quarta-feira, maio 27, 2026

Autor: Redação

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Mercado do feijão mantém alta



O mercado segue em trajetória de alta



No Noroeste de Minas Gerais, a relevância do setor ficou evidente
No Noroeste de Minas Gerais, a relevância do setor ficou evidente – Foto: Canva

Os produtores do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul comemoram a venda do feijão acima de R$ 280 por saca FOB, apesar das adversidades climáticas. Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE), o calor extremo e a falta de chuvas impactaram a produtividade nas três regiões, embora os efeitos variem conforme a cultivar, o manejo adotado e o estágio de desenvolvimento das plantas no momento da exposição às condições climáticas adversas.  

O mercado segue em trajetória de alta, com Minas Gerais registrando valores de até R$ 285 por saca. A tendência é de valorização ao longo de abril, com a consolidação dos preços reforçando a estabilidade do setor. Apesar da existência de estoques em algumas regiões produtoras, não há expectativa de pressão para queda nas cotações. Já no segmento do Feijão-preto, os negócios seguem escassos, aproximando-se do preço mínimo de R$ 152.  

No Noroeste de Minas Gerais, a relevância do setor ficou evidente durante o evento “Pulse Day”, que reuniu especialistas para debater o futuro da cultura. Um dos principais temas discutidos foi a necessidade de fortalecer a imagem do Feijão no mercado, adotando estratégias que humanizem a produção. A proposta é substituir o conceito de “agronegócio”, mais associado às commodities, pelo termo “agroalimentos”, destacando a origem e o impacto social da cultura.  

Com perspectivas de novos aumentos nos preços e maior atenção ao marketing do produto, o setor do Feijão se fortalece, garantindo melhores retornos aos produtores e reafirmando sua importância no cenário agrícola nacional.

 





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Tarifas de Trump e todos os destaques da semana na economia: ouça especialista do PicPay


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que, após forte alta, o Ibovespa recuou para 131 mil pontos e o dólar subiu, fechando em R$ 5,76. Os juros futuros avançaram, refletindo um mercado de trabalho aquecido.

Nos Estados Unidos o núcleo do PCE superou expectativas, aumentando as incertezas sobre a política do Fed.

Nesta semana, os investidores acompanham as tarifas americanas, o Payroll e indicadores de atividade como produção industrial e IGP-DI.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Atenção, candidatos! Vejam as próximas etapas do Concurso Embrapa



Já estão disponíveis no site do Cebraspe o link para consulta individual aos gabaritos oficiais preliminares das provas objetivas e o padrão preliminar de respostas da prova discursiva da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A divulgação ocorreu na sexta-feira (28).

A aplicação das provas objetivas e discursivas do concurso aconteceu no domingo passado (23) em 288 locais distribuídos em 50 cidades de todo o país. Segundo a diretora de Administração da Embrapa, Selma Beltrão, a execução das provas aconteceu sem intercorrências significativas e questões pontuais foram prontamente sanadas.

Próximas etapas do concurso da Embrapa

No dia 22 de abril, o Cebraspe divulgará o edital de resultado final das provas objetivas, com resultado provisório da prova discursiva e de convocação para a prova prática (para os cargos em que esta questão é solicitada).

As datas e os períodos estabelecidos no cronograma podem passar por ajustes e os candidatos devem consultar o site do Cebraspe para acompanhar as atualizações. Outras informações podem ser obtidas no portal do Cebraspe e nos canais de comunicação: [email protected] / 61 3448-0100 – 0800 722 1125.



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CNA inicia júri técnico do Prêmio Brasil Artesanal de Geleias



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) deu início, nesta semana, ao júri técnico do Prêmio Brasil Artesanal de Geleias, que avaliou 245 amostras de geleias produzidas por pequenos e médios produtores.

Durante dois dias, especialistas renomados nacionalmente realizaram uma análise detalhada dos produtos, sem acesso aos rótulos, garantindo total imparcialidade. Ao final, dez geleias serão selecionadas para a próxima fase, a avaliação popular, onde o público terá a oportunidade de conhecer e votar nos seus produtos favoritos.

O diretor técnico adjunto da CNA, Maciel Silva, ressaltou a importância da avaliação criteriosa, destacando que o prêmio tem como objetivo agregar valor aos produtos e fortalecer a conexão entre o campo e a cidade. “Esse concurso é uma oportunidade para os produtores saírem do mercado tradicional e entenderem o que os consumidores esperam em termos de qualidade, padrão e apresentação”, afirmou.

João Paulo Franco, coordenador de Produção Animal da CNA, também participou da abertura e enfatizou que a premiação pode impactar positivamente a vida das famílias envolvidas na produção das geleias. “Após o júri técnico, o produtor saberá como melhorar seu produto, e essa contribuição é fundamental para o desenvolvimento da cadeia”, disse.

Fernanda Regina, assessora técnica da CNA, compartilhou sua satisfação por realizar o primeiro concurso de geleias do Brasil, destacando que o concurso ajudará a reconhecer o trabalho dos artesãos e produtores da cadeia.

Após a avaliação técnica, os dez produtos selecionados serão avaliados por um júri popular, composto por consumidores. Os rótulos continuarão ocultos para garantir a imparcialidade. Na última fase, uma comissão especial analisará as histórias por trás das geleias finalistas.

Os cinco vencedores de cada categoria, simples e mista, receberão prêmios em dinheiro, e os três primeiros colocados serão agraciados com o Selo de Participação Ouro, Prata e Bronze, reconhecendo a excelência no concurso.



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Chimpanzé vítima de narcotraficantes recebe refúgio no Brasil



Yoko é um chimpanzé de 38 anos com uma história marcante. Ele foi resgatado, em 2018, de narcotraficantes colombianos que o treinaram para imitar humanos. O animal vivia vestido, aprendeu a andar de bicicleta, a fumar e tornou-se viciado em televisão.

O chimpanzé passou quase dois anos sozinho depois que seus companheiros, Chita e Pancho, foram mortos a tiros ao fugirem do Bioparque Ukumari, em 2023. Nos últimos anos, Yoko vivia sob os cuidados de especialistas, sendo o último grande primata mantido em cativeiro na Colômbia.

Para dar fim a esse pesadelo, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) autorizou a vinda do animal ao Brasil. A viagem começou na cidade de Pereira, na Colômbia. De lá, ele seguiu para Bogotá, com destino a Campinas (SP), onde foi recebido no Aeroporto Internacional de Viracopos.

Yoko ficará em um santuário de grandes primatas em Sorocaba, onde passará por uma quarentena e dois tratamentos de amplo espectro contra endo e ectoparasitas: um no início do período de isolamento e outro entre três e cinco dias antes do fim desse período.

Por 30 dias, o chimpanzé ficará separado dos outros animais do local e sob a supervisão do veterinário responsável pela instituição. Durante esse período, ele será frequentemente monitorado quanto à ocorrência de sinais clínicos de doenças infectocontagiosas.

Segundo técnicos da Superintendência de Agricultura e Pecuária em São Paulo (SFA-SP), esse período poderá ser estendido a critério da autoridade veterinária, que acompanhará a investigação e a resolução de eventuais suspeitas de doenças reportadas pelo veterinário responsável.

Após o fim do isolamento, caso não haja qualquer evidência de transmissão de doenças entre os animais, Yoko se juntará a um grupo de primatas que vivem no santuário.



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Votação do Prêmio Personagem Soja Brasil vai até 7 de abril; faça sua parte!



A contagem regressiva para o encerramento da votação do Prêmio Personagem Soja Brasil já começou! Faltam apenas poucos dias para o término da computação dos votos, que se encerra no dia 7 de abril. Vote aqui!

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A premiação tem como objetivo reconhecer os profissionais que impulsionam o crescimento e o protagonismo da soja brasileira, uma das principais culturas do país, no cenário global.

O processo de votação é simples e rápido. Para participar, basta acessar o link disponível, preencher seus dados e votar nos produtores e pesquisadores que, com seu trabalho, têm contribuído para o desenvolvimento e a sustentabilidade da soja no Brasil. Não perca a chance de prestigiar quem faz a diferença no setor!

Conheça os personagens do Prêmio Soja Brasil:

Alberto Schlatter é produtor rural em Chapadão do Sul, no Mato Grosso do Sul. Natural de uma família suíça que se estabeleceu no Brasil em 1921, Alberto combina tradição e inovação na sua prática agrícola, destacando-se no cultivo de soja. Sua história reflete a evolução da agricultura no país, mantendo sempre o compromisso com o crescimento sustentável.

Anderson Cavenaghi é pesquisador da Universidade de Várzea Grande (UNIVAG) em Mato Grosso. Com doutorado em proteção de plantas, Anderson é especialista no controle de plantas daninhas e herbicidas, áreas essenciais para garantir a produtividade e sustentabilidade das lavouras no Cerrado brasileiro.

Cecilia Czepak, professora da Escola de Agronomia da Universidade Federal de Goiás (UFG), traz 26 anos de experiência em ensino e pesquisa. Focada no manejo integrado de pragas, Cecilia é uma das líderes acadêmicas que contribui para o aprimoramento das práticas agrícolas no Brasil, especialmente em relação ao controle de pragas na soja.

Claudia D’Agostini, produtora rural em Sabáudia, Paraná, assumiu a fazenda da família junto com sua irmã. Continuando o legado de seu pai, Claudia tem se destacado como uma importante produtora no estado, sempre buscando inovações que promovam a sustentabilidade e a produtividade na soja.

Julio Cezar Franchini, pesquisador da Embrapa Soja no Paraná, atua em pesquisas voltadas para o manejo de solos. Seu trabalho contribui diretamente para o aumento da produtividade, qualidade e sustentabilidade da soja, áreas para o sucesso do setor agrícola no Brasil.

Oliverio Alves de Melo é produtor rural em Balsas, Maranhão, e tem uma formação técnica em agropecuária e administração de empresas. Desde 1995, Oliverio tem se dedicado ao desenvolvimento agrícola da região, integrando programas de cooperação como o Programa de Cooperação Nipo-Brasileira para o Desenvolvimento do Cerrado.

Esses são apenas alguns dos nomes que representam o trabalho árduo e inovador dos produtores e pesquisadores do setor de soja. Se você ainda não votou, não deixe de participar e dar seu apoio a esses profissionais que são verdadeiros protagonistas da soja brasileira.

Lembre-se: a votação vai até o dia 7 de abril. Acesse o link, escolha seu personagem favorito e ajude a reconhecer quem mais contribui para o crescimento da soja no Brasil!



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Chuvas aumentam risco de perdas na safra de soja em MT



O colheita da safra de soja no estado de Mato Grosso tem sido marcado por preocupação no campo. O excesso de chuvas tem afetado as lavouras, o que impede o avanço das máquinas no solo encharcado e atrasando o escoamento da produção. Com isso, muitos agricultores optam por esperar a confirmação da colheita antes de fechar novos contratos de venda. Você pode acessar à matéria completa no episódio 32 do programa Soja Brasil.

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Em diversas regiões do estado, a apreensão é crescente. O produtor Célio Riffel, de Sinop, ainda tem 40% da safra para comercializar e destaca a instabilidade dos preços como um fator de incerteza. Ele observa que a demanda parece enfraquecida e que, dependendo das notícias, os preços variam, dificultando a definição de uma média este ano. Para aqueles que colherem abaixo de 70 sacas por hectare, pode haver dificuldades para honrar compromissos, considerando os custos operacionais e arrendamentos.

Situação semelhante ocorre em Nova Mutum, onde produtores estão frustrados com a desvalorização do grão e a retração do mercado comprador. O preço não apresenta melhora, e o mercado parece aguardar o desfecho da safra. A expectativa é que seja possível girar o capital para a próxima temporada.

Em Sorriso, maior município produtor de soja do Brasil, a comercialização da safra está em um dos patamares mais baixos dos últimos cinco anos. Segundo o Sindicato Rural local, a redução dos preços e o temor de quebras de safra levaram os produtores a adotarem uma postura mais cautelosa. Para evitar penalidades por descumprimento de contratos, tornou-se natural que os agricultores retenham um pouco mais as vendas.

O custo operacional efetivo em Sorriso varia entre 55 e 57 sacas de soja por hectare, agravado por juros elevados que obrigaram muitos produtores a captarem recursos no ano anterior. A rentabilidade da safra é essencial para equilibrar as finanças e viabilizar novos investimentos na próxima temporada. O setor aponta que uma segunda safra rentável, seja de milho ou algodão, será fundamental para a manutenção dos investimentos na região.

Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), até março, 54,9% da safra 2024/2025 já havia sido comercializada, um crescimento de seis pontos percentuais em relação ao mês anterior. No entanto, o volume ainda está abaixo da média dos últimos cinco anos, quando 62,36% da produção já tinha sido negociada nesse período.



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Concurso Embrapa: atenção à divulgação do resultado!



As provas objetivas e discursivas do Concurso Embrapa foram realizadas no domingo, 23 de março, em 288 locais distribuídos por 50 cidades de todo o Brasil. Com a aplicação das provas concluída sem intercorrências, o próximo passo é a divulgação do resultado, prevista para o dia 22 de abril de 2025. A publicação trará o resultado definitivo das provas objetivas, o resultado provisório da prova discursiva, e a convocação para a prova prática, caso o cargo exija essa etapa.

Para os candidatos que aguardam os resultados, a Embrapa informa que, além do resultado final das provas objetivas, com as pontuações definitivas, será divulgado o resultado provisório da prova discursiva, que poderá ser contestado por meio de recurso, caso necessário.

A convocação para a prova prática também será publicada para os cargos que exigem essa fase adicional. Este é um momento definitivo para os participantes, pois será a oportunidade de conferir o desempenho nas etapas anteriores e se preparar para os próximos passos, conforme o cargo pretendido.

É orientado que todos os candidatos acompanhem atentamente o portal do Cebraspe, responsável pela organização do concurso, para atualizações sobre os resultados e possíveis convocações. A consulta aos resultados poderá ser feita diretamente no portal, onde também estarão disponíveis as informações sobre os recursos.

Por fim, reforça-se a importância de os candidatos se manterem atualizados em relação ao edital e aos cronogramas, pois ajustes e alterações podem ocorrer. Para dúvidas ou mais informações, os candidatos podem entrar em contato com o Cebraspe através do e-mail [email protected] ou pelos telefones 61 3448-0100 e 0800 722 1125.



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como evitar perdas e garantir rentabilidade na pecuária



O manejo eficiente das pastagens é uma das principais estratégias para garantir o bom desempenho do rebanho na pecuária de corte. A prática impacta diretamente o ganho de peso dos animais, a qualidade da forragem e a conservação do solo, fatores essenciais para a rentabilidade da atividade. O tema foi abordado pelo técnico agrícola e gerente de negócios da Casa da Lavoura Acre, Marcos Vinícius Schmitz, no quadro Raio X da Pecuária, do telejornal Mercado & Cia.

Segundo Schmitz, o manejo de pastagens é um conjunto de ações que busca manter a produção de capim por área, conservar o solo e garantir alimentação nutritiva e regular para os animais. “O objetivo é obter do rebanho a maior quantidade de carne e leite possível por hectare, sem comprometer o desenvolvimento da forrageira”, conta.

Entre os principais fatores que influenciam o manejo, ele destaca a escolha da espécie forrageira, a adubação do solo, o controle de plantas daninhas e a lotação animal por área.

“A escolha da espécie [de forrageira] deve considerar a adaptação ao clima, a resistência a pragas e a palatabilidade para o rebanho. A correção do solo com calcário e a adubação repõem nutrientes essenciais, garantindo o equilíbrio necessário para o crescimento das plantas”, afirma.

No caso da lotação e pressão de pastejo, o técnico ressalta a importância de ajustes conforme o peso dos animais e o tamanho da área. “Superpastejo pode degradar a vegetação, enquanto o subpastejo leva à perda de forragem”, alerta.

Estratégias por fase de produção

Schmitz também pontua que o tipo de manejo varia conforme a fase da produção pecuária: cria, recria ou engorda.

Nas fazendas de cria, os pastos são maiores e os lotes permanecem de uma a duas semanas em cada área, com alternância entre três ou quatro piquetes. Já na fase de recria, o manejo é mais intensivo, com pastos rotacionados e suplementação proteica e energética.

“Algumas propriedades utilizam a recria intensiva a pasto (RIP), com suplementação de 1% a 2% do peso vivo por dia, o que acelera o ganho de peso”, diz.

Na fase de engorda, o manejo pode ser feito com pastagem rotacionada ou convencional, com suplementação adequada para otimizar o desempenho dos animais.

Tecnologias no campo

O uso de tecnologias digitais e de monitoramento também tem contribuído para tornar o manejo mais eficiente e sustentável. Entre as soluções adotadas estão monitoramento via satélite, drones, balanças eletrônicas, softwares de gestão e pulverização automatizada.

Além disso, Schmitz destaca a importância dos sistemas de integração lavoura-pecuária (ILP) e lavoura-pecuária-floresta (ILPF). Esses modelos promovem rotação de culturas, diversificação da produção e melhoria da qualidade do pasto. “Essas estratégias contribuem para o bem-estar animal e para a sustentabilidade das fazendas”, afirma.

Apesar dos avanços tecnológicos, o gerente reforça a importância do treinamento contínuo das equipes no campo. “As tecnologias não substituem a capacitação da mão de obra. É preciso investir em conhecimento para aplicar as ferramentas corretamente e obter os melhores resultados”, finaliza.



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Nova frente fria e temporais de até 200 mm estão na previsão do tempo da semana; confira



O último dia de março e a primeira semana de abril serão marcada por instabilidades e variações significativas no clima em várias regiões do Brasil, segundo previsão da Climatempo e análise do meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller. Uma nova frente fria avança sobre o Sul, elevando o risco de temporais, enquanto o Sudeste e o Centro-Oeste devem receber volumes expressivos de chuva em áreas específicas.

Já a maior parte do Nordeste enfrentará mais uma semana de tempo quente e seco. No Norte, a influência da Zona de Convergência Intertropical mantém o tempo instável, com acumulados que podem chegar a 200 mm em pontos localizados.

Sul

Uma nova frente fria deve avançar sobre a costa do Rio Grande do Sul nesta segunda-feira (31), favorecendo a ocorrência de pancadas de chuva com moderada a forte intensidade, seguida por raios e rajadas de vento.

Não estão descartados eventuais temporais localizados com granizo, sobretudo nas regiões da Fronteira Oeste, Missões, Noroeste, Campanha Gaúcha, sul e leste do estado.

Em Santa Catarina e no Paraná, o fluxo de calor e umidade direcionado sobre a região deve seguir atuando como precursor da formação de instabilidades.

O dia amanhece com a presença de céu aberto e as pancadas de chuva ganham força e se espalham a partir da tarde. Há isco para chuva forte localizada, acompanhada por raios e rajadas de vento, principalmente no oeste catarinense e sul, sudoeste e oeste paranaense.

De acordo com o meteorologista Arthur Müller, a chuvas serão bem distribuídas nos três estados durante a semana, com volume variando entre 40 e 60 mm.

Mas ele alerta para o risco de temporais, principalmente até terça-feira (1º), durante o avanço da frente fria. Todos os estados devem ficar em atenção para a possibilidade de queda de granizo e de rajadas de vento intensas, acima de 70 km/h.

Sudeste

No começo da semana, as instabilidades também devem permanecer associadas ao fluxo de umidade direcionado em baixos níveis da atmosfera, com o avanço da frente fria. Isso vai favorecer a ocorrência de pancadas de chuva em São Paulo e Minas Gerais.

No Espírito Santo, pode haver pancadas isoladas na tarde de segunda, condição ainda bastante associada à entrada de ventos úmidos marítimos.

De acordo com Müller, a semana deve ser marcada por alto volume de chuva no litoral de São Paulo, no Rio de Janeiro e no sul do Espírito Santo. Nessas áreas, o volume pode alcançar 100 mm nos próximos dias, o que pode ocasionar alagamentos e transtornos na área urbana.

No restante dos territórios paulista e capixaba, assim como no centro-sul mineiro, a chuva deve variar entre 30 e 40 mm, ajudando a manter a boa umidade nas áreas produtoras, sem prejudicar os trabalhos em campo.

A região central de Minas Gerais deve manter atenção pois novamente enfrentará um período quente e seco. A temperatura máxima deve voltar ao patamar de 33 ºC a 35 ºC, com umidade relativa do ar abaixo de 30% no decorrer dos próximos dias.

Centro-Oeste

As pancadas de chuva ainda serão registradas em todos os estados da região na segunda-feira. O destaque fica para volumes mais expressivos em Mato Grosso do Sul, em função do avanço da frente fria. Também há previsão de chuva forte no sul de Goiás.

O começo de abril trará diminuição da umidade em boa parte das áreas produtoras, o
que irá contribuir para o produtor finalizar a colheita da soja e a implementação do
milho segunda safra na região, observa o meteorologista do Canal Rural.

Acumulados de 50 mm em cinco dias estão previstos para Mato Grosso do Sul (nas áreas de fronteira com o Paraguai e a Bolívia) e no oeste e norte de Mato Grosso. Nas demais áreas desses estados e no sudoeste de Goiás, a chuva da semana irá girar em torno de 20 mm, o que ainda mantém a boa umidade do ar.

Para o restante do território goiano, a tendência é de uma semana quente e seca, com a temperatura máxima voltando ao patamar de até 35º C e umidade relativa abaixo de 30%.

Nordeste

A entrada de ventos marítimos continua estimulando a ocorrência de chuva isolada na costa leste no início da semana. Há condições para chuva forte em Aracaju (SE) e Maceió (AL).

As instabilidades também devem avançar sobre áreas do sertão ao longo do dia.

No geral, Arthur Müller prevê uma semana mais quente e seca em boa parte das áreas produtoras. Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e centro-sul do Ceará e do Piauí devem registrar em torno de 10 mm de chuva no período, o que agrava a situação das lavouras que se encontram sob déficit hídrico.

No norte do Piauí e do Ceará, bem como em todo o Maranhão, a chuva da semana se mantém na casa de 50 mm.

As projeções meteorológicas indicam que, na virada da primeira para a segunda quinzena de abril, um último pulso de chuva deve abranger todo o Nordeste. Serão pelo menos 40 mm, aliviando a situação de déficit hídrico. Porém, após o retorno dessa umidade, a expectativa é de a chuva já cortar nas áreas onde a falta de água predomina.

Norte

Na costa norte da região, a aproximação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) nesta segunda-feira deve favorecer a ocorrência de chuva entre o Maranhão e o Ceará.

Praticamente todos os estados do Norte devem permanecer sob condição de tempo instável, com temporais no Amazonas, Roraima, Rondônia e Amapá.

A semana terá muita umidade em praticamente todas as áreas. Chuvas de
150 mm a 200 mm são esperadas no Amapá e no noroeste do Pará, especialmente na região de Santarém (PA).

Nas demais áreas paraenses, com exceção do sudeste do estado, e também no Acre e no Amazonas, os acumulados de chuva permanecem na casa de 100 mn nos próximos dias, prejudicando as estradas e afetando a logística na região.

O sudeste do Pará e o centro-norte do Tocantins devem registrar um volume de chuva na casa de 50 mm durante a semana, contribuindo com as lavouras e pastagens.

O tempo fica mais quente e seco no centro-sul do Tocantins, onde a temperatura máxima pode alcançar até 34 ºC, com chuvas passageiras que devem somar de 10 a 15 mm nos próximos dias.



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