segunda-feira, maio 25, 2026

Autor: Redação

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Mapa confisca 32 t de arroz e feijão com disparidade de tipo no interior de SP



Uma fiscalização de rotina do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no interior de São Paulo apreendeu 32 toneladas de arroz e feijão com disparidade de tipo. Isso significa que o rótulo declara que o produto possui um nível superior de qualidade, quando, na verdade, a qualidade é inferior ao anunciado. A apreensão ocorreu em Araraquara, em uma rede de supermercados de Ribeirão Preto.

Os laudos comprovando a irregularidade foram divulgados na quinta-feira (17). Foram apreendidos 4.595 pacotes de 5 quilos de arroz, classe longo fino, tipo 1, totalizando 22.975 quilos. Esse arroz foi embalado por uma empresa de Uberlândia (MG). Também estavam irregulares 9.200 pacotes de 1 quilo de feijão, classe cores e tipo 1, embalados por uma empresa de Brodowski, interior de São Paulo. Nos dois casos, a inconsistência estava na disparidade de tipo.

Em um dos lotes de arroz apreendidos, os auditores fiscais verificaram que os grãos apresentavam 23,33% do total de quebrados e quireras, enquanto o outro 31,80% do total de grãos quebrados e quireras.

Segundo o Mapa, esses resultados enquadram o produto como tipo 2, uma vez que o limite permitido pela legislação é de 7,5% de grãos quebrados e quireras para que o arroz possa ser classificado como tipo 1.

“Essa regra está no anexo VII da Instrução Normativa Mapa 06/2009, de 18 de fevereiro de 2009, que estabelece o Regulamento Técnico do Arroz. Ou seja, o produto chegava a apresentar quatro vezes acima do limite permitido de grãos quebrados e quireras para o tipo 1”, informou o Mapa.

Dois lotes de feijão também apresentaram discrepância. A análise laboratorial constatou que um lote continha feijão tipo 3, por apresentar percentual de 3,57% em grãos mofados, ardidos e germinados, sendo que o limite legal para ser enquadrado como tipo 1 é de 1,5%.

O outro lote foi classificado pelo Mapa como tipo 2, por apresentar o percentual de 5,41% em grãos amassados, danificados, partidos e imaturos, sendo que o limite previsto em lei é de 2,5% para o tipo 1. Esses dados constam na tabela 1 da Instrução Normativa Mapa 12, de 28 de março de 2008, que estabelece o Regulamento Técnico do Feijão.

A fiscalização constatou que ficou caracterizada a comercialização destes produtos, gerando engano e prejuízo ao consumidor, que acredita estar adquirindo um produto de qualidade superior, porém trata-se de produto com excesso de defeitos.

Todos os direitos de defesa serão concedidos às empresas envolvidas, cujas irregularidades serão apuradas em processos administrativos fiscais. Elas terão oportunidade de requerer análises periciais e, em caso de confirmação das não conformidades, serão autuadas conforme artigo 76 do Decreto Federal 6.268/2007 e terão que substituir os lotes irregulares por lotes conformes.

*Com informações do Mapa



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aumenta fiscalização contra besouro que ameaça colmeias no Amazonas


A Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf) vai intensificar as medidas preventivas para evitar a infestação de colmeias pela aetinose, doença que afeta as abelhas e é causada pelo inseto conhecido como pequeno besouro das colmeias (Aethina tumida).

Como parte do trabalho de prevenção, a agência vai intensificar as visitas a propriedades que criam abelhas com ou sem ferrão. A ação inclui atividades de educação sanitária junto aos produtores, vigilância ativa das colmeias, reforço na fiscalização das barreiras especialmente nas divisas do estado e orientações sobre a obrigatoriedade da Guia de Trânsito Animal (GTA), documento oficial que permite o transporte de animais no Brasil.

A fiscal agropecuária e médica-veterinária Fernanda Rech, que coordena o Programa Estadual de Saúde das Abelhas, alerta que a notificação do pequeno besouro das colmeias é obrigatória e qualquer pessoa deve comunicar, imediatamente, à Adaf uma suspeita da presença do inseto, seja em sua forma adulta ou em larva.

Quando adultos, os besouros são geralmente de cor marrom escuro ou preto e medem, aproximadamente, um terço do tamanho de uma abelha. Os ovos têm aparência perolada, medindo 1,5 milímetros de comprimento. Quando eclodem, geram larvas que têm diversas protuberâncias no corpo e podem medir até 9,5 milímetros.

Pequeno besouro das colmeias; abelhasPequeno besouro das colmeias; abelhas
Foto: Adaf/divulgação

O alerta para o risco da aetinose foi feito após a confirmação oficial da praga em Mato Grosso, pelo Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT), em fevereiro deste ano. A medida é essencial para controlar e evitar a disseminação dessa praga, que torna o mel impróprio para consumo humano e pode causar graves prejuízos econômicos aos apicultores e meliponicultores.

A médica-veterinária destaca que a defesa agropecuária conta com a colaboração dos produtores para evitar a ocorrência dessa praga no Amazonas. “É preciso que os produtores mantenham os cadastros da atividade atualizados para que nós, do Serviço Veterinário Oficial, possamos agir de forma ágil, garantindo maior eficácia no controle de doenças”, reforça a fiscal agropecuária Fernanda Rech.

O contato com a Adaf pode ser feito pelo sistema e-Sisbravet, disponível no site oficial da agência (adaf.am.gov.br), ou pelos telefones (92) 99255-5409 e (92) 99380-9174.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & Agro

Temperaturas despencam no RS; saiba quando e onde há risco de geada



RS começa a sentir, a partir deste sábado (19), os efeitos de uma massa de ar frio




Foto: Wikipedia

O Rio Grande do Sul começa a sentir, a partir deste sábado (19), os efeitos de uma massa de ar frio que ingressa pelo oceano. A previsão indica que, ao longo do dia, as máximas não devem superar 15 °C em grande parte dos municípios, enquanto as noites serão marcadas por resfriamento intenso.

As madrugadas de domingo (20), segunda (21) e terça-feira (22) serão as mais frias da sequência, com mínimas inferiores a 10 °C e pontuais abaixo de 5 °C.

Serra, Campanha e fronteira com o Uruguai: possibilidade de termômetros marcando entre 0 °C e 3 °C, sobretudo em baixadas.

Aparados da Serra: alta chance de geada moderada a forte, impactando lavouras sensíveis.

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Geada atinge áreas mais altas 

O avanço do sistema de alta pressão, associado ao ar seco, favorece a formação de geadas isoladas. Produtores rurais dessas regiões devem ficar atentos ao risco de danos a hortaliças, frutíferas e outras culturas vulneráveis às temperaturas negativas.

Porto Alegre e Região Metropolitana

Na capital gaúcha, Porto Alegre, as máximas não devem ultrapassar 13 °C no sábado, com bairros da zona Sul podendo registrar marcas ainda mais baixas. Já na Região Metropolitana, há chance de as primeiras mínimas do ano caírem abaixo de 10 °C entre domingo e terça-feira. O vento sul intensifica a sensação de frio e reforça a queda dos termômetros.





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Semana segue com risco de chuva forte e temporais; confira onde



Tem muita gente aproveitando o feriadão de Páscoa e Tiradentes enfrentando chuva forte em algumas partes do Brasil. Ontem (19), o oeste e a serra catarinense registraram tempestades com granizo que causaram prejuízo aos agricultores das duas regiões. No Sudeste, mais especificamente do estado de São Paulo, os temporais provocaram enchentes no litoral e nos municípios da grande São Paulo.

O domingo de Páscoa e o restante da semana seguem com condições semelhantes – possibilidade de chuva forte e temporais em várias áreas do país. Veja como fica o clima na sua região, segundo a Climatempo:

Região Sul

A chuva diminui e uma massa de ar frio avança pelo continente e a temperatura cai em todo o Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Tem previsão de geada nos pontos mais altos das serras gaúcha e catarinense. No Paraná, pancadas irregulares ainda podem acontecer nas regiões leste e norte, temporais não são descartados.

Na segunda-feira (21) há chance de geada nos pontos mais altos da Serra de SC e do RS. O tempo segue firme na maior parte dos dois estados, com previsão de chuva apenas no norte e litoral norte de SC. No PR, a entrada de ventos úmidos que sopram do mar contra a costa favorecem algumas pancadas mais localizadas. O interior do PR, continua com tempo firme.

Região Sudeste

Conforme a frente fria avança, a chuva diminui em São Paulo, mas aumenta entre Minas, Rio e o Espírito Santo. Teremos um dia ainda bem instável na capital paulista, com chuva entre a madrugada e tarde. A mínima será invertida.

Amanhã, os ventos úmidos que sopram do mar contra a costa ainda favorecem chuva no litoral de SP, em áreas do Sul do RJ e no leste e litoral do ES, dia mais úmido com muita nebulosidade e condições de chuva moderada a forte. Interior de SP, com chuva diminuindo e temperaturas voltando a subir à tarde. Chove em forma de pancadas no norte de Minas.

Região Centro-Oeste

O sol volta a aparecer mais e a chuva diminui. Uma massa de ar frio avança pelo continente, mas não terá grandes efeitos na Região. A temperatura mínima deve diminuir em áreas do extremo sul de Mato Grosso do Sul, mas sem frio intenso.

Na segunda-feira o dia começa com temperaturas mais amenas em áreas do sul de MS, com sol aparecendo mais e pouca nebulosidade, a chuva continua ocorrendo em forma de pancadas no leste e norte de GO e no norte e noroeste de MT. Chove com moderada a forte intensidade no norte de MS e na região de Corumbá.

Região Nordeste

Pancadas irregulares e com baixos acumulados acontecem no norte do Maranhão e no litoral do Rio Grande do Norte. No interior da Bahia, do Piauí e do Maranhão, chuvas rápidas. Nas demais regiões, tempo firme.

Amanhã, o tempo continua firme no interior e sertão do Nordeste com uma segunda-feira de sol, pouca nebulosidade e umidade podendo ficar abaixo do ideal para a saúde (>60%). Chove em forma de pancadas no litoral do MA e do PI. O sol aparece durante o dia e pode chover com moderada a forte intensidade no oeste da BA.

Região Norte

Chove no Amazonas, Acre, Rondônia e no Amapá, mas com períodos de sol e melhorias. Nos demais estados, mais sol do que chuva.

O Feriado de Tiradentes será abafado em toda a Região com calor e umidade estimulando nuvens carregadas em todos os estados. Risco de temporal no interior do AM e no estado do AP. Pode chover forte em Manaus, Porto Velho e Rio Branco.



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Trigo brasileiro tem pegada de carbono menor que média mundial, revela Embrapa



Um estudo pioneiro realizado pela Embrapa revelou que o trigo produzido no Brasil tem uma pegada de carbono menor que a média mundial e indicou caminhos concretos para reduzir ainda mais as emissões de gases de efeito estufa.

A análise, feita em lavouras e indústria moageira do Sudeste do Paraná, apontou que a adoção de práticas sustentáveis e tecnologias já disponíveis pode diminuir em até 38% o impacto ambiental da produção de trigo no país.

Publicada no periódico científico Journal of Cleaner Production, a pesquisa é a primeira na América do Sul a estimar a pegada de carbono do trigo desde o cultivo até a produção de farinha.

Também foi o primeiro estudo do tipo nessa cultura em ambiente subtropical. O índice médio brasileiro ficou em 0,5 kg de dióxido de carbono equivalente (CO₂eq) por quilo de trigo produzido — abaixo da média global, estimada em 0,59 kg.

Para chegar a esse resultado, os pesquisadores avaliaram 61 propriedades rurais na safra 2023/2024, além de acompanhar todo o processo industrial em uma moageira paranaense. O levantamento detalhou desde o uso de fertilizantes e defensivos agrícolas até o transporte dos grãos, secagem, moagem e transformação dos grãos em farinha.

O que é pegada de carbono?

É o total de emissões de gases de efeito estufa causadas por um indivíduo, evento, organização, serviço, local ou produto, expresso em dióxido de carbono equivalente (CO2eq).

Fertilizantes nitrogenados são principais emissores de CO2

A pesquisa apontou os fertilizantes como o principal fator de pegada de carbono na triticultura. O maior impacto está na emissão de óxido nitroso (N₂O) gerado durante a aplicação de ureia, fertilizante capaz de emitir 40% dos gases de efeito estufa envolvidos na produção de trigo. A ureia é o principal fertilizante utilizado no trigo devido ao menor custo por unidade de nutriente dentre os adubos nitrogenados disponíveis no mercado. Segundo a pesquisa, a substituição desse fertilizante pelo nitrato de amônio com calcário (CAN) pode reduzir a emissão de carbono em 4%, minimizando significativamente os impactos ambientais.

A acidificação do solo, uma das categorias com maior impacto ambiental, também pode ser mitigada pela substituição da ureia pelo CAN. “Quando a ureia não é totalmente absorvida pelas plantas ou é lixiviada como nitrato, ocorrem reações que liberam íons de hidrônio, aumentando a acidez do solo. Em contrapartida, fertilizantes à base de CAN ajudam a neutralizar esse efeito devido ao seu conteúdo de cálcio”, afirma a pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente (SP) Marília Folegatti.

Segundo ela, outras tecnologias também devem ser consideradas para reduzir a dependência de fertilizantes sintéticos e minimizar impactos ambientais, como biofertilizantes, biopesticidas, fertilizantes de liberação lenta e nanofertilizantes. Ela lembra que a pesquisa avança na produção de ureia verde e nitrato de amônio a partir de fontes de energia renováveis.

A pesquisadora da Embrapa Agroindústria Tropical (CE) Maria Cléa Brito de Figueiredo lembra que o uso de fertilizantes nitrogenados é também o maior emissor de gases de efeito estufa em outras culturas com pegada de carbono e hídrica analisadas pela Embrapa, como as fruteiras tropicais, em especial, manga, melão e coco verde. “Além disso, a produção de fertilizantes sintéticos gera metais pesados que contribuem para a contaminação do solo, podendo afetar a qualidade dos alimentos, a saúde humana e os ecossistemas,” alerta a cientista.

A pesquisa também aponta que a adoção de cultivares de trigo mais produtivas pode reduzir os impactos ambientais no campo, já que ação promove maior rendimento com menos recursos, como terra e água. O estudo ressalta ainda a importância de considerar outros fatores ambientais, como biodiversidade e saúde do solo. Futuros estudos que integrem esses aspectos poderão oferecer uma visão mais abrangente sobre a sustentabilidade da produção de trigo em regiões tropicais e subtropicais.

Sustentabilidade e perspectivas para a produção de trigo

No contexto mundial, os dados existentes indicam que a pegada de carbono na produção de trigo varia de 0,35 a 0,62 kg de CO₂ por kg de grãos, dependendo das condições climáticas e das práticas agrícolas de cada região tritícola. A média global está estimada em 0,59 kg de CO₂ para cada kg de grãos de trigo produzidos.

O Brasil apresenta uma posição favorável nesse contexto. Na média final, a pegada de carbono foi definida em 0,50 kg CO2 para cada kg de trigo produzido no Brasil, número inferior às registradas na China (0,55), na Itália (0,58) e na Índia (0,62). “Ainda podemos evoluir. O estudo indica que, com um conjunto de ajustes, nossos números podem nos aproximar de referências como Austrália e Alemanha, que possuem indicadores próximos a 0,35″, avalia Álvaro Dossa, analista da Embrapa Trigo (RS). De acordo com o artigo, nos cenários estudados, utilizando tecnologias já disponíveis, a pegada de carbono do trigo brasileiro pode ser reduzida em 38%.

Em escala mundial, existem registros de pegada de carbono divididos por continentes, com média estimada para a África (0,24), Ásia (0,68), Europa (0,33), América do Norte (0,42) e Oceania (0,29 mas com produção de trigo incipiente). O estudo apresentado pela Embrapa é o primeiro indicador para estimar a pegada de carbono na América do Sul.

Além da pegada de carbono, foram analisados os impactos do trigo e da farinha de trigo no uso da água, acidificação terrestre, eutrofização (marinha e em água doce) e toxicidade (humana e ecotoxicidade). “A produção de trigo no Brasil apresenta impactos superiores em categorias como acidificação do solo e toxicidade ecotóxica terrestre, devido às emissões de fertilizantes e pesticidas. No entanto, os resultados do estudo sugerem que, com o uso de cultivares mais eficientes e práticas sustentáveis, a produção brasileira pode se consolidar entre as mais sustentáveis do mundo”, avalia Marília Folegatti.

Em outras categorias ambientais, a produção brasileira apresenta vantagens em relação a outros países. O cultivo de trigo de sequeiro minimiza significativamente o consumo de água durante o crescimento do grão, reduzindo o impacto sobre os corpos hídricos. Contudo, a síntese de fertilizantes NPK (nitrogênio, fósforo e potássio) ainda exerce influência no consumo de água. “A crescente demanda por alimentos e fertilizantes está levando indústrias a investirem em soluções de tratamento e reuso de água, aliviando a pressão sobre os recursos hídricos”, explica Folegatti.

Para a pesquisadora da Embrapa Trigo (RS) Vanderlise Giongo, estudos sobre o impacto ambiental da produção de trigo são cada vez mais necessários num cenário de aquecimento global. “Precisamos identificar, avaliar e propor modelos de produção de trigo visando à redução de impactos ambientais, geração de renda e o estabelecimento de diretrizes para o cultivo de trigo de baixo carbono”, defende Vanderlise.



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Pequena queda esperada na safra de soja do Uruguai



A estimativa para a safra é de 3,1 milhões de toneladas



A estimativa para a safra é de 3,1 milhões de toneladas
A estimativa para a safra é de 3,1 milhões de toneladas – Foto: Nadia Borges

A produção de soja no Uruguai deve apresentar uma leve queda na safra 2025/26, após o recorde registrado no ciclo anterior, conforme relatório do Serviço Agrícola Estrangeiro (FAS) do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). A redução se deve à decisão dos produtores de destinar parte da área cultivada à produção de milho, impulsionada por uma recuperação do interesse na cultura. Apesar disso, o Uruguai seguirá como importante fornecedor para os mercados da China e da Argentina.

A estimativa para a safra é de 3,1 milhões de toneladas, inferior aos 3,3 milhões de toneladas colhidos em 2024/25 — resultado que foi o maior em oito anos e um dos mais altos já alcançados. Segundo o FAS, o milho voltou a ganhar espaço após um inverno mais rigoroso controlar a praga da cigarrinha, o que levou os agricultores a aumentar a área plantada com o cereal.

A capacidade de processamento interno de soja segue limitada, com menos de 10% da produção sendo moída no país, basicamente em uma única grande instalação. A expectativa é de um leve aumento na moagem, alcançando 170 mil toneladas, o que resultará na produção de 135 mil toneladas de farelo e 30 mil toneladas de óleo de soja.

A maior parte da soja uruguaia segue sendo exportada em grão, principalmente para a China e a Argentina. Paralelamente, o país importa derivados como farelo e óleo para atender sua demanda interna nas indústrias de alimentos e rações. As exportações devem atingir 2,9 milhões de toneladas — queda de 100 mil toneladas em relação ao ciclo anterior. Em 2024, a China foi responsável por quase 80% dessas compras, mantendo sua preferência por soja em grão para processamento local, conforme destacou o FAS.

 





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Governo estuda melhorias no serviço de inspeção de produtos de origem animal



Com o objetivo é impulsionar o Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, apresentou no início da semana para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva medidas para melhoria do serviço.

Em reunião com o chefe do Executivo, Fávaro citou a possibilidade da participação do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) na capacitação aos produtores por meio de parceria técnica para ampliar o Sisbi-POA.

A ideia do ministério é aumentar o alcance do Sisbi-Poa nos municípios brasileiros e avançar no número de estabelecimentos cadastrados, de acordo com os interlocutores. O Sisbi-Poa concede o selo nacional a produtos pecuários que atendam aos requisitos de sanidade e manipulação.

A meta da pasta é que até o fim do ano 1,8 mil municípios façam a adesão ao Sisbi-Poa, ante os atuais 970. Esse número já avançou contra 380 municípios do reportados no início de 2023. Em março, o governo federal havia anunciado a meta de aumentar a aplicação do sistema de vigilância para 3 mil municípios ao fim de 2026.

A ampliação do Sisbi-Poa integra também as medidas do governo para enfrentamento da inflação de alimentos. A avaliação de técnicos é que o maior número de produtos aptos a serem comercializados em todo o País amplia a oferta nacional destes itens, contribuindo para contenção dos preços.

Em março, o governo federal autorizou por um ano a equivalência do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), responsável pela inspeção de produtos de origem animal localmente à abrangência do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi). A medida foi autorizada para produtos como leite, mel e ovos, dentre o anúncio de medidas para barateamento dos preços dos alimentos.

O Sisbi, que integra o Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa), padroniza e harmoniza os procedimentos de inspeção de produtos de origem animal para garantir a inocuidade e segurança alimentar, segundo informações oficiais do ministério. O Sisbi permite que os produtos de origem animal inspecionados no município sejam comercializados em todo o território nacional.



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Novo centro de treinamento vai capacitar profissionais para o agro


O interior de São Paulo está ganhando um novo espaço com foco no desenvolvimento de talentos para o setor agrícola, o Centro de Treinamentos de Piracicaba. Com investimentos na ordem de R$ 6 milhões, a construção da unidade faz parte do Convênio de Cooperação Institucional da John Deere com a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq) e Grupo Terraverde, concessionário da empresa.

Segundo a John Deere, o centro de treinamento vai fomentar a troca de conhecimentos técnicos e científicos, a capacitação de profissionais e a realização de pesquisas voltadas para avanços tecnológicos.

Desde o início do convênio, em maio de 2022, mais de 2 mil pessoas foram treinadas – e a nova estrutura proporcionará um impacto ainda maior. Com a ampliação, haverá maior oferta de programas de capacitação que combinam o conhecimento teórico à prática de campo.

Serão abertas turmas voltadas aos alunos da Esalq/USP e, com o apoio do Grupo Terraverde, serão oferecidos cursos específicos em “Operações e Ajustes”. Em breve, o local também passará a receber cursos voltados à comunidade, já disponíveis na plataforma Campus John Deere, permitindo que ainda mais pessoas tenham contato com tecnologias de ponta e com as melhores práticas do setor agrícola.

Funcionários da rede de concessionários John Deere também terão oportunidades de desenvolvimento no CT de Piracicaba.

Sobre o centro de treinamento

Localizado na Fazenda Areão, uma área experimental de 130 hectares anexa ao campus da Esalq/USP, o centro ocupa 1,5 mil m² e conta com cinco salas de aula, um local de eventos para até 130 pessoas, um refeitório, área coberta para treinamentos com máquinas e outra área, mas essa aberta, de 20 hectares para atividades.

Centro de Soluções Conectadas (CSC)

No espaço, os alunos poderão simular o trabalho de concessionários que centralizam e organizam informações da frota de máquinas dos clientes com sincronia da gestão, dados em nuvem e conexão total com o ecossistema da companhia.

“A criação do centro de treinamentos surgiu a partir de um modelo de negócio inovador, em colaboração com uma instituição de ensino de referência. Essa parceria permite que a John Deere e o Grupo Terraverde foquem seus investimentos em infraestrutura e programas voltados às reais necessidades do mercado, para que os estudantes saiam da universidade atualizados e aptos a aproveitar o melhor da tecnologia para tornar o agro ainda mais produtivo, rentável e sustentável”, afirma Cláudio Trevizan, gerente regional de Gestão de Conhecimento da John Deere.

Sala de aula do Centro de Treinamento de PiracicabaSala de aula do Centro de Treinamento de Piracicaba
Foto: divulgação / John Deere

De acordo com a empresa, inicialmente, as atividades serão direcionadas aos docentes e alunos da Esalq/USP, incluindo graduação, mestrado e doutorado, além de funcionários da John Deere, da rede de concessionários e produtores rurais atendidos pelo Grupo Terraverde.

Em breve, o centro também atenderá alunos do ensino fundamental e médio de escolas da região, promovendo o desenvolvimento do agronegócio. A nova estrutura se une a outros cinco Centros de Treinamentos no Brasil, em Campinas (SP), Ribeirão Preto (SP), Goiânia (GO), Horizontina (RS) e Várzea Grande (MT).

Integração acadêmica e tecnológica

O convênio vai incentivar pesquisas nas áreas de modelagem, máquinas agrícolas, inteligência artificial e agricultura digital, ao mesmo tempo em que promoverá a criação de um ecossistema colaborativo entre a universidade e o setor privado, por meio de treinamentos, apresentações e a integração de docentes da Esalq/USP com profissionais da John Deere.

Além disso, o acordo apoia programas acadêmicos voltados à formação empreendedora, oferece bolsas de estudo e estimula o debate sobre os desafios da digitalização do campo.

“A integração com a John Deere pode produzir bons frutos se proporcionar para alunos e professores experimentarem o desenvolvimento tecnológico aplicado, levando para a sala de aula as inovações no momento em que elas ficam disponíveis no campo, sem defasagem. Trata-se de uma oportunidade para construirmos um ambiente onde o conhecimento científico e a inovação da indústria se encontram”, explica Thais Vieira, diretora da Esalq/USP.

Centro de treinamento John Deere (Piracicaba)Centro de treinamento John Deere (Piracicaba)
Foto: divulgação / John Deere

Fealq será responsável pela gestão administrativa e financeira dos recursos necessários à execução do Convênio, no âmbito da gestão dos projetos de pesquisa e treinamentos, bem como de bolsas de estudo concedidas a alunos de graduação e de pós-graduação.



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Frente fria sai do Sul, avança pelo país e muda regime de chuva



A frente fria que estava estacionada no Sul avança pelo Sudeste e afeta, também, o Centro-Oeste. Em alguns pontos, a chuva diminui, mas em outros, temporais podem ser esperados. Confira a previsão do tempo para este Domingo de Páscoa:

Sul

Conforme a frente fria avança pela Região Sudeste, a chuva volta a diminuir no Sul do país. Uma massa de ar frio corre pelo continente e a temperatura cai em todo o Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Tem previsão de geada nos pontos mais altos das serras gaúcha e catarinense. No Paraná, pancadas irregulares ainda podem acontecer nas regiões leste e norte, onde temporais não são descartados.

Sudeste

Conforme a frente fria avança, a chuva diminui em São Paulo, mas aumenta entre Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. O domingo ainda será bastante instável na capital paulista, com chuva entre a madrugada e tarde. A mínima será invertida, fenômeno que ocorre quando os termômetros ficam mais baixos à noite e não de manhã.

Centro-Oeste

O sol volta a aparecer mais no Centro-Oeste e a chuva diminui. Uma massa de ar frio avança pelo continente, mas não terá grandes efeitos na Região. A temperatura mínima deve diminuir em áreas do extremo sul de Mato Grosso do Sul, mas sem frio intenso.

Nordeste

Pancadas irregulares e com baixos acumulados acontecem no norte maranhense e no litoral do Rio Grande do Norte. No interior da Bahia, do Piauí e do Maranhão, chuvas rápidas. Nas demais regiões, tempo firme.

Norte

Chove no Amazonas, Acre, em Rondônia e no Amapá, mas com períodos de sol e melhorias. Nos demais estados, mais sol do que chuva.



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AgroNewsPolítica & Agro

Vida saudável impulsiona demanda por alimentação natural


A prática de esportes e atividades físicas ao ar livre faz parte da rotina de muitos cariocas, inspirados pelas paisagens deslumbrantes do Rio de Janeiro. Nos últimos anos, com o acesso facilitado a informações sobre saúde e bem-estar, a população tem adotado hábitos mais equilibrados, incluindo a busca por uma alimentação saudável.

Frangos e ovos, por exemplo, são fontes importantes de proteínas e essenciais para quem deseja mais energia e desempenho esportivo. A Korin Alimentos, referência nacional em produtos naturais, oferece alimentos desenvolvidos com base na Agricultura Natural, filosofia que prioriza a vitalidade do solo e elimina o uso de antibióticos, transgênicos e agrotóxicos na produção.

No Rio de Janeiro, os consumidores contam com quatro lojas de fábrica da Korin, localizadas em Botafogo, Leblon, Tijuca e Niterói. Nesses espaços, é possível encontrar mais de 2.000 itens, entre carnes, ovos, frutas, legumes e uma ampla variedade de produtos de mercearia. O hortifruti abastecido por agricultores locais é um diferencial que reforça o compromisso com a sustentabilidade.

A expansão da rede inclui a nova unidade em Botafogo, que se soma às outras dez lojas já existentes pelo Brasil. A Korin convida todos a conhecer seus espaços e descobrir como é possível se alimentar de forma mais saudável, saborosa e responsável.

“Nos últimos anos, a população passou a ter mais acesso a informações sobre os benefícios de uma rotina mais equilibrada e começou a implementar essas práticas no dia a dia. No entanto, para alcançar os resultados desejados, é essencial incluir outro elemento: a alimentação saudável”, ressalta Simone Pereira Soares, Gerente de Operações do Grupo Korin.





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