segunda-feira, maio 25, 2026

Autor: Redação

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Negócios com EUA bate recorde, mas balança comercial favorece americanos



A balança comercial entre Brasil e Estados Unidos bateu recorde no primeiro trimestre de 2025, com a corrente de comércio atingindo 20 bilhões de dólares, alta de 6,6% em relação ao mesmo período de 2024. Apesar do avanço, o Brasil registrou déficit de 654 milhões de dólares – compramos mais dos EUA do que vendemos. Os dados foram divulgados pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil.

Nos primeiros três meses de 2025, o Brasil exportou para os Estados Unidos um total de US$ 9,65 bilhões. Já as nossas importações somaram US$10,3 bilhões. O destaque ficou para o crescimento das exportações industriais brasileiras, especialmente sucos, com aumento de 74,4%, óleos combustíveis, com 42,1%, e café não torrado, com 34%.

A carne bovina passou a figurar entre os dez produtos mais exportados para os EUA, com alta expressiva de 111,8 %. Os números são referentes ao primeiro trimestre do ano, portanto ainda não refletem os efeitos das tarifas dos americanos contra o Brasil.

A pauta de importação do Brasil foi dominada por bens manufaturados (89,2%), com destaque para máquinas, medicamentos, petróleo e equipamentos de processamento de dados.

As compras de petróleo bruto aumentaram 78,3%, revertendo a tendência de queda anterior e impulsionando o setor energético. Já as importações de gás natural recuaram, refletindo a menor demanda no início do ano.



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Aumento da demanda chinesa coloca Brasil à prova



Com a guerra comercial em andamento entre Estados Unidos e China, o comércio global tenta se adaptar à nova realidade. O governo Donald Trump impôs taxas que ultrapassam os 100% e os chineses agiram de forma recíproca.

A China tem procurado alternativas, como no caso da soja – os americanos são os maiores fornecedores de grãos ao gigante asiático. Ainda nesta semana, uma comissão da China estará no Brasil para um encontro bilateral com técnicos brasileiros para saber qual a nossa capacidade de atender a demanda chinesa.

Segundo informações obtidas pelo jornalista do Canal Rural, Marcelo Dias, a reunião entre chineses e brasileiros será fechada. O assunto foi tema de um encontro do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT),ontem (14), no Palácio da Alvorada.

A China se manteve como a principal compradora dos produtos do agronegócio brasileiro em março. De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), os embarques no mês passado somaram US$ 15,64 bilhões, o segundo maior valor para um mês de março e 12,5% acima do obtido no mesmo período de 2024.



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Trump acusa China de renegar acordo com fazendeiros



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou a China de renegar acordos comerciais com agricultores norte-americanos e com a Boeing, gigante da aviação, em publicação na Truth Social, divulgada nesta terça-feira (15).

“Nossos agricultores são grandes, mas por sua grandeza, são sempre colocados na linha de frente com nossos adversários, como a China, sempre que há uma negociação comercial ou, neste caso, uma guerra comercial”, escreveu.

O republicano disse que os chineses foram “brutais” com o setor, assim como estão sendo ao “não tomar posse” do compromisso total com aeronaves da Boeing, na avaliação de Trump.

O presidente norte-americano também afirmou que o gigante asiático tinha “zero respeito” pelo governo do antecessor democrata, Joe Biden.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Açúcar volta a cair em NY e Londres com impacto da queda acentuada do petróleo


Açúcar volta a cair em NY e Londres com impacto da queda acentuada do petróleo

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Os preços do açúcar encerraram esta sexta-feira (4) mais uma vez com reduções provocadas pela queda acentuada nas cotações do petróleo, levando os futuros mais próximos novamente abaixo dos 19 cents/lbp na Bolsa de Nova Iorque. Entretanto, as baixas do adoçante foram mais contidas e chegaram a até 1,67% em NY e 1,34% na Bolsa de Londres. 

Segundo o que destacou Mauricio Muruci, analista da Safras & Mercado, ao Notícias Agrícolas, a sessão desta sexta-feira foi marcada por um mercado atípico, com fortes oscilações do petróleo e do dólar. “No momento do fechamento das cotações do açúcar em Nova Iorque o petróleo estava em baixa de 7% enquanto o dólar no Brasil subia 3,40%”, destacou. 

Conforme o que explica o Barchart, a fraqueza nos preços do petróleo bruto reduz os preços do etanol, o que pode levar as usinas de açúcar do mundo a desviar mais moagem de cana para a produção de açúcar em vez de etanol, aumentando assim os suprimentos de açúcar.  
Entretanto, segundo o que aponta Muruci, mesmo que o petróleo mais baixo reflita em redução do açúcar, entretanto, o dólar abaixo dos R$ 6,00 dá um suporte positivo para o adoçante no mercado internacional. 

“Claro que quem venceu a queda de braço foi o petróleo, em queda de 6 a 7%. Mas o real mais forte frente ao dólar impede quedas de 3%, 4% ou até 5% nos preços do açúcar Com o efeito do real mais forte frente ao dólar, a queda do açúcar em Nova Iorque ficou resumida a cerca de 1,5%, mas ainda assim em queda”, acrescentou o analista.

Em Nova York o maio/25 fechou cotado em 18,84 cents/lbp, queda de 0,27 cents (1,41%). O julho teve redução de 0,29 cents (1,53%) e encerrou o dia negociado em 18,68 cents/lbp. O outubro/25 caiu 0,32 cents (1,67%) e passo a valer 18,85 cents/lbp. O março/26 ficou cotado em 19,20 cents/lbp, queda de 0,32 cents (1,64%). Na Bolsa de Londres, o contrato maio/25 ficou precificado em US$ 538,30/tonelada, queda de 550 pontos (1,01%). O agosto/25 fechou negociado em US$ 526,80/tonelada, diminuição de 680 pontos (1,27%). O outubro/25 foi a US$ 522,30/tonelada, após baixa de 710 pontos (1,34%). O dezembro/25 encerrou o dia com valor de US$ 519.70s/tonelada, baixa de 690 pontos (1.31%). 

Outro detalhe destacado por Muruci é o início da nossa safra no Brasil. Segundo ele, cerca de 60 usinas já estão em atividade, sendo que 22 entraram em operação na primeira quinzena de março. “É mais pressão de baixo sobre o açúcar em Nova Iorque”, completou o analista. 





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AgroNewsPolítica & Agro

Chuvas atrasam colheita, mas ajudam soja tardia


A colheita da soja avançou de 39% para 50% da área cultivada na última semana no Rio Grande do Sul.  Segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (10) pela Emater/RS-Ascar, apesar da evolução, o ritmo foi afetado pelas chuvas que, ao mesmo tempo em que interromperam momentaneamente os trabalhos no campo, beneficiaram lavouras de ciclo mais tardio.

Na Metade Oeste do Estado, as precipitações contribuíram para a recomposição da umidade dos solos até níveis de capacidade de campo, amenizando o déficit hídrico registrado em períodos anteriores. Contudo, a saturação dos solos e da massa vegetal exigiu a suspensão temporária da colheita até a melhora das condições operacionais.

A estiagem enfrentada durante o ciclo da cultura gerou contrastes significativos de produtividade entre regiões. Os rendimentos variam de 180 kg/ha no Extremo Oeste até 6.000 kg/ha no Nordeste. A média estadual está estimada em 2.240 kg/ha, mas ainda pode ser revista para baixo, devido à escassez hídrica de março que impactou lavouras em todos os estágios.

A maturação irregular das plantas, aliada à elevada umidade após as chuvas, tem comprometido a qualidade dos grãos. Segundo o informativo, os grãos apresentam “alta taxa de umidade e de impurezas, além de estarem verdes, ardidos e chochos”, o que resulta em perdas comerciais. Para reduzir os danos, produtores têm intensificado o uso de dessecantes químicos com o objetivo de uniformizar a maturação e evitar perdas na qualidade final do produto.

Ainda restam cerca de 39% das lavouras em estágio de maturação e 10% em enchimento de grãos. Ambas fases foram beneficiadas pelas chuvas recentes, que podem contribuir para a preservação parcial do potencial produtivo.

Nas lavouras mais promissoras, segue o manejo fitossanitário com aplicação de fungicidas para controle de doenças de final de ciclo e ferrugem-asiática, visando garantir a sanidade até a colheita.

No mercado, o preço médio da saca de 60 quilos da soja apresentou queda de 2,04% em relação à semana anterior, passando de R$ 127,38 para R$ 124,78, conforme levantamento semanal da Emater/RS-Ascar.





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Tecnologia e conforto sob quatro rodas; confira o novo Podcast do Soja Brasil!



O novo episódio do podcast Soja Brasil já está no ar e trouxe uma conversa sobre a parceria da Mitsubishi Motors com o projeto. Thiago Dantas, apresentador, recebeu Marcos Marques, gerente executivo comercial da Mitsubishi, para falar sobre a relação da empresa com o produtor rural e o mercado agropecuário brasileiro.

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Durante a conversa, foram destacadas as colaborações da Mitsubishi com a expedição Soja Brasil e a importância do contato direto com os produtores para fortalecer a conexão da marca com o setor rural. Você pode conferir o bate-papo completo no Youtube ou Spotify do Soja Brasil.

Confira o podcast do Soja Brasil!

Durante a conversa, Marques explicou que o vínculo da Mitsubishi com o campo é profundo e histórico. A empresa tem uma presença forte entre os produtores rurais, com mais de 50% de seu canal de distribuição voltado para esse público. Para a Mitsubishi, o produtor rural é parte essencial de sua identidade, o que reflete na robustez e qualidade dos seus veículos, projetados para atender as demandas do campo. A empresa tem se dedicado a entender as necessidades dos agricultores, oferecendo produtos que aliem resistência e inovação.

O destaque da edição foi também o lançamento da nova picape Triton, que chegou ao mercado com muitas novidades. Marcos falou sobre os avanços na sexta geração do modelo, que inclui melhorias na motorização, suspensão e chassi. A nova Triton é mais espaçosa, robusta e confortável, proporcionando aos motoristas a sensação de estar dirigindo um SUV, mas com toda a capacidade de carga e resistência que uma picape exige. A Mitsubishi também investiu em um design mais moderno, com uma direção mais precisa e leve, sem perder a robustez característica.

Por fim, o programa de assinatura da Mitsubishi foi discutido, oferecendo uma alternativa ao financiamento tradicional para quem deseja adquirir a nova picape. Marcos explicou como funciona a locação de veículos da Mitsubishi, especialmente para os produtores que não querem investir um grande capital de imediato. Essa opção tem ganhado força no Brasil, permitindo que as empresas utilizem veículos de alta qualidade sem o compromisso de um financiamento de longo prazo. A locação se adapta às necessidades do cliente, com condições especiais para atender ao setor agropecuário.



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Inmet emite alerta de chuvas intensas com potencial perigo em quatro regiões



O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou na manhã desta terça-feira (15) que quatro regiões do Brasil estão no mapa do Alerta Amarelo de perigo potencial para chuvas intensas ainda hoje.

De acordo com o órgão do governo, o acumulado pode alcançar entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia. Além disso, há risco de ventos intensos (40-60 km/h).

Áreas afetadas pelas chuvas

Segundo o Inmet, praticamente todo o centro-norte do Brasil será impactado pela chuva, acompanhe a lista:

  • oeste, norte e noroeste de São Paulo
  • norte do Mato Grosso do Sul
  • Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba e norte de Minas
  • sul e oeste da Bahia (Matopiba)
  • sul do Maranhão e Piauí (Matopiba)

Já os estados de Goiás, Mato Grosso, Rondônia e Tocantins (incluindo a região do Matopiba) terão todo o território atingido pelas chuvas.

Emergências

Em caso de rajadas de vento, o Inmet solicita às pessoas que não se abriguem debaixo de árvores, pois há leve risco de queda e descargas elétricas, e que não estacionem veículos próximos a torres de transmissão e placas de publicidade.

Mais informações podem ser obtidas junto à Defesa Civil, pelo telefone 199, e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).



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Preços do açúcar e do etanol sustentam patamar na última semana



De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os preços do açúcar cristal e do etanol hidratado se mantiveram firmes na análise de 7 a 11 de abril, no estado de São Paulo.

No período, para o açúcar cor Icumsa de 130 a 180, ainda no início da safra 2025/26, a média de preço registrada foi de R$ 141,36/saca de 50 kg, de acordo com o Cepea. O valor representa uma alta de 0,79% com relação ao período anterior.

Ainda neste período inicial da safra, algumas indústrias já iniciaram a produção, mas ainda ofertam pequenos lotes de açúcar cristal. Ainda de acordo com o instituto, a disponibilidade para entrega imediata é baixa especialmente para o tipo Icumsa 150. 

Assim, a demanda elevada da última semana contribuiu para uma maior liquidez, tendo sido registradas pelo Cepea, vendas pontuais envolvendo grande volume do cristal.

Outro produto da cana-de-açúcar também registrou estabilidade no mercado paulista, o etanol hidratado. A pesquisa realizada pelo Centro de Estudos explica que este suporte se dá, analogamente ao açúcar, devido ao início das atividade industriais e o baixo estoque no início da moagem.

O registro de 7 a 11 de abril indicou que o produto fechou em R$ 2,7460/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), o que representa uma alta de 0,23% em relação ao período anterior. Já o tipo anidro registrou queda de 2,48% no mesmo comparativo, chegando a R$ 3,0809/litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins).

Da mesma forma que o açúcar, a proximidade do feriado gerou venda de volumes maiores de etanol. Ainda assim o volume acumulado do período seguiu abaixo do esperado.

*Com supervisão de Thiago Dantas



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Membros do Brics discutem caminhos para o desenvolvimento agrícola


Representantes dos países do Brics – bloco econômico e político formado pelos países: Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Indonésia, Egito, Etiópia, Irã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos – estão reunidos em Brasília para a 2ª reunião presencial do Grupo de Trabalho de Agricultura.

Dentre os objetivos das discussões está a finalização de documentos estratégicos que abordarão desafios globais como a fome, a degradação do solo, a certificação eletrônica e a sustentabilidade da produção agropecuária.

O evento é coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em conjunto com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).

Durante o discurso de abertura, o chefe da delegação brasileira, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, destacou o clima de cooperação e os avanços obtidos nas reuniões preparatórias.

“Estamos muito próximos de concluir a Declaração Ministerial. Um texto forte, construído com base em prioridades comuns, que mostra como os países do BRICS podem liderar ações concretas contra a insegurança alimentar”, afirmou.

A minuta da declaração propõe a criação da Parceria dos Brics para a Restauração de Terras, que será lançada oficialmente na reunião ministerial desta semana e apresentada na Cúpula de Líderes do Brics, prevista para julho.

A parceria deve articular esforços para recuperar terras degradadas, conservar solos e usar de forma mais eficiente os recursos hídricos, com base em soluções científicas e mecanismos de financiamento inovadores. A proposta tem como foco o Sul Global e busca envolver governos, setor privado e comunidades locais em ações de longo prazo.

Outro ponto central da reunião é a finalização do Plano de Ação 2025–2028, que deverá orientar a cooperação agrícola entre os países do bloco nos próximos quatro anos. O documento traz metas práticas em quatro áreas principais:

  • financiamento agrícola, e facilitação do comércio internacional de produtos do agro.

As discussões também buscam aproximar a agenda do Brics de quem está no campo. Os delegados debatem como as iniciativas podem beneficiar, de forma direta, pequenos agricultores, mulheres rurais, pescadores artesanais e jovens do meio rural, além dos detalhes técnicos, propostas de implementação e mecanismos de monitoramento das ações.

2° GT BRICS BRASÍLIA 2025 2° GT BRICS BRASÍLIA 2025
Foto: Divulgação / MAPA

O encontro culminará com uma reunião ministerial com a presença de ministros e vice-ministros da Agricultura dos países do bloco no dia 17 de abril e a expectativa é que o encontro consolide os compromissos e abra caminho para uma atuação mais coordenada do bloco no enfrentamento dos desafios.

O Brasil, que ocupa a presidência rotativa do Brics neste ano, aposta no fortalecimento da agricultura como pilar para o desenvolvimento sustentável e para a construção de soluções comuns que unam crescimento econômico, inclusão social e conservação ambiental.



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AgroNewsPolítica & Agro

Guerra comercial pressiona mercado do trigo


O mercado internacional do trigo registrou uma leve valorização na última semana. Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente a semana de (04/04 a 10/04), divulgada nesta quinta-feira (10), o contrato do cereal para o primeiro mês cotado em Chicago fechou o dia cotado a US$ 5,38 por bushel, ante US$ 5,36 na semana anterior.

A movimentação dos preços ocorreu em meio à expectativa pelo relatório de oferta e demanda divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), também nesta quinta-feira. O documento, relativo ao ano 2024/25, trouxe poucas mudanças em relação ao relatório anterior, com destaque para o aumento de quase um milhão de toneladas nos estoques finais de trigo nos Estados Unidos.

A Ceema avaliou que “a leve alta reflete um mercado atento ao comportamento dos estoques e ao cenário global, mesmo com o trigo sendo menos impactado diretamente pela guerra comercial em curso”. Diferente da soja e do milho, o trigo não depende significativamente das exportações para a China, que é autossuficiente na produção do cereal. A União Europeia também atua como fornecedora.

Na semana encerrada em 3 de abril, os Estados Unidos exportaram 334.888 toneladas de trigo, volume próximo ao piso das expectativas do mercado. No acumulado do ano comercial, as exportações norte-americanas somam 17,7 milhões de toneladas, um avanço de 15% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Apesar dos embarques crescentes, o mercado ainda enfrenta pressões. De acordo com a Ceema, “a menor competitividade do trigo norte-americano desde o início da guerra comercial tem levado compradores a buscar alternativas em outros países”.

As condições climáticas também influenciam as projeções futuras. A Ceema aponta que “o Leste Europeu e países como a França apresentam clima favorável, o que pode impulsionar a produção para a safra 2025/26”.

Mesmo com demanda consistente, os analistas alertam para fatores de instabilidade. “A conjuntura global de incertezas, tanto comerciais quanto climáticas, segue limitando uma recuperação mais expressiva dos preços do trigo”, conclui o boletim.





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