quarta-feira, maio 27, 2026

Autor: Redação

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preço volta a subir com oferta curta e boa demanda; confira



O mercado físico do boi gordo volta a conviver com elevação em seus preços, particularmente em Mato Grosso, praça onde a valorização da arroba foi mais acentuada.

As escalas de abate não apresentam avanços consistentes, mantendo-se entre cinco e sete dias úteis na média nacional, de acordo com levantamento da consultoria Safras & Mercado.

A expectativa em torno da demanda no decorrer da primeira quinzena de abril aponta para elevação dos preços da carne no atacado, o que por sua vez é outro elemento motivador para recuperação dos preços da arroba.

Por fim, merece atenção o expressivo fluxo de exportação, com o Brasil caminhando a passos largos para mais um recorde histórico, disse o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias.

Preços médios da arroba de boi gordo hoje

São Paulo: R$ 319,17

Goiás: R$ 300,88

Minas Gerais: R$ 300,88

Mato Grosso do Sul: R$ 308,98

Mato Grosso: R$ 307,70.

Atacado

O mercado atacadista se deparou com preços firmes durante esta sexta-feira (28). Segundo Iglesias, a expectativa ainda é de elevação dos preços no curto prazo, em linha com a entrada dos salários na economia, somado ao adicional de consumo relacionado ao Domingo de Páscoa.

Com o encurtamento das escalas de abate, os frigoríficos se deparam com estoques apertados, o que deve aumentar a agressividade na compra de gado, mesmo que de maneira momentânea, pontuou Iglesias.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 25,50 o quilo. O quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 18,50 o quilo. A ponta de agulha ainda é precificada a R$ 17,50 o quilo.



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AgroNewsPolítica & Agro

perspectivas de Rubia Soares na CIWF


 Rubia Soares é gerente Sênior de Negócios Alimentares

Em uma indústria definida por cadeias de suprimentos complexas e expectativas dos consumidores em constante evolução, a Gerente Sênior de Negócios Alimentares Rubia Soares está trabalhando para fazer a diferença. Atuando principalmente nas regiões da Ásia-Pacífico e da América Latina, Rubia trabalha para apoiar empresas em diversos setores da indústria de alimentos  para fortalecer suas políticas e práticas de bem-estar dos frangos de corte.

Há cinco anos Rubia trabalha na Compassion in World Farming (CIWF), uma organização internacional de referência e dedicada ao bem-estar animal. O objetivo da CIWF é transformar a pecuária e reformular o sistema alimentar para beneficiar a vida dos animais, das pessoas e da saúde do planeta.

De profissional da indústria a defensora de mudanças

Com 15 anos de experiência prévia na indústria global de carnes, Rubia já trabalhou em diversos setores, incluindo processadoras de carne, importadoras, distribuidoras, empresas de comércio e varejistas. Ela compreende os desafios que as empresas enfrentam ao fazer a transição para práticas de bem-estar mais elevadas, mas também enxerga as oportunidades, como a melhoria no bem-estar animal, a maior qualidade dos produtos e o aumento da confiança do consumidor.

Rubia é graduada em Zootecnia pela Universidade de São Paulo, no Brasil, com especialização em produção, processamento e controle de qualidade de carnes. Posteriormente, obteve um MBA em Comércio Internacional, adquirindo um conhecimento aprofundado tanto dos aspectos técnicos quanto comerciais da indústria alimentícia.

Apesar de ter trabalhado muitos anos no comércio internacional, Rubia sempre manteve um forte compromisso com o bem-estar animal e desenvolveu um grande interesse pela produção ética e sustentável. Em 2012, inspirada pelo livro Farmageddon: The True Cost of Cheap Meat, de Philip Lymbery, CEO global da CIWF, que expõe os impactos da produção pecuária industrial, ela se engajou profundamente na missão da CIWF. Quando surgiu a oportunidade de se juntar à organização, ela não hesitou.

“Percebi que era hora de me reconectar com a paixão que me levou a me tornar Zootecnista”, reflete. “Estava determinada a me dedicar a melhorar o bem-estar animal e promover mudanças significativas na produção de alimentos.”

Rubia também é uma Oficial de Bem-Estar Animal certificada, treinada pela Universidade de Bristol e pela Animal Welfare Training Ltd, especializada no bem-estar de frangos de corte em todos os estágios de produção, incluindo incubação, granja, transporte e abate.

Rubia Soares / Divulgação

Uma abordagem prática para o bem-estar dos frangos de corte

Na CIWF, Rubia ajuda empresas do setor alimentar a enfrentar os desafios da melhoria do bem-estar dos frangos de corte em suas cadeias de suprimentos, orientando-as em mudanças de políticas, superando obstáculos e apoiando compromissos de longo prazo.

“Minha experiência na indústria de carnes me proporcionou um entendimento sólido sobre como funciona a cadeia de suprimentos dos frangos de corte e todos os elementos que precisam estar alinhados para transformar compromissos de bem-estar em progresso mensurável. Entendo os desafios enfrentados pelas empresas ao fazer mudanças, mas também vejo as oportunidades e soluções que tornam a produção de maior bem-estar uma opção viável”, explica.

Por que o ‘Better Chicken Commitment’ é importante?

Uma iniciativa importante que Rubia apoia ativamente é o Better Chicken Commitment (BCC). Esse conjunto de critérios com respaldo científico estabelece diretrizes claras para a produção responsável de frangos de corte e foi desenvolvido para abordar os principais problemas de bem-estar na criação convencional – raças de crescimento rápido, superlotação, falta de enriquecimento e métodos inadequados de atordoamento – e, ao mesmo tempo, garantir que as soluções permaneçam práticas, escalonáveis e economicamente viáveis.

“O que torna o BCC especialmente importante”, diz Rubia, “é sua base científica sólida. Ele fornece um modelo baseado em evidências para melhorar o bem-estar dos frangos de corte, ao mesmo tempo em que faz sentido do ponto de vista empresarial.”

Da esquerda para a direita: Laurent Opportune – Managing Director of Prosun Farm Co., Ltd. (Klong Phai Farm), Dr. Sureerat Phuvasate – Quality Assurance Manager at Betagro Group, Dr. Andrew Butterworth – Animal Welfare Training Ltd, e Rubia Soares – CIWF / Divulgação

Muitas empresas estão cada vez mais conscientes dos riscos reputacionais e financeiros associados a práticas de bem-estar precárias, incluindo interrupções na cadeia de suprimentos, crescente demanda dos consumidores por produtos de maior bem-estar e mudanças regulatórias em diversos mercados. O BCC ajuda as empresas a preparar suas cadeias de suprimentos para o futuro, adaptando-se às expectativas do mercado e assumindo um papel de liderança na produção alimentar ética.

“O BCC é viável e sustentável, fornecendo um caminho para que produtores e empresas do setor alimentício façam a transição sem comprometer sua rentabilidade”, acrescenta.

Rubia apoia as empresas na compreensão dos passos necessários para cumprir o BCC, compartilhando casos de sucesso, conectando-as com os parceiros certos e oferecendo orientação técnica para garantir que se sintam confiantes na transição.

Celebrando o progresso na indústria alimentícia

Além de oferecer suporte para melhorias nas políticas e cadeias de suprimentos das empresas do setor alimentício, a CIWF reconhece as empresas que tomam medidas concretas por meio do Good Farm Animal Welfare Awards, premiação anual que celebra empresas que fazem avanços significativos no bem-estar animal em suas cadeias produtivas.

“Na Compassion, focamos na colaboração positiva, e as premiações celebram as empresas que fazem a diferença ao atender a critérios-chave de bem-estar para os animais em suas cadeias de suprimentos dentro do prazo de cinco anos. Esse reconhecimento é extremamente motivador para a indústria – é a minha época favorita do ano”, afirma Rubia.

No ano passado, em Paris, a produtora brasileira de ovos Planalto Ovos foi reconhecida no programa de premiação da CIWF por seu compromisso com o bem-estar animal. A empresa recebeu o Good Egg Award, destacando seus esforços para melhorar as condições de produção das galinhas poedeiras, encerrando o uso de sistemas em gaiolas.

Da esquerda para a direita: Renata de Freitas Ferreira Mohallem – Analista da Qualidade, Daniel Mohallem – Diretor da Planalto Ovos Ltda, Rubia Soares – Gerente Sênior de Negócios Alimentares e Philip Lymbery – CEO Global da Compass / Divulgação

Olhando para o futuro: o que vem a seguir para o bem-estar dos frangos de corte?

Rubia imagina um futuro em que o bem-estar animal seja o pilar central de um sistema alimentar responsável e resiliente. “Ainda há um longo caminho a percorrer, mas cada passo adiante importa”, ressalta. “Vejo um futuro em que nossos sistemas alimentares sejam reinventados para priorizar o bem-estar dos animais, a saúde do nosso planeta e a resiliência das nossas comunidades. O trabalho dos vencedores de nossas premiações e dos adotantes do Better Chicken Commitment está promovendo mudanças reais em direção a esse futuro. Ainda há muito a ser feito, mas sou grata por contribuir para esse trabalho transformador por meio da minha função na Compassion.”

Se sua empresa deseja saber mais sobre a CIWF, entre em contato pelo e-mail: [email protected]

Sobre Rubia Soares

Rubia ingressou na Compassion para se reconectar com o motivo principal pelo qual se tornou Zootecnista e para se dedicar à produção ética e sustentável de produtos de origem animal. Ela possui graduação em Zootecnia pela Universidade de São Paulo (Brasil) e especialização em produção de carne, processamento e controle de qualidade de produtos alimentícios. Além disso, tem um MBA em Comércio Internacional e trabalha há 15 anos na indústria da carne, atuando em diferentes tipos de empresas, como processadoras de carne, importadoras e distribuidoras, empresas de comércio e varejistas.





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Saiba o andamento da colheita de soja no Sul do país



A colheita de soja atinge 24% da área no Rio Grande do Sul. Segundo a Emater/RS, na semana passada, os trabalhos chegavam a 11%. Em igual momento do ano passado, os trabalhos atingiam 10%. A média para o período é de 22%.

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A colheita de soja no estado

A colheita da safra 2024/25 de soja no Paraná alcançou 81% da área cultivada de 5,768 milhões de hectares, conforme informações do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura do estado. O número fica abaixo dos 5,785 milhões de hectares cultivados na safra anterior, 2023/24.

No Paraná e no estado de Santa Catarina, embora as chuvas não sejam volumosas, há previsão de temporais com fortes rajadas de vento e queda de granizo, exigindo atenção redobrada dos produtores. Já no Rio Grande do Sul, o tempo quente e seco favorece a colheita da soja, mas pode impactar as lavouras em fase final de desenvolvimento.

Como estão as lavouras?

De acordo com o Deral, 87% das lavouras de soja no estado estão em boas condições, 12% apresentam condição média e 1% está em estado ruim. Em comparação com o relatório anterior, divulgado em 10 de março, houve uma melhora na classificação das lavouras: na época, 82% estavam em boas condições, 16% em condição média e 2% eram consideradas ruins.

Atualmente, 15% das lavouras ainda estão na fase de frutificação, enquanto 85% encontram-se em maturação. No levantamento anterior, esses percentuais eram de 24% e 76%, respectivamente, indicando avanço no ciclo da cultura.



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Relatório de transparência e igualdade salarial de homens e mulheres


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Em cumprimento à lei nº 14.611/2023, como parte das ações que buscam transparência e igualdade salarial entre homens e mulheres, as empresas com mais de 100 colaboradores devem publicar relatório de transparência salarial em seus próprios sites.

Por este motivo, o Canal Rural disponibiliza abaixo o link para acesso ao relatório do 2° ciclo de 2024: veja o relatório aqui.

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AgroNewsPolítica & Agro

Chuvas irregulares impactam safras no Brasil, aponta USDA



Estiagem pode afetar rendimentos




Foto: Pixabay

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou na última terça-feira (25) o boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, destacando a irregularidade das chuvas nas principais regiões agrícolas do Brasil. Segundo o relatório, a precipitação foi escassa em grande parte do Centro-Oeste e Sul do país, com volumes abaixo de 25 mm em muitos municípios. No Rio Grande do Sul, a seca foi praticamente total.

A falta de chuvas regulares tem afetado o desenvolvimento das lavouras. “Embora a chuva limitada tenha sido bem-vinda em algumas áreas do Centro-Oeste, ajudando na segunda safra de milho e no algodão, os acumulados desde 1º de fevereiro estão abaixo da média”, informa o boletim. A situação é semelhante à do ano passado, com impactos diretos nos rendimentos da segunda safra, que depende das precipitações sazonais até abril.

No Rio Grande do Sul, a seca tem favorecido a maturação e colheita da soja, que atingiram 33% e 5% da área plantada, respectivamente. No entanto, 48% das lavouras ainda estão na fase de enchimento de grãos. “Mais chuvas seriam bem-vindas para garantir o desenvolvimento adequado dessa parcela da safra”, destaca o USDA





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Brasil tem apenas 16% de capacidade para armazenamento da safra de grãos



Com a colheita da soja chegando ao fim, um problema recorrente volta a ganhar destaque: a falta de capacidade estrutural para o armazenamento de grãos no Brasil. A situação, que já é uma preocupação constante do setor agropecuário, se intensifica nesta época do ano, quando a produção atinge seu pico e revela um gargalo logístico que impacta diretamente a competitividade do agronegócio.

O Canal Rural conversou com o assessor especial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Augustin, para entender os desafios enfrentados pelos produtores e possíveis soluções para minimizar os impactos dessa deficiência estrutural.

De Brasília, o repórter Marcelo Dias trouxe detalhes sobre o cenário atual e as perspectivas para o futuro da armazenagem de grãos no país. Levantamento feito pelo jornalista mostra que o país tem apenas 16% de capacidade de armazenamento de grãos. Os dados são do professor da UFV Centreinar, Paulo César Corrêa.

Augustin mostrou preocupação com o problema da armazenagem no Brasil que decorre da falta de investimentos em infraestrutura ao longo dos anos.

A capacidade instalada não acompanhou o crescimento da produção agrícola, resultando em dificuldades para armazenar a safra com eficiência. Muitos produtores precisam recorrer ao armazenamento a céu aberto ou buscar alternativas que elevam os custos logísticos.

Armazenamento de grãos no exterior

Além disso, comparado a outros grandes países produtores de grãos, o Brasil ainda possui um déficit significativo de armazéns, o que aumenta a vulnerabilidade do setor a perdas pós-colheita e pressiona os preços no mercado.

A modernização e ampliação das estruturas de estocagem são consideradas essenciais para que o país possa continuar avançando no agronegócio com maior segurança e eficiência.

Para mais detalhes sobre esse tema acesse o nosso no YouTube!



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Desafios para a sustentabilidade da soja são debatidos em MG



O evento “Desafios para sustentabilidade da soja em anos restritivos” foi realizado na última semana, na Fazenda Lagoa dos Currais, em Cordisburgo (MG). Promovido pela Embrapa Soja, o encontro reuniu produtores rurais, pesquisadores e especialistas do setor agropecuário para discutir soluções inovadoras que possibilitem maior segurança na produção de grãos, especialmente em regiões com restrições hídricas.

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Desde 2015, a Embrapa e a Fazenda Lagoa dos Currais mantêm uma Unidade de Referência Tecnológica (URT) baseada nos sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). Essa parceria busca desenvolver e validar tecnologias adaptadas às condições edafoclimáticas da região Central de Minas Gerais. Atualmente, as iniciativas também contam com o apoio da Associação Rede ILPF e da Fundação Agrisus.

Integração e sustentabilidade da soja

A região, historicamente voltada à pecuária, apresenta condições favoráveis para a expansão do cultivo de grãos. Segundo Frederico Jose Evangelista Botelho, engenheiro-agrônomo da Embrapa e coordenador do evento, os sistemas integrados de produção são fundamentais para viabilizar essa transição. “Eles ajudam a mitigar os impactos das adversidades climáticas, especialmente as restrições hídricas”, destacou.

O pesquisador Miguel Gontijo, da Embrapa Milho e Sorgo, reforçou a importância da adoção de boas práticas agrícolas. “A conversão de áreas de pastagens degradadas para produção de grãos é uma oportunidade estratégica, mas requer planejamento e tecnologias adequadas, como o Sistema Plantio Direto e o correto posicionamento de cultivares”, afirmou.

Programação técnica e soluções inovadoras

Durante o evento, foram realizadas quatro estações temáticas, abordando os seguintes temas relacionados à soja:

  • Sustentabilidade regional com sistemas integrados, apresentado por Miguel Gontijo e Sérgio Guimarães (Embrapa);
  • Tecnologia e sustentabilidade: soluções do futuro no campo, com Alan Higashi e Celso Procopiuk (Ekoa Life Sciences) e Clécio Menezes (Manejo Agronegócios);
  • Manejo nutricional, com Taís Torres e Isamara Santana (Multitécnica);
  • Manejo fitossanitário, ministrado por Gustavo Rocha (Corteva).

O evento destacou inovações como estratégias para mitigar o estresse hídrico, uso de biotecnologia para saúde do solo e soluções sustentáveis para o manejo de pragas e doenças na lavoura.

Impacto na produção e na economia local

Gustavo de Salvo, proprietário da Fazenda Lagoa dos Currais, ressaltou a importância da pesquisa e do conhecimento técnico para enfrentar os desafios climáticos. “A parceria com a Embrapa tem sido essencial. Graças às tecnologias e boas práticas, conseguimos minimizar os impactos de um veranico prolongado nesta safra”, comentou.

Parcerias e realização

O evento foi organizado pela Embrapa e pela Fazenda Lagoa dos Currais, com patrocínio de empresas do setor agropecuário, como Manejo Soluções em Agronegócios, Multitécnica, Corteva Agroscience, entre outras. O apoio veio de diversas instituições, incluindo Rede ILPF, Fundação Agrisus e Sistema Faemg/Senar.

Ao todo, participaram mais de 190 pessoas, entre produtores rurais, pesquisadores e profissionais do setor. O evento reforçou a relevância da tecnologia e da inovação para o fortalecimento da sustentabilidade na produção de soja na região Central de Minas Gerais.



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Piloto morre em queda de avião agrícola



Um avião agrícola de pequeno porte que realizava a pulverização de um canavial caiu entre Guaíra (SP) e Miguelópolis (SP), no interior de São Paulo. O acidente na manhã desta sexta-feira (28). Equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros que atenderam à ocorrência informaram que o piloto da aeronave, Josias Pereira Lemes, de 52 anos, não resistiu à queda.

Segundo informações da Força Aérea Brasileira (FAB), o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) acionou investigadores do Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa IV), órgão regional do Cenipa com sede em São Paulo, para realizar a ação inicial da ocorrência envolvendo o avião.

“Durante a Ação Inicial, são aplicadas técnicas específicas por profissionais qualificados e credenciados, responsáveis pela coleta e confirmação de dados, preservação dos elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, e pelo levantamento de outras informações necessárias à investigação”, diz a FAB.

Responsável pelo avião, o Grupo Precisão afirmou que a aeronave estava em situação regular e manifestou pesar pela morte do piloto, além de dizer que ele era muito experiente. O grupo afirmou que presta assistência à família.



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Saiba organizar custos da sua propriedade e evite prejuízos



A gestão de uma pequena propriedade exige organização e planejamento. Mas com a correria do dia a dia, dos cuidados com as plantações ou criações, compras, vendas, insumos e tantos outros afazeres, a atenção às planilhas e cálculos acabam por ficar em segundo plano.

Ação nociva para os negócios, visto que a falta de controle dos custos pode gerar desperdício e comprometer o fluxo financeiro.

A fim de direcionar o pequeno produtor rural na gestão diária dos negócios, o Sebrae disponibiliza a Cartilha do Produtor Rural.

De acordo com o documento, a gestão nada mais é do que a ação em que o produtor rural consegue controlar toda a movimentação de sua propriedade. “Se a propriedade não possuir controles ou organização, com certeza o produtor rural desconhece o resultado do negócio”. 

A instituição enfatiza a importância em se organizar as finanças para entender o que é necessário para ter mais lucro ou diminuir os prejuízos.

O controle pode ser feito em planilha de papel, no computador ou até mesmo no celular. A Cartilha explica que o computador pode auxiliar na organização e facilitar os cálculos a serem realizados, mas o mais importante e necessário é o produtor estar sempre acompanhado de uma agenda, onde deve anotar todas as fases dos seus negócios.

Registrando despesas e receitas que irão auxiliar na tomada de decisão, na busca de um ponto de equilíbrio para a sustentabilidade da produção. 

O Sebrae acredita ser fundamental o conhecimento de conceitos básicos de controle de custos para a gestão de uma propriedade rural. A exemplo dos custos fixos, variáveis, desembolsos, depreciação e custo de oportunidade.

Eionyr Barbosa, consultora em Gestão Financeira do Sebrae Mato Grosso do Sul (MS), recomenda que o produtor faça o planejamento de produção para plantar apenas o que é possível cuidar, regar e vender.

“Antes de sair para as vendas, o produtor deve estudar o custo de produção, estabelecer o valor da venda para que o lucro seja suficiente para manter a propriedade”, conta.

Na prática

Para estudar os custos de produção recomendados por Eionyr Barbosa, além da Cartilha, o Sebrae ajuda o pequeno produtor por meio do curso gratuito Custos para produzir no campo que orienta sobre o controle de despesas e a formação de preço de venda.

O Porteira Aberta entendeu os conceitos básicos necessário para uma gestão financeira eficiente e te explica.

  • Receita: é a quantia de renda ($) gerada pela venda dos produtos ou serviços produzidos na propriedade. 
  • Custos Fixos (CF): são os que ocorrem independente da quantidade produzida ou vendida, como a mão-de-obra permanente; a depreciação de máquinas e benfeitorias; as parcelas do financiamento e impostos.
  • Custos Variáveis (CV): são os que oscilam com a quantidade produzida e são consumidos em um ciclo de produção, como a compra de sementes e salário de empregados temporários. 
  • Custo Total (CT): é a somatória dos custos fixos com os custos variáveis. 
  • Saldo de caixa: diferença entre a receita e o desembolso que o produtor realizou no ciclo da produção ou o dinheiro que o produtor rural realmente viu saindo do bolso.
  • Registro e controle de saídas: documento para acompanhar todas as compras, despesas, pagamentos e investimentos.
  • Registro e controle de entradas: para todas as vendas e os recebimentos dos seus produtos e serviços.
  • Fluxo de caixa: registro dos recebimentos e pagamentos controlando o saldo de caixa. Não se esqueça das contas a receber e das contas a pagar.
  • Análise e planejamento financeiro: verificação dos resultados financeiros para planejar ações em prol de melhores resultados.

Fonte: Negócio Certo Rural – Manual do Participante. CNA/Senar e Sebrae



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Desemprego sobe para 6,8% no país



A taxa de desocupação no trimestre encerrado em fevereiro é de 6,8%. O resultado fica acima do registrado no trimestre móvel anterior, terminado em novembro de 2024 (6,1%). No entanto, é a menor para um trimestre encerrado em fevereiro desde 2014, quando marcou 6,8%.

Os dados do mercado de trabalho fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira (28), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a coordenadora da pesquisa, Adriana Beringuy, a elevação da desocupação em relação ao trimestre móvel anterior é um comportamento comum nesta época do ano.

“É um movimento esperado porque no período de transição do encerramento de um ano para os primeiros meses do ano seguinte, há, de fato, esse movimento de queda na ocupação”, garante.

O número de pessoas sem trabalho alcançou 7,5 milhões no período, elevação de 10,4% ante o trimestre móvel anterior. Entretanto, esse contingente está 12,5% menor que o anotado no mesmo trimestre de 2024.

Setores

Dos dez grupamentos de atividade pesquisados pelo IBGE, três apresentaram recuo no número de ocupados, construção (-4,0%, ou menos 310 mil pessoas), administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (-2,5%, ou menos 468 mil pessoas) e serviços domésticos (-4,8%, ou menos 290 mil pessoas).

De acordo com Beringuy, a redução de vagas no grupo de administração pública também é sazonal e tem a ver com o fim de vínculo de trabalhadores temporários.

A pesquisadora afirma, ainda, que esse comportamento sazonal do mercado de trabalho faz com que não seja possível afirmar que há efeitos recessivos da escalada da taxa de juros, medida adotada pelo Banco Central (BC) para conter a inflação.

“Não atribuiria nesse momento efeito dessa variável juros e afetação do consumo de famílias no mercado de trabalho”, diz.

No trimestre encerrado em janeiro de 2025, a taxa ficou em 6,5%, abaixo dos 6,8% do período terminado em fevereiro. Mas o IBGE não faz a comparação entre os intervalos imediatamente seguidos, pois há meses que se repetem nos dois períodos (dezembro e janeiro), o que distorce a comparação.

Ocupados e carteira assinada

No trimestre encerrado em fevereiro, a população ocupada no país era de 102,7 milhões de pessoas. O contingente é 1,2% menor que o do período terminado em novembro (1,2 milhão de pessoas a menos), mas 2,4% maior que o do mesmo período do ano passado (2,4 milhões de pessoas a mais).

A pesquisa do IBGE aponta ainda que o país alcançou recorde no número de trabalhadores com carteira assinada. Eram 39,6 milhões de contratos, o maior volume desde o início da série histórica, em 2012. Em um ano, foram 1,6 milhões de pessoas a mais (+4,1%) com a carteira assinada.

O estudo do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja emprego com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

A taxa de informalidade – trabalhadores que não têm garantidos direitos como férias, contribuição para a Previdência Social e 13º salário – teve “ligeira redução”, indo a 38,1% da população ocupada, o que representa 39,1 milhões de trabalhadores informais. Tanto no trimestre encerrado em novembro e no mesmo período de 2024, a taxa estava em 38,7%.



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