sábado, maio 23, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Expedição técnica mapeia desafios e avanços na produção de batata e tomate em 14 regiões brasileiras



Pesquisadores conduziram visitas técnicas, palestras e coletas de dados


Foto: Divulgação

Entre maio e julho de 2025, a equipe da revista hortifruti Brasil, publicação do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, está com os pés no campo para ouvir quem realmente faz o hortifrúti acontecer. A matéria de capa da edição de junho é resultado de uma ampla expedição por 14 polos produtores de tomate e batata, localizados em regiões estratégicas do Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do Brasil. A iniciativa faz parte da Rota da batata e do tomate, realizada em parceria com a Gowan do Brasil, dentro do escopo do programa Parcerias Inteligentes HFBrasil.

Durante a jornada, pesquisadores, técnicos e jornalistas da HF Brasil conduziram visitas técnicas, palestras e coletas de dados primários diretamente com produtores, resultando na análise de indicadores como produtividade, rentabilidade, custos de produção e estratégias de manejo adotadas nas lavouras.

“Cada parada foi uma troca rica de informações. Levamos dados e voltamos com histórias, desafios e soluções reais do campo. Esta edição traduz tudo isso em números, gráficos e análises que ajudam a pensar o futuro da produção nacional”, afirma João Paulo Deleo, pesquisador do Cepea e coordenador da expedição.

A publicação do Cepea destaca avanços agronômicos, como o uso crescente da enxertia na cultura do tomate, e a profissionalização da bataticultura, especialmente voltada à indústria de congelados. Também são abordados os principais gargalos enfrentados pelos produtores, como incertezas climáticas, alto custo dos insumos e escassez de mão de obra qualificada.

Com uma abordagem técnico-analítica e linguagem acessível, a reportagem oferece uma leitura estratégica para produtores, técnicos, consultores e agentes da cadeia hortícola interessados em compreender as transformações em curso na produção nacional.





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AgroNewsPolítica & Agro

Fertilizantes encarecem produção de trigo no Paraná



Preço do trigo ainda desanima produtor




Foto: Canva

O preço médio da saca de trigo recebido pelos produtores paranaenses em maio foi de R$ 79,69, valor estável em relação a abril, mas 15% superior ao praticado em maio de 2024 (R$ 68,83). Apesar da alta anual, o patamar é considerado insuficiente para reverter o desânimo dos produtores, especialmente diante do aumento dos custos de produção. As informações são do Boletim de Conjuntura Agropecuária desta quinta-feira (12), elaborado pelos analistas do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

O Deral aponta que os principais fertilizantes utilizados na cultura registraram um aumento de preços de 22% no mesmo período. Isso contribuiu para um acréscimo de aproximadamente 8% nos custos variáveis, que passaram de R$ 67,41 para R$ 72,87 por saca nos últimos 12 meses. A alta foi “parcialmente atenuada pela redução nos custos com agrotóxicos e sementes”.

Os produtores paranaenses já semearam 78% da área de 850 mil hectares destinada à triticultura. Caso essa estimativa se confirme, a área de plantio de trigo no estado será 25% inferior à colhida em 2024, que foi de 1,13 milhão de hectares.

Apesar da redução na área, a cultura apresenta ótimas condições de campo até o momento, mantendo o potencial de produção próximo de 130 sacas por alqueire. As lavouras já implantadas foram “bastante beneficiadas pelas chuvas recentes”, especialmente em regiões onde as precipitações ainda não haviam sido volumosas e abrangentes, como partes do Norte Pioneiro e dos Campos Gerais. As chuvas também criaram “boas condições para a continuidade do plantio, proporcionando umidade suficiente para garantir, futuramente, uma boa germinação nas áreas ainda não semeadas no estado”





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Argentina suspende importações de produtos e subprodutos de aves do Brasil


Logotipo Reuters

BUENOS AIRES (Reuters) – A agência sanitária estatal a Argentina, Senasa, ordenou nesta sexta-feira a suspensão das importações de produtos e subprodutos de aves do Brasil, o maior exportador mundial de frango, que horas antes confirmou seu primeiro surto de gripe aviária em uma granja comercial.

“Após a confirmação das autoridades brasileiras, a Senasa solicitou ao setor produtivo o reforço das medidas de biossegurança em seus estabelecimentos”, afirmou a agência em comunicado, acrescentando que as medidas permanecerão em vigor até que o Brasil seja certificado como livre da gripe aviária.

((Reportagem de Maximilian Heath)

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Grupo Ferrarin comunica falecimento de Gustavo Ferrarin, neto do fundador Wilson Ferrarin



Gustavo Ferrarin, filho de Ronaldo Ferrarin — CEO da Agrofel — e neto de Wilson Ferra




Foto: Reprodução/Redes Sociais

O Grupo Ferrarin comunicou, com profundo pesar, o falecimento de Gustavo Ferrarin, filho de Ronaldo Ferrarin — CEO da Agrofel — e neto de Wilson Ferrarin, fundador da empresa. Gustavo integrava a família Ferrarin, que dá nome ao grupo empresarial.

Em nota oficial divulgada pela companhia, a trajetória de Gustavo foi destacada como fortemente ligada à história do Grupo Ferrarin, sendo marcada por valores como trabalho, união e legado familiar. “Sua presença, sempre gentil e comprometida, foi símbolo da continuidade de uma geração que carrega os princípios que nos trouxeram até aqui”, afirmou o comunicado.

O texto ressalta ainda a importância de Gustavo como inspiração pela sua humanidade, respeito e dedicação. “Neste momento de profunda dor, nos solidarizamos com toda a família Ferrarin, com amigos e colegas que partilham essa perda irreparável”, diz a nota.

O Grupo Ferrarin finaliza a homenagem com votos de solidariedade à família e a todos que conviveram com Gustavo, reafirmando que sua memória permanecerá viva naqueles que seguem os mesmos valores que marcaram sua vida.





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Colheita de arroz é oficialmente encerrada no Rio Grande do Sul



Rio Grande do Sul mantém sua posição como o principal produtor nacional de arroz




Foto: Pixabay

A colheita de arroz no Rio Grande do Sul para a safra 2024/2025 foi oficialmente encerrada nesta quinta-feira (12), conforme anúncio do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). A equipe técnica da autarquia confirmou a conclusão dos trabalhos em todas as regiões produtoras do estado.

Embora haja uma “pequena área a ser colhida em alguns municípios”, o volume remanescente é considerado “pouco significante do ponto de vista estatístico”, justificando o encerramento do ciclo de colheita pelo Irga. As informações consolidadas sobre a área colhida, produtividade média, produção total e área perdida estão em fase de finalização e serão divulgadas no Relatório Final da Safra 2024/2025.

O Rio Grande do Sul mantém sua posição como o principal produtor nacional de arroz, sendo responsável por mais de 70% da produção do país. O Irga reafirma seu “compromisso com o acompanhamento técnico e a transparência dos dados, contribuindo para o fortalecimento da cadeia produtiva do arroz no estado”.

Uruguaiana lidera o ranking estadual de produção, com 707.219,10 toneladas, seguido por Santa Vitória do Palmar (653.120,40 toneladas) e Itaqui (604.789,17 toneladas).

Ranking dos maiores produtores do estado:

  • 1º Uruguaiana 707.219,10
  • 2º Santa Vitória do Palmar 653.120,40
  • 3º Itaqui 604.789,17
  • 4º Alegrete 460.753,00
  • 5º Dom Pedrito 339.271,97
  • 6º Camaquã 330.461,39
  • 7º Arroio Grande 308.809,20
  • 8º São Borja 306.703,95
  • 9º Mostardas 248.314,80
  • 10º Barra do Quaraí 230.804,40

 

Ranking dos maiores produtores por região:

Campanha

  • 1º Dom Pedrito 339.271,97
  • 2º São Gabriel 218.640,00
  • 3º Rosário do Sul 146.854,68
  • 4º Cacequi 93.660,30
  • 5º Sant’Ana do Livramento 76.596,54

 

Região Central

  • 1º Cachoeira do Sul 218.275,89
  • 2º São Sepé 123.300,00
  • 3º Restinga Seca 95.449,20
  • 4º Formigueiro 80.014,75
  • 5º Agudo 68.656,50

 

Fronteira Oeste

  • 1º Uruguaiana 707.219,10
  • 2º Itaqui 604.789,17
  • 3º Alegrete 460.753,00
  • 4º São Borja 306.703,95
  • 5º Barra do Quaraí 230.804,40

 

Planície Costeira Externa

  • 1º Mostardas 248.314,80
  • 2º Viamão 137.789,70
  • 3º Palmares do Sul 130.489,10
  • 4º Santo Antônio da Patrulha 105.966,00
  • 5º Capivari do Sul 80.510,00

 

Planície Costeira Interna

  • 1º Camaquã 330.461,39
  • 2º Tapes 175.258,00
  • 3º Arambaré 141.384,50
  • 4º Barra do Ribeiro 115.507,35
  • 5º Eldorado do Sul 106.114,27

 

Zona Sul

  • 1º Santa Vitória do Palmar 653.120,40
  • 2º Arroio Grande 308.809,20
  • 3º Rio Grande 191.297,05
  • 4º Jaguarão 155.585,43
  • 5º Pelotas 81.810,00





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AgroNewsPolítica & Agro

frio tímido e calor antecipado


Mesmo com temperaturas acima da média, o inverno de 2025 deve se mostrar um pouco mais próximo da normalidade em comparação aos dois anos anteriores. A análise é do meteorologista Gabriel Rodrigues, do Portal Agrolink, que destaca: “O frio deve aparecer, sim, mas não será tão intenso. Ainda assim, será um pouco mais presente do que nos invernos de 2023 e 2024, que foram bastante amenos.”

Segundo Rodrigues, o comportamento climático está relacionado à atual fase de neutralidade dos oceanos, sem a atuação dos fenômenos El Niño ou La Niña. “Estamos sob neutralidade climática e essa condição deve permanecer durante todo o inverno. Isso contribui para uma atmosfera menos influenciada por extremos, o que favorece um padrão mais próximo do esperado para a estação”, explica o meteorologista.

Primavera pode chegar mais cedo no Sul e Sudeste

Apesar do cenário de neutralidade, o especialista chama atenção para o aumento das temperaturas no fim da estação. “No final do inverno, as temperaturas devem subir ainda mais, antecipando as características da primavera, especialmente nas regiões Sul e Sudeste. Essa condição pode impactar o desenvolvimento de culturas que dependem de frio mais intenso, como frutas de clima temperado”, alerta.

Chuvas abaixo da média no Norte e dentro da normalidade no Centro

Em relação à precipitação, o meteorologista ressalta que o inverno tende a ser seco em boa parte do país, como já é comum para esta época. “No Brasil Central, mesmo que as chuvas fiquem dentro da média histórica, estamos falando de um período naturalmente seco. Ou seja, pouca chuva é o padrão esperado.”

No entanto, há destaque para o extremo Norte, onde a previsão é de chuvas abaixo da média, afetando estados como Roraima, Amapá e o norte do Pará. Por outro lado, áreas do Nordeste, especialmente o litoral norte da Bahia até o litoral do Ceará, podem registrar precipitações acima do normal.

Perspectivas positivas para o agronegócio, com atenção ao calor

De forma geral, o inverno de 2025 deve ser tranquilo para a maioria das regiões produtoras do Brasil. A maior atenção, segundo Rodrigues, está voltada para as temperaturas acima da média. “O calor fora de época pode representar um desafio para o manejo de algumas culturas de clima frio, impactando o ciclo de produção, principalmente na fruticultura”, conclui.





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News

Confira os preços da soja em dia de relatório do USDA



O mercado brasileiro de soja registrou preços fracos, de estáveis a mais baixos, mais uma vez nesta quinta-feira (12).

Em dia de atenções para o relatório de oferta e demanda de junho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o mercado teve negócios arrastados, com a soja caindo em Chicago, o dólar neutro e os prêmios estáveis.

Segundo o consultor de Safras & Mercado Rafael Silveira, a indústria recuou um pouco nas ofertas e houve fraca demanda.

Preços médios da soja

  • Passo Fundo (RS): recuou de R$ 130 para R$ 129
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 131 para R$ 130
  • Porto de Rio Grande: diminuiu de R$ 135 para R$ 133,50
  • Cascavel (PR): baixou de R$ 129 para R$ 128
  • Porto de Paranaguá (PR): foi de R$ 134,50 para R$ 133
  • Rondonópolis (MT): reduziu de R$ 117 para R$ 116
  • Dourados (MS): decresceu de R$ 119 para R$ 118
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 118 para R$ 117

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira em leve baixa, revertendo os ganhos iniciais.

De acordo com Silveira, mesmo sem grandes novidades, o mercado sentiu certa pressão vinda do relatório de junho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os estoques globais acima do esperado adicionaram pressão fundamental aos preços. O relatório indicou que a safra norte americana de soja deverá ficar em 4,340 bilhões de bushels em 2025/26, o equivalente a 118,11 milhões de toneladas.

A produtividade foi indicada em 52,5 bushels por acre. Não houve alterações na comparação com o relatório passado. O mercado esperava uma produção de 4,388 bilhões ou 119,4 milhões.

Os estoques finais estão projetados em 295 milhões de bushels ou 8,03 milhões de toneladas, também sem mudanças. O mercado apostava em carryover de 302 milhões de bushels ou 8,22 milhões de toneladas. O USDA está trabalhando com esmagamento de 2,490 bilhões de bushels e exportações de 1,815 bilhão, repetindo as projeções de maio.

Safra mundial de soja

O USDA projetou safra mundial de soja em 2025/26 de 426,82 milhões de toneladas. Para 2024/25, a previsão é de 420,78 milhões de toneladas. Os estoques finais para 2025/26 estão estimados em 125,3 milhões de toneladas, acima da previsão do mercado de 124,6 milhões de toneladas.

Os estoques da temporada 2024/25 estão estimados em 124,2 milhões de toneladas, contra expectativa de 123,1 milhões de toneladas.

O USDA indicou safra brasileira em 2025/26 em 175 milhões de toneladas. Para 2024/25, a estimativa foi mantida em 169 milhões de toneladas – o mercado esperava 169,2 milhões. A produção da Argentina em 2025/26 está prevista em 48,5 milhões de toneladas.

Para 2024/25, o número foi mantido em 49 milhões, enquanto o mercado esperava 49 milhões de toneladas.

Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 8,25 centavos de dólar ou 0,78% a US$ 10,42 1/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,27 1/4 por bushel, perda de 2,00 centavos ou 0,19%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 0,30, ou 0,10%, a US$ 294,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 47,61 centavos de dólar, com perda de 0,41 centavo ou 0,85%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,07%, sendo negociado a R$ 5,5425 para venda e a R$ 5,5405 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5243 e a máxima de R$ 5,5588.



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News

Arroba do boi gordo sobe quase R$ 10 em Minas Gerais; veja as cotações



O mercado físico do boi gordo registrou negócios acima das referências médias nesta quinta-feira (12).

Segundo o analista de Safras & Mercado, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade do movimento de alta no curto prazo, em linha com o atual posicionamento das escalas de abate, entre cinco e seis dias úteis na média nacional.

“Animais jovens ainda são o grande gargalo neste momento. Já as exportações permanecem em alto nível, com o país caminhando a passos largos para um recorde na atual temporada”, disse.

Preços médios da arroba

  • São Paulo: R$ 319,92 — ontem: R$ 317,25
  • Goiás: R$ 303,39 — na quarta: R$ 301,43 
  • Minas Gerais: R$ 310,29 — anteriormente: R$ 300,88
  • Mato Grosso do Sul: R$ 318,18 — ontem: R$ 314,32
  • Mato Grosso: R$ 315,47 — na quarta: R$ 314,59

Mercado atacadista

O mercado atacadista teve preços acomodados para a carne bovina ao longo do dia. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios sugere por menor apelo à alta dos preços na próxima semana, em linha com o arrefecimento do consumo durante a segunda quinzena do mês, período de menor apelo ao consumo.

“Destacando que em 2025 há uma preferência da população por proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, ovos e embutidos”, disse Iglesias.

O quarto traseiro do boi segue no patamar de R$ 24,50 por quilo. O quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 19,50 por quilo. Ponta de agulha segue no patamar de R$ 18,50, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,07%, sendo negociado a R$ 5,5425 para venda e a R$ 5,5405 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5243 e a máxima de R$ 5,5588.



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AgroNewsPolítica & Agro

Governo regulamenta fiscalização agropecuária


O governo federal publicou nesta quinta-feira (12) o Decreto nº 12.502/2025, que regulamenta o processo administrativo de fiscalização agropecuária no Brasil. A nova norma detalha a aplicação da Lei nº 14.515/2022, conhecida como a Lei do Autocontrole, e estabelece um rito único para apuração e julgamento de infrações em todas as áreas da fiscalização agropecuária, incluindo sanidade vegetal, sanidade animal, controle de insumos e fiscalização de produtos.

A medida visa proporcionar “mais clareza, agilidade e segurança jurídica” às ações de fiscalização do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), atendendo a uma demanda do setor agropecuário por maior simplicidade, previsibilidade e justiça regulatória.

Entre os avanços, destaca-se a criação da Comissão Especial de Recursos de Defesa Agropecuária. Esta instância colegiada de terceira e última instância administrativa será composta por representantes do Mapa, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A comissão terá a missão de “assegurar decisões técnicas, imparciais e fundamentadas”.

O decreto também autoriza a celebração do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que permitirá a conversão de penalidades mais severas, como suspensão ou cassação de registros, em multas. Essa conversão ocorrerá mediante acordo entre o infrator e a Administração Pública, em casos nos quais o autuado demonstre boa-fé e disposição para corrigir a irregularidade, sem comprometer o rigor da legislação sanitária e regulatória.

O novo modelo oferece ainda incentivos para regularização voluntária, como parcelamento e desconto de multas, e garante o direito à ampla defesa e ao contraditório, com prazos definidos para apresentação de recursos.

A implementação da medida não gerará novos custos ao governo, sendo executada com os recursos já disponíveis no orçamento do Mapa. A padronização e a digitalização dos procedimentos “devem proporcionar ganhos de eficiência, melhor aproveitamento da estrutura administrativa existente maior celeridade na tramitação dos processos”.





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