sexta-feira, março 20, 2026

Autor: Redação

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Como o bom manejo do solo garante produtividade e sustentabilidade da soja



O solo é a base da produção agrícola e desempenha papel decisivo no desempenho das lavouras de soja. A qualidade física, química e biológica desse recurso determina a capacidade da planta de enfrentar estresses climáticos, aproveitar nutrientes e expressar seu potencial produtivo. Em Mato Grosso, a conservação do solo tem sido prioridade entre os produtores, que reconhecem sua influência direta na sustentabilidade e na eficiência das áreas cultivadas.

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Entre as principais estratégias adotadas para manter a saúde do solo está o plantio direto, prática consolidada no estado e fundamental para reduzir erosão, aumentar a infiltração de água e garantir cobertura permanente da superfície. A formação de palhada com braquiária e outras plantas de cobertura também se destaca como aliada na construção de um perfil mais estruturado, capaz de sustentar a soja mesmo em anos de irregularidade de chuvas.

A diversificação de manejos tem avançado nas propriedades, com o uso crescente de biológicos, ácidos húmicos e fúlvicos, além de consórcios que melhoram o aporte de matéria orgânica ao solo. Em anos de baixa umidade e pouca chuva, esses sistemas mostram resultados consistentes ao permitir que a cultura da soja mantenha produtividade, demonstrando a importância de práticas conservacionistas de longo prazo.

Pesquisas regionais reforçam essa evolução. Os experimentos conduzidos pelos Centros Tecnológicos da Aprosoja MT têm auxiliado os produtores na escolha de cultivares, estratégias de adubação e manejos de solo adaptados às condições de cada região. Esses estudos validam tecnologias e oferecem segurança técnica na tomada de decisões, contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

No Dia Mundial do Solo, a Aprosoja MT destaca que a manutenção desse recurso é essencial para o futuro da soja mato-grossense e para toda a cadeia produtiva. A entidade reforça que o equilíbrio entre produtividade e preservação depende da adoção contínua de boas práticas dentro das propriedades, somado ao avanço das pesquisas que apoiam o produtor na missão de produzir mais, com responsabilidade e respeito ao meio ambiente.



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O que o agro ganha ao se aproximar do mercado de capitais?



A aproximação entre o agronegócio e o mercado de capitais começa a ganhar força como uma alternativa para ampliar o acesso a financiamento, reduzir riscos e sustentar o crescimento do setor. Nesta sexta-feira (4), a Arena B3 sediou mais uma edição do evento “O Agro e o Mercado de Capitais”, com debates sobre crédito privado, seguro rural, geopolítica e perspectivas de produção.

A iniciativa, liderada pelo Instituto Brasileiro de Direito do Agronegócio (IBDA), Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e Instituto Pensar Agro (IPA), busca diminuir a distância entre o coração financeiro do país, concentrado na Faria Lima e na B3, e a realidade do produtor rural. Sendo assim, a proposta é clara: mostrar ao setor que existem instrumentos além do crédito público tradicional, como é o caso do Plano Safra.

Eventos querem simplificar e expandir o acesso a novas ferramentas

O presidente do IBDA, Renato Buranello, explica que o produtor rural já observa o movimento do mercado financeiro, mas ainda depende de suporte técnico para tomar decisões. “O produtor rural ouve, mas ele precisa colocar o contador e o advogado para validar. Esses eventos ampliam o conhecimento sobre o mercado de capitais”, afirmou.

Para ele, ampliar a familiaridade com debêntures, CRA, fundos e instrumentos de gestão de risco é um passo natural para reduzir a dependência de recursos públicos.

Na visão do diretor-geral do IPA, Geraldo Melo, o setor não pode mais se apoiar apenas em políticas públicas. “Não dá mais para conversar sobre produção e a força do agro apenas nos recursos públicos. É necessária uma mudança de página”, disse.

Ele destacou ainda a importância da regra que impede o contingenciamento dos recursos do seguro rural em 2026, que foi aprovada nesta quinta-feira (4), dentro da Lei de Diretrizes Orçamentárias para o ano que vem. De acordo com Melo, o futuro do agro passa por integrar mercado financeiro, seguro e novas formas de capitalização.

Incerteza global aumenta a necessidade de instrumentos financeiros

O coordenador do Centro de Bioeconomia da FGV, Guilherme Bastos, afirmou que o ambiente econômico mundial segue volátil e que o setor rural precisa se adaptar. “Independente do governo, o ponto é: o que o setor precisa para avançar de forma sustentável também do ponto de vista econômico-financeiro?”, questionou.

Segundo ele, a guerra e a desaceleração global mostraram que mercados interligados conseguem se ajustar, mas que a incerteza para 2026 segue elevado. Isso reforça a importância de mecanismos de proteção financeira, como hedge, seguro e diversificação de fontes de crédito.



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AgroNewsPolítica & Agro

CMO aprova R$ 12,5 bilhões em créditos para agro



CMO aprova recursos para aliviar dívidas rurais



Foto: Canva

A Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou nesta terça-feira (2) um total de R$ 12,5 bilhões em créditos extraordinários para o Orçamento de 2025, conforme divulgado pela Agência Senado. A maior parcela está na Medida Provisória 1.316/2025, que destina R$ 12 bilhões para apoiar produtores rurais afetados por eventos climáticos adversos.

Segundo mensagem enviada pelo governo ao Congresso, a medida cria novas linhas de crédito rural voltadas à liquidação ou amortização de dívidas relacionadas ao Pronaf, ao Pronamp e a contratos firmados por agricultores que enfrentam dificuldades de pagamento, conforme o informado pela Agência Senado.

A relatora da MP, senadora Dorinha Seabra (União-TO), defendeu a aprovação da proposta. “Com esse crédito, será possível oferecer taxas de juros e prazos mais adequados para pagamento das dívidas que não puderam ser regularizadas devido aos custos com as instituições financeiras e para o Tesouro Nacional”, afirmou.

O presidente da comissão, senador Efraim Filho (União-PB), informou que a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026 (PLN 2/2025) e do relatório de receitas do Orçamento de 2026 (PLN 15/2025) foi remarcada para esta quarta-feira (3). As medidas provisórias aprovadas seguirão agora para análise dos Plenários da Câmara e do Senado, enquanto os projetos de lei serão votados no Plenário do Congresso Nacional.

De acordo com a Agência Senado, na mesma reunião, a CMO aprovou o relatório do Comitê de Admissibilidade de Emendas sobre o Orçamento de 2026. O relator, deputado Carlos Henrique Gaguim (União-TO), rejeitou duas emendas de comissões e quatro de bancadas estaduais, aprovando um total de 532. Ele declarou que ainda aguarda o relatório da bancada de Alagoas. Os parlamentares podem apresentar emendas coletivas de bancadas estaduais e de comissões, além de emendas individuais às despesas previstas pelo Executivo.





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vale a pena substituir o bonsmara no tricross? Especialista responde



A dúvida do pecuarista Marçal Dias, de Santa Rita do Pardo (MS), sobre se vale a pena trocar o bonsmara em seu tricross (angus x bonsmara x nelore) aborda um desafio central da pecuária intensiva: como manter o alto desempenho do gado 3/4 europeu no confinamento sem que o metabolismo elevado cause perda de peso.

O zootecnista Alexandre Zadra, especialista em genética, informa que o bonsmara, uma raça taurina com influência zebuína, possui metabolismo médio a alto. Segundo Zadra, se o produtor está notando perda de desempenho no cocho, o problema não reside na raça, mas na gestão do metabolismo desse gado adaptado ao frio em climas quentes, o que exige atenção redobrada à nutrição intensiva e ao tempo de recria.

Confira:

Opções para pecuaristas

Para realizar um tricross terminal de sucesso, o pecuarista deve optar por raças que produzam animais de grande porte e com pelo curto, favorecendo o conforto térmico. Zadra destaca que, se o objetivo é a terminação de tiro curto, o animal 3/4 europeu é o mais indicado, embora exija um investimento nutricional maior.

A decisão de substituir o bonsmara por outra raça bimestiça de grande porte, como canchim ou santa gertrudis, pode ser válida para padronizar o rebanho com o mesmo metabolismo. Contudo, o sucesso final dependerá do equilíbrio na dieta do gado.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Produção de rações cresce 2% e chega a 66,5 milhões de toneladas em 2025



A indústria brasileira de alimentação animal registrou alta de 2% na produção de rações entre janeiro e setembro de 2025, totalizando 66,5 milhões de toneladas, segundo prévia divulgada pelo Sindirações. A projeção da entidade é encerrar o ano com 90 milhões de toneladas, avanço de 2,8% sobre 2024.

O número considera apenas rações, o volume de sal mineral será adicionado no balanço consolidado. A soma dos dois segmentos compõe o desempenho geral do setor.

Para o CEO do Sindirações, Ariovaldo Zani, o resultado demonstra a resiliência da cadeia de alimentação animal. “A indústria permanece resiliente mesmo diante das incertezas globais, sustentada por eficiência, inovação e forte base produtiva”, afirma.

Avicultura mantém estabilidade apesar de embargos sanitários

A avicultura de corte consumiu 28 milhões de toneladas de rações até setembro, mantendo estabilidade mesmo após os embargos relacionados à influenza aviária. Segundo a ABPA, a produção de carne de frango deve superar 15 milhões de toneladas em 2025, impulsionada pelo consumo interno, hoje estimado em 47,8 kg por habitante ao ano.

Zani destaca a maturidade tecnológica do setor. “O dinamismo da avicultura reflete previsibilidade nutricional e capacidade de resposta diante das adversidades”. A previsão é chegar a 37,9 milhões de toneladas de ração até dezembro.

Postura avança com demanda firme e produção em alta

O consumo de rações na postura comercial somou 5,6 milhões de toneladas até setembro, impulsionado pela demanda doméstica por ovos. Segundo o IBGE, a produção nacional avançou 2,8% na comparação entre os terceiros trimestres de 2024 e 2025.

A expectativa é encerrar o ano com 7,4 milhões de toneladas. Para Zani, o ovo segue como proteína estratégica. “É acessível, nutritivo e sustenta o crescimento contínuo do setor de postura”.

A suinocultura consumiu 16,4 milhões de toneladas de rações entre janeiro e setembro. Apesar da leve sobreoferta no mercado interno, as exportações seguem firmes, mantendo o setor estável. A projeção é encerrar 2025 com 22 milhões de toneladas consumidas.

“A suinocultura brasileira demonstra elevada eficiência zootécnica e adaptação aos movimentos de mercado”, destaca Zani.

Leite: produção cresce, mas demanda limitada segura avanço

A pecuária leiteira registrou alta de 8% na captação formal, favorecida pelo clima e por custos operacionais estáveis. Porém, a demanda retraída e a maior presença de importados limitaram o desempenho.

O consumo de rações no segmento somou 5,6 milhões de toneladas, com previsão de chegar a 7,3 milhões até o final do ano. Segundo Zani, “a pecuária leiteira exige reinvenção permanente para enfrentar a concorrência e ganhar eficiência.”

Bovinos de corte têm melhora de margens em 2025

O segmento consumiu 5,3 milhões de toneladas de rações até setembro. A queda do custo dos concentrados, a reposição mais barata e a arroba estável ajudaram a melhorar as margens, especialmente no segundo giro do ano.

A previsão é superar 7,7 milhões de toneladas até dezembro. “O confinamento se consolida como peça-chave para regular oferta e ampliar produtividade”, afirma.

A aquicultura consumiu 1,3 milhão de toneladas de rações nos nove primeiros meses de 2025. A piscicultura industrial sentiu efeitos do tarifaço dos EUA e da concorrência asiática, enquanto a carcinicultura avançou com automação e manejo preciso, aumentando produtividade por hectare.

A expectativa é encerrar o ano com 1,9 milhão de toneladas. Zani destaca: “A aquicultura brasileira tem espaço extraordinário de expansão, especialmente com automação e nutrição de precisão.”

O setor de pet food consumiu cerca de 3 milhões de toneladas entre janeiro e setembro. A estimativa para o ano é de 4 milhões de toneladas, distribuídas entre:

  • Cães: 80%
  • Gatos: 19%
  • Outras espécies (pássaros, peixes, répteis etc.): 1%

Brasil reforça posição global em proteína animal

Segundo o Sindirações, a cadeia de proteína animal segue sustentada por tecnologia, eficiência zootécnica e padronização nutricional, fatores que mantêm o Brasil entre os principais players mundiais.

“A nutrição de precisão e os sistemas intensivos asseguram competitividade, eficiência e previsibilidade técnica”, conclui Zani.



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Conheça a Fazenda Alto da Serra, anfitriã da Abertura Nacional da Colheita da Soja!



A menos de dois meses para a Abertura Nacional da Colheita da Soja 2025/26, evento que marca oficialmente o início simbólico da colheita da safra 2025, a Fazenda Alto da Serra, em Porto Nacional (TO), se prepara para sediar a cerimônia. O evento será realizado no dia 30 de janeiro de 2026, às 8h.

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Segundo Renato Schneider, representante da Fazenda Alto da Serra, o grupo iniciou suas atividades no estado do Tocantins em 2012. “Desde então, estamos cultivando soja e milho. Temos também gado, transportes e armazenagem nas nossas unidades. A importância da Fazenda Alto da Serra para a região de Porto Nacional está relacionada à produção de alimentos e à geração de emprego”, destacou.

Ele explica que o grupo mantém projetos sociais nas proximidades da propriedade, como iniciativas com a escola rural e o projeto Se Liga na Fazenda. “Para nós, do Grupo Wink, é muito importante sediar a abertura nacional da colheita da soja. Estamos muito felizes como anfitriões deste evento e estamos nos preparando com uma boa condução da lavoura, com um plantio que proporcionará a possibilidade de realizar a colheita na data do evento.”

O Grupo Wink trabalha com monitoramento integrado de pragas e manejo integrado de doenças. Utiliza plantio direto a partir do segundo ano após a abertura das áreas, que em sua maioria eram pastagens degradadas convertidas em áreas produtivas de soja e milho.

“Nós seguimos todas as normas do Código Florestal vigente e buscamos, sempre, atualizações quanto às obrigações ambientais. O estado do Tocantins já enfrentou diversas dificuldades climáticas, com anos de muita chuva durante a colheita, que causaram perdas de qualidade, e também períodos de seca”, explica.

Segundo ele, o grupo busca mitigar o risco de seca por meio do consórcio de milho com braquiária e também com o uso de braquiárias solteiras para a formação de uma palhada de qualidade. A equipe trabalha com agricultura de precisão no manejo do perfil de solo. Para lidar com o excesso de chuva na colheita, a estratégia inclui o escalonamento das operações, o uso de variedades de soja com diferentes ciclos e o apoio de uma estrutura operacional eficiente, que envolve a unidade armazenadora responsável pelo recebimento e secagem dos grãos.

O nome Wink tem origem no sobrenome do avô materno de Schneider, que faleceu este ano. Sua história no agronegócio, iniciada em 1983 com a mudança do Rio Grande do Sul para Goiás, segue como referência e inspiração para a família. O legado deixado por ele continua sendo honrado pelas novas gerações, que expandiram as atividades para o Tocantins e hoje consolidam o Grupo Wink como uma presença importante na produção agrícola da região.

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Preço da carne de frango interrompe 3 meses de alta e cai em novembro



Os preços da carne de frango caíram em novembro, interrompendo três meses seguidos de alta. Isso é o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De acordo com agentes consultados pelo instituto, a maior disponibilidade de frango vivo para abate ao longo do mês acabou elevando a oferta de carne no mercado atacadista. Além disso, o movimento sazonal de enfraquecimento da demanda na segunda quinzena do mês causou queda nos valores no período, o que pressionou a média mensal.

No atacado da Grande São Paulo o frango inteiro congelado teve média de R$ 7,77/kg em novembro, baixa de 2,1% frente à de outubro. Para as próximas semanas, as expectativas de colaboradores do Cepea são divergentes.

Uma parte do setor está otimista e à espera de reações nos preços, fundamentados no possível aquecimento na venda de aves neste período de final de ano. Por outro lado, outros agentes estão atentos à oferta de animal vivo acima da procura, que tenderia a manter o mercado da carne pressionado.

De forma similar as cotações dos ovos também vem estando pressionados, levando o poder de compra do avicultor de postura paulista a cair pelo terceiro mês consecutivo frente ao milho, atingindo o menor patamar do ano.

Em relação ao farelo de soja, o centro de pesquisas indica que o poder de compra vem recuando há cinco meses, sendo, em novembro, o menor desde fevereiro/25. Já no comparativo anual, a relação de troca dos produtores segue positiva, com avanços de até 20% frente ao farelo de soja e de até 11% na comparação com o milho.

Assim, pesquisadores explicam que a maior oferta no mercado interno pressionou as cotações dos ovos ao longo de novembro. Em Bastos (SP), o preço médio do branco tipo extra, a retirar (FOB), foi de R$ 131,48/caixa com 30 dúzias, 6% abaixo do de outubro. Para os ovos vermelhos, a média mensal foi de R$ 144,98/cx na região paulista, queda de 5,9%.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & Agro

Diversidade genética amplia uso agrícola da berinjela



A equipe examinou 368 variedades que representam a diversidade global da espécie


A equipe examinou 368 variedades que representam a diversidade global da espécie
A equipe examinou 368 variedades que representam a diversidade global da espécie – Foto: Pixabay

A diversidade genética da berinjela ganhou novo alcance com a divulgação do conjunto completo de genes e características agronômicas da espécie. O trabalho reúne informações reunidas ao longo de oito anos de pesquisa e amplia o entendimento sobre a capacidade de adaptação do cultivo a diferentes ambientes, fator relevante diante das mudanças climáticas. A análise se baseou em uma coleção global com mais de 3400 variedades cultivadas e silvestres, usadas para identificar diferenças de desenvolvimento e evolução do vegetal.

O estudo foi conduzido por uma colaboração internacional que inclui o Instituto Nacional para a Pesquisa Agronômica da França. Os pesquisadores mapearam mais de 20 mil famílias de genes e 218 características agronômicas, entre elas resistência à marchitez fúngica e capacidade antioxidante. O conjunto, de livre acesso, fornece recursos para programas de melhoramento interessados em desenvolver variedades ajustadas a condições locais. Os resultados foram publicados em Nature Communications.

A equipe examinou 368 variedades que representam a diversidade global da espécie e duas ancestrais silvestres, com sequenciamento completo do genoma e observação em campo de características como resistência à seca, resistência a doenças e composição do fruto. Os ensaios ocorreram em locais com diferentes condições ambientais na Espanha, Itália e Turquia. A partir desses dados, os cientistas identificaram 16.300 famílias de genes essenciais presentes em todas as variedades e outras 4.000 consideradas opcionais. Algumas características apareceram em todas as regiões avaliadas, enquanto outras se manifestaram apenas em ambientes específicos, mostrando forte influência do clima e do manejo.





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Exportações do agro crescem 25,8% em novembro e ajudam Brasil a bater recorde histórico



O Brasil registrou em novembro de 2025 a maior corrente de comércio da série histórica para o mês, somando US$ 51,2 bilhões em fluxo total. O resultado foi impulsionado pelo forte desempenho das exportações agropecuárias, que cresceram 25,8% na comparação anual, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

As exportações gerais do país alcançaram US$ 28,5 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 22,7 bilhões, gerando superávit de US$ 5,8 bilhões no mês. No acumulado de janeiro a novembro, as vendas externas chegam a US$ 317,8 bilhões, alta de 1,8% ante 2024.

Agropecuária é destaque absoluto do mês

Entre os setores exportadores, o agro foi o grande destaque:

  • +US$ 1,16 bilhão em novembro
  • +25,8% sobre novembro de 2024

No acumulado do ano, o campo também mantém trajetória positiva, com aumento de US$ 3,45 bilhões (+5%) nas exportações.

Produtos da indústria de transformação também cresceram (+3,7%), enquanto a indústria extrativa recuou (–14%) no mês, puxada principalmente pela menor receita com minério.

Importações crescem, mas recuo no agro evita alta maior

Do lado das importações, o país registrou alta de 7,4% em novembro, somando US$ 22,7 bilhões. A indústria de transformação foi o setor que mais elevou suas compras externas (+9,3%).

Na agropecuária, porém, houve leve queda de 5,4%, o que ajudou a conter a expansão das importações totais.

Recorde também no acumulado do ano

De janeiro a novembro, o Brasil movimentou US$ 577,8 bilhões em comércio exterior, alta de 4,1% em relação ao mesmo período de 2024. O superávit acumulado atingiu US$ 57,8 bilhões.

Indicadores de novembro

  • Exportações: US$ 28,51 bi (+2,4%)
  • Importações: US$ 22,67 bi (+7,4%)
  • Superávit: US$ 5,84 bi
  • Corrente de comércio: US$ 51,19 bi (+4,5%)

Acumulado do ano (jan–nov)

  • Exportações: US$ 317,82 bi (+1,8%)
  • Importações: US$ 259,98 bi (+7,2%)
  • Corrente total: US$ 577,8 bi (+4,1%)



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bois confinados representam 31,7% dos animais destinados ao abate em 2025



A pecuária intensiva brasileira registrou avanços importantes em 2025. Dados da Scot Consultoria, levantados na expedição Confina Brasil, mostram que houve um crescimento médio de 18,4% no volume de animais terminados em confinamento neste ano em comparação com 2024. O estudo analisou 184 propriedades, responsáveis por 2,6 milhões de cabeças destinadas ao abate, o equivalente a 31,7% de todo o gado confinado de 2025, consolidando o peso estatístico da amostra.

A expedição percorreu 30 mil quilômetros de norte a sul do país ao longo de quatro meses. No total, mais de 3,4 milhões de cabeças de gado foram mapeadas, compondo o Benchmarking Confina Brasil 2025, relatório gratuito que reúne informações técnicas, econômicas e produtivas dos sistemas intensivos observados.

O documento detalha o perfil das propriedades, os modelos de intensificação adotados — como confinamento convencional, sistemas semi-intensivos e estações de pré-embarque — além de dados sobre infraestrutura, nutrição, mão de obra, manejo de dejetos e uso de tecnologias.

A pesquisa evidencia também a profissionalização da gestão nos sistemas intensivos. Entre as propriedades visitadas, 41,4% acompanham seus custos de produção de forma integrada e 85,9% utilizam algum tipo de consultoria ou assessoria especializada. Outro ponto de destaque é a incorporação gradual de ferramentas digitais e softwares de gestão, que reforçam a busca por eficiência e precisão nas rotinas operacionais.

Os indicadores zootécnicos refletem ganhos consistentes de produtividade, especialmente na redução da idade de abate. A idade média de saída dos machos ficou em 23,5 meses, enquanto as fêmeas alcançaram média de 19,9 meses, evidenciando maior precocidade nos sistemas intensivos.

Em relação aos custos de produção, o benchmarking reúne informações sobre gastos nutricionais, sanitários e operacionais, assim como dados da reposição e do boi gordo. Esse conjunto permite avaliar como a variação dos preços de mercado influencia a diária do confinamento e, por consequência, sua rentabilidade. A pesquisa mostra ainda que mais de 70% das propriedades que confinam também têm área de lavoura e mais da metade delas adota sistemas integrados de produção, como Integração Lavoura-Pecuária (ILP). Isso reforça a importância da agricultura como suporte para reduzir custos com alimentação e dar maior autonomia ao sistema.

Além dos dados de 2025, o relatório apresenta perspectivas para 2026, considerando o comportamento do mercado, os desafios dentro e fora da porteira e o cenário de preços dos insumos e da reposição. A Scot Consultoria destaca que o benchmarking se consolida como ferramenta estratégica para pecuaristas, consultores, técnicos e empresas que buscam entender a radiografia da pecuária intensiva e suas particularidades regionais.



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