quinta-feira, maio 28, 2026

Autor: Redação

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Preços do arroz caem para o menor patamar nominal desde outubro de 2022



Em queda há sete semanas, os preços do arroz em casca levantados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) acumulam baixa de 21,3% desde o final de janeiro, voltando ao menor patamar desde 21 de outubro de 2022.

Segundo o Centro de Pesquisas, o cenário preocupa vendedores de forma geral, pois os custos totais de produção do cereal no Rio Grande do Sul são estimados na casa dos R$ 100 a saca de 50 quilos nesta temporada.

Preço do arroz

Ontem (25), o indicador do arroz em casca Cepea/Instituto Rio Grandense de Arroz (Irga-RS) foi cotado a R$ 78,33 (cereal do tipo 1) – queda de 12,88% em comparação com o mesmo período do mês passado.

Diante dos fortes recuos, a liquidez segue baixa, ainda conforme pesquisas do Cepea. Vendedores, no geral, se mostram retraídos para novas negociações, mas a necessidade de caixa leva parte deles a ceder aos pedidos de compradores.

Quanto à colheita, as atividades continuam avançando, com relatos de talhões acamados ou mesmo de quebras acima do normal no beneficiamento.

Sobre o Cepea

O Cepea é parte do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), unidade da Universidade de São Paulo (USP) e realiza pesquisas sobre a dinâmica de cadeias produtivas e também sobre o funcionamento integrado do agronegócio, o que abrange questões (transversais) de defesa sanitária, políticas comerciais externas e influência de novas tecnologias.



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conheça a cultura e os benefícios do fruto no país



Hoje, 26 de março, é comemorado o Dia Nacional do Cacau. A data foi instituída para homenagear a importância do cacau para a economia, a cultura e a história do país, especialmente na região da Bahia, que é um dos principais polos produtores da fruta no Brasil.

Utilizado desde o tempo dos incas e astecas para consumo, o cacaueiro é originário da região Amazônica. Com o passar dos séculos, o fruto foi obtendo cada vez mais notoriedade, principalmente por causa do chocolate.

Além disso, o fruto é um alimento com diversos benefícios para a saúde, rico em antioxidantes e outros nutrientes. A celebração ajuda a aumentar a conscientização sobre esses benefícios.

A importância do Cacau

O cacau é uma importante commodity agrícola, gerando renda e empregos para milhares de pessoas, desde os produtores rurais até a indústria de transformação e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), atua no fomento da cadeia produtiva do cacau.

Atualmente, existem dez tipos de frutos de cacau ou grupos genéticos, sendo que, no Brasil, predomina o tipo Amelonado. É a variedade mais cultivada mundialmente e possui a casca mais amarela e lisa, com um aroma mais sútil.

O cacaueiro inicia a produção, em geral, aos três anos de idade e pode produzir por até 100 anos. O Brasil é o sexto maior produtor de cacau do mundo, e o cultivo brasileiro tem crescido no país, com utilização de práticas sustentáveis.

O trabalho do Ceplac

A Comissão Executiva conta com uma das mais ricas coleções de cacau do mundo, reunindo as dez variedades e, em especial, a mais diversa coleção de cacau da Amazônia – conhecida como Centro de Origem do Cacaueiro.

Na Ceplac, o cacau serve para diversas finalidades de pesquisa, que incluem o melhoramento genético, visando à produção de tipos (ou variedades) cada vez mais produtivas, resistentes às doenças e resilientes às mudanças climáticas, e que são distribuídas para os produtores de cacau do país, assim como para estudos visando novas formulações de chocolate.



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Ventos com grande concentração de umidade provocam fortes chuvas pelo país



Nesta quarta-feira (26), a atuação de uma área de baixa pressão sobre o interior do país e a circulação de ventos úmidos devem manter a atuação de instabilidades em várias regiões do Brasil. Veja os detalhes da previsão do tempo em todo território nacional, de acordo com a Climatempo:

Região Sul

O período da manhã segue assinalado pela presença de céu mais aberto, com o sol aparecendo entre variações de nuvens na região Sul. Mas, na parte da tarde, haverá condições para pancadas de chuva moderada a pontualmente forte no Rio Grande do Sul, entre as regiões Noroeste, Norte, Serra, Nordeste, parte dos Vales, Fronteira Oeste e Missões, com potencial para rajadas de vento e descargas atmosféricas.

Em Santa Catarina, a circulação de ventos marítimos levando umidade sobre o continente deve favorecer o reforço das instabilidades em todo o estado. Destaque para a chuva mais pesada entre o Sul, Norte e Oeste Catarinense. Nas demais regiões, há condição para pancadas de chuva irregulares, sobretudo no período da tarde.

No Paraná, o período da manhã já deve contar com boa presença de nuvens no céu em boa parte do estado, mas ainda assim o sol aparece e conduz a elevação das temperaturas.
Destaque para a condição de chuva forte entre as regiões de Francisco Beltrão, Guarapuava, Umuarama e Paranavaí, com potencial para raios e rajadas de vento.

Entre a Grande Curitiba e o litoral, as pancadas de chuva ganham força no período da tarde e podem vir com raios e ventos em alguns intervalos. Não são descartados eventuais episódios de granizo pontual.

Região Sudeste

Mesmo com o afastamento da frente fria, ainda haverá circulação de umidade associada ao sistema de alta pressão que se posiciona sobre o oceano. Diante deste cenário, as instabilidades seguem se espalhando ao longo do dia em todos os estados, com destaque para a condição de temporais no norte de Minas Gerais e centro-norte do Espírito Santo.

Nas demais regiões, há condição para pancadas de chuva localizadas, mas com potencial para se intensificarem em alguns intervalos. Por outro lado, parte do centro-leste e leste de São Paulo e do litoral do Rio de Janeiro – incluindo Grande SP e Grande RJ – seguem sem condições para episódios de chuva expressiva.

Região Centro-Oeste

O calor e a umidade presentes na atmosfera – com reforço associado à presença de uma área de baixa pressão sobre o Paraguai – devem continuar favorecendo a formação de instabilidades entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com potencial para temporais seguidos por ventos e raios – sobretudo no norte de Mato Grosso.

Haverá condições para chuva forte também em Goiás e no Distrito Federal, especialmente a partir do período da tarde. No norte de Goiás, segue o alerta para temporais com raios e ventania.

Região Nordeste

Haverá um maior predomínio de tempo firme entre o estado da Bahia e da Paraíba, com expectativa de que a área registre as maiores temperaturas do país. Na parte da tarde, o ar seco ganha força e estimula a queda acentuada dos índices de umidade do ar, que entram em limiares de atenção. Pode chover de maneira isolada no extremo oeste baiano.

A atuação da ZCIT deve manter a chuva entre o litoral do Ceará e do Maranhão. Na costa leste, a entrada de ventos marítimos incidentes sobre o continente deve contribuir para a formação de nuvens carregadas. Atenção para a condição de chuva forte entre as capitais João Pessoa/PB e Natal/RN.

Região Norte

As instabilidades vão continuar se espalhando por praticamente todos os estados, com expectativa de que os episódios de chuva forte comecem a se espalhar já no fim do período da manhã.

À tarde, os temporais começam a se desenvolver entre Rondônia, Amazonas e Pará. Pode chover forte de maneira isolada no Tocantins. No Amapá, a aproximação da ZCIT deve realizar a manutenção das instabilidades, condicionando a ocorrência de pancadas de chuva significativas já no começo da tarde.

Em Roraima, o tempo segue mais aberto ao longo do dia, com a chuva concentrada apenas na parte sul do estado.



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Como calcular o lucro da produção rural e evitar prejuízos


No mês do consumidor, em que muitos estão de olho nas ofertas deste período, principalmente no setor agrícola, devido à alta nos preços dos alimentos, micro e pequenos produtores rurais precisam ficar atentos para não se deixarem levar pelo apelo comercial e caírem no prejuízo na hora da venda.

A equipe do Porteira Aberta Empreender conversou com Eionyr Barbosa, consultora em gestão financeira do Sebrae Mato Grosso do Sul (MS), para entender erros e acertos na hora de definir preços no setor agropecuário.

Então, bora lá anotar todas as dicas 

Para garantir lucro, é essencial calcular os custos corretamente e definir preços de venda adequados.

“Ter registros de todos os gastos para calcular o custo de produção. Quando o produtor tem o custo de produção, ele pode negociar com maior segurança, sabendo o desconto que pode conceder ao cliente para não ter prejuízo. O produtor precisa fazer as contas para saber o custo de produção e a margem de lucro”, explica Barbosa. 

Como saber se a produção dá lucro? 

Segundo Eionyr, a conta é simples: some todas as vendas do mês (receita total) e subtraia os custos de produção. Se o resultado for positivo, há lucro. Caso contrário, é preciso rever os gastos ou ajustar os preços.

“Os custos incluem insumos, adubo, defensivos, mudas ou sementes etc., custos de vendas como embalagens, combustíveis de transporte, alimentação do produtor durante as vendas, manutenção, mão de obra externa, pró-labore, energia, e se possível, calcular a depreciação dos bens. Há ainda despesas como internet, contador, telefone etc.”

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp
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Eionyr Barbosa, consultora em gestão financeira do Sebrae/MS | Foto: Divulgação Sebrae/MS

Como definir o preço correto dos produtos?

“Para calcular o preço de venda de um produto, é preciso levar em conta os custos variáveis e os custos fixos”, afirma a consultora de finanças do Sebrae MS

Confira o passo a passo da explicação:

Arte sobre cálculos Arte sobre cálculos

Na Prática

Para um produtor rural que tem uma plantação de alface, por exemplo, para que possa calcular o preço justo de um pé de alface precisa fazer as seguinte conta: 

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Arte Cálculo Arte Cálculo

Agora, basta somar os custos fixos como aluguel, água, luz, entre outros, aos custos variáveis, e assim, chegará ao valor de um pé de alface. Quer saber mais?

Então, fique ligado aqui no site do Canal Rural/Empreendedorismo, além de saber como calcular os custos fixos, a Eionyr Barbosa, consultora em gestão financeira do Sebrae MS, dará outras dicas de como evitar erros na hora de precificar seus produtos. 



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AgroNewsPolítica & Agro

Previsão de clima ameno anima produtores de hortaliças



Estresse hídrico afeta cultivos de alface e rúcula




Foto: Seane Lennon

A produção de folhosas no Rio Grande do Sul tem sido afetada pelas variações climáticas. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (20) pela Emater/RS-Ascar, enquanto algumas regiões registram desenvolvimento favorável, outras enfrentam desafios com altas temperaturas e déficit hídrico.

Na região administrativa de Soledade, as temperaturas mais amenas favoreceram o crescimento da alface. No entanto, o tempo seco exigiu maior controle de tripes, praga que se proliferou devido às condições climáticas.

Em Passo Fundo, o cenário é diferente. O calor intenso e as chuvas irregulares prejudicaram o desenvolvimento de alface, rúcula, radiche, agrião e couve-folha. A falta de umidade tem comprometido o crescimento dessas culturas.

Na região de Santa Rosa, o estresse hídrico continua afetando os cultivos de folhosas. Em sistemas hidropônicos, a elevação da temperatura da solução nutritiva exigiu a adição de gelo para proteger as raízes. Embora haja disponibilidade de água, o calor excessivo e a forte radiação solar provocaram o murchamento das plantas. Com a previsão de temperaturas mais amenas, produtores planejam retomar o plantio para garantir a oferta dessas hortaliças no próximo mês.





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para conter inflação, Selic deve continuar em alta no Brasil


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca o tom hawkish da Ata do Copom, reforçando o compromisso com a inflação e indicando que a alta da Selic pode continuar.

O Ibovespa subiu 0,57%, enquanto o dólar caiu, acompanhando o recuo da moeda americana no exterior. No radar, seguem as incertezas sobre tarifas nos EUA e negociações para um cessar-fogo na Europa Oriental. Hoje, o foco é o déficit em conta corrente no Brasil, projetado em US$ 9 bilhões.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Memórias do Brasil Rural mostra a transformação do país no celeiro do mundo, diz Alckmin



Durante o lançamento do projeto multiplataforma Memórias do Brasil Rural, o presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, ressaltou a importância da iniciativa e destacou que o projeto espelha a trajetória do país.

“Quando a gente retrata a história do Brasil rural, estamos falando da história do nosso país, de todas as dificuldades, superações e conquistas que transformaram o Brasil nesse celeiro do mundo”, declarou Alckmin.

“O Brasil é hoje um dos grandes produtores do mundo, um grande exportador de proteína animal e vegetal. Temos uma agricultura das mais competitivas do mundo, na vanguarda da ciência e da tecnologia”, completou.

Alckmin falou sobre a importância do agronegócio para o desenvolvimento nacional. “A primeira indústria brasileira, da cana-de-açúcar, nasceu do agro. O agro sempre esteve na vanguarda de todos os avanços do nosso país”, afirmou.

O lançamento do projeto foi na noite desta terça-feira (25), na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília. A cerimônia foi prestigiada por personalidades históricas do setor. Estiveram presentes Eliseu Alves, fundador da Embrapa; Gabriel Garcia Cid, presidente da ABCZ; e Elizabeth Obino Cirne Lima, subsecretária do Parque de Exposições Assis Brasil, que representou o ex-ministro da Agricultura e fundador da Embrapa Cirne Lima.

Também estiveram no lançamento os presidentes dos parceiros do projeto: Julio Cargnino, do Canal Rural, e João Martins, da CNA, enquanto a presidente da Embrapa,Silvia Massruhá participou enviando um video, sendo representada pelo diretor de Governança e Informação da entidade, Alderi Emídio de Araújo. O evento contou ainda com a presença da senadora Tereza Cristina (PP-MS).

Memórias do Brasil Rural

O Memórias do Brasil Rural é fruto de uma parceria entre a CNA, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Canal Rural, com apoio da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ).

A iniciativa tem o objetivo de digitalizar e recuperar conteúdos históricos do acervo do Canal Rural e de entidades parceiras, criando o primeiro acervo audiovisual integrado do agronegócio brasileiro, com registros históricos, depoimentos de personalidades e materiais de famílias de produtores rurais. A série pretende mostrar a construção do agronegócio no Brasil.

O primeiro episódio do Memórias do Brasil Rural será veiculado hoje (26), às 18h, no Canal Rural.



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AgroNewsPolítica & Agro

São Paulo registra alta na cotação das fêmeas



Exportações de carne bovina in natura seguem em alta




Foto: Canva

De acordo com dados do informativo “Tem Boi na Linha”, a cotação das fêmeas registrou alta em São Paulo devido à redução da oferta e escalas de abate mais curtas, que, em média, estão em sete dias úteis. Com isso, os preços subiram R$ 2,00 por arroba, enquanto o boi gordo manteve estabilidade.

No oeste do Maranhão, a escassez de oferta também pressionou as cotações para cima, com todas as categorias registrando valorização de R$ 2,00 por arroba. A escala de abate, em média, foi reduzida para cinco dias.

No Espírito Santo, a retenção da boiada por parte dos vendedores, que aguardam preços mais altos, contribuiu para a elevação da arroba do boi gordo em R$ 2,00. No sudeste de Rondônia, as escalas de abate encurtaram para cerca de sete dias.

No mercado externo, as exportações de carne bovina in natura seguem em alta. Até a terceira semana de março, foram embarcadas 163,3 mil toneladas, com média diária de 12,6 mil toneladas, um crescimento de 51,1% em relação ao mesmo período de 2024. O preço médio da tonelada subiu 7,8% na comparação anual.





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Expansão do biodiesel impulsiona setor de soja



Um desafio apontado pelo estudo é a infraestrutura logística



Um desafio apontado pelo estudo é a infraestrutura logística
Um desafio apontado pelo estudo é a infraestrutura logística – Foto: Divulgação

O Rabobank, por meio da analista setorial de grãos e oleaginosas Marcela Marini, destacou em seu relatório a crescente participação do biodiesel na matriz energética brasileira e seus impactos no setor de soja. Desde 2008, a mistura de biodiesel no diesel aumentou de 2% para 14% em 2024, impulsionando a produção local. Com a legislação sancionada em outubro de 2024, que prevê um aumento anual de 1% na mistura até atingir 20% em 2030, a necessidade de esmagamento adicional de soja se torna evidente para suprir a demanda por óleo vegetal.  

Esse crescimento na capacidade de esmagamento será sustentado pela maior demanda por óleo de soja, mas trará desafios ao mercado de farelo de soja. Com o aumento da oferta, os preços do farelo devem sofrer pressão de queda, tornando essencial a atração de compradores exportadores. Ainda assim, o óleo de soja deverá ganhar relevância na composição das margens de esmagamento, tornando-se um fator estratégico para o setor.  

A RaboResearch projeta que a produção brasileira de soja pode alcançar 185 milhões de toneladas métricas até 2030, garantindo suprimentos suficientes para atender à demanda interna crescente. Além disso, fatores externos, como a possível redução das importações chinesas e as restrições impostas pela Regulamentação Europeia de Desmatamento (EUDR), podem limitar o crescimento das exportações do complexo de soja, aumentando a importância do mercado doméstico.  

Outro desafio apontado pelo estudo é a infraestrutura logística, cuja falta de investimentos pode restringir a capacidade de escoamento para exportação. Diante desse cenário, a demanda interna mais forte ajudaria a equilibrar o setor. Para viabilizar essa expansão, será essencial a continuidade das políticas governamentais de incentivo e o engajamento do setor privado, reduzindo os riscos para investimentos adicionais na capacidade de esmagamento.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Fundecitrus participa de curso de habilitação de técnicos para a emissão de Certificado Fitossanitário (CFO/CFOC)


O Fundecitrus participou, na última semana, da 65ª edição do Curso de Habilitação de Responsáveis Técnicos para Emissão de Certificado Fitossanitário de Origem (CFO) e Certificado Fitossanitário de Origem Consolidado (CFOC), em Campinas (SP).

O treinamento foi promovido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), em conjunto com a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA), e com o Instituto Biológico (IB). O curso, que é direcionado para credenciar engenheiros-agrônomos e florestais, aborda as normas de certificação fitossanitária de origem e de origem consolidada, trânsito de plantas ou de produtos vegetais, legislações sobre o Sistema de Mitigação de Risco (SMR), cancro cítrico e greening, além das pragas de requisito de exportação e normas para atendimento a diretiva europeia. 

A programação do curso contou com diversas palestras que trataram desde orientações gerais sobre as normas de certificação até orientações específicas sobre pragas quarentenárias presentes (PQP’s) e pragas de interesse de países importadores, com foco na cadeia produtiva de citros.

O engenheiro-agrônomo do Fundecitrus Arthur Tomaseto abordou, em sua palestra, a identificação e controle do greening. “Essa troca de conhecimento com os técnicos é muito importante, pois são eles que vão levar a informação aos produtores de citros de forma assertiva e conscientizá-los da gravidade da doença. Conhecê-la bem ajuda a mitigar os riscos e impactos na citricultura”, explica.  

Já a palestra da engenheira-agrônoma do Fundecitrus Jaqueline Della Vechia tratou sobre a gravidade do cancro cítrico, doença que pode gerar grandes prejuízos ao citricultor. “As lesões de cancro cítrico depreciam a qualidade dos frutos para o mercado in natura e restringem a comercialização da produção.  Devido às cargas com frutos contaminados com cancro cítrico enviadas à Europa, o Brasil aumentou a fiscalização. Por isso, é essencial que os profissionais estejam capacitados para identificarem a doença”, afirma. 

O Certificado Fitossanitário de Origem é uma ferramenta utilizada para evitar a entrada de pragas e doenças que possam impactar o meio ambiente e a economia em locais que não registraram suas ocorrências ou que já comprovaram estar livres e com suas disseminações controladas.

Cerca de 40 técnicos participaram do treinamento.





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