quinta-feira, maio 28, 2026

Autor: Redação

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Mapa prorroga estado de emergência zoosanitária em 180 dias



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) prorrogou por mais 180 dias o estado de emergência zoossanitária em todo o território nacional por conta do vírus da influenza aviária H5N1 de alta patogenicidade (IAAP) – também conhecida como gripe aviária – em aves silvestres no Brasil.

A Portaria nº 784 foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (7).

De acordo com nota da pasta, a prorrogação acontece de forma preventiva com objetivo de manter as condições do Mapa em adotar medidas de erradicação do foco de forma rápida e a mobilização de verbas da União e a articulação com outros ministérios, organizações governamentais – nas três instâncias: federal, estadual e municipal – e não governamentais.

No final de março, o Ministério publicou a Portaria nº 782, que suspende a realização de exposições, torneios, feiras e outros eventos com aglomeração de aves.

A medida tem como objetivo prevenir a propagação da doença e poderá ser flexibilizada apenas com a autorização do Serviço Veterinário Estadual, mediante avaliação epidemiológica e plano de biosseguridade aprovado.

Casos de gripe aviária no Brasil

O primeiro caso de gripe aviária no Brasil foi registrado no dia 15 de maio de 2023, em aves silvestres. Até esta data, foram registrados 166 focos da doença, sendo 163 em aves silvestres e três em espécies de subsistência.

Segundo o Ministério, até este momento, não há registro de circulação do vírus na criação comercial, o que mantem o Brasil com status de país livre de influenza aviária perante a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), exportando seus produtos para consumo de forma segura.



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Exagero de chuva pode somar até 300 mm nos próximos dias no Sul; veja áreas


A chuva deve seguir frequente e volumosa no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina até a próxima quinta-feira (10). Algumas áreas, como a faixa litorânea dos dois estados, podem ter acumulados de até 300 mm no período, de acordo com a Climatempo.

Segundo a previsão dos meteorologistas, além do litoral, o volume de chuva devem ser mais empressivo no extremo sul e parte da Costa Doce no Rio Grande do Sul. Já em Santa Catarina, o destaque fica para o sul do estado e para a faixa sul da Grande Florianópolis.

No mapa acima, as áreas em amarelo indicam volumes de chuva entre 50 mm e 100 mm, enquanto as áreas em roxo sinalizam acumulados que podem variar de 150 mm a 300 mm.

A combinação de chuva intensa e solo já encharcado aumenta o risco de alagamentos, enxurradas e deslizamentos de terra, especialmente nas áreas costeiras.

Além disso, a Climatempo chama atenção para as rajadas de vento, que podem agravar a situação em alguns pontos, trazendo risco para queda de árvores e postes.

A população deve ficar atenta às atualizações meteorológicas e aos alertas emitidos pelas autoridades locais.

É importante evitar áreas de risco, manter-se em locais seguros e seguir as orientações da Defesa Civil. O cenário climático exige atenção especial para quem vive nas regiões destacadas no mapa, especialmente no litoral da região.



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conheça os profissionais que testam até 15 alimentos por dia



Garantir que cada alimento chegue à mesa do consumidor com sabor, textura e aparência impecáveis é o foco dos Mestres Sensoriais da Seara. Esses profissionais atuam diariamente em laboratórios especializados da marca avaliando até 15 itens por dia, utilizando todos os sentidos para assegurar a qualidade dos mais de 700 produtos comercializados pela empresa no Brasil.

Com atuação em áreas como controle de qualidade, pesquisa e desenvolvimento (P&D), os Mestres Sensoriais analisam desde o desempenho da embalagem até a suculência e a crocância dos alimentos.

Rosane Souza, profissional mais experiente da equipe, participa do programa desde sua criação, há cinco anos. “Nosso trabalho é muito semelhante à percepção do consumidor. Utilizamos todos os nossos sentidos para garantir que o produto esteja perfeito. A missão é proporcionar uma experiência completa e satisfatória”, afirma.

Na unidade da Seara em Duque de Caxias (RJ), Rosane atualmente conduz testes com linguiças para churrasco. Sua rotina começa com a preparação do ambiente, seguindo com avaliações técnicas que incluem corte, temperatura e degustação. Junto à equipe de P&D, ela também participa de reuniões para ajustar formulações, mantendo os padrões definidos pela empresa.

A atuação desses profissionais vai além da análise sensorial convencional. Eles são formados pela Academia de Mestres Sensoriais, programa pioneiro da Seara no Brasil que já capacitou cerca de 370 pessoas desde 2019. Atualmente, 90 Mestres Sensoriais estão distribuídos pelas unidades da marca em todo o país.

Durante a formação, que ocorre em módulos semanais, os participantes realizam testes básicos de percepção sensorial. Aqueles aprovados passam por treinamentos regulares e reciclagens anuais. A equipe responsável pelo conteúdo é formada por quase dez cientistas sensoriais, incluindo um chef de cozinha.

“Na Seara, investimos em iniciativas pioneiras, como o programa de Mestres Sensoriais, para garantir que cada produto ofereça uma experiência completa e memorável. Nosso trabalho combina ciência, inovação e paixão para superar as expectativas dos consumidores”, explica Luciara Rech Peil, diretora-executiva de Inovação e P&D da Seara.

Além da prática, o trabalho envolve conhecimentos em estatística, bioquímica e biologia. O objetivo é antecipar tendências e alinhar os produtos ao que o mercado busca. A análise sensorial é essencial para o sucesso de uma receita — indo além da boa procedência da matéria-prima — e se consolida como peça-chave na diferenciação da marca no mercado de alimentos.



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R$ 2 bilhões não resolvem problemas do seguro rural, diz Fávaro



O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, disse hoje (8) durante o 18º Congresso Internacional da Associação Latino-Americana para o Desenvolvimento do Seguro Agropecuário (Alasa) que, mais importante do que aumento de recursos financeiros para o prêmio de subvenção do seguro rural está a estruturação das políticas públicas para o setor.

“O Brasil é um dos poucos países no mundo a disponibilizar quase R$ 18,5 bi para subvenção às taxas de juros. Não se trata de R$ 1 bi ou R$ 2 bi para o seguro rural, o desafio é muito maior do que achar que vamos fazer a parametrização ou o incremento de R$ 2 bilhões e simplesmente está resolvido o seguro”, disse.

A afirmação foi feita a jornalistas durante a abertura do evento que ocorre em Brasília. Ainda durante a entrevista, Fávaro declarou que o seguro tem que ser obrigatório ao produtor que capta recursos subsidiados, mas desde que o seguro seja atraente ao agricultor.

“A obrigatoriedade de ser um seguro que seja atrativo, não um ônus, um peso nos ombros”, afirma.

No site do Ministério da Agricultura, o governo informa que ao contratar uma apólice de seguro rural o produtor (pessoa física ou jurídica) pode minimizar suas perdas ao recuperar o capital investido na sua lavoura.

“O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) oferece ao agricultor a oportunidade de segurar sua produção com custo reduzido, por meio de auxílio financeiro do governo federal”, diz o comunicado.

Resolução para o seguro rural

Por fim, Fávaro também disse que resolver a questão é um desafio e o congresso é uma oportunidade para aprofundar discussões e construir soluções em torno do tema.

“Tenho certeza que daqui sairão ideias e propostas por parte do parlamento, das entidades representativas dos produtores, das seguradoras e do governo um modelo sustentável e eficiente”, disse.

Sobre o Congresso Alasa

Com o tema “Protegendo o futuro do agro: assegurando o amanhã”, o 18º Congresso Internacional Alasa reúne profissionais e instituições ligadas ao seguro rural, como seguradoras, cooperativas agropecuárias, bancos, produtores, especialistas e autoridades públicas de toda América Latina.

O evento segue até a quinta-feira (10).



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AgroNewsPolítica & Agro

Embrapa realiza workshop sobre metodologias de certificação de baixo carbono no agro


Nos dias 3 e 4 de abril, a Embrapa Meio Ambiente promoveu em Jaguariúna (SP) o Workshop Contabilidade Ambiental em Protocolos de Baixo Carbono, reunindo especialistas de diversas Unidades, como Gado de Corte, Meio Ambiente, Milho e Sorgo, Pecuária Sudeste e Soja. O foco do evento foi alinhar estratégias para padronizar as métricas de emissões e remoções de carbono, integrando-as aos diferentes sistemas produtivos do agronegócio brasileiro.

Os debates foram guiados pela necessidade de desenvolver soluções sustentáveis que atendam às exigências internacionais. O formato presencial do workshop possibilitou uma troca enriquecedora entre as cadeias produtivas, permitindo que soluções para soja, milho, sorgo e trigo também beneficiassem a pecuária.

Alexandre Berndt, chefe-geral da Embrapa Pecuária Sudeste, destacou a importância do workshop para o desenvolvimento de ferramentas, como calculadoras de carbono, que utilizam metodologias reconhecidas, como a Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) e o método BRLUC (Brazilian Land Use Change). Essas tecnologias são cruciais para garantir a competitividade do Brasil em mercados que valorizam práticas ambientais responsáveis.

Berndt observou que a diversidade dos sistemas produtivos no Brasil gera desafios específicos. Ele ressaltou que a Embrapa está tecnicamente preparada, mas é vital promover um diálogo entre as regiões para conectar a ciência à realidade local. Além disso, enfatizou a necessidade de comunicar claramente os benefícios econômicos e ambientais das novas tecnologias aos produtores.

Marília Folegatti, pesquisadora cuja equipe é responsável pelos estudos sobre a metodologia ACV na Embrapa Meio Ambiente, ressaltou a colaboração observada nos encontros entre os representantes dos Programas de Baixo Carbono da instituição. Segundo ela, as reuniões, apesar de dedicadas a técnicas para a contabilidade de carbono, também foram focadas em soluções de Tecnologia da Informação. Como resultado principal, espera-se a criação de uma plataforma com ferramentas comuns e harmonizadas, capazes de integrar um conjunto de culturas agrícolas e atividades pecuárias de baixo carbono, tanto do ponto de vista tecnológico quanto metodológico.

Henrique Debiase, da Embrapa Soja, considerou o alinhamento entre as iniciativas de certificação um marco em relação às mudanças climáticas. O evento contou com a participação de representantes dos selos de Soja, Milho, Sorgo, Trigo e Leite e Carne Baixo Carbono, visando padronizar critérios metodológicos e evitar fragmentações que possam prejudicar a credibilidade das certificações.

Ele alertou para a importância de protocolos que reflitam a realidade dos sistemas tropicais. Muitos métodos foram desenvolvidos para climas temperados e podem distorcer a realidade da produção brasileira. “Aplicar modelos estrangeiros gera distorções que penalizam injustamente nossa agricultura”, ressaltou Debiase, que também destacou a sustentabilidade de muitos sistemas brasileiros, apesar dos desafios do desmatamento ilegal.

A integração e a sintonia entre os programas de baixo carbono foram reforçadas por Arystides Resende, da Embrapa Milho e Sorgo. Ele considerou o workshop essencial para garantir que todas as iniciativas avancem de forma alinhada, respeitando a interconexão entre grãos e pecuária. Resende afirmou que a adaptação de metodologias internacionais à realidade tropical é crucial para evitar penalizações injustas.

O workshop representou um passo importante na consolidação de uma base técnica nacional robusta, crucial para o Brasil se afirmar como líder no desenvolvimento de tecnologias agropecuárias de baixo carbono, pondera Resende.

Contexto da pecuária

Para Roberto Giolo, pesquisador da Embrapa Gado de Corte, a decisão do governo brasileiro de ampliar e incentivar o uso de metodologias de contabilidade de carbono é fundamental diante da crescente relevância do tema. Segundo ele, essas ferramentas são essenciais para calcular a pegada de carbono — indicador que expressa o volume total de gases de efeito estufa emitidos por um produto ou processo no seu ciclo de vida —, informação cada vez mais demandada por consumidores, mercados e formuladores de políticas públicas.

“No caso da pecuária, essa é uma oportunidade ainda mais significativa”, avalia Giolo. “Trata-se de uma cadeia produtiva frequentemente criticada por suas emissões, mas que, com o uso dessas metodologias, poderá demonstrar também sua capacidade de remoção de carbono da atmosfera. E, nesse ponto, os sistemas pecuários apresentam um potencial de remoção até maior que o das lavouras.”

Embora o setor seja frequentemente apontado como um dos principais emissores, o pesquisador destaca que, ao considerar também as remoções, o balanço final de emissões pode ser bastante reduzido. “Isso representa um avanço importante para a pecuária, que passa a mostrar não apenas suas emissões, mas também sua contribuição positiva na mitigação dos gases de efeito estufa”, afirma.

Giolo ressalta ainda que, no caso da carne bovina, essas ferramentas abrem espaço para valorizar sistemas de produção sustentáveis. “A calculadora será utilizada para a certificação da marca Carne Baixo Carbono, que terá seu lançamento na COP30.

Na COP30

Paula Packer, chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente, destaca que o Brasil levará à COP30 a proposta de adoção de métodos de cálculo de carbono mais compatíveis com as particularidades dos sistemas agrícolas tropicais, sem perder a articulação com as métricas globais. As abordagens hoje dominantes, moldadas por realidades de clima temperado, negligenciam características essenciais da produção brasileira, como a possibilidade de duas ou até três safras por ano e a ampla diversidade de solos e condições climáticas nos diferentes biomas do país.

Packer também enfatiza que as práticas previstas no Plano ABC+ — ampliadas por meio da política nacional de recuperação de pastagens degradadas — têm papel estratégico tanto na mitigação quanto na adaptação às mudanças do clima. Ela destaca que o objetivo do workshop foi promover a harmonização das ferramentas de cálculo da pegada de carbono, de forma a reconhecer e valorizar as contribuições da agricultura tropical para o equilíbrio climático global.





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EUA anunciam tarifa adicional para a China; sobretaxa chegaria a 104%



O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, começará a cobrar tarifa adicional de 50% sobre os bens importados da China amanhã, disse a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt. Com isso, a tarifa sobre importação de produtos chineses para os EUA chegaria a 104%.

“Presidente quer fazer um acordo com a China, mas não sabe como começar”, disse Leavitt em entrevista coletiva nesta terça-feira (8).

“Se a China fizer um acordo, presidente ficará afável”, afirmou.

Leavitt disse que as negociações sobre as tarifas vão priorizar aliados e parceiros. As negociações serão no modelo one-stop (completas), o que significa que a presença militar e ajuda estrangeira serão pontos considerados nas discussões sobre tarifas, disse a porta-voz.

Leavitt afirmou ainda que estão em andamento conversar sobre tarifas com Israel. Em relação ao Irã, a porta-voz disse que as negociações de sábado serão diretas.

China vai à OMC por tarifas

A China iniciou uma disputa na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as tarifas recíprocas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no dia 2 de abril. De acordo com o comunicado da OMC, a China questiona “medidas dos EUA que impõem uma tarifa adicional de 10% sobre importações de todos os parceiros comerciais, com início em 5 de abril”, além de uma tarifa adicional de 34% especificamente sobre produtos importados da China, que entra em vigor em 9 de abril. Nesta terça, a Casa Branca ainda anunciou uma tarifa adicional de 50%.

“A China afirma que as medidas são inconsistentes com as obrigações dos Estados Unidos sob várias disposições do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (Gatt, na sigla em inglês) de 1994, do Acordo sobre Valoração Aduaneira e do Acordo sobre Subsídios e Medidas Compensatórias”, diz a OMC.



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Custo da cesta básica sobe em 14 capitais brasileiras em março



Apenas três capitais brasileiras não apresentaram aumento no custo médio da cesta básica no mês de março. Das 17 capitais analisadas pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, somente Aracaju (-1,89%), Natal (-1,87%) e João Pessoa (-1,19%) mostraram redução no custo médio.

Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), responsável pela pesquisa, as maiores elevações observadas no mês de março ocorreram nas capitais da Região Sul do país:

  • Curitiba (3,61%);
  • Florianópolis (3%); e
  • Porto Alegre (2,85%)

Produtos que mais aumentaram

Entre os maiores vilões para o aumento da cesta no mês passado estão o café, que subiu em todas as capitais analisadas, o tomate e o leite integral. Por outro lado, o preço do quilo da carne bovina de primeira caiu em 15 capitais, com exceção de João Pessoa (PB) e do Recife (PE).

A cesta básica mais cara do país continua a ser a de São Paulo, onde o custo médio chegou a R$ 880,72. Em seguida vêm Rio de Janeiro (R$ 835,50), Florianópolis (R$ 831,92) e Porto Alegre (R$ 791,64).

Cesta básica mais cara e mais barata

Já a cesta mais barata foi observada nas capitais das regiões Norte e Nordeste do país, onde a composição de produtos é diferente. Os menores valores médios foram encontrados em Aracaju (R$ 569,48), João Pessoa (R$ 626,89), no Recife (R$ 627,14) e em Salvador (R$ 633,58).

Com base na cesta mais cara, que em março foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o salário mínimo em fevereiro deveria ser de R$ 7.398,94 ou 4,87 vezes o mínimo reajustado em R$ 1.518,00.



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Estado bate recorde de produtividade na safra de soja; saiba qual



O estado de Mato Grosso alcançou a maior produtividade de soja da sua história, com uma média de 66,26 sacas por hectare, conforme aponta o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Esse desempenho impulsionou a estimativa de produção total no Estado para 50,34 milhões de toneladas, representando um crescimento de 28,91% em relação à safra anterior.

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De acordo com o Imea, o aumento da produtividade de 1,46% acima da estimativa anterior e 27,04% superior à do ciclo 2023/24 foi impulsionado por condições climáticas favoráveis, com boa distribuição das chuvas, e por altos investimentos dos produtores, que elevaram o potencial produtivo na maioria das regiões produtoras.

A área plantada se manteve em 12,66 milhões de hectares, o que representa uma leve expansão de 1,47% em relação à última safra. O instituto informou ainda que a próxima divulgação deve trazer a consolidação da área plantada com o uso de geoprocessamento, além da primeira projeção para a temporada 2025/26.

Dificuldades

Segundo Luiz Pedro Bier, vice-presidente da Aprosoja, a falta de estrutura foi um dos fatores que dificultaram o escoamento da produção, que foi diretamente afetada pelas chuvas prolongadas. Ele destaca que as chuvas prejudicaram a qualidade da soja e causaram atrasos logísticos, com filas de espera nos armazéns de 24 a 48 horas, além da escassez de caminhões.

Comercialização e preços

Até março, 58,98% da safra 2024/25 já havia sido comercializada, um avanço de 4,01 pontos percentuais em comparação com fevereiro. O relatório aponta que o bom momento nos preços. Em março, o preço médio da saca foi de R$ 109,15, um aumento de 1,08% em relação ao mês anterior.

Para a safra 2025/26, as vendas antecipadas chegaram a 8,10% da produção estimada, avanço de 3,17 pontos percentuais frente a fevereiro. Segundo o Imea, a movimentação é reflexo da busca dos produtores por travamento de custos para o próximo ciclo. No entanto, o preço médio para esse novo ciclo recuou 0,25%, pressionado pela queda nas cotações em Chicago e pela redução dos prêmios de exportação.

No fim de último mês, o indicador Cepea fechou em R$ 132,16 por saca, com queda semanal de 0,86%. Já o indicador Imea subiu 0,62%, atingindo R$ 108,27 por saca. O diferencial de base entre Mato Grosso e a Bolsa de Chicago (CME) caiu 4,68%, ficando em R$ -19,16 por saca.

Exportações e demanda da soja

A colheita foi concluída com 100% da área colhida. No mês de março, 4,18 milhões de toneladas foram exportadas, enquanto o esmagamento industrial local chegou a 1,21 milhão de toneladas.

A demanda total projetada para a soja mato-grossense em 2024/25 é de 49,37 milhões de toneladas, um salto de 23,89% em relação à safra anterior. As exportações continuam como principal destino, com previsão de 30,88 milhões de toneladas, alta de 24,87%.

O consumo interno está estimado em 12,85 milhões de toneladas, e o consumo interestadual foi elevado para 5,64 milhões, impulsionado pela quebra de safra no Rio Grande do Sul, o que representa um aumento de 131,15%. Por fim, o estoque final de soja no Estado foi projetado em 1,08 milhão de toneladas.

* Com informações de Estadão Conteúdo.



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Exportações brasileiras de ovos aumentaram 342% em março



O Brasil exportou 3.770 toneladas de ovos (in natura e processados) em março, 342,2% a mais do que em igual período de 2024, quando 853 toneladas do produto foram embarcadas. Os números partem da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Em faturamento, as vendas do produto somaram US$ 8,650 milhões, crescimento de 383% em comparação aos US$ 1,79 milhão registrados em março do ano passado.

Segundo a entidade, no acumulado do ano, as exportações atingiram 8.654 toneladas, um incremento de 97,2% em relação às 4.388 toneladas exportadas no primeiro trimestre de 2024. Em termos de receita, o crescimento foi de 116,1%, alcançando US$ 17,77 milhões em 2025, contra US$ 8,22 milhões no ano anterior.

Principais destinos do ovo brasileiro

Os Estados Unidos foram o principal destino das exportações de ovos brasileiros entre janeiro e março. O país de Donald Trump importou 2.705 toneladas, saldo 346,4% maior em comparação a igual perído do ano passado. Em seguida, aparecem:

  • Emirados Árabes: 1.422 toneladas (-9%);
  • Chile: 1.182 toneladas (+65,4%);
  • Japão: 846 toneladas (132,4%); e
  • México (mercado recentemente aberto): 576 toneladas

“Neste mês, verificamos, de forma mais expressiva, os resultados positivos da abertura dos Estados Unidos para ovos produzidos no Brasil para termoprocessamento localmente para produtos de consumo humano. Ao mesmo tempo em que se preserva a oferta doméstica de produtos para o mercado interno, já que representam em torno de 1% do total produzido no país, as exportações representam uma conquista importante para o avanço do segmento”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.



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Paraná reafirma protagonismo na produção de mel no Brasil



Com iniciativas que unem inovação, sustentabilidade e empreendedorismo rural, o Paraná (PR) reafirma seu protagonismo na produção de mel no país.

De acordo com o IBGE, o estado é o segundo maior produtor nacional, com um Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 161 milhões em 2023.

Foram cerca de 10 mil toneladas de mel produzidas no ano passado, reforçando a posição do Paraná como referência no setor apícola brasileiro.

Os números de exportação também impressionam. Apenas no primeiro semestre de 2024, o volume exportado cresceu 113%, levando o mel paranaense a 23 países.

Esse desempenho evidencia o reconhecimento internacional da qualidade do produto originado nas terras paranaenses.

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Produção sustentável e apoio técnico

Para a consultora do Sebrae/PR, Maria Isabel Guimarães, o principal desafio agora é ampliar a produção de forma sustentável.

“A demanda internacional é crescente, principalmente de países exigentes como Alemanha e Estados Unidos. Isso impõe ao produtor o compromisso com padrões de excelência e respeito ambiental”, destaca.

Durante visita oficial à sede do Sebrae/PR, em Curitiba, o presidente da entidade, Décio Lima, conheceu de perto o projeto ‘Jardins de Mel’ — uma iniciativa que combina preservação ambiental e educação sobre as abelhas nativas sem ferrão.

As colmeias, instaladas na área externa do prédio do Sebrae/PR, são feitas de madeira e adaptadas para que as abelhas possam se desenvolver e produzir mel de forma natural e sustentável.

Ao observar a estrutura, Lima destacou o modelo como referência para uma economia mais robusta, com qualidade e sustentabilidade em todas as etapas do processo.

“O povo paranaense possui o perfil empreendedor de quem tem paixão pelo que constrói. Os produtores de mel fazem uma diferença extraordinária, porque trabalham dentro de um modelo de economia sustentável, que gera riqueza sem agredir o meio ambiente. As iniciativas daqui mostram, com clareza, que é possível estabelecer marcos regulatórios com esses conceitos, buscando sustentabilidade com inclusão”, afirmou Lima.

No Paraná, a produção de mel se tornou exemplo de atividade produtiva que une preservação ambiental, geração de renda e inclusão produtiva para pequenos empreendedores rurais.

Mel com identidade e origem garantida

Outro ponto de destaque é o reconhecimento do mel paranaense por meio da certificação de Indicação Geográfica (IG), que assegura a identidade e a qualidade do produto conforme sua origem.

Atualmente, três tipos de mel do Paraná já possuem essa certificação: o mel de Ortigueira, o mel do Oeste do Paraná e o mel de melato da Bracatinga do Planalto Sul do Brasil.

Outros dois — o mel de Prudentópolis e o mel de Capanema — têm pedidos de IG protocolados no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

A certificação garante ao consumidor que o produto vem de uma região específica e apresenta características únicas do território. Isso agrega valor ao mel, fortalece a identidade do produtor rural e estimula o desenvolvimento regional por meio do turismo e da valorização cultural.

A estratégia do Sebrae de incentivar esse tipo de qualificação demonstra que o futuro do agronegócio está cada vez mais ligado à diferenciação de produtos, à rastreabilidade e à responsabilidade ambiental — fatores que fortalecem o posicionamento do Paraná no cenário nacional e internacional da apicultura.



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