quinta-feira, maio 28, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Maturação do tabaco é impactada por clima quente e seco



Produtores aceleram comercialização da safra de tabaco




Foto: Pixabay

No Rio Grande do Sul, a colheita do tabaco avança com 96% da área já colhida na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (20), a produtividade média é de 2.350 kg/ha de folhas secas. O clima quente e seco tem acelerado a maturação das folhas, o que pode afetar o planejamento da secagem nas estufas.

Os produtores intensificaram a comercialização da safra e estão negociando reajustes nos preços. “Os valores praticados variam entre R$ 300,00 e R$ 350,00 por arroba”, aponta o informativo. Com isso, as cargas estão sendo enviadas rapidamente para as empresas compradoras.

Na região de Santa Rosa, os principais municípios produtores estão próximos ao Rio Uruguai, onde houve um leve aumento na área plantada. Os trabalhos de classificação e envio da produção seguem em andamento, com o tabaco sendo negociado a R$ 18,00/kg, segundo os produtores. As primeiras vendas já começaram.

Em Soledade, a colheita continua em lavouras de plantio tardio. A produção está armazenada nos galpões, aguardando uma definição sobre preços. “A safra é considerada superior às anteriores, impulsionada pela boa cotação em 2024 e mantendo os padrões de qualidade das folhas”, informa a Emater/RS-Ascar.





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‘É preciso conhecimento para enfrentar os desafios com a soja’, diz sojicultor de Goiás



Ivan Roberto Brucceli, sojicultor de Rio Verde, Goiás, iniciou sua trajetória no campo influenciado pelo trabalho de seu pai, que o introduziu ao agronegócio e à lavoura desde cedo. Criado no meio rural, ele aprendeu a enfrentar as dificuldades do setor agropecuário, o que o motivou a seguir carreira como produtor de soja.

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Com o tempo, Ivan alcançou sucesso e adquiriu experiência, mas segue lidando com desafios comuns relacionados à soja na região. Ele destaca a falta de infraestrutura e a escassez de recursos financeiros como obstáculos que dificultam o crescimento e a inovação no setor agropecuário. A escassez de energia elétrica, por exemplo, é um dos principais problemas enfrentados pelos produtores, afetando operações como o uso de maquinários, irrigação e armazenamento da produção.

Pesquisa nas lavouras de soja

Para o sojicultor, investir em pesquisa de novas cultivares de soja e práticas de manejo que aumentem a produção com custos reduzidos é essencial para garantir maior rentabilidade. Além disso, o foco na redução de custos é um ponto fundamental, pois, mesmo com uma boa produção, a rentabilidade por hectare pode ser comprometida se os custos não forem controlados, impactando diretamente o potencial da atividade.

Tecnologia e sustentabilidade

Em um cenário climático cada vez mais imprevisível, o produtor destaca a importância de adotar tecnologias que garantam a eficiência e a sustentabilidade da soja. Para lidar as variações climáticas, Ivan investiu em técnicas de conservação do solo, como o plantio direto, o uso de calcário e a aplicação de maior quantidade de palhada, que ajuda a proteger as plantas, reduzindo a temperatura do solo e retendo a umidade por mais tempo.

Essas práticas, segundo Brucceli, são essenciais para melhorar a estrutura do solo e aumentar a resistência das plantas às adversidades climáticas. Ele também investe em tecnologias que favorecem um melhor enraizamento das plantas, permitindo que elas se adaptem melhor às variações no fornecimento de água, fator essencial para o sucesso da lavoura. “Plantar com raízes mais profundas é essencial para garantir uma produção estável, mesmo diante das incertezas climáticas”, explica.

Em meio às dificuldades

Apesar dos obstáculos, Ivan, que faz parte do JRBrucceli, permanece focado na pesquisa constante e na busca por soluções viáveis que proporcionem melhores resultados econômicos. Ele destaca a importância de adotar uma visão estratégica, investindo no conhecimento sobre as culturas, as variações climáticas e as melhores práticas de cultivo.



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Por unanimidade, STF decide tornar réu ex-presidente Bolsonaro



Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (26) tornar o ex-presidente Jair Bolsonaro réu pelos crimes de golpe de Estado e tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito.

É a primeira vez que um ex-presidente eleito é colocado no banco dos réus por crimes contra a ordem democrática estabelecida com a Constituição de 1988. Esses tipos de crime estão previstos nos artigos 359-L (golpe de Estado) e 359-M (abolição do Estado Democrático de Direito) do Código Penal brasileiro.

“Não há então dúvidas de que a procuradoria apontou elementos mais do que suficientes, razoáveis, de materialidade e autoria para o recebimento da denúncia contra Jair Messias Bolsonaro”, disse o relator do caso no Supremo, ministro Alexandre de Moraes, referindo-se à acusação apresentada no mês passado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.

O relator votou para que Bolsonaro também responda, na condição de réu no Supremo, aos crimes de organização criminosa armada, dano qualificado pelo emprego de violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado. Se somadas, todas as penas superam os 30 anos de cadeia.

Seguiram o relator os ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma, colegiado composto por cinco dos 11 ministros do Supremo onde tramita o caso sobre o golpe.

Acusação

Conforme a acusação da PGR, Bolsonaro tinha conhecimento do plano intitulado Punhal Verde Amarelo, que continha o planejamento e a execução de ações para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do STF Alexandre de Moraes.

A procuradoria também garante que o ex-presidente sabia da minuta de decreto com o qual pretendia executar um golpe de Estado no país. O documento ficou conhecido durante a investigação como “minuta do golpe”.

“Não há dúvida que o denunciado Jair Messias Bolsonaro conhecia, manuseava e discutiu sobre a minuta de golpe”, disse Moraes em seu voto.

Qual a implicação desse conhecimento para o cometimento dos crimes imputados pela PGR deve ser ainda verificada durante a instrução da ação penal, disse Moraes. “A interpretação do fato vai ocorrer durante a instrução penal.”

Demais réus

Os ministros também decidiram, por unanimidade, tornar mais sete aliados de Bolsonaro réus na mesma ação penal. Eles responderão pelos mesmos crimes imputados ao ex-presidente. São eles:

  • Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
  • Walter Braga Netto, general de Exército, ex-ministro e vice de Bolsonaro na chapa das eleições de 2022;
  • Augusto Heleno, general do Exército e ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
  • Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência – Abin;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
  • Paulo Sérgio Nogueira, general do Exército e ex-ministro da Defesa;
  • Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.



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AgroNewsPolítica & Agro

Exportações agropecuárias crescem 65,4% na Bahia


A agropecuária da Bahia registrou um crescimento de 25,6% nos últimos dez anos e manteve sua expansão em 2024. Segundo relatório da Secretaria de Agricultura (Seagri), o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) estadual alcançou R$ 55,4 bilhões no ano passado.

A soja consolidou-se como o principal produto do setor, com alta de 59% na última década e avanço de 8% em 2024. Outras culturas também registraram crescimento expressivo, como cacau (168%), laranja (83%) e café (62%).

A Seagri atribui o desempenho à ampliação das áreas de cultivo e às oscilações positivas dos preços agrícolas. O setor representa cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) baiano.

Para a safra 2024/25, a projeção é de 3,9 milhões de hectares cultivados com grãos, um aumento de 4,5% em relação ao ciclo anterior. A expectativa de produção é de 13,7 milhões de toneladas, sendo 60,8% de soja, 18,1% de milho e 13,4% de algodão, além de sorgo, feijão, mamona e trigo. Parte da produção é destinada ao consumo interno e ao mercado internacional.

As exportações do estado também cresceram nos últimos cinco anos. Em 2020, a Bahia exportou US$ 4,05 bilhões em produtos agropecuários. Em 2024, o volume atingiu US$ 6,71 bilhões, um avanço de 65,4%. A soja liderou as exportações, com alta de 73,5% no período.

Entre os destaques da safra atual estão o café e o cacau. A Bahia, quarto maior produtor nacional de café, deve aumentar sua produção em 11,3% em 2025, atingindo 3,4 milhões de sacas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O estado também se fortalece como produtor de cafés especiais, conquistando reconhecimento internacional.

No segmento do cacau, a Bahia retomou a liderança nacional em 2024, superando o Pará. Em 2023, foram produzidas 139.011 toneladas de amêndoas de cacau, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O oeste do estado tem se destacado como nova fronteira agrícola para o cultivo, com potencial para dobrar a safra nacional até 2030.





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Polícia Civil apreende tratores avariados por enchentes no RS que estavam à…


A ação foi realizada após denúncia de que os tratores haviam sido vendidos por uma seguradora para empresas, com a finalidade de retirar peças e não para revenda em condições normais de uso

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) apreendeu quatro tratores que estavam sendo comercializados de maneira irregular, no bairro São Cristóvão, em Cascavel, na tarde desta sexta-feira (14). Os veículos haviam sido avariados nas enchentes ocorridas no Rio Grande do Sul.

A ação foi realizada após denúncia de que os tratores haviam sido vendidos por uma seguradora para empresas, com a finalidade de retirar peças e não para revenda em condições normais de uso. 

De acordo com a delegada Thais Regina Zanatta, a investigação revelou que um quinto trator já havia sido vendido anteriormente. O preço de mercado de tratores desse tipo varia de R$ 500 mil a R$ 600 mil, entretanto, haviam sido adquiridos por R$ 14 mil cada. 

“Apesar da restrição judicial, os tratores estavam sendo revendidos por cerca de R$ 430 mil, representando lucro de aproximadamente 3.000%. Durante a operação, os policiais encontraram tratores com placas indicando que seriam ‘zero km’, embora tivessem histórico de danos”, explica. 

NEGOCIADO – Ao menos um trator já havia sido negociado em janeiro deste ano. Os tratores apreendidos foram encaminhados à delegacia e permanecerão à disposição da Justiça.

“A PCPR alerta que a comercialização irregular de bens sinistrados pode configurar crimes contra o consumidor, estelionato e descumprimento de decisão judicial”, completa a delegada. 

As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e verificar o destino de outros tratores que possam ter sido vendidos de forma indevida. 

DENÚNCIAS – A população ainda pode contribuir com investigações que estejam em andamento. Denúncias podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 197, da PCPR ou 181, do Disque-Denúncia. Se o crime estiver em curso, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190.

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Morre o prefeito de BH Fuad Noman



Morreu na manhã desta quarta-feira (26), o prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD). A informação foi confirmada pela Prefeitura de BH. “É com profundo pesar que a Prefeitura de Belo Horizonte informa o falecimento do prefeito Fuad Noman, ocorrido nesta data”, diz a nota.

Ele estava internado, desde o dia 3 de janeiro, para tratar de uma pneumonia no Hospital Mater Dei, na capital mineira. Na noite de ontem, o quadro de saúde do prefeito piorou após ele sofrer uma parada cardiorespiratória.

Fuad Noman tinha 77 anos, era escritor, economista e foi servidor público de carreira do Banco Central. Ele assumiu a prefeitura de BH após a renúncia de Alexandre Kalil, que concorreu ao governo de Minas Gerais.

O prefeito vinha enfrentando problemas de saúde desde meados do ano passado. Em julho, ele revelou que havia sido diagnosticado com um linfoma não Hodgkin (LNH), um tipo de câncer que tem origem nas células do sistema linfático. Em dezembro do ano passado, Noman foi internado para tratar de um quadro de pneumonia e sinusite.

Ele deixa a esposa, Mônica Drummond, dois filhos e quatro netos.



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CNA divulga agenda legislativa com projetos de lei que impactam o agro nacional



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgou, hoje (26), em sessão solene no plenário do Senado, a Agenda Legislativa do Agro 2025 com a análise de 87 projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional que impactam os produtores rurais e a sociedade brasileira.

Os eixos temáticos da Agenda Legislativa do Agro 2025 estão divididos em Tributação e
Política Agrícola; Meio Ambiente e Recursos Hídricos; Direito de Propriedade; Relações
Trabalhistas; Relações Internacionais; Infraestrutura e Logística; Produção Agropecuária e
Educação.

Atualmente, a Assessoria de Relações Institucionais (ARI) da CNA acompanha mais de 7,5 mil projetos de lei e, destes, 87 propostas foram selecionadas e consolidadas na agenda de 2025. Em todos há uma análise com as seguintes indicações: apoia (57), não apoia (16) e apoia parcialmente (14).

O vice-presidente da CNA, José Mário Schreiner, afirmou que a Agenda Legislativa traz os
projetos que são de maior interesse para o agro, com o posicionamento claro da CNA sobre o que é favorável ou não para o setor.

“O documento reúne temas de fundamental importância para o agro, evidenciando os projetos que possuem maior potencial de impacto direto no desenvolvimento sustentável e competitivo do setor. A construção dessa agenda reforça o compromisso da CNA com o diálogo transparente e contínuo com o Congresso Nacional”, destacou.

Para a chefe da ARI, Mírian Vaz, o lançamento da agenda simboliza a relevância e o
protagonismo do setor no desenvolvimento do Brasil.

“Trazer essa discussão para o Congresso demonstra o reconhecimento da importância de termos um diálogo constante com o Legislativo, garantindo que as demandas e os desafios do produtor rural estejam no centro das decisões que impactam diretamente o futuro do país”, disse.



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Custo de produção do algodão em Mato Grosso aumenta 11,99%



Custo operacional efetivo (COE) também registrou alta




Foto: Canva

O custo de produção do algodão em Mato Grosso para a safra 2025/26 apresentou aumento, conforme dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). De acordo com o relatório do Projeto Campo Futuro da Cadeia Produtiva do algodão (CPA-MT), em fevereiro de 2025, o custo ponderado não mostrou grandes variações mensais, mas acumulou uma elevação de 11,99% em relação à safra anterior, alcançando R$ 10.740,02 por hectare.

Entre os principais fatores que impactaram esse aumento está o crescimento de 5,36% nas despesas de classificação e beneficiamento, que atingiram R$ 1.536,89 por hectare. O custo operacional efetivo (COE) também registrou alta, sendo projetado em R$ 15.230,98 por hectare — um acréscimo de 0,68% em relação a janeiro de 2025 e o maior valor desde a safra 2022/23.

Para que o produtor consiga cobrir o COE, o preço mínimo de venda da produção deve ser de R$ 128,95 por arroba. No entanto, com o preço médio ponderado de comercialização da safra 2025/26 situado em R$ 138,39 por arroba até fevereiro de 2025, os cotonicultores têm conseguido cobrir seus custos até o momento. Mesmo assim, o Imea alerta para a importância de acompanhar o comportamento do mercado, a fim de identificar as melhores oportunidades de negócio.

Com a elevação dos custos de produção, o cenário exige atenção redobrada dos produtores de algodão em Mato Grosso, que devem ficar atentos às oscilações do mercado para garantir rentabilidade na safra 2025/26.





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Câmara avalia plano para incentivar a agricultura vertical



Com o objetivo de melhorar a segurança alimentar em centros urbanos oferecendo incentivos fiscais para empresas e cooperativas que implementarem fazendas verticais urbanas, o deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS) apresentou na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 4662/24, que cria o Programa Nacional de Agricultura Vertical – a iniciativa tramita na Casa Legislativa em caráter conclusivo.

Pela proposta, os incentivos incluem reduções de até 50% no Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e 30% no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), além de desconto no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Para se qualificar, as empresas devem usar tecnologias eficientes e sustentáveis, ​​como hidroponia, e dedicar pelo menos 20% de sua produção a programas públicos de segurança alimentar.

O autor aponta que a agricultura vertical é uma solução estratégica para a crise alimentar, por usar em espaços urbanos métodos de cultivo sem solo que conservam água e eliminam a necessidade de pesticidas.

Aplicação para agricultura vertical

“Tecnologias como hidroponia e aeroponia, que dispensam o uso de solo, economizam até 95% de água em comparação com métodos tradicionais e eliminam a necessidade de agrotóxicos”, justifica o deputado.

“O controle preciso de luz, temperatura, nutrição e níveis de CO₂ garante maior produtividade e qualidade dos alimentos, com redução significativa do tempo de cultivo”, acrescentou.

Próxima etapa

A proposta será analisada pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o projeto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.



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Produtor da Bahia atinge recorde na colheita de soja na Brasil



Em apenas oito horas, o produtor de soja de Luís Eduardo Magalhães (BA),  Ricardo Basso, atingiu um marco histórico. Com uma colheita de 481,2 toneladas, ele estabeleceu um novo recorde nacional e, consequentemente, foi certificado por uma entidade independente que formaliza os recordes no país.

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Trabalho árduo

Esse resultado foi possível graças ao planejamento eficiente, ao conhecimento da lavoura e ao uso de máquinas de última geração. A colheitadeira utilizada contava com tecnologia avançada de inteligência artificial, permitindo ajustes automáticos conforme as condições da lavoura, garantindo maior eficiência e reduzindo perdas.

O trabalho não foi fácil para atingir um número como esse. O desafio foi considerável e envolveu diversos fatores que precisaram ser alinhados. A preparação foi fundamental, e toda a equipe esteve dedicada a superar esse obstáculo.

A colheita de soja ocorreu em uma área de aproximadamente 130 hectares, com uma máquina operando a velocidade média de 11 km/h e apresentando um percentual de perda de apenas 0,4%. O recorde anterior, registrado em 2017, também foi alcançado na mesma região, demonstrando a força da produção agrícola no cerrado brasileiro.

Tecnologias avançadas aplicadas ao campo têm desempenhado um papel importante na evolução da produtividade. A máquina utilizada na colheita conta com sensores inteligentes que ajustam automaticamente os parâmetros operacionais, reduzindo perdas e maximizando a eficiência. Além disso, a conectividade embarcada permite o monitoramento em tempo real da operação, possibilitando tomadas de decisão mais rápidas e precisas.

Protagonismo brasileiro na soja

A conquista reforça o protagonismo do Brasil na produção mundial de grãos. Segundo previsões da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2024/25 deve atingir 328,3 milhões de toneladas, sendo 167,4 milhões só de soja – um crescimento de mais de 13% em relação à safra anterior.

O recorde também evidencia a importância do conhecimento do produtor sobre sua lavoura. A experiência acumulada, aliada ao uso de máquinas modernas, permitiu extrair o máximo de produtividade do campo. Saber como a lavoura responde e entender como ajustar a colheita faz toda a diferença. A tecnologia ajuda muito, mas o olho treinado do agricultor é fundamental para atingir resultados como esse, conclui o produtor.



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