segunda-feira, maio 25, 2026

Autor: Redação

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Produção e consumo de vinhos batem mínimas em décadas; entenda os motivos



A produção e o consumo global de vinhos atingiram os menores patamares em décadas em 2024, influenciados por mudanças climáticas, inflação e transformações nos hábitos dos consumidores.

Segundo relatório da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV, na sigla em inglês), divulgado na última terça-feira (15), a produção mundial da bebida caiu 5% em relação a 2023, totalizando 226 milhões de hectolitros – o menor volume em 60 anos.

“Eventos climáticos extremos e imprevisíveis em ambos os hemisférios” foram apontados como a principal causa pelo documento da OIV.

O consumo também registrou queda de 3,3%, chegando a 214 milhões de hectolitros, o menor nível desde 1961, influenciado por “fatores econômicos e geopolíticos, incertezas e mudanças nos padrões de comportamento”, especialmente em mercados consolidados.

Apesar disso, a organização ressaltou que “o vinho nunca foi tão consumido em tantos países”, 195 no total, com potencial de crescimento em nações populosas.

O equilíbrio entre oferta e demanda foi mantido, mas os estoques regionais seguem desiguais, segundo a OIV. O comércio internacional manteve volumes estáveis, em 99,8 milhões de hectolitros, embora o valor das exportações tenha caído 0,3%, para 36 bilhões de euros, com preços ainda 30% acima dos níveis pré-pandemia, aponta a instituição.

John Barker, diretor-geral da OIV, enfatizou a necessidade de adaptação: “Trabalhar juntos para desenvolver soluções climáticas, investir em pesquisa e reforçar o multilateralismo são elementos essenciais para o futuro do setor”.



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Guerra comercial favorece venda antecipada de 3 commodities, diz Cogo



A imposição de tarifas comerciais entre Estados Unidos e China tende a inviabilizar o comércio entre as duas potências. Com isso, as exportações brasileiras de soja e carne bovina e suína devem ganhar mercado, mas outras commodities também podem sair vencedoras.

Na opinião do analista de mercado Carlos Cogo, o algodão e o café nacionais serão beneficiados com a continuidade do cenário de tensão capitaneado por Donald Trump e Xi Jinping, o que traz a oportunidade para o produtor avançar na comercialização antecipada.

“O Brasil já é líder global nas exportações dessas duas commodities. No caso da pluma, atingiu o posto em 2024 e se mantém em 2025, enquanto no café ocupa a primeira posição há muitos anos. Quanto ao algodão, assim como na soja, os Estados Unidos são ainda um grande supridor do mercado chinês, abastecendo em torno de 20% da demanda importadora asiática, mas, provavelmente, parte desse volume vai ser deslocado para o Brasil”, acredita.

Cogo destaca que os preços dos dois produtos se encontra, atualmente, firmes por conta da entressafra, mas já sinalizam viés de alta em decorrência da demanda extra que se avizinha.

China ‘sedenta’ por café

De acordo com ele, especificamente sobre o café, o mercado criou uma “calmaria” temporária devido à suspensão de tarifas dos Estados Unidos a diversos países pelo período de 90 dias. “Mas se as tarifas forem retomadas e aplicadas [em cima de grandes produtores do grão] como no Vietnã, em 46%, e na Indonésia, em 32%, o grão robusta brasileiro, o conilon, usado para café solúvel, pode ficar mais competitivo no mercado chinês.”

A maior participação brasileira seria, assim, providencial, visto que a China é, atualmente, um consumidor emergente da bebida, tendo triplicado o consumo nos últimos 10 anos.

Segundo Cogo, observa-se elevação dos preços da soja, com prêmios igualmente em alta nos portos brasileiros desde a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos. “Os prêmios já foram para o campo positivo e estão operando em um viés de alta gradual a partir dos embarques de maio, junho e julho adiante, o que vai sendo incorporado aos preços da soja pagos ao produtor e, consequentemente, também levar à alta dos derivados, como o farelo e o óleo.”

O analista lembra que a elevação do farelo, assim como vem acontecendo com o milho, impacta diretamente os preços da carne no mercado interno, visto que os grãos são utilizados como ração do plantel bovino brasileiro.

Commodities no acordo entre China e EUA

Apesar do ganho de mercado para o Brasil, Cogo ressalta que o produtor rural deve ter em mente que se tratam de ganhos temporários, visto que um acordo comercial entre Estados Unidos e China é dado como certo, ainda que não tenha data para ocorrer.

“Vale a pena olhar para ‘Trump 1’, quando Donald Trump assumiu [a presidência dos EUA] pela primeira vez em 2018, os preços e prêmios subiram, mas quando saiu o acordo comercial [com a China], naquela época chamada de Fase 1, os preços futuros das commodities subiram e os prêmios cederam”, lembra.

O analista considera que o mundo viverá a mesma situação comercial daquela época. “Nos bastidores os departamentos de comércio de ambos os países estão traçando uma negociação para um acordo comercial. E o que os Estados Unidos teriam para oferecer que a China precisa? Grãos, fibras e carnes, assim como ocorreu no acordo anterior [do primeiro mandato de Trump].”

Diante dessa futura realidade – e certa, na opinião de Cogo – os preços futuros ficariam mais fortes pela demanda por commodities norte-americanas, mas, por outro lado, os prêmios nos portos brasileiros podem sofrer quedas acentuadas.

Assim, para o analista, o produtor brasileiro precisa aproveitar o momento para avançar na comercialização futura, principalmente de soja, café e algodão antes que o acordo entre chineses e norte-americanos seja assinado.



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AgroNewsPolítica & Agro

Boi gordo e novilha têm alta em São Paulo e Mato Grosso



Boi China valoriza em São Paulo




Foto: Canva

A cotação do boi gordo registrou alta em São Paulo nesta quarta-feira (16), segundo o informativo Tem Boi na Linha, da Scot Consultoria. Com oferta mais restrita, os preços subiram R$ 2,00 por arroba tanto para o boi gordo quanto para o animal destinado ao mercado externo, conhecido como “boi China”. A novilha acompanhou o movimento e também teve reajuste de R$ 2,00 por arroba. A vaca, por sua vez, manteve o valor estável.

“O cenário de oferta limitada contribuiu para o aumento dos preços pagos ao produtor”, informou a Scot. As escalas de abate nos frigoríficos paulistas seguem com média de cinco dias.

Em Mato Grosso, todas as regiões monitoradas apresentaram alta nas cotações. Na região Norte, o boi gordo teve valorização de R$ 5,00 por arroba. A vaca e a novilha também subiram, com acréscimo de R$ 3,00.

Na região Sudoeste, houve aumento de R$ 2,00 para as três categorias. Já em Cuiabá, os preços ficaram estáveis para o boi gordo e para a novilha, enquanto a vaca subiu R$ 2,00 por arroba.

No Sudeste mato-grossense, o boi gordo e a novilha tiveram alta de R$ 5,00 por arroba, e a vaca registrou aumento de R$ 3,00.

Em Alagoas, o mercado se manteve estável, sem alterações nas cotações para nenhuma das categorias.





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Consumo de peixes e mariscos na América Latina e no Caribe pode impulsionar segurança alimentar


Nesta época do ano, os peixes e mariscos ganham destaque. Os alimentos aquáticos enfeitam as mesas e contribuem com proteínas, ácidos graxos, ômega-3 e micronutrientes essenciais — elementos-chave para a alimentação e a nutrição. No entanto, esse consumo sazonal não se traduz em um hábito permanente. Enquanto a média mundial de ingestão de alimentos aquáticos é de 20,7 kg per capita por ano, na América Latina e no Caribe consome-se, em média, apenas 10,7 kg — uma das médias mais baixas do mundo.

Essa lacuna revela um desafio urgente: é preciso repensar como integrar os alimentos aquáticos nas dietas da população para ampliar sua contribuição à segurança alimentar e nutricional na região. Isso é ainda mais relevante quando consideramos que esses alimentos representam o sustento de milhões de famílias pescadoras e aquicultoras na América Latina e no Caribe.

Para isso, é necessário desenhar políticas que incentivem seu consumo, atualizar os marcos normativos, fortalecer as cadeias de valor, aprimorar a vigilância sanitária e promover o uso responsável dos recursos naturais. Além disso, é fundamental garantir que esses produtos sejam acessíveis para as populações mais vulneráveis.

O consumo de alimentos aquáticos contribui para reduzir a pressão sobre os sistemas agroalimentares. Também ajuda a enfrentar os efeitos relacionados às mudanças climáticas, por exemplo, por meio da aquicultura sustentável, que apresenta uma pegada ambiental menor.

Para avançar nesse desafio, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) promove a Transformação Azul — um processo abrangente que busca maximizar a contribuição dos sistemas alimentares aquáticos para uma produção mais sustentável, preservando a biodiversidade para as gerações futuras.

Com a plena implementação dessa agenda, estima-se que o consumo per capita global possa ultrapassar os 25 kg até 2050, com impactos positivos sobre a nutrição infantil e a saúde pública.

A agenda da FAO com o Brasil nos permite seguir impulsionando a Transformação Azul e antecipar temas-chave para os diálogos técnicos que ocorrerão em junho de 2025, no âmbito da XIX Reunião da Comissão de Pesca em Pequena Escala, Artesanal e Aquicultura da América Latina e do Caribe (Coppesaalc), organizada pela FAO.

Governos, setores social e privado, organizações, academia, consumidores e outros parceiros devem se unir para desenvolver e implementar estratégias que incentivem o consumo de alimentos aquáticos — por exemplo, incorporando esses produtos em programas sociais, como o de alimentação escolar, além de comunicar amplamente os benefícios de seu consumo.

A Transformação Azul é o caminho para uma melhor produção, uma melhor nutrição, um melhor meio ambiente e uma vida melhor — sem deixar ninguém para trás.

*Javier Villanueva é Oficial Sênior de Pesca e Aquicultura da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe


O Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Pequenos produtores ganham visibilidade em feiras e eventos internacionais


Feiras e eventos de negócios sempre foram palco para grandes marcas, mas nos últimos anos, os pequenos produtores rurais e empreendedores também passaram a ocupar esse espaço com ajuda do Sebrae. 

Esses eventos reúnem compradores, distribuidores e consumidores de diversas partes do país e do mundo, funcionando como vitrine para quem busca crescer e conquistar novos mercados.

A participação de pequenos negócios em feiras internacionais tem se tornado cada vez mais importante para ampliar a divulgação de produtos regionais e artesanais. Além de apresentar novidades, essas feiras oferecem contato direto com potenciais parceiros comerciais, clientes e fornecedores.

Participação que faz a diferença

A convite do Sebrae, Angela Zampier, produtora da Erva Mate de São Mateus do Sul (PR), foi uma das participantes da Anuga Select Brazil 2025, a maior feira de alimentos e bebidas das Américas. Para ela, estar no evento foi uma oportunidade de mostrar a qualidade e a história do seu produto.

Angela Zampier, produtora de Erva Mate

“Aqui em São Paulo a gente atinge outro público. São famílias, jovens e pessoas que ainda não conhecem o verdadeiro sabor do mate orgânico. Mostrar isso para o Brasil e para o mundo é muito importante”, comentou Zampier.

Além de apresentar seus chás, ela buscou informações sobre formas de atender o mercado externo e destacou o apoio do Sebrae. “Eles ajudam com orientações, cursos e até com o estande. Isso faz toda a diferença”, reforçou a produtora rural.

Quem também decidiu apostar na visibilidade de uma feira foi Thaís Oglouyan, dona da Bonnie Quiche Gourmet, de Santos (SP). Ela começou a produzir os salgados após uma situação difícil e hoje comemora a sua participação em uma feira internacional. 

“Quando recebi o convite do Sebrae, achei que era só mais um edital para preencher. Mas quando fui selecionada, fiquei muito feliz. Estar numa feira internacional é sair da nossa bolha e conquistar novos mercados”, afirmou Oglouyan.

Com uma produção artesanal de mais de 20 sabores entre doces e salgados, Oglouyan aproveitou o espaço para ouvir opiniões e fazer contatos. 

“Graças a Deus, quem passou pelo nosso estande elogiou muito. Isso nos dá força para continuar”, disse a empreendedora.

Gustavo Barbosa Ferreira, dono da Galchurras Alimentos, também viu na feira uma chance de ouro.  “Recebi o convite do Sebrae e aceitei na hora. É muito bom estar aqui, fazer contatos, buscar distribuidor e ampliar o mercado varejista”, afirmou Ferreira.

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Bruno Lopes, gestor nacional da carteira de alimentos e bebidas do Sebrae

Como participar de feiras

Para os produtores e pequenos negócios interessados em participar de feiras, o primeiro passo é procurar o Sebrae mais próximo.

É importante destacar que para participar de uma feira não significa apenas montar um estande e mostrar o produto, mas também estudar o público, definir preços e preparar materiais de divulgação.

“O Sebrae acompanha o pequeno produtor em todas as etapas, oferecendo consultorias para que ele esteja preparado e consiga alcançar os melhores resultados durante a feira”, explicou Bruno Lopes, gestor nacional da carteira de alimentos e bebidas do Sebrae.

“O Sebrae oferece capacitação em diversas áreas, e o gestor que acompanha o produtor consegue perceber a evolução dos negócios. A partir desse acompanhamento e de outros critérios, é feita uma avaliação para identificar quais empresas estão preparadas para participar de eventos e feiras”, finalizou Lopes.

Entre os dias 15 e 18 de outubro, será realizada, em São Paulo, a Feira do Empreendedor, com um espaço exclusivo para o produtor rural.

“Nós temos um espaço na Feira chamado Campo à Mesa, onde vamos receber os pequenos produtores para expor seus produtos. As empresas ou produtores que já têm relacionamento com o Sebrae serão convidados a participar do evento. Quem ainda não tem, pode procurar uma unidade do Sebrae”, destacou Renata Benetton, da unidade de relacionamento com o cliente do Sebrae-SP.

Feiras fortalecem o agronegócio

Além das oportunidades de negócio em feiras e eventos que ajudam a valorizar a produção artesanal e a economia local, o Sebrae também orienta como conversar com grandes empresas.

Kelly Müller é guia de turismo e empresária, está à frente da Vem para Itararé. Ela abraçou o convite do Sebrae-SP e embarcou para a WTM Latin America, um evento B2B de viagens e turismo, com o objetivo de colocar a cidade na rota turística das agências de viagens.

“É a primeira vez que participo da WTM, e isso só foi possível graças à parceria com o Sebrae. Entre as 20 empresas escolhidas, fui uma das contempladas. É algo incrível e uma oportunidade única que estou vivendo aqui”, disse a empreendedora.

Sem deixar as oportunidades passarem, Müller participou de uma rodada de negócios com grandes marcas do setor.

“Fiquei frente a frente com os grandes nomes do turismo, consegui absorver muitas informações e fazer contatos. Além disso, divulguei Itararé como uma cidade de ecoturismo e dos cânions paulistas. O maior resultado que levarei daqui é que as agências conheceram um novo destino turístico e vão levar turistas para a região”, comemora a empreendedora.

Feiras, eventos e encontros ajudam a quebrar barreiras culturais e aproximar pequenos negócios de grandes empresas, fortalecendo a imagem do pequeno produtor e contribuindo para a diversificação econômica em diversas regiões do país.



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AgroNewsPolítica & Agro

Estudos comprovam redução de gases de efeito estufa com uso de fontes de nitrogênio


A Yara está impulsionando a geração de conhecimento científico aplicado para o agronegócio no Brasil. Por meio do Prêmio Boa Colheita Pesquisa, que acontece há sete anos, a companhia financiou cerca de 32 trabalhos, selecionados entre 244 projetos de nutrição de plantas liderados por pesquisadores.

A iniciativa tem como objetivo financiar e premiar estudos de nutrição vegetal e é aberta a um grupo de cerca de 700 especialistas que atuam na academia e extensão rural, que participam do Boa Colheita Experts, programa de relacionamento da Yara com agrônomos que visa gerar e transmitir conhecimento, conectando a academia ao campo. 

“A Yara acredita no conhecimento baseado na ciência e atua para que a academia, a extensão rural e o setor privado somem esforços para que o melhor em tecnologias e soluções seja disponibilizado aos produtores”, afirma Leonardo Soares, gerente Sênior de Agronomia da Yara Brasil. “O Boa Colheita Pesquisa é a síntese dessa proposta. O prêmio nos permite mapear e impulsionar estudos para além daqueles que realizamos com nossos próprios pesquisadores, uma forma de valorizar a ciência brasileira e reconhecer seus protagonistas”.

Para garantir representatividade de culturas, o prêmio abre inscrições em duas categorias: Sistemas (incluindo grãos e pastagem) e hortifruti, Perenes e semi-perenes (abrangendo culturas como batata, tomate, cebola, citrus, café e cana). A cada edição, 10 projetos são selecionados, cinco por categoria. A avaliação é feita por uma banca de jurados composta por um pesquisador da Yara e pesquisadores externos, sem vínculo com a empresa, que integram o Programa Boa Colheita Experts e não tenham submetido trabalhos na edição. Os critérios consideram a conformidade das propostas com o protocolo científico e a busca por mais produtividade, qualidade ou eficiência operacional da produção com a nutrição vegetal. 

Os 10 estudos aprovados e financiados pela Yara a cada edição são conduzidos por um período médio de um ano e meio. Ao final das pesquisas, os relatórios são reavaliados pela banca de especialistas para a eleição de quatro destaques (dois por categoria), considerando os quesitos de elegibilidade iniciais e os resultados alcançados. Os líderes dessas pesquisas são reconhecidos com um prêmio adicional. 

Os destaques do Boa Colheita Pesquisa 2024 serão premiados com uma viagem para o 20th International Plant Nutrition Colloquium (INPC 2025), em julho, na cidade de Porto, em Portugal. O evento é o principal fórum científico global em nutrição vegetal. A Yara inscreveu os trabalhos no congresso, por isso, os pesquisadores também representarão a pesquisa brasileira no evento. 

Fernando Alves de Azevedo, do Centro de Citricultura Sylvio Moreira do Instituto Agronômico (IAC), é um dos destaques da edição de 2024. Seu projeto avaliou o impacto de práticas agrícolas conservacionistas, como o uso de plantas de cobertura, associado a adoção de roçadoras ecológica ou convencional, e adubação com diferentes fontes nitrogenadas (ureia, nitrato de amônio e nitrato de cálcio) no sequestro de carbono e redução da emissão de gases de efeito estufa (GEE) em um pomar de laranja Pêra enxertado em limão Cravo. 

Entre outros resultados, o estudo demonstrou que o uso de fontes mais nobres de nitrogênio (como nitrato de amônio e nitrato de cálcio) associado a abordagens conservacionistas tem mais eficácia na redução de GEE, resultando na emissão de aproximadamente 50% menos kg de CO2 equivalente por hectare. Também foi observado aumento significativo de produtividade (29%) com o uso combinado de roçagem ecológica e nitrato de cálcio (YaraLiva NITRABOR), manejo que ainda resultou na menor incidência da doença cancro cítrico. As descobertas são importantes considerando a necessidade de manter a competitividade do Brasil (maior produtor de laranja e exportador de suco da fruta) frente aos desafios de conciliar produtividade e sustentabilidade na produção.

“A conquista reforça a excelência da pesquisa científica desenvolvida no Brasil, especialmente no setor citrícola, e o papel estratégico do Centro de Citricultura Sylvio Moreira do IAC na busca por soluções sustentáveis e tecnológicas para os desafios do campo”, ressalta o pesquisador. “A Yara é uma de nossas principais parceiras. Esse estímulo é muito importante e nos permite colocar nosso ponto de vista técnico sobre a citricultura conciliando com a área de nutrição oferecida pela empresa”.

 





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Gigante sai da China e mostra novo cenário geopolítico das commodities



A companhia já demitiu dezenas de funcionários em Xangai



A companhia já demitiu dezenas de funcionários em Xangai e prevê o desligamento dos demais nos próximos dias.
A companhia já demitiu dezenas de funcionários em Xangai e prevê o desligamento dos demais nos próximos dias. – Foto: Porto de Shanghai

Segundo Isan Rezende, presidente da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado do Mato Grosso (FEAGRO MT), a decisão da gigante americana Archer Daniels Midland (ADM) de encerrar suas atividades na China evidencia uma transformação significativa na geopolítica do comércio de commodities agrícolas. A informação foi divulgada nesta semana e teve como principal justificativa a necessidade de cortar custos entre US$ 500 milhões e US$ 750 milhões nos próximos cinco anos, conforme declarou o CEO da ADM. 

A ADM, considerada a terceira maior comercializadora de commodities agrícolas do mundo, operava na China desde 1995. No entanto, a intensificação da guerra comercial entre Estados Unidos e China, marcada por tarifas e incertezas regulatórias, acelerou a decisão de desinvestimento no país asiático. A companhia já demitiu dezenas de funcionários em Xangai e prevê o desligamento dos demais nos próximos dias.

Para Rezende, esse movimento pode provocar efeitos em cadeia no comércio internacional, especialmente no reposicionamento estratégico de grandes tradings e na reconfiguração de fluxos logísticos. A saída da ADM também pode abrir espaço para empresas asiáticas ou de outras origens consolidarem sua presença no maior mercado consumidor do planeta. Nesse cenário de tensão geopolítica, o papel do Brasil como fornecedor confiável de alimentos deve ganhar ainda mais relevância, destaca o presidente da FEAGRO MT.

“Já demitiram dezenas de funcionários sediados em Xangai, e nos próximos dias está previsto a demissão dos remanescentes. Em curso as mudanças na geopolítica mundial na comercialização das commodities após declarada a guerra tarifária”, comenta.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Amprotabaco propõe discussão técnica aos deputados do Paraná


Presidente da entidade Gilson Becker participou de audiência pública, na qual sugeriu que Assembleia Legislativa do estado crie uma Câmara Técnica para acompanhar a implementação da lei da classificação do tabaco nas propriedades rurais do Paraná

A Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco) sugeriu aos deputados estaduais do Paraná a criação de uma câmara técnica para acompanhamento e implementação da regulamentação da classificação do tabaco na propriedade rural no estado. O tema foi discutido em uma audiência pública, na Assembleia Legislativa, em Curitiba, na última terça-feira, 15. Durante o evento, o presidente da associação e prefeito de Vera Cruz Gilson Becker, destacou que no Rio Grande do Sul, por força da Lei 15.958/2023 o processo já está em andamento, sugerindo que se tenha um olhar técnico para o tema. Ao final da audiência, a proposta da Amprotabaco foi aceita e fará parte do processo de regulamentação da lei paranaense. Becker ressaltou ainda a importância da unidade entre os municípios produtores de tabaco para fortalecer a cadeia produtiva e econômica no Sul do Brasil.

Conforme o presidente da Amprotabaco, o tema é muito importante, pois impacta diretamente no cotidiano da produção de tabaco. Em seu pronunciamento, Becker comentou sobre a implantação da lei gaúcha que determina a classificação do tabaco nas propriedades gaúchas. “É muito importante que se tenha este debate, pois no Rio Grande do Sul houve a aprovação da lei de classificação na propriedade, contudo ainda estamos em um período inicial, pois este é o primeiro ano que a lei está em vigor e neste momento, estamos com menos de 20% da safra comercializada até o momento”, ressalta.

Becker, que além de presidir a entidade é produtor de tabaco no município de Vera Cruz, explica que o assunto exige cautela e um olhar apurado sobre todas as questões envolvidas em uma regulamentação impostas por uma lei que levará para a propriedade rural a classificação do produto. “Creio que no próprio Rio Grande do Sul teremos que fazer alguns ajustes nesta regulamentação. É essencial que tenhamos momentos como este, porque acima de tudo precisamos avaliar todos os aspectos da lei, especialmente aqueles que podem influenciar em um possível aumento de custo no processo de aquisição do tabaco, da logística e de como isso deverá funcionar na prática”, destaca, ao compartilhar que existem várias situações que ainda não claras no Rio Grande do Sul, mesmo com a lei já em vigor.

Ao final da audiência, os deputados estaduais optaram pela criação de uma Câmara Técnica para acompanhamento do tema no estado, contando com a participação de produtores rurais, deputados e entidades como a própria Amprotabaco, que se colocou à disposição do Legislativo paranaense. “Nós produtores sabemos que existe uma diferença grande da teoria e da prática, por isso queremos estar todos envolvidos neste debate, para que se tenha a melhor decisão e que ela não traga prejuízo aos produtores. Um aumento de custo sempre pode refletir em uma nova restrição e uma diminuição de lucratividade ao produtor que está lá na ponta da cadeia produtiva e acaba prejudicado”, declara o presidente, aplaudido pelos produtores rurais que participaram da audiência na capital do Paraná. Representando a Amprotabaco, além do presidente Gilson Becker, estavam presentes a vice-presidente do Paraná, a prefeita de São Mateus do Sul, Fernanda Sardanha e o secretário, prefeito de Rio Azul, Leandro Jasinki.

Importância da unidade

Durante seu pronunciamento na audiência pública do tabaco em Curitiba, o presidente da Amprotabaco Gilson Becker ressaltou a necessidade de unidade entre todos os municípios produtores de tabaco do Sul do Brasil. “Estamos falando de uma cadeia produtiva centenária, da qual 90% da produção é exportada, gerando receitas e divisas não apenas aos produtores, mas de uma forma geral para toda a sociedade. Acima de qualquer debate precisa estar a defesa desta produção que é tão importante para todos nós”, disse Becker, ao citar que o tema – unidade entre os municípios – foi debatido pela Amprotabaco, na última reunião virtual da entidade, realizada na semana passada.

O presidente pontuou também a realização da 11ª Conferência das Partes da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco (COP 11), que será realizada de 17 a 22 de novembro em Genebra, na Suíça. O evento mundial que tem como objetivo implementar restrições à produção e consumo do produto é uma das preocupações da Amprotabaco, que já se articula com seu posicionamento junto ao governo federal. “Por isso faz tanto sentido que os municípios produtores de tabaco estejam unidos e a cadeia produtiva, que é exemplo para tantas outras culturas, de forma integrada, para que possamos estar sempre batalhando contra às restrições impostas a esta atividade”, complementa Becker.

 





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Exportações de soja crescem 2,3% em 2025, aponta Abiove


O setor do Complexo da soja no Brasil segue firme na rota do crescimento em 2025, mesmo com ajustes pontuais nas projeções de produção. As principais cadeias que envolvem o grão – do plantio ao processamento – devem bater recordes, impulsionadas por demanda interna e externa em alta.

Segundo informações divulgadas pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE), a estimativa para a produção total de soja sofreu um leve recuo de 0,8% em relação às últimas projeções, ficando em 169,6 milhões de toneladas. Já o esmagamento do grão deve atingir 57,5 milhões de toneladas, recorde histórico para o setor, refletindo o aumento da capacidade industrial e a crescente demanda por farelos e óleos vegetais.

A Abiove mantém estáveis as previsões de saída industrial: 44,1 milhões de toneladas de farelo e 11,4 milhões de toneladas de óleo de soja. Esses produtos seguem como peças-chave na alimentação animal e na indústria alimentícia, garantindo margens atrativas aos processadores.

No comércio exterior, o Brasil deve embarcar 108,5 milhões de toneladas de soja em grãos, alta de 2,3% frente às estimativas anteriores. O farelo de soja permanece em 23,6 milhões de toneladas, e o óleo em 1,4 milhões de toneladas, refletindo contratos firmes na Ásia e na União Europeia. Para equilíbrio do mercado interno, as importações de óleo de soja, que haviam caído 50% na previsão anterior, devem se manter em 100 mil toneladas, enquanto a entrada de grãos chega a 500 mil toneladas.

No comparativo dos primeiros meses, fevereiro registrou processamento de 3,54 milhões de toneladas, alta de 5,2% sobre janeiro e retração de 2,9% em relação a fevereiro de 2024 (ajustado pelo percentual amostral). No acumulado de janeiro-fevereiro, o volume foi de 6,9 milhões de toneladas, 3% abaixo do mesmo período de 2024.





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Crise cambial na Argentina pressiona preços de grãos



A valorização do peso argentino frente ao dólar pressionou os valores da soja



A valorização do peso argentino frente ao dólar pressionou os valores da soja, milho e trigo
A valorização do peso argentino frente ao dólar pressionou os valores da soja, milho e trigo – Foto: Pixabay

Segundo dados da corretora Fyo, o mercado argentino de grãos foi fortemente influenciado nesta quarta-feira (16) pela desvalorização do dólar oficial, que fechou em US$ 1.126 na compra e US$ 1.135 na venda, recuo de 5,46% em relação ao dia anterior. A queda ocorreu após o anúncio do presidente Javier Milei de que não haverá intervenção cambial até que a moeda atinja US$ 1.000. 

A valorização do peso argentino frente ao dólar pressionou os valores da soja, milho e trigo no mercado interno. Segundo a Fyo, o recuo da moeda norte-americana por volta do meio-dia derrubou os preços oferecidos aos produtores, em meio à chegada da safra e ao novo regime cambial. No fechamento da sessão, a soja recuou para US$ 315.000 por tonelada, após alcançar picos de US$ 320.000 em portos como Bahía Blanca e Quequén. Em Del Guazú, o preço chegou a US$ 325.000, demonstrando forte oscilação.

O milho disponível também sofreu forte queda: iniciou o dia sendo negociado a US$ 240.000 em Rosário, mas terminou a sessão cotado a apenas US$ 200.000. Para entregas em junho, o valor caiu para US$ 198. Em outros polos, como Necochea e Lima, os preços oscilaram entre US$ 198 e US$ 205. Já o trigo, que chegou a US$ 250.000 em Rosário e Bahía Blanca, caiu para US$ 210 após o impacto cambial. Em Quequén, a cotação fechou em US$ 200.000.

Segundo a Bolsa de Comércio de Rosário (BCR), o sentimento positivo momentâneo contrasta com a forte oferta sul-americana e a baixa demanda chinesa por soja norte-americana. O milho avançou 0,6%, encerrando em US$ 190,5, e o trigo subiu 1,1%, fechando a US$ 201, ambos beneficiados pela expectativa de chuvas nos EUA que podem atrasar o plantio e tornar as exportações americanas mais competitivas.

 





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