segunda-feira, maio 25, 2026

Autor: Redação

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Guerra comercial pressiona mercado do trigo


O mercado internacional do trigo registrou uma leve valorização na última semana. Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente a semana de (04/04 a 10/04), divulgada nesta quinta-feira (10), o contrato do cereal para o primeiro mês cotado em Chicago fechou o dia cotado a US$ 5,38 por bushel, ante US$ 5,36 na semana anterior.

A movimentação dos preços ocorreu em meio à expectativa pelo relatório de oferta e demanda divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), também nesta quinta-feira. O documento, relativo ao ano 2024/25, trouxe poucas mudanças em relação ao relatório anterior, com destaque para o aumento de quase um milhão de toneladas nos estoques finais de trigo nos Estados Unidos.

A Ceema avaliou que “a leve alta reflete um mercado atento ao comportamento dos estoques e ao cenário global, mesmo com o trigo sendo menos impactado diretamente pela guerra comercial em curso”. Diferente da soja e do milho, o trigo não depende significativamente das exportações para a China, que é autossuficiente na produção do cereal. A União Europeia também atua como fornecedora.

Na semana encerrada em 3 de abril, os Estados Unidos exportaram 334.888 toneladas de trigo, volume próximo ao piso das expectativas do mercado. No acumulado do ano comercial, as exportações norte-americanas somam 17,7 milhões de toneladas, um avanço de 15% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Apesar dos embarques crescentes, o mercado ainda enfrenta pressões. De acordo com a Ceema, “a menor competitividade do trigo norte-americano desde o início da guerra comercial tem levado compradores a buscar alternativas em outros países”.

As condições climáticas também influenciam as projeções futuras. A Ceema aponta que “o Leste Europeu e países como a França apresentam clima favorável, o que pode impulsionar a produção para a safra 2025/26”.

Mesmo com demanda consistente, os analistas alertam para fatores de instabilidade. “A conjuntura global de incertezas, tanto comerciais quanto climáticas, segue limitando uma recuperação mais expressiva dos preços do trigo”, conclui o boletim.





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Milho: tarifas e clima movimentam o mercado, mas consumo interno limita preços



Na última semana, o mercado do milho apresentou comportamentos distintos entre os contratos futuros e o mercado físico. Fatores como o avanço das tarifas sobre o milho dos Estados Unidos e as condições climáticas no Brasil impulsionaram os preços nas bolsas internacionais e na B3, mas a demanda interna limitada pressionou as cotações físicas para baixo.

Segundo análise da plataforma Grão Direto, o cenário segue volátil e com influência direta de fatores externos e climáticos, enquanto o mercado interno se fortalece como principal destino do grão nesta safra.

Tarifas e USDA movimentam o cenário do milho

A decisão da União Europeia de impor tarifas de 25% sobre o milho norte-americano a partir de 15 de abril gerou expectativa de redirecionamento nas exportações globais. A medida pode favorecer o milho brasileiro, ampliando sua competitividade no mercado europeu.

O relatório mais recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou em quase 1% a projeção global de produção de milho e em mais de 2% as exportações, ao mesmo tempo em que reduziu os estoques finais em 1,29%. No Brasil, os dados permanecem estáveis.

Clima favorece plantio de milho no Matopiba

Após atrasos pontuais no plantio devido às chuvas irregulares, o Inmet aponta previsão de condições mais favoráveis na região do Matopiba nos próximos dias. No entanto, os modelos climáticos indicam a transição para o fenômeno La Niña, o que deve impactar a segunda safra de milho.

A partir de maio, cresce o risco de queda nas precipitações e nas temperaturas, especialmente em estados como Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná. Nessas regiões, o milho estará em fase crítica de desenvolvimento, o que exige atenção redobrada por parte dos produtores.

Bolsa em alta, físico em baixa

Na Bolsa de Chicago, o milho encerrou a semana cotado a US$ 4,89 por bushel, com alta de 6,3%. No Brasil, o contrato de milho para maio de 2025 na B3 subiu 3,85%, fechando a R$ 79,33 por saca. Apesar do otimismo nas bolsas, o mercado físico registrou recuo, refletindo a fraqueza da demanda interna.

O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA) aponta que cerca de 42% do milho da nova safra já foi comercializado até a primeira semana de abril, com a produção estimada em pouco mais de 47 milhões de toneladas. O destaque, neste ciclo, é o mercado doméstico, puxado principalmente pela demanda das usinas de etanol e por preços mais atrativos internamente.

Tendência da semana

Para os próximos dias, a expectativa é de continuidade no comportamento misto do mercado: enquanto os contratos futuros podem seguir valorizados, o mercado físico deve manter o ritmo de ajuste, ainda pressionado por uma demanda local enfraquecida. O cenário climático e o andamento da safrinha seguirão como fatores importantes para os movimentos do setor nas próximas semanas.



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Prêmio Sebrae Mulher de Negócios abre inscrições para 2025


Mulheres empreendedoras do campo estão entre as categorias do Prêmio Sebrae Mulher 2025 ( PSMN).

A iniciativa valoriza o trabalho feminino no campo e oferece visibilidade a projetos de impacto social e econômico nas regiões rurais do país.

O prêmio escolhe as vencedoras com base em capacidade de inovação, visão de futuro, gestão e como os negócios geram impacto social e econômico na região onde atuam.

Selene Hammer Tesch foi a vencedora da categoria rural no ano passado. Ela encontrou na agricultura orgânica uma forma de criar um negócio que respeita a terra e valoriza as raízes de Santa Maria de Jetibá- ES.

Com uma pequena equipe, Selene cultiva chás e temperos naturais, dedicando-se a cada etapa do processo, desde o plantio até a venda direta nas feiras orgânicas locais.

Selene Hammer Tesch, vencedora da categoria rural em 2024 | Foto: Divulgação/ASN

“A gente trabalha tantos anos, e o Sebrae sempre foi minha porta de entrada para inovar e expandir.”

Desde 2024, o PSMN já contabiliza aproximadamente 100 mil inscritos e mais de 200 mulheres premiadas.

Em 2025, empreendedoras com mais de 18 anos, donas de negócios formalizados até janeiro de 2024, podem se inscrever até 15 de junho.

Sobre o PSMN 2025

O Prêmio possui cinco categorias para contemplar diferentes negócios liderados por mulheres.

Até chegar ao grande prêmio, as empreendedoras passam pela etapa estadual, regional (que neste ano foi ampliado) e, por fim, a nacional.

Para estimular a diversidade dos negócios as categorias atendem mulheres que se enquadram em cinco perfis entre eles:

Produtora Rural: para as mulheres que explorem atividades agrícolas, pecuárias e/ou pesqueiras, permitindo uma primeira transformação, desde que sejam mantidas as características do produto in natura, como a produção de geleias, doces em compotas, produtos em conserva, goma de tapioca, leite, café etc., e que estejam estabelecidas formalmente há, no mínimo, um ano.

Em relação aos critérios de avaliação das concorrentes, a banca avaliadora vai observar aspectos na gestão do negócio e na história da empreendedora, além de perguntas específicas por categoria.

Entenda as etapas

Na etapa estadual, serão escolhidas até 5 candidatas de cada Unidade da Federação, uma para cada categoria.

A etapa regional será eliminatória para a fase nacional e não prevê premiação ou divulgação. Nesta edição, serão sete regiões:

  • Norte 1: Acre, Amapá e Roraima
  • Norte 2: Amazonas, Pará, Rondônia e Tocantins
  • Nordeste 1: Alagoas, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe
  • Nordeste 2: Bahia, Ceará, Maranhão e Pernambuco
  • Centro-Oeste: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal
  • Sudeste: Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro
  • Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul

Na etapa nacional, as 35 vencedoras regionais (5 vencedoras por categoria para cada uma das sete regiões) estarão automaticamente classificadas para a Final Nacional da premiação. O Sebrae custeará as despesas de deslocamento e diárias das 35 finalistas regionais que participarão de missão técnica nacional durante o evento de premiação.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

Premiação

Serão premiados os três primeiros lugares de cada categoria, que receberão de R$ 10 mil a R$ 30 mil, capacitação do Empretec e mentoria on-line (para as primeiras colocadas).

Os valores dos prêmios sofrerão a retenção dos impostos e contribuições, conforme legislações aplicáveis em vigor, sendo repassado às premiadas o valor líquido após retenção.

Como participar

As empreendedoras interessadas em se inscrever devem preencher o formulário eletrônico disponibilizado na página do PSMN.

Diferentemente de anos anteriores, o envio de um vídeo com pitch da candidata não será mais obrigatório, cabendo a ela a decisão de inserir ou não o conteúdo no momento da inscrição.



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Guerra tarifária impulsiona soja e mercado dispara; leia a análise



O mercado da soja encerrou a semana com forte valorização, refletindo uma combinação de fatores globais que reposicionaram o Brasil como protagonista nas exportações do grão. A intensificação da guerra tarifária entre Estados Unidos e China redirecionou a demanda global para a produção brasileira, provocando uma alta superior a 6% nas cotações internacionais.

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De acordo com análise da plataforma Grão Direto, o redirecionamento das compras chinesas e os gargalos logísticos locais têm moldado o atual cenário do setor, ao mesmo tempo em que oferecem oportunidades estratégicas para os produtores brasileiros.

Impactos da guerra tarifária na soja

As recentes tarifas impostas pelos Estados Unidos à China impactaram diretamente o fluxo global de soja. Na última semana, a China comprou 52 navios de soja, número recorde histórico, sendo a ampla maioria originada do Brasil, já que apenas três ou quatro embarques vieram da Argentina. A maior esmagadora do país vizinho interrompeu suas atividades em meio a rumores de endividamento, e as chuvas prolongadas continuam atrasando a colheita argentina.

Em contrapartida, os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago registraram forte alta: o vencimento de maio de 2025 fechou a US$ 10,44 por bushel (+6,86%), enquanto o contrato de março de 2026 subiu 3,38%, encerrando a US$ 10,39 por bushel. O dólar também teve leve valorização de 0,51%, cotado a R$ 5,87.

No Brasil, os preços físicos acompanharam a tendência internacional e se valorizaram em diversas regiões, impulsionados pela maior procura externa e pela postura mais ativa dos produtores em comercializar seus estoques, em meio a juros elevados e restrição de crédito.

Condições climáticas e riscos logísticos

Além do cenário comercial, fatores climáticos também impactam o mercado. Modelos meteorológicos indicam a formação de um fenômeno La Niña, que pode atrasar o plantio da nova safra nos Estados Unidos, elevando a incerteza quanto à produção americana e fortalecendo o viés de alta nas cotações futuras.

Com o aumento expressivo das exportações brasileiras, surgem preocupações sobre a capacidade logística dos portos nacionais. A estrutura portuária do país já opera com 91,3% de sua capacidade, índice acima do limite considerado seguro. A expectativa é que a recente queda nos preços do petróleo contribua para a redução dos custos do transporte rodoviário, mas os gargalos portuários continuam sendo um ponto de atenção para o escoamento da produção.

Perspectivas da soja

Após uma semana de volatilidade intensa, a expectativa é de maior estabilidade no mercado da soja, com eventuais correções nos preços. Ainda assim, o cenário permanece favorável para a comercialização, especialmente para os produtores que buscam aproveitar o momento de alta demanda e preços aquecidos.



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Mesmo com queda nas vendas para o exterior, SP segue no topo do agronegócio



O agronegócio paulista alcançou um superávit de US$ 4,90 bilhões com exportações de produtos no primeiro trimestre de 2025. Apesar disso, o valor representa uma redução de 19,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. O saldo positivo decorre de exportações do agro que somaram US$ 6,40 bilhões — 14,6% inferiores ao registrado em 2024 — e de importações que totalizaram US$ 1,50 bilhão, com crescimento de 9,5% na comparação interanual.

O setor manteve posição de destaque, respondendo por 16,9% das exportações do setor no Brasil. São Paulo lidera o ranking nacional, seguido por Mato Grosso (15,7%) e Minas Gerais (11,9%), este último com forte desempenho nas exportações de café.

A análise foi elaborada pela Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) e o Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), órgãos vinculados à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

O estudo mostra que a participação das exportações do agronegócio paulista no total exportado pelo estado no primeiro trimestre de 2025 foi de 41,7%, enquanto as importações do setor corresponderam a 6,8% do total estadual.

Exportações do agronegócio paulista

Os cinco principais grupos de produtos exportados foram:

  • Complexo sucroalcooleiro: responsável por 25,8% do total exportado pelo agro paulista, US$ 1,654 bilhão, sendo que o açúcar representou 88,7% e o etanol, 11,3%.
  • Setor de carnes: equivalente a 13,9% das vendas externas do setor, totalizando US$ 887,91 milhões, com a carne bovina respondendo por 82,5%.
  • Grupo de sucos: responde por 13,5% de participação, somando US$ 863,07 milhões, dos quais 98,2% correspondem ao suco de laranja.
  • Produtos florestais: representam 11,9% do volume exportado, com US$ 758,98 milhões, com celulose representando 55,1% e papel 35,5%.
  • Complexo soja: participa com 7,9% do total exportado, registrando US$ 507,27 milhões, sendo 81,7% soja em grãos.

Os cinco grupos representaram 73% das exportações do agronegócio paulista. O café aparece na sexta posição, com 7,3% de participação na pauta de exportações, com US$ 465,75 milhões, sendo 73,4% café verde e 23,1% de café solúvel.

Os dados apontaram para o aumento nas vendas para os grupos de café (+67,2%), sucos (+37,5%), carnes (+25,0%) e florestais (+6,0%), e quedas nos grupos de complexo sucroalcooleiro (-50,5%) e complexo soja (-17,9%).

Destinos do agro paulista

  • China: representa 19,3% de participação, adquirindo principalmente produtos do complexo soja (29%), carnes (28%) e florestais (23%);
  • União Europeia: tem 16,4% de participação, sendo os principais itens sucos (37%), café (17%) e produtos florestais e vegetais (11%, cada);
  • Estados Unidos: somam 15,9% de participação, comprando sucos (40%), carnes (15%), produtos de origem animal (9,5%), florestais (8,8%) e café (8,6%).

Em comparação ao mesmo período do ano anterior, São Paulo registrou 12,6% queda nas vendas para a China, mas em contrapartida houve aumento expressivo de 34,4% nas exportações para a União Europeia e de 27,7% para os Estados Unidos.

“Esse resultado mostra que temos uma base produtiva forte, inovadora e diversificada, capaz de sustentar bons resultados mesmo diante de oscilações pontuais de mercado”, afirma Guilherme Piai, secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

Desempenho do agronegócio brasileiro

O agronegócio brasileiro, por sua vez, apresentou crescimento nas exportações, que atingiram US$ 37,83 bilhões no primeiro trimestre de 2025, aumento de 2,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. As importações somaram US$ 5,18 bilhões, com alta de 11,9%.

Com esses resultados, o saldo da balança comercial do setor alcançou superávit de US$ 32,65 bilhões, crescimento de 0,7% em relação ao primeiro trimestre de 2024. O desempenho do agronegócio segue sendo fundamental para conter o déficit comercial gerado pelos demais setores da economia brasileira.



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Dia Internacional do Café: Consumidor paga caro



O cenário evidencia a urgência de investimentos



“A excelência do café nacional está diretamente ligada ao trabalho rigoroso de vigilância e inspeção"
“A excelência do café nacional está diretamente ligada ao trabalho rigoroso de vigilância e inspeção” – Foto: Divulgação

Celebrado em 14 de abril, o Dia Internacional do Café homenageia uma das maiores paixões dos brasileiros e reforça a importância do grão na economia nacional. O café é o produto agrícola mais consumido no país e, em 2024, o Brasil consolidou sua liderança como maior exportador mundial, com o envio recorde de 50,4 milhões de sacas para 116 países, uma alta de 28,5% em relação a 2023, segundo o Cecafé.

Esse desempenho não se constrói apenas nas lavouras. Ele depende também da atuação estratégica dos auditores fiscais federais agropecuários, responsáveis por garantir a qualidade do produto e a segurança fitossanitária das exportações. Segundo o Anffa Sindical, esses profissionais emitem certificados exigidos por mercados como a Turquia e atuam em toda a cadeia produtiva, desde o campo até os portos.

Na última semana, representantes do setor e do Ministério da Agricultura se reuniram em Santos (SP) para discutir gargalos logísticos na emissão de certificados fitossanitários, que vêm atrasando embarques. O cenário evidencia a urgência de investimentos em pessoal e infraestrutura para fortalecer a fiscalização agropecuária nos pontos de exportação.

“A excelência do café nacional está diretamente ligada ao trabalho rigoroso de vigilância e inspeção. Nos portos, aeroportos, fronteiras e áreas de produção, no beneficiamento até o comércio, os auditores fiscais federais agropecuários atuam de forma preventiva protegendo toda a cadeia produtiva e garantindo que o Brasil siga sendo referência mundial em segurança agropecuária. Assim, consumidores brasileiros e de todo o mundo têm garantido o cafezinho do dia a dia com total confiança na qualidade do produto”, destacou o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), Janus Pablo Macedo.

 





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Brasil colheu quase 90% da área de soja 2024/25 e finalizou plantio de milho inverno



A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou o boletim semanal de progresso da safra de grãos como soja, milho e arroz. A Companhia informou que até o último domingo (13), a colheita de soja 2024/25 no Brasil alcançava 88,3% da área cultivada, avanço de 3 pontos porcentuais em relação ao domingo anterior.

Houve avanço de 5,2 pontos porcentuais em relação a igual momento da safra passada, quando 83,2% estavam colhidos. Em comparação com a média dos últimos cinco anos (87,4%), os trabalhos estão 0,9 ponto porcentual adiantados.

Colheita da soja por estados

Entre os 12 estados que cultivam a oleaginosa, a colheita foi encerrada em São Paulo. Mato Grosso tem 99,7% da área colhida, Goiás possui 99% e Tocantins, com 98%. O Rio Grande do Sul, com 44%, é o estado que tem a menor área colhida neste momento.

Milho

A semeadura de milho de inverno 2024/25 foi concluída, com avanço de 0,9 ponto porcentual em relação aos 99,1% da semana passada. Na comparação com a safra passada, os trabalhos se encerraram com 0,1 ponto porcentual de adiantamento. Este é o mesmo índice em relação à média dos últimos cinco anos.

A colheita de milho verão 2024/25 alcançava, até o domingo, 65,5% da safra, avanço de 6,3 pontos porcentuais em comparação ao domingo anterior.

Em paralelo período da safra passada, quando foram colhidos 56,7%, há um avanço de 8,8 pontos porcentuais. Na comparação com as últimas cinco safras, há progresso de 5,2 pontos porcentuais. Entre os estados que cultivam milho verão, o Paraná finalizou a colheita e o Rio Grande do Sul colheu 86% da área plantada.

Arroz

A colheita de arroz 2024/25 cobria até o domingo 66,1% da área semeada, avanço de 6,7 pontos porcentuais em relação ao domingo anterior. Na comparação com igual período da safra passada, os trabalhos estão 15,2 pontos porcentuais adiantados. Na comparação com as últimas cinco safras, há adianto de 2,7 pontos porcentuais.



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Dia Nacional da Conservação do Solo reforça importância de práticas agrícolas sustentáveis


No dia 15 de abril, o Brasil celebra o Dia Nacional da Conservação do Solo, uma data que vai muito além da agricultura: trata-se da preservação da vida. Instituída pelo Decreto de Lei nº 7.876, de 1989, a data é uma iniciativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e homenageia o pesquisador norte-americano Hugh Hammond Bennett, considerado o pai da conservação dos solos nos Estados Unidos.

Segundo o pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste, Alberto Bernardi, essa é uma oportunidade de reflexão sobre a importância do solo como recurso natural essencial à produção de alimentos, à manutenção dos ecossistemas e à sobrevivência humana. “O solo é mais do que o suporte físico das plantas. É um sistema vivo, complexo, e um componente essencial dos ecossistemas terrestres”, destaca Bernardi.

Degradação do solo é ameaça global

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) estima que cerca de um terço dos solos do mundo já esteja degradado pelo uso inadequado. Entre os principais problemas estão a erosão, compactação, acidificação, salinização e contaminação. No Brasil, a erosão hídrica é apontada como a principal causa de degradação dos solos agrícolas, agravada pela ausência de cobertura vegetal e pelo impacto direto da chuva.

Bernardi explica que a vegetação atua como proteção natural do solo, reduzindo os efeitos da erosão e aumentando a infiltração de água. “A perda das camadas superficiais transforma áreas produtivas em terras inférteis, com prejuízos para a agricultura, o meio ambiente e a qualidade da água”, alerta.

Solo saudável é pilar da sustentabilidade

Um solo conservado armazena mais carbono, contribui para a mitigação das mudanças climáticas, melhora a retenção hídrica, estimula a atividade biológica e fortalece a ciclagem de nutrientes. Já a degradação impacta diretamente a produção agrícola, gerando custos adicionais aos produtores com insumos, replantio e manutenção de estruturas de conservação.

De acordo com Bernardi, “a agricultura moderna passou a enxergar a conservação do solo não como obstáculo à produção, mas como aliada da produtividade e da sustentabilidade.” O pesquisador lembra ainda que a conservação do solo contribui diretamente para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, especialmente os ODS 2 (Fome Zero e Agricultura Sustentável), ODS 13 (Ação contra a Mudança Global do Clima) e ODS 15 (Vida Terrestre).

Um compromisso com o futuro

Preservar o solo é garantir o futuro da produção de alimentos, da biodiversidade e da vida no planeta. O Dia Nacional da Conservação do Solo é um chamado à ação: o solo é um patrimônio natural e social que precisa ser cuidado hoje para continuar sustentando as gerações de amanhã.





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Decisão de Trump influencia juros, câmbio e expectativa de crescimento; ouça análise


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta o alívio nos mercados após Trump suspender tarifas sobre eletrônicos, o que favoreceu o apetite por risco. O dólar fechou estável, a R$ 5,84, e o Ibovespa subiu 1,39%.

No Brasil, os juros recuaram com expectativas inflacionárias estáveis no Focus. Destaque para dados da China, como PIB e produção industrial.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Exportações de café batem recorde e somam US$ 11,09 bilhões


As exportações dos cafés do Brasil atingiram um novo recorde de receita cambial nos primeiros nove meses do ano cafeeiro 2024/2025, com arrecadação de US$ 11,09 bilhões. O valor representa um aumento de 58,2% em relação ao mesmo período do ciclo anterior, de acordo com o Relatório sobre o mercado de Café – março de 2024, divulgado pela Organização Internacional do Café (OIC) e complementado com dados do Cecafé.

Entre julho de 2024 e março de 2025, o volume total exportado cresceu 5%, passando de 35,12 milhões para 36,88 milhões de sacas de 60 kg. “Este é o maior valor arrecadado em divisas pela cafeicultura brasileira em um único período de nove meses do ano cafeeiro”, informou o Cecafé em relatório.

No mês de março de 2025, as exportações brasileiras somaram 3,28 milhões de sacas, o que representa uma queda de 24,9% em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Apesar da retração no volume, a receita cambial subiu 41,8% no período, alcançando US$ 1,3 bilhão. O preço médio da saca exportada foi de US$ 401,85, aumento de 88,77% em relação ao preço médio registrado em março de 2024, que foi de US$ 212,87.

A espécie Coffea arabica respondeu por 2,81 milhões de sacas exportadas, o equivalente a 85,6% do volume total, com queda de 10,7% em relação a março do ano anterior. O café solúvel alcançou 330,13 mil sacas, enquanto o Coffea canephora (robusta e conilon) registrou 138,58 mil sacas, o que representa uma redução de 83,9%. O café torrado e moído totalizou 4,8 mil sacas.

No primeiro trimestre de 2025, as exportações de cafés diferenciados, que incluem produtos com certificações ou atributos de qualidade superior, somaram 2,82 milhões de sacas, crescimento de 31% em relação ao mesmo período de 2024. A receita cambial obtida com esse tipo de café foi de US$ 1,17 bilhão, aumento de 134,3% na comparação com o primeiro trimestre do ano anterior. O preço médio da saca de cafés diferenciados foi de US$ 415,09.

Segundo o Cecafé, os principais destinos das exportações de cafés diferenciados brasileiros entre janeiro e março de 2025 foram os Estados Unidos, Alemanha, Bélgica, Países Baixos e Japão. Juntos, esses países responderam por mais da metade do volume comercializado nesse segmento.

Os dados completos estão disponíveis no Relatório Mensal de março de 2025 do Cecafé, publicado pelo Observatório do Café, coordenado pela Embrapa Café.





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