segunda-feira, maio 25, 2026

Autor: Redação

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Agrishow 2025 reúne mais de 800 marcas de máquinas agrícolas



Agrishow 2025 mostra as maiores inovações para o agronegócio




Foto: Canva

A Agrishow 2025, que chega à sua 30ª edição, será realizada entre os dias 28 de abril e 2 de maio em Ribeirão Preto (SP). O evento, considerado a maior feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina, contará com mais de 800 marcas e empresas. A feira ocupará uma área de 520 mil metros quadrados, reunindo os principais lançamentos em máquinas e equipamentos voltados para o setor agrícola.

Com o slogan “O Futuro do Agro de A a Z”, a Agrishow consolidou-se como um evento estratégico para a indústria de maquinário agrícola e em 2024 movimentou mais de R$ 13,6 bilhões em intenção de negócios. A edição deste ano promete mostrar as mais recentes inovações, com destaque para soluções automatizadas e tecnologias adaptadas à inteligência artificial.

Algumas das principais novidades incluem o lançamento da barra do pulverizador MF 500R, pela Massey Ferguson, que oferece maior leveza e estabilidade. A Caterpillar, comemorando 100 anos, apresentará as minicarregadeiras Cat 250 e Cat 260. Já a Fendt trará a colheitadeira Fendt IDEAL 25, que promete maior economia de combustível. Outros expositores como Marispan, Volare, CLAAS, e Toledo do Brasil também mostrarão soluções inovadoras voltadas para a automação e a sustentabilidade no campo.

A Agrishow 2025 será uma vitrine para inovações tecnológicas e oferecerá aos participantes a oportunidade de interagir diretamente com fabricantes e especialistas, além de acompanhar demonstrações práticas. O evento destaca ainda a importância do agronegócio, um dos pilares da economia brasileira, que não para de crescer em complexidade e tamanho.





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setor de máquinas agrícolas devem movimentar R$ 65 bilhões em 2025


A automação no campo tem ganhado destaque, impulsionada por inovações tecnológicas que visam aumentar a eficiência, a rentabilidade e, principalmente, promover a sustentabilidade na produção agrícola. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a indústria de máquinas agrícolas deverá registrar um crescimento de 8% no faturamento em 2025, movimentando R$ 65 bilhões.

Atualmente, o setor representa 22% das vendas totais da indústria nacional de máquinas e equipamentos, um número considerável, mas com grande potencial de expansão. Pedro Estevão, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq, afirmou que o agronegócio brasileiro está em constante evolução, buscando maior eficiência e produtividade enquanto atende à demanda por práticas agrícolas mais sustentáveis. “O agronegócio brasileiro está em constante evolução, buscando mais eficiência e produtividade, ao mesmo tempo em que responde às crescentes demandas por práticas agrícolas sustentáveis”, disse ele.

Ele também ressaltou o papel crucial das máquinas agrícolas nesse processo. “As máquinas agrícolas desempenham um papel crucial nesse processo, pois otimizam o uso de recursos naturais, como água e energia, enquanto melhoram os processos produtivos com foco na preservação ambiental”, afirmou Estevão.

Tecnologias como Inteligência Artificial, Internet das Coisas (IoT), Big Data, drones e sensores têm permitido aos produtores gerenciar suas propriedades com maior precisão, resultando em economias de recursos e insumos. Estas inovações também incentivam a adoção de práticas sustentáveis, como a rotação de culturas e o plantio direto, fundamentais para a saúde do solo e a biodiversidade.

Além disso, o uso crescente de fontes de energia renováveis, como biocombustíveis e combustíveis alternativos, tem se destacado como um fator importante para uma produção agrícola mais equilibrada com o meio ambiente. Esses avanços não só favorecem a sustentabilidade local, mas também reforçam a competitividade do Brasil no mercado global.

A Agrishow, um dos maiores eventos de tecnologia para o agronegócio na América Latina, se consolidou como um ponto de encontro estratégico para produtores, especialistas e empresas. “A Agrishow é uma vitrine onde tecnologias emergentes não apenas ampliam a produtividade, mas também propõem soluções inteligentes para a preservação dos recursos naturais. Recursos como monitoramento remoto, sensores de precisão e plataformas digitais para gestão de dados estão permitindo aos produtores uma agricultura cada vez mais integrada e responsável”, destacou Pedro Estevão.

A 30ª edição da Agrishow ocorrerá de 28 de abril a 2 de maio em Ribeirão Preto (SP), com a participação de mais de 800 marcas expositoras e a expectativa de atrair cerca de 195 mil visitantes, incluindo participantes de mais de 50 países.





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Startups apresentam inovações no Agrishow Labs 2025


O Agrishow Labs 2025, espaço dedicado à inovação tecnológica no setor agropecuário, promete ser um dos destaques da 30ª edição da Agrishow, que ocorrerá entre 28 de abril e 2 de maio, em Ribeirão Preto (SP). O evento oferece aos produtores rurais a oportunidade de conhecer de perto soluções voltadas para automação, monitoramento ambiental, análise de dados e redução de desperdícios, além de outras tecnologias que impactam a produção de alimentos, fibras e energias renováveis.

Patrocinado por Desenvolve SP, Sonda e Natutec by Koppert, o Agrishow Labs ocupará o espaço B16a na Arena de Tecnologia e Inovação da feira, dividindo espaço com hubs de inovação como Sebrae for Startups, Supera Parque e PwC Agtech Innovation. Esses hubs irão interagir com diversas startups convidadas, como Vergeag, Bem Agro, MatchFood, Spectral Solutions, Cirrus LAB, TEG, Imagem Geosistemas e Agrobit, que terão a oportunidade de apresentar soluções inovadoras para o setor.

Segundo Liliane Bortoluci, diretora da Agrishow, “O Agrishow Labs é um espaço para quem quer ver bons exemplos de pesquisa, criatividade e empreendedorismo aplicados ao agronegócio, por meio do trabalho das startups e dos hubs de inovação, que entregam soluções eficazes e competitivas para produtores de todos os tipos e tamanhos”.

A programação do Agrishow Labs incluirá uma série de palestras e painéis sobre temas relevantes, como agricultura 5.0, inteligência artificial, biotecnologia, e as oportunidades de inovação no campo. Além disso, o evento se propõe a ser um ponto de encontro para networking e desenvolvimento de negócios.

A primeira palestra, marcada para 28 de abril, será conduzida pelo Prof. Dr. Paulo Alexandre M. Figueiredo, com o tema “Clima – Como se preparar para enfrentar as mudanças climáticas na agricultura?”, seguida de outras discussões que abordarão temas como crédito acessível para o agricultor, biotecnologia, e os avanços da agricultura orgânica.

O evento contará também com a presença de startups que se destacam por suas soluções tecnológicas no campo, como a Verge, que desenvolve um aplicativo para a criação de projetos eficientes para autonomia supervisionada na agricultura, e a Cirrus LAB, especializada em monitoramento ambiental com sensores e estações que oferecem dados de clima, solo e vegetação.

O MatchFood apresentará o Sobrou.app, uma plataforma que visa combater o desperdício de alimentos, enquanto a Spectral Solutions demonstrará seu MicroNIR, um analisador portátil que utiliza inteligência artificial para fornecer resultados rápidos e precisos no campo.

A Imagem Geosistemas, distribuidora da Esri no Brasil, também marcará presença com soluções de inteligência geográfica aplicadas ao agro.

O Agrishow Labs 2025 promete ser um ponto de convergência para as principais inovações no agronegócio, reunindo empresas, produtores e especialistas em tecnologia e sustentabilidade no setor.

Serviço: AGRISHOW 2025 – 30ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação

Data: 28 de abril a 2 de maio de 2025

Local: Rodovia Antônio Duarte Nogueira, Km 321 – Ribeirão Preto (SP)

Horário: das 8h às 18h

www.agrishow.com.br





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EUA acusam Brasil, Argentina e Reino Unido de adotar práticas ‘desleais’ contra seus produtos agrícolas



A secretária de Agricultura dos Estados Unidos, Brooke Rollins, afirmou neste domingo (27), que o governo americano trabalha para ampliar a presença dos produtos agrícolas do país em novos mercados, enquanto enfrenta dificuldades no comércio com a China. Em entrevista ao programa State of the Union, da CNN, Rollins citou diretamente o Brasil e a Argentina como países que avançaram no fornecimento de grãos e carnes para o mercado chinês, diante da redução das compras de produtos norte-americanos.

Segundo Rollins, as negociações comerciais entre EUA e China continuam ocorrendo “diariamente”, mas a secretária reconheceu que, no curto prazo, houve uma retração expressiva das exportações americanas, sobretudo de carne suína e soja. Ela mencionou que a demanda chinesa por carne suína dos EUA caiu 72% em apenas uma semana.

“Eles [China] precisam mais de nós do que nós deles”, disse a secretária, ao defender a estratégia comercial da atual administração.

A secretária acusou Brasil, Argentina e Reino Unido de adotar práticas comerciais “desleais” contra produtos agrícolas dos Estados Unidos, citando barreiras sanitárias e exigências não tarifárias, além dos próprios impostos de importação.

“Seja Argentina, China, Brasil ou Reino Unido, eu poderia listar país por país como eles tratam nossa carne, nossos produtos”, afirmou.

Rollins também destacou que a expansão de mercados é prioridade para compensar as perdas observadas na Ásia. Segundo ela, viagens oficiais estão programadas para o Reino Unido, Vietnã, Japão, Peru e Brasil, com o objetivo de abrir novas oportunidades para os produtos agrícolas americanos.

“Os países estão batendo à nossa porta”, afirmou. De acordo com a secretária, mais de 100 nações já demonstraram interesse em negociar acordos comerciais com os EUA.

Queda na aprovação

No plano interno, Rollins defendeu as políticas econômicas adotadas pelo presidente Donald Trump. Ela afirmou que, embora as pesquisas mostrem queda na aprovação popular da política tarifária, indicadores como inflação e custo médio de produtos para o consumidor estão “em trajetória de baixa”, o que, segundo ela, reflete a efetividade das medidas.

A secretária também abordou o impacto da gripe aviária no mercado de ovos, tema que recebeu atenção especial do governo neste início de mandato. Rollins disse que o preço atacadista dos ovos nos Estados Unidos caiu 58% nas últimas seis semanas, após a implementação de um plano de cinco frentes para controlar a inflação no setor e a importação emergencial de ovos de países como Turquia e Coreia do Sul. No entanto, reconheceu que a redução de preços no varejo ainda não é sentida em todas as regiões.

Questionada sobre os riscos de novos prejuízos aos produtores americanos, em função da disputa comercial com a China, Rollins afirmou que o governo está preparado para adotar medidas emergenciais de apoio, semelhantes às implementadas durante o primeiro mandato de Trump, como parte do acordo de Fase 1 com Pequim. “Se houver danos significativos, estamos prontos para agir”, disse.

Rollins encerrou a entrevista reforçando que a segurança alimentar é uma questão de segurança nacional e que proteger os produtores rurais americanos é parte do compromisso do governo para manter a estabilidade econômica do país.



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VAMOS realiza AGRIVAMOS 2025 em Ribeirão Preto com ofertas exclusivas para empresários e produtores do agronegócio


A VAMOS Seminovos, líder nacional na revenda de caminhões, máquinas e implementos rodoviários seminovos, realiza no dia 29 de abril a edição 2025 da AGRIVAMOS — evento exclusivo voltado a empresários e produtores rurais que buscam soluções inteligentes e econômicas para impulsionar seus negócios.

A ação acontece na unidade da empresa em Ribeirão Preto (SP), das 7h30 às 22h, e reúne um portfólio robusto de ofertas exclusivas em veículos e equipamentos seminovos de alta qualidade.

Voltado ao agronegócio, a AGRIVAMOS irá reunir mais de 100 clientes convidados e apresentar cerca de 3 mil ativos disponíveis, entre caminhões, carretas, implementos e máquinas multimarcas. A iniciativa reforça o compromisso da VAMOS em oferecer soluções que unem economia, segurança e eficiência para produtores de todos os portes.

“A VAMOS é parceira do agronegócio e entende os desafios do setor. Nosso objetivo é entregar soluções que garantam produtividade e rentabilidade aos nossos clientes. A AGRIVAMOS é uma oportunidade imperdível para quem busca ativos seminovos de procedência, com condições diferenciadas e atendimento especializado”, destaca Rafael Gomes, diretor executivo da Vamos.

Em 2024, a VAMOS Seminovos registrou R$ 705 milhões em receita com a venda de ativos, um crescimento de 34% em relação ao ano anterior, reforçando a solidez e a demanda do mercado por ativos seminovos. Recentemente, a empresa inaugurou uma nova loja em Primavera do Leste (MT), ampliando sua presença para 18 unidades próprias e, somadas às lojas parceiras, totaliza 42 pontos de venda pelo país — fortalecendo o acesso a ativos seminovos com qualidade e procedência.

Serviço

Endereço: Vamos Seminovos Ribeiro Preto – Rodovia Anhanguera, km 312, nº 330 – Recreio Anhanguera.

Data e horário: Dia 29 de abril, das 7h30 às 22h.

Sobre a VAMOS   

A VAMOS (VAMO3), empresa do Grupo Simpar, é líder no mercado de locação de caminhões, máquinas e equipamentos, contando com uma frota de mais de 51 mil veículos e presença em todo o território nacional. Também é a maior revendedora de pesados seminovos do país, com mais de 18 lojas. Em janeiro de 2021, a empresa realizou sua abertura de capital e já no seu primeiro ano de B3 conquistou o Troféu da Transparência, da ANEFAC, e o prêmio da Revista Exame no segmento de Transporte, Logística e Serviços Logísticos, no qual foi bicampeã em 2022. Nesse mesmo ano, a companhia passou a integrar o Índice de Sustentabilidade (ISE) e o Índice de Carbono Eficiente (ICO2) da B3 como reconhecimento do compromisso com a agenda ESG. Saiba mais em www.VAMOS.com.br.   





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maio reserva cotações em baixa para região brasileira


O mercado brasileiro de boi gordo registrou uma semana de movimentos distintos nos preços, a depender do estado.

De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, em São Paulo e em Goiás as indústrias passaram a testar patamares mais baixos de preço, argumentando que o escoamento da carne será mais lento no restante do mês.

“Em estados como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o mercado esteve mais firme e com negócios acima da referência média. No geral as escalas de abate ainda estão posicionadas entre cinco e sete dias úteis na média nacional”, afirma. No entanto, esse cenário tende a mudar em maio.

Cotações do boi gordo na semana

Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil estavam assim no dia 24 de abril:

  • São Paulo (Capital): R$ 325, recuo de 1,52% frente ao fechamento da última semana, de R$ 330
  • Goiás (Goiânia): R$ 310, queda de 4,62% perante os R$ 325 da semana passada
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 325, aumento de 1,56% frente aos R$ 320 do fechamento da semana anterior
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 325, estável frente à última semana
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 330, aumento de 3,13% ante à semana passada, de R$ 320
  • Rondônia (Vilhena): R$ 288, queda de 0,69% frente aos R$ 290 da semana anterior

O que esperar de maio?

O coordenador da equipe de inteligência de mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri, destaca que tradicionalmente os meses de abril e maio são marcados por maior oferta de animais, o que pressiona o mercado.

“No histórico dos últimos 14 anos, de 2010 a 2024, todo mês de maio teve o preço médio da arroba do boi gordo em São Paulo menor do que a média de preço em abril, o que deve se manter em 2025, independe de ser ano de alta ou de baixa.”

O especialista lembra que, neste momento, o contrato com vencimento em maio na B3 segue a R$ 315 a arroba, menor patamar do que o verificado na praça pecuária paulista, de R$ 325 a R$ 330.

“Para a primeira quinzena do mês, esse comportamento deve balizar o mercado, mas não enxergamos espaço para cotações abaixo de R$ 300, ou seja, a pressão de baixa não deve interferir no patamar historicamente alto da arroba. No entanto, nas praças do centro-norte do país, a desova do final de safra tem mais peso e pode ter interferência maior na variação da arroba do boi gordo, como Mato Grosso, Rondônia, Pará e Tocantins, que podem sofrer mais com essa pressão baixista”

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresentou volatilidade nos preços, embora o ambiente de negócios ainda aponte para um movimento de queda, considerando o perfil mais discreto na demanda previsto para o restante do mês.

Para Iglesias, a população tende a priorizar o consumo de proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, dos embutidos e ovos.

O quarto traseiro do boi foi cotado a R$ 25 o quilo, queda de 3,85% frente aos R$ 26 da semana passada. Já o quarto do dianteiro foi vendido por R$ 20,50 o quilo, avanço de 7,89% frente aos R$ 19 registrados na semana anterior.

Exportações de carne bovina

carne bovina frigoríficoscarne bovina frigoríficos
Foto: Freepik

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 795,713 milhões em abril (13 dias úteis), com média diária de US$ 61,208 milhões, conforme balanço da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 159,328 mil toneladas, com média diária de 12,256 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.994,20.

Em relação a abril de 2024, houve alta de 43,1% no valor médio diário da exportação, ganho de 29,8% na quantidade média diária exportada e avanço de 10,2% no preço médio.

*Com informações da Safras News



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cientistas coletam insetos em 10 mil ha e esperam descobrir novas espécies


Uma equipe de 34 pesquisadores passou seis dias na Amazônia, mais precisamente na Estação Experimental de Silvicultura Tropical, também conhecida como Reserva ZF2 do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), para coletar espécies de insetos que vivem em uma área de 10 mil hectares da maior floresta tropical do mundo.

A expedição, realizada em novembro de 2024, é parte de dois projetos: o BioInsecta, e o “BioDossel – Insetos na copa das árvores“. Ambos buscam revelar e monitorar a diversidade de insetos que ocupam os diferentes estratos acima do solo, até cerca de 30 metros de altura, para a sua conservação.

Segundo os pesquisadores, a copa das árvores (dossel) das florestas tropicais é um dos ambientes terrestres ainda menos estudados pela ciência. O grupo, composto exclusivamente de entomólogos (especialistas em insetos), coletou mais de 1.400 amostras, cada uma formada por dezenas a milhares de insetos dos diferentes grupos (ordens).

A empreitada teve como objetivo a coleta da diversidade de insetos que vivem em ambientes específicos da floresta, como corpos d´água e proximidades, no solo, em troncos, perto de plantas específicas e até acima da copa das árvores. O material foi todo preservado para análises moleculares posteriores em laboratório, o que permitirá aumentar a precisão e acelerar o trabalho de identificação das espécies.

Miniestúdio fotográfico improvisado no alojamento da Reserva ZF-2 (foto: Larissa Queiroz)

“Esse material vai demorar um pouco para ser analisado, mas conforme os resultados forem sendo divulgados certamente haverá um incremento absurdo de conhecimento sobre a biodiversidade que existe na área”, explica José Albertino Rafael, pesquisador do Inpa e coordenador do projeto BioDossel.

Os projetos BioInsecta/BioDossel deverão se tornar um marco de referência em projetos de grande escala de biodiversidade na literatura científica mundial, tanto em relação ao número de espécies coletadas quanto identificadas e com DNA sequenciado, bem como de novas espécies reveladas. É previsto o estudo do material genético de aproximadamente 500 mil exemplares.

Essa é provavelmente a maior expedição científica em termos do número de entomólogos especialistas em diferentes grupos de insetos na Floresta Amazônica, cobrindo cerca de 20 dentre as 28 ordens reconhecidas para o Brasil. Os pesquisadores estimam que metade dos exemplares coletados durante os seis dias de trabalho de campo seja de espécies novas, isto é, ainda desconhecidas pela ciência.

Método de coleta utilizando luz artificial e lençol (foto: Larissa Queiroz)

“Algumas técnicas de coleta recolheram exemplares um a um; e algumas das armadilhas capturaram milhares de exemplares. O número de espécimes coletados ainda é difícil de estimar”, declara Dalton de Souza Amorim, pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto, que coordena o projeto BioInsecta.

As armadilhas em cascata são o principal método de coleta utilizado nos projetos. Consistem em um sistema de cinco armadilhas integradas em uma cascata, que é içada até a copa das árvores e permanece montada durante 14 meses.

Cada armadilha da cascata tem uma altura de 2 metros, permitindo a coleta dos insetos em cinco estratos ou “andares” da floresta – próximo ao nível do solo (0-2 m); no sub-bosque (7-9 m); e em três estratos do dossel da floresta (14-16 m; 21-23 m; e entre 28-30 m).

Além da composição (identidade) e do número de espécies, esse sistema de armadilhas também permitirá revelar pela primeira vez como a diversidade de insetos está distribuída ou organizada verticalmente na floresta.

Torre meteorológica na Reserva ZF-2 do Inpa, um dos locais de estudo dos projetos. BioInsecta e BioDossel na Amazônia Central (foto: Craig Cutler, National Geographic)

As cascatas de armadilhas foram instaladas em julho de 2024 nas três áreas de estudo e permanecerão montadas até setembro de 2025. A cada 14 dias, os locais de estudo são visitados por pesquisadores para a retirada dos espécimes coletados nos cinco estratos. Contagens preliminares apontam uma média de 59 mil insetos capturados em cada local de estudo a cada 14 dias. Estima-se a coleta de mais de 5,5 milhões de exemplares pelas cascatas, além dos espécimes coletados durante a expedição.

Os pesquisadores se dividiram em equipes que se alternavam em trabalho diurno e noturno, de acordo com o hábito (período de atividade) dos insetos do grupo de sua especialidade e/ou para o uso de armadilhas específicas de coleta considerando os micro-habitats ocupados pelos insetos das ordens de interesse – por exemplo, besouros (coleópteros), percevejos e cigarras (hemípteros), moscas e mosquitos (dípteros), abelhas e formigas (himenópteros), borboletas e mariposas (lepidópteros) etc.

Foram usadas armadilhas de busca ativa diurna e noturna para procurar insetos no solo, na vegetação, na água e em suas proximidades. Elas foram instaladas no ambiente e visitadas regularmente após algumas horas para a coleta dos espécimes capturados.

Os métodos de coleta incluíram redes, armadilhas com iscas e luzes artificiais, além de coleta manual. As técnicas variaram conforme o habitat e o comportamento dos insetos, abrangendo desde espécies aquáticas até insetos noturnos, terrestres e voadores de baixa mobilidade.

Os indivíduos coletados durante a expedição eram levados até o alojamento, onde um imenso laboratório foi improvisado no campo, permitindo a análise preliminar dos espécimes em estereomicroscópio, o registro fotográfico de espécimes vivos e a conservação dos exemplares para a análise posterior de DNA, que será realizada nos laboratórios das instituições-sede (USP e Inpa).



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Produtores combatem pragas em pomares de citros


A colheita de citros segue avançando no Rio Grande do Sul. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (25), na região de Santa Rosa, frutas como a bergamota Okitsu e as laranjas de umbigo, do Céu e Salustiana estão em colheita, com venda eventual a R$ 3,00 por quilo. A Emater alertou que “a falta de chuva durante o desenvolvimento das frutas provocou distúrbios fisiológicos, como rachadura e queda de frutos”, afetando principalmente a laranja de umbigo.

Ainda segundo o levantamento, a incidência de pragas como pulgões, ácaros, larvas-minadoras e percevejos continua sendo um desafio para os produtores. Em Erechim, a colheita da bergamota Okitsu está na fase final, enquanto se inicia a da laranja Salustiana, Iapar e Rubi.

Em Passo Fundo, os pomares de laranja, localizados nos vales dos rios Apuaê e Inhandava, encontram-se na fase de formação dos frutos. A Emater destacou que “os tratamentos preventivos contra doenças e pragas seguem em andamento” para preservar a produção.

Na região de Soledade, os produtores realizam a colheita da bergamota Ponkan. Já em Bagé, no município de São Gabriel, a colheita da bergamota Okitsu continua, com produtividades consideradas boas. Segundo a Emater, a fruta é comercializada nas propriedades entre R$ 1,99 e R$ 2,10 por quilo, e nos mercados chega a R$ 5,99 por quilo.

A colheita da bergamota Ponkan deve começar na última semana de abril em São Gabriel. Nos pomares de laranja da região, a colheita da variedade de suco segue com preços de R$ 3,50 por quilo nas propriedades. A variedade Navelina também começou a ser colhida, com preços que chegam a R$ 9,00 por quilo.





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Guerra comercial não é boa para ninguém, diz Alckmin



O vice-presidente Geraldo Alckmin expressou preocupações sobre os efeitos do protecionismo nas relações comerciais globais e ressaltou a necessidade de promover o multilateralismo no comércio. Por outro lado, avaliou que o Brasil pode se favorecer do cenário atual. “A guerra comercial, o protecionismo não são bons para ninguém. O ideal é sempre promover o multilateralismo e o livre comércio com regras claras”, disse neste domingo (27), na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP).

Alckmin apontou que, no caso do Brasil, o acordo com a União Europeia é um passo importante nesse sentido. “Esse acordo vai abrir mais oportunidades para o agronegócio brasileiro. O agro pode se beneficiar ainda mais com as exportações”, afirmou, reforçando que a redução de barreiras comerciais proporcionará um ambiente mais favorável para o crescimento do setor agrícola.

Com o fortalecimento do mercado externo, Alckmin também falou sobre as condições financeiras para que o Brasil possa aproveitar essas oportunidades, mencionando o papel fundamental do BNDES.

“Foi criada uma linha muito boa para exportação, com financiamento em dólar – o que é muito mais barato. Mas, para isso, quem exporta precisa estar ‘hedgeado’, ou seja, protegido contra riscos de desvalorização cambial”, concluiu.



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Vítimas das enchentes esperam por moradias definitivas no RS  


Há cerca de dois meses, o casal Danilo Hiedt e Liana Maria de Quadros vive em um contêiner de concreto, no local onde será construído um novo bairro residencial em Cruzeiro do Sul, no Vale do Taquari, uma das regiões mais arrasadas do Rio Grande do Sul nas enchentes de maio de 2024.

Antes disso, eles passaram por outros abrigos e viveram na casa de parentes. Quase um ano após a catástrofe, eles se recordam em detalhes das horas de horror que viveram na zona rural do município, às margens do Rio Taquari, que superou a cota de inundação de 30 metros acima do leito normal naqueles primeiros dias de maio.

“Lá saiu tudo de arrasto, tudo que nós tínhamos, a casa inteira, animais de criação, como bois de canga, ferramentas”, contou o agricultor de 65 anos.

Eles resistiram por horas em uma canoa ou sobre o forro da casa até serem resgatados. Liane tinha operado o fêmur e ainda usava muletas. Ela passou a madrugada dentro de uma embarcação.

“Eu tinha que tomar meus remédios e bebi a água da enchente. Só deu tempo de pegar quatro bergamotas do pé, que a gente dividiu para comer. Era só o que tinha”, relatou a sobrevivente, que está com 64 anos.

O casal conseguiu salvar a família, incluindo, filha, genro e netas, mas alguns amigos e vizinhos perderam a vida.

Casas temporárias em Cruzeiro do Sul. Foto: Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Boa parte dos 184 mortos nas enchentes do ano passado no Rio Grande do Sul são da região, sendo 13 apenas em Cruzeiro do Sul. E ainda há duas dezenas de desaparecidos, segundo a Defesa Civil estadual.

O novo loteamento contará com 480 lotes, dos quais parte será destinada à construção de moradias através das Atas de Registro de Preço da Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária (Sehab), e outra parte será disponibilizada para que os próprios beneficiários construam suas casas com recursos próprios. O investimento estimado é de R$ 120 milhões

Eles resistiram por horas em uma canoa ou sobre o forro da casa até serem resgatados. Liane tinha operado o fêmur e ainda usava muletas. Ela passou a madrugada dentro de uma embarcação.

“Eu tinha que tomar meus remédios e bebi a água da enchente. Só deu tempo de pegar quatro bergamotas do pé, que a gente dividiu para comer. Era só o que tinha”, relatou a sobrevivente, que está com 64 anos.

enchentes nos Rio Grande do Sulenchentes nos Rio Grande do Sul
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O casal conseguiu salvar a família, incluindo, filha, genro e netas, mas alguns amigos e vizinhos perderam a vida.

Boa parte dos 184 mortos nas enchentes do ano passado no Rio Grande do Sul são da região, sendo 13 apenas em Cruzeiro do Sul. E ainda há duas dezenas de desaparecidos, segundo a Defesa Civil estadual.

O novo loteamento, que está sendo construído pelo governo do estado, em parceria com a prefeitura, fica numa parte alta da cidade e vai se chamar Novo Passo da Estrela, em homenagem ao bairro que foi completamente destruído pela força da correnteza no ano passado.

A previsão é que as primeiras moradias definitivas, das 480 previstas, sejam entregues no final do ano.

Enquanto isso, essas casas temporárias, com 27 metros quadrados (m²), são compostas por dormitório, sala e cozinha conjugadas e banheiro, além de mobiliário, como mesa, armário, cama, beliche e eletrodomésticos da linha branca.

A entrega das moradias temporárias marcou o encerramento dos abrigos coletivos no município. ​

“Pode botar meu terreno aqui, que eu só atravesso a rua. A gente tem que brincar, fazer o quê. Chorar eu já chorei o que chega. Salvei minha família, conseguimos salvar todo mundo”, afirmou Liana, que agora espera por dias melhores.

Ambos receberam o Auxílio Reconstrução, do governo federal, no valor de R$ 5,1 mil, que ajudou a recuperar parte das perdas materiais.

Em outro contêiner, Edevar Porto da Cruz, de 67 anos, espera que a próxima mudança seja para uma moradia permanente. “O governador [Eduardo Leite] esteve aí essa semana, disse que até o fim do ano eles vão entregar um pouco [das casas] e depois até mais um ano [entrega o restante]”, observou.

Somente no município de Cruzeiro do Sul, 1.109 casas foram destruídas. Além do novo bairro, o programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, prevê a entrega de 500 unidades habitacionais, que ainda serão construídas.

Outras 50 famílias também já foram contempladas com a Compra Assistida, uma modalidade do programa federal que concede até R$ 200 mil para a compra direta de um imóvel já existente.

Parque Memorial

Em uma parte baixa de Cruzeiro do Sul, bem próxima ao Rio Taquari, o cenário após a tragédia era apocalíptico, com casas, carros e postes totalmente destruídos. Era ali que ficava o Passo da Estrela, bairro completo, com escola, igreja e posto de saúde.

Agora, o que se vê é um campo aberto de terra batida. As máquinas ainda trabalham para demolir o que restou das casas destruídas. O local dará lugar a um Parque Memorial, com área de vegetação, equipamentos para a prática de esportes e homenagem aos que morreram na catástrofe.

Das poucas casas que não foram interditadas na área onde ficava o bairro, está o imóvel de José Claudio Lenhardt, de 71 anos, e de sua esposa Rosane Lenhardt, de 67 anos. Eles estão entre os últimos moradores ali, mas não devem permanecer.

“Não adianta ficar aqui com essa preocupação de enchente, indo e voltando”, contou Rosane.

“A gente trabalha uma vida inteira para juntar alguma coisa e ter um futuro melhor e perder da noite para o dia, não é fácil”, afirmou José Claudio. 

O casal tinha uma pequena olaria no terreno ao lado, que foi derrubada pelas águas. Eles vão se mudar para um outro loteamento na cidade, adquirido com recursos próprios, em parceria com outros vizinhos e amigos, e que atualmente está recebendo obras de encanamento e acesso à rede de energia elétrica.

Ela concorda com a extinção do bairro.

“Agora que arrancou tudo, é bom que não deixem mais ninguém voltar”, reforçou Rosane.

Demanda habitacional

Na região do Vale do Taquari, a situação das famílias que perderam suas casas é variada, mas a maioria ainda aguarda um lar definitivo.

Em Estrela, segundo a prefeitura, o número de famílias contempladas com aluguel social está em 516. Cerca de 100 casas começaram a ser construídas pelo Minha Casa, Minha Vida, e há ainda a previsão de mais 800 imóveis pelo mesmo programa.

Outras 60 famílias estão sendo contempladas com o Compra Assistida. Da parte do governo estadual, a previsão é construir 108 casas no município, que estão em diferentes fases de andamento.

Em Muçum, o governo municipal informou à reportagem que conta com três novos loteamentos habitacionais em áreas seguras, fora da zona de inundação.

“Todos são terrenos novos, nunca antes utilizados, sendo dois desapropriados pelo município e um pelo governo do estado”, disse a prefeitura, em nota.

Através do Minha Casa, Minha Vida Calamidade, voltado para áreas rurais, o município de Muçum informou ter sido contemplado com 17 residências, que devem ficar prontas em até seis meses e serão construídas em terrenos fora da mancha de inundação.

No município de Lajeado, um dos mais populosos e prósperos do Vale do Taquari, cerca de 500 famílias recebem aluguel social calamidade enquanto aguardam residências definitivas pelos programas habitacionais, informou a prefeitura. Desde julho de 2024, não há mais abrigos ativos na cidade,

“Existem cerca de 700 casas definitivas previstas para Lajeado por meio de programas habitacionais dos governos e iniciativas privadas referentes às cheias de setembro de 2023 e maio de 2024. Existem seis residências entregues por uma ONG. As demais, estão em fase administrativa ou em construção”, informou a gestão municipal.

Em Arroio do Meio, o prefeito Sidnei Eckert informou que a demanda é por 700 novas moradias. “Governos federal e estadual são parceiros, mas burocracia consome muito tempo”, reclamou.

O município não apresentou balanço sobre o andamento das iniciativas de realocação de quem perdeu suas casas.



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