quinta-feira, maio 28, 2026

Autor: Redação

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Produtora de Goiás aposta na moringa e transforma cultivo em negócio lucrativo e sustentável



A engenheira agrônoma Rebeca Araújo, de 31 anos, é um exemplo de como a inovação no campo pode gerar renda, sustentabilidade e transformar a vida de quem trabalha com dedicação.

Moradora de Formosa, município goiano no entorno do Distrito Federal, ela encontrou na moringa uma oportunidade de empreender e criar uma empresa que alia saúde, beleza e respeito ao meio ambiente.

Mãe, produtora rural e apaixonada pelo agronegócio, Araújo se encantou com a moringa há cerca de quatro anos e meio.

A planta, originária da Índia e rica em nutrientes, virou o carro-chefe de sua empresa, a Moringa Beauty, especializada em  suplementação alimentar, ração animal, dermocosméticos, medicina, extração de óleo e até produção de biocombustível.

Em poucos anos, ela conquistou um público fiel e um time de vendas com mais de 18 pessoas, atendendo clientes em Goiás, Minas Gerais e São Paulo.

Com mais de 10 mil clientes atendidos, Araújo comemora o crescimento da empresa e já tem planos de exportar seus produtos para a Europa e os Estados Unidos. A meta é ousada: alcançar 50 mil clientes nos próximos três anos.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

Moringa oferece nutrição, saúde e versatilidade no campo

A moringa é considerada uma das plantas mais completas do mundo. Com 92 tipos de nutrientes, 46 antioxidantes e 18 aminoácidos essenciais, ela pode ser usada na alimentação humana, na nutrição animal, na indústria cosmética e até na produção de biocombustíveis.

Araújo soube enxergar o potencial da planta não só como negócio, mas como uma aliada para o produtor rural.

A silagem da moringa, por exemplo, é altamente nutritiva e pode complementar a alimentação do rebanho, especialmente em períodos de estiagem.

A planta ainda contribui para a recuperação do solo, purificação da água e captura de carbono, sendo uma alternativa promissora para quem busca produção sustentável e de baixo custo.

Outro diferencial é o apoio à agricultura familiar. Toda a cadeia produtiva é pensada para fortalecer pequenos produtores e manter práticas sustentáveis do início ao fim.

“Acredito que todo empreendedor precisa buscar capacitação, pois aprender a fazer as coisas do jeito certo desde o começo faz toda a diferença no sucesso do negócio”, salienta a produtora rural.

O apoio de instituições como o Sebrae e o Senar foi fundamental para o sucesso. A Sala do Empreendedor de Formosa, por exemplo, ofereceu o suporte necessário para que ela formalizasse seu negócio. 

Com visão empreendedora e foco no desenvolvimento rural, Rebeca Araújo mostra que é possível inovar, gerar renda e cuidar do meio ambiente. Sua história inspira outros produtores a verem no campo uma fonte de oportunidades, crescimento e transformação.

Porteira Aberta Empreender: conectando o campo e o mundo

Se você quer conhecer mais histórias como a da Rebeca Araújo acompanhe diariamente as novidades aqui no site do Canal Rural/ Empreendedorismo.

Você também pode ter a sua história contada no site, então envie suas dúvidas, sugestões e compartilhe sua história de empreendedorismo no agro pelo WhatsApp.

Além disso, no programa Porteira Aberta Empreender – uma produção do Canal Rural em parceria com o Sebrae -, você, micro e pequeno produtor rural, descobre soluções, produtos, serviços e inovações para fortalecer seu empreendimento rural. Acesse o nosso canal canal no YouTube e venha empreender com a gente!



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado da soja: É melhor aguardar



Vários fatores de baixa pressionam o mercado



Vários fatores de baixa pressionam o mercado
Vários fatores de baixa pressionam o mercado – Foto: Pixabay

Segundo análise da TF Agroeconômica, o momento atual do mercado de soja exige cautela por parte dos produtores brasileiros. A recomendação principal é aguardar a reação dos prêmios oferecidos pelos compradores internacionais, especialmente os da China e da Europa. A demanda chinesa será determinante para definir os rumos do mercado nos próximos meses, sendo fundamental acompanhar de perto os desdobramentos da guerra comercial entre EUA e China.

Entre os fatores que podem impulsionar os preços, destaca-se a possível vantagem competitiva do Brasil com a imposição de tarifas entre as duas maiores economias do mundo. Embora os prêmios nos portos brasileiros tenham subido, ainda não compensam completamente as quedas nas cotações da CBOT. Contudo, o período atual é sazonalmente favorável às exportações brasileiras, o que tende a reforçar o protagonismo do país como principal fornecedor mundial. Como afirma Carlos Mera, chefe de Pesquisa de Mercado Agrícola do Rabobank, “o Brasil será de longe o principal beneficiário, o maior fornecedor que pode substituir a soja dos EUA para a China”.

Por outro lado, vários fatores de baixa pressionam o mercado. A retaliação chinesa às tarifas norte-americanas incluiu a imposição de tarifas de 34% sobre produtos dos EUA, restrições à exportação de terras raras e sanções a empresas norte-americanas, além de uma queixa formal na OMC. O comércio de soja entre EUA e China já está em baixa sazonal, e uma continuidade do conflito pode consolidar a perda de mercado dos americanos, embora o Brasil também sofra com a instabilidade. Em 2024, os EUA exportaram 27 milhões de toneladas para a China, contra 74 milhões do Brasil.

Adicionalmente, a desvalorização do real aumentou a competitividade do grão brasileiro, incentivando as vendas no início da colheita. A ANEC revisou para cima as estimativas de exportação de soja em março, de 15,56 para 16,10 milhões de toneladas. Por fim, o USDA informou uma leve redução da área sob seca no Centro-Oeste dos EUA, o que pode influenciar positivamente a produtividade da safra americana e impactar os preços globais.

 





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BB projeta R$ 2 bilhões em propostas



O Banco do Brasil (BB) espera acolher R$ 2 bilhões em propostas durante a 22ª edição da Tecnoshow Comigo. O evento, um dos mais importantes do agronegócio nacional, começa hoje e segue até o dia 11 de abril, em Rio Verde (GO). Segundo a instituição, o montante reflete o otimismo do banco com o setor e o compromisso do BB em apoiar pequenos, médios e grandes produtores rurais.

“O BB é parceiro da Tecnoshow Comigo desde a primeira edição, e essa parceria se fortalece a cada ano, com o Banco reforçando o compromisso em oferecer soluções financeiras completas para todas as necessidades da agricultura familiar e empresarial. Os bons resultados da safra na região reforçam esse cenário positivo. Estamos preparados para fazer bons negócios e apoiar os produtores em todos os ciclos de produção e na realização de novos investimentos, impulsionando o desenvolvimento sustentável do setor e a segurança alimentar de todo o país”, afirma Luiz Gustavo Braz Lage, vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB.

Nas últimas semanas, o Banco promoveu 100 encontros pré-feira onde foram apresentados e antecipados aos clientes, as condições negociais que o BB levará para o evento deste ano.

Durante os cinco dias de Tecnoshow, os visitantes poderão visitar o estande do Banco do Brasil, um espaço sustentável alinhado à campanha de sustentabilidade do BB e ao movimento ‘A gente se importa’.

A estrutura do espaço utiliza materiais recicláveis e foi projetada para proporcionar uma experiência mais confortável e funcional, com maior iluminação natural, além de oferecer mesas para atendimento bancário, salas de reunião, auditório climatizado para 50 pessoas, café, torre para recarregamento de celular, totem com protetor solar e um ambiente para ativações promocionais, como a cabine de prêmios.

O banco também informou que dezenas de funcionários estarão distribuídos pelas revendas e no estande para prestar atendimento personalizado e apoiar os produtores na contratação de novos investimentos.

Além disso, haverá rodas de conversas com agricultores familiares que tem como objetivo inspirar a nova geração a dar continuidade ao legado de suas famílias no campo, valorizando a importância da sucessão planejada para a sustentabilidade dos negócios rurais

Produtores rurais serão convidados para participar de uma conversa com especialistas do BB, como forma de capturar percepções e entender as necessidades regionais a fim de alinhar as estratégias, soluções e negócios do Banco para o setor.

Confira outras ações do BB para a 22ª edição da Tecnoshow Comigo

  • Rolê que Rende: projeto que tem a estratégia de incentivar negócios com as gerações mais jovens, promovendo debates com o público universitário sobre investimentos, carreira, inovação e educação financeira.
  • Broto: consultores da instituição vão apresentar a plataforma digital agro do Banco do Brasil, mostrando os benefícios para os produtores rurais e para as empresas participantes, visando a promoção de negócios. O Broto apresentará, também, produtos e serviços disponíveis na plataforma, como linhas de crédito, cotações, seguros, consórcios e soluções em ASG (ambiental, social e governança).

O banco também também apresentará serviços como consórcios e seguros.



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USDA reduz estimativa da safra brasileira de milho para 126 milhões de toneladas


Grãos; milho
Foto: Renata Silva/Embrapa

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Brasília estimou a produção de milho do Brasil em 126 milhões de toneladas para safra 2024/25, ante projeção anterior de 128 milhões de toneladas. O volume é 5,9% superior ao estimado para 2023/24, de 119 milhões de toneladas.

O USDA também reduziu estimativa das exportações brasileiras de milho em 44 milhões de toneladas em 2024/25 – cerca de 4 milhões de toneladas a menos que a prevista. Entretanto, o volume supera a estimativa da safra 2023/24, que era de 38,3 milhões de toneladas.

Já a projeção do consumo doméstico passou de 84,5 milhões para 87,5 milhões de toneladas. O volume estimado na safra anterior era de 84 milhões de toneladas.

Safra de milho 2025/26

O Departamento americano estima uma produção de 130 milhões de toneladas de milho, com uma área plantada de 22,5 milhões de hectares (aumento de 500 mil hectares ante 2023/24). As exportações devem somar 44 milhões de toneladas e o consumo doméstico, 89,5 milhões de toneladas.

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Bolsas asiáticas desabam e europeias seguem em queda nesta segunda-feira



Em meio a temores de que a guerra comercial deflagrada pelo tarifaço do presidente dos EUA, Donald Trump, desencadeie uma recessão global, as bolsas asiáticas fecharam a segunda-feira (7) em forte queda – a Bolsa de Hong Kong levou o maior tombo em um único pregão desde 1997, e fechou com queda de 13,22%.

No Japão, o índice Nikkei recuou 7,83%, e o Kospi, na Coreia do Sul, teve queda de 5,57%, com ambos os índices atingindo os menores níveis desde outubro de 2023.

Na Oceania, a bolsa australiana teve seu pior dia desde março de 2020, com queda de 4,23% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 7.343,00 pontos.

Agora pela manhã, o índice pan-europeu Stoxx 600 recuava 3,89%. Na semana passada, o índice sofreu perdas de 8,4%, a maior queda semanal em cinco anos. A Bolsa de Londres caía 3,48%, a de Paris recuava 4% e a de Frankfurt cedia 4,08%, após sofrer um tombo de mais de 10% na abertura do pregão.

Milão, Madri e Lisboa amargavam perdas de 4,37%, 4,14% e 4,39%, respectivamente.

Nos Estados Unidos, os índices futuros de ações caíram 3,5% em negociações voláteis, enquanto os futuros do Nasdaq NQc1 caíram 4,4%. Esse tipo de contrato mostra como o mercado espera que os principais índices de ações se comportem quando o pregão abrir.



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AgroNewsPolítica & Agro

Soja fecha semana em forte baixa na CBOT


Segundo a TF Agroeconômica, a soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou o dia e a semana em forte baixa, impactada pela escalada da guerra comercial entre Estados Unidos e China. A retaliação chinesa, com a imposição de tarifas de 34% sobre produtos norte-americanos, atingiu duramente a oleaginosa, mesmo em um momento de fracas negociações entre os dois países. A perspectiva de inviabilização de novas compras e possíveis cancelamentos agravou ainda mais o cenário.

Os contratos de soja para maio, referência para a safra brasileira, fecharam a sexta-feira em queda de -3,41%, ou -34,50 cents/bushel, cotados a US$ 977,00. O vencimento de julho recuou -3,24%, ou -33,25 cents/bushel, a US$ 993,00. O farelo de soja para maio caiu -1,70%, ou -4,90 por tonelada curta, a US$ 283,10. Já o óleo de soja desvalorizou -2,59%, ou -1,22 centavos/libra-peso, fechando a US$ 45,84.

A retaliação chinesa fez com que o país asiático voltasse suas atenções para o Brasil, que está em plena colheita. Esse movimento, somado à desvalorização do real frente ao dólar, aumentou a competitividade da soja brasileira no mercado internacional e incentivou os produtores nacionais a vender. Com isso, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) elevou em 3,47% sua projeção de exportações de soja para março. Caso o número se confirme, representará um aumento de 18,82% em relação ao mesmo período de 2024.

No acumulado da semana, a soja caiu -4,50%, ou -46,00 cents/bushel. O farelo recuou -3,54%, ou -10,60 por tonelada curta. Por outro lado, o óleo de soja foi a única exceção, registrando alta semanal de 1,51%, ou +0,68 centavos/libra-peso.

 





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Chuvas se intensificam na Região Sudeste neste final de semana


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê chuvas significativas em várias partes do país neste final de semana, com destaque para a Região Sudeste. O volume expressivo é fruto da passagem de uma frente fria e deverá atingir áreas do leste de São Paulo e do Rio de Janeiro, estendendo-se até o sul do Espírito Santo, como indica o aviso vermelho (grande perigo), vigente até as 10h de amanhã (5).

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Alertas do Inmet para este final de semana. Fonte: Inmet

No domingo (6), as chuvas diminuem em São Paulo e no Rio de Janeiro, mas a condição de severidade persiste sobre áreas do Espírito Santo e do extremo sul da Bahia, com chuvas intensas que podem ultrapassar 100 mm em 24 horas.

É necessária atenção especial para as seguintes áreas: Baixada Santista, Litoral Norte, Serra da Mantiqueira, Vale do Paraíba Paulista e Fluminense, Costa Verde, Região Metropolitana do Rio, Baixada Litorânea, Norte Fluminense e sul do Espírito Santo.

A costa norte do país entra em alerta para instabilidades que devem persistir até às 10h de amanhã (5), conforme indica o aviso laranja (perigo) do Inmet, que prevê chuvas intensas, com volumes de até 100 mm, e ventos de até 100 km/h em áreas que vão do Amapá até o Rio Grande do Norte.

O Inmet chama a atenção para volumes significativos nas capitais da faixa norte da região Nordeste, que têm registrado muita chuva nos últimos dias. A persistência das chuvas tem sido ocasionada, principalmente, pela atuação da Zona de Convergência Intertropical.

A Região Norte também segue em alerta para muitas chuvas neste período, que se estende do noroeste do Pará, passando pelo norte de Roraima até o sudoeste do Amazonas, áreas que estão sob aviso laranja (perigo) emitido pelo Inmet, vigente até as 10h de amanhã (5).





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Ouça agora a resenha do que mexe com o mercado na semana 


PODCAST Diário Econômico

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que após retaliação da China às tarifas dos EUA, mercados globais recuaram e o dólar disparou.

A aversão ao risco também atingiu o Brasil, afetando a curva de juros.

No radar da semana, inflação nos EUA, discursos do Fed e indicadores relevantes no Brasil, como IPCA e IBC-Br.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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vacina brasileira aguarda fase de testes



A primeira vacina brasileira contra a gripe aviária em humanos, desenvolvida pelo Instituto Butantan, recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) iniciará os testes clínicos com 700 voluntários em Pernambuco, Minas Gerais e São Paulo.

O estudo clínico será conduzido pelo Plátano Centro de Pesquisas Clínicas, com liderança dos pesquisadores Rafael Dhalia (Fiocruz Pernambuco) e Carlos Brito (Plátano), e tem como objetivo avaliar a segurança e a eficácia imunológica do imunizante.

Os voluntários, divididos em dois grupos etários (18 a 59 anos e 60+), receberão duas doses da vacina ou do placebo, com intervalo de 21 dias entre as aplicações. Apenas um em cada sete participantes receberá a substância sem princípio ativo. O acompanhamento será feito durante sete meses, com visitas e exames clínicos.

Antes do início da vacinação, os participantes passarão por uma triagem com exames bioquímicos, hematológicos e sorológicos no Real Hospital Português. A análise da resposta de imunidade celular será realizada na Fiocruz Pernambuco.

Vacina contra futuras pandemias

A vacina é vista como uma possível ferramenta na criação de anticorpos eficazes contra a gripe aviária, funcionando como uma barreira preventiva contra futuras pandemias.

“A vacina em teste se apresenta como uma possível ferramenta para a criação de anticorpos eficazes contra a gripe aviária, funcionando como um pilar preventivo para evitar uma nova crise pandêmica”, afirma Dhalia, que também destaca a importância da participação dos voluntários para o avanço científico e o potencial de salvar vidas.

Interessados em participar do estudo podem realizar a pré-inscrição aqui.

Morte de 300 milhões de aves

Especialistas ao redor do mundo alertam sobre o risco da disseminação de variantes perigosas do vírus da gripe aviária, como H5N1, H5N8 e H7N9 — todas com alta letalidade e capacidade de mutação.

Desde 2021, esses vírus causaram a morte de cerca de 300 milhões de aves e impactaram 315 espécies silvestres em 79 países, segundo dados internacionais.

Nos seres humanos, embora os casos ainda sejam raros, os números são alarmantes: entre 2003 e 2024, foram registrados 954 casos em 24 países, com 464 mortes — uma taxa de letalidade de 48,6%, muito superior à da covid-19, que ficou abaixo de 1%.



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Arroba do boi gordo continuará valorizada no 1º semestre? Analistas respondem


O mercado físico do boi gordo registrou novos aumentos de preço no Brasil ao longo da semana. De acordo com o analista de Safras & Mercado Allan Maia, o encurtamento das escalas de abate, que tem variado entre cinco e seis dias úteis, contribuiu para o crescimento das cotações da arroba.

Outro fator que ajudou esse movimento de valorização é a expectativa de avanço no consumo de carne bovina, considerando a entrada dos salários na economia e o feriado de Páscoa. “As exportações de carne bovina em ótimo nível pelo Brasil também ajudam a reduzir a disponibilidade interna da proteína”, sintetiza Maia.

O que esperar para o restante do mês e do ano?

O coordenador da equipe de Inteligência de Mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri, enxerga continuidade da valorização da arroba do boi gordo na primeira quinzena de abril. “Porém, na segunda quinzena, é possível que o mercado esteja mais pressionado, mas ainda assim se mantendo próximo aos R$ 300 por arroba.”

Segundo ele, isso acontece por conta da chegada do outono que motiva a tradicional desova de fim de safra. “O capim perde o seu vigor e, assim, temos um cenário de maior necessidade do vendedor em ofertar boiadas entre abril e maio, o que colabora com um cenário mais baixista, seja em ano de alta ou de baixa”.

Ainda assim, de acordo com o especialista, 2025 será um ano com viés de baixa sem muita força. “A ‘barrigada’ para este final de safra não deve ser muito forte, então não interpretamos um cenário em que o mercado ceda, salvo se as condições que tivermos agora de mercado, como a guerra comercial entre Estados Unidos e China, a manutenção de exportação ao mercado chinês, as aberturas de mercado e o mercado doméstico não sofrerem nenhuma alteração”.

Exportações aquecidas

carnecarne

O cenário exportador de carne bovina esteve aquecido no primeiro trimestre do ano, com recorde de exportação e preço em dólar maior do que em 2024.

“Esses fatores contribuem para que a indústria exportadora garanta as suas margens. Quanto à oferta de boiadas, vemos elas chegando de forma constante no mercado, em linha com os números do primeiro trimestre de 2024. Contudo, janeiro e fevereiro deste ano registraram abates superiores na comparação anual, de acordo com o Sistema de Inspeção Federal, ainda que tenham desacelerado nos últimos dias, principalmente em março.”

Segundo Fabbri, o ritmo mais lento dos últimos dias tem provocado dificuldades dos compradores encontrarem machos terminados e bem acabados nas praças de comercialização, levando à firmeza da arroba do boi nesta semana, mesmo com a maior participação de fêmeas na linha dos abates.

Variação de preços da arroba doi boi

Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil estavam assim no dia 3 de abril, conforme dados de Safras & Mercado:

  • São Paulo (Capital): R$ 325, avanço de 1,56% frente ao fechamento da última semana, de R$ 320
  • Goiás (Goiânia): R$ 320, alta de 3,23% perante os R$ 310 da semana passada
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 305, estável frente ao fechamento anterior
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 320, acréscimo de 1,59% frente aos R$ 315 do último período
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 310, aumento de 1,64% frente à semana passada, de R$ 305
  • Rondônia (Vilhena): R$ 285, valor 3,64% superior frente aos R$ 275 do último período

Preços no atacado

O mercado atacadista manteve preços ao longo da semana, embora haja uma tendência de elevação no curto prazo em meio à expectativa de demanda mais firme na primeira metade de abril.

O quarto do traseiro do boi foi cotado a R$ 25,50 o quilo, sem alterações ante ao fechamento da semana passada. Já o quarto do dianteiro do boi foi vendido por R$ 18,50 o quilo, também sem mudanças.

*Com informações da Safras News



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