quarta-feira, maio 27, 2026

Autor: Redação

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Trabalhos para estimativa da safra 2025-2026 já foram iniciados



Os agentes estão realizando a derriça das plantas


Foto: Fundecitrus

Os trabalhos do departamento de Pesquisa de Estimativa de Safra (PES) para anúncio da safra 2025-2026 já começaram. Os agentes estão realizando a derriça das plantas, e os frutos estão sendo enviados para contagem e pesagem.

Fernando Delgado, supervisor da PES, explica que esse é um momento fundamental para a coleta de dados que servirão como base para a estimativa. “Os frutos chegam aqui no barracão, vindos de toda parte do cinturão citrícola, e fazemos todo o processo de separação por florada, contagem e pesagem. Com isso, no dia 9 de maio, poderemos divulgar a estimativa da próxima safra”, detalha.

A pesquisa utiliza imagens de satélite em alta definição, que permitem a identificação dos pomares de citros. As propriedades citrícolas são visitadas por agentes do Fundecitrus, que medem e identificam todos os talhões de citros, coletando dados como quantidade e variedade. As informações sobre cada pomar são mantidas em sigilo. Os dados são contabilizados e agrupados por região, garantindo o anonimato dos participantes.

O trabalho segue um rigoroso protocolo metodológico, assegurando que as informações coletadas sejam precisas e representativas da realidade do setor citrícola.





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Pesquisadores do Fundecitrus participam de conferência e visitam instituições na Austrália para fortalecer parcerias no controle do greening


Nas últimas semanas, os pesquisadores do Fundecitrus Juan Arenas, Mônica Neli Alves e Sílvio Lopes participaram do XXIII Conference of the International Organization of Citrus Virologists, realizado em Mildura, uma das maiores regiões produtoras de frutas cítricas da Austrália.

Durante o evento, a pesquisadora Mônica Neli Alves apresentou os avanços das pesquisas conduzidas pelo Fundecitrus, que exploram o uso de espécies oceânicas no melhoramento genético de citros resistentes ao greening. Já o pesquisador e consultor do Fundecitrus Sílvio Lopes apresentou um panorama comparativo entre duas das principais doenças da citricultura mundial: o greening e a clorose variegada dos citros (CVC).

Além do evento, os pesquisadores também visitaram a Queensland University of Technology (QUT), universidade australiana de ensino e pesquisa localizada em Brisbane, e a Bundaberg Research Station – Department of Agriculture and Fisheries (DAF), um departamento do governo australiano que apoia pesquisas em agricultura, pesca e silvicultura, situado em Bundaberg. O objetivo da visita foi fortalecer a parceria já estabelecida com o DAF, por meio do melhorista de citros Malcolm W. Smith, visando o desenvolvimento de citros resistentes à bactéria causadora do greening.

Para Mônica Neli Alves, essa parceria é fundamental, considerando que o continente da Oceania é o centro de origem das espécies Microcitrus e Eremocitrus, previamente identificadas como resistentes à bactéria associada à presença do greening. “Desde 2021, interagimos com equipes de instituições australianas devido aos estudos com as espécies Microcitrus e Eremocitrus, conhecidas como limão-caviar (Finger Lime) e lima-do-deserto (Desert Lime). Estudos demonstraram que essas espécies são menos suscetíveis e, em alguns casos, resistentes à Candidatus Liberibacter asiaticus, bactéria associada ao greening”, explica.

A pesquisadora destaca que essas espécies são sexualmente compatíveis com citros comerciais (laranjas, limas, limões e tangerinas), originários da Ásia. “Por esse motivo, são materiais extremamente importantes para a identificação de genes de resistência e marcadores moleculares a serem incorporados no programa de melhoramento genético do Fundecitrus, visando um controle mais sustentável e eficiente da doença”, conclui.





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Reunião com citricultores de Brotas e Pirangi reforça medidas de controle do greening



Ao todo, cerca de 40 produtores participaram das reuniões


Foto: Fundecitrus

O Fundecitrus realizou, na última quarta-feira (26), reuniões com citricultores dos municípios paulistas de Brotas e Pirangi para reforçar o controle da população de psilídeo e manejo do greening.

Em Brotas, o encontro foi ministrado pelo engenheiro-agrônomo do Fundecitrus Murilo Piccin, que destacou os índices de captura de psilídeos na região e a necessidade de fortalecer ações que promovam impacto direto na mitigação da doença.

Em Pirangi, o engenheiro-agrônomo Olavo Bianchi ressaltou a necessidade de os produtores darem continuidade ao trabalho que vêm desenvolvendo no controle do inseto, uma vez que os índices de captura apresentaram uma queda na região.

Ao todo, cerca de 40 produtores participaram das reuniões realizadas nos dois municípios. 





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entenda os motivos da alta no preço



Onda de calor impacta colheita




Foto: Canva

O preço do tomate longa vida apresentou alta expressiva nas últimas semanas. Na Ceasa Serra, o quilo foi cotado a R$ 4,00, enquanto na Ceasa Porto Alegre, o valor chegou a R$ 5,00. Os produtores que vendem para intermediários receberam entre R$ 3,00 e R$ 3,50 por quilo, dependendo do calibre do fruto.

O aumento nos preços é atribuído à menor oferta do produto em março, reflexo da onda de calor que antecipou a colheita em fevereiro. “A redução dos volumes disponíveis no mercado impactou diretamente os preços”, aponta o relatório.

O tomate longa vida, que estava a R$ 5,00/kg, chegou a R$ 7,50/kg, uma alta de 50%. A tendência de valorização é comum entre o fim de março e o início de abril, período de encerramento da safra. Em anos anteriores, o quilo do tomate atingiu R$8,00, e a expectativa é de que o cenário se repita em 2025.





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Conab lança concurso público para 403 vagas; salários podem passar de R$ 8 mil



A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) publicou, nesta sexta-feira (28), no Diário Oficial da União, o edital do novo concurso público nacional da empresa. A Conab oferece 403 vagas, e a remuneração inicial para o cargo de nível médio é de R$ 3.459,87. Para cargos de nível superior, o salário é de R$ 8.140,88.

O processo, organizado pelo Instituto Consulpam, está com inscrições abertas de 14 de abril a 15 de maio. As provas objetivas e discursivas estão programadas para 13 de julho deste ano, com aplicação em todas as capitais brasileiras.

Há oportunidades para assistente, cargo que exige nível médio completo ou médio com formação técnica em tecnologia da informação, contabilidade e técnico agrícola. E para o cargo de analista, que requer nível superior em diversas áreas.

Entre as graduações aceitas estão administração, contabilidade, arquitetura, engenharias (civil, elétrica, mecânica, de alimentos, agrícola e agronômica), nutrição, psicologia, economia, gestão do agronegócio, arquivologia, direito, estatística, jornalismo, marketing, letras, pedagogia e tecnologia da informação.

Os candidatos interessados devem acompanhar possíveis atualizações no cronograma pelo site oficial do Instituto Consulpam. O valor da inscrição é de R$ 50 para cargos de nível médio e de R$ 80, para os de nível superior.

Segundo a Conab, o concurso prevê vagas para diferentes regiões do país e tem como objetivo renovar e fortalecer o quadro de funcionários. A companhia reforça a necessidade de manter a eficiência nas operações de abastecimento e segurança alimentar e nutricional no Brasil.

Os aprovados atuarão em diversas áreas estratégicas da companhia, desde o planejamento até a execução de políticas públicas relacionadas aos setores agrícola e alimentar.



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saiba como as cotações encerraram a semana



O mercado brasileiro teve ritmo de negócios travado nesta sexta-feira (28). Mas houve avanço na fixação de oferta em várias localidades, como em São Paulo e Paraná.

Por outro lado, de acordo com a análise da consultoria Safras & Mercado, os consumidores começam adotar uma postura mais retraída nas negociações, tentando preços mais fracos para o milho.

Nos próximos dias os agentes devem prestar atenção no relatório de intenção de plantio dos Estados Unidos, no clima no Brasil e nas questões de logística. O movimento dos futuros do milho segue como ponto de especulação.

Preços da saca de milho hoje

Porto de Santos (SP): de R$ 78 a R$ 85

Porto de Paranaguá (PR): de R$ 78 a R$ 85,

Cascavel (PR): de R$ 78 a R$ 80

Mogiana (SP): de R$ 88 a R$ 90

Campinas (SP): de R$ 90 a R$ 92

Erechim (RS): de R$ 79 a R$ 81

Uberlândia: de R$ 80 a R$ 83

Rio Verde (GO): de R$ 79 a R$ 82

Rondonópolis: de R$ 82 a R$ 85

Milho na Bolsa de Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fechou a sessão do dia com baixa nos preços para o milho. O mercado foi pressionado por uma expectativa de que o plantio nos Estados Unidos aumente neste ano, consolidando uma semana baixista.

No período, a posição maio/25 acumulou queda de 2,36%. A fraqueza do dólar frente a outras moedas correntes, por outro lado, limitou perdas ainda mais expressivas na sessão.

Os investidores ainda operaram em compasso de espera pelo relatório de intenção de plantio do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), previsto para 31 de março. As projeções iniciais apontam para um possível aumento da área de milho em detrimento da soja, o que pode influenciar os preços no curto prazo.

No relatório de intenção de plantio de 31 de março, o USDA deve indicar área maior que os 94 milhões de acres apontados na estimativa divulgada em fevereiro, durante o Fórum Anual do Departamento.

Pesquisa realiza pela agência Dow Jones indica que o mercado está apostando em número de 94,165 milhões de acres, enquanto a Agência Reuters projeta uma área de 94,361 milhões de acres.

No ano passado, os americanos semearam 90,594 milhões de acres de milho. A média das projeções oscila entre 90,4 milhões e 96,6 milhões de acres.

Os estoques trimestrais norte-americanos de milho na posição 1o de março de 2025 deverão ficar abaixo do número indicado pelo USDA em igual período do ano passado.

A projeção é de analistas e corretores entrevistados pelas agências internacionais, que indicam estoques trimestrais de 8,195 bilhões de bushels. Em igual período do ano anterior, o número era de 8,352 bilhões de bushels.

  • Na sessão, os contratos de milho com entrega em maio de 2025 fecharam a US$ 4,53 1/4 por bushel, baixa de 3,25 centavos de dólar, ou 0,72%, em relação ao fechamento anterior.
  • A posição julho de 2025 fechou a sessão a US$ 4,60 por bushel, recuo de 2,00 centavos de dólar, ou 0,43%, em relação ao fechamento anterior.



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Tecnologia regulariza lotes da reforma agrária



Os recibos podem ser consultados digitalmente



Os recibos podem ser consultados digitalmente
Os recibos podem ser consultados digitalmente – Foto: Pixabay

Uma nova ferramenta digital desenvolvida pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em parceria com a Agência de Inovação Zetta/UFLA, está transformando a regularização ambiental de assentamentos rurais no Brasil. O Módulo Lote CAR (MLC) individualiza o cadastro dos lotes no Sistema de Cadastro Ambiental Rural (SICAR), garantindo segurança jurídica aos assentados e facilitando o acesso a políticas públicas. O projeto conta com a colaboração do Serviço Florestal Brasileiro e da Agência Alemã de Cooperação Técnica.

O MLC permite a individualização dos lotes digitalmente por meio da divisão do assentamento dentro do sistema. Um servidor do Incra ou colaborador autorizado analisa as informações do lote e, após validação, o sistema gera um arquivo .CAR, sincronizando automaticamente os dados com o SICAR. Caso esteja em conformidade, um recibo de registro no Cadastro Ambiental Rural é emitido, documento essencial para acesso a créditos e programas de incentivo.

Os recibos podem ser consultados digitalmente, por unidades do Incra e instituições parceiras, garantindo mais transparência e segurança nas informações. Com a regularização ambiental concluída, os assentados podem acessar créditos rurais, projetos de infraestrutura e programas de assistência técnica. Essa inovação reforça o compromisso com a modernização da reforma agrária, agilizando processos e ampliando oportunidades para a agricultura familiar no Brasil.

“Pode-se afirmar que o Módulo Lote CAR (MLC) constitui uma ramificação do Sistema de Cadastro Ambiental Rural (SICAR). A Zetta, por sua vez, destaca-se como a instituição detentora do maior conhecimento e expertise em relação à plataforma do SICAR, uma vez que, em conjunto com o Serviço Florestal Brasileiro, foi responsável pelo desenvolvimento do sistema. Dessa forma, a agência – munida de todo o arcabouço técnico e jurídico que envolve o MLC – desempenha um papel fundamental no processo de aprimoramento contínuo e na evolução do sistema”, destaca a equipe Zetta.

 





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cotações favorecem bons negócios, diz consultoria; veja preços da saca hoje



O mercado brasileiro de soja teve mais um dia de bastante movimento nesta sexta-feira (28), especialmente nos portos. Os preços domésticos ficaram mistos, acompanhando a volatilidade da Bolsa de Chicago.

A alta do dólar contribuiu para esse cenário, ainda que os prêmios tenham recuado no mercado spot, resultando em oscilações nas cotações ao longo do dia.

Conforme a consultoria Safras & Mercado, apesar do alto custo logístico, o contexto de cotações firmes favoreceu bons negócios. O produtor, querendo ou não, tem vantagem em negociar nesses níveis. É possível que a comercialização na semana tenha ficado entre 1,5 milhão e 2 milhões de toneladas.

Confira os preços da saca de soja hoje

  • Passo Fundo (RS): queda de R$ 131 para R$ 130
  • Santa Rosa (RS): queda de R$ 132 para R$ 131
  • Porto de Rio Grande (RS): queda de R$ 137 para R$ 134
  • Cascavel (PR): mantido em R$ 127
  • Porto de Paranaguá (PR): mantido em R$ 134
  • Rondonópolis (MT): mantido em R$ 116,
  • Dourados (MS): alta de R$ 118 para R$ 119
  • Rio Verde (GO): mantido em R$ 115

Soja na Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira em alta. Na semana, o ganho acumulado na posição maio ficou em 1,56%.

A perspectiva de uma menor área a ser plantada nos Estados Unidos em 2025 garantiu a elevação.

Na próxima segunda-feira (31), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) vai divulgar o seu relatório de intenção de plantio. A previsão deverá indicar área menor que a estimativa divulgada em fevereiro, durante o Fórum Anual do Departamento.

Pesquisa realizada pela agência Dow Jones indica que o mercado está apostando em número de 83,76 milhões de acres.

No ano passado, os americanos semearam 87,05 milhões de acres. A média das projeções oscila entre 82,5 milhões e 85,5 milhões de acres.

Se a expectativa do mercado for confirmada, o USDA vai indicar um número inferior aos 84 milhões de acres indicados durante o fórum.

A área de soja deverá ficar abaixo da de milho, projetada em 94,17 milhões de acres, contra 90,59 milhões do ano anterior.

Também na segunda será divulgado o relatório com a posição dos estoques americanos em 1º de março. O mercado espera estoques em 1,895 bilhão de bushels. Em igual período do ano passado, o número era de 1,845 bilhão. Em dezembro, os estoques estavam em 3,1 bilhões de bushels.

Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 6,25 centavos de dólar ou 0,61% a US$ 10,23 por bushel.

A posição julho teve cotação de US$ 10,37 1/4 por bushel, ganho de 6,75 centavos ou 0,65%.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com baixa de US$ 1 ou 0,33% a US$ 293,50 por tonelada.

No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 45,16 centavos de dólar, com alta de 0,89 centavo ou 2,01%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,05%, sendo negociado a R$ 5,7609 para venda e a R$ 5,7589 para compra.

Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7464 e a máxima de R$ 5,7819. Na semana, a moeda teve valorização de 0,79%.



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preço volta a subir com oferta curta e boa demanda; confira



O mercado físico do boi gordo volta a conviver com elevação em seus preços, particularmente em Mato Grosso, praça onde a valorização da arroba foi mais acentuada.

As escalas de abate não apresentam avanços consistentes, mantendo-se entre cinco e sete dias úteis na média nacional, de acordo com levantamento da consultoria Safras & Mercado.

A expectativa em torno da demanda no decorrer da primeira quinzena de abril aponta para elevação dos preços da carne no atacado, o que por sua vez é outro elemento motivador para recuperação dos preços da arroba.

Por fim, merece atenção o expressivo fluxo de exportação, com o Brasil caminhando a passos largos para mais um recorde histórico, disse o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias.

Preços médios da arroba de boi gordo hoje

São Paulo: R$ 319,17

Goiás: R$ 300,88

Minas Gerais: R$ 300,88

Mato Grosso do Sul: R$ 308,98

Mato Grosso: R$ 307,70.

Atacado

O mercado atacadista se deparou com preços firmes durante esta sexta-feira (28). Segundo Iglesias, a expectativa ainda é de elevação dos preços no curto prazo, em linha com a entrada dos salários na economia, somado ao adicional de consumo relacionado ao Domingo de Páscoa.

Com o encurtamento das escalas de abate, os frigoríficos se deparam com estoques apertados, o que deve aumentar a agressividade na compra de gado, mesmo que de maneira momentânea, pontuou Iglesias.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 25,50 o quilo. O quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 18,50 o quilo. A ponta de agulha ainda é precificada a R$ 17,50 o quilo.



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perspectivas de Rubia Soares na CIWF


 Rubia Soares é gerente Sênior de Negócios Alimentares

Em uma indústria definida por cadeias de suprimentos complexas e expectativas dos consumidores em constante evolução, a Gerente Sênior de Negócios Alimentares Rubia Soares está trabalhando para fazer a diferença. Atuando principalmente nas regiões da Ásia-Pacífico e da América Latina, Rubia trabalha para apoiar empresas em diversos setores da indústria de alimentos  para fortalecer suas políticas e práticas de bem-estar dos frangos de corte.

Há cinco anos Rubia trabalha na Compassion in World Farming (CIWF), uma organização internacional de referência e dedicada ao bem-estar animal. O objetivo da CIWF é transformar a pecuária e reformular o sistema alimentar para beneficiar a vida dos animais, das pessoas e da saúde do planeta.

De profissional da indústria a defensora de mudanças

Com 15 anos de experiência prévia na indústria global de carnes, Rubia já trabalhou em diversos setores, incluindo processadoras de carne, importadoras, distribuidoras, empresas de comércio e varejistas. Ela compreende os desafios que as empresas enfrentam ao fazer a transição para práticas de bem-estar mais elevadas, mas também enxerga as oportunidades, como a melhoria no bem-estar animal, a maior qualidade dos produtos e o aumento da confiança do consumidor.

Rubia é graduada em Zootecnia pela Universidade de São Paulo, no Brasil, com especialização em produção, processamento e controle de qualidade de carnes. Posteriormente, obteve um MBA em Comércio Internacional, adquirindo um conhecimento aprofundado tanto dos aspectos técnicos quanto comerciais da indústria alimentícia.

Apesar de ter trabalhado muitos anos no comércio internacional, Rubia sempre manteve um forte compromisso com o bem-estar animal e desenvolveu um grande interesse pela produção ética e sustentável. Em 2012, inspirada pelo livro Farmageddon: The True Cost of Cheap Meat, de Philip Lymbery, CEO global da CIWF, que expõe os impactos da produção pecuária industrial, ela se engajou profundamente na missão da CIWF. Quando surgiu a oportunidade de se juntar à organização, ela não hesitou.

“Percebi que era hora de me reconectar com a paixão que me levou a me tornar Zootecnista”, reflete. “Estava determinada a me dedicar a melhorar o bem-estar animal e promover mudanças significativas na produção de alimentos.”

Rubia também é uma Oficial de Bem-Estar Animal certificada, treinada pela Universidade de Bristol e pela Animal Welfare Training Ltd, especializada no bem-estar de frangos de corte em todos os estágios de produção, incluindo incubação, granja, transporte e abate.

Rubia Soares / Divulgação

Uma abordagem prática para o bem-estar dos frangos de corte

Na CIWF, Rubia ajuda empresas do setor alimentar a enfrentar os desafios da melhoria do bem-estar dos frangos de corte em suas cadeias de suprimentos, orientando-as em mudanças de políticas, superando obstáculos e apoiando compromissos de longo prazo.

“Minha experiência na indústria de carnes me proporcionou um entendimento sólido sobre como funciona a cadeia de suprimentos dos frangos de corte e todos os elementos que precisam estar alinhados para transformar compromissos de bem-estar em progresso mensurável. Entendo os desafios enfrentados pelas empresas ao fazer mudanças, mas também vejo as oportunidades e soluções que tornam a produção de maior bem-estar uma opção viável”, explica.

Por que o ‘Better Chicken Commitment’ é importante?

Uma iniciativa importante que Rubia apoia ativamente é o Better Chicken Commitment (BCC). Esse conjunto de critérios com respaldo científico estabelece diretrizes claras para a produção responsável de frangos de corte e foi desenvolvido para abordar os principais problemas de bem-estar na criação convencional – raças de crescimento rápido, superlotação, falta de enriquecimento e métodos inadequados de atordoamento – e, ao mesmo tempo, garantir que as soluções permaneçam práticas, escalonáveis e economicamente viáveis.

“O que torna o BCC especialmente importante”, diz Rubia, “é sua base científica sólida. Ele fornece um modelo baseado em evidências para melhorar o bem-estar dos frangos de corte, ao mesmo tempo em que faz sentido do ponto de vista empresarial.”

Da esquerda para a direita: Laurent Opportune – Managing Director of Prosun Farm Co., Ltd. (Klong Phai Farm), Dr. Sureerat Phuvasate – Quality Assurance Manager at Betagro Group, Dr. Andrew Butterworth – Animal Welfare Training Ltd, e Rubia Soares – CIWF / Divulgação

Muitas empresas estão cada vez mais conscientes dos riscos reputacionais e financeiros associados a práticas de bem-estar precárias, incluindo interrupções na cadeia de suprimentos, crescente demanda dos consumidores por produtos de maior bem-estar e mudanças regulatórias em diversos mercados. O BCC ajuda as empresas a preparar suas cadeias de suprimentos para o futuro, adaptando-se às expectativas do mercado e assumindo um papel de liderança na produção alimentar ética.

“O BCC é viável e sustentável, fornecendo um caminho para que produtores e empresas do setor alimentício façam a transição sem comprometer sua rentabilidade”, acrescenta.

Rubia apoia as empresas na compreensão dos passos necessários para cumprir o BCC, compartilhando casos de sucesso, conectando-as com os parceiros certos e oferecendo orientação técnica para garantir que se sintam confiantes na transição.

Celebrando o progresso na indústria alimentícia

Além de oferecer suporte para melhorias nas políticas e cadeias de suprimentos das empresas do setor alimentício, a CIWF reconhece as empresas que tomam medidas concretas por meio do Good Farm Animal Welfare Awards, premiação anual que celebra empresas que fazem avanços significativos no bem-estar animal em suas cadeias produtivas.

“Na Compassion, focamos na colaboração positiva, e as premiações celebram as empresas que fazem a diferença ao atender a critérios-chave de bem-estar para os animais em suas cadeias de suprimentos dentro do prazo de cinco anos. Esse reconhecimento é extremamente motivador para a indústria – é a minha época favorita do ano”, afirma Rubia.

No ano passado, em Paris, a produtora brasileira de ovos Planalto Ovos foi reconhecida no programa de premiação da CIWF por seu compromisso com o bem-estar animal. A empresa recebeu o Good Egg Award, destacando seus esforços para melhorar as condições de produção das galinhas poedeiras, encerrando o uso de sistemas em gaiolas.

Da esquerda para a direita: Renata de Freitas Ferreira Mohallem – Analista da Qualidade, Daniel Mohallem – Diretor da Planalto Ovos Ltda, Rubia Soares – Gerente Sênior de Negócios Alimentares e Philip Lymbery – CEO Global da Compass / Divulgação

Olhando para o futuro: o que vem a seguir para o bem-estar dos frangos de corte?

Rubia imagina um futuro em que o bem-estar animal seja o pilar central de um sistema alimentar responsável e resiliente. “Ainda há um longo caminho a percorrer, mas cada passo adiante importa”, ressalta. “Vejo um futuro em que nossos sistemas alimentares sejam reinventados para priorizar o bem-estar dos animais, a saúde do nosso planeta e a resiliência das nossas comunidades. O trabalho dos vencedores de nossas premiações e dos adotantes do Better Chicken Commitment está promovendo mudanças reais em direção a esse futuro. Ainda há muito a ser feito, mas sou grata por contribuir para esse trabalho transformador por meio da minha função na Compassion.”

Se sua empresa deseja saber mais sobre a CIWF, entre em contato pelo e-mail: [email protected]

Sobre Rubia Soares

Rubia ingressou na Compassion para se reconectar com o motivo principal pelo qual se tornou Zootecnista e para se dedicar à produção ética e sustentável de produtos de origem animal. Ela possui graduação em Zootecnia pela Universidade de São Paulo (Brasil) e especialização em produção de carne, processamento e controle de qualidade de produtos alimentícios. Além disso, tem um MBA em Comércio Internacional e trabalha há 15 anos na indústria da carne, atuando em diferentes tipos de empresas, como processadoras de carne, importadoras e distribuidoras, empresas de comércio e varejistas.





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