segunda-feira, maio 25, 2026

Autor: Redação

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Expoingá espera ultrapassar R$ 1,1 bi em negócios



Uma das maiores feiras agropecuárias do Brasil começa esta semana em Maringá, no Paraná. É a 51ª edição da Expoingá. A expectativa da Sociedade Rural de Maringá é atrair mais de 500 mil visitantes ao longo dos 10 dias de programação. Com o slogan “O Agro conecta” a feira espera ultrapassar o volume de negócios gerados e prospectados em 2024, que ficou em R$ 1,1 bilhão, segundo a organização. A Exposição se coloca como um grande ponto de encontro de conexões, evidenciando que o agro vai além da produção: é transformação.

A feira conta com mais de mil expositores e uma ampla programação de eventos técnicos voltados à inovação no agronegócio. Entre os temas em destaque estão digitalização no campo, automação de processos e sustentabilidade. Segundo a SRM, organizadora do evento, a feira deve reunir mais de 5 mil animais em exposição, além de julgamentos e leilões que vão destacar o que há de melhor na genética de bovinos, equinos e ovinos.

Maria Iraclézia de Araújo, presidente da SRM tem a expectativa de que a feira ultrapasse uma margem bem significativa de volume de comercialização e prospecção ao longo do ano. Temos a presença do segmento pecuário extremamente forte; estamos com exposições nacionais da raça Charolês, Texel, o Angus Ultra Black, outras raças de equinos e ovinos que vêm para a feira, com a realização de leilões e julgamentos, além de todos os implementos que aqui estão. Tudo aquilo que está ligado ao setor produtivo está na feira”, disse.

Provas com cavalos são algumas das atrações mais tradicionais e emocionantes da Expoingá. A edição deste ano promete reunir competidores de alto nível e animais de genética superior. Maria Iraclézia destaque que a Região e todo o estado têm o setor de equinos extremamente forte, o que gera provas de competição de alto nível, com tambores, baliza, laço e rodeio. “O Paraná é o segundo maior produtor de equinos do Brasil e a SRM tem uma escola, que gera competidores para provas de todo o país”, conta a presidente.

Entre diversas organizações da iniciativa pública e privada que participam da exposição, o Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR-PR) vai mostrar a trajetória da Extensão Rural no Estado e sua importância para a produção sustentável de alimentos. Além disso, a conectividade do meio rural com diferentes segmentos da sociedade norteia o trabalho do Instituto durante a feira.

A Expoingá 2025 acontece de 8 a 18 de maio no Parque Internacional de Exposições de Maringá Francisco Feio Ribeiro.



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AgroNewsPolítica & Agro

Pastagens apresentam boa oferta, mas clima afeta regiões


A disponibilidade de massa forrageira nas áreas de campo nativo e nas pastagens cultivadas do Rio Grande do Sul é considerada satisfatória, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quarta-feira (30) pela Emater/RS-Ascar. As pastagens de inverno estão em fases de semeadura, germinação e perfilhamento, momentos indicados para a adubação nitrogenada.

Na região administrativa de Bagé, a área com forrageiras de inverno ainda é restrita. “Há poucos potreiros de aveia e trevo perenizado”, informou o boletim. A falta de chuvas em Alegrete e Manoel Viana interrompeu a semeadura de aveia e azevém.

Em Caxias do Sul, os campos nativos apresentaram bom desenvolvimento, mas estão perdendo qualidade com o fim do ciclo das forrageiras. Na região de Erechim, os produtores realizam sobressemeadura de variedades de inverno, tanto a lanço quanto em linha, conforme a topografia. No entanto, “há dificuldades de germinação e crescimento devido à ausência de chuvas nas áreas já semeadas”, destacou o relatório.

Em Frederico Westphalen, produtores enfrentam escassez de sementes de cereais de inverno, destinadas tanto ao pastejo quanto à produção de silagem. Na região de Ijuí, nos municípios de Derrubadas e Tenente Portela, o volume de chuvas foi suficiente para manter a umidade no solo. “As forrageiras anuais de inverno estão com crescimento adequado, o que já permite o início do pastejo”, observou a Emater.

No Passo Fundo, inicia-se o período de redução do crescimento natural das espécies forrageiras do campo nativo. “Os campos entram em fase de repouso e, em breve, os bovinos serão transferidos para as pastagens cultivadas”, informou o boletim.

Na região de Pelotas, as pastagens anuais de verão já foram encerradas na maioria das propriedades, enquanto as perenes ainda permitem o pastoreio. Em Porto Alegre, está em andamento a implantação das pastagens anuais de inverno, principalmente em áreas antes ocupadas por lavouras de verão.

Na região de Santa Rosa, a deficiência hídrica, mesmo que temporária, causa estresse fisiológico nas plantas jovens, reduzindo a taxa de expansão foliar, a fotossíntese e o desenvolvimento vegetativo. Já em Soledade, as pastagens perenes continuam oferecendo forragem, embora com crescimento limitado.





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Alagoas intensifica combate à ‘Sigatoka Negra’ que ameaça bananais no estado



A produção de banana em Alagoas enfrenta um desafio crescente: a disseminação da Sigatoka Negra.

Essa doença fúngica compromete as folhas da bananeira, reduz a produtividade e ameaça a sustentabilidade da agricultura familiar no estado.

Para conter esse avanço, o Sebrae Alagoas promoveu uma capacitação destinada a consultores e Agentes Locais de Inovação (ALI Rural), garantindo que esses profissionais possam multiplicar conhecimento e ajudar os produtores no controle da doença.

Treinamento em campo fortalece estratégias de manejo

A capacitação ocorreu em dois momentos distintos. No primeiro dia, em Maceió, os participantes receberam palestras sobre sintomas, impacto econômico e medidas de controle, conduzidas por especialistas da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal), do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), do Instituto Federal de Alagoas (Ifal – Campus Maragogi) e do Sistema Faeal/Senar.

Em seguida, no segundo dia, os profissionais participaram de uma visita técnica a uma propriedade em Porto Calvo.

O treinamento prático proporcionou uma visão clara dos impactos da Sigatoka Negra.

Os técnicos observaram duas situações distintas: uma área onde o manejo integrado de pragas foi corretamente aplicado e gerou bons resultados no controle da doença; e outra onde nenhuma intervenção ocorreu, revelando os danos causados pela falta de manejo adequado.

Riscos para a produção e impacto na agricultura familiar

A bananicultura tem grande relevância econômica em Alagoas, sobretudo para pequenos produtores ligados à agricultura familiar.

Entretanto, a Sigatoka Negra ameaça a continuidade dessa atividade, exigindo medidas urgentes de contenção.

A Adeal já confirmou a presença da doença em 18 municípios, mas esse número pode ser maior, pois muitas áreas ainda precisam ser avaliadas.

“Esses profissionais estão na linha de frente do atendimento ao agricultor. Ao atualizá-los sobre a Sigatoka Negra no cultivo da banana, ampliamos a rede de vigilância e controle da doença em Alagoas, evitando uma crise ainda maior no setor”, destacou Humberto Sant’Anna, analista de Competitividade Setorial do Sebrae Alagoas.

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Soluções e cuidados para o produtor

A ‘Sigatoka Negra’ compromete a fotossíntese da planta, afeta a qualidade dos frutos e, se não for controlada, pode inviabilizar a colheita. 

Além da capacitação teórica e prática, os especialistas destacaram a necessidade de ações contínuas para combater a Sigatoka Negra.

O uso de produtos químicos autorizados, o monitoramento semanal das plantações e o descarte correto de folhas infectadas são estratégias essenciais para evitar a propagação da doença.

Com iniciativas como essa, o Sebrae Alagoas mantém sua rede técnica atualizada, fortalecendo o atendimento no campo e promovendo soluções adequadas à realidade dos produtores.

Dessa forma, agricultores ganham suporte para lidar com desafios como a Sigatoka Negra, assegurando a continuidade e o crescimento sustentável da produção de banana no estado.



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AgroNewsPolítica & Agro

Colheita do feijão avança, mas falta de chuva preocupa


A colheita da primeira safra de feijão no Rio Grande do Sul foi concluída, com produtividade média estimada em 1.838 quilos por hectare em uma área total de 49.901 hectares, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quarta-feira (30) pela Emater/RS-Ascar.

A segunda safra apresentou avanço na colheita, passando de 20% para 23%, beneficiada pelas condições climáticas favoráveis, embora limitada pela quantidade de áreas maduras. A produtividade média está próxima de 1.300 quilos por hectare.

“O predomínio de tempo firme, a alta radiação solar e as temperaturas amenas durante as manhãs e noites favoreceram o desenvolvimento vegetativo da cultura”, informou o boletim. No entanto, a Emater alertou para a necessidade de chuvas para manter o potencial produtivo. “A prolongada ausência de precipitações vem reduzindo os níveis de umidade do solo”, destacou.

A umidade relativa do ar elevada e a formação de orvalho nas manhãs contribuíram para o surgimento de doenças fúngicas, como antracnose. Nessas condições, o manejo fitossanitário se tornou essencial. “Algumas aplicações antifúngicas preventivas foram realizadas para conter o avanço das doenças”, acrescentou a Emater.

Na região de Frederico Westphalen, cerca de 40% das lavouras estão em fase de florescimento e enchimento de grãos, outros 40% em maturação fisiológica e 20% já colhidos. Em Ijuí, 64% das lavouras permanecem no estágio reprodutivo, 30% em maturação e 5% colhidas. “A colheita ocorre pontualmente em pequenas propriedades, voltadas ao autoconsumo e à venda do excedente”, explicou o informativo.

O produto colhido nessas áreas apresenta qualidade levemente inferior, devido à deficiência hídrica no enchimento de grãos. Já as áreas irrigadas seguem em fase de enchimento, com elevado potencial produtivo.

Em Soledade, aproximadamente 20% das lavouras estão em florescimento, 75% em enchimento de grãos e 5% em maturação.

O preço médio da saca de 60 quilos registrou queda de 5,84% na semana, passando de R$ 228,33 para R$ 215,00, de acordo com o levantamento de preços da Emater/RS-Ascar.





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Copom no Brasil e balança comercial dos EUA: ouça os destaques do dia


PODCAST Diário Econômico

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que o Ibovespa caiu 1,22%, impactado pela queda do petróleo, dados de inflação nos Estados Unidos e pressão sobre ações da Petrobras, enquanto o mercado global reagiu a tensões comerciais, alta nos juros americanos e alertas contra o protecionismo em reunião de líderes econômicos.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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Café lidera exportações mineiras em 2025


As exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançaram US$ 2,6 bilhões no primeiro bimestre de 2025, um crescimento de 18% na receita em relação ao mesmo período de 2024, segundo a edição de abril do Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Apesar da retração de 24% no volume exportado, o setor representou 43% das exportações totais do estado, marcando o melhor resultado da série histórica para o período.

“O agronegócio manteve uma performance expressiva, superando inclusive o setor de mineração”, destacou o boletim.

O café permaneceu como principal produto da pauta de exportações mineira, com 7,8 milhões de sacas exportadas nos dois primeiros meses do ano. Houve queda de 10,4% no volume, mas o faturamento subiu 55,5%, totalizando US$ 2,34 bilhões no período.

A soja também impulsionou os resultados, com aumento de 16,7% na produção estadual, superior ao crescimento nacional de 13,3% em relação à safra anterior. “A alta nas cotações internacionais favoreceu o faturamento e impulsionou as exportações”, informou a Conab.

A concentração da colheita, provocada pelo período de seca em fevereiro, elevou a demanda por transporte no estado. “Os fretes para os centros de processamento dentro de Minas registraram picos de 13% a 14%”, apontou o boletim. Já os fretes com destino aos portos de Santos e Paranaguá tiveram aumento médio entre 5% e 6%.

A movimentação da soja foi intensa no terceiro decêndio de fevereiro e ao longo de março, refletindo o aumento da produção e os preços atrativos das commodities. Minas Gerais consolidou-se como o terceiro maior exportador do Brasil, com 11,6% de participação nas vendas totais.

“O crescimento na receita das exportações agropecuárias foi impulsionado pela valorização das commodities e pela taxa de câmbio favorável”, concluiu a Conab.





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Preço do boi cai até R$5 em Minas Gerais


Segundo o informativo “Tem Boi na Linha” divulgado pela Scot Consultorias nesta segunda-feira (05), a semana começou sem novas negociações entre frigoríficos e produtores nas praças paulistas, segundo levantamento do mercado. “As indústrias frigoríficas seguem fora das compras, refletindo boas ofertas e uma demanda enfraquecida”, informou o relatório. Os preços permaneceram estáveis no comparativo diário.

Em Minas Gerais, as cotações registraram quedas em diversas regiões. No Triângulo Mineiro, o preço do boi gordo, da vaca e da novilha caiu R$5,00 por arroba. Em Belo Horizonte, a cotação do boi gordo e da novilha também recuou R$5,00, enquanto a da vaca caiu R$4,00.

No Norte de Minas, a vaca teve queda de R$5,00 por arroba, sem alteração para as demais categorias. Na região Sul, o preço do boi gordo e da vaca caiu R$3,00 por arroba, enquanto a novilha registrou redução de R$5,00. O “boi China” teve desvalorização de R$5,00 por arroba.

No mercado atacadista de carne com osso, a oferta menor e o bom desempenho das vendas, impulsionado pelo feriado de 1º de maio, não sustentaram os preços. “Mesmo com vendas aquecidas, as cotações não se firmaram”, apontou o relatório.

O preço da carcaça casada do boi capão e da vaca permaneceu estável. A carcaça do boi inteiro teve queda de 1,9%, ou R$0,40 por quilo. A carcaça da novilha caiu 2,6%, o equivalente a R$0,55 por quilo.

No mercado de carnes alternativas, o preço do frango médio caiu 0,6% ou R$0,05 por quilo. A carcaça de suíno especial manteve o mesmo valor da semana anterior.





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Baixa umidade acelera colheita da soja



Colheita da soja atinge 88% da área plantada no RS




Foto: Pixabay

A colheita da soja no Rio Grande do Sul avançou de forma expressiva, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quarta-feira (30) pela Emater/RS-Ascar. O progresso foi impulsionado pela permanência de condições climáticas estáveis, com dias secos e ensolarados, o que favoreceu o andamento das operações de campo e a logística de escoamento da produção.

De acordo com o documento, 88% da área cultivada já foi colhida. “As lavouras semeadas em novembro e no início de dezembro foram finalizadas, e os produtores agora aguardam a maturação das áreas plantadas a partir da segunda quinzena de dezembro”, informou a Emater.

Apesar da desuniformidade na maturação, foi registrada melhora na qualidade dos grãos nas últimas semanas. A baixa umidade, resultado de quase três semanas com precipitações escassas, acelerou o processo de secagem natural, com teores de umidade entre 12% e 13%. Esse fator tem facilitado a debulha tanto no campo quanto nas máquinas colhedoras.

Para reduzir perdas e antecipar a colheita, alguns produtores vêm ampliando os turnos até o início da noite ou contratando serviços terceirizados. A estratégia busca evitar prejuízos em caso de retorno das chuvas.

O levantamento aponta que 11% das lavouras remanescentes estão em estágio de maturação fisiológica e 1% ainda em enchimento de grãos. Nas regiões afetadas pela estiagem, produtores e arrendatários têm renegociado contratos de arrendamento, com ajustes nos valores em função da quebra de produtividade.

Em relação à comercialização, o preço médio da saca de 60 quilos caiu 2,82% na semana, passando de R$ 127,24 para R$ 123,65, conforme levantamento da Emater/RS-Ascar.





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AgroNewsPolítica & Agro

Exportações de farelo de soja sobem 3,9% no 1º trimestre



Brasil exporta 5,3 mi t de farelo de soja até março




Foto: Divulgação

As exportações brasileiras de farelo de soja somaram 5,3 milhões de toneladas no acumulado entre janeiro e março de 2025, um crescimento de 3,9% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram embarcadas 5,1 milhões de toneladas. Os dados constam na edição de abril do Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgada nesta semana.

Apesar do aumento discreto, o setor mantém expectativas positivas para a temporada, sustentadas pela estimativa de maior esmagamento da oleaginosa no país. “A safra colhida foi excelente, o dólar continua em patamar favorável e o cenário internacional ainda reflete o conflito tarifário entre Estados Unidos e China”, destacou a Conab no relatório.

Os portos de Santos, Paranaguá, Rio Grande e Salvador concentraram a maior parte do escoamento do produto. Santos respondeu por 40,5% das exportações nacionais, uma leve queda em comparação aos 44,8% registrados no mesmo período de 2024. Paranaguá teve participação de 31,7%, superior aos 28,5% do ano anterior. Rio Grande movimentou 15,1% da produção, ante 13,1%, enquanto Salvador respondeu por 9%, frente aos 8,1% registrados anteriormente.

Os estados de Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Paraná e Goiás se mantêm como os principais responsáveis pela originação do farelo exportado no período.





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AgroNewsPolítica & Agro

agronegócio responde por 65% das exportações em 2024


O agronegócio foi responsável por 65% das exportações de Santa Catarina em 2024, alcançando US$ 7,57 bilhões, segundo dados do Observatório Agro Catarinense. A China manteve-se como principal destino das vendas externas do setor. O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VPA) do estado somou R$ 63,7 bilhões, com uma leve retração de 0,5% em relação ao ano anterior. A queda foi atribuída à frustração de safra em culturas como maçã e soja, além da desvalorização de produtos como milho e soja.

Os números integram a Síntese Anual da Agricultura de Santa Catarina, elaborada pela Epagri/Cepa. O relatório analisa o desempenho do setor agropecuário e subsidia políticas públicas, investimentos e estratégias para o meio rural. “Apesar dos desafios climáticos e de mercado, os resultados mostram a resiliência do agro catarinense”, destacou a publicação.

Santa Catarina liderou a produção nacional de suínos, com exportações que somaram US$ 1,7 bilhão, o maior valor já registrado. Na avicultura, o estado ocupou a segunda posição no ranking nacional, alcançando US$ 2,3 bilhões em exportações de frango, também um recorde. A pecuária permaneceu como principal atividade do agronegócio estadual, representando 55,7% do VPA. A bovinocultura de corte registrou aumento de 8,7% nos abates, enquanto a produção de leite atingiu 3,3 bilhões de litros, alta de 2,9% frente a 2023.

A produção vegetal respondeu por 24% do VPA estadual. A soja liderou o segmento, com R$ 5,46 bilhões em movimentações, enquanto o arroz representou 11% da produção nacional. O relatório também destacou a diversidade da agricultura catarinense, com cultivos de milho, feijão e trigo.

O setor de mel registrou crescimento de 51% nas exportações, posicionando Santa Catarina como terceiro maior exportador do produto no país. O setor florestal teve alta de 10,3% nas exportações, que totalizaram US$ 1,74 bilhão, equivalendo a 16,5% das vendas externas do estado.

O ano também foi marcado por dificuldades. A bananicultura enfrentou problemas climáticos, a produção de maçã foi prejudicada apesar dos bons preços, e o tabaco sofreu perdas com o excesso de chuvas.

O crédito rural seguiu com papel estratégico no desenvolvimento do setor. Em 2024, os financiamentos no agro catarinense somaram R$ 7,08 bilhões. Uma das novidades foi o protagonismo das cooperativas de crédito, que ultrapassaram os bancos públicos na concessão de recursos.

Segundo a Epagri/Cepa, a pecuária liderou em número de contratos, mas a agricultura concentrou o maior volume de financiamentos. “O crédito bem direcionado transforma realidades, gera renda, empregos e promove o desenvolvimento sustentável nas comunidades rurais”, avaliou o relatório.





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