA.

As inspeções de exportação norte-americana de milho chegaram a 1.463.093 toneladas na semana encerrada no dia 20 de março, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, haviam atingido 1.692.298 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado foi de 1.255.165 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de setembro, as inspeções somam 32.267.836 toneladas, contra 24.445.564 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

Contratos futuros

  • Na sessão, os contratos com entrega em maio de 2025 fecharam com alta de 0,25 centavo, ou 0,05%, cotados a US$ 4,64 1/2 por bushel.
  • Os contratos com entrega em julho de 2025 fecharam com avanço de 0,50 centavo, ou 0,10%, cotados a US$ 4,72 por bushel.



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Preço da arroba de boi gordo tem nova recuperação hoje



O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar recuperação dos preços, ainda que de forma moderada, neste início de semana.

As escalas de abate permanecem encurtadas em grande parte do país, de acordo com avaliação da consultoria Safras & Mercado, o que tem levado as indústrias a aumentar seus preços de compra de gado.

A oferta de fêmeas vem apresentando redução, o que ajuda a entender o atual cenário de negócios. Já as exportações de carne bovina permanecem em alto nível, com o Brasil apresentando boas condições para estabelecer um novo recorde de embarques na atual temporada, disse o analista Fernando Henrique Iglesias, da Safras & Mercado.

Preços médios da arroba de boi gordo hoje no Brasil

  • São Paulo: R$ 317,17
  • Goiás: R$ 304,64
  • Minas Gerais: R$ 302,35
  • Mato Grosso do Sul: R$ 305,34
  • Mato Grosso: R$ 300,41

Atacado

O mercado atacadista iniciou a semana com preços acomodados para a carne bovina. O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 25,50 o quilo. O quarto dianteiro permanece a R$ 18,50 o quilo. A ponta de agulha permanece no patamar de R$ 17 o quilo.

Exportações

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 797,063 milhões em março (13 dias úteis), com média diária de US$ 61,312 milhões.

A quantidade total exportada pelo país chegou a 163,297 mil toneladas, com média diária de 12,561 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.881,00.

Em relação a março de 2024, houve alta de 62,8% no valor médio diário da exportação, ganho de 51,1% na quantidade média diária exportada e avanço de 7,8% no preço médio.



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confira as variações dos preços com Chicago em queda e dólar em alta



O mercado brasileiro de soja teve poucos negócios nesta segunda-feira (24). Os preços ficaram mistos, com a Bolsa de Chicago encerrando em leve queda e o dólar subindo moderadamente em relação ao real. Os prêmios recuaram no dia.

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Confira os preços da soja:

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 129,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 130,00
  • Porto de Rio Grande (RS): subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 127,00 para R$ 126,00
  • Porto de Paranaguá (PR): caiu de R$ 134,00 para R$ 133,50
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 115,50 para R$ 116,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 118,00 para R$ 117,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 113,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços em baixa moderada. A proximidade do início da implementação de tarifas recíprocas pelos Estados Unidos mantém o mercado sob pressão.

Os agentes temem que a guerra comercial entre Estados Unidos e China se intensifique, deslocando a demanda do principal comprador do mundo para a América do Sul. Com a entrada da maior safra da história do Brasil, esse movimento já acontece naturalmente e está ajudando a pressionar as cotações.

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 822.214 toneladas na semana encerrada no dia 20 de março, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 657.836 toneladas.

USDA

O mercado também se posiciona frente ao relatório de intenção de plantio dos Estados Unidos, que será divulgado no dia 31 pelo USDA. O sentimento inicial é que os produtores aumentarão a área de milho em detrimento da soja.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de 2,50 centavos de dólar ou 0,24% a US$ 10,07 1/4 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 10,19 1/2 por bushel, perda de 2,00 centavos ou 0,19%.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com baixa de US$ 2,70 ou 0,89% a US$ 297,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 42,15 centavos de dólar, com alta de 0,14 centavo ou 0,33%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,63%, sendo negociado a R$ 5,7518 para venda e a R$ 5,7498 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7028 e a máxima de R$ 5,7723.



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Contrabando de ovos supera o de drogas na fronteira dos EUA com o México



A repressão na fronteira dos Estados Unidos com o México determinada pela gestão do presidente Donald Trump visando o combate do fentanil – um anestésico 100 vezes mais forte do que a morfina e 50 vezes mais viciante do que a heroína – resultou em mais apreensão de ovos do que da droga. As informações são do jornal The Telegraph.

Citando dados da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP), a publicação britânica informa que foram registradas 3.768 apreensões de produtos avícolas contra 352 de fentanil.

O aumento de 36% nas interceptações de ovos em todo o país é atribuído à alta nos preços, com um crescimento ainda mais significativo em áreas como Texas e San Diego, na Califórnia.

A diferença de preço entre os ovos nos EUA e em outros países é apontada como principal motivo para o contrabando, ainda segundo o The Thelegraph. O surto de gripe aviária, que forçou o abate de rebanhos inteiros, é um dos fatores que impulsionaram os preços dos ovos nos EUA, levando a situações como a venda de ovos individuais em bodegas de Nova York.

O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) anunciou um investimento de até US$ 1 bilhão (R$ 5,72 bilhões) para combater a alta dos preços, incluindo medidas de biossegurança em granjas.

A importação não oficial de ovos é proibida devido ao risco de propagação de doenças.

Do US$ 1 bilhão anunciado pela USDA, US$ 100 milhões (R$ 572 milhões) estão planejados para serem investidos em vacinas. Segundo a Associated Press, isso só não foi posto em prática antes devido à preocupação com as exportações de frango, que valem bilhões.

As vacinas contra a gripe aviária poderiam evitar o abate de milhões de frangos, impactando o preço dos ovos nos EUA. De um lado, produtores de ovos e perus, mais afetados pelo vírus, apoiam a vacinação. De outro, produtores de carne de frango temem impactos nas exportações.

No meio disso tudo, fica o consumidor, que chega a pagar até US$ 6 (R$ 34,34) a dúzia de ovos nos Estados Unidos.



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Empresa investe R$ 10 milhões na primeira central de sêmen de cavalos do Brasil



A Seleon Biotecnologia, de melhoramento genético bovino, expandiu sua atuação para a equinocultura com um investimento de R$ 10 milhões.

A empresa, sediada em Itatinga (SP), anunciou em nota que está reestruturando uma propriedade para inaugurar a primeira central brasileira de coleta e processamento de sêmen equino baseada em modelos internacionais.

Com inauguração prevista para o segundo semestre, a central seguirá protocolos sanitários rigorosos para atender garanhões de elite do Brasil e do exterior.

A estrutura contará com um laboratório, banco criogênico e tecnologias para garantir a qualidade e segurança do material genético, afirmou a Seleon na nota.

“O Brasil tem uma tropa superior a 5 milhões de cavalos, mas a reprodução ocorre majoritariamente nos próprios haras, sem o controle sanitário necessário, em sua maioria. Há um vasto mercado a ser explorado, e queremos ajudá-los nesse processo”, disse o diretor executivo da Seleon, Rafael Zonzini, na nota.

O projeto oferecerá redondel, pistas de grama e areia, cercados para soltura e controle alimentar rigoroso.

“A expertise que desenvolvemos no melhoramento genético bovino ao longo da última década agora será direcionada à equinocultura, trazendo avanços significativos para os criadores”, disse Zonzini.

A Seleon projeta retorno do investimento em três anos. Nos planos da empresa estão, ainda, a criação de um espaço para encontros de criadores e desfiles de cavalos, além de parcerias com seguradoras para ampliar o suporte ao setor.



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AgroNewsPolítica & Agro

Confira como o milho encerrou a semana


No mercado de milho do Rio Grande do Sul, algumas indústrias bem posicionadas para abril, não estão forçando o mercado, mas quem está curto, sujeita-se a vontade do vendedor, pois não tem opção de onde vir milho, segundo informações da TF Agroeconômica. “Armazenadores, realizam vendas, na medida que o produtor vende. Vendas já atingiram patamares de mais de 55% do que está sendo colhido no estado. Pedidas variam de R$ 75,00 a R$ 80,00 interior, março/abril cheio. preços de pedra em Panambi, subiram para R$ 69,00 a saca”, comenta.

Em Santa Catarina, cooperativas locais estão pagando R$70,00 em Campo Alegre, R$ 69,00 em Papanduva, R$71,00 para o oeste do estado e R$ 71,00 para a região serrana. “No porto, foram vistos valores entre R$ 72,00 para entrega em agosto e pagamento em 30/09 até R$ 73,00 para entrega em outubro e pagamento em 28/11”, completa.

No Paraná, as ofertas para o milho spot giram ao redor de R$ 72,00/saca no interior. “Para a  safrinha no porto de Paranaguá os compradores oferecem R$ 69,50 com entrega em agosto e pagamento em 30/09, R$ 70,50 com entrega em setembro e pagamento em 30/10, R$ 71,50 com entrega em outubro e pagamento em 30/11 e R$ 72,30 com entrega em novembro e pagamento em 30/12”, indica.

No Mato Grosso do Sul os preços oscilaram. “As cotações no mercado físico ficaram estáveis. Campo Grande, assim como em Maracaju. Chapadão caiu -3,14% para R$ 73,61, Dourados subiu 2,70% para R$ 77,84. Os relatos são de negociações pontuais no estado, sem a indústria pressionando novas altas”, conclui a consultoria agroeconômica.

 





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Comitiva do Brasil no Japão se reúne com importadores de carne; Fávaro vê avanços



O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, que integra a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em visita ao Japão, participou nesta segunda-feira (24) de uma reunião com a Japan Meat Trade Association, em Tóquio. Em nota, a pasta disse que a Japan Meat Trade Association representa todos os importadores japoneses de proteínas.

“Sobre a abertura do mercado japonês para a carne bovina brasileira, já temos avanços previstos a partir desta viagem. Esperamos que as autoridades japonesas anunciem a visita de técnicos especializados ao Brasil para conhecer nosso sistema produtivo, incluindo frigoríficos e medidas sanitárias”, disse o ministro.

“Além disso, estamos prestes a receber, pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), o certificado que reconhece todo o território brasileiro como livre de febre aftosa sem vacinação, uma exigência fundamental do Japão. Esse reconhecimento deve ocorrer em maio e, com a visita dos especialistas japoneses, estaremos dando um passo decisivo para a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira.”

Integrante da comitiva, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério, Luis Rua, disse que no encontro o Brasil reafirmou a “qualidade, a sanidade, a complementariedade e a estabilidade das proteínas” produzidas por aqui.

“O mercado japonês é um mercado de alto valor agregado, e o Brasil tem trabalhado para que possamos conseguir, em um breve espaço de tempo, acesso a esse importante mercado”, destacou.

Na terça-feira (25), Fávaro vai se encontrar com o ministro da Agricultura, Silvicultura e Pesca do Japão, Taku Eto, para tratar das questões sanitárias e técnicas, com o pedido de uma visita dos técnicos japoneses ao Brasil para avaliar o sistema sanitário brasileiro.



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Inmet alerta para temporais e calor extremo em várias regiões


A última semana de março será marcada por contrastes climáticos em diferentes regiões do Brasil. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), áreas do Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e parte da região Sul devem registrar chuvas significativas, enquanto outras localidades enfrentarão tempo seco e temperaturas elevadas.

O levantamento, com base no modelo numérico Cosmo, é válido de 24 a 31 de março e destaca as regiões com maior risco de temporais, ventos fortes e calor acima da média.

Mapa de chuva acumulada no período. Fonte: Inmet

Norte terá chuva intensa e temperaturas elevadas

Na região Norte, os maiores acumulados de chuva estão previstos para o oeste do Amazonas, Pará, Amapá, leste do Tocantins e Rondônia, com volumes acima de 60 mm.

Em Roraima, nordeste do Amazonas e noroeste do Pará, a precipitação deve ser inferior a 40 mm.

As temperaturas máximas continuam elevadas, ultrapassando os 34 °C em grande parte da região, com mínimas acima de 26 °C ao longo da semana.

Nordeste com destaque para o norte do Maranhão e do Piauí

A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) segue provocando instabilidade no norte do Maranhão, Piauí e litoral do Ceará, com acumulados superiores a 60 mm entre os dias 28 e 30.

Já na faixa leste, entre o Rio Grande do Norte e Pernambuco, os volumes devem ser inferiores a 20 mm, e algumas áreas do interior da Bahia, Alagoas, Sergipe e Pernambuco podem nem registrar chuva.

O calor predomina no centro-leste da região, com máximas acima de 34 °C.

Centro-Oeste: risco de granizo no início da semana

No Centro-Oeste, chuvas irregulares são previstas no noroeste de Mato Grosso, norte de Goiás e no Distrito Federal, com volumes que podem superar os 50 mm.

O sul e oeste de Mato Grosso do Sul terão pancadas intensas, com possibilidade de ventos de até 60 km/h e queda de granizo. A partir do sábado (29), os acumulados caem para menos de 20 mm no leste do estado. As máximas podem ultrapassar os 34 °C na divisa com São Paulo e Paraná.

Sudeste com contraste entre chuva e tempo firme

O Sudeste terá chuvas superiores a 60 mm na divisa entre Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. No norte de Minas e em parte do centro-sul paulista, o tempo será firme, com volumes abaixo de 10 mm.

As temperaturas máximas ultrapassam os 34 °C no norte mineiro e oeste paulista, enquanto as mínimas ficam acima de 22 °C, exceto em áreas mais elevadas do sul de Minas e leste de São Paulo.

Região Sul começa com tempestades e termina com estabilidade

A parte oeste da região Sul terá temporais no início da semana, com até 50 mm em 24 horas, ventos fortes e risco de granizo. Porém, a tendência é de tempo mais estável a partir do final de semana.

O calor será mais intenso no norte do Paraná e no oeste de Santa Catarina, com máximas que podem passar dos 34 °C, enquanto o leste da região terá temperaturas mais amenas, variando entre 24 °C e 28 °C.

Temperaturas elevadas predominam no Brasil

De forma geral, as temperaturas máximas continuarão em elevação, especialmente em Roraima, centro-leste do Nordeste, norte de Minas e divisa entre Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná.

No sábado, o sul da Bahia e o norte de Minas podem registrar máximas acima de 34 °C. As mínimas permanecem altas nas regiões Norte, Centro-Oeste e parte do Sudeste, com exceção do sul de Minas, leste de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, onde podem cair abaixo de 18 °C.

Com esse cenário, produtores rurais e moradores devem ficar atentos às mudanças rápidas no clima, aos riscos de temporais e à exposição prolongada ao calor intenso, especialmente nas áreas mais secas do país.



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Programa para modernizar pecuária de corte pode ampliar a produtividade no campo



O Paraná, um dos principais estados produtores de proteína animal do Brasil, agora quer fortalecer a pecuária de corte. Com um rebanho de cerca de 7 milhões de cabeças e 36 mil propriedades dedicadas à atividade, o estado lançou o Programa Pecuária Moderna, uma parceria entre a Secretaria de Agricultura, o Sistema FAEP e outras entidades do setor. O objetivo é aumentar a produtividade, incorporar inovações tecnológicas e melhorar os índices zootécnicos da atividade.

A iniciativa prevê ações voltadas para a realidade de cada região e inclui capacitações técnicas, aprimoramento genético do rebanho e boas práticas de manejo. Jefrey Kleine Albers, gerente do Departamento Técnico e Econômico da FAEP, explica que a estratégia inclui visitas a propriedades modelo para incentivar a adoção de novas práticas.

“A ideia é criar unidades de referência e levar produtores para conhecer realidades de sucesso, onde manejos diferenciados trouxeram melhores resultados. O Paraná tem grande aptidão para a pecuária de corte e merece essa atenção”, destaca Albers.

Atualmente, a produção paranaense gira em torno de 100 a 120 quilos por hectare/ano, um volume considerado baixo. O pecuarista Rodolpho Botelho destaca que o setor está passando por uma mudança de ciclo.

“A pecuária de corte é cíclica. Com a perda de área para a agricultura, tivemos um abate maior de fêmeas nos últimos anos, o que deve resultar em uma menor oferta de bezerros e, consequentemente, em uma mudança de rentabilidade para o produtor”, explica Botelho.

De acordo com especialistas, a oferta e a demanda do setor devem se equilibrar entre o final de 2025 e o início de 2026, impulsionando ainda mais o mercado e incentivando os pecuaristas a investirem em melhorias.

“A perspectiva para o produtor mais antenado é de melhora com a entrada desse novo ciclo. O momento agora é ideal para capacitação e aprimoramento do desempenho produtivo”, ressalta Botelho.

Confira a matéria sobre o Programa Pecuária Moderna em nosso canal do Youtube.



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